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BULHOSAS - CORTADORIA NACIONAL - CTCP
- Visita De Estudo A Fábricas E Centro Tecnológico Com O 12ºC/Física –
A escola organizou mais uma visita de estudo a fábricas e centro de desenvolvimento tecnológico de
São João da Madeira. E há imenso para perceber, com estas saídas da escola e com a abertura às
aplicações da ciência & tecnologia, associadas aos ambientes fabris. É uma oportunidade de
aprendizagem que o (menor mas imensamente produtivo) município português oferece, com o seu
programa de turismo industrial.
Observar o conhecimento posto em prática, mergulhar no mundo do trabalho, perceber como a
ciência/tecnologia geram riqueza e bem-estar, completa as aquisições que os alunos fazem na escola
e nos livros. As palavras que os alunos escreveram “falam” por si próprias. E não deixam dúvidas
quanto às aprendizagens realizadas e às memórias que ficam- para a possível escolha de área de
ingresso no ensino superior, para a vida profissional futura e para questões de cidadania responsável.
BULHOSAS- Uma Referência Na Impressão Gráfica, A Exportar Para O Mundo
«Criada em 1939. Destaca-se pela produção de etiquetas de todo o tipo, rótulos, peças de
plástico reciclado (…)» (nº 20). «Foi criada pelo Sr. Bulhosas, no barracão da sua casa» (nº 2).
A fábrica cresceu angariando clientes, um a um, através da lista telefónica.
«É uma das maiores fábricas a nível nacional, exportando para todo o mundo» (nº 7). Destaca-se a
nível internacional. Como nos foi dito e tem sido noticiado: «A empresa aposta na produção de rótulos
de segurança e palhetas de deteção de drogas e explosivos». Estas últimas desenvolvidas em
colaboração com os USA. É esta especialização e inovação constante que lhe tem permitido ser líder e
vencer a concorrência dos preços baixos e do “made in china”. «É um exemplo de adaptabilidade ao
mercado onde se insere» (nº 20).
«Embora a indústria de rótulos impressos possa parecer estagnada, a verdade é que a inovação
também está presente nestes campos; sob as formas mais surpreendentes, como rótulos com ADN e
tinta U.V., para detetar contrafação; ou tinta sensível à temperatura, muito útil, por exemplo, na
indústria vinhateira, onde um rótulo de vinho pode indicar se a bebida está ou não pronta para ser
consumida, através da mudança de cor» (nº 7). Quando ouvir falar dos “DNA ID Tag” já sabe do que
se trata e onde é produzido.
As velhas máquinas e caracteres de impressão deram lugar a novas e sofisticadas tecnologias, fazendo
história e ocupando espaços museológicos. «Aprendemos sobre os diferentes tipos de impressão;
nomeadamente, na litografia, usa-se uma pedra para fazer a impressão» (nº 12).
Os produtos de hoje, com diferentes soluções gráficas, resultam de tecnologias inovadoras.
«Vimos pedras gravadas (litografia) e outros métodos de impressão no papel, como serigrafia, injeção
de plástico e, principalmente, impressão em offset.» (nº 23)
«Aprendemos a tecnicidade e complexidade que pode estar por detrás dos objetos mais simples, de
entre os objetos consumidos. Do ponto de vista do consumidor, os rótulos são apenas um pormenor
do produto, uma película descartável… Na fábrica Bulhosas, os rótulos dão identidade e informações,
através de cores, texturas e, até mesmo, de cheiros» (nº 11)
Se, como todos nós, ficou entusiasmado com esta área produtiva, poderá aprender mais ou esclarecer
dúvidas, relativas às diferentes técnicas de impressão, fazendo pesquisa:
https://en.wikipedia.org/wiki/Offset_printing
CORTADORIA NACIONAL DO PÊLO- Maior Empresa do Setor a Nível Mundial
Fundada em 1943. Utiliza, como matérias-primas, peles secas de coelho, lebre e castor. Estas são
processadas com vista à obtenção de pelo de altíssima qualidade, para a indústria de chapelaria, feltro
industrial e lanifícios. «Mais tarde usado para chapéus, casacos e outros produtos» (nº 2).
Aposta na qualidade, no conhecimento do mercado, na melhoria
constante, no esforço de todos e na inovação tecnológica. A
matéria-prima é importada de vários continentes, com critérios de
excelência. «Portugal é o maior produtor de pelo para feltro, graças
a esta fábrica que detém 40% da produção mundial» (nº 7). «Só
existem dez cortadorias em todo o globo» (nº 23).
As imagens abaixo ilustram o ambiente da fábrica. «O pelo passa por vários processos físicos e
químicos, para garantir que não transmite doenças ou cheiros» (nº 2). «Vimos o pelo a ser isolado num
cortador mecânico (a “tosquia”)» (nº 23), «Lavagem e desengorduramento» (nº 11), suflagem. «A
separação do pelo e do couro é mais complicada do que parece, pois implica múltiplos processos de
separação e limpeza» (nº7). «Por semana (…)1 milhão de peles» (nº 2).
Na fábrica, existe um laboratório que detém os segredos dos produtos aplicados na lavagem e
tratamento do pelo. Estes seguem por tubos e são distribuídos pelas linhas de tratamento. Um longo
processo até à fase de produto final. As análises laboratoriais, asseguram o controlo da qualidade.
«Também neste caso, a inovação está presente no caminho para a sustentabilidade: a Cortadoria está,
neste momento, a modificar a fábrica, para a utilização do couro que anteriormente seria
desperdiçado» (nº 7). Neste momento, a pele dos animais já é reutilizada, para produzir os objetos da
figura abaixo. Numa zona da fábrica ainda não visitável.
CTCP- Centro Tecnológico do Calçado De Portugal
O CTCP, desde 1986, apoia o desenvolvimento do setor do calçado, nomeadamente através de testes
e certificação de produtos. Sem estes testes, com a regulação dos mercados internacionais, não seria
possível exportar. «Os processos de autenticação do calçado são muito mais complicados do que
imaginava; cada sapato sofre um conjunto de testes físicos e químicos, conforme as certificações que
o vendedor pretende alcançar» (nº 7).
«Conheci imensos testes exigidos para colocar um produto no mercado» (nº 11)». «São realizados
testes de segurança aos diferentes tipos de calçado: sapatilhas, botas de Kevlar; todas submetidas a
testes de pressão, impacto, de correta impermeabilidade» (nº 23). E «testes de durabilidade, de
resistência, químicos e muitos outros» (nº2).
O centro de investigação, também promove uma visão industrial de investigação e inovação, para a
utilização de novos materiais e produtos mais sustentáveis (ex.: solas de fibras vegetais que se
decompõem em 21 dias). «Começam a aparecer sapatos vegan e biodegradáveis» (nº 23).
«Visitámos, depois, algo que parecia um estúdio de design, baseado em impressão 3-D e tecnologia
do calçado. O que mais me fascinou foi o robô Hyundai, facilmente programável; fazia movimentos
simples e tinha sensores de força que faziam do robô um braço seguro» (nº23).
E procura-se a inovação nos processos de fabrico. Por exemplo, utilizando impressoras 3-D, na
produção de elementos decorativos de um sapato, para dar respostas rápidas ao design mais exigente.
Ou tentando soluções de robótica, para a substituição de movimentos demasiado repetitivos de um
trabalhador numa linha de produção.
Balanço Final E Considerações Para O Futuro
- «De um ponto de vista geral, foi possível observar as aplicações práticas da física em contextos
distintos. (…) O que mais gostei foi da Bulhosas pois a visita foi pedagógica a vários níveis; não só da
física mas, também, do design; e foi um bom exemplo real, do que a inovação e a resolução de
problemas permite alcançar» (nº 11).
- «O que mais me impressionou foi, na Cortadoria, ver os processos de tratamento das peles,
sobretudo do coelho; e a quantidade necessária de coelhos necessários para produzir um chapéu (5 a
7 coelhos)» (nº 3).
- «Não sabia que produzimos cerca de metade do feltro consumido no mundo» (nº 12).
- «O que mais gostei foi da visita ao C.T.C.P. Observámos todos os processos tecnológicos e testes
feitos ao calçado; como testes obrigatórios ou de segurança, e, testes não obrigatórios ou de
comodidade» (nº 3).
- «O que mais gostei e mais me impressionou foi: i) a inteligência e criatividade necessárias para
competir num mundo industrializado, como o nosso; ii) a envergadura destas fábricas, a nível nacional
e internacional; iii) a dedicação necessária para a criação de empresas de sucesso» (nº 7).
- «Ao longo da vista contactámos com diferentes especialistas e observámos as suas funções dentro
da fábrica. Isto foi importante para a escolha do curso na faculdade pois, às vezes, temos ideia do rumo
que queremos seguir (…) mas não sabemos bem as tarefas que este acarreta» (nº 11).
- «Apesar de ter gostado de tudo em geral, o que mais me interessou foi, sem dúvida, o centro
tecnológico; e o ter falado com os vários engenheiros que nos apresentaram um projeto no qual
gostaria de participar. Penso que esta visita me fez ter a certeza de que quero seguir engenharia» (nº
2).
- «Achei a visita ao C.T.C.P. uma boa experiência e poderia, futuramente, trabalhar com isso» (nº3).
- «Definitivamente gostei mais da visita ao C.T.C.P.; mostrou-nos os grandes avanços tecnológicos dos
últimos anos (…) foi uma experiência marcante, ao ponto de considerar uma carreira lá» (nº 12)
- A visita de estudo «Ajudou-me a perceber que, para ter sucesso, é necessário muito trabalho e
dedicação. Ajudou-me a conhecer novas áreas de aplicação da engenharia» (nº 7).
- «Nas nossas visitas aprendemos sobre a história da empresa Bulhosas, passada de geração em
geração; na Cortadoria Nacional, encarámos a realidade de muitas pessoas que, por vezes, são
pensadas “invisíveis”; e vimos algumas engenharias em prática, no centro tecnológico» (nº 23).
- «Vimos o quão inovador pode ser um espaço que passa um pouco despercebido hoje em dia» (nº
23).
nº 2- Afonso Gomes,
,nº 3- Afonso Pina,
nº 7- Francisco Ferreira,
nº 11- Íris Moreira,
nº 12- João Vareta,
nº 20- Nikolaas Compan,
nº 23- Tomás Coutinho,
(Prof.s: João Costa/ TIC; Helena Pimentel/ Física)

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  • 1. BULHOSAS - CORTADORIA NACIONAL - CTCP - Visita De Estudo A Fábricas E Centro Tecnológico Com O 12ºC/Física – A escola organizou mais uma visita de estudo a fábricas e centro de desenvolvimento tecnológico de São João da Madeira. E há imenso para perceber, com estas saídas da escola e com a abertura às aplicações da ciência & tecnologia, associadas aos ambientes fabris. É uma oportunidade de aprendizagem que o (menor mas imensamente produtivo) município português oferece, com o seu programa de turismo industrial. Observar o conhecimento posto em prática, mergulhar no mundo do trabalho, perceber como a ciência/tecnologia geram riqueza e bem-estar, completa as aquisições que os alunos fazem na escola e nos livros. As palavras que os alunos escreveram “falam” por si próprias. E não deixam dúvidas quanto às aprendizagens realizadas e às memórias que ficam- para a possível escolha de área de ingresso no ensino superior, para a vida profissional futura e para questões de cidadania responsável. BULHOSAS- Uma Referência Na Impressão Gráfica, A Exportar Para O Mundo «Criada em 1939. Destaca-se pela produção de etiquetas de todo o tipo, rótulos, peças de plástico reciclado (…)» (nº 20). «Foi criada pelo Sr. Bulhosas, no barracão da sua casa» (nº 2). A fábrica cresceu angariando clientes, um a um, através da lista telefónica. «É uma das maiores fábricas a nível nacional, exportando para todo o mundo» (nº 7). Destaca-se a nível internacional. Como nos foi dito e tem sido noticiado: «A empresa aposta na produção de rótulos de segurança e palhetas de deteção de drogas e explosivos». Estas últimas desenvolvidas em colaboração com os USA. É esta especialização e inovação constante que lhe tem permitido ser líder e vencer a concorrência dos preços baixos e do “made in china”. «É um exemplo de adaptabilidade ao mercado onde se insere» (nº 20).
  • 2. «Embora a indústria de rótulos impressos possa parecer estagnada, a verdade é que a inovação também está presente nestes campos; sob as formas mais surpreendentes, como rótulos com ADN e tinta U.V., para detetar contrafação; ou tinta sensível à temperatura, muito útil, por exemplo, na indústria vinhateira, onde um rótulo de vinho pode indicar se a bebida está ou não pronta para ser consumida, através da mudança de cor» (nº 7). Quando ouvir falar dos “DNA ID Tag” já sabe do que se trata e onde é produzido. As velhas máquinas e caracteres de impressão deram lugar a novas e sofisticadas tecnologias, fazendo história e ocupando espaços museológicos. «Aprendemos sobre os diferentes tipos de impressão; nomeadamente, na litografia, usa-se uma pedra para fazer a impressão» (nº 12).
  • 3. Os produtos de hoje, com diferentes soluções gráficas, resultam de tecnologias inovadoras. «Vimos pedras gravadas (litografia) e outros métodos de impressão no papel, como serigrafia, injeção de plástico e, principalmente, impressão em offset.» (nº 23) «Aprendemos a tecnicidade e complexidade que pode estar por detrás dos objetos mais simples, de entre os objetos consumidos. Do ponto de vista do consumidor, os rótulos são apenas um pormenor do produto, uma película descartável… Na fábrica Bulhosas, os rótulos dão identidade e informações, através de cores, texturas e, até mesmo, de cheiros» (nº 11) Se, como todos nós, ficou entusiasmado com esta área produtiva, poderá aprender mais ou esclarecer dúvidas, relativas às diferentes técnicas de impressão, fazendo pesquisa: https://en.wikipedia.org/wiki/Offset_printing CORTADORIA NACIONAL DO PÊLO- Maior Empresa do Setor a Nível Mundial Fundada em 1943. Utiliza, como matérias-primas, peles secas de coelho, lebre e castor. Estas são processadas com vista à obtenção de pelo de altíssima qualidade, para a indústria de chapelaria, feltro industrial e lanifícios. «Mais tarde usado para chapéus, casacos e outros produtos» (nº 2). Aposta na qualidade, no conhecimento do mercado, na melhoria constante, no esforço de todos e na inovação tecnológica. A matéria-prima é importada de vários continentes, com critérios de excelência. «Portugal é o maior produtor de pelo para feltro, graças a esta fábrica que detém 40% da produção mundial» (nº 7). «Só existem dez cortadorias em todo o globo» (nº 23).
  • 4. As imagens abaixo ilustram o ambiente da fábrica. «O pelo passa por vários processos físicos e químicos, para garantir que não transmite doenças ou cheiros» (nº 2). «Vimos o pelo a ser isolado num cortador mecânico (a “tosquia”)» (nº 23), «Lavagem e desengorduramento» (nº 11), suflagem. «A separação do pelo e do couro é mais complicada do que parece, pois implica múltiplos processos de separação e limpeza» (nº7). «Por semana (…)1 milhão de peles» (nº 2). Na fábrica, existe um laboratório que detém os segredos dos produtos aplicados na lavagem e tratamento do pelo. Estes seguem por tubos e são distribuídos pelas linhas de tratamento. Um longo processo até à fase de produto final. As análises laboratoriais, asseguram o controlo da qualidade. «Também neste caso, a inovação está presente no caminho para a sustentabilidade: a Cortadoria está, neste momento, a modificar a fábrica, para a utilização do couro que anteriormente seria desperdiçado» (nº 7). Neste momento, a pele dos animais já é reutilizada, para produzir os objetos da figura abaixo. Numa zona da fábrica ainda não visitável.
  • 5. CTCP- Centro Tecnológico do Calçado De Portugal O CTCP, desde 1986, apoia o desenvolvimento do setor do calçado, nomeadamente através de testes e certificação de produtos. Sem estes testes, com a regulação dos mercados internacionais, não seria possível exportar. «Os processos de autenticação do calçado são muito mais complicados do que imaginava; cada sapato sofre um conjunto de testes físicos e químicos, conforme as certificações que o vendedor pretende alcançar» (nº 7). «Conheci imensos testes exigidos para colocar um produto no mercado» (nº 11)». «São realizados testes de segurança aos diferentes tipos de calçado: sapatilhas, botas de Kevlar; todas submetidas a testes de pressão, impacto, de correta impermeabilidade» (nº 23). E «testes de durabilidade, de resistência, químicos e muitos outros» (nº2). O centro de investigação, também promove uma visão industrial de investigação e inovação, para a utilização de novos materiais e produtos mais sustentáveis (ex.: solas de fibras vegetais que se decompõem em 21 dias). «Começam a aparecer sapatos vegan e biodegradáveis» (nº 23). «Visitámos, depois, algo que parecia um estúdio de design, baseado em impressão 3-D e tecnologia do calçado. O que mais me fascinou foi o robô Hyundai, facilmente programável; fazia movimentos simples e tinha sensores de força que faziam do robô um braço seguro» (nº23).
  • 6. E procura-se a inovação nos processos de fabrico. Por exemplo, utilizando impressoras 3-D, na produção de elementos decorativos de um sapato, para dar respostas rápidas ao design mais exigente. Ou tentando soluções de robótica, para a substituição de movimentos demasiado repetitivos de um trabalhador numa linha de produção. Balanço Final E Considerações Para O Futuro - «De um ponto de vista geral, foi possível observar as aplicações práticas da física em contextos distintos. (…) O que mais gostei foi da Bulhosas pois a visita foi pedagógica a vários níveis; não só da física mas, também, do design; e foi um bom exemplo real, do que a inovação e a resolução de problemas permite alcançar» (nº 11). - «O que mais me impressionou foi, na Cortadoria, ver os processos de tratamento das peles, sobretudo do coelho; e a quantidade necessária de coelhos necessários para produzir um chapéu (5 a 7 coelhos)» (nº 3). - «Não sabia que produzimos cerca de metade do feltro consumido no mundo» (nº 12). - «O que mais gostei foi da visita ao C.T.C.P. Observámos todos os processos tecnológicos e testes feitos ao calçado; como testes obrigatórios ou de segurança, e, testes não obrigatórios ou de comodidade» (nº 3). - «O que mais gostei e mais me impressionou foi: i) a inteligência e criatividade necessárias para competir num mundo industrializado, como o nosso; ii) a envergadura destas fábricas, a nível nacional e internacional; iii) a dedicação necessária para a criação de empresas de sucesso» (nº 7). - «Ao longo da vista contactámos com diferentes especialistas e observámos as suas funções dentro da fábrica. Isto foi importante para a escolha do curso na faculdade pois, às vezes, temos ideia do rumo que queremos seguir (…) mas não sabemos bem as tarefas que este acarreta» (nº 11). - «Apesar de ter gostado de tudo em geral, o que mais me interessou foi, sem dúvida, o centro tecnológico; e o ter falado com os vários engenheiros que nos apresentaram um projeto no qual gostaria de participar. Penso que esta visita me fez ter a certeza de que quero seguir engenharia» (nº 2). - «Achei a visita ao C.T.C.P. uma boa experiência e poderia, futuramente, trabalhar com isso» (nº3). - «Definitivamente gostei mais da visita ao C.T.C.P.; mostrou-nos os grandes avanços tecnológicos dos últimos anos (…) foi uma experiência marcante, ao ponto de considerar uma carreira lá» (nº 12) - A visita de estudo «Ajudou-me a perceber que, para ter sucesso, é necessário muito trabalho e dedicação. Ajudou-me a conhecer novas áreas de aplicação da engenharia» (nº 7).
  • 7. - «Nas nossas visitas aprendemos sobre a história da empresa Bulhosas, passada de geração em geração; na Cortadoria Nacional, encarámos a realidade de muitas pessoas que, por vezes, são pensadas “invisíveis”; e vimos algumas engenharias em prática, no centro tecnológico» (nº 23). - «Vimos o quão inovador pode ser um espaço que passa um pouco despercebido hoje em dia» (nº 23). nº 2- Afonso Gomes, ,nº 3- Afonso Pina, nº 7- Francisco Ferreira, nº 11- Íris Moreira, nº 12- João Vareta, nº 20- Nikolaas Compan, nº 23- Tomás Coutinho, (Prof.s: João Costa/ TIC; Helena Pimentel/ Física)