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Mas para aqueles mesmos deuses não precisamos de qualquer razão para viver nem de nos preocupar com o futuro, pois nos pro...
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Tudo isso para mim é um contra-senso e, seriamente, não sei de onde tiraram a idéia de que se destruirmos este mundo ganha...
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* * * Ainda não percebemos que ameaçar a Terra já é uma ameaça a nós.
 
 
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Nossa Terra Nosso Mundo (IV)

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(/) Provas de que a Terra deve ser posta ao alcance dos direitos previstos em nossas leis.

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Nossa Terra Nosso Mundo (IV)

  1. 4. Nas últimas décadas ou, especialmente após a nossa segunda grande guerra mundial, algumas importantes mudanças culturais têm ocorrido. Hoje todo homem de qualquer raça ou cor nasce livre. As mulheres saíram do anonimato e se tornaram ativas cidadãs. Finalmente até à criança já se dá o status de “sujeito” (um pequeno sujeito, de fato, mas de toda forma personagem central do próprio ser, que, como tal, deve ser respeitado.).
  2. 5. E também entre nós, felizmente, já existem elementos conceituais e consensuais que procuram dar à Terra, ou ao nosso Mundo, a condição de existência como novo tipo de “sujeito”. Uma condição necessária para que a Terra se ponha ou que seja posta ao alcance dos direitos previstos em nossas leis.
  3. 6. Mas esta visão básica, da importância da Terra, ainda não é clara em nossos meios jurídicos. Recentemente ouvi um velho advogado afirmar: “ O mundo é material e insensível; corresponde às forças cegas da natureza e, por isso, não corresponde ao mundo dos juristas. Para nós estes dois mundos são inconciliáveis.”
  4. 7. Aos poucos tais noções têm mudado, com o surgimento entre nós de alguns novos tipos de excelentes pensadores, como o ecohistoriador Arthur Soffiati. Através de considerações de ordem científica procurou nos mostrar como fomos criados ou gerados pela Terra, literalmente, e que, por isso, não temos como nos separar dela, de forma nenhuma, nem então juridicamente.
  5. 8. Para Soffiati, a Terra funciona como um todo onde não se dissocia a atmosfera da biosfera (esfera da Vida), bem como a biosfera da hidrosfera (esfera das águas) e ainda a biosfera da litosfera (esfera das rochas). E assim como a biosfera (a esfera da Vida) está integrada à Terra, o próprio homem precisa finalmente se entender para se integrar a ela, tratando-a com o respeito devido à prudência... ou à jurisprudência.
  6. 9. Mas as piores influências que ainda atuam sobre isso vêm de primitivos fatores culturais..., promovidos por homens que se julgam destemidos porque se acham fortes e inatingíveis — numa impressão de invulnerabilidade tirada da própria insensibilidade. Infelizmente ainda existem homens como estes que, quando não estão dando tiros, socos ou pontapés, desprendem grandes esforços para elaborar e propagar pelo mundo convicções como estas:
  7. 10. “ Quem faz parte das minorias deprimidas (não oprimidas) ou dos marginalizados fracassados é quem defende o pobre, a igualdade racial e a natureza. — Esta, então, quem a defende são os tidos como ‘sensíveis e coloridos’, gays, homens afeminados e desajustados socialmente... E, além desses tipos exóticos de defensores da natureza, só sobram os ridículos filósofos esfarrapados liderando os místicos, os bizarros e os... palhaços.”
  8. 11. Assim, para continuar, levando em conta a força com que às vezes a própria cultura dificulta as nossas análises — e o despertar do senso crítico — , vou registrar partes da crônica escrita por um humanista renomado, escritor, teólogo e filósofo: Leonardo Boff.
  9. 12. Leonardo escreveu: “Depois dos alarmantes relatórios do IPCC sobre as atuais mudanças climáticas, o pior que nos pode acontecer é deixar as coisas correrem como estão, e irmos alegremente em direção ao próprio fim... Tal situação me faz lembrar o conhecido aforismo de Sören Kierkegaard, famoso filósofo dinamarquês, sobre o ‘clown’, o palhaço — um palhaço de circo...” “ O PALHAÇO DE KIERKEGAARD”
  10. 13. “ O fato, conta Sören, é que estava ocorrendo um incêndio nas cortinas de fundo do circo. O diretor enviou então o palhaço, que já estava pronto para entrar em cena, para avisar a platéia.
  11. 14. “ E este homem de aparência exótica entrou angustiado no palco, de onde suplicou a todos que corressem para apagar as chamas. Mas como se tratava do palhaço, a platéia imaginou que era apenas um truque para fazer rir as pessoas.
  12. 15. “ Portanto, quanto mais o palhaço conclamava a todos, mais estes riam. Não havia dúvida que o ator estava cumprindo esplendidamente seu papel. E, enfim, o desfecho é que o fogo consumiu o palco e todo o circo com as pessoas dentro.”
  13. 16. E assim terminou Kierkeggard: “ Esta, suponho eu, é a forma pela qual o mundo vai acabar no meio da hilaridade geral dos gozadores e galhofeiros que pensam que tudo, enfim, não passa de mera gozação.”
  14. 17. E Leonardo Boff, pelo seu lado, assim terminou sua crônica: “ Como somos o principal agente desestabilizador do mundo, pode acontecer que a Terra não nos considere mais benevolentemente e queira continuar sem nós...”.
  15. 18. * Por fim, semelhante ao amor, quando a razão já não tiver voz, só a tragédia falará... Esta, aliás, sempre teve mais a ver com a história humana do que a razão, não teve?...
  16. 19. Também para Arthur Soffiati “a natureza da Terra não é tão generosa quanto pensam os bem-intencionados que romanticamente a chamam de mãe. E, de fato, esta natureza está mais para a deusa Kali, dos hinduístas, do que para a deusa Gaia, dos gregos. Kali alimenta seus filhos, mas pode também devorá-los.”
  17. 20. “ Mas até isso, para nós, se apresenta de modo dúbio, pois as catástrofes naturais talvez fossem consideradas crueldades se praticadas por seres humanos...
  18. 21. “ Esse reconhecimento, entretanto, não apresenta qualquer justificativa para a agressão do homem à natureza da Terra, exatamente porque este ser se chama de ‘superior’ e se diz dotado de consciência moral.”
  19. 22. O fato é que não há mais tempo para condescendências, porque não há mais tempo para perder. Esta Terra Viva já não consegue criar elementos novos compensatórios para restabelecer o equilíbrio;
  20. 23. e ela passa então a reagir na exata medida das nossas ações..., porque, afinal, de acordo com o que já foi sobejamente divulgado, “ o homem é a medida de todas as coisas!” ... “ Homem Vitruviano” Leonardo da Vince
  21. 24. Não. Infelizmente o homem não serviu como medida para os religiosos e seus supostos “criadores”, deuses eternos. Deuses que provisoriamente nos puseram para viver neste mundo descartável, inexoravelmente destinado a um fim apocalíptico — n’o juízo final’. ... (Oh se pelo menos este tipo de crença nos levasse — afinal — ao juízo!...)
  22. 25. Mas para aqueles mesmos deuses não precisamos de qualquer razão para viver nem de nos preocupar com o futuro, pois nos prometem levar para viver em “outro mundo”, paradisíaco e eterno, completamente separado de toda realidade material conhecida, terrestre ou celeste ...
  23. 26. (!) Leonardo Boff tinha razão, mesmo que ele não seja solidário com estas minhas idéias inteiras. Nunca nos faltaram grandes e variados motivos para irmos (alegremente) em direção ao próprio fim ...
  24. 27. Tudo isso para mim é um contra-senso e, seriamente, não sei de onde tiraram a idéia de que se destruirmos este mundo ganharemos outro, como um tipo de recompensa divina ... Por quê?, pelas nossas boas ações?
  25. 28. Já sabemos que não tem nenhum deus nos fazendo o favor de sustentar nosso mundo. Ele está à mercê das nossas ações, sejam más... ou que sejam boas.
  26. 29. * * Na crônica anterior afirmei que só nos preocupamos com o que amamos, pois de fato não nos importamos com a perda do que não amamos. Mas a questão não é só amar a Terra. É perceber que ela está sob ameaça e, pior, reconhecer que nós somos a ameaça!... Infelizmente só levamos em conta o que nos ameaça, e não o contrário.
  27. 30. * * * Ainda não percebemos que ameaçar a Terra já é uma ameaça a nós.
  28. 33. Lanier Wcr

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