'Forever' no dizer de um sábio

374 visualizações

Publicada em

(*) Fruto do meu estudo de inglês. Análise de uma famosa citação.

Publicada em: Educação
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
374
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
35
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
2
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

'Forever' no dizer de um sábio

  1. 12. “ Live, as if you were to die tomorrow; learn, as if you were to live forever.” “ Viva, como se você fosse morrer amanhã; aprenda, como se você fosse viver para sempre.” Mahatma Ghandi
  2. 14. E vamos então à nossa crônica de hoje, que, aliás, legitima o jeito cotidiano com que tudo acontece nestas nossas vidas de “povo” ─ jeito bastante popular, na prática, através do qual, no entanto, às vezes alguma frase célebre se encaixa.
  3. 15. E para mim este é o único jeito de fazer com que pensamentos de nossos grandes pensadores entrem em nossas cabeças ─ e em nossas vidas ─ indiretamente, sendo usados na prática.
  4. 16. Não faz muito tempo minha irmã veio passar uns dias comigo e, após me ver estudando inglês, ela me perguntou com seu jeito sisudo: ─ “ Já não está um pouco velho pra isso?...”
  5. 17. ..“.. learn, as if you were to live forever!” Ri e imediatamente me lembrei da expressão em inglês escrita pelo hindu Mahatma Ghandi: ..“.. aprenda, como se você fosse viver para sempre!”
  6. 18. Fiquei com isso na minha cabeça e por isso decidi escrever a respeito. “ Viver para sempre”... “Forever”... É o nosso mais extraordinário assunto... Mas é polêmico..., tanto que um cético me diria: “ Pra que pensar nisso?!”
  7. 19. E então me perguntaria: “ Quando morremos tudo que existe em nós não morre junto, acaba, finish?... Ou você acredita na vida espiritual individual eterna? E acha que, no paraíso, a língua falada é o inglês? Por isso está tão empenhado agora em aprender esta língua?...”
  8. 20. Ri outra vez. Neste nosso mundo a língua inglesa pode ser considerada universal, mas não sei se ela vai tão longe e chega tão alto... O que você pensa, leitor ou leitora? Qual será a língua falada no paraíso?...
  9. 21. Talvez estas nossas linguagens faladas (que na realidade são produzidas quando o ar da Terra que respiramos vibra nossas cordas vocais) só existam mesmo por aqui e em nenhum outro lugar.
  10. 22. O que sabemos por certo é que existem “ línguas mortas” ─ e que, então, elas podem morrer. Isso foge do nosso assunto aqui onde falamos do que é “para sempre”.
  11. 23. Vamos então modificar a pergunta: Considerando que “a fonte universal de conhecimento” ─ que é acessível para qualquer língua ─ não tem “fim” (porque nunca alguém, em sã razão, poderá dizer que é sabedor de tudo), só enquanto estivermos aprendendo haverá a perspectiva de vivermos para sempre?...
  12. 24. É o mais provável. E, tanto quanto foi para Ghandi, para mim é certo que se deixarmos de aprender, desapareceremos..., porque somos diferentes de todas as outras criaturas nascidas na Terra...
  13. 25. É verdade, pois as outras criaturas nascem “prontas”, enquanto nós, humanos, nascemos “vazios”. Por isso, para nós, existir significa “aprender” e, aprender, significa evoluir.
  14. 26. Evoluir, por sua vez, significa ir em frente, adiantar, e não regredir ou ficar preso no passado. Evoluir se refere ao desconhecido e ao porvir..., e então se refere ao futuro: principal abrigo da eternidade, onde se dá o “para sempre”.
  15. 27. E escrevo sobre isso para destacar que o futuro é a porta limiar da eternidade. Esta, portanto, só pode ser alcançada por nós se passarmos pela porta do futuro... Aliás, entre nós, os que regredirem e os que ficarem presos ao passado, não encontrarão esta porta. Isto é simples e é óbvio.
  16. 28. A eternidade, portanto, onde se dá o “para sempre”, não poderá ser por nós alcançada sem nos preocuparmos com o futuro, lutando por ele, construindo-o dia a dia ─ com este nosso jeito cotidiano de existir.
  17. 29. E assim, embora tenhamos por alegação esta hipótese de que nós, humanos, podemos alcançar a eternidade através da morte, a humanidade só alcançará o futuro através da Vida. Isto também é simples, elementar.
  18. 30. E aqui, enfim, para moderar os impulsos da nossa espetacular natureza ao mesmo tempo individual e universal, finita e infinita, destaco a profunda convicção que tenho a respeito disto: Deus não implantou em nós ─ em nenhum de nós ─ o conhecimento Dele...
  19. 31. Não, porque nós, seres humanos, de acordo com o “princípio do vazio” nascemos realmente “vazios” e somos também isto que os acadêmicos definem como “vir-a-ser”...
  20. 32. É muito claro que Deus implantou em nós a inteligência, acrescentada apenas de avidez! Avidez, que é a sede! A sede de aprender!... Sede de conhecimento!
  21. 33. Assim eu achei que Deus seria muito bem representado aqui ─ por esta bela imagem, porque Ele é a Fonte!... E, ao pensar em nós, Ele idealizou a Sede!
  22. 34. Afinal, o que seria da Fonte sem a existência da sede? ... Através desta Deus nos vinculou a Ele.
  23. 35. Ao mesmo tempo Ele nos vinculou à beleza..., do modo como vinculou as abelhas às belezas coloridas das flores. Mas outra vez Ele nos fez diferentes, ávidos por encontrar na beleza sua parcela de compreensão.
  24. 36. A fórmula foi simples: primeiro a sede, depois a busca pela fonte do conhecimento. E foi assim, porque para um Deus seria fácil saber que só procuraríamos a fonte se tivéssemos sede...
  25. 37. E de fato tudo foi e ainda é simples assim: do mesmo modo que um desejo, após ser saciado, é substituído por outro..., logo depois que uma sede é saciada, vem outra sede...
  26. 38. Por esta fórmula, isto que chamamos de saciabilidade de fato não existe..., não pode existir. Saciados, ficamos parados, estagnados..., quando então regredimos.
  27. 39. É o que vemos numa água parada, estagnada ─ que não se renova no ciclo de alternação e purificação com a Terra: ela se estraga e morre aos poucos; perde o seu potencial de Vida!
  28. 40. E, por isso, repito, ao nos criar ou idealizar Deus implantou em nós a inteligência junto com a sede.
  29. 41. Isso é o que penso. E aqui podemos resumir tudo o que escrevemos nesta única frase: A nossa sede de conhecimento é a nossa sede de viver para sempre!...
  30. 42. ... Quanto a Deus, se a fonte de conhecimento estiver mesmo Nele, melhor ainda, para nós,
  31. 43. porque, buscando esta fonte, um dia, provavelmente, nos encontraremos com Ele...,
  32. 44. e, então, definitivamente, faremos parte do que existe para sempre!
  33. 45. Lanier Wcr

×