75 ANOS

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(*) Atual duração média da vida de um homem.

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75 ANOS

  1. 3. atual duração média da vida de um homem
  2. 4. atual alcance da sua percepção de realidade
  3. 5. Talvez para não nos prender ao passado e sempre nos estimular à transformação e à evolução, isto foi estabelecido para ser naturalmente simples e óbvio: o verdadeiro alcance da nossa percepção de realidade se limitará ao período em que vivemos.
  4. 6. Isso quer nos dizer que, verdadeiramente, não temos condições de perceber como realidade fatos ocorridos ou supostamente ocorridos em épocas anteriores ao período em que vivemos ...
  5. 7. Claro, refiro-me àqueles fatos que alegadamente ocorreram, mas que, por algum motivo desconhecido, nunca mais se repetiram, voltando a ocorrer...; e, mesmo se eles fossem merecedores de nossas crenças, não poderíamos “experimentá-los” como realidade.
  6. 8. Assunto antigo e, inegavelmente, atual ..., pois se assemelha ao próprio fenômeno que o inspira: a realidade, esta que se mostra difícil de ser definida, porque nunca foi e ainda não é por nós baseada apenas em fatos ...
  7. 9. Na Grécia antiga, lugar onde se deu o início desta civilização de aparência moderna que chamamos de ocidental, os filósofos demostraram suas preocupações:
  8. 10. “ Nossas palavras sempre terão dificuldades para concordar com os fatos, pois a nossa experiência direta é com o que está em nossas mentes”, em que “acreditamos”. Na Grécia antiga, lugar onde se deu o início desta civilização de aparência moderna que chamamos de ocidental, os filósofos demostraram suas preocupações:
  9. 11. Isto tem uma natureza real, apesar de básica ou preliminar. Para nós a percepção da realidade se limita à estrutura da nossa consciência, inexoravelmente individual ou individualizada, centralizada na percepção de um “eu”.
  10. 12. E, sendo assim, outra vez se confirma o que escrevemos no início: a nossa percepção da realidade, verdadeiramente (ou de maneira “normal”), baseia-se em nós e só se estende por 75 anos !... ...! Mas vamos dar outra volta atrás no tempo.
  11. 13. Aqui estamos na entrada do séc.XIX, época em que viveu o filósofo alemão Immanuel Kant : “ primeiro grande pensador a emergir da filosofia desde os antigos gregos”. (*)
  12. 14. Aqui estamos na entrada do séc.XIX, época em que viveu o filósofo alemão Immanuel Kant : “ primeiro grande pensador a emergir da filosofia desde os antigos gregos”. (*) (*) Isto é o que nos diz a história, descartando Descartes, Leibniz, Spinoza..., estes para os quais “só a matemática oferecia o modelo ideal para a aquisição do único conhecimento verdadeiramente confiável.” Pela filosofia, então, voltemos a Kant.
  13. 15. Ele tentou redefinir os critérios que utilizamos para conceituar isto que chamamos de realidade, relacionando-a estritamente “ ao que pode ser experimentado” !
  14. 16. E assim Immanuel Kant definiu que, mesmo para nós, a percepção da realidade é limitada ao que existe, “ e só o que pudermos apreender por algum dos nossos cinco sentidos pode ser transformado numa experiência para nós”.
  15. 17. “ Nossa própria natureza impõe limites ao que podemos fazer. “ Um simples composto de gás, por exemplo, incolor, indolor, inodoro, inaudível e não palatável, não pode ser transformado numa experiência para nós, pois não temos como apreendê-lo. Isso, entretanto, não significa que o gás não exista; ao contrário, pois, para além de onde as nossas faculdades ou o nosso conhecimento alcança, tudo mais, seja o que for — incluindo ou não um Deus ou almas imortais —, pode existir, embora não tenhamos meios de apreendê-lo.”
  16. 18. Fugindo um pouco do assunto, levado pelas palavras de Immanuel Kant, parece-me importante destacar que ele não descartou a possibilidade da existência de Deus, ou de um Deus..., talvez porque partilhasse a convicção da importância de acreditarmos — mesmo hipoteticamente — na existência de uma AUTORIDADE acima de nós, a quem devemos respeitar ou, pelo menos, considerar, na hora de definir nossas posições diante deste mundo.
  17. 19. Mas de todo modo, nem antes nem agora podemos subestimar o alcance das nossas palavras..., que são realmente poderosas, capazes até de descrever fenômenos ou fatos abstratos ... Mas também estas mesmas palavras são incapazes de criar..., no sentido de gerar ou transformar coisas abstratas em coisas visíveis, palpáveis ― ou que, então, de alguma forma possam ser “experimentadas” por nós.
  18. 20. Isto é simples. Fatos não se tornam reais quando são descritos...; eles só se tornam reais quando se tornam “visíveis” e ― ou, então, passíveis de serem experimentados.
  19. 21. Uma experiência difícil de ser estendida ao nosso intelecto. Na prática, em relação às linguagens, isso me diz que determinadas palavras precisam mostrar e ainda se conciliar com os objetos que descrevem; e, quanto às palavras que descrevem fenômenos, terão de ser aptas a dimensioná-los de algum modo, estabelecendo as suas relações diretas com algum dos nossos sentidos ― para que possam, assim, fazer algum sentido ...
  20. 22. Desculpem-me. Também para mim é bastante claro que as nossas palavras (originadas da inegável potencialidade da mente humana e de suas ainda extraordinárias percepções), podem muito bem se anteciparem ao surgimento do fato ...!... Mas, mesmo assim, elas só se tornarão reais após o surgimento do fato..., mesmo que tenham de aguardá-lo por décadas e décadas, séculos e séculos..., estes que vão, então, muito além dos nossos meros :
  21. 23. 75 ANOS
  22. 24. Por tudo isso fabricamos os papeis e inventamos a escrita, estas crônicas e os livros...,
  23. 25. porque o nosso “conhecimento” precisa ultrapassar a média da nossa curta expectativa de vida.
  24. 26. E aqui se retrata um bom exemplo de como o nosso conhecimento se perpetua: ele passa para as gerações seguintes, estas que a rigor deverão analisá-lo e, necessariamente, desenvolvê-lo para aprimorá-lo.
  25. 27. Enfim, se posso acender uma luz sobre todo este amontoado de conceitos (resultantes da complexidade que recebemos potencializada na extraordinária natureza da menta humana), recorro à presunção de que a luz possa surgir em uma certa medida, entre a fé e a consciência:
  26. 28. Enfim, se posso acender uma luz sobre todo este amontoado de conceitos (resultantes da complexidade que recebemos potencializada na extraordinária natureza da menta humana), recorro à presunção de que a luz possa surgir em uma certa medida, entre a fé e a consciência: enquanto as religiões dizem que precisamos “acreditar para ver” e a ciência diz que precisamos “ver para acreditar”, simplesmente eu digo que precisamos compreender, para acreditar!
  27. 29. É pelo que já acreditamos que eu dimensiono o que temos para compreender ! E se estudarmos veremos que nenhum dos nossos grandes conhecimentos foi adquirido por um único homem em uma única geração, 75 anos !
  28. 30. Felizmente os nossos conhecimentos não se limitam à efemeridade das nossas existências individuais. Mas já neste tempo, infelizmente, pelo que vejo, o nosso conhecimento ainda não consolidou nosso futuro..., como fato.
  29. 31. E então, por favor, que cada um faça a sua parte e dê a sua contribuição..., ou se for o caso me conteste ! Mas, também por favor, não percam seus tempos analisando minha existência individual..., esta que provavelmente não alcançará sequer a média dos 75...
  30. 32. ! Ultimamente, pelo tanto que tenho escrito, vejo uma pressa sintomática ... Escrevi muito, mesmo por aqui, e me relembro da crônica “Forever”. Assim, tendo como fato natural a nossa “insaciabilidade”, relacionada à nossa imensa sede de conhecimento..., espero passar para vocês, pelo menos, o impulso desta minha própria sede, para que corresponda na realidade àquela sede humana de viver para sempre!
  31. 33. E que estes não duvidem disto: enquanto estiverem aprendendo, a porta do futuro estará aberta (...) ! Na realidade tudo diz respeito à Vida..., esta pela qual os mais velhos passam os seus conhecimentos para os mais jovens ...!... Lanier Wcr 2011

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