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Arquimedes e o saber inconsciente universal

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(*) EUREKA! O grego Arquimedes nos mostra que a Alma tem poderes matemáticos também.

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  • (/) A história de Arquimedes prova não só a existência do 'saber inconsciente universal'..., prova que a Alma tem poderes matemáticos também.
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Arquimedes e o saber inconsciente universal

  1. 4. Algumas memoráveis formulações científicas e várias invenções foram atribuídas ao filósofo grego Arquimedes, apesar de ter sido pequena a parte de sua história documentalmente conhecida.
  2. 8. Esta mesma indefinição documental me permite chamar Arquimedes de filósofo. E de fato na época não era clara a distinção entre matemáticos (geómetras), físicos (cientistas naturais) e filósofos. Isso, aliás, talvez confirme a razão pela qual a filosofia ainda se acha no direito de se meter em todos os assuntos.
  3. 9. A meu ver, além de tudo o que Arquimedes formulou e inventou, algo que aconteceu com ele ainda nos serve perfeitamente como prova da existência de um “ saber inconsciente universal” ... (para dar seqüência ao que foi proposto na crônica anterior: Almagesto*ra).
  4. 10. Isso começou pela sua dificuldade em encontrar a fórmula da “Lei da Hidrostática”, esta que mostraria a razão de um corpo perder peso quando introduzido n’água. Assim, pelas suas características, a fórmula deve ter realmente ocorrido na mente de Arquimedes quando ele estava com seu corpo mergulhado na água de uma banheira ...
  5. 11. E, de fato, certo dia em sua casa, ao entrar na banheira e notar como parte da água se derramava, ele recebeu do inconsciente a súbita solução do problema..., assim, como mágica, numa frase pronta:
  6. 12. “ Qualquer corpo submerso perde o equivalente ao peso do líquido que desloca! ”
  7. 13. Ficou tão surpreso que, num impulso, gritou ― “Encontrei!”
  8. 14. Ficou tão surpreso que, num impulso, gritou ― “Encontrei!”
  9. 16. De acordo com a história, sua surpresa e seu entusiasmo foram tão grandes ou intensos que o levaram a saltar da banheira e a sair de casa, correndo nu pelas ruas gritando: “ Eureka!, Eureka! ...”
  10. 17. Esta história revela vários fatos interessantes. Revela..., porque o próprio Arquimedes demonstrou considerar a sua fórmula como originária de uma “revelação” e não realmente de uma “criação”, autocontrolada e previsível, obtida por méritos exclusivamente próprios ... .
  11. 18. Mesmo assim, no decorrer do tempo, ninguém jamais considerou que Arquimedes tivera uma “revelação divina”, certamente porque assuntos de cunhos científicos nunca se mostravam compatíveis com assuntos de cunhos divinos, próprios daqueles poderosos seres que criavam sem qualquer necessidade de explicar “como?”...
  12. 19. Reconhecemos que o genial Arquimedes tinha enviado ao inconsciente todas as informações e as reflexões conscientemente possíveis..., mas não podemos reconhecer, como fato, que tenha sido ele próprio o legítimo autor daquela definição final ... . ...
  13. 20. A prova disto saiu do seu próprio grito de surpresa. ... . ... Ainda um mistério. Precisamos também refletir.
  14. 21. Como entender, enfim? O que aconteceu com Arquimedes será compatível com o que nos disse outro dos primeiros grandes filósofos gregos, Platão? Este se referiu à existência de uma “Alma” e defendeu a presença em nós, humanos, de um “conhecimento inato..., referente ao aparado racional e intuitivo de que somos dotados desde o nascimento.”...
  15. 22. Assim, de acordo com Platão, existiria “o saber universal do inconsciente”..., por este ângulo não só humano, se levarmos em conta que os outros animais são dotados de um claro conhecimento inato ― relativo à vida e a este mundo ou às suas vidas neste mundo.
  16. 23. E quanto a nós, então, que ainda existimos através de um organismo vivo perfeitamente funcional, é claro que carregamos uma bagagem de elementos inatos naturalmente adequáveis à compreensão.
  17. 24. Assim, a meu ver, Platão chegou muito próximo das idéias do meu psiquiatra favorito, Carl Jung..., porém com uma diferença fundamental : referente ao meio ambiente ou à parte externa e universal, esta que claramente existe “ fora do homem” .
  18. 25. Nisto, aliás, encontrou-se a diferença entre filósofos proféticos e filósofos matemáticos: os primeiros pareciam capazes de somente definir verdades a respeito do próprio homem (como se este de fato existisse isoladamente ― sendo o elemento central do Universo ), e os segundos eram capazes de definir verdades relacionadas aos elementos físicos que estavam ao redor deste mesmo homem . ...
  19. 26. Assim podemos dizer que as grandes inspirações científicas, embora ocorressem no “meio interno” (no íntimo humano), os seus “argumentos” eram sempre tirados do meio ambiente ou do “meio externo”. Foi o que se deu na mente de Arquimedes observando o que acontecia entre o seu corpo e a água da banheira.
  20. 27. E agora, enfim, podemos repetir, para entender, o que nos disse Carl Jung “ : o inconsciente não é somente dinâmico, pois é dotado de uma autonomia própria ligada à fonte original ― externa! ― do saber inconsciente universal . ”
  21. 28. Realcei a fonte “externa” para destacar que o saber universal, mesmo sendo “inconsciente”, não existe de maneira inata em nosso próprio inconsciente, este que então precisa “alcançá-lo”, ligando-se a ele. “ Alcançá-lo”, através de enorme esforço próprio e imensa sensibilidade, naturalmente.
  22. 29. Assim “ o nosso inconsciente, nutrido pelo saber universal, é capaz de nos proporcionar verdades que em tempo oportuno se tornam conscientes .” ...
  23. 30. Esta definição apresenta o que de mais evoluído temos..., pois se prende a uma proporcionalidade racional e conveniente, quando sugere que o saber inconsciente universal só se deixa conhecer “em tempo oportuno”..., o que significa que o homem, primeiro, tem de adquirir um conhecimento próprio básico, para só então ser nutrido pelo saber universal !
  24. 31. Mais do que isso, aliás, receberíamos o conhecimento pronto, sem qualquer necessidade de pensar ou refletir, o que enfim poderia ser traduzido numa evolução sem mérito, pois de fato não seria nossa ou não seria própria.
  25. 32. E para concluir eu ouso afirmar que temos acesso ao saber inconsciente universal porque somos dotados de “Alma”..., ligada a Deus, o Criador do Universo. Este que em relação a nós, entretanto, por qualquer ângulo, jamais nos ajuda sem antes perceber o nosso esforço, ou sem tentarmos, darmos o primeiro passo!
  26. 33. 2011 - Lanier Wcr - Luz - MG

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