Os Três Grandes Argumentos Filosóficos

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Revendo OS TRÊS GRANDES ARGUMENTOS FILOSÓFICOS que tentaram nortear o pensamento humano ao longo da história.

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Os Três Grandes Argumentos Filosóficos

  1. 3. Tenho escrito muitas crônicas, em slides, com seus fundos ilustrados.
  2. 4. Às vezes, quando o plano de fundo me põe num lugar como este, entre coisas que não foram feitas pelo homem (e que mesmo assim ─ ou por isso mesmo ─ manifestam toda esta extraordinária impressão de grandeza), eu penso em Deus, o Criador, e no texto cito seu nome, como agora. Tenho escrito muitas crônicas, em slides, com seus fundos ilustrados.
  3. 5. E o estranho é que não me preocupo em dar a isso uma sustentação religiosa. Eu acharia ótimo, ao contrário, se pudesse dar a Deus uma sustentação científica.
  4. 6. Afinal, se já é claro que a nossa existência não saiu de dentro de velhos livros (e que Deus, portanto, não criou o Universo com “palavras”), Ele provavelmente nunca andou com oradores e esteve mais perto de matemáticos, ligados à área da geometria.
  5. 7. Afinal, se já é claro que a nossa existência não saiu de dentro de velhos livros (e que Deus, portanto, não criou o Universo com “palavras”), Ele provavelmente nunca andou com oradores e esteve mais perto de matemáticos, ligados à área da geometria. Deve ter sido inspirado nisso que Pitágoras introduziu a geometria na matemática.
  6. 8. E já que não posso me recorrer à religião (nem às ciências, de fato, apesar de estar aqui, no espaço, escrevendo sobre uma paisagem lunar fotografada por elas...), o que me resta é a filosofia.
  7. 9. E daqui inicio a estruturação do título desta crônica, onde o “revendo” sugere o exame de assuntos já tratados, mas que obviamente não surtiram efeito ...
  8. 10. E de fato a estrutura do pensamento humano (ou do pensamento ocidental, melhor dizendo), começou de maneira adequada, na Grécia antiga, quando Sócrates estabeleceu: “ Só o argumento correto pode levar à conclusão correta”.
  9. 11. E vamos logo estabelecer aqui os três grandes argumentos filosóficos que tentaram nortear o pensamento humano ao longo da história. Observem, leitores, como que os dois primeiros correspondem à questão que levantei a pouco, a respeito de Deus :
  10. 12. O ARGUMENTO TEOCOSMOLÓGICO “ Se tudo no Universo e ele próprio existem, isto óbvia e naturalmente significa que ‘ alguém’ deve tê-los criado, pois, sozinho, nada pode ‘ passar a existir’.”
  11. 13. O ARGUMENTO TEOCOSMOLÓGICO “ Se tudo no Universo e ele próprio existem, isto óbvia e naturalmente significa que ‘ alguém’ deve tê-los criado, pois, sozinho, nada pode ‘ passar a existir’.” As ciências nunca falaram de “ alguém”..., mas reconhecem que a “ geração espontânea” é impossível.
  12. 14. O ARGUMENTO TELEOLÓGICO “ Tudo no Universo, incluindo ele próprio, exigem desígnio e propósito. Para compreendermos as coisas precisamos conhecer as razões pelas quais elas foram criadas.”
  13. 15. O ARGUMENTO ONTOLÓGICO “ O que existe, ou o que de maneira clara pode ser visto existencialmente, é mais importante do que o que só supostamente existe.”
  14. 16. Portanto, em última instância, temos de dedicar nossas atenções ao que existe e que se mostra claro na realidade..., mesmo sem desprezar os dois argumentos anteriores.
  15. 17. E vamos alargar um pouco mais o assunto. Estou certo de que, para Sócrates, essas três seriam as bases dos argumentos corretos, capazes de nos levarem às conclusões corretas.
  16. 18. Mas aqui vamos examinar apenas a palavra “correto”. Acho que Sócrates falou disto no sentido de “verdadeiro” ou de algo em que se encerra uma verdade (ligada ao que se vê na realidade). É claro pois, ao contrário, um argumento incorreto ─ estabelecido com erros pela ignorância, pela ilusão ou pela simples mentira ─ nunca chegará a uma conclusão correta, verdadeiramente real ou “concreta” (para mudar o feitio da palavra).
  17. 19. Mas isso não mudará quem diz: A verdade é indefinível e, se não se pode definir “o que é uma verdade”, não se pode definir “o que é uma mentira”.
  18. 20. Interessante. Isto sempre foi o argumento religioso mais inteligente: se cada uma das religiões possui a sua verdade (que não pode ser comprovada ─ e, nem por isso, contestada), é preciso que todas aceitem ou respeitem as verdades umas das outras, pois não há como determinar qual possui a verdade verdadeira.
  19. 21. Então, insistindo, se todas as verdades são igualmente verdadeiras, a despeito de suas divergências e contradições, não se pode determinar qual é a falsa ou se existe alguma falsa.
  20. 22. Curioso. Lembro-me desta legenda: “A verdade ou a realidade está no que acreditamos”. Então, aquilo em que eu acreditar, será uma verdade para mim. E foi assim que o poder da “arte de convencer” se tornou tão importante, a ponto de requerer instrumentos adicionais de propaganda...
  21. 23. Estou certo de que Goebbels, ministro da Informação e Propaganda do governo de Hitler, percebeu tudo isso, para enfim fazer funcionar na prática a sua teoria: “ O fundamento da propaganda é a repetição..., porque é a repetição que fundamenta (ou sempre termina por fundamentar) a verdade e a realidade”.
  22. 24. É inegável que as antigas ladainhas intermináveis (transformadas em modernas mensagens sistematicamente repetidas em nossos meios de comunicação social), agem eficientemente em nossas cabeças de maneira até sutil ─ ou subliminar. E elas fazem isso muito bem, independentes do mal, pois não têm propósitos ou propostas filosóficas, e pouco se interessam pela sabedoria dos argumentos corretos.
  23. 25. E agora, enfim justamente, voltando minha atenção para nós que estamos aqui, em relação ao que realmente interessa, por ser importante, devemos ter isto por convicção: do mesmo modo que a Vida não se alimenta de mentiras (por isso, aliás, sobrevivemos), a realidade não tem como se fundamentar sobre elas. E o fato é que, toda mentira, mais cedo ou mais tarde cai, como um simples efeito da própria evolução...,
  24. 26. E agora, enfim justamente, voltando minha atenção para nós que estamos aqui, em relação ao que realmente interessa, por ser importante, devemos ter isto por convicção: do mesmo modo que a Vida não se alimenta de mentiras (por isso, aliás, sobrevivemos), a realidade não tem como se fundamentar sobre elas. E o fato é que, toda mentira, mais cedo ou mais tarde cai, como um simples efeito da própria evolução..., se não for impedida de ocorrer.
  25. 27. Ao contrário uma verdade jamais cairá, a despeito dos esforços repetitivos das propagandas ou das ladainhas intermináveis... Escrevo assim ao me lembrar de Copérnico e de Galileu Galilei, obrigados de joelhos a negar suas teorias a respeito do sistema heliocêntrico; teorias que, não obstante, prevaleceram, porque eram verdadeiras ou, simplesmente, reais.
  26. 28. E vamos concluir falando do segundo argumento, o Teleológico: “Tudo no Universo exige desígnio e propósito; para compreendermos as coisas precisamos conhecer as razões pelas quais elas foram criadas...”
  27. 29. Precisamos, então, ir além das ciências, que só procuram conhecer ou saber como as coisas funcionam..., para recriá-las ou cloná-las e, assim, fazê-las funcionar pelos seus critérios, razões ou propósitos, não?!...
  28. 30. Como eu não sei o que vocês, leitores, teriam para me dizer ou sugerir, se me permitem, vou formular uma pergunta, pelo ângulo científico:
  29. 31. Se considerarmos que o Universo foi o grande e único CRIADOR de tudo, quais teriam sido as suas razões para criar um complexo e laborioso mundo como o da Terra e ainda uma criatura supostamente preferencial, a humana, que apesar de extraordinária, destinada à auto-evolução, é totalmente confusa, pois não consegue encontrar uma única razão para sua própria existência?...
  30. 32. (!) Por favor, amigos, leitores, não procurem compreender o Universo sem estabelecer nele a presença de um Ser. Perderão seus tempos e ainda farão com que as suas mentes percam o sentido de existir: que não existe para coisas, só para seres!
  31. 36. Escreverei sobre ela em outro espaço, adequadamente. Mas já que ela entrou aqui, deixem-me aproveitar de sua influência. Lamento. Esta imagem entrou aqui, pela minha memória, vinda de outro lugar.
  32. 37. Eu sou exatamente igual aos outros e oscilo no curso dos pensamentos como se estivesse num barco à deriva sobre o oceano da complexidade humana, sem bússolas, sem mapas, sem trilhas para seguir na superfície da água, sem saber quando e aonde aportar ─ ou se tenho aonde aportar nesta Terra...
  33. 38. E talvez a verdade seja mesmo esta: não existem portos para nós na Terra, e, por isso, devemos nos comportar como os navegantes antigos, que se orientavam olhando para o alto, em direção ao Céu... .
  34. 40. Olhem só! Nos dias de hoje nós já escrevemos assim: olhando, do espaço, a Terra e a Lua.
  35. 41. Sabemos que o Universo não existiria  pois sequer teria uma razão para existir  , sem a presença nele de mentes conscientemente perceptivas.
  36. 42. Simplesmente a existência só ocorre de fato se for percebida, enquanto a razão de existir só se dá pela consciência; é aqui que entramos.
  37. 43. E, então, enquanto não descobrirmos novos seres por aí, pelo espaço, que sejamos nós mesmos capazes de dar razão à existência de tudo.
  38. 49. Lanier Wcr

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