RevistaVU-Ed234-bx

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  1. 1. outubro, novembro 2015 234 CAMINHO UM NOVO A experiência de intercâmbio de três estudantes da PUCPR em universidades dos Estados Unidos. V E J A + PÁ G . 3 6 Abrem-se as portas para o futuro do ensino superior, em que professores e estudantes ganham novos papéis na universidade.
  2. 2. GRÃO-CHANCELER Dom José Antônio Peruzzo Vida Universitária é uma publicação bimestral da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, registrada sob o nº 01, do livro B, de Pessoas Jurídicas, do 4º Ofício de Registro de Títulos, em 30/12/1985 – Curitiba, Paraná. CONSELHO EDITORIAL – PUCPR Reitor Waldemiro Gremski Vice-Reitor Paulo Otávio Mussi Augusto Pró-Reitor de Graduação Vidal Martins Pró-Reitora de Pesquisa e Pós-Graduação Paula Cristina Trevilatto Pró-Reitor Comunitário José Luiz Casela Pró-Reitor Administrativo e de Desenvolvimento Paulo de Paula Baptista Diretora de Relacionamento Silvana Hastreiter COORDENAÇÃO Diretoria de Marketing e Comunicação do Grupo Marista Eduardo Correa Vivian Lemos CONTEÚDO Coordenação Iraisi Gehring Edição Juliana Fernandes MTB 13792 Projeto Gráfico Brainbox Diagramação Sacha Bezrutchka Revisão Tailor Media ANUNCIE Tailor Media Content & Media Projects (41) 3153-1919 www.tailormedia.com.br Impressão Serzegraf 15 mil exemplares Contato Rua Imaculada Conceição, 1155 – 2º andar Prado Velho – Curitiba – Paraná CEP: 83215-901 Fone: (41) 3271-1515 www.pucpr.br/vidauniversitaria conteudo@grupomarista.org.br Vivemosemtemposlíquidos Atravessamos tempos de mudança. Nessa realidade líquida, em que tudo muda muito rapidamente sob a menor pressão, como diria o sociólogo Zygmunt Bauman, é preciso que tenhamos resiliência frente aos desafios que surgem a todos os momentos. Entendemos que a universidade é um dos vetores da mudança na sociedade. É um espaço de livre debate em que as mais diversas correntes de opinião se encontram, formando novos conceitos e, por que não, novas definições de mundo. É nesse contexto desafiador que a PUCPR está rediscutindo o seu papel na educação e na formação de cidadãos. Que tipo de formação queremos para nossos jovens? Quais são as competências necessárias para ser profissional e humanamente bem-sucedido em uma sociedade em constante transformação? Essas perguntas inquietantes urgem respostas, e a PUCPR entende seu papel nessa discussão e sabe que mudanças são necessárias no curso da história para o desenvolvimento social. A universidade deve contribuirparaaconstruçãodeumasociedademelhor,oquesóalcançaremos se acompanharmos os tempos em que vivemos. Nesta edição, falamos de todos os desafios da educação superior no Brasil e no mundo em nossa matéria de capa. Também abordamos a contribuição das pesquisas desenvolvidas na universidade para uma sociedade mais justa. E reforçamos que nosso papel de formação vai muito além da sala de aula na editoria “Nanoatitudes”, na qual mostramos que o Projeto Comunitário pode despertar a paixão pela solidariedade. Esperamos que gostem desta Vida Universitária, preparada com todo o cuidado para vocês e que tem o objetivo de refletir as mudanças pelas quais nosso mundo e a universidade estão passando. Boa leitura a todos! Waldemiro Gremski Reitor da PUCPR EDITORIAL
  3. 3. NESTA EDIÇÃO 08Filhosda PUC _ Professores da PUCPR, que também foram acadêmicos da instituição, falam das inspirações que os levaram à docência 20Capa _ Os desafios e os novos caminhos para as relações de aprendizagem dentro das universidades 12Mercadode Trabalho _ Entenda por que o mercado busca profissionais inovadores e como a inovação pode ser aplicada em diversas áreas 16Nanoatitudes _ A disciplina Projeto Comunitário desperta o interesse para as questões sociais e estimula bons exemplos ERRATA Na reportagem “O sabor francês do Paraná”, na seção Search Lab da edição 233 (págs. 44-47), a legenda correta da foto publicada na página 45 é: Professora Marcia Rapacci com os alunos de Engenharia de Alimentos: um “autêntico” queijo Reblochon francês direto dos laboratórios da PUCPR, em parceria com a UEPG.
  4. 4. 40Vírgula _ A comemoração de 86 anos do Círculo de Estudos Bandeirantes 28DiáriodeBordo _ Conheça a rotina de Mihael, estudante alemão em intercâmbio no Brasil 48Raízes _ Os 40 anos do curso de design da PUCPR 36MundoAfora _ A experiência de três estudantes em intercâmbio nos Estados Unidos 44SearchLab _ O reitor da PUCPR fala sobre ciência e universidade 32AoInfinitoeAlém _ A busca pela espiritualidade e o estudo das crenças contemporâneas como caminho para o respeito e a tolerância
  5. 5. 08 P O R J U L I A N A F E R N A N D E S FILHOS DA PUC De estudantes a mestres Estesprofessorestambémjá foramestudantesdaPUCPR eagoracompartilhamo conhecimentoadquirido pormeiodadocência. Conheçaasinspiraçõesque osmotivaramparaessa profissãoecomoelesvivem avocaçãoparaensinar ©EDUARDOMACÁRIOS 1. JOSÉ CASELA Pró-reitor comunitário Escola de Arquitetura e Design – PUCPR “Tive ótimos professores ao longo da vida. Lembrando-me hoje no que me identifico com meus professores e o que me levou a escolher a profissão, reconheço a mensagem otimista que transmitiam ao acreditar em um futuro melhor. Além dos ensinamentos que recebi, via no exemplo desses educadores uma ponte que me conectava com o futuro, e que por meio do conhecimento eu poderia fazer as minhas escolhas. Eles serviram como bússola, que apontava o melhor caminho a seguir. Como professor, acredito que se pode provocar mudanças e, mesmo diante de incertezas e agruras que às vezes nos assombram, estar disposto a correr riscos, enfrentar dilemas e superar desafios. O legado do professor é o de entregar um mundo melhor.” 1 2
  6. 6. 09 4. CARLOS EDUARDO CAMARGO Professor de Clínica Médica de Grandes Animais Escola de Ciências Agrárias e Medicina Veterinária – PUCPR “Ser professor é ter a chance de passar adiante aquilo que muitos ao longo da vida nos ensinaram, de conhecimentos técnicos a lições de vida. Dessa forma, fui inspirado para a docência por meus professores de Medicina Veterinária da PUCPR, que hoje com muito orgulho posso ter como colegas e trabalhar lado a lado.” 3. EDUARDO OLIVEIRA AGUSTINHO Professor decano do curso de Direito Escola de Direito – PUCPR “Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina”, Cora Coralina. “Essa frase, para mim, é muito significativa e expressa, de forma concisa, a importância da docência na minha trajetória de vida. Vejo o ato de ensinar como um processo contínuo no qual o compartilhamento de experiências com os estudantes nos propicia a oportunidade única de, ao mesmo tempo, transferir e aprender. Ser professor, assim, representa mais que uma vocação. É uma realização.” 2. ANA CRISTINA SEIXAS GRECA Professora de Biologia e coordenadora do curso de Ciências Biológicas Escola de Saúde e Biociências – PUCPR “A inspiração veio do meu pai, grande professor de Matemática, que me guiou como estudante e pessoa. Acredito que uma atitude simples e pessoal do professor representa uma mudança significativa na vida do estudante: na sua formação ou mesmo na visão de si próprio. Acredito no poder da educação de mudar vidas, construir uma sociedade justa, fornecer esperanças e realizar sonhos. Feliz todos os dias por ser professora!” 3 4 “SER PROFESSOR, ASSIM, REPRESENTA MAIS QUE UMA VOCAÇÃO. É UMA REALIZAÇÃO.”
  7. 7. 10 6. MAÍRA DE MAYO OLIVEIRA NOGUEIRA LOESCH Professora de Medicina Escola de Medicina – PUCPR “Ser professor é uma oportunidade, um privilégio daqueles que acreditam que podem mudar vidas e com isso fazer sua parte pelo mundo. Sinto-me honrada em participar da vida dos meus estudantes, pois aprendo com eles todos os dias. Sendo assim, o que posso dizer é que nesta longa jornada que é a vida, tanto na docência quanto em nossa vida familiar e cotidiana, todos os dias eu aprendo e ensino, logo existo. Não poderia querer outra vida.” 5. VALTER KLEIN Professor de Engenharia de Controle e Automação e coordenador da Equipe de Robótica Móvel Escola Politécnica – PUCPR “Entrei na PUCPR como colaborador em 2004. Ao longo dos anos, tive oportunidade de trabalhar e estudar, até que em 2007, enquanto cursava Engenharia Elétrica, comecei a lecionar no TECPUC. Foi nessa fase da minha vida que notei quão digna é a profissão de educador. Depois, já com o mestrado, segui com a vocação, agora em cursos de graduação. O que me motiva como professor? Fazer com que os estudantes se apaixonem pela profissão que escolheram, assim como eu sou apaixonado pelo que faço.” 7. KLEBER BEZ BIROLO CANDIOTTO Decano da Escola de Educação e Humanidades Escola de Educação e Humanidades – PUCPR “A docência foi um encontro sem busca. Iniciei minha graduação em Filosofia na PUCPR com vistas à formação religiosa. Porém, ao mudar a trajetória de vida, encontrei o caminho da docência como minha grande realização, não somente pelos resultados pessoais que me traz, mas sobretudo por poder possibilitar resultados em outras vidas. Ser professor passou a integrar minha identidade a partir desse encontro.” 5 6 “EM 2007, ENQUANTO CURSAVA ENGENHARIA ELÉTRICA, COMECEI A LECIONAR NO TECPUC.”
  8. 8. 11 8. PAULO C. PORTO MARTINS Professor do Núcleo de Empreendedorismo e Inovação Escola de Negócios – PUCPR “Enquanto estudante do curso de Psicologia da PUCPR, tive a oportunidade de atuar como monitor da disciplina de AEC (Análise Experimental do Comportamento), sendo possível acompanhar a atividade profissional de alguns professores. E essa atuação me fascinou! Ficava extremamente animado quando conseguia contribuir para a aprendizagem de outros estudantes. Por conta da monitoria, tive uma bolsa para cursar uma pós-graduação na PUCPR, e logo em seguida fui convidado a cursar doutorado em Madrid, na Espanha. Minha paixão pela docência teve início nesse período.” 9. SUYANNE TOLENTINO DE SOUZA Professora de Jornalismo Escola de Comunicação e Artes – PUCPR “Eu costumo dizer que quando pequena nunca brinquei de casinha, brincava de escolinha, sou professora por vocação. Hoje posso dizer que sou realizada e orgulhosa do trabalho que desenvolvo com meus estudantes. Entendo que ser professor é mais do que ministrar uma disciplina ou preparar um conteúdo: significa dedicação, pesquisa, estudo e aprendizagem, é uma verdadeira atividade de amor que vai além da sala de aula.” 7 8 9 ©EDUARDOMACÁRIOS “FICAVA ANIMADO QUANDO CONSEGUIA CONTRIBUIR PARA A APRENDIZAGEM DE OUTROS ESTUDANTES.”
  9. 9. MERCADO DETRABALHO Inovarépreciso P O R F E R N A N D O T O R R E S ©SHUTTERSTOCK 12 Conheçamaissobreumacompetênciaquetodoprofissionalprecisa desenvolver–paraontem–,sequiserserabsorvidopelomercado
  10. 10. 13 Novas ideias, novos rumos e possibilidades. Foi-se o tempo em que a inovação estava ligada apenas a áreas como marketing e tecnologia. Hoje, as empresas esperam detectar a habilidade em profissionais de todos os segmentos, inclusive em carreiras mais tradicionais. Em resumo, os departamentos de RH procuram gente capaz de identificar e antecipar lacunas atuais ou necessidades à frente de seu tempo, com iniciativas que possibilitem aumentar o faturamento, desbravar novos mercados, aperfeiçoar produtos ou serviços já consagrados. Aí do seu canto, você, leitor, pode achar que não nasceu com muito jeito para a coisa. Mas tem o pulo do gato: inovação é um talento que pode ser adquirido com alguns estímulos primordiais. A primeira mola mestra desse processo é exercitar a visão: enxergar mais adiante daquilo que todos estão vendo. “Outro impulso essencial é a empatia, isto é, saber se colocar em diferentes condições e cenários do ambiente ao seu redor, vislumbrando formas de ajudar e cocriar com o meio”, aponta o mestre em Administração Thiago Maceri, da Agência PUC de Inovação. Vale ainda investir na diversidade de contatos e opiniões, já que o conflito entre diferentes pessoas aumenta as chances de pensar “fora da casinha”. Por fim, o aprendizado exige persistência. “A ideia pode parecer óbvia demais para o seu criador, mas, ao testá-la, ele pode perceber que parte de suas convicções estavam equivocadas. Ter disposição para recomeçar, caso necessário, facilita muito”, defende Thiago. O desenvolvimento da inovação também repele alguns vícios, e a acomodação é o mais perigoso deles. “A inquietude não é “Ainquietudenãoésinônimodecrescimento, masapessoainovadoraestásemprese autoprovocandoebuscandomelhorar.” Paulo Porto SAIBA Veja que a inovação pode ser aplicada em todas as áreas do conhecimento em www.pucpr.br/ vidauniversitaria.
  11. 11. 14 Uma das ideias encubadas pela PUCPR é a microempresa ainda em desenvolvimento Eu, Gourmet, com a proposta de lançar um site e um aplicativo de delivery de ingredientes de receitas gourmets. “Temos a visão de focar na experiência do cliente, desde o recebimento da encomenda acondicionada, das mãos de um entregador com chapéu de chef, até a hora de utilizá-los para preparar o prato, com vídeos passo a passo”, diz um dos criadores, o engenheiro mecatrônico Pedro Casagrande. Ele e outros dois amigos engenheiros, André Mazzocco e Ricardo Steinmacher, ambos com 26 anos e todos formados pela PUCPR, buscaram a inspiração em modelos similares nos Estados Unidos, mas ainda ausentes no Brasil. “Fizemos uma rodada de testes em alguns bairros de Curitiba e, agora, vamos ampliar para toda a cidade e região metropolitana”, planeja. Dois deles ainda trabalham na área de Engenharia, enquanto outro se dedica exclusivamente ao projeto. “Não planejamos nada. Vimos a oportunidade inédita e decidimos investir”, explica Pedro. O fato é que, seja qual for a forma de uso, a inovação está em alta, ao lado de informações dinâmicas e, muitas delas, descartáveis. “Quem não tiver o cuidado de se autodesenvolver será esmagado nos próximos anos”, decreta Paulo Porto. sinônimo de crescimento, mas a pessoa inovadora está sempre se autoprovocando e buscando melhorar”, diz o psicólogo Paulo Porto, do Núcleo de Empreendedorismo e Inovação da Escola de Negócios da PUCPR. Em contraponto, o acúmulo de metas e a sobrecarga de trabalho podem oxidar e sufocar o pensamento criativo. “Não por acaso, empresas reconhecidas por técnicas inovadoras, como o Google, tentam criar um ambiente fértil para a germinação de ideias. Os gestores são orientados a ver a empresa como um todo, e há momentos durante o expediente em que os funcionários devem se desligar da atividade-fim”, descreve. Nesse sentido, o ambiente universitário é um campo vasto para experimentar diversos tipos de inovação, novas percepções da sociedade e de modelos de negócio. Na PUCPR, por exemplo, o estudante tem a possibilidade de ingressar em Programas Institucionais de Iniciação Científica e Tecnológica (PIBIC/ PIBITI) e de participar da aceleradora Hot Milk, uma rede de startups, com sede em Curitiba e Palhoça (SC), com perfis de business (gestor de modelo de negócios), makers (técnicos) e designers, independentemente da formação acadêmica. nofuturo Comoolhar ©ARQUIVOPESSOAL Caixa com o kit de ingredientes que a startup Eu, Gourmet entrega a seus clientes.
  12. 12. O CONSUMO CONSCIENTE COMEÇA QUANDO VOCÊ ENTENDE O PROBLEMA. Ajude a preservar nosso planeta. Faça uma doação: maternatura.org.br
  13. 13. 16 NANO- ATITUDES Vivendoasolidariedade P O R J U L I A N A F E R N A N D E S Por definição, o significado da palavra genero- sidade está relacionado à capacidade do indiví- duo em deixar de lado seus próprios interesses para ajudar outras pessoas. É um ato de doação, muitas vezes de tempo, outras de carinho, talen- tos, saberes, mas sempre voltado a prestar mais atenção a questões sociais. Por meio da disci- plina Projeto Comunitário, comum a todos os cursos de graduação da PUCPR, muitos estu- dantes têm vivenciado pela primeira vez como é essa doação de tempo e acabam colhendo bons frutos desse aprendizado. DeacordocomaprofessoraMariReginaAnastá- cio,aocumpriradisciplinaosestudantespassam a ter um olhar diferenciado para a realidade e a sociedade, ampliando não apenas seu reper- tório intelectual, mas sobretudo pessoal. “A PUCPR tem como missão a formação integral, ouseja,alémdetécnica,tambémhumana,aliada ao compromisso com a vida e a sociedade. Na experiência do Projeto Comunitário, os estu- dantes são chamados a viver essa missão. Eles são despertados para reflexões relacionadas à cidadania,aosentidodavidaeàformacomque Avidapodeganharnovossentidosquandoépossívelvivenciar novasexperiênciascomopróximo.Conheçaumadessashistórias “Nossoesforçoseconverteemprodução e,aoveroresultadofinal,geraumagrande satisfaçãopessoal.” Lucas Nunes Bordin
  14. 14. 17 ©SHUTTERSTOCK
  15. 15. 18 vêm agindo no mundo, além de serem tocados pelosentimentodecompaixão”,explicaaprofes- sora,quetambémécoordenadoradoNúcleode Projetos Comunitários. Motivados pela experiência, muitos deles deci- dem dar continuidade ao trabalho, mesmo depoisdeconcluiracargahoráriadadisciplina, inspirados pelas relações afetuosas que cons- troem com os beneficiários, por perceberem a importância da valorização do outro e terem contatocomvaloresquelevarãoparaavidatoda. NOVOS HORIZONTES O estudante Lucas Nunes Bordin conta que foi conquistado pela experiência. Recém-formado em Ciências Econômicas pela PUCPR, ele optou por desenvolver seu Projeto Comu- nitário no Asilo Socorro aos Necessitados, uma instituição sem fins lucrativos fundada em 1921 e que hoje atende cerca de 120 idosos no Tarumã, em Curitiba. Ele conta que iniciou o trabalho auxiliando os profissionais da instituição na área de fisioterapia do asilo, assessorando os idosos a deslocarem-se do quarto até a sala de exer- cícios. Para ampliar a vivência, ofereceu-se para auxiliar em outras atividades, perma- necendo mais tempo na instituição. Lucas Bordin ao lado de outras pessoas que dedicam tempo ao Asilo Socorro aos Necessitados. ©DIVULGAÇÃO “APUCPRtemcomomissãoaformação integral,ouseja,alémdetécnica,também humana,aliadaaocompromissocoma vidaeasociedade.” Mari Regina Anastácio
  16. 16. 19 MasoqueLucasnãocontavaeraqueessaexperi- ênciaserevelassemaisagradáveldoqueeleespe- rava,eessasensaçãofeztodaadiferençaemsua vida, motivando-o a continuar como voluntário. “Tive a oportunidade de me juntar a um grupo depessoasquepossuemomesmoobjetivoque omeu.Nossoesforçoseconverteemproduçãoe, aoveroresultadofinal,geraumagrandesatisfação pessoal. Isso me motivou a continuar ajudando eametornarumvoluntáriodepoisdeformado”, explica. Hoje,Lucasdedicadetrêsaquatrohorassemanais à instituição, auxiliando na produção de fraldas geriátricasparaosidososdoasilo.“Confessoque a ideia de fazer trabalho comunitário me assus- tounocomeço,principalmenteporquemesentia desconfortávelemterquetrabalharcompessoas. Masconseguidirecionaromeuesforçoecontinuo doandoumpoucodomeutempoparaobem-estar deles”,alegra-se. ©SHUTTERSTOCK
  17. 17. 20 CAPA P O R F E R N A N D O T O R R E S ©BRUNAASSISBRASIL
  18. 18. 21 O futuro bate à porta Osbancosdauniversidadenãoserãoosmesmos nospróximosanos.Comastransformaçõesdo mundo em ritmo veloz e a expansão da oferta paraomaiornúmerodeestudantes,cadavezmais digitais,oensinodegraduaçãocolocaemdebate atradicionaltransmissãoerecepçãodeconheci- mentoeprojetapadrõesdeeducaçãomaisfluidos. Nessemodelo,aindaemconstrução,oprofessor deixariadeserobastiãodoconhecimento,odeten- tordosaber,parasetransformaremumfacilitador, alguémqueiluminaocaminho.Oestudante,por suavez,deveriasercapazdeinteragir,sercola- borativo, aprender por si mesmo e se adequar rapidamente a cada novo ciclo evolutivo. “A universidade, hoje, deve formar pessoas para trabalhar em profissões que ainda vão ser cria- das, resolver problemas que ainda não existem, para viver em um mundo que será diferente daqui a cinco anos”, pondera o pró-reitor de graduação da PUCPR, Vidal Martins. Fruto da hiperconectividade e da vasta gama de infor- mação, o panorama apresentado é o retrato de uma sociedade “líquida”, conceito criado pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman: o fim das utopias desestimula os projetos de longo prazo, favorecendo o imediatismo, os contextos não duradouros e o futuro imprevisível. Comorespostaaosatuaisdesafiosdoensinosuperior,asuniversidades esboçamnovospapéiseperfisparaprofessoreestudante
  19. 19. 22 Sob essa perspectiva, presente tanto nas universidades do país quanto em outras instituições do mundo, diversos especialis- tas em educação já vêm estudando novas formas de acesso ao saber. Em 2013, as organizações norte-americanas New Media Consortium e Educause Learning Initiative apresentaram o estudo Horizon Report, com as principais tendências do ensino até 2018. Entre elas, estão o compromisso de capacitarprofessores,estimularhabilidades do estudante, revisar as formas de avaliação e usar a tecnologia com mais frequência. MUDA TUDO! Desde o ano passado, a PUCPR também está imersa nessas transformações. A fase inicial, ainda em andamento, promove o debate de ideias e a capacitação de centenas de pro- fessores. A segunda etapa é mais recente e envolve o diálogo com os estudantes. “Entendemos que cinco princípios devem guiar os novos processos de aprendizagem: autonomia, dedicação, cooperação, senso crítico e honestidade”, enumera a profes- sora Cinthia Spricigo, diretora de suporte à graduação da instituição. A marcha em andamento leva o nome de meto- dologias ativas. O conceito prevê um esquema de via de mão dupla entre os estudantes, que ultrapassa os referenciais teóricos e busca a solução para problemas reais e significativos, a pesquisa como princípio educativo e a ex- tensão da sala de aula como complemento. “O estudante abandona a passividade do modelo clássico e passa a desenvolver autonomia, a acessar a informação por si próprio”, descreve Martins. O professor, por sua vez, sai do centro e passa a “desenhar” o caminho para o estu- dante atingir objetivos. “Ele deve gerenciar as ideias com critério, apresentando as diretrizes para que o pensamento seja linear e os estudantes consigam relevância em suas pesquisas”, esboça o especialista em psicologia da educação Diego Mendes, docente em metodologia do ensino e da pesquisa. “Quem vai zelar pelo desenvol- vimento desses novos recursos serão os profissionais com resiliência”, afirma. FINAL ABERTO Seria um contrassenso manter as tradicionais e temidas provas ao fim de cada conteúdo nesse novo paradigma. Mas como aferir o quanto o estudante assimilou do aprendizado? A resposta pode estar no livro Avaliação da Aprendizagem numa Abordagem por Competências (Editora Champagnat, 2015), do educador francês Gérard Scallon. “Em linhas gerais, o autor sugere colocar o estudante em situação de desempenho real e mensurar como ele lida com a situação, quais habilidades desenvolveu e como sabe aplicá-las”, diz Martins. Nestanovaabordagem,oprofessorsaidocentroepassa a“desenhar”ocaminhoparaoestudanteatingirseusobjetivos.
  20. 20. O papel dos mestres e estudantes Sem resistências: que ninguém pense que o papel de mestres e doutores será relegado à segundalinha.“Nestanovaabordagem,elessãoaindamaisimportantes,pois,maisquea transmissãodosaber,agoratêmatarefademostraraoestudantecomoaplicarsuavisão doconhecimento,aentendercomopraticaredestravarnaquiloquenãoconsegueevoluir. Écomoseelefosseumdesignerdoconhecimento”,detalhaMartins. Tambéméimportantepensarocurrículosobumformatomaisflexível,comapossibilidade doestudanteescolherdisciplinasdeacordocomsuahabilidade,massemsupervalorizar apráticaemdetrimentodateoria,aformaçãohumanísticaantearacionalidadetécnica. “É preciso oxigenar essas dicotomias, de forma que o estudante transite por várias áreas do conhecimento, sem perder o foco da formação”, sugere a professora Márcia Tembil, coordenadoradeensinosuperiordaSecretariadeEstadodaCiência,TecnologiaeEnsino Superior(Seti)doParaná. 23 ©SHUTTERSTOCK
  21. 21. 2424 ©BRUNAASSISBRASIL
  22. 22. 25 “Entendemosquecincoprincípios devemguiarosnovosprocessos deaprendizagem:autonomia, dedicação,cooperação,senso críticoehonestidade.” Cinthia Spricigo 25 Como protagonista desse processo, o uni- versitário aprende a conviver com situações ambíguas, múltiplas. “A vida não tem gabarito. Há mais de uma resposta possível para o mesmo problema, só depende da pergunta formulada”, instiga Cinthia Spricigo. A primeira turma da PUCPR a fazer o método de avaliação por competências se forma no fim de 2015. A tecnologia de informação e comunicação (TIC) tem papel essencial nesse arquétipo – mas apenas como meio e não um fim em si mesmo. Afinal, ela facilita o acesso ao conhecimento, mas, sozinha, não é capaz de melhorar a aprendizagem, muito menos substituir a metodologia. “Se uma instituição fala em mudança de métodos e investe apenas em tecnologia, sem mudar os processos de interação, os resultados são absolutamente iguais e defasados”, afirma Vidal Martins. Contudo, o ambiente universitário contemporâneo exige ferramentas básicas como internet mobile e aplicativos analytics, disponíveis em celulares e tablets. A infraestrutura passa também pela recomposição das salas, não mais em formato de teatro, mas de pequenos grupos ou arena, com móveis que facilitem a reorganização, quando proposta. A diminuição das distâncias ainda propicia o fortalecimento da Educação a Distância (EaD), a conexão entre a universidade e a comunidade acadêmica online. “A EaD possibilita a democratização do acesso ao ensino superior, à medida que amplia a oferta de vagas e chega a lugares que, via de regra, não conseguem ser atendidos pelo ensino presencial”, aprova Márcia Tembil. Mas não como modelo único – a PUCPR, por exemplo, tem apenas um curso integral entre as 64 opções de graduação. “Não é preciso forçar a barra para fazer tudo a distância.
  23. 23. 26 Acredito mais em uma abordagem híbrida, com algumas aulas virtuais e outras presenciais, com metodologia robusta por trás”, contorna Martins. Se bem feita, a EaD tem o potencial de “forçar” o estudante a assumir postura mais ativa: estudar sozinho e tirar as dúvidas com o professor. Seja no plano real ou virtual, estudantes e professores não devem jamais perder o foco do diálogo entre as áreas de conhecimento. “A percepção da articulação entre ensino, pesquisa e extensão deve preconizar metodologias e tecnologias que respondam pela construção de sujeitos autores de sua própria história. Mais que isso, críticos de uma sociedade midiática e virtual”, finaliza Márcia Tembil. “Auniversidade,hoje,deve formarpessoasparatrabalhar emprofissõesqueaindavãoser criadas,resolverproblemasque aindanãoexistem.” Vidal Martins ©BRUNAASSISBRASIL
  24. 24. 28 DIÁRIO DE BORDO A diversão do alemão Mihael Sekulic é conhecer pessoas e culturas diferentes. O estudante de Administração nasceu na Alemanha, a família mora na Croácia e todos os dias viajava para estudar na Holanda. O percurso de carro de ida e volta durava cerca de três horas, o que fazia com muita animação. Mas a vida dele mudou completamente há dois meses, quando foi aceito como intercambista na PUCPR. Antes de chegar aqui foram horas de pesquisa de países e cidades nos quais poderia estudar. O Brasil foi a primeira opção por ser uma economia emergente, e a infraestrutura da universidade foi o diferencial para que Mihael finalmente escolhesse Curitiba. País, cidade e instituição escolhidas, era a hora de dar um até logo para Rotinadedescobertas P O R J O S I A N Y V I E I R A ConheçaodiaadiadoalemãoMihaelSekulic,intercambistade Administração,quehádoismesesestáestudandonaPUCPR Mihael Sekulic, intercambista da PUCPR, veio da Alemanha para cursar um semestre de Administração. ©LAPHOTO ´ ´ ´
  25. 25. 29 a família e embarcar nessa nova viagem. Após horas de voo da Alemanha até o Brasil, Mihael chegou a Curitiba sem saber uma única palavra de português. A expectativa e a ansiedade eram imensas. Quando as aulas começaram tudo ficou mais fácil, pois Mihael pôde conhecer, interagir com os novos colegas de classe – também de outros países e cidades brasileiras – e se enturmar. O medo desapareceu e Mihael até aprendeu algumas palavras em nossa língua. Agora, ele já divide apartamento com três brasileiros, faz compras sozinho, fala português claramente, já viajou para a Ilha do Mel e Morretes, tem melhores amigos brasileiros e conseguiu uma bicicleta emprestada para ir do apartamento à universidade todos os dias. O intercâmbio do estudante pode se encerrar em dezembro, mas se depender dele, que já se vira muito bem na nossa língua, passará as festas de fim de ano por aqui mesmo. O objetivo de Mihael é ficar mais um semestre estudando na PUCPR. APRENDENDO De segunda a quinta-feira, Mihael assiste a aulas na instituição. São disciplinas optativas de Administração que ele escolheu e focam em temas como, por exemplo, e-commerce. As aulas são em horários diferenciados, às vezes pela manhã e outras à tarde, e em salas distintas, mas todas com uma característica em comum: são em inglês. Às sextas-feiras, o horário é livre e ele dedica esse tempo para estudar. À noite, sempre que pode, também assiste a algumas matérias do curso de Administração, só que em português, com o objetivo de conhecer um pouco mais a língua e fazer novos amigos. ApóshorasdevoodaAlemanha atéoBrasil,chegouaCuritiba semsaberumaúnicapalavra deportuguês.Aexpectativaea ansiedadeeramimensas. ©LAPHOTO
  26. 26. 30EXPERIÊNCIAS O que Mihael mais gosta no intercâmbio é a troca de experiências. Desde que chegou a Curitiba, sempre encontrou ajuda quando precisou: um emprestou uma bicicleta, outro o ajudou a pedir comida. Conhecer pessoas novas é um dos momentos mais esperados pelo intercambista, que adora um bom papo. Após as aulas, ele vai tomar um café ou almoçar na praça de alimentação do bloco azul e tudo é motivo para fazer uma nova amizade e começar uma conversa. OBJETIVOS Agora, o estudante está em busca de um estágio. Já se inscreveu na unidade do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), que fica localizada dentro da PUCPR, e também distribuiu currículos para os conhecidos. Se conseguir um estágio em Curitiba, ele estenderá seu intercâmbio por mais seis meses. Assim, terá mais experiências divertidas para contar. MÃOS À OBRA A biblioteca é um dos espaços que Mihael frequenta bastante na PUCPR. Além de ser ponto de encontro com os colegas intercambistas para produzir trabalhos, ele também adora ler um bom livro. Já arriscou a leitura de dois clássicos de Administração em português, mas sabe que ainda tem muito que aprender. Outro local de pesquisas que o estudante gosta de frequentar é a sala de informática. Mihael utiliza todo o seu tempo na PUCPR para estudar e conhecer pessoas. Somente quando está em casa é que acessa a internet para falar com a família e a namorada. ©LAPHOTO ©LAPHOTO ©LAPHOTO
  27. 27. 32 AOINFINITO EALÉM P O R H E I T O R A . T R E V I S A N I L I P I N S K I Desafiosdasociedademoderna Conhecereestudaradiversidadereligiosadonossopaíspodeserumcaminho paraofimdaintolerânciaeparaquetodospossamviveremharmonia ©SHUTTERSTOCK
  28. 28. 33 Respeitar as convicções alheias é um princípio básico para a boa convivência em sociedade. Apesar do conceito parecer óbvio, ainda observamos muitos episódios de intolerância religiosa, que chegam muitas vezes ao desrespeito à integridade moral e física dos indivíduos. São momentos em que os ânimos se exaltam e é importante buscar o equilíbrio pelo conhecimento e desenvolvimento da inteligência espiritual. Com o objetivo de congregar as diferentes crenças e discutir o tema, a PUCPR, por meio do Núcleo Ecumênico e Inter-religioso, criado em 2014, oferece diferentes atividades que possibilitam o conhecimento do pluralismo de crenças e, por meio de um contexto dialógico, exercita o encontro e a cooperação das diferentes manifestações religiosas na comunidade acadêmica. No curso de extensão “Espiritualidades Contemporâneas: Identidade e Diálogo”, coordenado pelo professor Elias Wolff, a instituição aprofunda a inserção em espiritualidades do nosso tempo, tendo como ponto de partida as religiões tradicionais que se inserem nesse contexto de novas religiosidades. Por meio do debate ideológico, é oferecido o intercâmbio entre essas diferentes experiências espirituais e, segundo Elias Wolff, é importante discutir o assunto, pois a sociedade contemporânea está em busca de espiritualidade. ©SHUTTERSTOCK
  29. 29. Talvezumdosgrandesdesafiosda sociedademodernasejaexercitaressa convivênciapacíficaentreascrenças,sob opontodevistadequetodoindivíduoé únicoelivreparaseexpressar. 34 ©SHUTTERSTOCK Conhecendo melhor as diferenças é possível respeitá-las e estabelecer uma convivência harmônica.
  30. 30. “O tema tem grande relevância nos dias de hoje. Ele pode ser abordado em diferentes perspectivas, como a sociologia, a psicologia, a filosofia, a teologia, entre outras. Percebe- se na sociedade atual muita procura pela espiritualidade. É um fenômeno mundial, no qual as pessoas acolhem com mais facilidade as propostas espirituais modernas do que as propostas das religiões tradicionais. Refletir sobre o que isso significa não é fácil. Assim como também é difícil compreender os critérios para justificar uma proposta espiritual. O curso não se propõe a definir tais questões, mas ao menos a refletir sobre elas, no intuito de contribuir para que as pessoas possam ter experiências espirituais que qualifiquem a vivência e a convivência no cotidiano social”, explica o coordenador. Talvez um dos grandes desafios da sociedade moderna seja exercitar essa convivência pacífica entre as crenças, sob o ponto de vista de que todo indivíduo é único e livre para se expressar. Um dos caminhos para o entendimento pode estar no aprofundamento dos conhecimentos. “O curso é um caminho de estudos que pretende fomentar no participante o desenvolvimento de um espírito de respeito, diálogo e convivência pacífica. E, por outro lado, que cada um saiba afirmar a sua própria identidade religiosa e espiritual, colocando-a em relação com outras identidades. Assim, ao assumir a sua própria identidade e conhecendo as doutrinas e características que cativam as outras religiões, a intolerância e a discriminação se dissipam, contribuindo para a superação de conflitos culturais, étnicos e religiosos existentes no mundo.” 35 ©SHUTTERSTOCK
  31. 31. 36 P O R F E R N A N D O T O R R E S MUNDO AFORA Sonho americano Ahistóriadetrêsestudantesquecruzaramasfronteiras dasciênciasembuscadointercâmbiouniversitário A experiência acadêmica fora do país é uma realidade para muitos estudantes brasileiros. ©SHUTTERSTOCK
  32. 32. 37 Marluce dividia o tempo entre a sala de aula e o laboratório de pesquisas em Harvard. Viver uma experiência acadêmica fora do país é o sonho de muitos estudantes. Uma oportunidade de abrir os horizontes do aprendizado, desfrutar uma nova cultura, aprender uma segunda língua, estender as relações humanas e principalmente ampliar o repertório de conhecimento para a cons- trução de uma carreira de sucesso. Conheça a história de três estudantes da PUCPR que não deixaram escapar essa oportunidade e fizeram as malas rumo aos Estados Unidos. MARLUCE GOIS 27 anos, estudante de Medicina Intercâmbio na Universidade de Nevada e estágio na Escola de Medicina de Harvard Bolsista do Prouni, Marluce cursava o oitavo períododeMedicinadaPUCPRquando,motivada peloorientadordeiniciaçãocientífica,decidiu se inscrever no Ciência sem Fronteiras. Foi aprovada. Sem ter muito tempo para pensar, arrumouasmalase,emagostode2014,mudou- se para Reno, no estado de Nevada. Por lá, ela seinstalounosdormitóriosparaestudantesda UniversidadedeNevada,ondecursoudisciplinas de Medicina juntamente com aulas de inglês. “Meuníveldefluêncianalínguaerabaixo.Nos primeiros meses, quase não entendia e falava nada. Foi assustador!”, relembra. Nove meses depois, Marluce cruzou os Estados Unidos de oeste a leste: foi para Boston, capital de Massachusetts, onde estagiou no renomado Instituto de Câncer Dana-Farber, da Escola de Medicina da Universidade de Harvard, que concentra as principais linhas de pesquisa e de tecnologia de ponta em tratamento de tumores. “No momento, estou pesquisando as diferentes concentrações de três medicamentos aprovados pela Food and Drug Administration (FDA) – órgão governamental americano responsável pela regulamentação dos medicamentos – para o tratamento de leucemia linfoide crônica. Os resultados são promissores. Vejo pacientes relatando uma melhora absurda na qualidade de vida”, conta. A jovem pesquisadora espera que a combinação de drogas possa, em breve, também ser usada em benefício da população brasileira. “Minha inspiração é fazer mais e melhor para a gente do nosso país.” ©ARQUIVOPESSOAL “Meuníveldefluência nalínguaerabaixo.Nos primeirosmeses,quase nãoentendiaefalava nada.Foiassustador!” Marluce Gois
  33. 33. PAOLA GONÇALVES 20 anos, estudante de Ciências Biológicas Intercâmbio na Universidade de Indiana De início, Paola admite que não amou a ideia de migrar para a Universidade de Indiana, instituição pré-selecionada pela coordenação do Ciência sem Fronteiras. Mas a impressão negativapassouquando,emmarçode2014,ela colocou os pés pela primeira vez no câmpus de Bloomington,cidadeuniversitáriadeapenas70 milhabitantes.“Descobriqueaescolaéexcelen- te, com um dos melhores programas de inglês acadêmico dos Estados Unidos”, elogia. Paola gostou tanto da vibe de Indiana que optou por estagiarnacapital,Indianápolis,noRileyHospital forChildren,tambémvinculadoàuniversidade eespecializadoemleucemiainfantil.“Otemada minhapesquisaeramutaçãodecélulas-tronco, quepodelevaralgunspacientescomsucessono tratamentoadesenvolvernovamenteadoença. Conseguimos identificar a razão da mutação e um repressor”, descreve. Bem-sucedido, o estudo deve ser publicado em forma de artigo científico em breve. De volta ao Brasil, 15 meses depois, Paola pretende desenvolver seu TCC baseado em alguma pesquisa sobre câncer. Ela pretende trabalhar no país, mas quer fazer doutorado nos Estados Unidos. “Já recebi convites para continuar o projeto ou iniciar um novo com o ex-orientador da minha orientadora, na Universidade de Stanford, na Califórnia”, avisa. Ela só vai ter que aprender a lidar com a ausência da família. “Meu maior desafio foi a saudade da comida caseira”, revela. 38 Depois de 15 meses estudando fora, Paola volta ao Brasil com planos e muitas ideias para o seu trabalho de conclusão de curso. ©SHUTTERSTOCK ©ARQUIVOPESSOAL
  34. 34. 39 BRUNA FALAVINHA 21 anos, estudante de Ciências Biológicas Intercâmbio na Universidade da Califórnia e estágio na Universidade de Harvard Dezoito meses depois de adquirir uma baga- gem incrível nos Estados Unidos, Bruna acaba de chegar ao Brasil. Primeiro, ela foi para o câmpus de San Diego da Universidade da Califórnia (UCSD), referência no campo da neurociência. Depois, rumou para Boston, onde estagiou por três meses no Massachusetts General Hospital, da Universidade de Harvard, o terceiro hospital mais antigo do país e o segundo melhor no ranking da revista U.S. NewsandWorldReport.“Acompanheitrabalhos sobre esclerose múltipla, mal de Alzheimer e derrame, e desenvolvi minha própria pesquisa sobre a relação entre as células microgliais e a Bruna passou por duas cidades americanas e estagiou em um dos mais antigos hospitais dos Estados Unidos. ©ARQUIVOPESSOAL ©SHUTTERSTOCK enzima mieloperoxidase, encontrada em várias doençasdegenerativas”,descreveauniversitária, na reta final do curso de Biologia. Mas que ninguém pense que a temporada esta- dunidense foi moleza. “Não é fácil estar sozinha em um país diferente, sem conhecer ninguém. As matérias da universidade também foram um desafio, especialmente porque os estudantes estrangeiros precisam de médias superiores às dos alunos regulares”, relata. Bruna também se esforçou muito para conseguir tirar 93 no teste de proficiência na língua inglesa, o TOEFL. “A prova é muito difícil e nem mesmo os america- nos nativos conseguem nota máxima”, diz. De quebra, ela ainda aprendeu um pouquinho de japonês, pois morou com uma estudante japo- nesa por 10 meses. “Dividimos nossa cultura e nos tornamos melhores amigas.” “Nãoéfácilestarsozinha emumpaísdiferente,sem conhecerninguém.” Bruna Falavinha
  35. 35. 40 VÍRGULA Umahistóriadedicadaàeducação P O R M A R I A N A P I VAT T O CírculodeEstudosBandeirantesabrigaestudanteseintelectuaisdevárias áreas,desenvolvendoconhecimento,pesquisaeculturadesde1929 Inauguração da sede do CEB em 1945: Liguaru Espírito Santo, José Loureiro, Manoel Ribas e Dom Áttico Eusébio da Rocha, arcebispo de Curitiba na época. ©DIVULGAÇÃO
  36. 36. 41 ©DIVULGAÇÃO O Círculo de Estudos Bandeirantes (CEB) completou 86 anos de uma história que se confunde com a trajetória cultural, social e intelectual do Paraná desde o início do século XX. A comemoração de seu aniversário foi realizada no dia 15 de setembro, em uma cerimônia que contou com a entrega da Medalha Constitucionalista 9 de Julho ao reitor da PUCPR e presidente do Círculo de Estudos Bandeirantes, Waldemiro Gremski, além da outorga do diploma de Associado Bandeirante a novos membros e apresentações artísticas. OCEBéumórgãoculturaldaPUCPR, agregadoàuniversidadedesde1987. Atualmenteéumlocaldeestudose pesquisa,comacervobibliográficode quase20milexemplares. Construção da sede própria do CEB.
  37. 37. “Essa é a celebração de uma missão que vem sendo desenvolvida desde 1929. Ela é muito importante a todos, paranaenses ou não, que mesmosemsabervivemedesfrutamcondições eoportunidadesqueforamdiscutidas,propostas, batalhadaseconstruídasnoCírculodeEstudos Bandeirantes”,explicouoprofessorWaldemiro. O destaque da comemoração do aniversário do CEB foi a iniciativa da entidade em participar da 9ª Primavera dos Museus, do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), do Ministério da Cultura, cujo tema este ano é Museus e Memórias Indígenas. A exposição “Indígenas do Paraná”, em cartaz no CEB até o dia 15 de dezembro, é composta pela Coleção José Loureiro do Círculo, que inclui textos sobre este importante nome da história paranaense, além de telas da artista plástica e pesquisadora Maria Júlia Fernandes. Atualmenteéumlocaldeestudosepesquisa,com acervobibliográficodequase20milexemplares, reunidos em mais de sete mil títulos, com obras raras dos séculos XVII, XVIII, XIX e XX, além de manuscritos,periódicosedocumentaçãohistórica, disponível para consulta local a estudantes, professoresdaPUCPRecomunidade.Oprédio deestiloneoclássico,inauguradoem1945,ano de sua fundação, está aberto à visitação. Em 1994, foi reinaugurado depois de passar por ampla restauração pela PUCPR. UM LEGADO PARA O PARANÁ No dia 12 de setembro de 1929, um grupo de personalidades paranaenses dos mais diferentes ramos, como políticos, religiosos, médicos e advogados, reuniram-se para promover estudos filosóficos, científicos literários e religiosos. Assim nasceu o Círculo de Estudos Bandeirantes, e sua atuação mudou os rumos da educação e da história do nosso estado. 42 SAIBA+Saiba mais detalhes sobre a comemoração do aniversário do CEB no site www.pucpr.br/ vidauniversitaria. Fotografia de uma indígena Xetá, que faz parte da exposição.
  38. 38. 43 CÍRCULO DE ESTUDOS BANDEIRANTES Onde: Rua XV de Novembro, 1050 – CEP 80060-000 – Curitiba/PR Contato: (41) 3222-5193 / 3323-6610 / E-mail: circulo.bandeirantes@pucpr.br De segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h30 A imagem do convite da “Festa da Cumieeira”, momento em que se fazia a bênção das construções. Talvez nem todos os atuais e antigos universitários saibam, mas a atuação do CEB também foi fundamental na fundação das duas mais importantes universidades de Curitiba: a Pontifícia Universidade Católica do Paraná e a Universidade Federal do Paraná. O Círculo fundou a primeira Faculdade de Filosofia do estado em 1938, que foi cedida para que a UFPR alcançasse o status de universidade em 1946. Já a criação de uma nova Faculdade Católica de Filosofia, Ciências e Letras pelo Círculo foi o alicerce para a fundação da Universidade Católica do Paraná em 1959. “É inegável o papel do Círculo como entidade líder no lançamento das bases culturais, políticas e religiosas de Curitiba. As repercussões desta atuação contribuem para que tenhamos uma cidade culturalmente diferenciada no país, com reflexos que hoje alcançam todo o Paraná”, conclui o reitor. ©DIVULGAÇÃO
  39. 39. 44 SEARCH LAB P O R V I V I A N L E M O S A pesquisa produzida pela universidade deve servir à sociedade. A ideologia de um Estado não pode interferir no trabalho do pesquisa- dor. Essas são ideias defendidas pelo reitor da PUCPR, Waldemiro Gremski, sobre a pesquisa e a ciência. Para o professor, as pesquisas no Brasil evoluíram e estão num patamar respeitável, mas precisam encontrar sua função social. “A ciência hoje está em um nível respeitável, e isso é fruto de uma política de incentivo de um lado, e acompanhamento e avaliação do outro. O que, porém, deve ser levado em conta é a questão do que fazer com essa ciência, a importância de transformá-la em patente ou em algum bem-estar social. Essa condição faz com que o impacto dessa ciência no desenvolvimento do país seja muito baixo”, avalia. O reitor ainda explica que para que esse impacto ocorra é preciso que a tripla hélice – a relação Paixãopelaciência WaldemiroGremski,reitordaPUCPR,falasobreosdesafios daciêncianoBrasileoscaminhostrilhadospelaPUCPR “Auniversidadeexisteparaserviràsociedade, sejaparaformarprofissionaisoupara produzirciênciaquesejaútilparaapopulação. Aciênciaqueauniversidadeproduztemque estaraserviçodasociedade.” Waldemiro Gremski
  40. 40. 45 entre universidade, governo e indústria – funcio- ne bem. “De um lado, o governo tem o papel de planejamento e de financiamento. Planejamento no sentido de dizer, ‘olha, eu preciso que o meu país se desenvolva em ciência nesta ou naquela área, e para isso eu tenho dinheiro. Quem fizer ciência nesta área, eu financio’. Este é o papel do governo. O papel da universidade é produ- zir o conhecimento até o nível tecnológico, ou seja, produzir uma tecnologia, um serviço, um aplicativo, um software, e assim por diante. Produzir conhecimento novo. E a empresa deve transformar essa tecnologia em produto ou usar esse conhecimento, essa tecnologia, para agregar valor a um produto ou transformar um serviço em utilidade, aplicativo etc. Com isso, você tem a tripla hélice funcionando bem.” Para o professor há ainda a questão da barreira cultural. A população, em geral, não entende bem o papel da ciência e seus impactos na sociedade. Para que esse quadro seja rever- tido é fundamental o papel dos programas de iniciação científica. “Ciência no Brasil ainda é uma espécie de tabu: as pessoas fazem ciência, ninguém sabe exatamente o que é feito, o que resulta daquela ciência, e, principalmente, não sabem o que é ciência. Portanto, quanto mais cedo a gente despertar no jovem essa percepção de que ciência é importante, melhor para o país. E como podemos fazer isso? Inserindo-o em um projeto de pesquisa. Mostrando a ele como é um projeto de pesquisa, como se faz, quais são as normas, o que é o método científico. E a iniciação científica tem justamente esse papel.” O reitor defende que o cientista deve ser honesto e coerente, e ter entre outras virtudes criatividade e paixão. ©JOÃOBORGES
  41. 41. Na PUCPR, há mais de dois mil alunos atuando em projetos de iniciação científica, o PIBIC (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica). Na universidade, os projetos são financiados pelo CNPq, pela Fundação Araucária e pela própria PUCPR. No entanto, o objetivo da universidade é trazer o universo da pesquisa mesmo para os estudantes que não querem ser pesquisadores. “Queremos que o nosso estudante saiba a importância da ciência no contexto social, econômico e político do país. Se ele chegar à universidade e apenas se restringir à sala de aula, e depois de quatro anos pegar o 46 diploma e ir embora, nós não o formamos como cidadão, principalmente nessa área da ciência, que ele não vai conhecer”, ressalta o reitor. Aos futuros pesquisadores, um conselho: curio- sidade é fundamental. “Como característica pessoal, deve ser uma pessoa curiosa, dedicada, ter índice de seriedade pessoal, honestidade muito forte. O cientista deve ser honesto e coerente, e ter entre outras virtudes criativi- dade e paixão. Até porque a pesquisa tem altos e baixos, por vezes se trabalha muito e não se consegue publicar um trabalho, os resultados não dão certo, equipamentos pifam, não há dinheiro. Mas não se pode desistir, é preciso ter uma paixão por ciência”, avalia o reitor. E como será o futuro da pesquisa na PUCPR? Sem dúvida, focado no bem-estar da sociedade e investindo cada vez mais nas áreas estraté- gicas elencadas: cidades, direitos humanos, saúde, tecnologia da informação, biotecnologia e energia. “A universidade existe para servir à sociedade, seja para formar profissionais ou para produzir ciência que seja útil para a população. A ciência que a universidade produz tem que estar a serviço da sociedade”, finaliza o professor Waldemiro. ©JOÃOBORGES
  42. 42. 48 RAÍZES Tudo começou em 1975, com o curso de Desenho Industrial, que veio suprir a necessi- dade de planejamento de produtos industriais e de meios de comunicação visual. Isso se deu em um momento muito particular da história brasileira: o general Ernesto Geisel assumia a presidência do país e o mundo sofria com a crise do petróleo. No Paraná, um estado ainda predominantemente agrícola, a Cidade Indus- trial de Curitiba começava a receber grandes empresas como New Holland e Volvo, mas o potencial industrial ficava restrito às áreas de alimentação, madeira, mobiliário e metalome- cânica. Nesse cenário, os professores Aramis Demeterco e Sergio Schneider elaboraram o projeto para o início da formação em design, com forte influência da ESDI – Escola Supe- rior de Desenho Industrial, juntamente com os primeiros professores do corpo docente, como Fernando Fontoura Bini, que até hoje faz parte do seleto grupo de professores da PUCPR e divide a sua história com o curso. A primeira turma do curso se formou em 1977 e ao longo dos anos alguns dos estudantes dessa classe foram convidados a fazer parte dessa nova empreitada, partilhando seu talen- to e conhecimento na universidade. Entre eles Designem40anosdehistória P O R A N N A A M A R A L Ocursodedesigncelebra40anosdecrescimentocontínuocom alicercescadavezmaissólidosnocenárioeconômiconacional SAIBA Confira a reportagem na íntegra em www.pucpr.br/ vidauniversitaria. Estudantes da 1ª turma do curso (1977) em frente ao prédio e, à direita, a nova sala de maquetaria. ©ARQUIVOPUCPR ©ARQUIVOPUCPR
  43. 43. 49 os professores Fernando Fontoura Bini e José Luiz Casela, atual pró-reitor comunitário da instituição. Eles se tornaram uma grande famí- lia, e neste ambiente trocaram ideias, planos e sonhos para edificar o curso de design da Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Construído sobre alicerces sólidos e pragmá- ticos, o curso foi crescendo do ponto de vista de seus professores, segundo Casela: “nessa leitura do que é um bom design e o refino de uma prática projetual em sala de aula, grada- tivamente foi se adotando, além dos valores estéticos, valores funcionais para conso- lidar resultados com impacto econômico”. A atual coordenadora do curso de Design Gráfico, Luciane Hilu, conta que ao longo desses 40 anos o currículo sofreu grandes alterações para se manter em sintonia com o mercado e a sociedade. Em 1987, o MEC propôs uma reformulação curricular e, em 1991, o curso foi dividido em Programa- ção Visual e Projeto do Produto. Em 2010, foi criado o curso de Design Digital e, em 2012, a Escola de Arquitetura e Design ficou completa com o curso de Design de Moda. Formandos de 1979: prof.ª Maria Liane Gabardo Arbigaus e, no centro da foto, de óculos, o professor e pró-reitor comunitário José Casela. Aolongodesses40anos,ocurrículo docursodedesignsofreugrandes alteraçõesparasemanteremsintonia comomercadoeasociedade. ©ARQUIVOPUCPR ©ARQUIVOPUCPR
  44. 44. 50 NO YOUTUBE O vídeo da campanha do Vestibular 2016 contou com imagens, sons e histórias que construímos no Canal PUCPR. Ficou real, verdadeiro, único, além da trilha sonora ser inspiradora. O Planeta PUC é uma Feira de Cursos e Profissões que traz uma grande oportunidade para os estudantes que estão concluindo o Ensino Médio tomarem a decisão de que profissão querem seguir.” Prof. Vidal Martins, pró-reitor de graduação, para o Programa Vírgula “ Acesse o Canal PUCPR no YouTube e inscreva-se: www.youtube.com/ canalpucpr. VESTIBULAR 2016 PLANETA PUC Fique antenado com o que foi destaque com as novidades que circularam no Canal PUCPR FÓRUM DE CARREIRAS Não se trata somente do Fórum de Carreiras. Trata-se do fórum da sua vida.” Bel Pesce, empresária e convidada especial do Programa Vírgula “ ©ARQUIVOPUCPR

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