QUARTA-FEIRA, 1 DE JULHO DE 2009Câncer de pele                             Pele, o maior órgão do corpo.Não costumamos pen...
Há dois tipos básicos de câncer de pele, os não-melanoma, geralmente das célulasbasais ou das escamosas, e os melanomas, q...
Membros dessas famílias devem consultar o especialista regularmente (pelo menos umavez por ano), aprender a observar a pró...
Ampliação de margens: se a biópsia retirou uma amostra de tecido e confirmou a   existência de melanoma, a pele será retir...
“produzir” essas vacinas, que podem ser usadas em pacientes com melanomas emestágio IV. Essa terapia ainda está sendo pesq...
Biópsia Aspirativa com Agulha Fina (BAAF): é utilizada quando se suspeita demetástase do melanoma para pulmão, fígado ou l...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Camadas da pele

3.080 visualizações

Publicada em

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
3.080
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
2
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
10
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Camadas da pele

  1. 1. QUARTA-FEIRA, 1 DE JULHO DE 2009Câncer de pele Pele, o maior órgão do corpo.Não costumamos pensar na pele como um órgão, mas é isso o que ela é: o maior órgãode nosso corpo, responsável pela troca de calor e água com o ambiente, encarregada deproteger os órgãos internos contra bactérias e de captar e enviar para o cérebroinformações sobre calor, frio, dor e tato. A pele tem três camadas, a epiderme (maisexterna), a derme e o tecido subcutâneo, mais profundo.A epiderme é bem fina e, por sua vez, tem três camadas: a superior, formada porcélulas chamadas queratinócitos, a média e a mais interna, formada pelas chamadascélulas basais.As células basais dão origem aos queratinócitos também chamados células escamosas,que produzem queratina e impermeabilizam a pele. Nesta região existem também osmelanócitos, células que produzem melanina, o pigmento marrom que dá cor à pele ecuja função é proteger as camadas mais profundas da pele contra os efeitos nocivos daradiação solar.Negros e brancos possuem a mesma quantidade de melanócitos, mas as pessoas de peleescura produzem mais melanina, especialmente uma chamada eumelanina, muitoeficiente na proteção contra os raios ultravioleta (UV) do sol. É por isso que negros eafro-descendentes têm menor risco de desenvolver câncer de pele.A derme, a camada intermediária da pele, é mais espessa que a epiderme e abriga asglândulas sudoríparas, folículos pilosos (as raízes dos pêlos), vasos sanguíneos e nervos.O tecido subcutâneoàs vezes chamado de hipoderme é responsável pela retenção docalor do corpo e funciona como um “colchonete”, que absorve impactos e protege osórgãos internos contra choques e pancadas. Tipos de câncer de peleO câncer de pele é o tipo de câncer mais comum e representa mais da metade dosdiagnósticos de câncer. São mais de um milhão de novos casos por ano nos EstadosUnidos e cerca de 120 mil novos casos no Brasil. Desse total, cerca de 5% sãomelanomas, os principais responsáveis por mortes por câncer de pele.
  2. 2. Há dois tipos básicos de câncer de pele, os não-melanoma, geralmente das célulasbasais ou das escamosas, e os melanomas, que têm origem nos melanócitos, as célulasprodutoras de melanina. Na maioria das vezes, melanomas aparecem em pessoas de peleclara, no tronco nos homens, ou, em membros inferiores nas mulheres – embora possamsurgir em outras partes do corpo também. Apesar de mais comuns em pessoas de peleclara, negros e seus descendentes não estão livres da doença.Descoberto em seus estágios iniciais, o melanoma é quase sempre curável. Porém, sediagnosticado tardiamente, tende a se espalhar para outras partes do corpo em umprocesso chamado metástase. Ele é bem mais raro que os carcinomas baso eespinocelular, mas é uma doença bem mais grave. Diagnóstico:Em caso de suspeita de melanoma, seu médico irá perguntar quando a mudança em suapele surgiu, se ela aumentou de tamanho ou mudou de aparência, se alguém mais emsua família teve câncer de pele e sobre a sua exposição aos fatores de risco.O especialista deverá também observar tamanho, forma, cor, textura da lesão, se elasangra ou descama. Ele vai checar se há outras manchas e pintas suspeitas e verificar sehá inchaço dos linfonodos (gânglios linfáticos), do pescoço, axilas, virilha, que podeindicar que o melanoma se espalhou.A confirmação ou não do diagnóstico de câncer de pele é feito através de uma biópsia, aretirada de uma amostra de tecido que vai ser analisada ao microscópio. Existem váriostipos de biópsia, sempre feitas com anestesia e a opção vai depender do tamanho dalesão e de sua localização no corpo.Nos casos de suspeita de melanoma, os especialistas geralmente removem todo tumordurante a biópsia, método chamado biópsia excisional ou biópsia de excisão.Em alguns casos raros, o melanoma se espalha (metástase) para linfonodos (gânglioslinfáticos), pulmões, cérebro ou outros órgãos enquanto a lesão na pele ainda é muitopequena. Quando isso ocorre, o melanoma metastático pode ser confundido com umcâncer que teve início nesses órgãos. Por exemplo, descobre-se um câncer que pareceser de pulmão, mas que na verdade é um melanoma que atingiu o pulmão. Nesses casos,as amostras da biópsia são examinadas para ver se trata de melanoma, porque diferentestipos de câncer exigem diferentes tratamentos. PrevençãoNão se sabe ao certo o que causa o melanoma, mas há fatores de risco conhecidosassociados à doença.- Exposição prolongada ao sol: expor-se ao sol, principalmente sem proteção de filtros(no mínimo fator 15), favorece o envelhecimento precoce da pele e aumentaenormemente o risco de câncer no futuro.- Ter pele clara: O risco é bem maior entre pessoas brancas (loiras e ruivas) do queentre as negras – o que não significa que negros não têm câncer de pele, só que é maisraro.- Ter sofrido grave queimadura de sol: na infância ou adolescência, aumentam o riscode aparecimento da doença mais tarde.- Já ter tido melanoma: aumenta enormemente o risco de ter outro.- Pintas:Uma pinta (nevus) é um tumor benigno, mas alguns tipos de pintas aumentamo risco de uma pessoa desenvolver melanoma. Pessoas com muitas pintas,especialmente as grandes, devem consultar um especialista regularmente e ter cuidadoredobrado quando expostas ao sol.- Histórico familiar:cerca de 10% dos pacientes com melanoma têm um parentepróximo (pai, mãe, irmãos, filhos) com a doença. Pode ser porque a família tem o hábitode passar muito tempo ao ar livre, porque são todos de pele muito clara ou ambos.
  3. 3. Membros dessas famílias devem consultar o especialista regularmente (pelo menos umavez por ano), aprender a observar a própria pele e ter cuidado redobrado quandoexpostos ao sol.O melanoma familial, como é chamado, pode ocorrer também por um defeitohereditário, principalmente quando ocorre mais de um melanoma em um indivíduo ouem parentes de primeiro grau.- Xerodermapigmentoso:é uma doença genética rara. Os doentes, também conhecidocomo “Filhos da Lua” não tem a capacidade de reparar os danos no DNA danificadopela ação dos raios de sol e de algumas fontes de iluminação artificial (emissões deradiação ultra-violeta). Os portadores podem ter vários cânceres de pele, começando jána infância.- Idade:Melanomas são mais comuns em adultos, mas também podem surgir empessoas jovens.- Imunossuprimidos: Pessoas submetidas a transplantes e que tomam drogas paraevitar a rejeição do novo órgão correm maior risco de ter melanomas e outros cânceresde pele. Como evitar a doença:- Filtro solar e chapéu são as melhores armas para prevenir o câncer de pele. O ideal éevitar o sol, mas, caso vá se expor, que seja antes das 10 horas, ou à tarde, depois das 16horas, sempre usando filtro solar (fator 15, no mínimo), chapéu e óculos escuros. Usetambém um protetor labial.- O cuidado deve ser redobrado com as crianças, porque a exposição exagerada ao solnos primeiros 20 anos de vida é decisiva para o aparecimento de câncer de pele na meia-idade.- Uso de filtro solar não vale apenas para a praia, ele deve ser usado no dia-a-diatambém, principalmente em áreas do corpo expostas durante passeios, caminhadas, aofazer exercícios ou em compras ao ar livre.- A recomendação vale também para aqueles dias de mormaço ou nublados.- Use óculos escuros – com lentes de boa qualidade. Eles ajudam a proteger a peledelicada da região dos olhos.Procure um departamento especializado em oncogenética ou oncologia cutânea se:- Você já teve melanoma- Se mais de uma pessoa de um lado da sua família tive melanoma- Você teve melanoma quando jovem- Você tem um tipo de pinta chamada nevusdisplásico ou atípicoHá indícios de que algumas famílias com alta incidência de melanoma são portadoras deuma mutação genética. TratamentoNos casos de melanoma, a escolha do tratamento vai depender basicamente daespessura do tumor e de seu estadiamento. Fatores prognósticos relacionados aotratamento incluem ressecção cirúrgica, mas como não existe um tratamento padrãopara os pacientes portadores de metástases disseminadas, a existência de protocolos nosquais esses indivíduos possam ser alocados deve sempre ser verificada.Excisão simples:melanomas finos podem ser tratados com uma pequena cirurgia parasua remoção. O câncer é retirado juntamente com uma pequena porção de tecido sadio.
  4. 4. Ampliação de margens: se a biópsia retirou uma amostra de tecido e confirmou a existência de melanoma, a pele será retirada e examinada, para verificar se não restou tecido canceroso na região. Amputação: Se o melanoma estiver nos dedos da mão ou pés, o especialista pode optar pela amputação. Dissecção de linfonodo ou Linfadenectomia: o especialista vai checar se os gânglios linfáticos próximos ao melanoma foram ou não atingidos pelo câncer, mesmo quando não se apresentam inchados ou endurecidos. Se isso ocorrer, eles são removidos. A remoção dos gânglios pode causar problemas permanentes, entre eles o linfedema. É que os gânglios linfáticos ajudam a drenar fluidos das pernas e braços e sem eles, esses líquidos tendem a se acumular. Por isso, gânglios linfáticos só são removidos se houver a real necessidade. Esta cirurgia pode ser realizada também após a biópsia de linfonodo sentinela. Se houver células cancerosas neste gânglio, os demais nódulos da área são retirados. Se não houver, não há necessidade de remover os demais. Cirurgia para melanoma metastático: quando o melanoma atinge órgãos distantes, como pulmão, fígado, cérebro, os médicos partem do pressuposto que ele não pode mais ser curado por cirurgia. Mesmo assim, ela pode ser indicada para ajudar o paciente a viver mais ou ter mais qualidade de vida. Em um seleto grupo de pacientes, a cirurgia pode ser considerada curativa, principalmente quando ocorre um tempo razoável (maior que um ano) entre o tratamento do melanoma na pele e o aparecimento de uma ou poucas metástases. Quimioterapia: é o uso de medicamentos, por via oral ou injetados, para matar células cancerosas em todo o organismo. A quimioterapia é muito útil quando o câncer se espalhou. A quimioterapia mata as células cancerosas, mas também as normais, podendo, eventualmente, produzir alguns efeitos colaterais, entre eles:- náusea e vômito- perda de apetite- feridas na boca- maior risco de infecções (porque diminui o número de glóbulos brancos)- risco de sangramento ou hematoma por causa de pequenos cortes ou pancadas (por causa da redução na quantidade de plaquetas no sangue) - cansaço (por causa do menor número de glóbulos vermelhos) A maioria dos sintomas desaparece com o fim do tratamento. Há vários tipos de quimioterapia que podem ser usados no tratamento do melanoma de estádio IV. Embora ela não funcione tão bem em casos de melanoma quanto em outros tipos de câncer, ela pode melhorar a qualidade de vida e prolongar a vida do paciente. Imunoterapia: ela ajuda o sistema de defesa do paciente a combater o câncer e pode ser usada em paciente com melanoma avançado: Imunoterapia: com os interferons, que são substâncias que o organismo produz para combater infecções. Um deles, o interferon-alfa2b, pode ser usado, mas são necessários altas doses e muitos doentes não suportam os efeitos colaterais, que incluem febre, calafrios, dores, fadiga extrema e danos ao fígado e coração. Essa terapia só pode ser conduzida por oncologistas especializados. Vacina terapêutica:a lógica é semelhante à das vacinas comuns. Células enfraquecidas de melanoma ou substâncias obtidas a partir dessas células são injetadas no paciente para estimular o sistema imunológico a combater as células cancerosas. É difícil
  5. 5. “produzir” essas vacinas, que podem ser usadas em pacientes com melanomas emestágio IV. Essa terapia ainda está sendo pesquisada e seus benefícios, avaliados.Radioterapia:é o tratamento com raios de alta energia que matam as células cancerosasou fazem o tumor encolher. Ela geralmente não é usada para tratar o melanoma, maspode ser usada no tratamento do tumor que reaparece, tanto na pele como nos gânglioslinfáticos, se ele não pode ser retirado cirurgicamente. Ela também pode ser utilizadapara tratar metástases cerebrais ou aliviar dores provocadas por metástases ósseas.Nesses casos, a radioterapia não é usada para curar o câncer, mas para aliviar ossintomas. Tem papel importante também no controle da doença para evitar a volta dotumor após cirurgia de retirada de linfonodos. Em casos especiais em que aprobabilidade de o câncer se instalar novamente no local dos gânglios é alta, é possívelacrescentar a radioterapia, que diminui o risco deste retorno. Este tratamento, noentanto, cobra um preço – por todos os seus efeitos colaterais - e seu custo e benefíciodevem ser bem discutidos entre o médico e o paciente.Bioquimioterapia: esta opção de tratamento é reservada a pacientes jovens e queapresentem condição de desempenho mais preservada. Deve ser apresentada de maneiraequilibrada tendo em vista a toxicidade envolvida e a ausência de dados definitivossobre a eficácia do tratamento.EstadiamentoEstadiamento é o processo de classificar o quanto o câncer se espalhou e isso determinatanto o tratamento quando as suas chances de recuperação. Os estádios da doença sãoindicados por algarismos romanos, que vão de zero a IV (4) e quanto maior o número,mais grave a fase da doença.Há dois tipos de estadiamento para melanomas. O estádio (estágio) clínico, que sebaseia nos resultados de exames físicos, biópsia, raios-X, tomografias, e o estádiopatológico, que usa todos esses dados mais os obtidos pelas biópsias da pele, doslinfonodos ou outros órgãos.Quanto mais fino o melanoma, menor o risco de ele se espalhar. A espessura domelanoma também determina a escolha do tratamento. Uma das maneiras de medir aespessura do melanoma é o uso de uma pequena régua especial e o resultado é chamadomedida de Breslow.Outro sistema avalia a profundidade do melanoma em relação às camadas da pele. É ochamado nível de Clark, que usa uma escala de I a V (1 a5) e descreve quais camadasda pele estão comprometidas pela doença, sendo o I o menor e V o melanoma maisprofundo.MetástasesUma série de exames podem ser utilizados para verificar se há metástase, se o câncer jáse espalhou e que órgãos foram atingidos:
  6. 6. Biópsia Aspirativa com Agulha Fina (BAAF): é utilizada quando se suspeita demetástase do melanoma para pulmão, fígado ou linfonodos. O exame causa poucodesconforto e remove pequenas amostras de tecido para análise.Biópsia cirúrgica de linfonodo: é a remoção de um nódulo linfático aumentado atravésde uma pequena incisão. Ela é usada quando se acredita que o melanoma atingiu osgânglios, mas o BAAF não encontra células cancerosas.Biópsia do linfonodo sentinela:é o método-padrão para saber se o câncer atingiulinfonodos em pacientes com melanoma e quando os linfonodos não parecemclinicamente aumentados. Uma substância radioativa é injetada no melanoma ou nacicatriz da biópsia prévia e uma hora depois os linfonodos são examinados para ver qualdeles é o primeiro a drenar a região do melanoma. Durante a cirurgia, novamente umasubstância é injetada na lesão, um contraste azul, para que também vá para o primeironódulo a receber a drenagem linfática do tumor, que é o chamado linfonodo sentinela. Éfeita também a biópsia deste linfonodo, chamado sentinela, e encaminhada para estudoanátomo-patológico com cortes seriados, na tentativa de se identificar a presença demicrometástases.Raios-X: podem ser pedidos para ver se o melanoma atingiu os pulmões.Tomografia computadorizada:se houver suspeita de que a doença se espalhou para ofígado ou outros órgãos, a equipe médica pode pedir uma tomografia, que nada mais édo que múltiplas imagens de raios-X combinadas por computador, para produzir umaimagem detalhada de várias secções do organismo. O exame demora cerca de 30minutos, durante os quais o paciente tem de permanecer imóvel sobre uma mesa.Normalmente a tomografia é usada para casos mais preocupantes, como aqueles quetiveram metástase para linfonodos, ou se há algum sintoma que possa indicar umapossível metástase para outros órgãos.Ressonância magnética (MRI): ele é semelhante à tomografia, mas usa ondasmagnéticas e ímãs fortes para produzir uma imagem. É usada principalmente parasuspeita de metástases cerebrais.Tomografia por emissão de pósitrons (PET):PET (Tomografia por Emissão dePósitrons) é uma técnica de imagem que revela as alterações do metabolismo celular portodo o corpo. Ela permite a detecção precoce de mínimas lesões tumorais ou novosfocos da doença. Consiste na injeção de uma pequena quantidade de radiofármaco(glicose marcada pelo material radioativo Flúor 18 FDG), que após sua distribuição pelocorpo, gera informações únicas, que nenhum outro exame de imagens consegue. A CT(Tomografia Computadorizada) utiliza-se dos recursos de Raios-X e tecnologiacomputacional para produzir imagens diagnósticas detalhadas que determinam, comprecisão, a localização e a forma das lesões num determinado órgão. Assim como atomografia, o PET é indicado para casos mais preocupantes.

×