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E nestes últimos tempos atendemos a este novo impulso: dominar a realidade... Daí, indiretamente,  nos sentimos induzidos ...
Agora, em suma, queremos ser os criadores e os nossos próprios senhores.
Na realidade para o homem nada até hoje se mostrou simples, a começar por ele próprio. Por isso, em especial ao longo dos ...
Assim o homem tenta se afastar de si mesmo para se livrar ou se libertar da natureza primária daquela criatura humana pré-...
Mesmo assim ou de qualquer modo, eu mesmo preciso reconhecer que  foi pela  sua própria inteligência que o homem evoluiu.....
Mas logo aqui, analisando melhor, eu me corrijo para dizer que a nossa evolução se deu graças a alguns poucos homens, cham...
E os gênios, eles propriamente evoluíram projetando-se para fora de si mesmos através de suas poderosas inteligências.
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Infelizmente, também quanto a isto, precisamos já de início refletir.
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só se escreve de maneira obviamente simples.
Simplificar é tornar claro  ―  pois se refere à claridade. Diz respeito aos fenomenais conceitos desta natureza: quanto ma...
E é o que ainda pode ser visto na natureza, em tudo que nos transmite a idéia de perfeição, a exemplo da flor, da rosa : b...
E é o que ainda pode ser visto na natureza, em tudo que nos transmite a idéia de perfeição, a exemplo da flor, da rosa : b...
Mas vamos tentar direcionar o assunto para níveis mais humanos.
Simplificar é eliminar ou diminuir a complexidade, reduzir as variantes, renovar o desgastado, dissipar o excessivo e, em ...
Lembro-me desta minha irmã mais velha, quando ganhou um concurso publicitário em São Paulo com a frase (de sua autoria, cl...
O assunto me lembra também do taoísmo, minha religião ou sistema ascético preferido. Esta nossa idéia de simplicidade pare...
Há mais de dois mil anos, como se soubessem que um dia suas palavras deixariam de ser um mero vaticínio..., eles assim se ...
“ O caminho perfeito não é oculto. Quando o andarilho-discípulo está pronto (maduro) o caminho aparece. Então o andarilho ...
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“ E após se ancorar em Deus (a Unidade que existe na base da Vida!), o andarilho percebe que o caminho perfeito pode ter o...
“ E ele então se põe a cuidar do caminho, limpando toda a parte suja, preenchendo a parte vazia, completando o incompleto,...
“ ... E assim em conseqüência, no fim, o caminho retorna à perfeita integridade ...”.
“ ... E assim em conseqüência, no fim, o caminho retorna à perfeita integridade ...”. Íntrego, simplesmente perfeito, onde...
Por isso, mesmo para nós, simplificar não significa uma regressão ao estágio de desenvolvimento humano primitivo — anterio...
voltar a nós mesmos!,  até nos pôr novamente em contato com a nossa natureza íntima, para, enfim ou em seguida, evoluirmos...
reconciliados com as forças do Universo.
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  1. 3. Nós, humanos, somos complicados, sem dúvida. Tipos variadíssimos que se expressam por centenas de diferentes linguagens, cada qual com a capacidade própria de entender a realidade como se a inventasse ou a criasse. Isso, de fato, no início ficou a cargo dos nossos religiosos: homens místicos fenomenais, intérpretes das mentes de seus variados deuses criadores.
  2. 4. E nestes últimos tempos atendemos a este novo impulso: dominar a realidade... Daí, indiretamente, nos sentimos induzidos a recriar (desta feita por nós mesmos) a própria Vida — para exercermos sobre ela total controle.
  3. 5. Agora, em suma, queremos ser os criadores e os nossos próprios senhores.
  4. 6. Na realidade para o homem nada até hoje se mostrou simples, a começar por ele próprio. Por isso, em especial ao longo dos últimos séculos, ele se utiliza da inteligência ― basicamente ― para se afastar de si mesmo ou de seu interior, onde toda a complexidade ressoa de uma maneira muito íntima..., insuportavelmente íntima ...
  5. 7. Assim o homem tenta se afastar de si mesmo para se livrar ou se libertar da natureza primária daquela criatura humana pré-histórica que o gerou: uma criatura consciente, mas ignorante e, então, extremamente supersticiosa, complexada — ou tornada complexa sintetizada pelas fibrilas do medo.
  6. 8. Mesmo assim ou de qualquer modo, eu mesmo preciso reconhecer que foi pela sua própria inteligência que o homem evoluiu..., tecnicamente.
  7. 9. Mas logo aqui, analisando melhor, eu me corrijo para dizer que a nossa evolução se deu graças a alguns poucos homens, chamados gênios — com os seus espíritos inventores e mesmo “criativos” —, pois nós, os povos, estes homens comuns, fomos e ainda somos apenas manipuladores e consumidores de suas descobertas e invenções.
  8. 10. E os gênios, eles propriamente evoluíram projetando-se para fora de si mesmos através de suas poderosas inteligências.
  9. 11. (( Em “A Razão entre o Medo e a Coragem” escrevi sobre o medo, para destacar seus valores ― que, claramente, não se mostrarão nesta crônica. )) De fato eles conseguiram “funcionar”, não levando em conta suas complexidades interiores ou íntimas, quando puderam também desprezar o medo intrínseco, congênito, impedindo-o, então, de manifestar sua natureza — esta que tem um conteúdo emocional inegavelmente inibidor .
  10. 12. Mas também foram aqueles mesmos gênios que abriram o caminho que a meu ver tornou-se perigoso..., porque de maneira definitiva ― e como um todo ― pode nos tirar de dentro de nós mesmos, afastando-nos da nossa natureza íntima de criaturas vivas..., humanas..., legitimamente filhas da Terra. Isto, seguindo ainda minhas convicções, fatalmente romperia o elo entre nós e o céu..., tanto em sua concepção espiritual quanto material (...)
  11. 13. (...!...) E aqui eu esclareço que foi voluntariamente que escrevi desta maneira prolixa..., dando asas às informações que me assediaram ao pensar sobre o assunto para que ficasse “clara” a sua complexidade, esta que é nossa própria... e que, então, precisa ser... simplificada!
  12. 14. Antes disso, porém, e deste modo me parece fácil reconhecer que a inteligência humana — elevada à condição aleatória de regente suprema do nosso ser — torna-se desumana, porque não se limita aos limites humanos e às suas razões. Ela segue apenas o ímpeto de estar sempre ocupada, funcionando, avançando ...
  13. 15. E de fato, como já dizíamos, ela nos tira de dentro de nós mesmos, afastando-nos da nossa natureza mais íntima, de onde se manifestam não somente aqueles fatores primários ― como o medo e a superstição ―, mas também alguns dos nossos mais importantes fatores de “humanidade”: sentido ético ou moral, senso de justiça junto ao sentimento de indignação...; pudor, vergonha, constrangimento..., estas sensações que nos levam a perceber quando estamos agindo erradamente ferindo os nossos sentimentos mais nobres tais como o amor e a solidariedade, estes, sem os quais, não se dá uma evolução real !
  14. 16. E são esses os sentimentos que eu não vejo naquele gênio dotado de extraordinário espírito científico que, entretanto, não se importa com as aplicações dos resultados de seus trabalhos..., mesmo que sejam aplicações contrárias à paz ou à Vida.
  15. 17. E escrevo sobre isso porque, a despeito dos poderes de nossos líderes políticos, somente os cientistas ― e apenas eles, se quiserem ― poderão deter a criação ou o desenvolvimento de qualquer tipo de instrumento que violente a vida ou se transforme em artefato de destruição.
  16. 18. Para enfatizar, do modo como é, a inteligência humana cumpriu o seu primeiro papel ou o seu papel primário na longa e conturbada história da nossa evolução. A partir de agora, porém, ela deverá ser modificada e humanizada, pois não precisa mais ser tão agressiva, tão independente de nós mesmos, tão alheia às nossas emoções e aos nossos limites humanos. Afinal, a despeito de sua importância, sozinha ela não terá a menor chance..., porque o suporte de sua existência está exatamente na fragilidade e na delicadeza da vida que pulsa em nossos corações.
  17. 19. É neste ponto que surge ou ressurge sobre o gênio da inteligência a importância do sábio, porque para este o pensamento vai para aonde está o sentimento, ou sai de onde o sentimento está ... E assim, ao sentir angústia, solidão ou medo, ele procura desvendar os mistérios da natureza humana, projetando-se através da dualidade corpo-mente, matéria-espírito, procurando unificar sua natureza terrestre com sua natureza cósmica ou... celeste.
  18. 20. E assim, portanto, enfim, levando em conta esta profusão de conceitos, onde já não há como nossa complexidade ficar mais clara, o que nós todos precisamos é entrar em uma nova era — estabelecida pela fase da simplificação.
  19. 22. Para mim, simplesmente, o que nós precisamos é evoluir a partir do que recebemos, integrando-nos harmoniosamente aos elementos originais da Vida neste mundo.
  20. 23. Infelizmente, também quanto a isto, precisamos já de início refletir.
  21. 24. Mas, felizmente, sobre este mesmo assunto ...,
  22. 25. só se escreve de maneira obviamente simples.
  23. 26. Simplificar é tornar claro ― pois se refere à claridade. Diz respeito aos fenomenais conceitos desta natureza: quanto mais perfeito... mais claramente simples.
  24. 27. E é o que ainda pode ser visto na natureza, em tudo que nos transmite a idéia de perfeição, a exemplo da flor, da rosa : bela, sedosa, perfumada, simplesmente perfeita !
  25. 28. E é o que ainda pode ser visto na natureza, em tudo que nos transmite a idéia de perfeição, a exemplo da flor, da rosa : bela, sedosa, perfumada, simplesmente perfeita ! ― Não há o que acrescentar ou tirar! ―
  26. 29. Mas vamos tentar direcionar o assunto para níveis mais humanos.
  27. 30. Simplificar é eliminar ou diminuir a complexidade, reduzir as variantes, renovar o desgastado, dissipar o excessivo e, em suma, centralizar no essencial ...!...
  28. 31. Lembro-me desta minha irmã mais velha, quando ganhou um concurso publicitário em São Paulo com a frase (de sua autoria, claro, na perfeita beleza de ser): “ Essencialmente simples..., simplesmente essencial.”
  29. 32. O assunto me lembra também do taoísmo, minha religião ou sistema ascético preferido. Esta nossa idéia de simplicidade parece corresponder ao que os taoistas escreveram sobre “O caminho perfeito”.
  30. 33. Há mais de dois mil anos, como se soubessem que um dia suas palavras deixariam de ser um mero vaticínio..., eles assim se expressaram:
  31. 34. “ O caminho perfeito não é oculto. Quando o andarilho-discípulo está pronto (maduro) o caminho aparece. Então o andarilho se funde com o caminho. Eles se transformam em um: a parte externa e brilhante (consciente) ocupa a parte escura e profunda (inconsciente).”
  32. 35. “ Mas este andarilho tem uma base mística (base de equilíbrio: que se vê na unidade da Vida!) em que se ancora ― Deus!... E pouco importa o nome que Lhe dêem: Brahman, Allah, Ishvara, Cristo, Buda, Tat ...”
  33. 36. “ E após se ancorar em Deus (a Unidade que existe na base da Vida!), o andarilho percebe que o caminho perfeito pode ter o seu equilíbrio violado e se estragar ou ser estragado...”
  34. 37. “ E ele então se põe a cuidar do caminho, limpando toda a parte suja, preenchendo a parte vazia, completando o incompleto, renovando o desgastado, aumentando o insuficiente, dissipando o excessivo ...”
  35. 38. “ ... E assim em conseqüência, no fim, o caminho retorna à perfeita integridade ...”.
  36. 39. “ ... E assim em conseqüência, no fim, o caminho retorna à perfeita integridade ...”. Íntrego, simplesmente perfeito, onde não há mais o que acrescentar ou tirar!
  37. 40. Por isso, mesmo para nós, simplificar não significa uma regressão ao estágio de desenvolvimento humano primitivo — anterior à fala ou à palavra —, embora, devido ao estágio de confusa complexidade que alcançamos neste tempo, revelado nos milhares de consultórios psiquiátricos ou nos intermináveis tratados de psiquiatria, talvez tenhamos de realizar uma forma de regressão:
  38. 41. voltar a nós mesmos!, até nos pôr novamente em contato com a nossa natureza íntima, para, enfim ou em seguida, evoluirmos harmoniosa e intimamente ligados aos elementos originais desta nossa Terra — então,
  39. 42. reconciliados com as forças do Universo.

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