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SagradoNada é sagradoSó tuas faces que leio em exaustãoProfanando teu sorriso de infinitoDecifrando as linhas de tua emoçã...
TemposNão se percebe o tempo passarCorre por entre os sonhos embriagadamenteComo se desfazendo em laços presentesPassando ...
OrvalhosPrimeiro foi a luzQue descortinava teus olhosDepois veio o silêncioQue ecoava o teu cantoSem eu perceber chegou o ...
Delta picanteO silêncio é abrasadorFecho meus olhosEntregue na minha leituraPerdida entre beijosSentindo na pele a luxuria...
MetamorfosesColoco-me como o ventoQue sopra em rebentosComo mangueQue enlameia para criarColoco-me em finitoComo a imensid...
InfinitosQuando apagarem as estrelasA lua sumir no infinitoDeixarei de exaltar o amorO sentimento e os seus ritosSuas lágr...
Na PeleÉ uma coisa de peleÉ uma coisa que gemeSussurra, pedeMe trás oxigênioÉ coisa que arrebataLambe, comeMataEm fecundas...
GuardadosFecho as cortinasMeu corpo santoMinhas presilhas.Minhas águas cálidasMeu ventreAs palavras pálidas.Tranco meu amo...
Fecho, guardo, trancoTeus nós e elosSó por enquanto.PalavreandoNem sempre as palavrasNaufragam em bocasÁs vezes se perdemE...
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Iatamyra Rocha

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Iatamyra Rocha

  1. 1. tàtÅçÜt eÉv{taâtÇvxácÉ°à|vÉácÉ°à|vÉácxÖâxÇÉ Ä|äÜÉ yÄâàâtÇàx
  2. 2. RitosQuando em mim as chamas cessaremE os rios em fimSecaremPartirei com minhas doresMeus retalhosMeus ardoresMinha ânsia cruaDe soltar meus atritosGritosRitosOs meus cantosNos meus santosDe palavrasNuancesE águas.
  3. 3. SagradoNada é sagradoSó tuas faces que leio em exaustãoProfanando teu sorriso de infinitoDecifrando as linhas de tua emoçãoLeio-te como em braileSentindo a cada toque um perfume novoPerdendo-me no fluxo desse encantoComo quem imerge um céu no pensamentoE se descobre decifrada em cada cantoTenho a certeza que nada é sagradoSó esse vento que arrebataConfunde e resume sentimentos a nadaJuntando a poeira do passadoResgatando o sentir profanadoQue clama o amor tão quieto adormecidoTudo isso me envolve na suave certezaNada é sagrado exceto teu simples sorriso.
  4. 4. TemposNão se percebe o tempo passarCorre por entre os sonhos embriagadamenteComo se desfazendo em laços presentesPassando como um código de conduta de BertrandAlheio a certezas imploradas..ExploradasAliando e afastando...Com um tic tac de um velho relógioQue pendurado no tempo sofre oscilações físicasSem perder sua contagem do lógicoNão se percebe quando ele chega e te abraçaTrazendo nesse abraço de moinhoTodas as suas certezas em marcas em volta do seu olharComo se dentro dos teus olharesEle estava ali o tempo todo a te esperar.
  5. 5. OrvalhosPrimeiro foi a luzQue descortinava teus olhosDepois veio o silêncioQue ecoava o teu cantoSem eu perceber chegou o marQue tempestuava teus cabelosDesvendava todos os teus mantosVi-me nua dos meus sentidosAbsorta em teus detalhesSuando minhas mãosOrvalhando em meus entalhesSó e imersa nesse torporBebendo meu cioArdendo minha poesiaEm flor.
  6. 6. Delta picanteO silêncio é abrasadorFecho meus olhosEntregue na minha leituraPerdida entre beijosSentindo na pele a luxuria.As palavras me tocamComo um punhal em fogoImagino tua mão censuradaAo me ler pouco a pouco.Remeto-me ao longeEm ligas e cetinsCastelos e condesRelendo a Anais Nin.A madrugada excitaDesvirgina a solidãoEntre livros e sonhosQueimo de tesão.
  7. 7. MetamorfosesColoco-me como o ventoQue sopra em rebentosComo mangueQue enlameia para criarColoco-me em finitoComo a imensidão do mar.Coloco-meFeito lama que escorreVento que correMar que engoleCorpo que se move.Sou pedra a despedaçarFragmentarDes-com-pac-tar.Sou desejosRemelexosSangue, sexo, medosSou Hu-ma-na.
  8. 8. InfinitosQuando apagarem as estrelasA lua sumir no infinitoDeixarei de exaltar o amorO sentimento e os seus ritosSuas lágrimas de dorO corpo elevado ao espíritoQuando o céu sucumbir ao marAs orações cessaremOs corações calaremDeixarei por um tempo de amarAté que em outro mundoDentro do pulsar profundoEnfim possa recomeçar.
  9. 9. Na PeleÉ uma coisa de peleÉ uma coisa que gemeSussurra, pedeMe trás oxigênioÉ coisa que arrebataLambe, comeMataEm fecundas estocadasSó poesia na peleE mais nada.
  10. 10. GuardadosFecho as cortinasMeu corpo santoMinhas presilhas.Minhas águas cálidasMeu ventreAs palavras pálidas.Tranco meu amorMeu infinitoGuardo a dor.Minha pele confusaMeus passos ermosA febre que pulsa.O tempo de te verA cama perfumadaMeu gosto em você.
  11. 11. Fecho, guardo, trancoTeus nós e elosSó por enquanto.PalavreandoNem sempre as palavrasNaufragam em bocasÁs vezes se perdemEntre umas e outrasUnem-se em frasesPolemicas ou docesTornam-se fugazesOu fingem de loucasPalavras são tudoOu nada certoDestroem, edificamDesmistificam o concretoEscritas ancoramFaladas decoramPalavras refletemO que o mundo devora.
  12. 12. ®IatamyraRocha

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