Jornal sbmfc

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  1. 1. Especial Capa Aconteceu Saiba mais sobre o Grupo de Trabalho de Ferramentas de Gestão da Clínica MFC da SBMFC Página 3 Secretarias municipais de saúde (SMS) coordenam novo modelo de programa de residência médica em MFC Página 4 Notícias institucionais, informações sobre os próximos eventos e a presença da SBMFC na mídia Página 10 Ano III Edição 19 Atenção primária em reforma Foto: © Shutterstock Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade JORNAL SAÚDE DA FAMÍLIA Algumas secretarias municipais de saúde (SMS) estão coordenando um novo modelo de programa de residência médica em medicina de família e comunidade, instituído com o objetivo de qualificar e reestruturar a atenção primária. O município do Rio de Janeiro (RJ) realiza uma reforma na rede de saúde há quatro anos e lançou recentemente o Programa de Residência Médica em Medicina de Família e Comunidade (PRM-MFC) com 60 vagas. Para que isso fosse possível, foram contratados 25 preceptores e quatro coordenadores. Já em Curitiba (PR), a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) ofertou 20 vagas, das quais 12 foram preenchidas. A SMS tem buscado parcerias com outros programas de RM e qualificado os próprios servidores da rede municipal de saúde. Com aproximadamente 85 vagas de RM em MFC disponíveis, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) de Minas Gerais apoia os municípios com recursos financeiros adicionais ao custeio das equipes de Estratégia Saúde da Família, além de manter um Programa de Educação Permanente (PEP) por meio de cooperação técnica com universidades federais e estaduais. Página 4 Jornal Saúde da Família Setembro/Outubro 2013
  2. 2. Editorial 2 Responsabilidades dos gestores de residência em MFC H á uma estreita relação entre Medicina de Família e Comunidade (MFC), formação profissional, gestão e eficiência dos sistemas de saúde. Um sistema de saúde só pode ser economicamente viável, universal, equitativo e de qualidade se houver protagonismo dos gestores da saúde orientando a formação dos recursos humanos, conforme previsto na Constituição Federal, priorizando a Atenção Primária à Saúde (APS). Mas é comum alguns secretários municipais afirmarem que “não é sua competência preparar os serviços de saúde como campo de estágio para residentes” ou que “o ensino só atrapalha a assistência e aumenta os custos”. Embora a articulação ensino-serviço exija adaptações e investimentos na rede de saúde, experiências internacionais e nacionais, principalmente relacionadas à formação de especialistas, demonstram que essa integração só traz benefícios a médio e longo prazos. Podemos citar maior resolutividade da assistência, melhores indicadores de satisfação, incentivo ao desenvolvimento de tecnologia e formação profissional coerente com as necessidades de saúde. No Brasil, há responsabilidades específicas da União, estados e municípios. À União cabe: 1. Articulação entre Ministério da Educação e Ministério da Saúde para definição de diretrizes curriculares de acordo com as necessidades do SUS; 2. Regulação da formação de especialistas e definição das especialidades prioritárias para organização de programas de residência médica (PRMs); 3. Criação de incentivos para reduzir as desigualdades regionais e incentivar especialidades prioritárias; 4. Criação de incentivos financeiros para que os gestores estadual e municipal se tornem protagonistas locais na formação de recursos humanos. As responsabilidades dos estados são: 1. Definição de PRMs prioritários para o estado; 2. Organização da rede estadual de saúde para estágios (estrutura física, apoio financeiro e pedagógico para preceptores); 3. Estabelecimento de indicadores de ensino na avaliação dos serviços; 4. Apoio financeiro e técnico aos municípios para estruturar a rede municipal de saúde para o ensino, especialmente estágios na APS. Em relação aos municípios, as ações para a rede municipal de saúde são semelhantes às dos estados (preceptoria, estrutura física, indicadores etc). Mas no caso dos PRMs de MFC, os municípios têm papel prioritário, pois a APS está na gestão municipal. Aliás, alguns dos programas de residência médica de medicina de família e comunidade com maior número de vagas no País são coordenados justamente por Secretarias Municipais de Saúde, como acontece no Rio de Janeiro e Curitiba. A fim de ampliar a participação dos gestores nas iniciativas relacionadas aos PRMs de MFC no Brasil, esta edição do Jornal Saúde da Família traz na reportagem principal uma série de experiências exitosas realizadas por gestores municipais, estaduais e pela União que estão fortalecendo o SUS e a APS. Boa leitura! Diretoria SBMFC Expediente DIRETORIA (órgão executivo - gestão 2012-2014) Presidente: Nulvio Lermen Junior Vice-Presidente: Thiago Gomes Trindade Secretaria Geral: Paulo Poli Neto Diretor Financeiro: Cléo Borges Diretor de Comunicação: Ademir Lopes Junior Diretor de Pesquisa e Pós-Graduação Lato Sensu: Daniel Knupp Diretor de Graduação e Pós-Graduação Stricto Sensu: Roberto Umpierre Diretora Científica: Juliana Oliveira Soares Diretor de Titulação: Emílio Rossetti Pacheco Diretor de Exercício Profissional: Oscarino dos Santos Barreto Jr. Diretor de Medicina Rural: Nilson Massakazu Ando Jornal Saúde da Família Jornalista responsável: Roberto Souza | MTB: 11.408 Editor-chefe: Fábio Berklian Editor: Rodrigo Moraes Reportagem: Anderson Dias, Marina Panham, Samantha Cerquetani e Tatiana Piva Revisão: Paulo Furstenau Projeto Gráfico: Luiz Fernando Almeida Diagramação: Ruben Moreira da Silva Setembro/Outubro 2013
  3. 3. Especial Foto: © SBMFC / Arquivo 3 Instrumento de inovação Grupo de Trabalho de Ferramentas de Gestão da Clínica MFC visa facilitar as necessidades e práticas clínicas dos especialistas Coordenado há aproximadamente seis meses por Tiago Neiva, o Grupo de Trabalho de Ferramentas de Gestão da Clínica MFC da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC) tem o objetivo de apresentar ferramentas práticas criadas por médicos de família criativos e inovadores, que simplifiquem suas necessidades e práticas clínicas. “Podemos citar as planilhas eletrônicas que facilitam a vigilância e saúde dos pacientes ou ferramentas que otimizam a semiótica clínica, permitindo aos profissionais maior efetividade em menor tempo”, explica Neiva. O grupo, formado por cerca de 120 participantes, discute diversas questões pela internet, e terá em breve um site que será o repositório das iniciativas. Durante o 12º Congresso Brasileiro de Medicina de Família e Comunidade, realizado em Belém do Pará (PA), em junho, o GT Ferramentas de Gestão da Clínica MFC teve um espaço 2013 Setembro/Outubro O principal desafio do grupo de trabalho é conseguir que cada iniciativa inovadora na prática clínica da MFC possa ser conhecida, aprimorada continuamente e compartilhada para divulgar trabalhos específicos, selecionados entre tantos interessantes. “Foi um sucesso, pois cada palestrante apresentou suas ferramentas para o aprimoramento da prática clínica - uma excelente oportunidade de aprendizado e colaboração mútua para todos nós”, conta Neiva. Dentre as ferramentas apresentadas no evento, o coordenador destaca as planilhas para diagnóstico de demanda, os escores de risco e os modelos de atendimento. Para Neiva, o principal desafio do grupo de trabalho é conseguir que cada iniciativa inovadora na prática clínica da MFC possa ser conhecida, aprimorada continuamente e compartilhada. O coordenador explica que as principais conquistas são relacionadas à discussão acerca das necessidades de cada MFC, em especial aquelas que facilitem a rotina das equipes, do diagnóstico de demanda à gestão do consultório, priorização das visitas domiciliares, além da agregação de pessoas com objetivos comuns, discussões e compartilhamentos de iniciativas e a participação no Congresso Brasileiro. “E está por vir o site/blog, em que ampliaremos nossa abrangência e relevância para a SBMFC, trazendo-nos um verdadeiro espaço colaborativo de inovação”, conclui o coordenador do grupo. Jornal Saúde da Família
  4. 4. Reportagem Foto: © SMS / ASCOM 4 Jornal Saúde da Família Setembro/Outubro 2013
  5. 5. 5 Atenção primária em reforma Programa de RM em MFC promete qualificação e reestruturação da principal porta de entrada do SUS Por Marina Panham E mbora a residência médica seja considerada o “padrão ouro” para a formação de especialistas, formar um especialista de acordo com as necessidades do Sistema Único de Saúde exige programas que estejam em parceria com as políticas de saúde. Assim, alguns gestores municipais começaram a organizar programas de residência que sejam coordenados pelas próprias secretarias municipais de saúde (SMS) a fim de atingir dois objetivos principais: formar especialistas e qualificar a própria rede de saúde por meio dos programas de residência médica. O superintendente de Atenção Primária da SMS do Rio de Janeiro (RJ), José Carlos Prado Junior, revela que o município tem realizado uma “reforma” na rede de saúde nos últimos quatro anos. O recém-lançado Programa de Residência Médica em Medicina de Família e Comunidade (PRMMFC) da SMS é a ação mais estruturante da Subsecretaria de Atenção Primária e evidencia o esforço do município para qualificar médicos de família e comunidade. 2013 Setembro/Outubro Segundo ele, a formação de residentes em MFC dentro da rede municipal de saúde incentivará a fixação dos egressos na atenção primária da cidade. “Esses novos MFCs estarão aptos a exercer uma prática baseada em evidências com enfoque clínico muito forte.” Ele acrescenta que esses profissionais poderão executar uma ampla carteira de serviços, desde  inserção de DIUs até a realização de pequenos procedimentos, como biópsias de pele. Prado conta que as unidades selecionadas para a prática dos residentes têm estrutura física adequada, com materiais, equipamentos e insumos que permitem bom desempenho e aprendizado. Em sua opinião, a aquisição de aparelhos, como eletrocautérios, criocautérios, oxímetros, desfibriladores e doppler  vascular, para municiar os estágios secundários, foi um investimento importante. A  remuneração do residente no município é atrativa, estando próxima ao salário do  médico da equipe de Estratégia Saúde da Família (ESF), sendo uma demonstração de foco e  investimento na formação do médico de família e comunidade. Jornal Saúde da Família
  6. 6. Reportagem Jornal Saúde da Família 1. Foto: © Henrique Chendes Para supervisionar a qualificação dos residentes do PRM-MFC da SMS do Rio de Janeiro, foram contratados 25 preceptores e quatro coordenadores, todos eles médicos de família e comunidade com experiência assistencial. Para os estágios supervisionados, foram escalados 20 supervisores. Segundo ele, aproximadamente 10% das equipes de ESF do Rio de Janeiro são compostas por residentes e preceptores. “Em 2013, a ociosidade de vagas do PRM-MFC foi de menos de 2%”, afirma. Segundo ele, isso se deve em grande parte à divulgação do programa em vários canais de comunicação, incluindo “corpo a corpo” nos cursos de medicina das universidades do município e da região metropolitana. A seleção de residentes é realizada por meio de um edital da SMS. Em 2013, foram oferecidas 60 vagas de R1, com procura de 187 candidatos e lotação de 59 residentes. Prado avalia que a forma como o processo seletivo é realizado permite  aproveitamento maior das vagas. Caso haja fim do banco de candidatos para RM em MFC, é possível o reaproveitamento de vagas a partir de especialidades básicas, como clínica médica e pediatria. Inicialmente, ele revela que a complementação da bolsa da RM não foi bem aceita e compreendida por outros programas e instituições. Contudo, o PRM-MFC do Rio conta hoje com o respaldo e apoio institucional do Ministério da Saúde, como diretriz para valorização e incentivo no preenchimento dessas vagas. Além do PRM-MFC da SMS, com 60 vagas, outros programas de residência médica foram fortalecidos no Rio de Janeiro, como os da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), com 30 vagas; da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com oito vagas; e da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/ Fiocruz), com quatro vagas. Foto: © SMS / ASCOM 6 2. Setembro/Outubro 2013
  7. 7. 7 O que define a eficiência da especialização é a forma como os programas de RM são estruturados. Algumas secretarias municipais de saúde (SMS) estão coordenando um novo modelo de programa de residência em medicina de família e comunidade instituídos com o objetivo de qualificar e reestruturar a atenção primária. 1. José Carlos Prado Junior, superintendente de Atenção Primária da SMS do Rio de Janeiro 2. Maurício Botelho, subsecretário de Políticas e Ações em Saúde da SES/MG 2013 Setembro/Outubro O superintendente explica que apesar de o plano pedagógico ficar sob a responsabilidade e chancela de cada programa, a SMS disponibiliza as melhores unidades de saúde e preceptores para os demais programas de RM. “Todos fazem parte da rede de atenção primária do município, utilizando a mesma carteira de serviços, os mesmos protocolos e as mesmas metas e indicadores que as demais equipes de ESF”, observa. As aulas teóricas são semanais e correspondem a 10% da carga horária total da  RM. “São temas clínicos prevalentes na atenção primária, além das ferramentas específicas da medicina de família e comunidade, todas baseadas nas  melhores evidências e com pedagogia ativa”, enfatiza. Além da carga horária na  atenção primária, Prado explica que os residentes passam por estágios nas emergências  clínica e pediátrica, assim como maternidades, onde adquirem habilidades de manejo de  pré-natal de risco, assistência ao parto e cesariana. Também há  estágios ao longo da RM com matriciamento de saúde mental,  dermatologia e oftalmologia, específicos para a RM. Todos os residentes  recebem treinamento em Suporte Avançado de Vida em Cardiologia (ACLS, sigla em inglês) e, no segundo ano do programa, podem desenvolver estágio optativo. “Temos convênios firmados e, neste ano, já enviamos residentes para Portugal, Espanha e Itália, além de estágios pontuais por iniciativa dos próprios residentes para a região amazônica e Inglaterra”, destaca. Experiência curitibana A Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba também lançou recentemente um PRM-MFC. Para a coordenadora Marcela Dohms, a iniciativa tem sido importante para o processo de qualificação e reestruturação da atenção primária no município. Segundo ela, investir na ampliação da cobertura da ESF e na formação de médicos de família e comunidade é essencial para efetivar a mudança de modelo na rede municipal de saúde. Marcela revela que de 20 vagas oferecidas para o PRM-MFC de Curitiba, 12 foram preenchidas. “A maioria dos candidatos eram servidores da rede municipal de saúde”, afirma. Como o processo de implantação de um programa de RM é burocrático, ela ressalta que o apoio da SMS de Curitiba foi fundamental. Além da burocracia, Jornal Saúde da Família
  8. 8. Reportagem Foto: © SBMFC / Divulgação 8 “Temos convênios firmados e, neste ano, já enviamos residentes para Portugal, Espanha e Itália, além de estágios pontuais por iniciativa dos próprios residentes para a região amazônica e Inglaterra.” José Carlos Prado Júnior, superintendente de Atenção Primária da SMS do Rio de Janeiro ela revela que um dos principais desafios como coordenadora foi desenhar um programa teórico-prático em conjunto com outras RMs do município. A grade curricular contempla atuação do residente na atenção primária, com a supervisão de um preceptor exclusivo em tempo integral; estágio em hospitais e setores especializados; programa teórico no período noturno; grupos de discussão sobre a relação médico-paciente (Balint) e análise de videogravação de Jornal Saúde da Família consulta (Problem Based Interview – PBI). Os preceptores do PRM-MFC de Curitiba possuem RM ou título de especialista em MFC e mensalmente participam de reuniões pedagógicas com outros preceptores e de reuniões clínicas com toda a equipe de residência médica. Para Marcela, a questão da complementação da bolsa para estimular a procura pela RM representa outro desafio importante para os programas de residência médica em medicina de família e comunidade. Principalmente com a implantação do Programa de Valorização dos Profissionais na Atenção Básica (Provab) e do Programa Mais Médicos. Para reduzir a ociosidade de vagas, a Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba tem estabelecido parcerias com outros programas de RM e qualificado os próprios servidores da rede municipal de saúde. E estão sendo estudadas possibilidades para incentivar a fixação dos residentes na rede de saúde do município. Na opinião de Marcela, a equipe de preceptores e residentes de um PRM-MFC deve atuar em conjunto como apoiadores da gestão, identificando as dificuldades da prática do serviço e ajudando a fomentar estratégias de melhoria para toda a rede de saúde. Gestão estadual Em Minas Gerais, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) apoia os municípios com recursos financeiros adicionais ao custeio das equipes de Estratégia Saúde da Família, além de manter um Programa de Educação Permanente (PEP), por meio de cooperação técnica com universidades federais e estaduais, para médicos das equipes de ESF dos municípios mineiros. Setembro/Outubro 2013
  9. 9. Foto: © ICNews 9 O subsecretário de Políticas e Ações em Saúde da SES/MG, Maurício Botelho, enfatiza que ocorreu nos últimos anos o crescimento da oferta de vagas de RM em MFC, mas reconhece que ainda há necessidade e potencialidade de expansão. Diante do cenário, a SES/MG está em fase de planejamento, com foco no apoio aos municípios para que estes possam solicitar credenciamento e expansão de residência em medicina de família e comunidade. Até o momento, existem aproximadamente 85 vagas de RM em MFC no estado de Minas Gerais. Essas oportunidades são oferecidas por universidades, hospitais e municípios, estando alocadas em várias regiões do estado. A Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais orienta instituições e municípios em relação à documentação necessária e trâmites para a solicitação de vagas de RM. E em parceria com a Associação dos Hospitais de Minas Gerais (AHMG) e a Associação de Apoio a Residência Médica de Minas Gerais (AREMG), realizou um planejamento de apoio aos hospitais do estado para o credenciamento de vagas novas. Botelho relata que esse apoio ocorreu em forma de sensibilização, capacitações, assessoria técnica e recurso financeiro para as Comissões Estaduais de Residência 2013 Setembro/Outubro “A questão da complementação da bolsa para estimular a procura pela RM representa outro desafio importante para os programas de residência médica em medicina de família e comunidade.” Marcela Dohms, coordenadora do PRM-MFC da SMS de Curitiba Médica (CEREMs). “A SES/MG apoia de forma incondicional toda instituição ou município que deseja implantar programas de RM ou multiprofissional”, afirma. O apoio é dado por meio de capacitações e consultorias com objetivo de fomentar a organização e planejamento local para que possam solicitar e manter os programas prioritários de residência atendendo à lógica de regionalização. Botelho afirma que a SES/MG não faz intervenções em conteúdos programáticos de programas de RM. “A orientação da Secretaria é para que instituições e municípios cumpram as orientações dadas pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM)”, enfatiza. Segundo o subsecretário de Políticas e Ações em Saúde, a expectativa da SES/ MG é aumentar a oferta de vagas em residência médica no estado e, em consonância a outras ações, aperfeiçoar a qualidade da assistência prestada ao cidadão mineiro. Jornal Saúde da Família
  10. 10. Aconteceu Foto: © Grupo de Gestantes RP / Reprodução 10 SBMFC credita decisão do parto exclusivamente às mães Médicos de família discutem parto humanizado Jornal Saúde da Família O parto domiciliar é um tema polêmico entre os médicos. Entretanto, a SBMFC acredita que o local do parto deve ser uma escolha das mães, considerando-se as boas evidências científicas e indicação clínica de acordo com o acompanhamento do pré-natal. Em determinados locais do Brasil, principalmente nas regiões rurais, os médicos de família e as enfermeiras são as principais referências para o acompanhamento do pré-natal e trabalho parto. “Há boas evidências científicas demonstrando que um pré-natal de baixo risco é seguro tanto se for realizado em casas de parto, como no domicílio ou nos hospitais. A equipe também pode variar, sendo composta por médicos de família, enfermeiras obstetrizes ou obstetras. Em todas essas situações, há necessidade de respeitar o direito da mulher, seus valores culturais, e garantir a segurança da mulher e do bebê”, ressalta o diretor de Comunicação da SBMFC, Ademir Lopes Junior. Setembro/Outubro 2013
  11. 11. Aconteceu Foto: © Shuttertsock Brasil permanece em 85° lugar no IDHM 11 Em agosto, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) divulgou os Índices de Desenvolvimento Humano dos Municípios (IDHM) no Brasil por meio do Atlas do Desenvolvimento Humano de 2013. De acordo com o PNUD, o País manteve a mesma 85ª posição registrada em 2011, de um total de 187 nações. O IDHM no País passou de 0,492 em 1991, para 0,612 em 2000 e 0,727 em 2010. Os primeiros colocados nesse levantamento são Noruega (0,955), Austrália (0,938), Estados Unidos (0,937), Holanda (0,921) e Alemanha (0,920). Os autores levaram em conta três dimensões consideradas importantes para a ampliação de liberdade das pessoas: a oportunidade de uma vida longa e saudável (saúde), acesso ao conhecimento (educação) e padrão de vida digno (renda). O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e a Fundação João Pinheiro (FJP) auxiliaram na produção do estudo no País. Cerca de 80% das pessoas que param de fumar retornam ao vício SBMFC marca presença em diversos Sociedade apoia campanha no Dia veículos da mídia Nacional de Combate ao Fumo Nos meses de agosto e setembro, a SBMFC marcou presença nos mais diversos canais de mídia. A implantação do Programa Mais Médicos, as doenças ligadas a inverno e tempo seco, além do Dia Nacional de Combate ao Fumo, foram os principais temas abordados pela instituição. Em agosto, a SBMFC foi citada em 69 matérias, e no mês seguinte o jornal O Estado de S. Paulo ouviu a instituição como fonte em duas matérias que citavam o Programa Mais Médicos. 2013 Setembro/Outubro Em 29 de agosto foi comemorado o Dia Nacional de Combate ao Fumo. De acordo com levantamento da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel Brasil), o número de fumantes no Brasil caiu 14,8% em 2011. O diretor de comunicação da SBMFC, Ademir Lopes Junior, diz que a função dos médicos de família e de todos os profissionais de saúde é auxiliar não apenas no processo de abandono do tabagismo, mas também na manutenção dos hábitos daqueles que pararam de fumar. Segundo o especialista, 80% das pessoas que deixam de fumar retornam ao hábito, devido ao alto poder de dependência da nicotina. “A nicotina atua rapidamente no cérebro, causando dependência superior à do álcool, por exemplo. Basta um mês de uso contínuo de cigarros para acionar o gatilho da dependência”, relata o diretor. Jornal Saúde da Família
  12. 12. Aconteceu Curtas Foto: © Elza Fiúza / ABr 12 Rio de Janeiro recebe evento de ciências sociais e humanas em saúde Entre 13 e 17 de novembro, a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) sedia o VI Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde, organizado pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). As inscrições podem ser realizadas até 21 de outubro, e vale lembrar que não haverá inscrições no próprio evento. O site para mais informações é www. cienciassociaisesaude2013.com.br. SBMFC e APRMFC organizam seminário em atenção primária A SBMFC e a Associação Paranaense Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defende inclusive pontos polêmicos do programa de Medicina de Família e Comunidade (APRMFC) organizam, entre 28 de novembro e 1º de dezembro o Seminário Brasileiro de Prevenção Quaternária em Atenção Primária à Saúde Curitiba. Mais informações sobre o evento podem ser encontradas no site. Parceria SBMFC e Grupo A Sócios da SBMFC têm 15% de desconto em obras da editora Grupo A. Para ter acesso, basta entrar na área restrita do site da SBMFC e clicar no banner do Grupo A. Promef Conheça o Programa de Atualização em MFC (Promef), dirigido ao médico especialista em cuidados integrais, continuados e contextualizados. Os autores são profissionais experientes na prática clínica da Atenção Primária à Saúde (APS) e selecionados pela SBMFC. Jornal Saúde da Família Selecionados pelo Mais Médicos têm dificuldades para obter registro Até 23 de setembro, 75 profissionais com diploma estrangeiro, participantes do Programa Mais Médicos, do Ministério da Saúde, receberam registros provisórios, de acordo com informação dos Conselhos Regionais de Medicina (CRMs). O número corresponde a 10% do total de 670 aprovados na primeira etapa do projeto. Os CRMs de diversos estados do País têm se negado a liberar os registros por discordâncias com o programa, e o Ministério da Saúde diz que entrará na Justiça para que estes sejam emitidos. Aqueles profissionais brasileiros e estrangeiros que já obtiveram suas autorizações já começaram a atender em alguns pontos do Brasil. A SBMFC apoia a atitude de levar atendimento médico a populações que nunca o tiveram, mas lembra que o Sistema Único de Saúde necessita de mais investimentos em estrutura e formação de médicos e demais profissionais de saúde. A principal discordância das entidades médicas é a não revalidação de diploma de médicos de países estrangeiros. O Ministério da Saúde argumenta que, com a revalidação, tais profissionais poderiam atuar nas áreas de sua preferência, e não apenas nas periferias e áreas com dificuldades estruturais, foco do Programa Mais Médicos. Setembro/Outubro 2013

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