Liberdade

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E a partir de agora?..., para onde deve a força da liberdade nos impulsionar?

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Liberdade

  1. 4. As nossas noções de liberdade nasceram deformadas pelos elos das correntes.
  2. 5. Em vão as religiões tentaram nos ajudar a resolver este assunto.
  3. 6. Por isso a filosofia foi chamada ou se apresentou voluntariamente para enfim nos revelar: “ o homem foi a única criatura nascida na Terra que escravizou o seu semelhante”.
  4. 7. E sendo grave assim, no caso, é conveniente nos lembrar de todas as palavras ditas pelo sábio revolucionário francês, Voltaire, o senhor das letras :
  5. 8. “ Em quê um cão pode ser obrigado por outro cão? E um cavalo, por outro cavalo?... Em nada. Nenhum animal oprime o seu semelhante.
  6. 9. “ Mas no caso do homem, que recebeu este raio de luz divina chamado razão, qual foi o resultado?... O de ser escravo em quase toda a Terra!...”
  7. 10. Mesmo assim ou por isso mesmo a própria filosofia teve grandes dificuldades para sobreviver.
  8. 11. Ao contrário das religiões, ela se recorria à dúvida, como princípio, para em seguida questionar o inquestionável, ou que fosse, até então, o proibido.
  9. 12. Sócrates, o primeiro dos nossos grandes filósofos, foi condenado à morte e, assim, proibido de continuar a falar que o homem não podia escravizar o próprio homem, “ porque todos os homens eram irmãos, cidadãos do mundo inteiro”.
  10. 13. Podia-se ver que no caso do filósofo Sócrates não adiantaria acorrentá-lo, porque mesmo assim ele continuaria a pensar por si mesmo... e a falar pelo que pensava.
  11. 14. E este sempre foi o lema da filosofia, que ainda claramente se mostra nesta questão: se o pensamento nasce livre na cabeça do homem, por que razão ele não teria o direito de pensar por si mesmo?
  12. 15. Mas também para esta mesma filosofia sempre foi claro que a liberdade continha alguns elementos contraditórios, pois o livre direito de pensar não correspondia ao livre direito de agir.
  13. 16. E assim, precisamente, posso dizer que, enquanto a liberdade se refere a “direitos”, o homem, então, só adquire direitos enquanto se aprimora e evolui.
  14. 17. De qualquer modo parece existir um fator ou lei universal que atua sobre isso, pois é claro que agindo irracionalmente o homem não chegará a lugar algum ― relacionado ao futuro.
  15. 18. E o fato é que não se pode dar liberdade à irracionalidade (por isso o Criador não deu aos animais o poder do livre-arbítrio.) E o drama é que Deus nos deu o poder do livre-arbítrio antes de nos dar ou sem nos dar a razão-plena ou a plena racionalidade.
  16. 19. Mas seriamente isto me mostra que o livre-arbítrio é um componente ou um simples e útil instrumento da consciência individual, e não uma razão de ser.
  17. 20. Também a liberdade não é ou não tem razão de ser uma meta em si, pois é claro que ela é um instrumento de ação correspondente ao meio, não ao fim.
  18. 21. E na realidade, até para seres racionais, a liberdade individual é limitável, em seu aspecto físico, se é mesmo verdade que a liberdade de um termina onde começa a liberdade de outro ...
  19. 22. Assim, por este ângulo da liberdade física, em relação a nós e às nossas vidas neste mundo, quanto maior a densidade demográfica menor a liberdade individual.
  20. 23. Hoje, então, quando se proclama como o nosso único ou talvez último bem a liberdade individual, pelo seu aspecto físico tem-se o ingrediente para uma ficção:
  21. 24. o personagem central da liberdade suprimindo as liberdades dos outros, para conquistar espaço...,
  22. 25. até que fique sozinho e possa, enfim, exercer na prática a plena liberdade. (...)
  23. 26. Deste modo, na melhor das hipóteses, o personagem central da liberdade voltaria à solitária condição vivida pelo “primeiro homem”...,
  24. 27. não àquela condição surgida depois e vivida pelo primeiro casal da humanidade, Adão e Eva...,
  25. 28. se de verdade os conflitos humanos tiveram início a partir da inclusão de uma segunda personagem neste mundo, com a qual o homem se viu obrigado a dividir sua liberdade...?
  26. 29. Felizmente a realidade é mais simples: se não podemos recuar ou regredir, o que nos resta é nos aprimorar para progredir.
  27. 30. E, afinal, se a liberdade tem uma força física que tende a conquistar espaço, então é imprescindível para ela a conquista do infinito..., o espaço sideral.
  28. 32. Mas, quanto a mim, pobre de mim, não tenho aqui sequer o espaço de um livro. E tudo o que me resta para fazer, então, é orar..., implorar pela atenção dos homens superiores:
  29. 33. Vocês!, geniais homens modernos!, devem agora se unir uns aos outros para evoluírem objetivamente e logo se projetarem no Universo, que parece ter sido criado para vazão de seus conhecimentos e de seus filhos especiais, superinteligentes!
  30. 34. Ó irmãos!, cidadãos do mundo inteiro!, ergam os olhares ao iluminado caminho ao Céu e desde já se preparem para a migração! ...
  31. 35. Migração ao Céu! Tem o sentido místico de ascensão ao Céu, também o sentido prático de colonização;
  32. 36. mas é inconcebível enquadrar o Céu em nossos moldes primários de colonização.
  33. 37. Menos ainda em qualquer projeto celeste caberão questões miúdas e vaidades ― cada um se achando o mais bonito..., único merecedor do que possa estar no futuro.
  34. 38. Olhem só..., filósofos!, estão longe de se acharem entre os mais bonitos, mas buscam..., procurando por soluções ou por algum novo caminho..., que aponte ― verdadeiramente ― para o futuro.
  35. 39. Sinceramente eu acredito que só sairemos da Terra se criarmos um projeto unificado de expansão espacial ao qual todos os nossos recursos humanos sejam disponíveis e todos os recursos materiais... descapitalizados.
  36. 40. Terá de ser um projeto de toda a humanidade, porque, de fato, não é destinado a ocorrer no espaço, senão, inicialmente, em nossas mentes e em nossos corações.
  37. 41. Lanier Wcr Luz, 1º de outubro de 2010

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