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Formação e desenvolvimento clusters produtivos regionais

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4ª Palestra - Painel I Planejamento Territorial
Evento Cidades em Transformação
08 e 09 de maio de 2017
Flores da Cunha - RS

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Formação e desenvolvimento clusters produtivos regionais

  1. 1. Formação e Desenvolvimento de Clusters Produtivos Regionais Dr. Deivis Cassiano Philereno Unicnec/PHILERENO Consultorias 05/2017
  2. 2. CLUSTERS E O DESENVOLVIMENTO REGIONAL Os Arranjos Produtivos Locais (APLs) e Clusters, tratam do mesmo assunto para Porter (1989, 1999), Schmitz (1997), Diniz e Crocco (2006) e outros autores. No desenvolvimento regional, uma das abordagens a ser estudada é a referente às aglomerações (produtivas, científicas, tecnológicas ou inovativa). A vantagem das economias de aglomerações são as proximidades geográficas dos agentes – matéria-prima, acesso, equipamentos, mão de obra, entre outros aspectos. Dr. Deivis Philereno
  3. 3. Dr. Deivis Philereno CLUSTERS E O DESENVOLVIMENTO REGIONAL Conforme o tipo de aglomerações, elas podem ser constituídas por micro, pequenas, médias (MPME) ou grandes empresas, apresentando tanto horizontalidades quanto verticalidades, tendo por objetivo a mobilização das economias e, consequentemente, o desenvolvimento regional.
  4. 4. CONCEITO DE CLUSTERS E/OU APLS O cluster está associado à ideia de concentração setorial e geográfica de indústrias; Os clusters não são considerados ilhas isoladas de solidariedade; Há forte competição; Há cooperação entre as firmas e que a cooperação existente nos clusters não é como as existentes nos distritos industriais, em que esta transcende a mera sobrevivência das empresas e a geração de empregos; Dr. Deivis Philereno
  5. 5. SÃO EXEMPLOS DE CLUSTERS NO MUNDO: 1. Bielle, no norte da Itália: lã. 2. Busto-Arsízio, perto de Milão: máquinas e ferramentas. 3. Lyon, na França: seda 4. Vale do Silício, nos Estados Unidos: software, telemática. 5. Londres: banking e seguros 6. Offenbach e Würzburg, na Alemanha: máquinas gráficas. 7. Vale de Sonoma, na Califórnia: vinho. 8. Florença, na Itália: sapatos e bolsas de couro. 9. Boston, nos Estados Unidos: equipamentos médicos. Dr. Deivis Philereno
  6. 6. SÃO EXEMPLOS DE CLUSTERS NO BRASIL: Sapatos – Vale dos Sinos no sul do Brasil (Schmitz, 1995b); Cerâmica – Santa Catarina, Brasil (Meyer-Stamer et al., 2001); Móveis - São João do Aruaru, no Ceará (Tendler&Amorim, 1996 e Amorim, 1998). Mármore e de Granito - Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo Etc. Dr. Deivis Philereno
  7. 7. OS CLUSTERS E O DESENVOLVIMENTO DE MPME A vantagem da formação dos clusters para as MPME está na sua capacidade em: A. desenvolver o negócio em conjunto na coletividade e competir globalmente, o que sozinha poderia não conseguir (AMATO NETO, 2000). B. a obtenção do sucesso das pequenas e médias empresas em setores específicos se dá por meio dos esforços de associações e da troca de sinergia entre elas. (DINIZ e CROCCO, 2006); (LINS, 2001). C. os APLs ou clusters, em um sentido mais amplo, apresentam variadas atividades produtivas que interagem entre si, entre processos de aprendizagem tecnológica e inovações em produtos e processos. Dr. Deivis Philereno
  8. 8. Cada região ou localidade deve analisar a sua base produtiva e, a partir deste exame, criar as suas vantagens comparativas, sejam elas construídas ou dinâmicas. O potencial de uma região pode estar relacionado à: 1. sua posição geográfica em relação a mercados e portos; 2. à experiência produtiva prévia; 3. às lideranças empresariais; 4. ao conhecimento acumulado; 5. à existência de infraestrutura universitária e de pesquisa; 6. ao mercado de trabalho; 7. à infraestrutura de transportes; 8. à existência de serviços urbanos e etc. Dr. Deivis Philereno
  9. 9. Amato Neto (2000), Piekarski e Torkomian (2004) asseveram que os clusters, embora apresentem vulnerabilidades em relação às intempéries do mercado econômico, devido à concentração das atividades industriais, o que o torna mais propenso às crises, caso este não apresente diversificação, essas aglomerações/concentrações são importantes para o desenvolvimento socioeconômico regional. Dr. Deivis Philereno
  10. 10. FORMAS DE SE IDENTIFICAR UM CLUSTER Porter (1999), desta forma, sugere que existem cinco maneiras de se analisar e identificar a existência de um cluster: a) verificar a existência de, pelo menos, uma grande empresa ou a concentração de empresas semelhantes em seu processo ou produto; b) analisar toda a cadeia produtiva (montante e jusante), com o intuito de identificar empresas e instituições que permeiem toda a cadeia; c) analisar horizontalmente (clientes, tecnologia, canais comuns, etc.); d) identificar instituições que ofereçam capital, informação e demais órgãos coletivos que envolvam os participantes do cluster; e e) caracterizar um cluster, quando as agências governamentais e outros órgãos reguladores exercerem influências significativas sobre os participantes do aglomerado. Dr. Deivis Philereno
  11. 11. O FATOR DE LOCALIZAÇÃO O fator locacional constitui um ganho, uma redução de custos, que a atividade econômica obtém quando se localiza em dado ponto. Fatores gerais: afetam as indústrias em maior ou menor intensidade (custos de transportes e o custo de mão de obra) Fatores especiais: particulares de uma indústria ou de grupo de indústrias (matérias- primas perecíveis, a umidade do ar e outros fatores que podem condicionar certos tipos de atividades) Fatores naturais; Fatores técnicos ; Fatores sociais e culturais. O objetivo principal da firma é minimizar os custos, então o seu ponto de partida é identificar a localização que propicie minimizar o seu custo de operação. Dr. Deivis Philereno
  12. 12. AGLOMERAR PARA REDUZIR As firmas aglomeram-se espacialmente procurando minimizar os custos de transação observáveis e determinam, implicitamente ou explicitamente, que a escolha ótima é localizar-se perto das outras firmas que integram sua cadeia produtiva, a jusante ou a montante (ISARD e VIETORISZ, 1955; MCCANN, 1995). Dr. Deivis Philereno
  13. 13. MIGRAÇÕES INTER-REGIONAIS Vernon (1996), comenta sobre as migrações inter-regionais de empresas de regiões mais desenvolvidas para outras menos desenvolvidas. Dr. Deivis Philereno
  14. 14. RELOCALIZAÇÃO INDUSTRIAL Para Harvey (2005) e Salama (1999) a relocalização industrial tem a ver com o encarecimento da produção num espaço e o surgimento de novos espaços regionais ou internacionais que viabilizem a retomada da acumulação de capital. Quando o custo unitário do trabalho associado à primeira combinação produtiva é menor, e se uma série de condições é favorável à valorização do capital (infraestrutura, legislação fiscal e do trabalho, transparência dos mercados [...]) e os custos de transporte não são excessivamente elevados, é possível o deslocamento geográfico de A (economia do centro) para B (economias semi-industrializadas) de um segmento de uma linha de produção. (SALAMA, 1999, p. 24). Dr. Deivis Philereno
  15. 15. RELOCALIZAÇÃO INDUSTRIAL - CALÇADISTA Na China o salário, em 2008, no subsetor de couros, peles e penas - o mais próximo de um trabalhador da indústria de calçados era equivalente a R$405,00 a preços de 2010. No Brasil, o salário médio, de 2008 a preços de 2010, nas microrregiões que mais ganharam empregos foi de R$615,00 e, de outro lado, naquelas que mais perderam empregos, foi de R$954,00. Mesmo com a relocalização da indústria calçadista brasileira, não se chegou a baixar o suficiente os custos salariais para poder concorrer com a China. Esta pode ser uma das explicações para a continuidade do avanço da China, no mercado dos EUA, mesmo após a relocalização industrial inter-regional que aconteceu no Brasil, entre 1994 e 2011 Dr. Deivis Philereno
  16. 16. RELOCALIZAÇÃO INDUSTRIAL – CALÇADISTA NO BRASIL Os estados do Rio Grande do Sul e de São Paulo foram os que mais retraíram sua participação. Também se pode acrescentar que os estados da Paraíba e do Ceará têm preços muito inferiores aos do estado do Rio Grande do Sul. De 2006 a 2010 os preços de exportação dos estados do Rio Grande do Sul e do Ceará tem se aproximado, entretanto, o estado do Rio Grande do Sul continuou diminuindo suas exportações de 9,3 para 5,6 milhões de pares, enquanto que o estado do Ceará ampliava suas exportações de 35 para 57 milhões de pares. Isso é um indicador que o preço de exportação é um elemento importante e balizador da conquista do mercado internacional e, por tanto, da expansão da produção nacional. Dr. Deivis Philereno
  17. 17. Participação relativa nas exportações de calçados do Brasil - Estados selecionados - 1997-2010 Dr. Deivis Philereno RELOCALIZAÇÃO INDUSTRIAL – CALÇADISTA NO BRASIL
  18. 18. Participação relativa nas exportações de calçados do Brasil Dr. Deivis Philereno RELOCALIZAÇÃO INDUSTRIAL – CALÇADISTA NO BRASIL
  19. 19. Os estados do Ceará e da Bahia, conseguiram exportar a preços menores que os do estado do Rio Grande do Sul e São Paulo. A luta pela competitividade internacional foi uma das causas que levou as empresas instaladas no país, procurarem novos espaços de produção para manter a competitividade. Pelos dados das exportações, esses novos espaços estão localizados nos estados do Ceará, da Bahia e da Paraíba. Dr. Deivis Philereno RELOCALIZAÇÃO INDUSTRIAL – CALÇADISTA NO BRASIL
  20. 20. E-mail: deivisphilereno@hotmail.com Telefones: (51) 9.9341-9831 e (54) 9.9110-4727

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