Cultura e educação para Inovação

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Cultura e educação para Inovação

  1. 1. CULTURA E EDUCAÇÃO PARA INOVAÇÃORenata Guimarães HortaA cultura é tão difícil Podemos entender a cultura como um conjunto de práticas dede ser transformada comportamento, um padrão, compartilhado por um grupo - a forma como asporque é um conjunto pessoas agem e pensam dentro desse grupo. É o fato de ser um padrãode práticas compartilhado que torna a cultura tão difícil de ser transformada. Se mudarcompartilhadas por um nossas próprias atitudes pode ser difícil, imaginem de um grupo amplo degrupo. Essas práticas 5.000 pessoas (em uma grande empresa) ou de uma nação!são compartilhadas eperpetuadas E este desafio se torna ainda maior quando compreendemos o elementojustamente por histórico da explicação: as práticas são selecionadas e perpetuadas pelo grupofuncionarem bem em como a forma certa de agir e de pensar, porque tiveram ou ainda têmum dado contexto. Elas sucesso, uma vez que ajudaram o grupo a enfrentar seus problemas.são garantidas. Por trás desse desafio está um importante princípio do comportamentoAs pessoas são humano: somos muito influenciados pelos nossos problemas e pelo sucessoinfluenciadas pelo imediato; e somos pouquíssimo influenciados pelo que poderá nos acontecersucesso imediato e (ou a nossas empresas, ou a nossa nação) em longo prazo. Aprendemos a ver otendem a evitar o presente e apenas vislumbramos de forma “embaçada e em duas cores” orisco. futuro.A inovação radical Um pouco de cultura nos explica, então, por que tantas coisas podem nãopresume riscos e visão funcionar bem nas organizações que desejam inovar. A inovação radical trazde longo prazo. consigo a necessidade de investir em tecnologias que demoram a mostrar resultados, somente pensando no futuro podemos tomar a decisão de investir nisso no presente. Além disso, o risco é inerente à inovação, e ele tem altíssima influência nas decisões de investimento do presente. A cultura também é um dos fatores que explica por que empresas possuem tanta dificuldade em interagir com os centros de pesquisa e vice-versa. Além disso, ela ainda pode nos dar pistas do motivo pelo qual a maioria dos funcionários, apesar de ter uma inquietação e muitas idéias, se restringe a resolver seus problemas diários e operacionais. E também nos indica possíveis respostas para diversos problemas entre os agentes de inovação. Mas, então, como criamos uma cultura inovadora?Não existem modelos Muitas pessoas têm tentado responder essa questão. Na minha percepção,prontos de cultura muitas erram ao tentar encontrar cases e modelos a serem seguidos - como seorganizacional para a um padrão de práticas pudesse ser deslocado de seu contexto de nascimentoinovação. As empresas (onde possuem uma história de sucesso) e replicados em outro.precisam encontrar umpadrão de práticas que Percebo que o caminho para a resposta passa por conhecer a cultura da suaseja aderente ao seu organização e buscar práticas que estejam em sintonia com sua essência.contexto, que é muito Nesse sentido as empresas deveriam tentar responder a seguinte pergunta:específico – a cultura é como a minha cultura pode favorecer a inovação? Isso pode envolver, sim,feita por pessoas. desenvolver novas práticas ou tentar mitigar algumas outras. Mas é importante focar nos elementos fundamentais, e sem ferir o grupo - vale lembrar: a cultura é feita por pessoas evitando maiores resistências . Como fazemos então para mudar a forma como as pessoas pensam, sentem e agem? Como fazemos para mudar a cultura das empresas? Esse ainda é um desafio em aberto, e muitas respostas são possíveis. Uma delas envolve, primeiramente analisar as práticas culturais e suas conseqüências de curto e longo prazo para as organizações. A partir daí temos uma visão do que pode estar prejudicando o desempenho do grupo em vários aspectos, dentre eles sua capacidade de inovar.
  2. 2. A mudança da cultura Identificar essas conseqüências mostra, também, como essas práticas estãodas empresas envolve sendo mantidas ativas , ou seja,por que elas não desapareceram ainda quea análise das práticas tragam conseqüências negativas – por exemplo, que tipo de incentivos estãoque favorecem – ou não associados a ela, de forma a manter o comportamento das pessoas nessa– a inovação. Feito direção. É isso que nos dará subsídios para o próximo passo: depois de mapearisso, é possível intervir essas práticas e conhecer o que as mantém ativas, vamos identificar formasnas práticas e planejar de enfraquecer aquelas que prejudicam o desempenho da empresa em longoum ambiente prazo, e/ou buscar formas criativas e intervenções que façam nascer práticasorganizacional concorrentes que tragam maiores benefícios em curto e longo prazo.favorável. Tudo isso envolve um trabalho de muita análise e uma engenharia própria de planejamento do ambiente organizacional para promoção de práticas para inovação. Mas todas essas intervenções precisam fazer uso de uma mesma ferramenta: a educação. Educação para InovaçãoA educação é uma A educação é a principal ferramenta de mudança da cultura, por que culturafunção importante é comportamento, e para desenvolver comportamentos nada melhor do que apara a mudança da educação - ela não fere o grupo, ao contrário, ela o desenvolve. Porém, acultura das educação nesse contexto deve ir muito além do que a educação temorganizações porque tradicionalmente ido, em sala de aula.ela não fere o grupo,mas o desenvolve. Sabemos, e os grandes pensadores de inovação que nos ensinaram isso, que quem leva a inovação adiante é o empreendedor. Independente do fato desse empreendedor ter sua própria empresa, ou empreender dentro de uma organização (intra-empreendedorismo), os processos educativos de mudança de comportamento devem considerar que desejamos pessoas que pensem por si, capazes de tomar decisões, de transpor barreiras e riscos, de gerar idéias, enfim, que sejam ativas tanto no processo de educação quanto no processo de inovação que deverão conduzir ou promover nas empresas. Assim, a educação toma para si as premissas de colaboração e participação, tornando a aprendizagem um processo que emerge de vivências, discussões, conceitos aplicados, entre outros. Com esse tipo de educação o próprio grupo pode encontrar naturalmente seu caminho no futuro, construindo novas práticas culturais em benefício da inovação e da organização como um todo.

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