Cruzeta (saboeiro) memorial descritivo - eta

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Cruzeta (saboeiro) memorial descritivo - eta

  1. 1. GOVERNO DOESTADO DOCEARÁ SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA COMUNIDADE: CRUZETA MUNICÍPIO DE SABOEIRO - CEARÁ VOLUME ÚNICO MEMORIAL DESCRITIVO ORÇAMENTO
  2. 2. SUMÁRIO Croqui1.0 Apresentação2.0 Generalidades 2.1 Acesso Rodoviário 2.2 Condições Climáticas 2.3 Características Geomorfológicas 2.4 Dados Censitários do Município3.0 População do Projeto4.0 Infra-estrutura 4.1 Pavimentação 4.2 Saneamento Básico 4.3 Energia Elétrica 4.4 Comunicação 4.4.1 Telefonia 4.4.2 Correios5.0 Parâmetros de Dimensionamento6.0 O Projeto 6.1 Concepção do Sistema Proposto (Para açude, rio ou injetamento em rede de água bruta) 6.2 Demanda e Vazões do Projeto 6.3 Unidades do Sistema 6.3.1 Captação (em açude, em Rio ou Injetamento em rede de água bruta) 6.3.2 Adutora de Água Bruta (Açude – ETA) 6.3.2.1 Cálculo da Sobre Pressão 6.3.2.1.1 Perda de Carga Unitária ( Hazen – William ) 6.3.2.1.2 Perda de Carga Total (Adutora) 6.3.2.1.3 Altura Manométrica Total (Hmt) e Desnível Geométrico (Hg) 6.3.2.1.4 Verificação do Golpe de Ariete 6.3.2.1.5 Golpe de Sobre pressão máxima na extremidade da linha 6.3.2.1.6 Golpe de Sobre Pressão máxima instalada 6.3.3 Descargas 6.3.4 Ventosas 6.3.5 Estação de Tratamento 6.3.5.1 Sistema de Dosagem 6.3.5.2 Dimensionamento do filtro 6.3.6 Adutora de Água Tratada (ETA – Reservatório elevado) 6.3.6.1 Cálculo da Sobre Pressão 6.3.6.1.1 Perda de Carga Unitária ( Hazen – William ) 6.3.6.1.2 Perda de Carga Total (Adutora) 6.3.6.1.3 Altura Manométrica Total (Hmt) e Desnível Geométrico (Hg) 6.3.6.1.4 Verificação do Golpe de Ariete 6.3.6.1.5 Golpe de Sobre pressão máxima na extremidade da linha 6.3.6.1.6 Golpe de Sobre Pressão máxima instalada 6.3.7 Reservatório Elevado 6.3.8 Rede de Distribuição 6.3.9 Ligações Prediais7.0 Memorial descritivo elétrico 7.1 Considerações gerais 7.2 Dimensionamento de cabos 7.3 Especificações gerais8.0 Planilha de Cálculo de Rede
  3. 3. 9.0 Planilha Orçamentária10.0 Especificações Técnicas 10.1 Generalidades 10.2 Desmatamento, Destocamento e Limpeza do Terreno 10.3 Locação e Abertura de Valas 10.4 Assentamento 10.5 Cadastro 10.6 Caixas de Registro 10.7 Transporte, Carga e Descarga de Materiais 10.8 Movimentos de Terra 10.8.1 Escavação 10.8.2 Reaterro Compactado 10.9 Concreto para Blocos de Ancoragem 10.10 Tubos e Conexões 10.11 Ensaios 10.12 Limpeza e Desinfecção11.0 Plantas
  4. 4. 1.0 Apresentação O presente trabalho se propõe a definir uma solução a nível de projetobásico de engenharia, para o Sistema de Abastecimento D’água da Comunidade deCruzeta no Município de Saboeiro no Estado do Ceará, onde será executado emuma única etapa. O projeto compreende a captação flutuante com coordenadageográfica em UTM 404615.57 e 9273426.81, casa de proteção do quadroelétrico, adutora de água bruta com 1.477m sendo 1.427m em PVC PBA CL20DN 50mm e 50m em PEAD DN 50mm, ETA, adutora de água tratada com 20mem PVC PBA CL12 DN 50mm, reservatório elevado capacidade 28m³ e fuste de7m com coordenada geográfica em UTM 404715,46 e 9272459,43, rede dedistribuição equivalente a 7.414m sendo 5.828m em PVC PBA CL12 DN 50mme 1.586m em PVC PBA CL12 DN 75mm e todas as ligações prediais queequivalem a 107, desta forma atenderemos a comunidade em seu todo. O projeto engloba formulações técnicas baseadas em normas da ABNT, emconsonância com as Diretrizes da CAGECE. Incluí-se no mesmo uma PlanilhaOrçamentária e Especificações Técnicas que servirão de orientação para aexecução.2.0 Generalidades A Comunidade de Cruzeta situa-se no Município de Saboeiro - Ceará, comdistancia em linha reta de aproximadamente 352,00 Km de Fortaleza, Capital doEstado; sendo que a comunidade dista aproximadamente 15 Km da sede domunicípio. Os dados geográficos do município de Saboeiro são: Área: 1.354,20km2 Altitude (Sede): 291m Latitude (S): 06º32’31’’ Longitude (W): 39º54’24’’ ♦ Os Limites são: Norte: Acopiara, Catarina e Arneiroz. Sul: Antonina do Norte e Tarrafas. Leste: Tarrafas, Jucás e Acopiara. Oeste: Arneiroz, Aiuaba e Antonina do Norte.2.1 Acesso Rodoviário O acesso à Saboeiro, a partir de Fortaleza, dá-se pela CE-060, CE-375 eCE-284, percorrendo uma distância de 465,70 Km de Fortaleza. Já o acesso à localidade de Cruzeta se faz através de estrada pavimentadano sentido a CE-375 percorrendo cerca de 15km até alcançar o centro da localidade.2.2 Condições Climáticas Os dados relativos ao clima de região são estimados e dimensionados emfunção de cadastros elaborados e constantes de informações fornecidas peloIplance, Funceme etc.Pluviometria média anual observada em 2000: 702,70mmTrimestre mais seco do ano ................................... Set/Out/Nov/DezPeríodo mais úmido do Ano ................................... Fev/Mar/Abr
  5. 5. Temperaturas: - Média das Máximas: 28° - Média das Mínimas: 26°2.3 Características Geomorfológicas O Município de Saboeiro possui um relevo fortemente ondulado emontanhoso. Classes de Solo: Litólicos Eutróficos – Podzólico Vermelho AmareloEutrófico. Uso Potencial do Solo: Culturas de subsistência, milho, arroz, feijão, emandioca.2.4 Dados Censitários do Município População Rural (Sede): 7.798hab. Taxa de Crescimento: 3,98 %Fonte IBGE (Contagem da população 2000).3.0 População do Projeto A População do Projeto foi obtida através de estimativa, levando-se emconsideração o número de domicílios e ocupação de 4,23 pessoas por domicílio. No levantamento, obteve-se os seguintes dados:  População atual (2012): 453 habitantes  Alcance do Projeto: 20 anos  Taxa de crescimento: 2,00% a.a.  População de projeto (2032): 673 habitantes4.0 Infra-estrutura4.1 Pavimentação O Povoado apresenta pavimentação 100% sem revestimento.4.2 Saneamento Básico Não existe sistema público de abastecimento de água, Igualmente nãoexiste sistema público de coleta e tratamento de esgoto. A comunidade atualmenteé abastecida precariamente por poço/chafariz e ou carros pipa.4.3 Energia Elétrica A localidade é alimentada por Rede de Distribuição em Alta e Baixa Tensão.4.4 Comunicação4.4.1 Telefonia O Município é atingido por telefonia fixa e móvel.Terminais Telefônicos Instalados:
  6. 6. - Convencionais: sem informação - Celulares: -- sem informaçãoTerminais Telefônicos em Serviço: - Convencionais: sem informação - Celulares: sem informação - Telefones Públicos: sem informação Cruzeta não possui telefone público a cartão.4.4.2 Correios Unidades de Atendimento no município: - Agências de Correios: 1 Na localidade de Cruzeta não existe agência de correios.5.0 Parâmetros de Dimensionamento De acordo com os Termos de Referência para Elaboração de Projetos dePequeno Porte da CAGECE (Projeto São José), os parâmetros são os seguintes: Localidade: Cruzeta Alcance de projeto (Ap): 20 anos Taxa de crescimento (Tc): 2,00% a.a. N.º de unidades habitacionais: 107 Taxa de ocupação: 4,23 hab. por unidade População atual (P’): 453 hab. População de projeto (P): 673 hab. (Em 2032) - Calculado no item 6.2 Consumo per capita: 100 l / hab. / dia Coeficiente do dia de maior consumo: K1 =1,2 Coeficiente da hora de maior consumo: K2 =1,56.0 – O Projeto6.1 - Concepção do Sistema PropostoRIO JAGUARIBE A água será captada no Rio Jaguaribe, perenizado o ano todo, localizado noperímetro da localidade, com volume suficiente para o atendimento e apóstratamento será recalcada para o reservatório elevado situado no ponto mais alto dalocalidade. Do reservatório elevado à água chegará aos domicílios através da redede distribuição.6.2 - Demanda e Vazões do Projeto Com base nos parâmetros estabelecidos e mencionados anteriormente,calculamos as demandas necessárias para o Sistema da Comunidade de Cruzeta,no Município de Saboeiro – Ceará: População de projeto ( P ) P’ = N.º de Residências x 4,23 habitantes P’ = 107 x 4,23 P’ = 453 hab.
  7. 7. P = P’ x ( 1 + Tc )20 P = 453 x (1+ 0,020)20 P = 673 Vazão média de consumo: Q0 = P x 100 / 86400 Q0 = 673 x 100 / 86400 Q0 = 0,78 l/s ou 2,80 m³/h Vazão do dia de maior consumo: Q1 = P x 100 x 1,2 / 86400 Q1 = 673 x 100 x 1,2 / 86400 Q1 = 0,93 l/s ou 3,36 m³/h Vazão da hora de maior consumo: Q2 = P x 100 x 1,2 x 1,5 / 86400 Q2 = 673 x 100 x 1,2 x 1,5 /86400 Q2 = 1,40 l/s ou 5,04 m³/h6.3 – Unidades do Sistema O projeto do sistema de abastecimento de água de Cruzeta compreende aseguinte unidade: captação flutuante, casa de proteção do quadro elétrico,adutora de água bruta, ETA, adutora de água tratada, reservatório elevado,rede de distribuição e ligações prediais que passamos a descrever:6.3.1 – Captação em Rio: A captação será a partir do Rio Jaguaribe, perene o ano todo, localizado noperímetro da comunidade, com volume suficiente para atender a demandanecessária para o atendimento à população em conformidade com a demandacalculada em projeto.6.3.2 – Adutora de Água Bruta (Rio – ETA) A adutora de água bruta interliga o ponto de captação no Rio com osistema de tratamento, já a de água tratada interliga o sistema de tratamento aoreservatório elevado de distribuição. O seu desenvolvimento está representado emplanta baixa e perfil, onde se pode ver a localização das ventosas e registros dedescarga. As características técnicas são as seguintes: Vazão de Adução: Qa = Q1 x 24/16 Qa = 0,93 x 1,5 Qa = 1,40 l/s (considerar 5% de acréscimo para lavagem do filtro) Qa = 1,47 l/s ou 5,30m³/h
  8. 8. Diâmetro:D = 1,2 x √QD = 1,2 x 0,00147D = 0,04602694 m ou D= 46,027 mm (DN - Diâmetro Adotado = 50mm) (escolhido pela fórmula de Bresse)Material:PVC PBA – classe acima de 20Extensão:Comprimento Tubulação em PVC = 1.477m6.3.3.1 – Cálculo da Sobrepressão6.3.3.1.1 – Perda de Carga Unitária – Fórmula de Hazen-WilliamJ = 10,643 x Q1,85 x C-1,85 x D-4,87J = 10,643 x (0,00147)1,85 x (140)-1,85 x (0,050)-4,87J = 0,01422 (m/m)Onde:J = Perda de Carga unitária (m/m)Q = Vazão de adução (m³/s)C = Coeficiente relacionado diretamente ao tipo de materialD = Diâmetro da tubulação em metro6.3.3.1.2 – Perda de Carga Total (Adutora)Hf = J x LHf = 0,01422 x 1.477Hf = 21,00381 m6.3.3.1.3 – Altura Manométrica Total (Hmt) e Desnível Geométrico (Hg)Nível mínimo do Ponto de Captação (Nmc) = 278,00 (Cota do Rio)Nível máximo de recalque (Nmr) = 343,00 (Cota da ETA)Altura da Torre de Nível (Atn) = 5,70Hg = Nmr – Nmc + AtnHg = 343,00 – 278,00 + 5,70Hg = 70,70Hmt = Hf + HgHmt = 21,00381 + 70,70Hmt = 91,70 m.c.a.6.3.3.1.4 – Verificação do Golpe de Ariete – CeleridadeC = 9.900 / [ 48,3 + K ( D / E ) ] 0,50C = 9.900 / [ 48,3 + 18 ( 50 / 4,30 ) ] 0,50C = 616,822639 m/s
  9. 9. Onde: C = Celeridade ( m/s ) K = Constante em função do material ( PVC – K = 18) D = Diâmetro em mm E = Espessura da Tubulação Espessura da parede do tubo(mm) Diâmetro Classe 12 Classe 15 Classe 20 50 2,7 3,3 4,3 75 3,9 4,7 6,1 100 5,0 6,1 7,8 Tabela de especificações da Tubulação Tigre 6.3.3.1.5 – Golpe sobre Pressão Máxima na Extremidade da Linha Área =  . D² /4 Onde: A = 3,14 x (0,050)2 /4 D = Diâmetro interno da tubulação (em m) A = 0,0020 m² Q = Vazão de Adução (m³/s) C = Celeridade (m/s) Velocidade = Q / A G = Aceleração da gravidade V = 0,00147 / 0,0020 Ha = Sobre pressão V = 0,74964 m/s Ha = C x V / G Ha = 616,822639 x 0,74964 / 9,81 Ha = 47,13 m.c.a. 6.3.3.1.6 – Golpe sobre Pressão Máxima Instalada P = Ha + Hg P = 47,13 + 70,70 P = 117,83 m.c.a A Classe da tubulação a ser empregada no trecho da Adutora de águabruta está com pressões de serviço acima de Classe 20 – Junta Elástica (JE), entãodividimos em dois trechos, instalando uma válvula de retenção horizontal diminuindoassim a pressão e conseqüentemente a classe de pressão, como mostra os cálculosabaixo.Obs: O tipo de tubulação deve ser escolhida em função da pressão de serviço. Classe Pressão de Serviço (mca) 12 60 15 75 20 1006.3.2 – Adutora de Água Bruta (Açude – ETA) trecho I A adutora de água bruta trecho I interliga o ponto de captação no Rio coma válvula de retenção horizontal, já a de água tratada interliga o sistema detratamento ao reservatório elevado de distribuição. O seu desenvolvimento está
  10. 10. representado em planta baixa e perfil, onde se pode ver a localização das ventosase registros de descarga. As características técnicas são as seguintes: Vazão de Adução: Qa = Q1 x 24/16 Qa = 0,93 x 1,5 Qa = 1,40 l/s (considerar 5% de acréscimo para lavagem do filtro) Qa = 1,47 l/s ou 5,30m³/h Diâmetro: D = 1,2 x √Q D = 1,2 x 0,00147 D = 0,04602694 m ou D= 46,027 mm (DN - Diâmetro Adotado = 50mm) (escolhido pela fórmula de Bresse) Material: PVC PBA –classe 20 Extensão: Comprimento Tubulação em PVC = 482m 6.3.3.1 – Cálculo da Sobrepressão 6.3.3.1.1 – Perda de Carga Unitária – Fórmula de Hazen-William J = 10,643 x Q1,85 x C-1,85 x D-4,87 J = 10,643 x (0,00147)1,85 x (140)-1,85 x (0,050)-4,87 J = 0,01422 (m/m) Onde: J = Perda de Carga unitária (m/m) Q = Vazão de adução (m³/s) C = Coeficiente relacionado diretamente ao tipo de material D = Diâmetro da tubulação em metro 6.3.3.1.2 – Perda de Carga Total (Adutora) Hf = J x L Hf = 0,01422 x 482 Hf = 6,85432391 m 6.3.3.1.3 – Altura Manométrica Total (Hmt) e Desnível Geométrico (Hg) Nível mínimo do Ponto de Captação (Nmc) = 278,00 (Cota do Rio) Nível máximo de recalque (Nmr) = 311,00 (Cota da ETA) Altura da Torre de Nível (Atn) = 5,70 Hg = Nmr – Nmc + Atn Hg = 311,00 – 278,00 + 5,70 Hg = 38,70
  11. 11. Hmt = Hf + Hg Hmt = 6,85432391 + 38,70 Hmt = 45,55 m.c.a. 6.3.3.1.4 – Verificação do Golpe de Ariete – Celeridade C = 9.900 / [ 48,3 + K ( D / E ) ] 0,50 C = 9.900 / [ 48,3 + 18 ( 50 / 4,30 ) ] 0,50 C = 616,822639 m/s Onde: C = Celeridade ( m/s ) K = Constante em função do material ( PVC – K = 18) D = Diâmetro em mm E = Espessura da Tubulação Espessura da parede do tubo(mm) Diâmetro Classe 12 Classe 15 Classe 20 50 2,7 3,3 4,3 75 3,9 4,7 6,1 100 5,0 6,1 7,8 Tabela de especificações da Tubulação Tigre 6.3.3.1.5 – Golpe sobre Pressão Máxima na Extremidade da Linha Área =  . D² /4 Onde: A = 3,14 x (0,050)2 /4 D = Diâmetro interno da tubulação (em m) A = 0,0020 m² Q = Vazão de Adução (m³/s) C = Celeridade (m/s) Velocidade = Q / A G = Aceleração da gravidade V = 0,00147 / 0,0020 Ha = Sobre pressão V = 0,74964 m/s Ha = C x V / G Ha = 616,822639 x 0,74964 / 9,81 Ha = 47,13 m.c.a. 6.3.3.1.6 – Golpe sobre Pressão Máxima Instalada P = Ha + Hg P = 47,13 + 38,70 P = 85,83 m.c.a A Classe da tubulação a ser empregada no trecho I da Adutora serácompatível com as pressões de serviço de 10,0 kg/cm² PBA Classe 20 – JuntaElástica (JE).Obs: O tipo de tubulação deve ser escolhida em função da pressão de serviço.
  12. 12. Classe Pressão de Serviço (mca) 12 60 15 75 20 1006.3.2 – Adutora de Água Bruta (Açude – ETA) trecho II A adutora de água bruta trecho II interliga a válvula de retenção horizontalao sistema de tratamento, já a de água tratada interliga o sistema de tratamento aoreservatório elevado de distribuição. O seu desenvolvimento está representado emplanta baixa e perfil, onde se pode ver a localização das ventosas e registros dedescarga. As características técnicas são as seguintes: Vazão de Adução: Qa = Q1 x 24/16 Qa = 0,93 x 1,5 Qa = 1,40 l/s (considerar 5% de acréscimo para lavagem do filtro) Qa = 1,47 l/s ou 5,30m³/h Diâmetro: D = 1,2 x √Q D = 1,2 x 0,00147 D = 0,04602694 m ou D= 46,027 mm (DN - Diâmetro Adotado = 50mm) (escolhido pela fórmula de Bresse) Material: PVC PBA –classe 20 Extensão: Comprimento Tubulação em PVC = 995m 6.3.3.1 – Cálculo da Sobrepressão 6.3.3.1.1 – Perda de Carga Unitária – Fórmula de Hazen-William J = 10,643 x Q1,85 x C-1,85 x D-4,87 J = 10,643 x (0,00147)1,85 x (140)-1,85 x (0,050)-4,87 J = 0,01422 (m/m) Onde: J = Perda de Carga unitária (m/m) Q = Vazão de adução (m³/s) C = Coeficiente relacionado diretamente ao tipo de material D = Diâmetro da tubulação em metro 6.3.3.1.2 – Perda de Carga Total (Adutora) Hf = J x L Hf = 0,01422 x 995 Hf = 14,1494861 m
  13. 13. 6.3.3.1.3 – Altura Manométrica Total (Hmt) e Desnível Geométrico (Hg) Nível mínimo do Ponto de Captação (Nmc) = 311,00 (Cota da válvula) Nível máximo de recalque (Nmr) = 343,00 (Cota da ETA) Altura da Torre de Nível (Atn) = 5,70 Hg = Nmr – Nmc + Atn Hg = 343,00 – 311,00 + 5,70 Hg = 37,70 Hmt = Hf + Hg Hmt = 14,1494861 + 37,70 Hmt = 51,85 m.c.a. 6.3.3.1.4 – Verificação do Golpe de Ariete – Celeridade C = 9.900 / [ 48,3 + K ( D / E ) ] 0,50 C = 9.900 / [ 48,3 + 18 ( 50 / 4,30 ) ] 0,50 C = 616,822639 m/s Onde: C = Celeridade ( m/s ) K = Constante em função do material ( PVC – K = 18) D = Diâmetro em mm E = Espessura da Tubulação Espessura da parede do tubo(mm) Diâmetro Classe 12 Classe 15 Classe 20 50 2,7 3,3 4,3 75 3,9 4,7 6,1 100 5,0 6,1 7,8 Tabela de especificações da Tubulação Tigre 6.3.3.1.5 – Golpe sobre Pressão Máxima na Extremidade da Linha Área =  . D² /4 Onde: A = 3,14 x (0,050)2 /4 D = Diâmetro interno da tubulação (em m) A = 0,0020 m² Q = Vazão de Adução (m³/s) C = Celeridade (m/s) Velocidade = Q / A G = Aceleração da gravidade V = 0,00147 / 0,0020 Ha = Sobre pressão V = 0,74964 m/s Ha = C x V / G Ha = 616,822639 x 0,74964 / 9,81 Ha = 47,13 m.c.a.6.3.3.1.6 – Golpe sobre Pressão Máxima Instalada P = Ha + Hg P = 47,13 + 37,70 P = 84,83 m.c.a
  14. 14. A Classe da tubulação a ser empregada no trecho II da Adutora de águabruta será compatível com as pressões de serviço de 10,0 kg/cm² PBA Classe 20 –Junta Elástica (JE).Obs: O tipo de tubulação deve ser escolhida em função da pressão de serviço. Classe Pressão de Serviço (mca) 12 60 15 75 20 100♦ Dimensionamento da Bomba Centrífuga - Flutuante P = Q x Hmt / 75 x n onde: n = 65% (Rendimento do Motor) P = 1,47 x 91,70 / 75 x 0,65 Q = vazão de adução (em l/s) P = 2,77 cv Hmt = Altura manométrica total (Calculado no item 6.3.3.1.3) Correção da Potência do Motor Fator: 30% P = P x 1,3 P = 2,77 x 1,3 P = 3,60 cvObs: O fator de correção acima mencionado, trata-se de uma folga que varia deacordo com a potência do motor ( Vide tabela abaixo segundo Azevedo Neto)Potência do Motor Fator de Correção < ou = 2 HP 50% 2 a 5 HP 30% 5 a 10 HP 20% 10 a 20 HP 15% > de 20 HP 10% Com esses dados, escolhemos o conjunto Motor Bomba com as seguintescaracterísticas:  Equipamento adotado: Conjunto Motor Bomba Centrífuga - Flutuante: Vazão: 1,47l/s Hman: 91,70 m.c.a Potência: 0 a 5,0CV Voltagem: 380/220V Freqüência: 60 Hz6.3.2 – Descargas Deverão estar localizadas nos pontos mais baixos da tubulação deadutora permitindo o seu esvaziamento quando necessário e também a limpeza datubulação.
  15. 15. As descargas são dimensionadas como bocais, tendo-se em vista otempo admitido para esvaziamento completo da linha ou do trecho de linha emconsideração. O diâmetro da descarga poderá ser adotado como sendo igual a 1/6 dodiâmetro da tubulação a drenar. As válvulas utilizadas nas descargas são do tipogaveta ou borboleta, entretanto soluções tecnicamente mais corretas seriamválvulas de disco ou de agulha, especialmente para menores pressões.6.3.3 – Ventosas Deverão estar localizadas nos pontos mais altos da tubulação deadutora permitindo a expulsão das bolsas de ar que tendem a formar-se nestasregiões. A velocidade de enchimento normalmente é dada por razõesoperacionais, entretanto, pode ocorrer o inverso, pois para não ocorrer a instalaçãode ventosas, estas podem ditar a velocidade de enchimento. O diâmetro das ventosas deve ficar em 1/12 do diâmetro da tubulação.Sugere-se que a vazão de enchimento de uma tubulação não supere 20% da vazãode projeto, sendo desejável velocidades menores.6.3.4 – Estação de Tratamento Como se trata de água de superfície o tratamento será feito através deuma ETA. Após chegar na ETA, a água bruta passará por um piezômetro ou câmarade carga, tendo este a função de uma torre de equilíbrio de menor porte sendoprecedida por mistura rápida + coagulação através de um dosador de sulfato. Destatorre de equilíbrio, a água segue por gravidade para o filtro de fluxo ascendente. Aágua então, é clarificada e filtrada, seguindo para um reservatório apoiado, o qualservirá como poço de sucção para ser recalcada até o reservatório elevado, e daípara distribuição. O referido filtro terá capacidade de filtração de 56,96 m³/dia, com taxade filtração de 150 m³/m²/dia. O sulfato de alumínio será aplicado a 20 m, na própriatubulação da adutora de água bruta, antes de passar pela torre de equilíbrio. Paraque haja uma perfeita coagulação das partículas, a mistura passará por uma chicanahorizontal, a qual deverá localizar-se dentro da área delimitada para a estação detratamento e executada com tubos de diâmetro igual ao da adutora. O cloro será aplicado na tubulação de chegada do reservatórioelevado, após a filtragem, para desinfecção. A concentração de hipoclorito de cálcioou sódio para cloração da água filtrada deverá ser de 2mg/l. O clorador de pastilhasficará montado no fuste do reservatório.6.3.4.1 Sistema de Dosagem Para o sistema em questão, será utilizado sulfato de alumínio ouhidroxicloreto de polialumínio para coagulação da água bruta. A solução de sulfatode alumínio ou de hidroxicloreto de polialumínio será preparada em um pequenotanque, com volume suficiente para a operação da ETA. A solução será dosada porbomba tipo centrífuga que injeta a solução no ponto de aplicação. Adotaremos umtanque para preparo com um recipiente vasado, acoplado na parte superior interna,onde será depositado o produto químico. No tanque, haverá também um agitador de0,25cv para diluição e homogeneização da solução.
  16. 16. Dados de ProjetoVazão do sistema(Q)................................ 1,47l/sDosagem considerada(D)..........................sulfato(40mg/l)Concentração da solução(C)......................sulfato(5%)Vazão de Dosagem – q (l/h)q = Q x D x 0,36 Cq = 1,47 x 40 x 0,36 5q = 4,23 l/hVolume da Solução - VSOL (litros)VSOL = q x tempo de bombeamentoVSOL = 4,23 x 16VSOL = 67,68 lResumo da DosagemVazão média Dosagem de Volume da Volumehorária (16h/dia) sulfato solução do tanque1,47 l/s 4,23 l/h 67,68 lit. 70 lit.6.3.4.2 Dimensionamento do filtroConjunto Motor Bomba p/ retrolavagem: 3,0 cvHmt = 8,39 mQLavagem : 13,17l/s ou 47,40 m3/hTubulação de Lavagem: 150 mmReservatório de lavagem: Reservatório ApoiadoCapacidade de FiltraçãoTaxa de filtração adotada (Tf) = 150 m³/m²/dia.Diâmetro do filtro (D) = (Qa * t * 4 / Tf * π) ^0,5 Qa = vazão de adução em m³/hD = (4,52 * 16 * 4 / 150 * 3,1416) ^0,5 T= tempo de bombeamento em hD = 0,78 mDiâmetro adotado D = 1,00 mVazão do filtro (Q) = Qa x tQ = 4,52 x 16 = 72,32 m³Área do filtroA = (¶ x R²)A = (3,1416 x 0,5 x 0,5)A = 0,79 m²
  17. 17. Altura do filtroDisposição do Leito filtrante: CAMADA ALTURA DIÂMETRO VOLUME TIPO SEQUÊNCIA AREIA 6ª 2,0 m 0,60 mm 1,65 m3 TORPEDO 5ª 15 cm 3,20 a 2,40 mm 0,12 m3 TORPEDO 4ª 15 cm 6,35 a 3,20 mm 0,12 m3 TORPEDO 3ª 7,5 cm 12,7 a 6,35 mm 0,06 m3 TORPEDO 2ª 7,5 cm 19,05 a 12,7 mm 0,06 m3 TORPEDO 1ª 25 cm 25,4 a 19,04 mm 0,21 m3Adotar: 40 cm acima da camada de areia (para expansão do material) 20 cm da calha de coleta da água filtrada 50 cm de folga para a tampa do filtroAltura total do leito filtrante – H = 3,3 mPerdas de carga no filtro (h)h = hf + ho Perda de carga do leito filtrante (hf)h = 2,5 + 2,0 Perda de carga nos orifícios (ho)h = 4,5mPerda de carga na tubulação de lavagem (hl)hl = hd + hl Perda de carga distribuída (hd)hl = 0,0115 + 0,0749 Perda de carga localizada (hl)hl = 0,0864mPerda de carga distribuída (hd)hd = l x (10,643 x Ql1,85 x C-1,85 x D-4,87) l = dist. do RE até o filtro em mhd = 3 x (10,643 x 0,013171,85 x 140-1,85 x 0,15-4,87) Ql = vazão de lavagem em m³/shd = 0,0115m D = diâmetro da tubul. em mPerda de carga localizada (hl)hl = ∑k x (v² / 2 x g) V = velocidade da água em m/shl = 0,63 + 2,05 x (0,74² / 2 x 9,81) G = aceleração da gravidadehl = 0,0749 ∑k = soma dos comprimentos
  18. 18. Descarga de fundo kCanalização 0,03Curva 90º 0,40Válvula de gaveta (registro) 0,20∑ k - Comprimento equivalente 0,63Limpeza do leito filtrante kVálvula de gaveta (registro) 0,20Curva (3) de 90º 1,20Canalização 0,05Curva de 90º 0,40Válvula de gaveta (registro) 0,20∑ k - Comprimento equivalente 2,05Vazão de lavagem (Ql)Velocidade de lavagem (Lv) = 1,0 m / mimT = 8 min(tempo necessário para lavagem)Ql = A x Lv x 60Ql = 0,79 x 1 x 60Ql = 47,40 m³/hDiâmetro da tubulação de lavagemD = 1,2 x √Ql/1000D = 1,2 x √0,01317D = 0,1377m ou 137,71mmD = 150mmÁrea da tubulação de lavagemA = ¶ x R²A = 3,1416 x 0,075 x 0,075A = 0,0177m²Velocidade na tubulação de lavagemV = (Ql / A) / 3600V = (47,40 / 0,0177) / 3600V = 0,74 m/s
  19. 19. Volume necessário para lavagem (Vn)Vn = A x TVn = 0,79 x 8Vn = 6,32 m³Vn adotado = 7,00m³Obs . A lavagem dos filtros será feita através de conjunto motobomba A tubulação de lavagem do filtro deverá ser de 150 mm. O principalparâmetro considerado foi à velocidade de propagação da água dentro do filtro, comcuidado especial para que haja uma expansão do leito filtrante e não umafluidificação do mesmo. Que o movimento de atrito entre as partículas de areiapossibilite uma limpeza melhor executada do leito filtrante. Para proporcionar este atrito foi considerada velocidade da água de 1,0 m /min (intervalo de 0,9 m a 1,1 m / min).Cálculo do conjunto motor-bomba para lavagem do filtroCÁLCULO DA ALTURA MANOMÉTRICA (Hmt)Hmt = H + h + hl H = altura total do filtroHmt = 3,80 + 4,50 + 0,0864 h = perdas de carga no filtroHmt = 8,39 hl’ = perda de carga na tubulação de lavagemAltura total do filtro – h = H + (0,40 + 0,20 + 0,50) = 3,8 mP = Ql (l/s) x Hmt / 75 x 0,65P = (47,40 / 3,6) x 8,39) / 75 x 0,65P = 2,27 cv x 1,3(rendimento – tabela)P = 2,95P = 3,00 cv6.3.5 – Adutora de Água Tratada (ETA – Reservatório elevado) Vazão de máxima diária: (Água Tratada) Q`a = Qa - 5%(lavagem de filtros) = 1,40 l/s ou 5,04 m³/h Diâmetro: D = 1,2 x √Q D = 1,2 x 0,00140 D = 0,0449177 m ou 44,918 (diâmetro adotado DN = 50 mm) Material: PVC PBA – classe 12 Extensão: Comprimento Tubulação em PVC = 20 m
  20. 20. 6.3.5.1 – Cálculo da Sobrepressão 6.3.3.1.1 – Perda de Carga Unitária – Fórmula de Hazen-William J = 10,643 x Q1,85 x C-1,85 x D-4,87 J = 10,643 x (0,00140)1,85 x (140)-1,85 x (0,050)-4,87 J = 0,01299 (m/m) Onde: J = Perda de Carga unitária (m/m) Q = Vazão de adução (m³/s) C = Coeficiente relacionado diretamente ao tipo de material D = Diâmetro da tubulação em metro 6.3.5.1.2 – Perda de Carga Total (Adutora) Hf = J x L Hf = 0,01299 x 20 Hf = 0,25986475 m 6.3.5.1.3 – Altura Manométrica Total (Hmt) e Desnível Geométrico (Hg) Nível mínimo de captação (Nmc) = 343,00 ( Cota da ETA ) Nível máximo de recalque (Nmr) = 343,00 ( Cota do Reservatório ) Altura do Reservatório (Ar) = 11,00 m Hg = Nmr – Nmc + Ar Hg = 343,00 – 343,00 + 11,00 Hg = 11,00 m Hmt = Hf + Hg Hmt = 0,25986475 + 11,00 Hmt = 11,26 m.c.a. 6.3.5.1.4 – Verificação do Golpe de Ariete – Celeridade C = 9.900 / [ 48,3 + K ( D / E ) ] 0,50 C = 9.900 / [ 48,3 + 18 ( 50 / 2,70 ) ] 0,50 C = 506,771338 m/s Onde: C = Celeridade ( m/s ) K = Constante em função do material ( PVC – K = 18) D = Diâmetro em mm E = Espessura da Tubulação. 6.3.5.1.5 – Golpe sobre Pressão Máxima na Extremidade da Linha Área =  . D² /4 Onde: A = 3,14 x (0,050)2 /4 D = Diâmetro interno da tubulação (em m) A = 0,0020 m² Q = Vazão de Adução (m³/s) C = Celeridade (m/s)
  21. 21. Velocidade = Q / A G = Aceleração da gravidade V = 0,00140 / 0,0020 Ha = Sobre pressão V = 0,71394 m/s Ha = C x V / G Ha = 506,771338 x 0,71394 / 9,81 Ha = 36,88 m.c.a. 6.3.5.1.6 – Golpe sobre Pressão Máxima Instalada P = Ha + Hg P = 36,88 + 11,00 P = 47,88 m.c.a A Classe da tubulação a ser empregada no trecho da Adutora de águatratada será compatível com as pressões de serviço de 6,0 kg/cm² PBA Classe 12 –Junta Elástica (JE).♦ Dimensionamento da Bomba Centrífuga - Elevatória P = Q x Hmt / 75 x n onde: n = 65% (Rendimento do Motor) P = 1,40 x 11,26 / 75 x 0,65 Q = vazão de adução (em l/s) P = 0,32 cv Hmt = Altura manométrica total (Calculado no item 6.3.3.1.3) Correção da Potência do Motor Fator: 50% P = P x 1,5 P = 0,32 x 1,5 P = 0,49 cvObs: O fator de correção acima mencionado, trata-se de uma folga que varia deacordo com a potência do motor ( Vide tabela abaixo segundo Azevedo Neto) Potência do Motor Fator de Correção < ou = 2 HP 50% 2 a 5 HP 30% 5 a 10 HP 20% 10 a 20 HP 15% > de 20 HP 10% Com esses dados, escolhemos o conjunto Motor Bomba com as seguintescaracterísticas:  Equipamento adotado: Conjunto Motor Bomba Centrífuga - Elevatória: Vazão: 5,04 m³/h Hman: 11,26 m.c.a Potência: 0 a 1,0CV Voltagem: 380/220V Freqüência: 60 Hz
  22. 22. 6.3.6 – Reservatório Elevado O volume do reservatório corresponde a um terço do volume máximo diáriocalculado. O reservatório será do tipo elevado, situado em uma área alta dalocalidade e será construído em anéis de concreto armado que dará ao reservatórioo formato cilíndrico. Cálculo do volume máximo diário: VD = P x 100 x 1,2 VD = 673 x 100 x 1,2 VD = 80.760l ou 80,76 m³ Cálculo do volume do reservatório: VR = 1/3 VD VR = 80,76 / 3 VR = 26,92 m³ Volume adotado para o reservatório: VR = 28 m³ As locações do reservatório e os detalhes construtivos estão representadosem plantas específicas.  Características do Reservatório: Tipo: elevado Forma: cilíndrica Diâmetro: 3,00 m Altura Total: 13,00 m Fuste: 9 m O diâmetro mínimo para a tubulação de descida do reservatório será de75mm, independentemente do cálculo da rede.6.3.7 – Rede de distribuição A Rede de distribuição será pressurizada a partir do reservatório elevado ese constituirá em apenas uma zona de pressão. A rede foi concebida para cálculocomo sendo do tipo “espinha de peixe”. Os cálculos hidráulicos foram feitosutilizando-se da fórmula de Hazen – Williams e efetivados por software adequado,seguindo as normas da CAGECE. A pressão dinâmica mínima na rede ficou em 6,047 mca e a pressãomáxima estática é de 38,00 mca com o uso de válvula redutora de pressão ficandodentro dos limites recomendados de 6 m e 40 m respectivamente. A tubulação será toda em PVC do tipo PBA CL-12 e os diâmetros variamde 50 a 100mm. O resultado dos cálculos processos está agrupado em planilhasanexo. Conforme se observa o valor máximo de J (m/km) não ultrapassou o valor de8m/Km. Os detalhes gráficos construtivos estão representados em plantasespecíficas da rede de distribuição. As extensões da rede são as seguintes: Diâmetro 50 mm 5.828 m Diâmetro 75 mm 1.586 m Diâmetro 100 mm 0m
  23. 23. Independentemente dos cálculos e por exigência da CAGECE, o primeirotrecho da rede terá o diâmetro mínimo de 75mm. A cota piezométrica máxima será considerada a da laje do fundo doreservatório. Vazão de Distribuição Linear Q = Q2 / l (Rede) Q = 1,40 / 7.414 Q= 0,0002 l/s / m Dados Gerais da RedeFórmula Utilizada Hazen WilliamsCoeficiente (C) 140Número de Nós 59Número de Trechos 59Vazão de Distribuição Linear 0,0002Diâmetros Otimizados6.3.8 – Ligações Prediais As ligações prediais obedecem ao padrão de PP – 03 da CompanhiaEstadual de Saneamento do Ceará. Está prevista a execução de 107 ligações domiciliares com hidrômetro,beneficiando 107 famílias.
  24. 24. 7.0 Planilha de Cálculo de RedeRoteiro para Planilha de Cálculo de Rede(Fica claro que não é uma regra, porém solicita-se a título de padronização)1- O primeiro passo é definir nós e trechos, segundo alguns autores, torna-se mais prático numerar os nós partindo do reservatório ou ponto de injetamento (ver croquis na página da tabela de perda de cargas);2- Colocar na tabela os dados disponíveis (Trechos, Nós, Extensão dos trechos, cotas do terreno), atentar para o detalhe que as cotas do terreno nada mais é do que as cotas dos Nós em cada extremidade dos trechos;3- Adota-se um Fuste;4- Calcula-se a vazão de distribuição linear;5- Para efeito de cálculo, existe quatro tipos diferentes de vazões por trecho, sendo dependentes entre si ; 1 - Para o cálculo da vazão a montante: adota-se na extremidade da rede (ultimo Trecho) vazão igual a zero, o outro trecho será a soma entre vazão a montante e vazão em marcha do trecho imediatamente anterior; 2 – Para cálculo da vazão em marcha: multiplica-se a vazão de distribuição linear pela extensão do trecho; 3 – Para cálculo da vazão a jusante: soma-se a vazão a montante com a vazão em marcha do trecho; 4 – Para cálculo da vazão fictícia: tira-se a média aritmética entre a vazão a montante e a jusante.6- Para o cálculo da velocidade utiliza-se a fórmula: V = 4Q / D² , onde Q é dado em m³/s, D em (m) e obtêm-se V em (m/s).7- Para o cálculo da perda de cargaA primeira cota piezométrica a ser especificada é a de montante referente ao Nó doreservatório, que é exatamente a cota do próprio Nó (Terreno) mais o fuste adotado;a cota piezométrica a jusante (O outro Nó do trecho) é a cota piezométrica amontante, menos a perda de carga total, se caso o trecho seja contínuo (não sejauma ramificação), a cota piezométrica a montante do próximo trecho se torna porobrigação igual à piezométrica de jusante do trecho imediatamente anterior(interessante se faz observar o que foi dito na planilha dada);
  25. 25. 8.0 Projeto ElétricoOs projetos elétricos deverão ser desenvolvidos de acordo com as normas daAssociação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, da concessionária de energialocal COELCE e documentos da CAGECE: Memorial Descritivo  Apresentação do Projeto  Resumo do Projeto  Memória Descritiva  Especificação dos equipamentos com indicação dos fabricantes  Detalhe da instalação dos equipamentos  Lista de eletrodutos e condutores de força, controle e instrumentação.  Especificação para execução das instalações  Planilha Orçamentária Peças Gráficas  Instalação elétrica Interna – Força e Alimentação  Instalação elétrica Externa – Alimentadores e iluminação  Planta de locação  Planta de Situação  Desenhos e detalhes da Substação  Desenho da Malha de terra  Diagramas Unifilar, Trifilar, de comandos e dimensional.  Ramal de interligação com a COELCESe for o caso outros documentos e desenhos necessários à perfeita execução dainstalação, deverão ser apresentados pelo projetista.Para a instalação ao tempo de quadros ou outros equipamentos deverá serprojetada uma proteção em alvenaria.A iluminação externa deverá ser em poste de concreto com luminária fechada ecomando automático.No projeto devem ser consideradas as condições ambientais locais, em especialaquelas que indiquem a necessidade de proteção dos equipamentos e de proteçãoatmosférica – níveis de salinidade e de trovoada.Em se tratando de sistema integrado deve ser apresentado um projeto deautomação em telecomando e telemetria.A CAGECE só receberá o projeto final após a aprovação do CREA e COELCE,quando a ligação a COELCE assim o exigir.Os desenhos em diagrama devem ser feitos no formato A3.
  26. 26. 9.0 Planilha Orçamentária
  27. 27. 10.0 Especificações Técnicas - Sistema de Abastecimento de Água ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS PROJETO SÃO JOSÉ 1.GENERALIDADES As especificações contidas neste relatório se destinam a regulamentar asobras de abastecimento de água das comunidades atendidas pelo projeto São José(CAGECE / SOHIDRA) no estado do Ceará. As especificações são de caráter abrangente, devendo ser admitidas comoválidas para quaisquer uma das obras integrantes do sistema, no que for aplicável acada uma delas. 2.TÊRMOS E DEFINIÇÕES Quando nas presentes especificações e em outros documentos do contratofigurarem as palavras, expressões ou abreviaturas abaixo, as mesmas deverão serinterpretadas como a seguir: SRH - Secretaria dos Recursos Hídricos do Estado do Ceará SOHIDRA - Superintendência de Obras Hidráulicas SDR – Secretaria do Desenvolvimento Rural CAGECE – Companhia de Água e Esgoto do Ceará SISAR – Sistema Integrado de Saneamento Rural CONSULTOR / FISCALIZAÇÃO - Pessoa, pessoas, firmas ou associação de firmas (consórcio) designadas e credenciadas pela SDR / SRH / SOHIDRA / CAGECE para elaboração do projeto, fiscalização, consultaria e assessoramento técnico e gerencial da obra, nos termos do contrato, de que tratam estas especificações. CONSTRUTOR - Pessoa, pessoas, firmas ou associação de firmas (consórcio) que subscreveram o contrato para execução e fornecimento de todos os trabalhos, materiais e equipamentos permanentes, a que se refere estas especificações. CONTRATO - Documento subscrito pela SDR / ASSOCIAÇÃO, pelo construtor e / ou consultor, de acordo com a legislação em vigor, e que define as obrigações de ambas as partes, com relação a elaboração do projeto, fiscalização,
  28. 28. consultaria, assessoramento técnico e gerencial da obra e execução das obras a que se referem este contrato. RESIDENTE DO CONSTRUTOR - O representante credenciado do construtor, com função executiva no canteiro das obras, durante todo o decorrer dos trabalhos e autorizada a receber e cumprir as decisões da fiscalização. ESPECIFICAÇÕES - As instruções, diretrizes, exigências, métodos e disposições detalhadas quanto a maneira de execução dos trabalhos. CAUSAS IMPREVISÍVEIS - São cataclismos, tais como inundações, incêndios e transformações geológicas bruscas, de grande amplitude; desastres e perturbações graves na ordem social, tais como motins e epidemias. DIAS - Dias corridos do calendário, exceto se explicitamente indicado de outra maneira. FORNECEDOR - Pessoa física ou jurídica fornecedora dos equipamentos, aparelhos e materiais a serem adquiridos pela ASSOCIAÇÃO. RELAÇÕES DE QUANTIDADE E LISTAS DE MATERIAL - Relações detalhadas, com as respectivas quantidades, de todos os serviços, materiais e equipamentos necessários à implantação do projeto. ORDEM DE EXECUÇÃO DE SERVIÇOS - Determinações contidas nos contratos, para início e execução de serviços contratuais, emitida pelo consultor / fiscalização. DESENHOS - Todas as plantas, perfis, seções, vistas, perspectivas, esquemas, diagramas ou reproduções que indiquem as características, dimensões e disposições das obras a executar. CRONOGRAMA - Organização e distribuição dos diversos prazos para execução das Obras e que será proposto pelo Concorrente e submetido a aprovação da SDR / FISCALIZAÇÃO. CONCORRENTE - Pessoa física ou jurídica que apresentam propostas à concorrência para execução das obras. OBRAS - Conjunto de estruturas de caráter permanente que o Construtor terá de executar de acordo com o Contrato. DOCUMENTO DO CONTRATO - Conjunto de todos os documentos que definem e regulamentam a execução das obras, compreendendo os editais de concorrência, especificações, o projeto executivo, a proposta do Construtor, o cronograma ou quaisquer outros documentos suplementares que se façam
  29. 29. necessários à execução das obras de acordo com as presentes especificações e as condições contratuais. PROJETO TÉCNICO - Todos os desenhos de detalhamento de obras civis a executar e instalações que serão fornecidos ao Construtor em tempo hábil a lhe permitir o ataque dos serviços. ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas. Compreende as Normas ( NB ), Especificações (EB ), Métodos ( MB ) e as Padronizações Brasileiras ( PB ). ASTM - American Society for Testing and Materials. AWG- American wire Gage. BWG - British Wire Gage. DNER - Departamento Nacional de Estradas de Rodagens. 3.DESCRIÇÃO DOS TRABALHOS E RESPONSABILIDADES GENERALIDADES Em qualquer uma das etapas de implantação das obras, os trabalhos serãoexecutados pela ASSOCIAÇÃO, pelo Consultor/Fiscalização e pelo Construtor (empresa ganhadora da licitação ), que terão encargos e responsabilidades distintas.Estas atribuições são descritas e definidas em contrato. ENCARGOS E RESPONSABILIDADES Os Encargos e Responsabilidades são aqueles contidos nos contratos deserviços. ENCARGOS E RESPONSABILIDADES DO CONSULTOR / FISCALIZAÇÃO A fiscalização terá sob seus cuidados tantos encargos técnicos como administrativos que deverão ser desempenhados de maneira rápida e diligente. Estes encargos serão os seguintes: ENCARGOS ADMINISTRATIVOS Consultor como órgão fiscalizador e supervisor das obras, deverá exigir o fielcumprimento do contrato e seus aditivos pelo construtor e fornecedores, devendopara tanto receber autorização da SRH / SOHIDRA, SEINFRA / CAGECE (Secretarias Co - Participantes do Projeto São José) e SDR ( Unidade Técnica deCoordenação do Projeto São José no Estado do Ceará ), para execução destesserviços.
  30. 30. Verificar o fiel cumprimento pelo construtor das obrigações legais e sociais, dadisciplinas nas obras, da segurança dos trabalhadores e do público e de outrasmedidas necessárias a boa administração desta. Verificar as medições e encaminhá-las para a aprovação da SDR , devendo paratanto, elaborar relatórios e planilhas de medição. ENCARGOS TÉCNICOS Zelar pela fiel execução do projeto, como pleno atendimento às especificaçõesexplícitas e/ou implícitas. Controlar a qualidade dos materiais utilizados e dos serviçosexecutados, rejeitando aqueles julgados não satisfatórios, Assistir ao construtor na escolha dos métodos executivos mais adequados, paramelhor qualidade e economia das obras. Exigir do construtor a modificação de técnicas de execução inadequadas e arecomposição dos serviços não satisfatórios. Revisar quando necessário, o protejo e as disposições técnicas adaptando-os àssituações específicas do local e momento. Executar todos os ensaios necessários ao controle de construção das obras einterpretá-los devidamente. Dirimir as eventuais omissões e discrepâncias dos desenhos e especificações. Verificar a adequabilidade dos recursos empregados pelo construtor quanto àprodutividade, exigindo deste acréscimo e melhorias necessárias a execução dosserviços dentro dos prazos previstos. ENCARGOS E RESPONSABILIDADES DO CONSTRUTOR (Empresa Ganhadora da Licitação) Os encargos e responsabilidades do construtor serão aqueles que se encontramdescritos a seguir. CONHECIMENTO DAS OBRAS O construtor deve estar plenamente ciente de tudo o que se relaciona com anatureza e localização das obras, suas condições gerais e locais e tudo o mais quepossa influir sobre estas. Sua execução, conservação e custo, especialmente noque diz respeito a transporte, aquisição, manuseio e armazenamento de materiais;disponibilidade de mão-de-obra, água e energia elétrica; vias de comunicação;instabilidade e variações meteorológicas; vazões dos cursos dágua e suasflutuações de nível; conformação e condições do terreno; tipo dos equipamentosnecessários; facilidades requeridas antes ou durante as execuções das obras; e
  31. 31. outros assuntos a respeito dos quais seja possível obter informações e que possamde qualquer forma interferir na execução, conservação e no custo das obrascontroladas. O construtor deve estar plenamente ciente de tudo o que se relaciona com ostipos, qualidades e quantidades dos materiais que se encontram na superfície dosolo e subsolo, até o ponto em que essa informação possa ser obtida por meio dereconhecimento e investigação dos locais das obras. De modo a facilitar o conhecimento das obras a serem construídas, todos osrelatórios que compõem o projeto se encontrarão a disposição do construtor.Entretanto em nenhum caso serão concedidos reajustes de quaisquer tipos ouressarcimentos que sejam alegados pelo construtor tomando por base odesconhecimento parcial ou total das obras a executar. INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DO CANTEIRO DE OBRAS, ACAMPAMENTOS E ESTRADAS DE SERVIÇO E OPERAÇÃO Caberá ao construtor, de acordo com os cronogramas físicos de implantação, aexecução de todos os serviços relacionados com a construção e manutenção detodas as instalações do canteiro de obras, de alojamentos, depósitos, escritórios eoutras obras indispensáveis a realização dos trabalhos. Ainda a seu encargo ficaráa construção e conservação das estradas necessárias ao acesso e a exploração deempréstimos e de quaisquer outras estradas de serviços que se façam necessárias,assim como a conservação ou melhoramento das estradas já existentes. Todos os canteiros e instalações deverão dispor de suficientes recursos materiaise técnicos, inclusive pessoal especializado, visando poder prestar assistência rápidae eficiente ao seu equipamento, de modo a não ficar prejudicado o bom andamentodos serviços. Além disto, todos os canteiros e equipamentos deverão permanecerem perfeitas condições de asseio e, após a conclusão dos trabalhos, deverão serremovidas todas as instalações , sucatas e detritos de modo a restabelecer o bomaspecto local. As instalações do canteiro e métodos a serem empregados deverão sersubmetidos a aprovação da fiscalização, cabendo ao construtor o transporte,montagem e desmontagem de todos os equipamentos, máquinas e ferramentasbem como as despesas diretas e indiretas relacionadas com a colocação e retiradado canteiro , de todos os elementos necessários ao bom andamento dos serviços. A aprovação da fiscalização relativa a organização e as instalações dos canteirospropostos pelo construtor não eximirá, este último em caso de algum fortuito, de
  32. 32. todas as responsabilidades inerentes a perfeita realização das obras no tempoprevisto. LOCAÇÃO DAS OBRAS A locação das obras será encargo do construtor. EXECUÇÃO DAS OBRAS A execução das obras será responsabilidade do construtor que deverá, entreoutras, se encarregar das sequintes tarefas : Fornecer todos os materiais, mão-de-obra e equipamentos necessários aexecução dos serviços e seus acabamentos. Controlar as águas durante a construção por meio de bombeamento ouquaisquer outras providências necessárias. Construir todas as obras de acordo com estas especificações e projeto. Adquirir, armazenar e colocar na obra todos os materiais necessários aodesenvolvimento dos trabalhos. Adquirir e colocar na obra todos os materiais constantes das listas de material. Permitir a inspeção e o controle por parte da fiscalização, de todos os serviços,materiais e equipamentos, em qualquer época e lugar, durante a construção dasobras. Tais inspeções não isentam o construtor das obrigações contratuais e dasresponsabilidades legais, dos termos do artigo 1245 do código civil brasileiro. A execução das obras seguirá em todos os seus pormenores as presentesespecificações, bem como os desenhos do projeto técnico, que serão fornecidos emcópias ao construtor, em tempo hábil para a execução das obras, e que farão parteintegrante do projeto. Todos os detalhes das obras que constarem destas especificaçõessem estarem nos desenhos, ou que, estando nos desenhos, não constemexplicitamente destas especificações, deverão ser executados e/ou fornecidos peloconstrutor como se constasse de ambos os documentos. O construtor se obriga a executar quaisquer trabalhos de construção que nãoestejam eventualmente detalhados ou previstos nas especificações ou desenhos,direta ou indiretamente, mas que sejam necessários a devida realização das obrasem apreço, de modo tão completo como se estivessem particularmente delineadose escritos. O construtor empenhar-se-á em executar tais serviços em tempo hábilpara evitar atrasos em outros trabalhos que deles dependam. ADMINISTRAÇÃO DAS OBRAS
  33. 33. O construtor compromete-se a manter, em caráter permanente, a frente dosserviços, um engenheiro civil de reconhecida capacidade, e um substituto,escolhidos por eles e aceitos pela ASSOCIAÇÃO/SDR/CO-PARTICIPANTE(SOHIDRA/CAGECE). O primeiro terá a posição de residente erepresentará o construtor, sendo todas as instruções dadas a ele válidas comosendo ao próprio construtor. Esses representantes, além de possuírem osconhecimentos e capacidade profissional requeridos, deverão ter autoridadesuficientes para resolver qualquer assunto relacionado com as obras a que sereferem as presentes especificações. O residente só poderá ser substituído com oprévio conhecimento e aprovação da ASSOCIAÇÃO / SDR / CO-PARTICIPANTE(SOHIDRA / CAGECE). O Construtor será inteiramente responsável por tudo quanto forpertinente ao pessoal necessário à execução dos serviços e particularmente: Pelo cumprimento da legislação social em vigor no Brasil. Pela proteção de seu pessoal contra acidentes de trabalho, adotando para tantoas medidas necessárias para prevenção dos mesmos. Pelo afastamento, no prazo de 24 (vinte e quatro) horas, de qualquer empregadoseu, cuja permanência nos serviços seja julgada inconveniente aos interesses daASSOCIAÇÃO / SDR / CO-PARTICIPANTE (SOHIDRA / CAGECE). Pelo transporte ao local das obras, de seu pessoal. PROTEÇÃO DAS OBRAS, EQUIPAMENTOS E MATERIAIS O construtor deverá a todo momento proteger e conservar todas as instalações,equipamentos, maquinaria, instrumentos, provisões e materiais de qualquernatureza, assim conto todas as obras executadas até sua aceitação final pelafiscalização. O construtor responsabilizar-se-á durante a vigência do contrato até a entregadefinitiva das obras, por quaisquer danos pessoais ou materiais causados aterceiros por negligência ou imperícia na execução das obras. O construtor deverá executar todas as obras provisórias e trabalhos necessáriospara drenar e proteger contra inundações as faixas de construções dos diques eobras conexas, estações de bombeamento, fundações de obras, zonas deempréstimos e demais zonas onde a presença da água afete a qualidade daconstrução, ainda que elas não estejam indicadas nos desenhos nem tenham sidodeterminadas pela fiscalização.
  34. 34. Deverá também prover e manter nas obras, equipamentos suficientes para asemergências possíveis de ocorrer durante a execução das obras. A aprovação pela fiscalização, do plano de trabalho e a autorização para queexecute qualquer outro trabalho com o mesmo fim, não exime o construtor de suaresponsabilidade quanto a este. Por conseguinte, deverá ter cuidado para executaras obras e trabalhos de controle da água, durante a construção, de modo a nãocausar danos nem prejuízos ao contratante, ou a terceiros, sendo consideradocomo único responsável pelos danos que se produzam em decorrência destestrabalhos. REMOÇÃO DE TRABALHOS DEFEITUOSOS OU EM DESACORDO COM O PROJETO E/OU ESPECIFICAÇÕES Qualquer material ou trabalho executado, que não satisfaça às especificações ouque difira do indicado nos desenhos do projeto ou qualquer trabalho não previsto,executado sem autorização escrita da fiscalização serão considerados como nãoaceitáveis ou não autorizados, devendo o construtor remover, reconstruir ousubstituir o mesmo em qualquer parte da obra comprometida pelo trabalhodefeituoso ou não autorizado, sem direito a qualquer pagamento extra. Qualquer omissão ou falta por parte da fiscalização em rejeitar algum trabalhoque não satisfaça às condições do projeto ou das especificações não eximirá oconstrutor da responsabilidade em relação a estes. A negativa do construtor em cumprir prontamente as ordens da fiscalização, deconstrução e remoção dos referidos materiais e trabalho, implicará na permissão àASSOCIAÇÀO / SDR / CO-PARTICIPANTES (SOHIDRA / CAGECE) parapromover, por outros meios, a execução da ordem, sendo os custos dos serviços emateriais debitados e deduzidos de quaisquer quantias devidas ao construtor. 4.CRITÉRIOS DE MEDIÇÃO Somente serão medidos os serviços previstos em contrato, e realmenteexecutados, no projeto ou expressamente autorizados pelo contratante e ainda,desde que executado mediante o de acordo da fiscalização com a respectiva"ordem de serviço", e o estabelecido nestas especificações técnicas. Salvo observações em contrário, devidamente explicitada nessaRegulamentação de Preços, todos os preços, unitários ou globais, incluem em suacomposição os custos relativos a: MATERIAIS
  35. 35. Fornecimento, carga, transporte, descarga, estocagem, manuseio e guarda demateriais. MÃO-DE-OBRA Pessoal, seu transporte, alojamento, alimentação, assistência médica e social,equipamentos de proteção, tais como luvas, capas, botas, capacetes, máscaras equaisquer outros necessários à execução da obra. VEÍCULOS E EQUIPAMENTOS Operação e manutenção de todos os veículos e equipamentos de propriedade dacontratada e necessários à execução das obras. FERRAMENTAS, APARELHOS E INSTRUMENTOS Operação e manutenção das ferramentas, aparelhos e instrumentos depropriedade da contratada e necessários à execução das obras. MATERIAIS DE CONSUMO PARA OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO Combustíveis, graxas, lubrificantes e materiais de uso geral. ÁGUA, ESGOTO E ENERGIA ELÉTRICA Fornecimento, instalação, operação e manutenção dos sistemas de distribuição ede coleta para o canteiro assim como para a execução das obras. SEGURANÇA E VIGILÂNCIA Fornecimento, Instalação e operação dos equipamentos contra fogo e todos osdemais destinados a prevenção de acidentes, assim como de pessoal habilitado àvigilância das obras. ÔNUS DIRETOS E INDIRETOS Encargos sociais e administrativos, impostos, taxas, amortizações, seguros,juros, lucros e riscos, horas improdutivas de mão–de-obra e equipamento equaisquer outros encargos relativos a BDI - Bonificação e Despesas indiretas. 5. SERVIÇOS PRELIMINARES DESMATAMENTO, DESTOCAMENTO E LIMPEZA DO TERRENO O preparo de terrenos, com vegetação na superfície, será executado de modo adeixar a área da obra livre de tacos, raízes e galhos. O material retirado será queimado ou removido para local apropriado, a critérioda fiscalização, devendo serem tomados todos os cuidados necessários asegurança e higiene pessoal e do meio ambiente.
  36. 36. Deverão ser preservadas as árvores, vegetação de qualidade e grama,localizadas em áreas que pela situação não interfiram no desenvolvimento dosserviços. Será atribuição da contratada a obtenção de autorização junto ao órgãocompetente para o desmatamento, principalmente no caso de árvores de porte. 6. OBRA CIVIL ASSENTAMENTOS DE TUBOS E PEÇAS LOCAÇÃO E ABERTURA DE VALAS A tubulação deverá ser locada de acordo com o projeto respectivo, admitindo-secerta flexibilidade na escolha definitiva de sua posição em função daspeculiaridades da obra. A vala deve ser escavada de modo a resultar uma seção retangular. Caso o solonão possua coesão suficiente para permitir a estabilidade das paredes, admitem-setaludes inclinados. A largura da vala deverá ser de no mínimo 0,40m. Estas serão escavadassegundo a linha do eixo, obedecendo ao projeto. A escavação será feita peloprocesso mecânico ou manual julgado mais eficiente, sendo sua profundidademínima 0,60m. O material escavado será colocado de um lado da vala, de tal modo que, entre aborda da escavação e o pé do monte de terra, fique pelo menos um espaço de0,40m. A Fiscalização poderá exigir escoramento das valas abertas para o assentamentodas tubulações. O escoramento poderá ser do tipo contínuo ou descontínuo a juízo daFiscalização. MOVIMENTO DE TERRA VALA A vala deve ser escavada de forma a resultar uma seção retangular. Caso o solonão possua coesão suficiente para permitir a estabilidade das paredes, admiti-setaludes inclinados a partir do dorso do tubo, desde que não ultrapasse o limite deinclinação de 1:4 quando então deverá ser feito o escoramento pelo Construtor. Nos casos em que este recurso não seja aplicável, pela grande profundidade dasescavações, pela consistência do solo, pela proximidades de edificações, nas
  37. 37. escavações em vias e calçadas etc., serão aplicados escoramentos conformedeterminação por parte da fiscalização. Os serviços de escavação poderão ser executados manual oumecanicamente. A definição da forma como serão executadas as escavações ficaráa critério da fiscalização e/ou projeto em função do volume, situação da superfície esubsolo, posição das valas e rapidez pretendida para execução dos serviços, eoutros pareceres técnicos julgados pertinentes. Nos casos de escavações em rocha, serão utilizados explosivos, e para tanto oConstrutor deverá dispor de pessoal especializado. O material retirado (exceto rocha, modelo e entulho de calçada) será aproveitadopara o reaterro, devendo-se portanto, depositá-lo em distância mínima de 0,40m daborda da vala, de modo a evitar o seu retorno para o interior da mesma. A terraserá, sempre que possível, colocada em um dos lados da vala. Quando a escavação for mecânica, as valas deverão ter o seu fundo regularizadomanualmente, antes do assentamento da tubulação. As valas deverão ser abertas e fechadas no mesmo dia, principalmente noslocais de grande movimento, travessias e acessos. Quando não for possível, tornaros devidos cuidados para evitar acidentes. As valas serão escavadas com a mínima largura possível e para efeito demedição, salvo casos especiais, devidamente verificados e justificados pelaFISCALIZAÇÃO, tais como: Terrenos acidentados, obstáculos superficiais, oumesmos subterrâneos, serão consideradas as larguras de 0,50m e asprofundidades do projeto. NATUREZA DO MATERIAL DE ESCAVAÇÃO Material de 1ª Categoria Terra em geral, piçarra, rocha mole em adiantado estado de decomposição,seixos rolados ou não, com diâmetro máximo inferior a 0,l0m ou qualquer que seja oteor de umidade que possuam, susceptíveis de serem escavados comequipamentos de terraplanagem dotados de lâmina ou enxada, enxadão ouextremidade alongada se for manualmente. Material de 2ª categoria Material com resistência à penetração mecânica inferior ao granito, argila dura,blocos de rocha inferior a 0,50m3, matacões e pedras de diâmetro médio de 0,15m,rochas compactas em decomposição susceptíveis de serem extraídas com oemprego com equipamentos de terraplanagem apropriados, com o uso combinadode rompedores pneumáticos.
  38. 38.  Material de 3ª Categoria (Escavação em Rocha) Rochas são materiais encontrados na natureza que só podem ser extraídos como emprego de perfuração e explosivos. A desagregação da rocha é obtidautilizando-se da força de expansão dos gases devido à explosão. .Enquadramos asrochas duras com as rochas compactas vulgarmente denominadas, cujo volume decada bloco seja superior a 0,50m3 proveniente de rochas graníticas, ganisse,sienito, grés ou calcário duro e rocha de dureza igual ou superior a do granito. Neste tipo de extração dois problemas importantíssimos chamam a atenção:Vibração e lançamentos produzidos pela explosão. A vibração é resultado donúmero de furos efetuados na rocha com martelete pneumático e ainda do tipo deexplosivos e espoletas utilizados. Para reduzir a extensão, usa–se uma rede paraamortecer o material da explosão. Deve ser adotado técnica de perfurar a rochacom as perfuratrizes em pontos ideais de modo a obter melhor rendimento devolume expandido, evitando-se o alargamento desnecessário, o que denominamosde derrocamento. Estas cautelas devem fazer parte de um plano de fuga elaborado pela contratadaonde possam estar indicados: As cargas, os tipos de explosivos, os tipos deligações, as espoletas, método de detonação, fonte de energia (se for o caso). As escavações com utilização de explosivos deverão ser executadas porprofissional devidamente habilitado e deverão ser tornadas pelo menos as seguintesprecauções: A aquisição, o transporte e a guarda dos explosivos deverão ser feitasobedecendo as prescrições legais que regem a matéria. As cargas das minas deverão ser reguladas de modo que o material por elasexpelidas não ultrapassem a metade da distância do desmonte à construção maispróxima. A detonação da carga explosiva é precedida e seguida de sinais de alerta. Destinar todos os cuidados elementares quanto à segurança dos operários,transeuntes, bens móveis, obras adjacentes e circunvizinhanças e para tal proteçãousar malha de cabo de aço, painéis etc., para impedir que os materiais sejamlançados à distância. Essa malha protetora deve ter a dimensão de 4m x 3 vezes alargura da cava, usando-se o seguinte material: Moldura em cabo de aço de 3/4",malha de 5/8". A malha é quadrada com 10 cm de espaçamento. A malha é presa com a moldura, por braçadeira de aço, parafusada e por ocasiãodo fogo deverá ser atirantada nos bordos cobrindo a cava.
  39. 39. Como auxiliares serão empregados também uma bateria de pneus paraamortecimento da expansão dos materiais. A carga das minas deverá ser feita somente quando estiver para ser detonada ejamais na véspera e sem a presença do encarregado do fogo (Blaster). Devido a irregularidades no fundo da vala proveniente das explosões éindispensável a colocação de material que regularize a área para assentamento detubulação. Este material será: Areia, pó de pedra ou outro de boa qualidade compredominância arenosa. A escavação em pedra solta ou rocha terá sua profundidade acrescida em até0,15m para colocação de colchão (lastro ou berço) de material selecionadototalmente isento de pedra. Escavação em Qualquer Tipo de Solo Exceto Rocha Este tipo de escavação é destinado a execução de serviços para construção deunidades tais como: Reservatórios, escritórios, ETAs, etc. Somente para serviços derede de água, esgoto e adutora se faz distinção de solo. As escavações serãofeitas de modo a não permitir o desmoronamento. As cavas deverão possuirdimensões condizentes com o espaço mínimo necessário. O material escavado será depositado a uma distância das cavas que não permitao seu retomo, por escorregamento ou enxurrada. As paredes das cavas serão executadas em forma de taludes, e onde isto nãoseja possível em terreno de coesão insuficiente, para manter os cortes aprumados,fazer escoramentos. As escavações podem ser efetuadas por processo manual ou mecânico deacordo com a conveniência do serviço. Não será considerado altura das cavas, paraefeito de classificação e remuneração. Reaterro Compactado Os reaterros para serviços de abastecimento dágua ou rede coletora de esgotoserão executados, com material remanescente das escavações, à exceção do solode 2a categoria(parcial) e escavação em rocha. O material deverá ser limpo, isento de matéria orgânica, raízes, rocha, moledo ouentulho, espalhado em camadas sucessivas de: 0,20m se apiloadas manualmente;0,40m, se apiloadas através de compactadores tipo sapo mecânico ou placavibratória ou similar. Em solos arenosos consegue-se boa compactação cominundação da vala.
  40. 40. O reaterro deverá envolver completamente a tubulação, não sendo toleradosvazios sob a mesma; a compactação das camadas mais próximas à tubulaçãodeverá ser executada cuidadosamente, de modo a não causar danos ao materialassente. O reaterro deverá ser executado logo em seguida ao assentamento dos tubos,não sendo permitidos que as valas permaneçam abertas de um dia para o outro,salvo casos autorizados pela fiscalização, sendo que para isso, serão deixadosespaços suficientes, de acordo com instruções específicas dos órgãos competentes. Os serviços de abertura de valas devem ser programados de acordo comacapacidade de assentamento de tubulações, de forma a evitar que, no final dajornada de trabalho, valas permaneçam abertas por falta de tubulações assentadas. Nos casos em que o fundo da vala se apresenta em rocha ou materialindeformável, deve ser interposta uma camada de areia ou terra de espessura nãoinferior a 0,l5m, a qual deverá ser apiloada. Em casos de terreno lamacento ou úmido, far-se-á o esgotamento da vala. Emseguida consolidar-se-á o terreno com pedras e então, como no caso anterior,lança-se uma camada de areia ou terra convenientemente apiloada. A compactação deverá ser executada até atingir-se o máximo de densidadepossível e ao final da compactação, será deixado o excesso de material, sobre asuperfície das valas, para compensar o efeito da acomodação do solo natural oupelo tráfego de veículos. Somente após a devida compactação, será observado que o tráfego de veículosnão seja prejudicado, pela formação de buracos nos leitos das pistas, o que seráevitado fazendo-se periodicamente a restauração da pavimentação. Reaterro com Material Transportado de Outro Local Uma vez verificado o material, que retirado das escavações, não possuiqualidade necessárias para ser usado em reaterro, ou havendo volumes a serematerrados maiores que os materiais à disposição no canteiro, serão feitosempréstimos. Os mesmos serão provenientes de jazidas cuja distância não seráconsiderada pela fiscalização. Não será aproveitado como reaterro o material escavado de vala cujo solo sejade 2a categoria parcial e rocha. Os materiais remanescentes de escavações cuja aplicação não seja possível naobra, serão retirados para locais apropriados, a critério da fiscalização. ASSENTAMENTO
  41. 41. Antes do assentamento, os tubos devem ser dispostos linearmente ao longo davala, bem como as conexões e peças especiais. Para a montagem das tubulações serão obedecidas, rigorosamente as instruçõesdos respetivos fabricantes. Sempre que houver paralisação dos trabalhos de assentamento, a extremidadedo último tubo deverá ser fechada para impedir a entrada de corpos estranhos. A imobilização dos tubos durante a montagem deverá ser conseguida por meiode terra colocada ao lado da tubulação e adensada cuidadosamente, não sendopermitida a introdução de pedras e outros corpos duros. No caso de assentamento de tubulação com materiais diferentes, deverão serutilizadas peças especiais (adaptadores) apropriados. Nas extremidades das curvas das linhas e nas curvas acentuadas seráexecutado um sistema de ancoragem adequado, a fim de resistir ao empuxocausado pela pressão interna do tubo. Após a colocação definitiva dos tubos e peças especiais na base deassentamento, começa-se a execução do reaterro. O adensamento deverá ser feito cuidadosamente com soquetes manuais,evitando choque com tubos já assentados de maneira que a estabilidade transversalda canalização fique perfeitamente garantida. Em seguida o preenchimento continuará em camadas de 0,10m de espessura,com material ainda isento de pedras, até cerca de 0,30m acima da geratriz superiorda tubulação. Em cada camada será feito um adensamento manual somente naspartes laterais, fora da zona ocupada pelos tubos. O reaterro descrito acima, numa primeira fase, não será aplicado na região dasjuntas, estas só serão cobertas após o cadastro das linhas e os ensaioshidrostáticos a serem realizados. A tubulação deve ser testada por trechos com extensões não superiores a 500m. CADASTRO Deverá ser apresentado o cadastro das tubulações constando o mesmo deplantas e perfis na escala indicada pela fiscalização, codificando todos os pontosonde houver peças apresentando detalhes das mesmas devidamente referenciadaspara fácil localização. CAIXAS DE REGISTROS E VENTOSAS As caixas de registros e ventosas serão executadas de acordo com o projetoespecífico.
  42. 42.  ARMAZENAMENTO DE MATERIAIS Os tubos poderão ser armazenados ao tempo. Peças, conexões e anéis ficarãono interior do almoxarifado e deverão ser estocados em grupos, de acordo com oseguinte critério: . Tipo de peças; . Diâmetro. TRANSPORTE, CARGA E DESCARGA DE MATERIAIS O veículo utilizado no transporte deve ser adaptado ao tipo de material atransportar. Quando se tratar de tubos transportados por caminhão, a sua carroceriadeverá ter as dimensões necessárias para que não sobrem partes dos tubos fora doveículo. A carga e descarga dos materiais devem ser feitas manualmente ou comdispositivos compatíveis com os mesmos. As operações devem ser feitas semgolpes ou choques. Ao proceder-se a amarração da carga no veículo, deve-se tomar precauçõespara que as amarras não danifiquem os tubos. A fixação deve ser firme, de modo aimpedir qualquer movimento da carga em trânsito. Somente será permitida a descarga manual para os materiais que possam sersuportados por duas pessoas. Para os materiais mais pesados, deverão serutilizados dispositivos adequados como pranchões, talhas, guindastes, etc. Jamais será permitido deixar cair o material sobre o solo ou se chocar com outrosmateriais. Na descarga, não será permitida a formação de estoque provisório. Deverão osmateriais serem encaminhados aos lugares preestabelecidos para a estocagemdefinitiva. A movimentação dos materiais deve ser feita com cuidados apropriados para quenão sejam danificados. Não será permitido que sejam arrastados pelo chão, devendo para tanto serempregadas talhas, carretas, guinchos, etc. Para movimentação dos materiais, não devem ser empregados guinchos, cabosde aço e correntes com patolas desprotegidas. Os ganchos devem ser envolvidoscom borracha ou lona. SERVIÇOS DE CONCRETOS CONCRETO SIMPLES
  43. 43. O concreto simples, bem como os seus materiais componentes, deverãosatisfazer as normas, especificações e métodos da ABNT. O concreto pode ser preparado manual ou mecanicamente. Manualmente, se for concreto magro nos traços 1:4:8 para base de piso, lastros,sub-bases de blocos e cintas, etc., em quantidade até 350 litros de amassamento. Mecanicamente, se for concreto gordo no traço 1:3:6 para blocos de ancoragens,base de caixas de visitas, peças pré-moldadas, etc. Normalmente adota-se um consumo mínimo de 175 kg de cimento/m3 deconcreto magro e 220 kg de cimento/m3 para concreto gordo. O concreto simples poderá receber adição de aditivos impermeabilizantes ououtros aditivos quando for o caso. CONCRETO ESTRUTURAL O consumo de cimento não deve ser inferior a 300 kg por m3 de concreto. A pilha de sacos de cimento não poderá ser superior a 10 sacos e não devem sermisturados aos lotes de recebimento de épocas diferentes, de maneira a facilitar ainspeção, controle e emprego cronológico deste material básico. Todo cimento comsinais indicativos de hidratação será rejeitado. O emprego de aditivos é freqüentemente utilizado e o preparo é exclusivamentemecânico, salvo casos especiais, Dosagem A dosagem poderá ser não experimental ou empírica e racional. No primeirocaso, o consumo mínimo é de 300 kg de cimento/m3 de concreto, a tensão deruptura Tc = 28 deverá ser igual ou maior que 125 kg/cm2, previstos nos projetos. Aproporção de agregado miúdo no volume total será fixada entre 30% e 50%, demaneira a obter-se um concreto de trabalhabilidade adequada a seu emprego. Aquantidade de água será mínima e compatível com o ótimo grau de estanqueidade. Amassamento ou mistura O concreto deverá ser misturado mecanicamente, de preferência em betoneira deeixo vertical, que possibilite maior uniformidade e rapidez na mistura. A ordem de colocação dos diferentes componentes do concreto na betoneira é oseguinte: Camada de brita; Camada de areia; A quantidade de cimento; O restante da areia e da brita.
  44. 44. Depois do lançamento no tambor, adicionar a água com aditivo, o tempo derevolução da betoneira deverá ser no máximo de 2 minutos com todos osagregados. Transporte O tempo decorrido entre o término de alimentação da betoneira e o término dolançamento do concreto na fôrma deve ser inferior ao tempo de pega. O transporte do concreto deverá obedecer a condições tais que evitem asegregação dos materiais, a perda da argamassa e a compactação do concreto porvibração. Os equipamentos usados são carro-de-mão, carro transporte tipo dumper, eequipamentos de lançamento tipo bomba de concreto, e caminhões betoneira. O concreto será lançado nas fôrmas, depois das mesmas estarem limpas de todos os detritos. Lançamento Deverá ser efetuado o mais próximo possível de sua posição final,evitando-se incrustações de argamassas nas paredes das fôrmas e nas armaduras. A altura de queda livre não poderá ultrapassar a 1,5m, e para o caso de concretoaparente o lançamento deve ser feito paulatinamente. Para o caso de peçasestreitas e altas, o concreto deverá ser lançado por janelas abertas na parte lateralda fôrma, ou por meio de funis ou trombas. Recomenda-se lançar o concreto em camadas horizontais com espessura nãosuperior a 45 cm, ou 3/4 do comprimento da agulha do vibrador. Cada camada deveser lançada antes que o precedente tenha tido início de pega, de modo que as duassejam vibradas conjuntamente. Se o lançamento não for direto dos transportes, deverá a quantidade de concretotransportado ser lançado numa plataforma de 2,0m x 2,0m revestido com folha deaço galvanizado e com proteção lateral, numa altura de 0,15m para evitar a saídada água. Adensamento O adensamento do concreto deve ser feito por meio de vibrador. Os vibradoresde agulha devem trabalhar e ser movimentados verticalmente na massa deconcreto, devendo ser introduzidos rapidamente e retirados lentamente, emoperação que deve durar de 5 a 10 segundos. Devem ser aplicados em pontos quedistem entre si cerca de 1,5 vezes o seu raio de ação.
  45. 45. O adensamento deve ser cuidadoso, para que o concreto preencha todos osrecantos da fôrma. Durante o adensamento deverão ser tomadas as precauções necessárias paraque não se formem nichos ou aja segregações dos materiais; dever-se-á evitar avibração da armadura para que não se formem vazios ao seu redor, com prejuízo àaderência. Os vibradores de parede só deverão ser usados se forem tomadoscuidados especiais, no sentido de se evitar que as armaduras saiam da posição.Não será permitido empurrar o concreto com vibrador. Cura Deverá ser feita por qualquer processo que mantenha as superfícies úmidas edificulte a evaporação da água de amassamento do concreto. Deve ser iniciada tãologo as superfícies expostas o permitirem ( após o inicio da pega ) e prosseguir pelomenos durante os sete primeiros dias, após o lançamento do concreto, sendorecomendável a continuidade por mais tempo. Junta de concretagem Este tipo de junta ocorre quando, devido a paralisação prevista ou imprevista naconcretagem, o concreto da última camada lançada iniciou a pega, não permitindoportanto que uma nova camada seja lançada e vibrada com ela. As juntas devem ser preferivelmente localizadas nas seções tangenciaismínimas, ou seja: Nos pilares devem ser localizados na altura das vigas; Nas vigas bi-apoiadas devem ser localizadas no terço central do vão; Nos blocos devem ser localizadas na base do pilar ; Nas paredes bi-engastadas devem ser localizadas acima do terço inferior; Nas paredes em balanço devem ser localizadas a uma altura, no mínimo igual alargura da parede. A junta deve ser tratada por qualquer processo que elimine acamada superficial de nata de cimento, deixando os grãos de atestado parcialmenteexpostos, afim de garantir boa aderência do concreto seguinte. Pode-se empregar qualquer dos métodos seguintes: Jato de ar e água na superfície da junta após o início do endurecimento; Jato de areia, após 12 horas de interrupção; Picoteamento da superfície da junta, após 12 horas de interrupção; Passar a escova de aço e logo após, lavar a superfície e aplicar argamassa deconcreto ou pintura tipo colmafix 2mm de camada; O lançamento do novo concreto
  46. 46. deve ser imediatamente precedido do lançamento de uma nova de 01 a 03cm deargamassa sobre a superfície da junta. O traço dessa argamassa deve ser o mesmodo concreto, exduído o agregado miúdo. Reposição de concreto falho Todo e qualquer reparo que se faça necessário executar para corrigir defeitos nasuperfície do concreto e falhas de concretagem, deverão ser feitos pela empreiteira,sem ônus para a SRH, executados após a desforma e teste de operação deestrutura, a critério da fiscalização. São discriminados a seguir os principais tipos de falhas: Cobertura insuficiente de armadura. Deve ser adotada a seguinte sistemática: Demarcação de área a reparar; Apiloamento da superfície e limpeza; Chapisco com peneira 1/4", com argamassa de traço igual ao concreto (optativo); Aplicativo de adesivo estrutural na espessura máxima de 1mm sobre a superfícieperfeitamente seca; Aplicação de argamassa especialmente dosada, por gunitagem ou 1°ufo(chapeamento); Proteção da superfície contra ação de chuva, sol e vento; Aplicação da segunda demão de argamassa para uniformizar a superfície, após24 horas de aplicação da primeira demão; Alisamento da superfície com desempenadeira metálica; Proteção da superfície contra intempérie usando-se verniz impemleabilizante,cobertura plástica ou camada de areia, molhando-se periodicamente durante 5 dias.Obs.: No caso de paredes e tetos, a espessura de cada camada em cada aplicação,não deve exceder a 1cm, Desagregação de concreto Esta falha, que resulta num concreto poroso, deve ser corrigida pela remoção daporção defeituosa ou pelo preenchimento dos vazios, com nata ou argamassaespecial e aplicação adicional de uma camada de cobertura, para proteção dearmadura. A solução deve ser adotada, tendo em vista a extensão da falha, suaposição ( no piso, na parede ou no teto da estrutura ) e sua influência na resistênciaou na durabilidade da estrutura. Para recomposição da parte removida, deve-seadotar a mesma seqüência já referida. Impermeabilização
  47. 47. Toda e qualquer impermeabilização realizada nas obras deverá obrigatoriamenteser realizada com a aplicação de manta asfáltica, de espessura mínima de 3mm,executada por pessoal qualificado. É obrigatório a entrega de termo de garantia dosserviços de impermeabilização. Vazamentos Será adotada a seguinte sistemática: Demarcação, na parte externa e na pane interna, da área de infiltração; Remoção da porção defeituosa; Mesma seqüência já referida. Trincas e fissuras É necessário verificar se há movimento na trinca ou fissura, e qual a amplitudedesse movimento, para escolha do material adequado para vedação. Quando a trinca ou fissura puder ser transformada em junta natural, adota-se aseqüência: Demarcação da área a tratar: abertura da trinca ou fissura, de tal modo que sejapossível introduzir o material de vedação; Na amplitude máxima da trinca introduz-se cunhas de aço inoxidável a fim decriar tensões que impeçam o fechamento; Aplicação de material de plasticidade perene, fortemente aderente ao concreto.Esses materiais são elastômeros, cuja superfície de contato com o ar se polimerizaobtendo resistência física e química, mantendo entretanto, a flexibilidade eelasticidade. Quando deve ser medida a continuidade monolítica da estrutura, adotar aseguinte sistemática: Repete-se 1; 2; e 3 do item anterior; Aplica-se uma película de adesivo estrutural; Aplica-se argamassa especial semi-seca, que permita adensamento porpercussão, na qual se adiciona aglutinante de ruga rápida e adesivo expansor. Quando não há tensões a considerar e é desejado apenas vedar a trinca, adotara seguinte sistemática : Executam-se furos feitos com broca de diamante ao longo da trinca, espaçadosde l0 cm e com 5 cm de profundidade, sem atingir a armadura; Cobre-se a trinca corri um material adesivo, posicionando os tubinhos de injeção;
  48. 48. Injeta-se material selante adesivo (epóxi) com bomba elétrica ou manualapropriada. FÔRMAS Todas as fôrmas para concreto armado serão confeccionadas em folhas decompensado com espessura mínima de 12mm, para utilização repetidas no máximo4 vezes. A precisão na colocação de formas será de 5mm (mais ou menos). Para o caso de concreto não aparente, aceita-se o compensado resinado,entretanto, visando a boa técnica, a qualidade e aspecto plastificado, pode-seadotar preferencialmente o compensado plastificado. Serão aceitos, também formas em virolas, tábuas de pinho, desde que sejampara concreto rebocado e estrutura de até 2 pavimentos de obras simples. Não sãoválidas para obras em que haja a montagem de equipamentos vibratórios. Nas costelas não serão admitidos ripões, devendo ser as mesmas preparadas apartir da tábua de pinho ou virola de 1" de espessura. Nas lajes onde houver necessidade de emendas de barrotes, as mesmas nãodeverão coincidir com suas laterais. No escoramento (cimbramento) serão utilizados de preferência barrotes de seçãoquadrada com l0cm ou cilíndrica tipo estronca com 12cm de diâmetro. As fôrmas deverão ter as amarrações e escoramentos necessários, para nãosofrerem deslocamento ou deformações quando do lançamento do concreto e nãose deformarem, também sob a ação das cargas e das variações de temperatura eumidade. As passagens de canalizações através de quaisquer elementos estruturaisdeverão obedecer rigorosamente as determinações do projeto, não sendo permitidaa mudança de posição das mesmas, salvo em casos especiais. As peças que transmitirão os esforços de barroteamento das lajes paraescoramento deverão ser de madeira de pinho de 3" ou virola, com largura de 15cme espessura de 1". O escoramento da laje superior deverá ser contraventado nosentido transversal, a cada 3,0m de desenvolvimento longitudinal, com peças demadeira de pinho de 3" ou virola e espessura de 1". A posição das fôrmas (prumo enível) será objeto de verificação permanente, principalmente durante o lançamentodo concreto. Para um bom rendimento do madeirite, facilidade de desforma e aspecto doconcreto, as forma devem ser tratadas com modeliso ou similar, que impeçam
  49. 49. aderência do concreto à fôrma. Os pregos serão rebatidos de modo a ficaremembutidos nas fòrrnas. Por ocasião da desforma não serão permitidos choques mecânicos. Serápermitida a amarração das fòrrnas com parafusos especiais devidamentedistribuídos, se for para concreto aparente, ou a introdução de ferros de amarraçãonas fôrmas através da ferragem do concreto. Deverão ser observados, além da reprodução fiel do projeto, a necessidade ounão de contra-flecha, superposição de pilares, nivelamento das lajes e vigas,verificação do escoramento, contraventamento dos painéis e vedação das formaspara evitar a fuga da nata de cimento. O cimbramento será executado de modo a não permitir que, uma vez definida asposições das forma, seus alinhamentos, e prumadas oco«em seções eprumadadas, ocorram deslocamento de qualquer espécie antes, durante e após.Deverão ser feitos estudos de posicionamento e dimensionamento do conjunto eseus componentes, para que por ocasião da desforma, sejam atendidas as seçõese cotas determinadas em projetos. As peças utilizadas para travessascontranivelamento etc., deverão possuir seção condizente com as necessidades.Nenhuma peça componente deverá possuir mais que uma emenda em 3m e estaemenda se situará sempre fora do terço médio. O cimbramento poderá, tambérn serefetuado com estrutura de aço tubular . Prazo mínimo para retirada das formas: Faces laterais 3 dias; Faces inferiores 14dias com escoras; Faces inferiores 21 dias com pontalete. ARMADURAS Observar-se-á na execução das armaduras se o dobramento das barras conferecom projeto das armaduras o número de barras e suas bitolas, a posição corretadas mesmas amarração e recobrimento. Não será permitido o número de barras, diâmetros, bitolas e tipos de aço, a nãoser com autorização por escrito do autor do projeto. As armaduras, antes de serem colocadas nas formas, deverão ser perfeitamentelimpas de quaisquer detritos ou excessos de oxidação. As armaduras deverão sercolocadas nas formas de modo a permitir um recobrimento das mesmas peloconcreto. Para tanto poderão ser utilizados calços de concreto, pré-moldados ouplásticos. Estes calços deverão ser colocados com espaçamento conveniente.
  50. 50. As emendas de barras da armadura deverão ser feitas conforme o projeto. Asnão previstas só poderão ser localizadas e executadas conforme o item 6.3.5 daNB-1 (ABNT). As armaduras a serem utilizadas deverão obedecer as prescrições da EB-3, eEB-233, da ABNT. 7. TUBOS, CONEXÕES E ACESSÓRIOS FERRO FUNDIDO . Geral Todos os tubos e conexões de ferro fundido deverão ser revestidos corriargamassa de cimento, exceto aqueles usados para drenos, os quais não receberãorevestimento. . Tubos Os tubos de ferro fundido deverão ser fabricados pelo processo de centrifugação,de acordo com as Especificações Brasileiras EB-137 e EB-303. As juntas do tipo ponta e bolsa elástica (com anel de borracha), e juntasmecânicas (do tipo Gibault) deverão estar de conformidade com as especificaçõesEB-137 e EB-303, classe normal da ABNT. As juntas flangeadas deverão obedecer a Norma PB-15 da ABNT. O assentamento das tubulações deverá obedecer as normas da ABNT-126 e aoindicado no item especial das presentes especificações. . Conexões Todas as conexões de ferro fundido deverão ser fabricadas de conformidade coma Norma PB-15 da ABNT Os tipos de juntas de ligação para as conexões serão as mesmas especificadaspara os tubos e deverão obedecer as normas já citadas para os tubos. As arruelas para as juntas flangeadas serão fabricadas em placas de borrachavermelha. Os anéis de borracha para as juntas mecânicas e elásticas deverão estar deacordo com a Norma EB-137 da ABNT, . PVC RÍGIDO Os tubos de PVC rígido corri ponta bolsa e anel de borracha (PBA) deverão serda classe indicada no projeto. Classe 12 para pressão de serviço até 60 m.c.a.

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