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República
e elementos culturais
A Coluna Prestes foi um movimento
político-militar que ocorreu no Brasil
entre os anos de 1925 e 1927 para
contestar as diretrizes políticas da
República Velha.
Era julho de 1941 quando o então presidente Getúlio Vargas
desembarcou em Cuiabá, em um aeroporto precário onde hoje
é o barro Campo Velho, construído na época justamente para
receber o chefe de Estado. Ele foi recebido pela alta sociedade
e por políticos como Julio Müller e Dom Aquino Corrêa em uma
grande festa. Durante a visita, Vargas é homenageado com o
título de membro da Academia Mato-grossense de Letras e o
batismo da primeira avenida da Capital com o seu nome, a
Avenida Getúlio Vargas, no Centro.
Em outubro de 1991, Cuiabá e Várzea Grande pararam para receber o
papa João Paulo II, que chegou a Mato Grosso e beijou o solo. Ele
movimentou pessoas pelas ruas das duas cidades e celebrou uma
missa na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) que entrou
para a história. A cadeira que o papa se sentou na data assim como a
roupa e o chapéu que usou (casula e mitra) estão guardados no Museu
de Arte Sacra de Mato Grosso como relíquias desse grande evento.
Danças, artes, comidas e costumes de
Mato Grosso
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A dança e a música de Cuiabá e de Mato
Grosso possuem influências de origem
africana, portuguesa, espanhola, indígenas e
chiquitana. É um conjunto muito rico de
combinações que resultou no rasqueado,
siriri, cururu e outros ritmos. Os instrumentos
principais que dão ritmo às músicas e danças
são: a viola de cocho, ganzá e mocho.
DANÇAS E FESTAS
CURURU
Música e dança típica de Mato Grosso. Do
modo como é apresentado hoje é uma das
mais importante expressões culturais do
estado. Teve origem à época dos jesuítas,
quando era executado dentro das igrejas.
Mais tarde, após a vinda de outras ordens
religiosas, caiu na marginalidade e
ruralizou-se. É executada por dois ou mais
cururueiros com viola de cocho, ganzás
(kere-kechê), trovos e carreiras.
SIRIRI
Dança com elementos africanos, portugueses e espanhóis. O nome
indígena é referência aos cupins com asa, que voavam num ritmo
parecido com a dança nas luminárias. A música é uma variação do
cururu, só que com ritmo bem mais rápido. Os instrumentos
utilizados são: viola de cocho, o ganzá, o adufe e o mocho. Os
versos são cantigas populares, do cotidiano da região.
CONGO
Esta dança é um ato de devoção a São Benedito. No reinado do
Congo os personagens representados são: o Rei, o Secretário de
Guerra e o Príncipe. Já no reino adversário, Bamba, fica o
Embaixador do Rei e 12 pares de soldados. Os músicos ficam no
reino de Bamba e utilizam: ganzá, viola caipiria, cavaquinho,
chocalho e bumbo.
CHORADO
Dança surgida em Vila Bela de Santíssima Trindade, no período
colonial. A dança leva esse nome, pois representa o choro dos
negros escravos para seus senhores para que os perdoassem dos
castigos imposto aos transgressores. O ritmo da música é afro,
com marcações em palmas, mesa, banco ou tambor.
DANÇA DOS MASCARADOS
Dança executada durante a Cavalhada em Poconé. E uma
apresentação composta apenas por homens - adultos e crianças. Tem
esse nome por executarem a dança com mascaras de arame e massa.
O ritmo é instrumental com o uso de saxofone, tuba, pistões pratos e
tambores. O município de Poconé é o único do Brasil a realizar esse
espetáculo.
CAVALHADA
A Cavalhada é uma das mais ricas manifestações da cultura popular da cidade
de Poconé, que rende homenagem a São Benedito. Uma festa organizada por
famílias tradicionais da região, carrega o Pantanal para uma longínqua Idade
Média. Trata-se de uma disputa entre mouros e cristãos. Nesta luta são
utilizados dezenas de cavalos e cavaleiros que têm por objetivo salvar uma
princesa presa em uma torre permanentemente vigiada. Em dia de Cavalhada,
a cidade de Poconé amanhece azul e vermelha, as cores que representam os
cristãos e os mouros, um exemplo puro de cultura e paixão por suas raízes.
FESTA SÃO BENEDITO
Geralmente realizada entre a última semana de junho e a primeira
de julho, movimenta milhares de fiéis, em procissão com bandeiras
e mastros tão criativos quanto singelos. Ao final da procissão é
levantado o mastro em homenagem ao santo. Dias antes do festejo
há um ritual no qual os festeiros percorrem as ruas da cidade
levando a bandeira do santo de casa em casa e recebendo
donativos. Durante os dias de festa há fartura de comida e diversas
iguarias, com distribuição de alimentos.
RASQUEADO
Tem origem no siriri e na polca paraguaia. O nome do ritmo é
referência ao rasqueado que as unhas fazem no instrumento de
corda, uma forma tradicional de tocar instrumentos. Na sua
essência utiliza os mesmos instrumentos que o siriri: viola de
cocho, mocho, adufe e ganzá. Mas evoluiu para o uso de violões,
percussão, sanfona e rabeca.
Imaginário histórico
MITOS E LENDAS
CURUPIRA
Este personagem faz parte do folclore nacional, mas tem bastante
espaço no meio rural de Mato Grosso. Um garoto com os pés
virados, que vaga pela mata aprontando estripulias. Em Mato
grosso diz-se que ele protege os animais selvagens da caça e
chama garotos que caçam passarinhos para dentro da mata – esta
parte é usada pelos adultos para manter as crianças longe da mata
fechada.
O MINHOCÃO
Este ser mítico é o Monstro do Lago
Ness de Cuiabá. Relatos dos mais
antigos atestam que um ser em forma
de uma cobra gigante, com cerca de 20
metros de cumprimento e dois de
diâmetro, morava nas profundezas do
rio e atacava pescadores e banhistas. A
lenda percorre toda extensão do rio e
foi passada de boca a boca pelos mais
velhos.
BOITATÁ
O nome quer dizer “cobra de fogo” (boia
= cobra / atatá = fogo). É uma cobra
transparente que pega fogo como se
queimasse por dentro. É um fogo
azulado. Sua aparição é maior em locais
como o Pantanal, onde o fenômeno de
fogo fátuo é mais comum. Esse
fenômeno se dá por conta da combustão
espontânea de gases emanados de
cadáveres e pântanos.
CABEÇA DE PACU
Se você estiver de passagem por Mato Grosso é bom ficar atento
ao Pacu. De acordo com a lenda local, quem come cabeça de Pacu
nunca mais saí de Mato Grosso. Se o viajante for solteiro não
tardará a casar com uma moça da terra, caso for casado, vai fincar
raízes e permanecer no estado.
LINGUAJAR
Mato Grosso é uma terra de vários sotaques. Com influência de Gaúchos,
mineiros, paulistas, portugueses, negros, índios e espanhóis, o estado não tem
uma fala própria. Em lugares como Sorriso, Lucas do Rio Verde e Sinop o
acento do sul fica mais evidente. É claro que o língua é porosa e a influência se
faz presente, até mesmo nas comunidades mais fechadas.
No entanto, em Mato Grosso, temos o falar cuiabano, talvez o sotaque mais
marcados da língua portuguesa. Com expressões próprias como “vôte” e
“sem-graceira” esse falar se mistura com uma entonação diferente, como a
desnasalização no final de algumas palavras. Infelizmente ele é um dos menos
retratados na cultura nacional, nunca apareceu em uma novela ou filme de
sucesso nacional e não possui uma identificação imediata.
LINGUAJAR
• É mato - abundante.
• Embromador - tapeador.
• Fuxico - mexerico.
• Fuzuê - confusão, bagunça.
• Gandaia - cair na farra, adotar atitude suspeita.
• Ladino - esperto, inteligente.
• Molóide - fraco.
• Muxirum - mutirão.
• Pau-rodado - pessoa de fora que passa a residir na cidade.
• Perrengue - molóide, fraco.
• Pinchar - jogar fora.
• Quebra torto - desjejum reforçado.
• Ressabiado - desconfiado.
• Sapear - assistir do lado de fora.
• Taludo - crescido desenvolvido fisicamente.
• Trens - objetos, coisas.
• Vote! - Deus me livre
https://www.youtube.com/watch?v=hb1oz3LiwXk
https://www.instagram.com/tv/CNZ9DBiFNr9/?igshid=YmMyM
TA2M2Y=
Gastronomia
Mato Grosso tem um enorme potencial também para servir comidas de
excelente qualidade. A culinária do estado tem influências da África,
Portugal, Síria, Espanha e dos antigos indígenas. Com a migração dos
últimos anos a culinária também agregou alguns pratos típicos de outras
regiões brasileiras.
Pratos considerados bem mato-grossenses são: Maria Isabel (carne seca
com arroz ) o Pacu assado com farofa de couve, a carne seca com banana-
da-terra verde, farofa de banana-da-terra madura além do tradicional
churrasco pantaneiro que se desenvolveu pelas longas comitivas de gado no
pantanal. Os peixes de mais prestígio nas mesas locais são: o pacu, a
piraputanga, o bagre, o dourado, o pacupeva e o pintado. Os peixes dos rios
do estado, carnudos e saborosos, são uma atração turística para quem visita
o estado.
Podemos destacar a variedade de doces e licores apreciados pelos mato-
grossenses. Temos como os mais famosos o Furrundu (doce feito de mamão
e rapadura de cana), o doce de mangaba, o doce de goiaba, o doce de caju
em calda, o doce de figo, o doce de abóbora, e outros. Como aperitivo
temos o licor de pequi, licor de caju, licor de mangaba, e outros.
https://www.youtube.com/watch?v=PsVpneM1J6A
Patrimônio histórico
O Patrimônio Histórico de Mato Grosso vem
sendo revitalizado através de várias ações em
âmbito estadual. Imóveis que contam a
história coletiva dos povos mato-grossenses,
como igrejas e museus, são alvos de projetos
de recuperação em várias cidades como Vila
Bela de Santíssima Trindade, Diamantino,
Rosário Oeste, Cáceres e Poxoréu.
IGREJA NOSSA SENHORA DO BOM DESPACHO
A igreja dedicada à Nossa Senhora foi uma das
primeiras a serem levantadas em Cuiabá, ainda no
século XVIII. A construção atual, entretanto, data
de 1918, iniciada durante a presidência de Dom
Francisco de Aquino Correia, que também era
arcebispo de Cuiabá na época. Tombada
estadualmente em 1977, a Igreja foi reinaugurada
em 2004 após passar por um amplo processo de
recuperação feito em parceria pelos governos
estadual e federal.
PALÁCIO DA INSTRUÇÃO
Belíssima construção em pedra canga, localizada
na região central de Cuiabá, ao lado da Catedral
Metropolitana. Inaugurado em 1914, é hoje a
sede da Secretaria Estadual de Cultura, do
Museu de História Natural e Antropologia e da
Biblioteca Pública.
O Palácio da Instrução foi reinaugurado no dia
06 de dezembro de 2004. O projeto foi
considerado a maior obra de recuperação feita
até hoje no Estado.
IGREJA NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO E SÃO BENEDITO
A igreja é um dos marcos de fundação da cidade de Cuiabá,
tendo sido construída em arquitetura de terra em torno de
1730, próximo às águas do córrego da Prainha, em cujas águas
Miguel Sutil descobriu as minas de ouro que impulsionariam a
colonização da região.
IGREJA SENHOR DOS PASSOS
Instalada há 214 anos num cantinho discreto do
Centro Histórico – no movimentado cruzamento das
ruas 7 de setembro e Voluntários da Pátria -, a Igreja
do Nosso Senhor dos Passos guarda muitas histórias
e lendas, que se confundem, e revelam aspectos do
folclore, das crendices e do espírito religioso da
Cuiabá antiga.
Artesanato
O artesanato mato-grossense reflete o modo de vida do artesão. Em cada obra,
vemos representado o dia-a-dia e os costumes da sociedade. Verdadeiras obras
de arte enriquecem a cultura mato-grossense e transformam o cotidiano num
encanto de belezas. São objetos de barro, madeira, fibra vegetal, linhas de
algodão e sementes.
Dentro do artesanato mato-grossense a cerâmica é a que mais se destaca pelas
suas formas e perfeições. Feita de barro cozido em forno próprio, ela é muito
utilizada para a fabricação de utensílios domésticos e objetos de ornamentação.
Na divulgação da arte, cultura e tradição mato-grossense, a tecelagem também
detém grande representatividade, principalmente pela beleza das cores
refletidas nas redes tingidas e bordadas, uma a uma, pelas mãos das redeiras. A
mistura de cores forma lindas imagens, que vão desde araras e onças até belas
flores nativas.
INDÍGENA
A cultura mato-grossense sofre forte influência dos
indígenas, através de seus costumes e tradições. O
artesanato é forte e expressivo, representando o modo
de vida de cada tribo. Eles preservam a arte de
confeccionar cocar, colares, brincos e pulseiras,
utilizando-se das matérias-primas oriundas da
natureza, como sementes, penas e pigmentos.
https://www.youtube.com/watch?v=a_6GyFg2-uE
http://hisrel.blogspot.com
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  • 11. A Coluna Prestes foi um movimento político-militar que ocorreu no Brasil entre os anos de 1925 e 1927 para contestar as diretrizes políticas da República Velha.
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  • 21. Era julho de 1941 quando o então presidente Getúlio Vargas desembarcou em Cuiabá, em um aeroporto precário onde hoje é o barro Campo Velho, construído na época justamente para receber o chefe de Estado. Ele foi recebido pela alta sociedade e por políticos como Julio Müller e Dom Aquino Corrêa em uma grande festa. Durante a visita, Vargas é homenageado com o título de membro da Academia Mato-grossense de Letras e o batismo da primeira avenida da Capital com o seu nome, a Avenida Getúlio Vargas, no Centro.
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  • 29. Em outubro de 1991, Cuiabá e Várzea Grande pararam para receber o papa João Paulo II, que chegou a Mato Grosso e beijou o solo. Ele movimentou pessoas pelas ruas das duas cidades e celebrou uma missa na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) que entrou para a história. A cadeira que o papa se sentou na data assim como a roupa e o chapéu que usou (casula e mitra) estão guardados no Museu de Arte Sacra de Mato Grosso como relíquias desse grande evento.
  • 30. Danças, artes, comidas e costumes de Mato Grosso @professor_bidu
  • 31. A dança e a música de Cuiabá e de Mato Grosso possuem influências de origem africana, portuguesa, espanhola, indígenas e chiquitana. É um conjunto muito rico de combinações que resultou no rasqueado, siriri, cururu e outros ritmos. Os instrumentos principais que dão ritmo às músicas e danças são: a viola de cocho, ganzá e mocho. DANÇAS E FESTAS
  • 32. CURURU Música e dança típica de Mato Grosso. Do modo como é apresentado hoje é uma das mais importante expressões culturais do estado. Teve origem à época dos jesuítas, quando era executado dentro das igrejas. Mais tarde, após a vinda de outras ordens religiosas, caiu na marginalidade e ruralizou-se. É executada por dois ou mais cururueiros com viola de cocho, ganzás (kere-kechê), trovos e carreiras.
  • 33. SIRIRI Dança com elementos africanos, portugueses e espanhóis. O nome indígena é referência aos cupins com asa, que voavam num ritmo parecido com a dança nas luminárias. A música é uma variação do cururu, só que com ritmo bem mais rápido. Os instrumentos utilizados são: viola de cocho, o ganzá, o adufe e o mocho. Os versos são cantigas populares, do cotidiano da região.
  • 34. CONGO Esta dança é um ato de devoção a São Benedito. No reinado do Congo os personagens representados são: o Rei, o Secretário de Guerra e o Príncipe. Já no reino adversário, Bamba, fica o Embaixador do Rei e 12 pares de soldados. Os músicos ficam no reino de Bamba e utilizam: ganzá, viola caipiria, cavaquinho, chocalho e bumbo.
  • 35. CHORADO Dança surgida em Vila Bela de Santíssima Trindade, no período colonial. A dança leva esse nome, pois representa o choro dos negros escravos para seus senhores para que os perdoassem dos castigos imposto aos transgressores. O ritmo da música é afro, com marcações em palmas, mesa, banco ou tambor.
  • 36. DANÇA DOS MASCARADOS Dança executada durante a Cavalhada em Poconé. E uma apresentação composta apenas por homens - adultos e crianças. Tem esse nome por executarem a dança com mascaras de arame e massa. O ritmo é instrumental com o uso de saxofone, tuba, pistões pratos e tambores. O município de Poconé é o único do Brasil a realizar esse espetáculo.
  • 37. CAVALHADA A Cavalhada é uma das mais ricas manifestações da cultura popular da cidade de Poconé, que rende homenagem a São Benedito. Uma festa organizada por famílias tradicionais da região, carrega o Pantanal para uma longínqua Idade Média. Trata-se de uma disputa entre mouros e cristãos. Nesta luta são utilizados dezenas de cavalos e cavaleiros que têm por objetivo salvar uma princesa presa em uma torre permanentemente vigiada. Em dia de Cavalhada, a cidade de Poconé amanhece azul e vermelha, as cores que representam os cristãos e os mouros, um exemplo puro de cultura e paixão por suas raízes.
  • 38. FESTA SÃO BENEDITO Geralmente realizada entre a última semana de junho e a primeira de julho, movimenta milhares de fiéis, em procissão com bandeiras e mastros tão criativos quanto singelos. Ao final da procissão é levantado o mastro em homenagem ao santo. Dias antes do festejo há um ritual no qual os festeiros percorrem as ruas da cidade levando a bandeira do santo de casa em casa e recebendo donativos. Durante os dias de festa há fartura de comida e diversas iguarias, com distribuição de alimentos.
  • 39. RASQUEADO Tem origem no siriri e na polca paraguaia. O nome do ritmo é referência ao rasqueado que as unhas fazem no instrumento de corda, uma forma tradicional de tocar instrumentos. Na sua essência utiliza os mesmos instrumentos que o siriri: viola de cocho, mocho, adufe e ganzá. Mas evoluiu para o uso de violões, percussão, sanfona e rabeca.
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  • 42. CURUPIRA Este personagem faz parte do folclore nacional, mas tem bastante espaço no meio rural de Mato Grosso. Um garoto com os pés virados, que vaga pela mata aprontando estripulias. Em Mato grosso diz-se que ele protege os animais selvagens da caça e chama garotos que caçam passarinhos para dentro da mata – esta parte é usada pelos adultos para manter as crianças longe da mata fechada.
  • 43. O MINHOCÃO Este ser mítico é o Monstro do Lago Ness de Cuiabá. Relatos dos mais antigos atestam que um ser em forma de uma cobra gigante, com cerca de 20 metros de cumprimento e dois de diâmetro, morava nas profundezas do rio e atacava pescadores e banhistas. A lenda percorre toda extensão do rio e foi passada de boca a boca pelos mais velhos.
  • 44. BOITATÁ O nome quer dizer “cobra de fogo” (boia = cobra / atatá = fogo). É uma cobra transparente que pega fogo como se queimasse por dentro. É um fogo azulado. Sua aparição é maior em locais como o Pantanal, onde o fenômeno de fogo fátuo é mais comum. Esse fenômeno se dá por conta da combustão espontânea de gases emanados de cadáveres e pântanos.
  • 45. CABEÇA DE PACU Se você estiver de passagem por Mato Grosso é bom ficar atento ao Pacu. De acordo com a lenda local, quem come cabeça de Pacu nunca mais saí de Mato Grosso. Se o viajante for solteiro não tardará a casar com uma moça da terra, caso for casado, vai fincar raízes e permanecer no estado.
  • 46. LINGUAJAR Mato Grosso é uma terra de vários sotaques. Com influência de Gaúchos, mineiros, paulistas, portugueses, negros, índios e espanhóis, o estado não tem uma fala própria. Em lugares como Sorriso, Lucas do Rio Verde e Sinop o acento do sul fica mais evidente. É claro que o língua é porosa e a influência se faz presente, até mesmo nas comunidades mais fechadas. No entanto, em Mato Grosso, temos o falar cuiabano, talvez o sotaque mais marcados da língua portuguesa. Com expressões próprias como “vôte” e “sem-graceira” esse falar se mistura com uma entonação diferente, como a desnasalização no final de algumas palavras. Infelizmente ele é um dos menos retratados na cultura nacional, nunca apareceu em uma novela ou filme de sucesso nacional e não possui uma identificação imediata.
  • 47. LINGUAJAR • É mato - abundante. • Embromador - tapeador. • Fuxico - mexerico. • Fuzuê - confusão, bagunça. • Gandaia - cair na farra, adotar atitude suspeita. • Ladino - esperto, inteligente. • Molóide - fraco. • Muxirum - mutirão. • Pau-rodado - pessoa de fora que passa a residir na cidade. • Perrengue - molóide, fraco. • Pinchar - jogar fora. • Quebra torto - desjejum reforçado. • Ressabiado - desconfiado. • Sapear - assistir do lado de fora. • Taludo - crescido desenvolvido fisicamente. • Trens - objetos, coisas. • Vote! - Deus me livre
  • 49. Gastronomia Mato Grosso tem um enorme potencial também para servir comidas de excelente qualidade. A culinária do estado tem influências da África, Portugal, Síria, Espanha e dos antigos indígenas. Com a migração dos últimos anos a culinária também agregou alguns pratos típicos de outras regiões brasileiras. Pratos considerados bem mato-grossenses são: Maria Isabel (carne seca com arroz ) o Pacu assado com farofa de couve, a carne seca com banana- da-terra verde, farofa de banana-da-terra madura além do tradicional churrasco pantaneiro que se desenvolveu pelas longas comitivas de gado no pantanal. Os peixes de mais prestígio nas mesas locais são: o pacu, a piraputanga, o bagre, o dourado, o pacupeva e o pintado. Os peixes dos rios do estado, carnudos e saborosos, são uma atração turística para quem visita o estado. Podemos destacar a variedade de doces e licores apreciados pelos mato- grossenses. Temos como os mais famosos o Furrundu (doce feito de mamão e rapadura de cana), o doce de mangaba, o doce de goiaba, o doce de caju em calda, o doce de figo, o doce de abóbora, e outros. Como aperitivo temos o licor de pequi, licor de caju, licor de mangaba, e outros.
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  • 53. Patrimônio histórico O Patrimônio Histórico de Mato Grosso vem sendo revitalizado através de várias ações em âmbito estadual. Imóveis que contam a história coletiva dos povos mato-grossenses, como igrejas e museus, são alvos de projetos de recuperação em várias cidades como Vila Bela de Santíssima Trindade, Diamantino, Rosário Oeste, Cáceres e Poxoréu.
  • 54. IGREJA NOSSA SENHORA DO BOM DESPACHO A igreja dedicada à Nossa Senhora foi uma das primeiras a serem levantadas em Cuiabá, ainda no século XVIII. A construção atual, entretanto, data de 1918, iniciada durante a presidência de Dom Francisco de Aquino Correia, que também era arcebispo de Cuiabá na época. Tombada estadualmente em 1977, a Igreja foi reinaugurada em 2004 após passar por um amplo processo de recuperação feito em parceria pelos governos estadual e federal.
  • 55. PALÁCIO DA INSTRUÇÃO Belíssima construção em pedra canga, localizada na região central de Cuiabá, ao lado da Catedral Metropolitana. Inaugurado em 1914, é hoje a sede da Secretaria Estadual de Cultura, do Museu de História Natural e Antropologia e da Biblioteca Pública. O Palácio da Instrução foi reinaugurado no dia 06 de dezembro de 2004. O projeto foi considerado a maior obra de recuperação feita até hoje no Estado.
  • 56. IGREJA NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO E SÃO BENEDITO A igreja é um dos marcos de fundação da cidade de Cuiabá, tendo sido construída em arquitetura de terra em torno de 1730, próximo às águas do córrego da Prainha, em cujas águas Miguel Sutil descobriu as minas de ouro que impulsionariam a colonização da região.
  • 57. IGREJA SENHOR DOS PASSOS Instalada há 214 anos num cantinho discreto do Centro Histórico – no movimentado cruzamento das ruas 7 de setembro e Voluntários da Pátria -, a Igreja do Nosso Senhor dos Passos guarda muitas histórias e lendas, que se confundem, e revelam aspectos do folclore, das crendices e do espírito religioso da Cuiabá antiga.
  • 58. Artesanato O artesanato mato-grossense reflete o modo de vida do artesão. Em cada obra, vemos representado o dia-a-dia e os costumes da sociedade. Verdadeiras obras de arte enriquecem a cultura mato-grossense e transformam o cotidiano num encanto de belezas. São objetos de barro, madeira, fibra vegetal, linhas de algodão e sementes. Dentro do artesanato mato-grossense a cerâmica é a que mais se destaca pelas suas formas e perfeições. Feita de barro cozido em forno próprio, ela é muito utilizada para a fabricação de utensílios domésticos e objetos de ornamentação. Na divulgação da arte, cultura e tradição mato-grossense, a tecelagem também detém grande representatividade, principalmente pela beleza das cores refletidas nas redes tingidas e bordadas, uma a uma, pelas mãos das redeiras. A mistura de cores forma lindas imagens, que vão desde araras e onças até belas flores nativas.
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  • 60. INDÍGENA A cultura mato-grossense sofre forte influência dos indígenas, através de seus costumes e tradições. O artesanato é forte e expressivo, representando o modo de vida de cada tribo. Eles preservam a arte de confeccionar cocar, colares, brincos e pulseiras, utilizando-se das matérias-primas oriundas da natureza, como sementes, penas e pigmentos.
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