MÃOS (os seus projetos)

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Crônica referente à história do pintor alemão Albrecht Dürer..., onde fica claro que o nosso destino está mesmo em nossas mãos, de um modo extraordinariamente humano...

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MÃOS (os seus projetos)

  1. 2. Seria este o verdadeiro o feitio da mão do nosso Criador? Na figura da capa está claro que Michelangelo não pintou as mãos de um poderoso “criador” retratado no ato de criar. Ali pode estar um Deus - no sentido de Senhor e Amo - que usa suas mãos para indicar ou apontar, mostrar e acusar..., ameaçar enfim.
  2. 3. (?!) Uma mão, semelhante à nossa, seria capaz de criar, formatar ou dar forma a uma rosa como esta? Mas como?!... Com o uso dos dedos?, utilizando-se do barro? Ou talvez com o uso de um pincel?...
  3. 4. Albrecht Dürer Para nós com o uso de um pincel tudo é possível... Assim, a princípio, o ideal é analisarmos uma história relacionada às mãos humanas..., tais como elas são..., ou podem ser. A história se refere a um famoso pintor de origem alemã, Albrecht Dürer. “ Mãos”
  4. 5. (“) No século XV, numa pequena aldeia perto de Nuremberga, vivia a família Dürer com os seus vários filhos. O pai trabalhava até 18 horas diárias nas minas de carvão para ter como levar comida à mesa para todos. Mesmo assim, a despeito das dificuldades, dois de seus filhos menores tinham sonhos maiores: queriam ser pintores.
  5. 6. Os dois irmãos sabiam que o pai não teria como mandá-los para a Academia de Pintura. Então, depois de muitas noites de conversas e trocas de idéias eles chegaram a um acordo: tirariam a sorte pela moeda e o que perdesse trabalharia nas minas de carvão para pagar os estudos do que ganhasse. O vencedor, por sua vez, depois de terminar o curso e começar a ganhar dinheiro com a venda de suas obras, pagaria enfim os estudos do irmão que ficasse nas minas. E assim os dois poderiam ser artistas.
  6. 7. Quis a sorte que Albrecht fosse o ganhador. E este imediatamente foi estudar pintura em Nuremberga. Seu irmão, Albert, começou o árduo e perigoso trabalho nas minas, onde por quatro anos arrecadou dinheiro suficiente para pagar os estudos do irmão. E Albrecht não decepcionou. Logo foi sensação na Academia. Suas gravuras, pinturas em óleo e entalhes chegaram a ser consideradas melhores do que as obras dos seus professores. Por isso, quando ele se formou, já ganhava consideráveis somas em dinheiro com a venda de suas verdadeiras obras de arte.
  7. 8. Nesse tempo, como havia prometido, ele voltou para casa. A família Dürer se reuniu para uma ceia festiva em sua homenagem... E, ao terminar a memorável festa, Albrecht se levantou e propôs um brinde ao irmão Albert  que se havia esforçado tanto, trabalhando nas minas para que os sonhos deles se tornassem realidade. Albrecht disse:  Agora, meu querido irmão, chegou a sua vez... Pode ir para Nuremberga realizar o seu sonho. Eu me encarregarei de pagar por todos os seus gastos.
  8. 9. Albrecht, cheio de expectativa, olhava para Albert... E este, com o rosto banhado em lágrimas, levantou-se calmamente e lhe disse com suavidade: “ Não, irmão. Não posso ir... É muito tarde para mim. Estes quatro anos de trabalho nas minas destruíram minhas mãos. ... Mas eu estou muito feliz agora, por saber que minhas mãos disformes serviram para que as suas mãos realizassem o seu sonho. Não fique triste, o seu sonho sempre foi o meu sonho... Estamos ambos realizados.”
  9. 10. Para render homenagem ao sacrifício de Albert, Albrecht Dürer desenhou aquelas mãos maltradas de seu querido irmão: com as palmas unidas e os dedos apontando em direção ao céu... Albrecht entitulou esta obra como, simplesmente, “Mãos”, mas, em torno do mundo inteiro, as pessoas chamaram-nas de: “ As mãos que oram...”
  10. 12. E assim, voltando à minha estreita dimensão, por esta mecânica pouco artística da minha linha de pensamento, mesmo ao risco de desvirtuar a concepção quase que sublime de algumas habilidades humanas, volto a me perguntar: Qual seria o feitio das mãos do Criador ?
  11. 13. Ou até melhor: Deus, o Criador, teria mãos?... Não, a meu ver Deus é mais mental do que corporal e não teria mãos. E, afinal, para o quê ELE precisaria delas ?
  12. 14. ... Eu acho que Ele precisou delas ao projetar algumas de suas criaturas. E foi mesmo um assunto com o qual se preocupou, levando-se em conta o projeto apresentado em seguida:
  13. 15. Primeiro, vamos introduzir cores aqui.
  14. 16. E aqui está o projeto das mãos.
  15. 17. Assim fica claro que, Deus, o Criador, quis nos favorecer, também pelo ângulo das mãos.
  16. 18. Aliás, no meu modo de ver (analisando a história), o homem começou efetivamente a evoluir quando perdeu a proeminência do maxilar..., e pôde então “ olhar para baixo”, verticalmente, em direção às mãos. Assim começou a manusear os objetos com maior atenção e habilidade.
  17. 19. E não pensem, meus caros leitores, que o primeiro objeto projetado pelas mãos do próprio homem foi uma verdadeira obra de arte. Não, não foi. Mas é claro que serviu para começar a modelar sua evolução. O objeto foi este :
  18. 21. Enfim, pelo que penso, Deus não iria nos dar mais do que o necessário: além dos olhos a inteligência do cérebro, a sensibilidade do coração e as habilidades das mãos. E podemos mesmo dizer que nosso destino está em nossas mãos, ajudando umas às outras.
  19. 22. Lanier Wcr

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