Doc rsi

618 visualizações

Publicada em

Gestão de Sistema Ambiental
Residuos Sólidos Industriais em Marabá - Pá

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
618
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
1
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
13
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Doc rsi

  1. 1. Soter– Sistema Organizacional Técnico Regular Av. Nagib Mutran, 405 – Cidade Nova - Resíduos Sólidos Industriais (RSI) – Definição, Armazenamento, Transporte, Tratamento, Disposição. - Resíduos Sólidos Industriais em Marabá - Empresa SINOBRAS Marabá – Pá 2013
  2. 2. 2 Este Material foi elaborado pelas alunas da instituição Soter :Denise Marinho , Iariane Xavier, Irene santos , afim de questionar debater os riscos ambientais, focando nos resíduos sólidos industriais na cidade de Marabá. O trabalho é ministrado pela ProfªFlávia Alves , que auxilia ministrando a matéria de Sistema de Gestão Ambiental. ‘É triste pensar que a natureza fala e que o género humano não a ouve. ’ ( Victor Hugo)
  3. 3. 3 Sumário Introdução.................................................................................4 Definição dos Resíduos Industriais........................................5 Classificação dos RSI...............................................................5 Armazenamento........................................................................5 Transporte.................................................................................6 Tratramento...............................................................................6 Disposição.................................................................................6 RSI – Empresa Sinobras ..........................................................7 Conclusão..................................................................................9 Referências...............................................................................10
  4. 4. 4 Introdução A compreensão da problemática do lixo e a busca de sua resolução pressupõem mais do que a adoção de tecnologias. Uma ação na origem do problema exige reflexão não sobre o lixo em si, no aspecto material, mas quanto ao seu significado simbólico, seu papel e sua contextualização cultural, e também sobre as relações históricas estabelecidas pela sociedade com os seus rejeitos. As mudanças ainda são lentas na diminuição do potencial poluidor do parque industrial brasileiro, principalmente no tocante às indústrias mais antigas, que continuam contribuindo com a maior parcela da carga poluidora gerada e elevado risco de acidentes ambientais, sendo, portanto, necessários altos investimentos de controle ambiental e custos de despoluição para controlar a emissão de poluentes, o lançamento de efluentes e o depósito irregular de resíduos perigosos.
  5. 5. 5 Definição dos Resíduos Sólidos Industriais Resíduos gerados em processos produtivos industriais, bem como os que resultam das atividades de produção e distribuição de eletricidade, gás e água, e pode ser altamente prejudicial ao meio ambiente e à saúde humana. Classificação do RSI A destinação, tratamento e disposição final de resíduos devem seguir a Norma 10.004 da Associação Brasileira de Normas Técnicas que classifica os resíduos conforme as reações que produzem quando são colocados no solo: Perigosos (Classe 1- contaminantes e tóxicos); Não-inertes (Classe 2 - possivelmente contaminantes); Inertes (Classe 3 – não contaminantes). Classe I - Resíduos perigosos: são aqueles que apresentam periculosidade como: inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e patogenicidade. Classe II - Resíduos Não Perigosos: são os resíduos que não apresentam periculosidade, como : resíduos de restaurantes , madeira , sucata de metais, papel e papelão , areia de fundição e plástico. Classe II A - Resíduos Inertes : resíduos ou mistura de resíduos sólidos que se submetem a NBR 10006. (se degradam muito lentamente). Classe II B - Resíduos Não Inertes: não se enquadram na Classe I e II-A podem ter propriedades , tais como : biodegradabilidade, combustibilidade ou solubilidade em água. Armazenamento NBR 12235 item 3.1 Contenção temporária de resíduos, em área autorizada pelo órgão de controle ambiental, á espera de reciclagem, recuperação tratamento ou disposição final adequada. O Armazenamento não alterar a quantidade/qualidade resíduo.
  6. 6. 6 Nenhum resíduo perigoso pode ser armazenamento sem analisar suas propriedades. Isolamento e Sinalização Podem ser armazenados em : contêineres, tambores, tanques. Transporte O transporte deve ser feito por meio de equipamento adequado. Não deve haver vazamento ou derramamento do resíduo. Deve estar acondicionado por: tambor 200 L , A granel , caçamba , tanque. Tratamento Como o RSI é diverso não existe um processo estabelecido para seu tratamento. Neutralização: processo para resíduos com características ácidas ou alcalinas. A Secagem : é processo de mistura de resíduos com alto teor de umidade com outros resíduos secos ou materiais inerte. Encapsulamento : consiste em revestir os resíduos com uma camada de resina sintética impermeável e de baixíssimo índice de lixiviação. Incorporação : onde os resíduos são agregados a massa de concreto ou de cerâmica em uma quantidade tal que não prejudique o meio ambiente. Processo de Destruição Térmica : Incineração ou Pirolise. Disposição Aterro RSI Classe I – Perigosos : Nesse aterro só pode ser destinados a Resíduos Industriais Perigosos. Aterro RSI Classe II – Inerte e não Inerte : Nesse aterro só pode ser destinados a Resíduos Industriais Inerte e Não Inerte.
  7. 7. 7 RSI – Empresa Sinobras Sucata transformada em Aço - Classe II - Resíduos Não Perigosos A SINOBRAS tem um trabalho criterioso no que diz respeito ao meio ambiente. Dentro de suas ações nesta área, a siderúrgica utiliza mecanismos de preservação dos recursos naturais como água, solo e ar e ainda desenvolve a reciclagem de sucata por meio da fabricação do aço, um insumo que pode retornar infinitas vezes à produção. O uso da sucata de ferro e aço como insumo para produzir aço está aquecendo o mercado de reciclagem, desenvolvendo a atividade e evitando o descarte desse material na natureza. A SINOBRAS utiliza em sua produção a proporção de 30% ferro-gusa na forma líquida e 70% de sucata metálica para obter o aço. Vários estados brasileiros vendem sucata para a SINOBRAS. Para os recicladores que estão distantes da usina, a SINOBRAS disponibiliza os serviços de prensas-móveis para a compactação das sucatas, tornando as cargas mais densas, viabilizando a redução do custo de transporte e aumentando a segurança no manuseio desses materiais. Como parte da política Ambiental e de Segurança da SINOBRAS, o processo de reciclagem requer a capacitação e adequação de seus fornecedores para o fornecimento de alguns tipos de sucatas. CUIDADOS COM O AR - Classe I - Perigosos Os gases gerados pelos Altos-Fornos durante a produção do ferro-gusa são tratados e usados no forno de reaquecimento dos tarugos no processo de Laminação do aço. A iniciativa evita a emissão de gases no meio ambiente e ainda reduz o consumo de energia. ÁGUA E SOLO – Classe II B - Resíduos Não - Inerte Usada na usina em grandes volumes para o resfriamento de equipamentos e produtos, a água na SINOBRAS funciona toda em circuito fechado com o objetivo de reduzir perdas. Para isso foi instalado um mecanismo de recirculação de água para todos os processos da siderúrgica. Utilizando hidrociclones, tanques decantadores, centrífugas, filtros, torres de resfriamento e tanques para armazenamento segmentados por tipo de água, a única forma de perda é por meio da evaporação.
  8. 8. 8 Com outorga concedida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Pará (SEMA), a SINOBRAS capta água do Rio Itacaiúnas (Marabá - PA) e realiza tratamento da matéria-prima na Estação de Tratamento de Água (ETA) da empresa, dentro dos maisaltos padrões de qualidade. A água das chuvas também é drenada por meio de uma rede que abrange toda a área operacional. Seguindo para caixas decantadoras posteriormente são lançadas no manancial da usina. Ainda na área operacional, duas Estações de Tratamento de Esgoto (ETE’s) em sistema fechado possibilitam o reuso dos efluentes gerados na SINOBRAS após tratá-los. Energia – Classe I - Perigosos Para reduzir o consumo de energia, a SINOBRAS utiliza ferro-gusa líquido na produção do aço. Com esta medida, não há necessidade de fundir o ferro-gusa para a fabricação do aço, o que reduz entre 20% e 30% o tempo de sua produção. Outra ação de uso racional da energia é o aproveitamento dos gases gerados pelos Altos-Fornos.
  9. 9. 9 Conclusão Nesse universo, gerenciar os resíduos sólidos de forma a garantir a qualidade de vida da população, não somente é fundamental para o ambiente, como é condição de atendimento das demandas urbanas de maneira adequada. A gestão de resíduos sólidos é muito mais do que uma questão essencialmente técnica, mas parte de um processo, onde homem deve agir como agente transformador do meio e ao mesmo tempo, ser responsável em frear a degradação do planeta, desenvolvendo caminhos de qualidade, sobretudo através da melhoria de condições de vida a todas as espécies. Por este motivo a política de diminuição da geração na fonte vem sendo largamente difundida e praticada no mundo inteiro, estando diretamente relacionada com outras práticas adotadas pelas empresas, tais como: aumento de produtividade e qualidade total. Dentro desta visão preventiva devemos estar atentos no gerenciamento de resíduos, especialmente os perigosos.
  10. 10. 10 Referências : NBR 10 004 – Classificação Resíduos Sólidos NBR 12 235 – Armazenamento de Resíduos Sólidos Perigosos NBR ISO 14 004 – Gestão Ambiental www.sinobrasbras.com.br Relatórios ano 2011/2012 (disponível na internet)

×