Apocalipse - Capítulo 16

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Seminário Bíblico Apocalipse
Apocalipse Capítulo 16

Igreja Batista Central de Jacarepaguá
Pr. Julio Cesar
http://www.ibcjrj.com.br/

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Apocalipse - Capítulo 16

  1. 1. Apocalipse Capítulo 16 Aula 22
  2. 2. Errata!
  3. 3. Cap.15 É o que também aprendemos na semana passada sobre ‘o cálice da ira de Deus, sem mistura’ – ou seja, sem misericórdia. Pois bem, é o que também representam essas taças. Não há misericórdia, pois a misericórdia foi derramada desde a primeira vinda de Cristo. Agora não. Agora é juízo sem mistura que será derramado através das sete taças.
  4. 4. Cap. 14 Também por isso, ainda haverá a última oportunidade para o arrependimento, pois a queda da Babilônia e o tormento eterno que sobrevirá àqueles que seguem a besta estão ainda mais eminentes.
  5. 5. Com essas afirmações eu ignorei o fato de que o capítulo 14 é como uma profecia da profecia. E a citação que ele faz do cessação da misericórdia refere-se ao capítulo 16 quando descreve a queda da Babilônia, queda esta prevista no capítulo 14.
  6. 6. Deste modo, assim como nos selos e nas trombetas, também no derramamento das taças ou até a queda da grande babilônia haverá oportunidade para o arrependimento. Isto posto, vamos à aula de hoje.
  7. 7. Apocalipse Capítulo 16 Aula 22
  8. 8. Pois bem, chegamos à última seção da série de três dos juízos de Deus. Os sete flagelos da ira de Deus. Ou As sete taças da ira de Deus.
  9. 9. Precisamos saber, antes de tudo que este conjunto de juízos se distingue dos outros, digo, ‘selos e trombetas’, em vários aspectos, como a ausência de interlúdio, a abrangência completa dos juízos e o modo com que afeta diretamente aos habitantes da terra, lembro aos irmãos que por conta destes juízos eles sofrerão com úlceras e serão queimados pelo sol.
  10. 10. Estes são os últimos juízos que prenunciam os ESCATON onde as quatro primeiras taças que remontam as pragas egípcias e que, acredita-se, serão jogadas sequencialmente sobre a terra e seus habitantes, os mares, as águas doces e os céus.
  11. 11. Já as últimas três taças conduzem a ação a um fim quando as nações se reunirão para a batalha do Armagedom e sofrerão através da Teofania tempestuosa que também prenuncia o ESCATON.
  12. 12. Como já disse, não haverá interlúdio nesta sequencia de juízos, mas, ainda sim, há três pontos importantes que são acrescentados em todo processo: 1. Há um hino doxológico que justifica o juízo divino (5 a 7). 2. A falsa trindade convoca as nações para batalha (13 e 14). 3. Jesus adverte os cristãos para que estejam prontos, pois Ele virá como ladrão (15)...
  13. 13. Ainda sim, fica clara a conexão entre estes três pontos destacados nesta série de juízos que inicia-se com a 1... justiça de Deus, passa pela 2...sua resposta aos poderes malignos e conclui 3... com a responsabilidade do cristão diante de tudo isso.
  14. 14. É preciso ressaltar também a progressão dos juízos que começa com os desastres pessoais e naturais (as quatro primeiras taças duplicarão os quatro primeiros selos e trombetas), vindo depois o juízo direto contra o trono da besta, a preparação para a batalha final e, finalmente, o início da destruição da grande Babilônia que nos prepara para a descrição mais detalhada da queda desta ‘cidade’ nos cap. 17 e 18.
  15. 15. Pode parecer repetitivo, ainda que esta não seja a intenção, mas alguns temas dos selos e das trombetas são revistos nas taças. Como, por exemplo: a ira de Deus, a justiça de Deus expressa na Lei de Talião ou Lei de Retribuição Exata; a consequência dos juízos pesando apenas sobre os descrentes; a oportunidade para o arrependimento; os juízos de Deus como resposta às orações dos seus servos...
  16. 16. Entretanto, nas taças a principal diferença é que definitivamente os eventos finais chegaram. Assim, a destruição completa e definitiva do império da besta está prevista e garantida aqui. E porque?
  17. 17. A diferença que existe entre Apoc. 11. 17 e 16.5 Responde este ‘porque?’ Leiamos o texto:
  18. 18. 11.17 Dizendo: Graças te damos, Senhor Deus Todo-Poderoso, que és, e que eras, e que hás de vir, que tomaste o teu grande poder, e reinaste. 16. 5 E ouvi o anjo das águas, que dizia: Justo és tu, ó Senhor, que és, e que eras, e santo és, porque julgaste estas coisas.
  19. 19. Sim!!! Não existe mais o ‘há de vir’, pois o fim chegou. Ele já veio. Seu ato final foi inaugurado e o futuro está aqui. Deus fez tudo para levar as nações à percepção de sua soberania e justiça, mas o tempo do juízo final chegou.
  20. 20. Assim é dada a ordem para que as taças sejam derramadas. Aqui uma única ordem desencadeia toda série de juízos. Deste modo, os flagelos são estreitamente aproximados. Não como gotas e sim como uma descarga total em intervalos mínimos, assim jorra enxurrada sobre enxurrada...
  21. 21. Isso explica o fato de ainda sofrerem as consequências da primeira taça quando a quinta taça foi derramada - Versículos 2 e 11). Vamos considerar, a partir de então, taça por taça.
  22. 22. Primeira taça: Os habitantes da terra são atacados. 1E OUVI, vinda do templo, uma grande voz, que dizia aos sete anjos: Ide, e derramai sobre a terra as sete taças da ira de Deus. 2 E foi o primeiro, e derramou a sua taça sobre a terra, e fez-se uma chaga má e maligna nos homens que tinham o sinal da besta e que adoravam a sua imagem.
  23. 23. Fica ainda mais nítido, já que percebemos esta verdade em todo livro, que não há meio termo para os homens. Quem não é por Cristo, é contra Ele. Não há neutralidade em relação a Deus. No final dos tempos a religião não será mais algo nominal ou sobre a qual possa ser dito: Religião? Eu escolhi não ter...
  24. 24. Pois todos terão que declarar lealdade a Cristo ou ao anticristo. Os adoradores da besta não se renderam às advertências, por isso, são atormentados pelos juízos de Deus.
  25. 25. A segunda taça: O mar é atacado. E o segundo anjo derramou a sua taça no mar, que se tornou em sangue como de um morto, e morreu no mar toda a alma vivente. E sua destruição é total. A vida acaba no mar provocando um colapso ambiental.
  26. 26. A Terceira Taça: Os rios são atacados. E o terceiro anjo derramou a sua taça nos rios e nas fontes das águas, e se tornaram em sangue. E ouve-se o hino...
  27. 27. 5 E ouvi o anjo das águas, que dizia: Justo és tu, ó Senhor, que és, e que eras, e santo és, porque julgaste estas coisas. 6 Visto como derramaram o sangue dos santos e dos profetas, também tu lhes deste o sangue a beber; porque disto são merecedores. 7 E ouvi outro do altar, que dizia: Na verdade, ó SENHOR Deus Todo- Poderoso, verdadeiros e justos são os teus juízos.
  28. 28. Neste flagelo, também sem limites, Deus é, mais uma vez e agora em forma de louvor, apresentado como o juiz onipotente, justo, eterno, santo e vingador. Seu julgamento atingirá o mundo rebelde para justiça dos que foram martirizados e em resposta às orações dos santos.
  29. 29. A quarta trombeta: O céu é atingido. 8 E o quarto anjo derramou a sua taça sobre o sol, e foi-lhe permitido que abrasasse os homens com fogo. 9 E os homens foram abrasados com grandes calores, e blasfemaram o nome de Deus, que tem poder sobre estas pragas; e não se arrependeram para lhe darem glória.
  30. 30. Os pecadores que não se arrependeram quando o sol se escureceu são agora punidos mediante a intensificação do calor do sol. O escurecimento eles podiam perceber e ignorar; quanto ao calor, nada podem fazer a não ser senti-lo. Aqui, como diz o texto, a presença de Deus é reconhecida, mas porque recusam-se ao arrependimento, blasfemam.
  31. 31. Deste modo, o texto deixa bem claro que quando as advertências de Deus não são ouvidas, as consequências de não ouvi-las serão sentidas.
  32. 32. A quinta taça: O tormento. 10 E o quinto anjo derramou a sua taça sobre o trono da besta, e o seu reino se fez tenebroso; e eles mordiam as suas línguas de dor. 11 E por causa das suas dores, e por causa das suas chagas, blasfemaram do Deus do céu; e não se arrependeram das suas obras.
  33. 33. Temos aprendido que Deus punirá os impenitentes através de flagelos diretos e também através da terra, do mar, da água e do fogo, mas ele fará mais do que isso. Quando a quinta taça for derramada todo sistema humano será lançado em desordem por consequência da escolha por um reino fundamentado na ausência Divina. Esse é o trono da besta.
  34. 34. A sexta Taça: a cilada Divina e a preparação para a guerra final. 12 E o sexto anjo derramou a sua taça sobre o grande rio Eufrates; e a sua água secou-se, para que se preparasse o caminho dos reis do oriente. 13 E da boca do dragão, e da boca da besta, e da boca do falso profeta vi sair três espíritos imundos, semelhantes a rãs...
  35. 35. 14 Porque são espíritos de demônios, que fazem prodígios; os quais vão ao encontro dos reis da terra e de todo o mundo, para os congregar para a batalha, naquele grande dia do Deus Todo-Poderoso. 15 Eis que venho como ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia, e guarda as suas roupas, para que não ande nu, e não se vejam as suas vergonhas.
  36. 36. O secamento do Eufrates é simbólico e remonta uma estratégia do Imperador da Pérsia – Ciro – quando este se dispôs à conquista da Babilônia sitiando a cidade e desviando as águas do Eufrates – secando rio - para poder invadir Babilônia até então intransponível...
  37. 37. Assim Deus fará com que todos os seus inimigos se ajuntem num mesmo lugar a assim destruí-los de uma só vez. E, para isso, é preciso que os cristãos estejam preparados para que não sejam pegos nus e sua vergonha não seja exposta. Quer dizer: estejamos preparados sempre para que não sejamos surpreendidos naquele grande dia.
  38. 38. A sétima taça: O juízo cósmico, o mundo já não existe. 17 E o sétimo anjo derramou a sua taça no ar, e saiu grande voz do templo do céu, do trono, dizendo: Está feito. 18 E houve vozes, e trovões, e relâmpagos, e um grande terremoto, como nunca tinha havido desde que há homens sobre a terra; tal foi este tão grande terremoto.
  39. 39. 19 E a grande cidade fendeu-se em três partes, e as cidades das nações caíram; e da grande Babilônia se lembrou Deus, para lhe dar o cálice do vinho da indignação da sua ira. 20 E toda a ilha fugiu; e os montes não se acharam. 21 E sobre os homens caiu do céu uma grande saraiva, pedras do peso de um talento; e os homens blasfemaram de Deus por causa da praga da saraiva; porque a sua praga era mui grande.
  40. 40. O derramamento da sétima taça removerá o tempo e a história abrindo as portas da eternidade. A sexta taça trará a destruição total, a sétima taça trará a extinção total. Toda criação humana, toda glória humana desaparecerão (a cidade e as nações se fenderão). Pois foi lhes dado beber do vinho da indignação da ira de Deus.
  41. 41. “e saiu grande voz do santuário, do lado do trono, dizendo: Está feito”. Deste modo, o que se vê depois é como que um efeito dominó por conta dos juízos derramados.
  42. 42. Assim sendo, os juízos das taças finalizam a seção central do livro (6.1 até 16.21), focalizando os juízos que acompanham a abertura do rolo e descrevendo os eventos finais da história mundial, bem como a chegada do escaton...
  43. 43. Com isso, o juízo de Deus sobre a terra está completo e os propósitos destes eventos está finalizado. Tudo o que resta é a destruição do império do mal (Cap. 17 a 19); o juízo final (cap.20) e a revelação da herança dos salvos (21 e 22). Que Deus nos abençoe e nos dê discernimento sobre as coisas que ainda vamos refletir.

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