Como encontrar ações vencedoras

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Como encontrar ações vencedoras

  1. 1. PATROCÍNIO MASTERPATROCÍNIO PLATINUM PROMOÇÃO E ORGANIZAÇÃO
  2. 2. ANÁLISE FUNDAMENTALISTACOMO ENCONTRAR AÇÕES VENCEDORAS Claudio Monteiro Professor Doutor da FGV/SP Estrategista e Analista-Chefe da Fator Corretora claudiom@fatorcorretora.com.br
  3. 3. Escolas tradicionais:• Gráfica ou Técnica: Antecipação de movimentos futuros via estudo e comportamentos passados.• Fundamentalista: Análise dos fundamentos com vistas no futuro.
  4. 4. Análise gráfica ou técnica (I) Pressuposto teórico: o próprio comportamento do mercado deve indicar o momentode comprar ou vender. Movimentação de preços; Volume negociado; Vendas a descoberto, etc. Estratégias: (i) Qual a (ii) Antecipar os tendência pontos de inflexão Em alguns momentos de mercado, os grafistas influenciam fortemente a disposiçãode comprar e vender dos investidores.
  5. 5. Análise gráfica ou técnica (II) Índices mais conhecidos: Índice de Força Relativa (altas e baixas + recentes); Estocástico (preço de fechamento dos últimos dias); Convergência e Divergência (confrontação de preços máx e mín num período); Índice de Movimento Direcional (compara movimentos de alta e baixa em determinados períodos); Índice On Balance Volume (compara volume negociado e variação dos preços); Índice Parabólico (relacionamento entre os preços e o tempo decorrido).
  6. 6. Análise gráfica ou técnica (III) Figuras mais conhecidas: Linhas de tendências; Médias móveis; Linhas de suporte e resistência; “Ombro, cabeça, ombro”; Topos e fundos duplos (M e W); Triângulos, Retângulos, Flâmulas, Cunhas, etc.
  7. 7. Eficiência de mercado: conceitos A eficiência do mercado de capitais é uma das áreas mais controversas de finanças; Nos últimos 30 anos muitos acadêmicos têm questionado se os mercados decapitais são eficientes ou não; Um mercado eficiente de capitais é aquele no qual o preço dos ativos refletecompletamente as informações disponíveis; Ex.: Engenheiro da Telemar com VPL>0.
  8. 8. Exemplo de reação num mercado eficiente
  9. 9. Por que os mercados são eficientes? Um grande número de participantes está competindo e analisando ações com vistasa maximização de seus resultados; Novas informações que afetam o preço das ações estão constantemente chegandoao mercado; Os competidores (analistas, gestores, etc.) tendem a ajustar seus target prices omais rápido possível para contemplar o efeito das novas informações.
  10. 10. Condições para a eficiência de mercado Número mínimo de competidores; Muitos negócios para ajustar os preços rapidamente.
  11. 11. Conclusão: Num mercado eficiente o retorno esperado de uma ação deve refletir seu risco, poiso preço das ações deve refletir toda a informação pública disponível naquele momento OU Um mercado é eficiente no que diz respeito à informação quando não é possívelobter lucros extraordinários utilizando essa informação.
  12. 12. Ressalva: o tempo de reação Certas informações podem afetar os preços das ações mais rapidamente que outras; Pesquisadores separam em 3 formas distintas: (i) Informação passada – EFICÊNCIA NA FORMA FRACA; (ii) Informação publicamente disponível – EFICIÊNCIA NA FORMA SEMI-FORTE; (iii) Toda informação possível – EFICÊNCIA DA FORMA FORTE.
  13. 13. Críticas ao mercado eficiente Como 1929 não foi explicado até hoje, provavelmente 1987 não será explicado tãocedo; Quem explica a Teoria das Bolhas? Isto é, os preços variam enormemente ao redorde seus verdadeiros valores. Retornam ao nível normal e geram grandes perdas; A Folia das Tulipas no séc XVII na Holanda e a Bolha dos Mares do Sul no séc. XVIIIna Inglaterra.
  14. 14. Críticas ao mercado eficiente 1 Tulipa Harlaem = 12 acres de terreno; Outra variedade = 4600 florins + uma carruagem nova + 2 cavalos + 9 conjuntosde arreio; 1 tulipa Viceroy = 17 alqueires de trigo + 34 de centeio + 4 bois gordos + 8porcos + 12 ovelhas + 2 tonéis de vinho + 4 ton de cerveja + 2 ton de manteiga +1000 libras de queijo + 1 cama completa + 1 terno + 1 taça de prata.
  15. 15. Críticas ao mercado eficiente Bolha dos Mares do Sul; Logomarca: “Um trouxa nasce a cada minuto” e “Um trouxa e seu dinheiro logo seseparam”; Chamada: “Uma empresa para realizar um empreendimento que ninguém sabe oque é”; Mais de 5 mil pessoas em um único dia subscreveram sem saber do que se tratava; O dono do empreendimento partiu para o continente e nunca mais voltou; E A INTERNET?
  16. 16. Pressupostos básicos: Nega a teoria do MERCADO EFICIENTE; A bolsa é um mercado imperfeito e pouco eficiente, onde as informações não sedifundem tão rapidamente nem são interpretadas de forma tão homogênea; Mercado é composto de uma MINORIA com amplo acesso a informação einstrumentos de análise que reage equilibradamente aos eventos, e uma MAIORIAque não dispõe de informações, reage excessivamente às notícias e é suscetível amodas e boatos.
  17. 17. Objetivo Determinar o VALOR POTENCIAL de uma empresa; Sinônimos: VALOR POTENCIAL ou JUSTO ou REAL ou INTRÍNSECO.
  18. 18. Valor potencial X Valor de mercado Apesar da grande concorrência e do enorme nº de compradores e vendedores, asinformações do mercado são assimétricas; Mesmo quando há uma informação simétrica (ex.: Fato Relevante), a interpretação ea importância dada a ela difere de agente para agente (analistas, gestores, etc.); Os agentes formam opiniões diversas referentes ao ambiente macro, setorial ecorporativo, levando a seleção de diferentes premissas de projeção futura; A percepção de risco (do mercado e do ativo) também difere entre os agentes; Tudo isso somado, acaba produzindo distorções entre o VALOR DE MERCADO e oVALOR POTENCIAL, o que refuta a idéia de que o mercado SEMPRE precificacorretamente o valor das ações;
  19. 19. Valor potencial X Valor de mercado (cont.) Portanto, segundo a análise fundamentalista, o valor das ações flutuaindependentemente do valor potencial, raramente havendo coincidência; É responsabilidade do analista fundamentalista efetuar uma avaliação bastanteaprofundada da empresa em questão, objetivando identificar as ações que estãosendo negociadas acima ou abaixo de seu valor potencial; Porém, mais importante que sinalizar um preço-alvo, deve-se determinar regiões decompra e venda, pois o exercício de avaliação possui inúmeras variáveis envolvidas eé extremamente dinâmico. COMPREENDER A DINÂMICA DO PROCESSO É MAIS IMPORTANTE QUE FOTOGRAFAR ALGO QUE NUNCA É ESTÁTICO
  20. 20. Investidor: conceito formal de propriedade de ações: Williams (1938) defende que o investidor adquire ações por 3 motivos: 1. Participação na administração de uma empresa; 2. Participação nos resultados da venda de seus ativos, no caso de liquidação; 3. Participação nos dividendos.Porém, como somente o item 3 entra nas preocupações do INVESTIDOR, este seriao único FUNDAMENTO real do VALOR DE MERCADO.
  21. 21. Como se determina o valor de uma ação? Para Williams e Gordon (DDM) - o valor de uma ação é igual ao valor presente deseus dividendos esperados. Ross - uma ação possui dois fluxos de caixa: 1. pagamento de dividendos; 2. montante que o acionista recebe quando vende a ação.
  22. 22. Como se determina o valor de uma ação?Então surge a dúvida:O valor de ação é igual ao valor presente descontado da soma entre o dividendo dopróximo período com o preço da ação no final desse período? OUO valor de uma ação é igual ao valor descontado de todos os dividendos futuros?
  23. 23. Como se determina o valor de uma ação?Resposta:Para Ross as duas questões são a mesma coisa: o valor da ação é igual ao valorpresente de todos os dividendos futuros esperados. OUSegundo Gitman: “o valor de uma ação, (...), é igual ao valor atual de todos osbenefícios futuros que se espera que ela ofereça. Esses benefícios são vistos comouma série de dividendos distribuídos durante um horizonte temporal infinito.”
  24. 24. Como se determina o valor de uma ação?“O valor de uma ação é determinado pelo desempenho econômico-financeiro daempresa, isto é, é função do retorno que a empresa possibilitará ao investidor casoo mesmo venha adquirir suas ações”.(Lima. 1979: pág.18)Para Damodaran, um ativo deve ser avaliado tomando por base seu fluxo de benefíciosfuturos. Sua análise sofre influência do ambiente externo e interno. De acordo com Reilly & Brown (1997: pág. 641) “o analista fundamentalista tem que‘olhar para frente’ e identificar quais são as variáveis chaves para fazer um trabalhosuperior e identificar oportunidades”.
  25. 25. Como proceder a análise: TOP DOWN APPROACH; BOTTOM-UP APPROACH;Duas vertentes de análise que diferem basicamente pela ordenação de importânciade fatos que GERAM ou DESTROEM valor nas empresas.
  26. 26. Análise top down Baseia-se na tese de que o valor de uma ação é influenciado predominantementepelos fatores MACROECONÔMICOS que afetam o desempenho da empresa em análise.Exemplos: Elevação de inflação; Elevação de juros; Desvalorização do Real; Aumento do risco político, etc. Decisões de compra ou venda são tomadas primeiramente a partir de informaçõesmais amplas, antes de qualquer tipo de projeção mais detalhada.
  27. 27. Análise bottom-up Usa todas as variáveis disponíveis para, dentro de um modelo determinado, calcularo valor justo de uma empresa; É o melhor tipo de análise para se aproveitar dos excessos causados quando háovershooting; Top down e bottom-up não são análises opostas. As variáveis top down alimentamos modelos bottom-up. A diferença está no tempo de reação; Idealmente, o bom gestor utiliza-se dos dois tipos de análise para aproveitar asoportunidades que o mercado oferece.
  28. 28. Top down X bottom-up BRASIL X ECONOMIAS MODERNAS
  29. 29. Análise Fundamentalista – Fluxo Informações Gestão • Montagem Portfólio Economia Análise • Cenário • Stock Selection
  30. 30. Análise Fundamentalista – Processo (I) Pesquisa Fundamentalista Pesquisa de Pesquisa de Campo Gabinete Stock • Seleção de Premissas Selection • Visitas e Viagens; Macro • Recomendações • Contatos; • Cursos; + Setorial = Compra; Empresa Atrativo; • Eventos/Seminários. Manutenção; Não Atraente; Venda. • Modelos de Projeção; • Modelos de Avaliação.
  31. 31. Pesquisa de campo Consiste na coleta de dados e informações que alimentam a pesquisa de gabinetee auxiliam na seleção de premissas. Jornais, livros, artigos, revistas técnicas, Internet; Visita a Empresas; Órgãos Governamentais, Associações de Classes; Universidades, Seminários/ Conferências; Casas de Pesquisas/ Corretoras (Brokers).
  32. 32. Pesquisa de gabinete Consiste na compilação dos dados e informações obtidas externamente; Atribui-se juízo de valor; Inicia-se o processo de quantificação das premissas; Desenha-se o modelo de projeção; Escolhe-se o modelo de avaliação.
  33. 33. Seleção de premissas: análise econômica Performance das ações está intimamente ligada ao desempenho da economia.Desempenho econômico ruim, leva as companhias, em geral, a apresentarem baixosretornos ou até mesmo negativos; Muitas vezes se confunde com o ambiente político. Especialmente em paísesemergentes que dependem de reformas constitucionais, privatizações, etc.; Num cenário globalizado, o desempenho econômico dos países desenvolvidos e/oudaqueles que possuem forte relação comercial com o Brasil também devem seranalisados.
  34. 34. Seleção de premissas: análise econômica (cont.)Deve-se centrar a análise nos seguintes pontos: Política Cambial, Fiscal e Monetária; Balança Comercial e Balanço de Pagamentos; PIB e Inflação; Nível de atividade econômica na indústria, comércio e serviços; Taxa de desemprego e crescimento de massa real de salários; Guerras, desvalorizações, etc.
  35. 35. Seleção de premissas: análise econômica (cont.)Uma vez analisado cada um dos itens, o analista deve ... ... desenhar cenários para o curto, médio e longo prazos; Somente após a definição das premissas macroeconômicas, é que se podeprosseguir na análise setorial e de empresas; Para analisar o cenário macro adequadamente o analista deve manter estreitocontato com institutos de pesquisa, universidades e órgãos governamentais.
  36. 36. Seleção de premissas: análise setorial Um setor caracteriza-se por agrupar empresas que possuem uma estruturaprodutiva semelhante ou que produzem e fornecem bens e serviços similares; Análise setorial é a mais difícil de ser obtida (é a mais dispersa e menosorganizada). Macro é dada pelo governo e corporativa pelas empresas; É fortemente dependente de banco de dados; Analista necessita manter contato com institutos especializados, universidades,associações de classe, órgãos governamentais, sindicatos, etc.
  37. 37. Seleção de premissas: análise setorial (cont.)Porter alerta para as 5 forças competitivas que mudam drasticamente de setor parasetor:1. Rivalidade entre empresas existentes;2. Ameaça de novos concorrentes;3. Ameaça de produtos substitutos;4. Poder de barganha dos compradores;5. Poder de barganha dos fornecedores.
  38. 38. Seleção de premissas: análise setorial (cont.) Analista deve identificar se existem oportunidades ou ameaças no âmbito setorial,procurando quantificá-las sob a forma de premissas para a realização de projeções. 1. Quanto aos preços; 2. Quanto à estrutura de demanda; 3. Quanto à estrutura de oferta; 4. Quanto à estrutura mercadológica; 5. Quanto à concorrência; 6. Quanto à estrutura de fornecimento; 7. Quanto à tecnologia empregada; 8. Quanto à qualidade da mão de obra.
  39. 39. Seleção de premissas: análise corporativa A principal atividade do analista fundamentalista é estimar as taxas de crescimentode lucro e geração de caixa das companhias, porém sempre procurando pautar-se emcima das tendências e premissas econômicas e setoriais; O analista deve fazer o levantamento e análise das premissas internas à empresa.Sua fonte de informações é a própria empresa através de contatos com executivos eda leitura das peças contábeis; Porém, fontes alternativas também devem ser pesquisadas. Opinião deconcorrentes, fornecedores, clientes, etc. são bem vindas.
  40. 40. Seleção de premissas: análise corporativaA divisão da empresa em 4 grandes funções sistematiza o processo de definição depremissas: Função Marketing e Vendas; Função Econômico-Financeira; Função Produção; Função Recursos-Humanos.
  41. 41. Modelos de projeção Preferencialmente, os modelos devem ser feitos “sob medida” para cada setor eempresa; Utilizam-se da informação contábil como base; Analista deve possuir sólidos conhecimentos de contabilidade e finanças; Geralmente são feitos em Excel.
  42. 42. Modelo de projeção: premissas macro ÍNDICES ANUAIS 2.003 2.004 2.005 2.006 2.007 2.008 2.009 2.010IGP DI 315,656 354,121 374,652 393,619 407,587 422,051 437,028 452,537IPC - FIPE 238,263 253,906 267,478 280,041 289,854 300,012 310,525 321,407IGP M 443,388 498,456 526,254 550,146 569,668 589,884 610,817 632,493DÓLAR 2,889 2,684 3,000 3,043 3,086 3,130 3,175 3,220DÓLAR - médio 3,078 2,931 2,782 3,021 3,065 3,108 3,152 3,197CDI 5,157 5,991 7,081 8,140 9,203 10,235 11,256 12,358TR 1,544 1,571 1,600 1,622 1,642 1,660 1,676 1,692TJLP 2,400 2,636 2,858 3,040 3,223 3,416 3,621 3,839 VARIAÇÕES ANUAIS (%) 2.003 2.004 2.005 2.006 2.007 2.008 2.009 2.010IGP DI 7,338 12,186 5,798 5,063 3,549 3,549 3,549 3,549IPC - FIPE 8,167 6,565 5,345 4,697 3,504 3,504 3,504 3,504IGP M 8,691 12,420 5,577 4,540 3,549 3,549 3,549 3,549DÓLAR (18,153) (7,116) 11,790 1,426 1,425 1,425 1,425 1,425DÓLAR - Médio 2,730 (4,780) (5,078) 8,600 1,441 1,410 1,425 1,425CDI Acumulado 23,248 16,171 18,193 14,965 13,052 11,218 9,976 9,792TR 4,649 1,770 1,835 1,412 1,240 1,073 0,959 0,942TJLP 11,489 9,812 8,434 6,374 6,000 6,000 6,000 6,000PIB 0,500 5,100 3,500 4,000 4,500 4,500 4,500 4,500Ris co Bras il 800 600 450 400 350 350 350 350Ris k Free 5,000 5,000 5,000 5,000 5,000 5,000 5,000 5,000CDI Médio 23,288 16,178 18,203 14,967 13,053 11,219 9,976 9,792
  43. 43. Projeção de receita Será sempre Preço X Quantidade (P x Q); Precisa-se saber os impostos que incidem s/ receita.
  44. 44. Projeção de receita - Preço Utilities: preço administrados pelo governo; Commodities: oferta e demanda mundial, capacidade instalada, novos investimentos; Consumo: repasse de inflação e pricing power.
  45. 45. Projeção de receita - Quantidade Utilities: estável. Em geral forte relação com macro indicadores: PIB, balançacomercial, etc; Commodities: forte correlação com crescimento econômico e setorial; Consumo: forte correlação com emprego, massa salarial, crédito, usos ecostumes, modas, etc.
  46. 46. Projeção de receita - Exemplos Utilities: ENERGIA ELÉTRICA Preço: tarifa é dada pela Aneel. Empresas divulgam tarifa média praticada nasnotas explicativas. São reajustadas de acordo com o contrato de concessão. Emgeral o valor é próxima a inflação do período passado; Quantidade: empresas divulgam consumo médio nas notas explicativas. Em geralpossuem forte correlação com o PIB. DICA: preço médio praticado pode ser calculado dividindo-se a ROL pelo consumodo período.
  47. 47. Projeção de receita - Exemplos Commodities: SIDERURGIA Preço: diferentes tipos de aço possuem seus preços balizados pelo mercadointernacional. Acompanhar pesquisas internacionais é fundamental. Taxa de câmbioé importante para estimar reajustes; Quantidade: empresas divulgam consumo médio nas notas explicativas. Em geralpossuem forte correlação com crescimento mundial e segmento que mais atendem. DICA: preço médio praticado pode ser calculado dividindo-se a ROL pelo consumodo período. Empresas que possuem mais que um produto é sempre melhortrabalhar com médias. Para estimar crescimento sempre deve-se tomar cuidadoavaliando-se a capacidade instalada.
  48. 48. Projeção de receita - Exemplos Consumo: COMÉRCIO Preço: diversos produtos com preços diferenciados. Trabalhar com mix médio eestimar reajustes em bases nominais (inflação) e reais (possibilidade de aumentode margens); Quantidade: mesmo caso do preço. Pode-se procurar relações do tipo venda/m2para estimar possibilidade crescimento. Qualquer outra relação, desde quefundamentada e provada é aceitável. DICA: preço médio praticado pode ser calculado dividindo-se a ROL por umarelação definida pelo analista.
  49. 49. Projeção de receita – Exemplos: CONSUMO ENERGIA - BRASIL 120 115 110 105 100 95 90 85 80 75 70 mai/00 out/00 mar/01 ago/01 jan/02 jun/02 nov/02 abr/03 set/03 fev/04 Residencial Industrial Comercial Outros Total
  50. 50. 5 15 25 35 45 55 6520/5/198720/5/198820/5/198920/5/199020/5/199120/5/199220/5/199320/5/199420/5/1995 Brent20/5/1996 Projeção de receita – Exemplos: PETRÓLEO20/5/199720/5/199820/5/199920/5/200020/5/200120/5/200220/5/200320/5/2004
  51. 51. Projeção de receita – Exemplos: SPREAD BENZENO / NAFTA 1.500 1.200 900 600 300 0 7/6/02 7/10/02 7/2/03 7/6/03 7/10/03 7/2/04 7/6/04 7/10/04 Benzeno Nafta Spread
  52. 52. Modelos de avaliação: conceituação Para Elton & Gruber (1991) modelo de avaliação é o mecanismo pelo qual oanalista converte suas expectativas com relação aos diferentes cenários (econômico,setorial e corporativo) em projeções de valor para as ações de uma empresa; Inputs: dividendos, lucros futuros, receita, ebitda, geração de caixa, etc. Output: ESTIMATIVA DE VALOR
  53. 53. Avaliação de ativos (I)Postulados (Damodaran): Todo ativo tem valor; Qualquer ativo pode ser avaliado; Detalhes variam de caso para caso; Ativos são avaliados pela expectativa de seus benefícios futuros; Na avaliação de ativos o que importa são os fundamentos financeiros. Importa olucro e o fluxo de caixa que o ativo pode proporcionar.
  54. 54. Avaliação de ativos (II)Cuidados (Damodaran): Teoria do “Idiota Maior”; Não se paga por um ativo mais do que ele vale; Percepção e emoção só valem para obras de arte.
  55. 55. Avaliação de ativos (III)Modelos (Damodaran): Problema não é a falta, mas sim o número elevado; Principal desafio é escolher aquele que melhor se encaixe; Tudo depende do ativo analisado e da criatividade do analista; O mesmo ativo, dependendo do propósito, poderá ter uma avaliação diferenciada.Ex.: lote de ações no mercado e lote que determinará o controle.
  56. 56. Avaliação de ativos – exemplo Folia das tulipas; Mares do sul; Internet.
  57. 57. Mitos da avaliação de ativos (I) Mito 1: Se os modelos de avaliação são quantitativos; as avaliações sãoobjetivas. (porém, as premissas são subjetivas); Mito 2: O exercício de avaliação bem pesquisado é eterno. (as informações e omercado são dinâmicos); Mito 3: Um exercício de avaliação garante uma estimativa precisa de valor.(combinação dos 2 primeiros + tx de desconto).
  58. 58. Mitos da avaliação de ativos (II) Mito 4: Quanto mais quantitativo for o modelo, melhor será o exercício deavaliação. (melhor investir mais tempo nas premissas); Mito 5: O mercado geralmente está errado. (é justamente o inverso); Mito 6: O produto final da avaliação é o que importa; o processo não. (processoforça a revisar toda a companhia).
  59. 59. O papel da avaliação de ativos - áreas Finanças corporativas; Fusões e aquisições; Avaliação e gestão de portfólios.
  60. 60. Tipos de modelos de avaliação Para Damodaran (1994) existem 3 tipos de modelos que são os mais utilizados: Múltiplos comparativos; Fluxo de caixa descontado; Modelos com opções.
  61. 61. Múltiplos comparativos - Indicadores P/E = Preço / Lucro; P/EBITDA = Preço / Lajida; P/EBIT = Preço / Lajir; P/BV = Preço / Patrimônio Líquido; P/CF = Preço / Fluxo de Caixa; P/S = Preço / Vendas; EV/EBITDA = Valor da Firma / Lajirda; Tobin´s Q = Valor de Mercado / Custo de Reposição.
  62. 62. Múltiplos comparativos De acordo com Benninga & Sarig (1997: pág. 306) “este modelo é uma maneira dese padronizar a avaliação de um ativo qualquer, perante uma medida de desempenho,com o intuito de efetuar comparações”; Avaliação do ativo é derivada da precificação que se faz sobre outros ativoscomparáveis; Em geral a base de comparação é feita através do lucro, fluxo de caixa,patrimônio líquido e receita; No entanto, em alguns casos indicadores operacionais podem ser usados.Exemplo: Ebitda/terminal (telefonia); Preço/tonelada (siderurgia); etc. Dependem dacriatividade do analista e do setor em análise.
  63. 63. Múltiplos comparativos SIDERURGIA
  64. 64. Múltiplos comparativos Telecom Celular
  65. 65. Múltiplos comparativos - ClassificaçãoBenninga & Sarig listam 5 critérios diferentes para classificação deempresas comparáveis: por setor; por nível tecnológico; por base de clientes; pelo tamanho; pelo grau de endividamento.
  66. 66. Múltiplos comparativos – Críticas Quanto uma empresa pode ser considerada média? Parte do princípio de que o mercado precifica corretamente todas as empresascomparáveis. Reflete mais intensamente o “humor do mercado”, muitas vezesdesprezando o real valor de uma ação; Comparação sempre recai em subjetividade. Não existem duas empresasexatamente iguais; Análise comparativa dá espaço para parcialidade por parte dos analistas; Premissas de desempenho, risco e pagamento de dividendos não ficamevidenciadas;
  67. 67. Múltiplos comparativos – Críticas Diferenças de critérios contábeis entre empresas e países dificultam acomparabilidade em termos econômico-financeiros; Assume que o retorno sobre o investimento mantém um padrão constante; A avaliação pelo P/L muitas vezes pode estar “contaminada” por itens nãorecorrentes.
  68. 68. Fluxo de caixa descontado: considerações Fluxos de caixa variam de ativo para ativo. Exemplo: dividendos para ações, jurospara títulos, geração de caixa para um projeto real, etc.; Taxa de desconto será definida em função do risco estimado para determinadofluxo de caixa; Quanto maior o risco; maior será a taxa de desconto. Para Damodaran isso é questãode bom senso.
  69. 69. Fluxo de caixa descontado (FCD) ou Discounted cash flow (DCF)A fórmula básica de valor presente pode ser expressa assim: t= ∞ Vj = Σ FCt / (1 + r)t t=1 Vj = valor do ativo j FCt = fluxo de caixa durante o período t r = taxa de desconto que reflete o risco estimado do fluxo de caixa do referido ativo
  70. 70. Ativo Passivo Capital Taxa de Desconto K 3os (Kd) de = 3ºs (Kd)Aplicação Taxa de Juros exigida pelos credores de $40Recursos $100 Capital Taxa de Desconto do K Próprio (Ke) Próprio (Ke) = Remuneração exigida pelo acionistas $60
  71. 71. Fluxo de caixa líquido do acionista (FCLA) ou free cash flow to equity (FCFE) Lucro líquido (+) Depreciação (=) Fluxo de caixa das operações (-) Investimentos (+/-) Var da NCG (-) Pgto do principal da dívida (+) Novos empréstimos contraídos (=) Fluxo de caixa líquido do acionista
  72. 72. Fluxo de caixa líquido da empresa (FCLE) ou free cash flow to firm (FCFF) Lucro da atividade ou LAJIR (-) IR proporcional (=) Lucro da atividade aj pelo IR (+) Depreciação (-) Investimentos (+/-) Var NCG (=) Fluxo de caixa líquido da empresa
  73. 73. Valor Presente da EMPRESA Fluxo de caixa da empresa: é o fluxo de caixa residual depois de pagas todas asdespesas da atividade, investimentos e impostos, porém antes dos juros e principalda dívida; Este fluxo deve ser descontado por uma taxa ponderada pelo custo de capitaldos acionistas e o custo das dívidas financeiras (credores financeiros). Avaliação da empresa = VP do fluxo de caixa da empresa t= ∞ VPE = Σ FCLE / (1 + Wacc)t t=1
  74. 74. Custo do Capital Próprio - Ke Ativo Passivo CAPM: Capital Asset Pricing Model Capital Ke = Rf + ß (Rm - Rf) + Rbz de 3ºs (Kd) Ke = Rf + ß (R Premium) + Rbz Aplicação de $40 Ex: Rf = Selic = 18% Recursos ß=1 Capital Rp = Merc EUA = 5,5% $100 Próprio (Ke) Rbz = EMBIbz = 4,5% $60 Ke = 28,0%
  75. 75. Custo do Capital de Terceiros - Kd Ativo Passivo Capital Taxa de Desconto K 3os= Custo da Dívida deAplicação Custo da Dívida = Taxa de Juros - IR 3ºs (Kd) de Kd = J x (1- %IR) $40Recursos Ex: J = CDI = 18% Capital $100 Próprio (Ke) IR = 35% $60 Kd = 11,7%
  76. 76. Custo Médio Ponderado de Capital - WACC Ativo Passivo Kd = 11,7% 40 %Aplicação $40 de Ex: WACC = (Kd x 40%) + (Ke x 60%)Recursos WACC = (11,7 x 40%) + (28,0 x 60%) $100 Ke = 29,0% 60 % WACC = 21,5% $60
  77. 77. Fluxo de caixa líquido da empresa (FCLE) ou free cash flow to firm (FCFF) Lucro da atividade ou LAJIR (-) IR proporcional (=) Lucro da atividade aj pelo IR (+) Depreciação (-) Investimentos (+/-) Var NCG (=) Fluxo de caixa líquido da empresa
  78. 78. Fluxo de caixa líquido da empresa (FCLE) – fórmula básica t= ∞ VPE = Σ FCLE / (1 + Wacc)t t=1 O valor de uma empresa deve ser calculado levando-se em consideração o VP doperíodo projetado somado ao VP do período após a projeção (perpetuidade). Valor da empresa = VP do FCLE do período projetado + VP da Perpetuidade
  79. 79. Perpetuidade Valor perpétuo = FCLEt+1 / (Wacc – g) Em geral, a perpetuidade responde por entre 40% e 60% do valor total deuma companhia; Em alguns casos não há necessidade de se calcular a perpetuidade.
  80. 80. Valor da Empresa ou FCLE a Valor Presente Fluxo Calculado Perpetuidade FCLE PV = Σ FCLE t + FCLE (t + 1) WACC WACC - g Taxa de Desconto Crescimento
  81. 81. Valor da Acionista FCLA a Valor Presente Ativo Passivo Dívida Financeira FCLE = A VP Valor da FCLA = FCLA = FCLE – Dívida Financeira a VP Empresa Valor do Ou Acionista Valor do Acionista
  82. 82. Valor do Acionista FCLA PV = FCLE PV - Dívida Financeira PV FCLA deve ser comparado com o Valor de Mercado (Market Cap)da empresa O diferencial sinalizará a perspectiva de (des)valorização
  83. 83. Situações onde a avaliação através de FCD se torna mais difícil e necessitaser adaptada Empresas com problemas financeiros graves: fluxo de caixa negativo,mesmo com perspectivas de recuperação, não funcionam bem como avaliador; Empresas cíclicas: preocupação em estimar os ciclos econômicos e setoriais.Se no ciclo de alta, sobre avalia. Se no ciclo de baixa, sub avalia; Empresas com ativos sem uso: deve-se avaliar os ativos que geram benefíciosfuturos. Ativos sem uso devem ser introduzidos na avaliação posteriormente; Empresas com patentes: idem anterior. Deve-se avaliá-las pelo valor de mercadoou através de modelos de opções.
  84. 84. Situações onde a avaliação através de FCD se torna mais difícil e necessitaser adaptada (cont.) Empresas em processo de reestruturação: devido às importantes esucessivas mudanças, é como se estivesse avaliando uma “nova” empresa.Precisa-se ajustar as novas premissas, o fluxo e a nova taxa de desconto; Empresas envolvidas em aquisições: dificuldade de analisar sinergias emudança de gerenciamento e calcular seus impactos. Efeito nas premissas, fluxo etaxa de desconto; Empresas de capital fechado: dificuldade em calcular o custo do capitalpróprio. Solução seria utilizar empresas abertas semelhantes.
  85. 85. Análise Fundamentalista – Processo (II) Internac Política Montagem de Carteiras Economia Cálculo de Índice Setorial (Ibovespa/IBX) Empresas • Quais? • Por que? • Quanto e Onde? • Produtos Montagem Modelo de Gestão Seleção de Ativos + (simulações) = dos Portfólios Stock Selection Cálculo de Índice Pesquisa (Ibovespa/IBX) Fundamentalista Mercado Ibovespa e IBX
  86. 86. PATROCÍNIO MASTERPATROCÍNIO PLATINUM PROMOÇÃO E ORGANIZAÇÃO

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