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FREI JOÃO PEDRO DE SEXTO
Perfil do Servo de Deus
Frei Marcelino: “Tipo perfeito de
Missionário modelo, religioso
moldado no mais puro espírito
seráfico, a sua vida foi a de um santo,
assim o testemunham seus
contemporâneos.
Difícil tarefa traçar-lhe o perfil.
Entretanto, seus escritos refletem a
beleza de sua alma.
A confiança na Divina Providência,
a caridade fraterna, o zelo pela
observância regular, a abnegação e
o desprendimento, o amor aos
pequeninos e aos pobres -
falam as substanciosas Circulares
dirigidas a seus Religiosos.
O esplendor de suas belas
qualidades era realçado pela humildade
verdadeiramente franciscana que servia
de sólido pedestal à justa fama que
atraía para ele as multidões.
Verdadeiro sacerdote fazia de si
mesmo uma ponte para Deus, um
veículo de sua graça e de sua luz.
Pobre de bens materiais era
riquíssimo de espírito e de coração. E
desta plenitude distribuía de mãos largas
com todos que se lhe acercavam. Muitos
foram os que receberam dele guia,
conforto e orientação.
Suas mãos ungidas semearam o bem,
derramaram o balsamo do perdão em
corações angustiados.
Seus pés evangelizaram a paz,
percorreram longos e ásperos
caminhos.
De suas mãos benfazejas junto às
almas bem se poderia dizer: onde
havia o ódio colocava o amor, onde a
dúvida fazia brilhar a fé, onde o erro
punha a verdade.
Como já se disse, era um homem de
critério certo e seguro em resolver os
mais difíceis problemas. Homem de bom
senso, que atinava o sentido das coisas,
sabia colocar a mão sobre o ponto vital
de uma questão e colocar os pés sobre o
terreno sólido dos fatos.
Homem de pulso firme que desprezava a
acidentalidade para ir à essência das
coisas, dando jatos de luz e jatos de
energia; se impunha a todos, mas de
uma caridade e de uma brandura diante
do arrependido, do sofrido, do
perseguido, que chegava a roubar-lhe o
coração, conseguindo a amizade,
levantando o ânimo e ganhando-o para
sempre. Ao lado de tudo isso, um grande
amor ao hábito e uma afeição radical à
Missão.
Frei João Pedro era um
verdadeiro consultor junto às
Autoridades eclesial e civil. Os bispos
de Manaus, do Maranhão, do Ceará
e, especialmente, o Arcebispo do
Pará, o estimavam, pediam seu
conselho e, muitas vezes, era
chamado para dar sua opinião sobre
delicadas questões.
O Governador do Pará, Doutor
Augusto Montenegro, e outras
autoridades paraenses o chamavam:
homem de valor, pelo critério, retidão
de idéia e integridade de caráter.
Sua vida, se excetuarmos as poucas
excursões apostólicas, passou sempre
no comando da mística barca que
dirigia. Parecia que fosse indicado por
Deus para governar homens e coisas.
Tudo isso, evidentemente, supõe a
existência de um acúmulo de virtudes
não comuns: aquele espírito de
Capuchinho e aquela linha
característica de Frade Menor, que
sem esta rica bagagem dos dotes que
possuía bem pouco valor teria e,
muito pouco teria conseguido fazer,
daquilo que realmente fez.
Frei João Pedro de Sexto nos parecia
como o tipo perfeito de Missionário
modelo, de administrador exímio e
consciencioso, do Superior manso,
conforme o Coração de Jesus, moldado
no mais puro espírito Seráfico.
E, enquanto existir um de nós que com
ele haja convivido, tal, há de ser a
impressão pessoal do nosso inesquecível
Superior, perpetua há de ser a sua
memória, gloriosa nos anais da nossa
Missão, cujos alicerces ele ajudou a
implantar e a que deu um magnífico
desenvolvimento, não só pelo
alargamento material do nosso campo
de ação, como pela sabedoria com que
a soube dirigir e governar, por tantos
anos, dando-lhe o realce de tantos
trabalhos maravilhosos, de tantas
utilíssimas instituições introduzidas”.
Frei Alfredo de Martinengo, vigário da
Missão afirmava:
“Alma cheia de bondade, santo e modelo
de sacerdote, Frei João Pedro passou por
esta terra como verdadeiro apóstolo do
bem, como destinado aos grandes
sacrifícios. Perdemos um amigo sincero,
um guia seguro, um Pai amoroso, foi
homem bom, justo, sincero lutador pela
causa do bem, foi modelo de verdadeiro
Missionário Capuchinho.
D. Santinho Maria Coutinho, Arcebispo em
Belém: “Seu grande amor pelos pobres,
não morrerá jamais! Frei João Pedro
permanecerá uma imagem puríssima,
doce e paterna do bom operário
evangélico que entregou tudo para a
salvação e a felicidade dos outros. Foi
seu amor extraordinário à Igreja que o
impeliu para o serviço generoso e
desinteressado dos irmãos.
O fundamento sólido do seu espírito,
imbuído e cimentado de fé vivíssima,
tornou-o forte nas dificuldades e nas
provações e afinou sua alma a ponto
de dar-lhe aquela transparência
sublime através da qual se enxerga o
além. O seu zelo apostólico foi
realmente extraordinário”
Mons. João Ferreira Muniz (Regente arquidiocesano de
Belém):
“Eu conheci poucos homens zelosos,
sinceros e humanos, dedicados ao serviço
da Igreja e dos irmãos como Frei João
Pedro. Missionário incrivelmente afável,
compreensivo, modesto. Nunca recorri a
ele pedindo ajuda de pessoal, ou
implorando que quisesse assumir
compromissos de paróquias, desobrigas e
pregações, sem ser atendido.
E às vezes dava para perceber a sua
dificuldade real e insuperável. A minha
estima e a minha veneração por ele
foram aumentando à medida em que ia
descobrindo as riquezas do seu espírito”.
Padre. Dubois afirmou: “Até o rosto e os
olhos de Frei João Pedro tinham uma
transparência de paz, bondade, certeza
de Deus; era um íntegro homem do
Evangelho”.
Mons. Vicente Ferreira Galvão, (governou a diocese
na vacância entre D. Xisto Albano e D. Francisco),
disse de Frei João Pedro: “era um dever e uma
honra servir aos bispos e ajudá-los, através
de um esforço incansável por parte de si
mesmo e dos missionários, para cumprirem o
seu compromisso pastoral. O espírito de
Deus estava nele, a sua obra viverá
duradoura. As bênçãos do povo para os
missionários e para o seu superior serão um
testemunho constante e luminoso de que o
bem tem o seu esplendor neste mundo”.
D. Joaquim Vieira, bispo de Fortaleza,
chamou-o de apóstolo extraordinário a serviço de
Deus e da Igreja:
“Homem prudente, sábio e
consagrado para o bem de todos, que
se entregou até ao sacrifício de si”.
D. Francisco de Paula e Silva, arcebispo de São
Luís, conheceu Frei João Pedro, pessoalmente:
“Inteligência, vontade, energias, entu
siasmo apostólico, tudo nele visava
realizar uma grande obra de
bem, com coração grande e
generoso, com plena confiança na
Providência e na bondade
fundamental dos homens”.
Mons. Vicente Ferreira Galvão, (governou a
diocese na vacância entre D. Xisto Albano e D.
Francisco), disse de Frei João Pedro:
“Era um dever e uma honra servir aos
bispos e ajudá-los, através de um esforço
incansável por parte de si mesmo e dos
missionários, para cumprirem o seu
compromisso pastoral”.
Dr. Holanda referindo-se a ele como um
homem de coração grande e misericordioso,
principalmente para a juventude pobre, falou:
“Pai e benfeitor exímio que, quando
tomava a peito um empreendimento
para o bem no nome de Deus, sabia
conduzi-lo a termo custasse o que
custasse”.
Existe uma carta do Prata (PA), que alguém
escreveu, mas quis ficar no anonimato:
“Ele vai viver no coração de muitos pela
sua bondade, pelo seu amor aos pobres,
aos humildes, doentes e marginalizados,
e a todos aqueles que, passando
necessidades, recorriam a ele que os
escutava, consolava e ajudava. O seu
exemplo permanece luminoso”.
Santidade é uma estrada que devemos percorrer em
obediência a Deus: "Sede santos, porque eu, o Senhor
vosso Deus, sou santo" (Lv 19,2).
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FREIO JOÃO PEDRO DE SEXTO - PERFIL

  • 1. FREI JOÃO PEDRO DE SEXTO Perfil do Servo de Deus
  • 2. Frei Marcelino: “Tipo perfeito de Missionário modelo, religioso moldado no mais puro espírito seráfico, a sua vida foi a de um santo, assim o testemunham seus contemporâneos. Difícil tarefa traçar-lhe o perfil. Entretanto, seus escritos refletem a beleza de sua alma.
  • 3. A confiança na Divina Providência, a caridade fraterna, o zelo pela observância regular, a abnegação e o desprendimento, o amor aos pequeninos e aos pobres - falam as substanciosas Circulares dirigidas a seus Religiosos.
  • 4. O esplendor de suas belas qualidades era realçado pela humildade verdadeiramente franciscana que servia de sólido pedestal à justa fama que atraía para ele as multidões. Verdadeiro sacerdote fazia de si mesmo uma ponte para Deus, um veículo de sua graça e de sua luz.
  • 5. Pobre de bens materiais era riquíssimo de espírito e de coração. E desta plenitude distribuía de mãos largas com todos que se lhe acercavam. Muitos foram os que receberam dele guia, conforto e orientação. Suas mãos ungidas semearam o bem, derramaram o balsamo do perdão em corações angustiados.
  • 6. Seus pés evangelizaram a paz, percorreram longos e ásperos caminhos. De suas mãos benfazejas junto às almas bem se poderia dizer: onde havia o ódio colocava o amor, onde a dúvida fazia brilhar a fé, onde o erro punha a verdade.
  • 7. Como já se disse, era um homem de critério certo e seguro em resolver os mais difíceis problemas. Homem de bom senso, que atinava o sentido das coisas, sabia colocar a mão sobre o ponto vital de uma questão e colocar os pés sobre o terreno sólido dos fatos. Homem de pulso firme que desprezava a acidentalidade para ir à essência das coisas, dando jatos de luz e jatos de
  • 8. energia; se impunha a todos, mas de uma caridade e de uma brandura diante do arrependido, do sofrido, do perseguido, que chegava a roubar-lhe o coração, conseguindo a amizade, levantando o ânimo e ganhando-o para sempre. Ao lado de tudo isso, um grande amor ao hábito e uma afeição radical à Missão.
  • 9. Frei João Pedro era um verdadeiro consultor junto às Autoridades eclesial e civil. Os bispos de Manaus, do Maranhão, do Ceará e, especialmente, o Arcebispo do Pará, o estimavam, pediam seu conselho e, muitas vezes, era chamado para dar sua opinião sobre delicadas questões.
  • 10. O Governador do Pará, Doutor Augusto Montenegro, e outras autoridades paraenses o chamavam: homem de valor, pelo critério, retidão de idéia e integridade de caráter. Sua vida, se excetuarmos as poucas excursões apostólicas, passou sempre no comando da mística barca que dirigia. Parecia que fosse indicado por Deus para governar homens e coisas.
  • 11. Tudo isso, evidentemente, supõe a existência de um acúmulo de virtudes não comuns: aquele espírito de Capuchinho e aquela linha característica de Frade Menor, que sem esta rica bagagem dos dotes que possuía bem pouco valor teria e, muito pouco teria conseguido fazer, daquilo que realmente fez.
  • 12. Frei João Pedro de Sexto nos parecia como o tipo perfeito de Missionário modelo, de administrador exímio e consciencioso, do Superior manso, conforme o Coração de Jesus, moldado no mais puro espírito Seráfico. E, enquanto existir um de nós que com ele haja convivido, tal, há de ser a impressão pessoal do nosso inesquecível Superior, perpetua há de ser a sua
  • 13. memória, gloriosa nos anais da nossa Missão, cujos alicerces ele ajudou a implantar e a que deu um magnífico desenvolvimento, não só pelo alargamento material do nosso campo de ação, como pela sabedoria com que a soube dirigir e governar, por tantos anos, dando-lhe o realce de tantos trabalhos maravilhosos, de tantas utilíssimas instituições introduzidas”.
  • 14. Frei Alfredo de Martinengo, vigário da Missão afirmava: “Alma cheia de bondade, santo e modelo de sacerdote, Frei João Pedro passou por esta terra como verdadeiro apóstolo do bem, como destinado aos grandes sacrifícios. Perdemos um amigo sincero, um guia seguro, um Pai amoroso, foi homem bom, justo, sincero lutador pela causa do bem, foi modelo de verdadeiro Missionário Capuchinho.
  • 15. D. Santinho Maria Coutinho, Arcebispo em Belém: “Seu grande amor pelos pobres, não morrerá jamais! Frei João Pedro permanecerá uma imagem puríssima, doce e paterna do bom operário evangélico que entregou tudo para a salvação e a felicidade dos outros. Foi seu amor extraordinário à Igreja que o impeliu para o serviço generoso e desinteressado dos irmãos.
  • 16. O fundamento sólido do seu espírito, imbuído e cimentado de fé vivíssima, tornou-o forte nas dificuldades e nas provações e afinou sua alma a ponto de dar-lhe aquela transparência sublime através da qual se enxerga o além. O seu zelo apostólico foi realmente extraordinário”
  • 17. Mons. João Ferreira Muniz (Regente arquidiocesano de Belém): “Eu conheci poucos homens zelosos, sinceros e humanos, dedicados ao serviço da Igreja e dos irmãos como Frei João Pedro. Missionário incrivelmente afável, compreensivo, modesto. Nunca recorri a ele pedindo ajuda de pessoal, ou implorando que quisesse assumir compromissos de paróquias, desobrigas e pregações, sem ser atendido.
  • 18. E às vezes dava para perceber a sua dificuldade real e insuperável. A minha estima e a minha veneração por ele foram aumentando à medida em que ia descobrindo as riquezas do seu espírito”. Padre. Dubois afirmou: “Até o rosto e os olhos de Frei João Pedro tinham uma transparência de paz, bondade, certeza de Deus; era um íntegro homem do Evangelho”.
  • 19. Mons. Vicente Ferreira Galvão, (governou a diocese na vacância entre D. Xisto Albano e D. Francisco), disse de Frei João Pedro: “era um dever e uma honra servir aos bispos e ajudá-los, através de um esforço incansável por parte de si mesmo e dos missionários, para cumprirem o seu compromisso pastoral. O espírito de Deus estava nele, a sua obra viverá duradoura. As bênçãos do povo para os missionários e para o seu superior serão um testemunho constante e luminoso de que o bem tem o seu esplendor neste mundo”. D. Joaquim Vieira, bispo de Fortaleza, chamou-o de apóstolo extraordinário a serviço de Deus e da Igreja: “Homem prudente, sábio e consagrado para o bem de todos, que se entregou até ao sacrifício de si”.
  • 20. D. Francisco de Paula e Silva, arcebispo de São Luís, conheceu Frei João Pedro, pessoalmente: “Inteligência, vontade, energias, entu siasmo apostólico, tudo nele visava realizar uma grande obra de bem, com coração grande e generoso, com plena confiança na Providência e na bondade fundamental dos homens”.
  • 21. Mons. Vicente Ferreira Galvão, (governou a diocese na vacância entre D. Xisto Albano e D. Francisco), disse de Frei João Pedro: “Era um dever e uma honra servir aos bispos e ajudá-los, através de um esforço incansável por parte de si mesmo e dos missionários, para cumprirem o seu compromisso pastoral”.
  • 22. Dr. Holanda referindo-se a ele como um homem de coração grande e misericordioso, principalmente para a juventude pobre, falou: “Pai e benfeitor exímio que, quando tomava a peito um empreendimento para o bem no nome de Deus, sabia conduzi-lo a termo custasse o que custasse”.
  • 23. Existe uma carta do Prata (PA), que alguém escreveu, mas quis ficar no anonimato: “Ele vai viver no coração de muitos pela sua bondade, pelo seu amor aos pobres, aos humildes, doentes e marginalizados, e a todos aqueles que, passando necessidades, recorriam a ele que os escutava, consolava e ajudava. O seu exemplo permanece luminoso”.
  • 24. Santidade é uma estrada que devemos percorrer em obediência a Deus: "Sede santos, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo" (Lv 19,2). Frei João Pedro, rogai por nós