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“ De um modo geral os povos concordam com os seus governantes quando dizem que as pessoas são como os fuzis, ou sejam: são...
“ Por que nos calcanhares?”, você perguntaria. “ Porque a alma, na perspectiva do castigo, desce para os pés”..., responde...
Isto pode ter algo a ver com o mito de Aquiles, que tinha nos calcanhares seu único ponto vulnerável. Mas eu mesmo nada en...
Honestamente eu não sei qual experiência minha alma tirou disso. Mas confesso que agora estou encucado, perguntando-me se ...
Desculpem-me. É claro que vale a pena este nosso esforço de pensar em como inculcar nas pessoas boas idéias. Honestamente ...
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... e regadas.
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Para mim, aliás, são os espinhos das rosas que nos dão conta de que elas não devem ser tocadas.
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E afinal as rosas sabem que suas naturezas são fundamentadas na textura sedosa de suas pétalas e na essência perfumada que...
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Portanto, cultivem idéias como  se  cultivassem  rosas, sem se esquecerem de que elas precisam não só de terra fértil..., ...
E é assim, não é, meus amigos e amigas? As rosas se assemelham às boas idéias, estas que, para se inculcarem em nós, exige...
Sentimentos que, então, como idéias exalam de nossos cérebros como perfumes que exalam de rosas ... ;
mas estes não  são sentimentos de idéias cheias de sabedoria ou erudição; são puramente humanos, cheios de humildade e até...
E assim, enquanto meus músculos se definham, minhas palavras se revigoram no cérebro, onde elas foram realmente inculcadas...
 
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Como inculcar nas pessoas boas idéias

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(*) a partir da idéia do russo Vlas Dorochevitch e, sobretudo, de acordo com o que nos ensinam as rosas e os seus espinhos.

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Como inculcar nas pessoas boas idéias

  1. 3. Vlas Dorochevitch mereceu plenamente o título de “Príncipe do Jornalismo na Rússia”, embora tenha morrido antes de terminar a revolução: 1920. Ele fez por onde ser diferente. Viajou para conhecer outros povos. Desta experiência começou assim um de seus famosos contos:
  2. 4. “ De um modo geral os povos concordam com os seus governantes quando dizem que as pessoas são como os fuzis, ou sejam: são carregadas por detrás. “ Apesar dos pedagogos afirmarem que é pela cabeça que devemos inculcar nas pessoas idéias boas, os governos continuam a inculcá-las pela parte de trás, a partir das costas e mesmo um pouco mais embaixo. “ Os chineses, como é sabido, levaram ao máximo a aplicação deste sistema. Costumavam inculcar idéias boas em seus compatriotas por meio da aplicação de golpes de bambu nos calcanhares...”
  3. 5. “ Por que nos calcanhares?”, você perguntaria. “ Porque a alma, na perspectiva do castigo, desce para os pés”..., responderiam os chineses assim concluindo: “e, ora, uma vez abrigada nos calcanhares, recebe a lição no lugar apropriado!”
  4. 6. Isto pode ter algo a ver com o mito de Aquiles, que tinha nos calcanhares seu único ponto vulnerável. Mas eu mesmo nada entendo de calcanhares, apesar de ter tido certa vez uma grave ruptura no tendão de Aquiles ...
  5. 7. Honestamente eu não sei qual experiência minha alma tirou disso. Mas confesso que agora estou encucado, perguntando-me se isto não me tornou resistente às boas idéias ou, então, vulnerável às más idéias ... E já nem sei se foi boa a idéia de escrever esta crônica.
  6. 8. Desculpem-me. É claro que vale a pena este nosso esforço de pensar em como inculcar nas pessoas boas idéias. Honestamente eu não sei qual experiência minha alma tirou disso. Mas confesso que agora estou encucado, perguntando-me se isto não me tornou resistente às boas idéias ou, então, vulnerável às más idéias ... E já nem sei se foi boa a idéia de escrever esta crônica.
  7. 9. Idéias más são como ervas daninhas: “ medram sem o cultivo”. Ao contrário, idéias boas são como as rosas: precisam ser cultivadas...,
  8. 10. ... e regadas.
  9. 11. Dificilmente idéias boas germinariam se plantadas a golpes de bambu, e nem mesmo as rosas assim germinariam, embora elas não sejam tão delicadas, por conta de seus espinhos.
  10. 12. Para mim, aliás, são os espinhos das rosas que nos dão conta de que elas não devem ser tocadas.
  11. 13. Ainda, pelo lado mais natural, os espinhos revelam suas importâncias para as rosas: são seus sistemas de defesa. E o interessante é que eles não tornam feias as rosas. E estas, pelos seus lados, não se ferem em seus espinhos. Sabem lidar com eles, em convivência harmoniosa.
  12. 14. E afinal as rosas sabem que suas naturezas são fundamentadas na textura sedosa de suas pétalas e na essência perfumada que exalam..., relativas às suas partes exclusivas, femininas e até maternais. Não existem dúvidas pois, sempre, quando as rosas são retratadas em figuras humanas, são as mulheres que lhes dão as feições de seus corpos. Vejam:
  13. 15. não há nada melhor do que boas imagens para nos inculcar boas idéias
  14. 18. Ainda assim, pelos seus espinhos e, em especial, quando submetidas ao frio contato de alguns objetos inventados por nós, humanos, silenciosas as rosas percebem que, realmente, não nasceram no paraíso. Nasceram mesmo, então, para viver na terra, lugar de ameaças e provações onde todos estão obrigados a lutar pela vida.
  15. 19. E mesmo assim são elas que silenciam as vozes dos brutos; daqueles que, ao falar do futuro, alegam que só os mais fortes sobreviverão ... “ Ora”, elas dizem silenciosas, “ se fosse para ser assim, nós, as rosas, já não existiríamos...”
  16. 20. E assim pelo ângulo das rosas se torna fácil concluir esta crônica: a Terra não é um paraíso celestial..., mas para mim a presença de rosas neste mundo corresponde à presença do próprio Deus; e, para nós, enquanto existirem rosas ao nosso redor neste mundo existirá a perspectiva de vida eterna ...,
  17. 21. relativa ao ‘forever’, para sempre. (Já leram a crônica que fala a respeito?) E assim pelo ângulo das rosas se torna fácil concluir esta crônica: a Terra não é um paraíso celestial..., mas para mim a presença de rosas neste mundo corresponde à presença do próprio Deus; e, para nós, enquanto existirem rosas ao nosso redor neste mundo existirá a perspectiva de vida eterna ...,
  18. 22. Portanto, cultivem idéias como se cultivassem rosas, sem se esquecerem de que elas precisam não só de terra fértil..., porque elas respiram e carecem, tanto quanto nós, de água potável.
  19. 23. E é assim, não é, meus amigos e amigas? As rosas se assemelham às boas idéias, estas que, para se inculcarem em nós, exigem que os nossos cérebros sejam férteis, também. “ Fertilidades” que, no caso, são relativas aos nossos sentimentos ..., porque, sem dúvida, as boas idéias saem dos nossos melhores sentimentos .
  20. 24. Sentimentos que, então, como idéias exalam de nossos cérebros como perfumes que exalam de rosas ... ;
  21. 25. mas estes não são sentimentos de idéias cheias de sabedoria ou erudição; são puramente humanos, cheios de humildade e até bondade, eu mesmo posso garantir, agora, já na entrada da velhice, quando percebo que meus punhos se dispõem a manejar apenas coisas leves com um lápis .
  22. 26. E assim, enquanto meus músculos se definham, minhas palavras se revigoram no cérebro, onde elas foram realmente inculcadas, só um pouco acima do coração..., este a quem eu devo o favor de estar ainda vivo .
  23. 28. Lanier Wcr

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