ESCOLA CLARA DE RESENDE
Dia Mundial da Poesia 21 de Março, 2014
O SORRISO
Creio que foi o sorriso,
o sorriso foi quem abriu a porta.
Era um sorriso com muita luz
lá dentro, apetecia
entr...
POEMA INVOLUNTÁRIO
Decididamente a palavra
quer entrar no poema e dispõe
com caligráfica raiva
do que o poeta no poema põe...
TER-TE DE TODAS AS MANEIRAS
E, todavia, eu não quisera amar-te.
Mas ter-te, sim, de todas as maneiras.
Quem és e como és, ...
NÃO SEI QUANTAS ALMAS TENHO
Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem ac...
INSTANTE
Deixai-me limpo
O ar dos quartos
E liso
O branco das paredes
Deixai-me com as coisas
Fundadas no silêncio
Sophia ...
A POESIA VAI ACABAR
A poesia vai acabar, os poetas
vão ser colocados em lugares mais úteis.
Por exemplo, observadores de p...
SOMOS COMO ÁRVORES
Somos como árvores
só quando o desejo é morto.
Só então nos lembramos
que dezembro traz em si a primave...
AUDITÓRIO Turmas Professores Turmas Professores
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  1. 1. ESCOLA CLARA DE RESENDE Dia Mundial da Poesia 21 de Março, 2014
  2. 2. O SORRISO Creio que foi o sorriso, o sorriso foi quem abriu a porta. Era um sorriso com muita luz lá dentro, apetecia entrar nele, tirar a roupa, ficar nu dentro daquele sorriso. Correr, navegar, morrer naquele sorriso. Eugénio de Andrade
  3. 3. POEMA INVOLUNTÁRIO Decididamente a palavra quer entrar no poema e dispõe com caligráfica raiva do que o poeta no poema põe. Entretanto o poema subsiste informal em teus olhos talvez mas perdido se em precisa palavra significas o que vês. Virtualmente teus cabelos sabem se espalhando avencas no travesseiro que se eu digo prodigiosos cabelos as insólitas flores que se abrem não têm sua cor nem seu cheiro. Finalmente vejo-te e sei que o mar o pinheiro a nuvem valem a pena e é assim que sem poetizar se faz a si mesmo o poema. Natália Correia
  4. 4. TER-TE DE TODAS AS MANEIRAS E, todavia, eu não quisera amar-te. Mas ter-te, sim, de todas as maneiras. Quem és e como és, de quem te abeiras, que dizes ou não dizes, pouco importa. E muito menos hoje me conforta. Neste sorriso que te dou tranquilo, eu ponho num remorso tudo aquilo que em fundo amor eu te pudera dar-te, Se alguma vez te amasse de amor fundo, senta-te à luz do mar, à luz do mundo, como na vez primeira em que te vi, tão jovem, que era crime o contemplar-te. E despe-te outra vez, pois vêm olhar-te quantos te buscam de saber-te aqui. Sendo um de tantos, nunca te perdi. Jorge de Sena
  5. 5. NÃO SEI QUANTAS ALMAS TENHO Não sei quantas almas tenho. Cada momento mudei. Continuamente me estranho. Nunca me vi nem acabei. De tanto ser, só tenho alma. Quem tem alma não tem calma. Quem vê é só o que vê, Quem sente não é quem é, Atento ao que sou e vejo, Torno-me eles e não eu. Cada meu sonho ou desejo É do que nasce e não meu. Sou minha própria paisagem, Assisto à minha passagem, Diverso, móbil e só, Não sei sentir-me onde estou. Por isso, alheio, vou lendo Como páginas, meu ser. O que segue não prevendo, O que passou a esquecer. Noto à margem do que li O que julguei que senti. Releio e digo: “Fui eu?” Deus sabe, porque o escreveu. Fernando Pessoa
  6. 6. INSTANTE Deixai-me limpo O ar dos quartos E liso O branco das paredes Deixai-me com as coisas Fundadas no silêncio Sophia de M. B. Andresen
  7. 7. A POESIA VAI ACABAR A poesia vai acabar, os poetas vão ser colocados em lugares mais úteis. Por exemplo, observadores de pássaros (enquanto os pássaros não acabarem). Esta certeza tive-a hoje ao entrar numa repartição pública. Um senhor míope atendia devagar ao balcão; eu perguntei: «Que fez algum poeta por este senhor?» E a pergunta afligiu-me tanto por dentro e por fora da cabeça que tive que voltar a ler toda a poesia desde o princípio do mundo. Uma pergunta numa cabeça. — Como uma coroa de espinhos: estão todos a ver onde o autor quer chegar? – Manuel António Pina
  8. 8. SOMOS COMO ÁRVORES Somos como árvores só quando o desejo é morto. Só então nos lembramos que dezembro traz em si a primavera. Só então, belos e despidos, ficamos longamente à sua espera. Eugénio de Andrade
  9. 9. AUDITÓRIO Turmas Professores Turmas Professores 8.15 5º D Anabela Silva 8º D 11º D Daniela Cunha / Abarícia Melo Paula Cunha 9.00 6º D Solina Valente 8º A Sílvia Leal / Abarícia Melo 10.00 5º A 6º C Conceição Pimenta Maria do Carmo Figueiredo (Educação Musical) 6º C Andreia Silva / Dora Oliveira 10.45 5º E 8º B Patrícia Jesus Raquel Ribeiro 11º C Luís Nelson 11.45 6º B M.ª José Cunha/ Dora Oliveira 11º A 12º C Fátima Miranda 13.45 8º C M.ª João Sarmento 10º G Raquel Ribeiro / Teresa Miranda 14.30 8ª B M.ª João Sarmento 10º D Arminda Vieira 15.30 7º B M.ª Rosário Bastos 11º E Helena Caldeira 16.15 7º A 8º E M.ª Rosário Bastos/ M.ª João Sarmento Abarícia Melo/ Manuela Carvalho/ José Leite/ Fernando Pinho 10º E Raquel Ribeiro BIBLIOTECA Exposição de ilustrações: 12º E Helena Fernandes 9.00 8° C Luís Nelson 12º B 11º A Fátima Miranda 10.00 CEI Ana Oliveira 5º G M. José Cunha 11.45 6º E Patrícia Jesus 12° E Helena Sereno 14.30 7º E Isabel Silva/ Luísa Sampaio 9º A/B/D Ana Alves / Helena Sereno 15.30 5ª F M.ª José Cunha 10° B Isabel Silva / Cristina Oliveira

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