CT - projeções

200 visualizações

Publicada em

Publicada em: Arte e fotografia
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

CT - projeções

  1. 1. PROJEÇOES Desde que os irmãos Lnmiêre trouxeram 0h, sim. ao mundo o cinema, as projeções rlnnca É exarameme aum-es da arle de perderam o carater místico e a habilidade controlar comprimentos de onda diferaires de impressionar; aii-aves de simples leis da que podemos criar a ideia de que VOCÊ esvá óprica, eles conseguiram criar a séúma ane, Kendo as memórias dos outros. A moldagem do curso da luz de forma a 0 conceito de anamnese ja afirma que, criar o que se vê (ou queria poder Ver) cria em morre. somos todos um. Partes de um uma gama de possibilidades para a saber maior que engloba tudoo que ha pala criatividade e pam a memória. Um feixe de ser aprendido no universo. E e justamente luz, formado por um coznprimailo de onda, após que nascemos que devemos relembrar próximo a outro, e a outro. e a oulro. A rudo aquilo que o trauma do nascimento criação, reconstrução e remoàlação das nos fez esquecer: as memórias individuais emoções bumanas. decorrem das relações que se dão enne Aparemmlente simples, porem indivíduos comdiferentes nivlás de inñniramenle corrlplexo, essa e uma das rememoraçãmemdiferemeslugarese melhores técnicas que se pode (er para ¡empossujeitosadiferenres códigos de conseguir a complma imersão pessoal componamenro. naquilo que se deseja passar. A meme e e essa abeleza da projeção. passa a w er aquilo como urm realidade Porque não viver o que jamais poderia corrente. ser vivido, e lembrar o que ouims aimh não x I Lembranças podem ser manipuladas? lembraram? / V , fàxgxç Í Í llll
  2. 2. Na tentatit a de criar uma erperiencia que fosse extremamente marcante preferimos utilizar dois tipos de projeç a primeira. com o retmprojemr do modelo antigo, para um trabalho mais manual, e a segunda, utilizando dois projetores do modelo novo, para um trabalho mais visual. Desta forma. seria possix el que os visitantes se sentissem ainda mais submersos naquilo que queriamos mostrar, o que faria o impacto ainda mais marcante. O retro-projetor, por ser um modelo muito antigo e visto com cada vez menos frequência. nos ajudaria a dar a ideia de antigukiade e memória para a intervenção. Como ele esteve presente na infância e adolescência de muitos dos moradores mais xelhos, e como ele não é mais isto ou vendido regularmente. nós acreditamos que seria uma das formas de mergulhar os Quando se fala no uso do recroprojetor, deve›se lundamental importancia na intervenção: como ja' foi dito aqui. a ideia principal para seu uso fin' a de oferece' uma maneira para uma pessoa poder entrar, com todos os 5 sentidos. no projeto. Mas apenas utilizar o tato não seria rnosuar a sua suficiente; era necessário que bouvesse uma fonna de interagir com o retro, já que um prolongametrm da passrgetn do visitante acabaria por prolongar também o tempo que ele estaria sujeito às influencias da inten enção. Ou seja, seu aproveitamento vi tantes e os moradores na mperiérlcia de viver com a maior intensidade possivel as lembranças que envolvem a cidade de Glaum. Os projetores rrlais novos. então. fariam pane do contraste com o antigo; assim, a passagem do atual pam as memorias ser-ia atenuada e mais facil. de Rmna que as pessoas pudessem entrar progressivamente na intervenção. Se tudo o que colocássemos remetesse ao antigo apenas o relacionamento das pessoas de tora com aquilo que queriamos apresentar seria dificultado, e estas permaneceriarn apenas na superficie do demonstrado. Ora. isso seria algo péssimo. pois a ideia da intervenção e, no final das contas, proporcionar a nun-os as histórias dos moradores da cidade, de forma que estes outros pudessem senti-las como se fossan parte da sua propria historia. Conectarern-se. para realmente sentir o que buscavamos passar seria muito maior. Por ser mais antigo e pouco usado ms dias atuais. ele não parecia querer colaborar: alàn de ser muito pesado. seu fotrnato o tornava dificil de carregar até a casa do caseiro. Além disso, problemas com as peças gemltnmte ficam son solução, já que quase nao se encontra mais lampadas para os modelos netri se fabricam mais pegs para substituição. Apesar disso. seu uso era muito facil depois de ligado. Durante a execução das nossas primeiras ideias, pensamos em considerar a utilização de nao um, mas dois projetores novos. Não apenas devido : a ideia de sobreposição, que seria uma técnica perfeita para conseguir expressar essa ideia de mesclagem entre o velho e o mvo, mas também porque, se um deles transmitisse uma coisa totalmente diferente do outro, mas que conseguisse aqueles que intervenção e coloca-los junto aos vídeos que passariam nós teriamos urna forma de represmtar ambas as partes e faze-los se gravar passaram pela sentirem todos dentro da mesma bolha. Tambem quisemos utilizar os : bis tipos de projetores para que pudéssemos oferecer um estímulo diferente para cada um dos sentidos O retroprojetor trabalhou muito a parte do tato e da criatividade. sendo uma área quase que recreatita na intervenção: isso permitia que os visitantes descansassem as ideias por um eerto tempo, dando a oportunidade de digerir o que mostramos sem perderem o contato com a inten enção. Os dois outros projetores tinham furlções diferentes: um deles passaxa um video, que na verdade eta uma sobreposição de imagens e videos da cidade de Glauta com um : bcumen ' o feito por nos. e o outro estava conectado à camera de um computador. e objetivava uma maior interação mtre os visitantes e a intervenção, mas não necessariamente na forma do tato; essa intenção foi feita atrai és da visão. principalmente, e por estarem as pessoas projetadas ao lado do video documentario, dava a impressão de que eles faziam parte do video e, de certa forma, da cidade.
  3. 3. Após o aparente sucesso dos desenhos. quisemos testar algum objeb que pudesse dar uma cena oor às composições, mas ao mesmo tempo que fosse algo que tivesse um efeito visual diferente de tudo o que as pessoas estavam acostumadas a m. É esse efeito que faria os visitantes serem au-aidos para tentarem explorar as possibilidades que o rewopiojetor ofercceria, em parceria com as diversas imagens livres para montagem e a visão de uma máquina que não é usada com muita frequência u muitos anos. Surgiu, então, a ideia de colocar gel colorido dentro de pequenas caixas Para canpletar a pane do retro, não podia deixar de falar sobre orde a projeção ibi Seita sobre; logo no final da entrada da casa do Sn Francisco, dono das casas, havia um espaço muito aberto, mde e' u garagem da casa. Logo em franc a esse espaço aberto, onde o caminho principal terminava, foi onde (apraximadammte 7x76), de forma a criar um efeito sanelhante a agua e afins, e bolinhas para crianças (aproximadamente 3 cm de diametro), também lranslúcidas, para a complementação do ambiente Decidimos utilizar an tomo de 5 caixinhas, já que o reunpivjetor não possuia muito espaço, pois em algumas delas - as que fizeram pane do teste, mas ainda não tinhamos certeza se iriamos usar - haviam também algumas miçangas e desenhos de Glaum com padrões criado. que encontrarmos pela cidade, materiais que nós acabamos por achar bem interessantes. colocarmos nossa tela de projeção. Ela também foi paisada de foi-tm a wnuiluir para a “bolha de memórias” que ibi construida naquele lugar; de fimna a serunm espécie de limitagño de terreno utilizado san precisarmos marcar de urm fauna mais violenta. Começamos a pensar em objetos que poderíamos colocar por cima da mes do reuopmjeror, e logo ooncluiznos que seria melhor utilizamos formas e imagens que remetessem às caracteristicas da cidade, alàn de algumas outras que piuduzissemum efeito visualmente interessante. As ideias correram soltas, mas a que mais parecia dar cera em a utilização de pequaias caixas de acrilico com conteúdo semi-transparente. que pareciam cbr um efeito colorido e Iranslucido quando colocadas sobre a mesa, e de imagms desenhadas no acetato. Utilizei longas tiras de malha de forro branca, um tecido macia e elástico, para criar essa ideia de ñagmemagño da história e das lembranças dos moradores: vista de ti-ente. ela parecia estar completa. Começamos, então, a pensar como poderíamos preencher as caixas e o que poderiamos desenhar no acetato. A melhor opção, já que queriamos interatividade que, inconscientemente. remetesse às lembranças de Glaura, foi a de desenhar objetos e lugares cmhecidos da cidade, de fim-rua que estes desmhos pudessem set reananjados para a criação de causar una novos espaços e novos visuais. Desenhatms morros telhados cruzes. portas, casas. igrejas, e após termos um amplo repertório, percebetnos que, de fato, le praidia a vontade de querer montar e remontar as peças. Quando vista de lado, ficava perceptível as falhas que tinham entre as tiras_ já que as colocamos emproñmdidades diferentes mms das outras.
  4. 4. .z os dois projetores foram colomdos sobre a mui-eta ao lado da pia externa da essa do sr. Francisco: desta ftrma, eles conseguiram ficar pràximos e havia distancia suficiente para as projeções ocupar a faclnda da casa inteira. Foi graliñcmle poder ver como os isitames ñmvam impressionados ao passar pela rua do Conromo e ver que a casa do caseiro, lugar muito importante para a manulmçào das memórias sobre dona Etelvina e como ela foi iiindamental na manutenção da unidade e do ar familiar da f_ , _.a'f; _ 1.”. '52 j, 'i Á» i* r ›__ l . A V, . Í p cidade, estava não apenas iluminada, mas colorida com o documentário que realizamos e a imagtxn daqueles que visitaram lado a couiparlilhando e relembrando tudo aquilo que colocamos a lado, mantmdo, tona. Por fim. a medich em que iam embora e o local da iriteri erição esx aziax a-se, não queriamos desmontar nada; a beleza das projeções liax ia deixado sm marca na casa do caseiro e. embora a intervenção esteja para sempre marcada na marte de quem viu. sería maravilhoso se ela pudesse ter permanecido 1a por muito mais tempo. No caso dos projetores mas recentes. era impossível haer uma inte-ação ñsica justamente porque a falta da mesa de luz grande que tinha no reuopiojetor não existia nos novos projetores: estes últimos conseguem projetar uma imagen computadorizada. Consequentanerite. precisamos pensar em uma nova forma de impactar o públiw. que destacasse a casa e que fosse inteiatix a o suficiente para prender as pessoas na inten ençao. Decidimos, passar um documentario que fizemos sobre os então, moracbres de Ghura, suas histórias e as relações que tinham oom a cidade. Esse documentario seria passado em loop (assim que terminava, começava noiamente) e projetado de forma a valorizar a casa do caseiro e destaca-la. E que jeito melhor de destacar a casa e mostns sin imensa importancia na história da cidade do que usa. la como tela para a projeção? O segundo projetor era aquele responsável por projetar as pessoas que a camera do computador (que foi posicionado na elevação próxima 'a casa do caseiro, de forma a conseguir filmar aqueles que passassem pelo caminho próximo ao retroprojetor) captando. Essa projeção da filmagem etn tempo real também estivesse dever-ia ser, de cena forrria. uma mescla com o documentario que estaria passando. ou uma representação dos visitantes também como pane da história daquele lugar. . um», again ISABELA MEIRELES CALDAS FERNANDES CADERNO TÉCNICO 2015

×