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Por um ângulo bem mais particular, como exemplo, mulheres  ―  ao redor do mundo inteiro  ―  conheceram um “ estado” (o est...
Mas ainda existem outras situações que nos causam grandes desconfortos, como a dos pais que insistem em manter seus filhos...
Tudo isso provocou esta nossa verdadeira repulsa à dependência..., embora nem sempre o estado de liberdade nos seja compre...
Sustentável... Palavra chave, muito usada neste mundo de hoje, justa quando diz “evolução sustentável”... Mas levando em c...
Mesmo em seu sentido primário, a “percepção de dependência” é importante para avaliarmos nossas reais condições de sobrevi...
Assim, desta maneira repetitivamente chata,  temos dificuldades para compreender a nossa atual percepção de dependência à ...
Além disso, o fato é que nos mostramos confiantes nos poderes das nossas ciências, achando que os cientistas e tecnólogos ...
E por favor, não me entendam errado. Sei que temos motivos reais para estarmos confusos, percebendo como oscilamos entre i...
Espero mostrar que na nossa direta relação com a Vida (que neste mundo é uma só com a Terra) existe inegável relação de de...
Mesmo assim ―   sendo o livre-arbítrio real para nós  ―, a Vida continua a nos tratar com liberdade vigiada, talvez restri...
Então, prudentemente, terei que escrever isto: a Vida pode ser a nossa maior aliada ou, ao contrário, pode ser a nossa pio...
 
Mas nada para nós é fácil. Mesmo fazendo a nossa escolha pela Vida, o que pode ela nos dar?... Liberdade?!...
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E agora que já nos divertimos um pouco, vamos tratar do assunto seriamente. Levando em conta que algumas pessoas, respeitá...
Sob aspectos mais largos, abrangentes ou universais, estabeleço minha fidelidade a esta convicção: “ o que há ou o que pod...
Não me parece difícil concordar com a sentença de que “o estado de perfeição” é uma utopia  ―  uma metáfora impossível de ...
(!...) E, quanto ao outro lado, tudo o que podemos fazer é aclamar a perfeição e a liberdade apenas como símbolos, inalcan...
(!!...) Eu lamento, leitores, mas devo ser democrático e deixar aqui um espaço ou uma boa margem para erros, lembrando-me ...
O QUE PODE A VIDA NOS DAR? (!!!...) E, exatamente aqui, chego àquele ponto de onde eu precisaria de mais espaço, ou de um ...
Repito, pela sua importância, que “ o nosso bem inquestionável, absolutamente insubstituível”, é a Vida! Dela não somos es...
Repito, pela sua importância, que “ o nosso bem inquestionável, absolutamente insubstituível”, é a Vida! Dela não somos es...
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(*) Nesta crônica analisamos nossas atuais percepções de dependência e, então, de liberdade..., relacionando-as, enfim, à Vida.

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Liberdade ou Morte (o que pode a Vida nos dar)

  1. 3. A primeira parte do título desta crônica me remeteu a este simbólico dia da Independência do Brasil, quando o regente D. Pedro I desembainhou a sua espada e conclamou: Independência ou Morte! Esta frase me ocorreu natural e indiretamente, ao pensar no título desta crônica, porque a liberdade tem na independência o seu símbolo maior. Também é um fato que temos horror à dependência, seja ela de qual natureza for (financeira, emocional, física) e, no caso justamente, quando nos sentimos dependentes de alguma situação ou “estado” que nos escraviza e explora.
  2. 4. Por um ângulo bem mais particular, como exemplo, mulheres ― ao redor do mundo inteiro ― conheceram um “ estado” (o estado civil de casadas) quando sentiram de perto, nas peles, os efeitos da dependência, em relação aos homens. E enfim...
  3. 5. Mas ainda existem outras situações que nos causam grandes desconfortos, como a dos pais que insistem em manter seus filhos dependentes, como a dos empregados que dependem da variação de humores do patrão, como a do doente ou a do velho que depende da boa vontade dos outros: dos sadios e mais fortes ou mais jovens .
  4. 6. Tudo isso provocou esta nossa verdadeira repulsa à dependência..., embora nem sempre o estado de liberdade nos seja compreensível ou sustentável.
  5. 7. Sustentável... Palavra chave, muito usada neste mundo de hoje, justa quando diz “evolução sustentável”... Mas levando em conta que para nós a independência se baseia na capacidade de se (auto)sustentar, isto na realidade diz respeito a nós, humanos?... Não. Isto só diz respeito ao nosso mundo! Este que ― por nós! ― precisa manter sua capacidade de auto-sustentação, porque, afinal, não vivemos sem ele, este do qual precisamos para tirar o nosso... sustento. E é assim, leitores, para nós não existe assunto fácil. Mas talvez possamos chegar a algum lugar após mesclar “ evolução sustentável” com “dependência sustentável”...
  6. 8. Mesmo em seu sentido primário, a “percepção de dependência” é importante para avaliarmos nossas reais condições de sobrevivência neste mundo: por inteiro ou em relação ao seu todo. Aliás, apesar de esquisita, ela não nos foi dada à toa, considerando que surgiu em nós, ou no primeiro humano, junto ao seu primário sistema de percepções ― quando este sistema se transformou em “consciência”. Uma consciência que ainda, no caso, relacionada à nossa sobrevivência neste mundo, infelizmente tem enorme dificuldade para se traduzir em compreensão.
  7. 9. Assim, desta maneira repetitivamente chata, temos dificuldades para compreender a nossa atual percepção de dependência à Terra e à Vida..., estas que se mostram debilitadas, já incapazes de nos sustentarem ou corresponderem aos nossos anseios quanto ao futuro... E se somos os culpados por isso pouco nos importa. Não faz diferença algum chato nos dizer que somos as únicas criaturas que sujam o seu próprio mundo e estabelecem ao seu redor o estado propício ao surgimento de doenças.
  8. 10. Além disso, o fato é que nos mostramos confiantes nos poderes das nossas ciências, achando que os cientistas e tecnólogos se empenham em construir naves espaciais para simplesmente nos tirarem da Terra, tornando-nos independentes dela. Também nos causa estranho prazer, achar que eles desenvolvem as suas “engenharias biológicas”, construindo peças de plástico, para gradualmente substituírem os nossos membros e órgãos..., e que talvez possam até servir para a fabricação de seres inteiros ― robotizados (“criados à imagem ou semelhança do homem”) ― para assim nos libertarem da Vida..., tornando-nos independentes dela.
  9. 11. E por favor, não me entendam errado. Sei que temos motivos reais para estarmos confusos, percebendo como oscilamos entre insuportáveis estados de dependência e insustentáveis estados de liberdade. É o assunto que eu tentarei desenvolver em seguida, relacionando-o diretamente à mais importante personagem que vive entre todos nós neste mundo, a Vida..., considerando que o Ser nosso Criador, em pessoa, jamais é visto por aqui..., talvez porque tenha deixado tudo nas mãos dela, o que enfim pode mesmo se mostrar como uma confiança exagerada...
  10. 12. Espero mostrar que na nossa direta relação com a Vida (que neste mundo é uma só com a Terra) existe inegável relação de dependência, mas não de escravidão. Ela nos deu tudo de que precisávamos e ainda nos dá escolhas e nos deixa agir... E afinal, se ela mesma foi criada por Deus, em primeiro plano ela tem que respeitar o que o nosso Criador nos deu: o livre-arbítrio!
  11. 13. Mesmo assim ― sendo o livre-arbítrio real para nós ―, a Vida continua a nos tratar com liberdade vigiada, talvez restrita ou até limitada, embora as suas leis naturais sejam flexíveis, subordinadas a um fabuloso dispositivo de forças que, sempre quando necessário ― ou possível ― restabelece o equilíbrio. E assim chegamos ao nosso problema atual, crucial, provocado por nós mesmos: estamos tornando o equilíbrio natural impossível de ser restabelecido pela Vida.
  12. 14. Então, prudentemente, terei que escrever isto: a Vida pode ser a nossa maior aliada ou, ao contrário, pode ser a nossa pior inimiga. Devido ao nosso sagrado livre-arbítrio temos o direito de escolher: Vida... ou Morte. * A escolha pela Vida nos leva à segunda parte desta nossa crônica.
  13. 16. Mas nada para nós é fácil. Mesmo fazendo a nossa escolha pela Vida, o que pode ela nos dar?... Liberdade?!...
  14. 17. ... Bom. De início vamos analisar duas faces de uma mesma idéia a respeito de liberdade..., para logo mostrarmos como o assunto é diversificado e, neste caso, é até cômico, senão trágico. Lembro-me do que escrevi certa vez em um livro: liberdade, em alguns países, é o direito que tem o cidadão de andar armado sem ser incomodado..., e, em outros países, liberdade é o direito que tem o cidadão de andar desarmado sem ser incomodado... (!) Infelizmente, na maioria dos casos, agimos pelo que temos na cabeça, ou pela cabeça que temos, resignadamente subordinados a fatores culturais, regionais.
  15. 18. E agora que já nos divertimos um pouco, vamos tratar do assunto seriamente. Levando em conta que algumas pessoas, respeitáveis entre nós, alegam que “a liberdade é o que há ou o que pode haver de mais precioso para nós ― um bem inquestionável, absolutamente insubstituível ― ”, devo fazer um resumo do que penso a respeito desta expressão, justa quando clara e diretamente relacionada a situações de opressão, ou que seja de dependência com ares de escravidão.
  16. 19. Sob aspectos mais largos, abrangentes ou universais, estabeleço minha fidelidade a esta convicção: “ o que há ou o que pode haver de mais precioso para nós, um bem inquestionável, absolutamente insubstituível”, é a Vida!!! E para dar prosseguimento conclusivo ao assunto anterior, como efeito de raciocínio e entendimento, farei dois parâmetros: liberdade e escravidão (ou antes) perfeição e imperfeição.
  17. 20. Não me parece difícil concordar com a sentença de que “o estado de perfeição” é uma utopia ― uma metáfora impossível de ser atingida ou alcançada, mas que “o estado de imperfeição” é real e existente..., alcançável portanto. Do mesmo modo “o estado de liberdade” é utópico ― apenas uma metáfora ― , mas “o estado de escravidão” é real e existente..., igualmente alcançável portanto. Sendo assim, o que podemos fazer, é nos atentar ao que possa ser definido como imperfeição e escravidão.
  18. 21. (!...) E, quanto ao outro lado, tudo o que podemos fazer é aclamar a perfeição e a liberdade apenas como símbolos, inalcançáveis e impraticáveis por nós, na realidade..., levando-se em conta que a liberdade só se dá em um estado de absoluta perfeição. Isto, outra vez inevitavelmente, nos remete à idéia da existência de Deus, único ser de natureza compatível com a idéia de perfeição..., no caso até pelo seu ângulo absoluto.
  19. 22. (!!...) Eu lamento, leitores, mas devo ser democrático e deixar aqui um espaço ou uma boa margem para erros, lembrando-me do conceito que circula pelos corredores de algumas das nossas mais conceituadas academias: “ Deus é simplesmente um nome ou uma metáfora introduzida em todas as línguas para simbolizar o enigma da origem de tudo, nosso anseio de paternidade. Nós, pobres homens órfãos, condenados à vida sem um porquê...”
  20. 23. O QUE PODE A VIDA NOS DAR? (!!!...) E, exatamente aqui, chego àquele ponto de onde eu precisaria de mais espaço, ou de um espaço maior, para desenvolver estes nossos assuntos por inteiros. E desta vez abertamente confesso para vocês que estou propagando a importância dos livros..., aos quais às vezes, inevitavelmente, temos que nos recorrer. Sou um escritor e tenho paixão pelos livros, mas não teria sequer iniciado esta crônica se não me sentisse capaz de concluí-la, enfim respondendo à pergunta:
  21. 24. Repito, pela sua importância, que “ o nosso bem inquestionável, absolutamente insubstituível”, é a Vida! Dela não somos escravos, somos apenas dependentes..., e, mesmo por isso, temos de manter com ela uma interação adequada, leal, fiel e madura, para recebermos dela, na medida da nossa evolução, porções de liberdade!
  22. 25. Repito, pela sua importância, que “ o nosso bem inquestionável, absolutamente insubstituível”, é a Vida! Dela não somos escravos, somos apenas dependentes..., e, mesmo por isso, temos de manter com ela uma interação adequada, leal, fiel e madura, para recebermos dela, na medida da nossa evolução, porções de liberdade!

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