Urupês - 3ª A - 2011

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Urupês - 3ª A - 2011

  1. 1. E.E Profª Irene Dias Ribeiro Urupês Monteiro Lobato Diego Ferreira Lacerda Diogo Ferreira Lacerda Douglas Luiz Passos 3ª Série B - 2011
  2. 2. Biografia <ul><li>Nasceu em Taubaté, São Paulo, no dia 18 de abril de 1882. Em homenagem ao seu nascimento, neste dia comemora-se o Dia Nacional do Livro Infantil. </li></ul><ul><li>Era filho de José Bento Marcondes Lobato e Olímpia Augusto Lobato. Seu nome verdadeiro era José Renato Monteiro Lobato, mas em 1893 o autor preferiu adotar o nome do pai por desejar usar uma bengala do pai que continha no punho as iniciais JBML. </li></ul><ul><li>Juca, apelido que Lobato recebeu na infância, brincava em companhia de suas irmãs com legumes e sabugos de milho que eram transformados em bonecos e animais, conforme costume da época. Uma forte influência de sua própria experiência reside na criação do personagem Visconde de Sabugosa. </li></ul>
  3. 3. <ul><li>Ainda na infância, Juca descobriu seu gosto pelos livros na vasta biblioteca de seu avô. Os seus prediletos tratavam de viagens e aventuras. Ele leu tudo que lá existia, mas desde esta época incomodava a ele o fato de não existir uma literatura infantil tipicamente brasileira. </li></ul><ul><li>Um fato interessante aconteceu ao então jovem Juca, no ano de 1895: ele foi reprovado em uma prova oral de Português. O ano seguinte foi de total estudo, mergulhado nos livros. Notável é o interesse de Lobato escritor no que diz respeito à Língua Portuguesa, presente em alguns de seus títulos. É na adolescência que começa a escrever para jornaizinhos escolares e descobre seu gosto pelo desenho. </li></ul><ul><li>Aos 16 anos perde o pai e aos 17 a mãe. A partir de então, sua tutela fica a encargo do avô materno, o Visconde de Tremembé. Formou-se em Direito pela faculdade de seu estado, por vontade do avô, porque preferia ter cursado a Escola de Belas-Artes. Esse gosto pelas artes resultou em várias caricaturas e desenhos que ele enviava para jornais e revistas. </li></ul><ul><li>Em 1907, 3 anos após sua formatura, exerceu a promotoria em Areias, cidadezinha do interior. Retirou-se depois para uma fazenda em Buquira que herdou do avô, falecido em 1911. Este município, onde surgiu um Lobato fazendeiro, recebeu seu nome em sua homenagem. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Casou-se com Maria Pureza da Natividade, em 28 de março de 1908. Do casamento vieram os quatro filhos: Edgar, Guilherme, Marta e Rute. </li></ul><ul><li>Em 1918 lançou Urupês , e o êxito fulminante desse livro de contos colocou-o numa posição de vanguarda. Neste mesmo ano, vendeu a fazenda e transferiu-se para São Paulo, onde inaugurou a primeira editora nacional: Monteiro Lobato & Cia. Até então, os livros que circulavam no Brasil eram publicados em Portugal. Por isso, as iniciativas de Lobato deram à indústria brasileira do livro um impulso decisivo para sua expansão. </li></ul><ul><li>Em 1926, foi nomeado adido comercial da embaixada brasileira nos Estados Unidos, de onde trouxe um notável livro de impressões: América . Usou, assim, suas principais armas em prol do nacionalismo no tocante à exploração de ferro e petróleo no Brasil: os ideais e os livros. </li></ul><ul><li>Preocupado com o desenvolvimento econômico do país, chegou a fundar diversas companhias para a exploração do petróleo nacional.. O fracasso dessa iniciativa deu-lhe assunto para um artigo: O Escândalo do Petróleo . Já sob o Estado Novo, sua persistência em abordar esse tema como patriota autêntico valeu-lhe três meses de prisão. </li></ul>
  5. 5. <ul><li>No público infantil, Lobato escritor reencontra as esperanças no Brasil. Escrever para crianças era sua alegria, por isso adorava receber as cartinhas que seu pequenino público escrevia constantemente. Achava que o futuro deveria ser mudado através da criançada, para quem dava um tratamento especial, sem ser infantilizado. O resultado foi sensacional, conseguindo transportar até hoje muitas crianças e adultos para o maravilhoso mundo do Sítio do Pica-pau Amarelo. </li></ul><ul><li>Faleceu em São Paulo, no dia 4 de julho de 1948, aos 66 anos de idade, por causa de um derrame. </li></ul>
  6. 6. URUPÊS
  7. 7. Resumo <ul><li>Urupês – Monteiro Lobato personifica a figura do cabloco, tal como Jeca Tatu que vive de côcoras, dependendo da natureza e tendo uma vida alheia que representa a ignoração e o atraso do homem do campo. </li></ul>
  8. 8. Personagens <ul><li>Jeca Tatu - É uma personificação do homem caboclo, uma maravilhosa epítome de carne, que nele se resume tudo sobre a sua espécie </li></ul>
  9. 9. Tempo <ul><li>Tempo Cronológico </li></ul><ul><li>“ Pelo 13 de maio , mal esvoaça o florido decreto da Princesa e o negro exausto larga num uf! O cabo da enxada, o caboclo olha, coça a cabeça ‘magina e deixa que do velho mundo venha quem nele pegue de novo. </li></ul><ul><li>“ A 15 de Novembro , troca-se um trono vitalício pela cadeira quadrienal. O país bestifica-se ante o inopinado da mudança.² </li></ul><ul><li>Tempo Psicológico </li></ul><ul><li>“ Anos atrás, o orgulho estava numa ascendência de tanga, inçada de penas de tucano, com dramas íntimos e flechaços de curare. </li></ul>
  10. 10. Espaço <ul><li>“ Jeca Tatu é um piraquara do Paraíba .” </li></ul><ul><li>O espaço do conto Urupês, baseia-se no Vale do Paraíba, no interior de São Paulo ou seja onde Jeca Tatu vive. </li></ul>
  11. 11. Foco Narrativo <ul><li>“ Jeca Tatu é um piraquara do Paraíba, maravilhoso epítome de carne onde se resumem todas as características da espécie.” </li></ul><ul><li>“ Ei-lo que vem falar ao patrão. Entrou, saudou. Seu primeiro movimento após prender entre os lábios a palha de milho, sacar o rolete de fumo e disparar a cusparada d’esguicho, é sentar-se jeitosamente sobre os calcanhares, Só então destrava a língua e a inteligência.” </li></ul><ul><li>É narrado em 3ª pessoa, pois ele apenas narra a história, mas sem participar dela. </li></ul>
  12. 12. Estilo <ul><li>Paradoxo </li></ul><ul><li>“ Pobre Jeca Tatu ‘ Como és bonito no romance e feio na realidade” </li></ul><ul><li>Hipérbole ou Auxese </li></ul><ul><li>“ A roupa, guarda-a no corpo.” </li></ul><ul><li>Linguagem Coloquial </li></ul><ul><li>“ d’alma”,”d’esguicho”,”T’esconjuro”,”d’água.” </li></ul><ul><li>Linguagem Culta ou Formal </li></ul><ul><li>“ Às vezes surge numa família um gênio musical cuja fama esvoaça pelas redondezas.” </li></ul>
  13. 13. Verossimilhança <ul><li>O caboclo de antigamente que era marginalizado, excluído da sociedade, considerado como um “tatu”, existe ainda hoje; pois, há pessoas com a cultura do caboclismo que sofre com os preconceitos.” </li></ul>
  14. 14. Movimento Literário <ul><li>O pré-modernismo (ou ainda estética impressionista ) foi um período literário brasileiro, que marca a transição entre o simbolismo e modernismo e o movimento modernista seguinte. Em Portugal, o pré-modernismo configura o movimento denominado saudosismo. </li></ul><ul><li>O termo pré-modernismo parece haver sido criado por Tristão de Athayde , para designar os &quot; escritores contemporâneos do neo-parnasianismo, entre 1910 e 1920 &quot;, no dizer de Joaquim Francisco Coelho. </li></ul>
  15. 15. Conclusão <ul><li>No conto URUPÊS Monteiro Lobato mostra como é a vida do cabloco, como é a casa, a forma de se alimentar, os riscos a saúde e a exposição a várias doenças, onde o personagem Jeca tatu tem cócoras. </li></ul>
  16. 16. <ul><li>Os Faroleiros </li></ul>
  17. 17. Resumo <ul><li>Os Faroleiros – Dois amigos sentados perto do mar conversando algo, um é o narrador e o outro Eduardo, Eduardo olha para o farol e lembra do passado, em que tinha dois amigos, um era Gerebita e o outro Cabrea. Na conversa de Gerebita e Eduardo, Gerebita pergunta a ele sobre assassinatos, premeditando o que ele ia fazer; depois de algum tempo Cabrea aparece morto, na qual, Gerebita o matou, porque Cabrea tinha roubado Maria Rita (mulher de Gerebita) e Gerebita alega que o crime foi em legitima defesa. </li></ul>
  18. 18. Personagens <ul><li>Narrador - O narrador é quem narra o conto e Eduardo é quem conta a história do farol a ele. </li></ul><ul><li>Eduardo - É um homem que conhece Gerebita e Cabrea no farol. </li></ul><ul><li>Gerebita - Um homem de feições duras e pele encorreada, que tinha uma mulher chamada Maria Rita. </li></ul><ul><li>Cabrea - Era considerado por Gerebita como um mau companheiro, mau homem. </li></ul>
  19. 19. Tempo <ul><li>Tempo Cronológico </li></ul><ul><li>“ De quinta-feira em diante” </li></ul><ul><li>“ Certa tarde , Gerebita chamou minha atenção para o agravamento da loucura de Cabrea, e aduziu várias provas concludentes.” </li></ul><ul><li>Tempo Psicológico </li></ul><ul><li>“ Dava azo à dúvida uma luz vermelha a piscar na escuridão da noite” </li></ul><ul><li>Céu e mar fundia-os um só carvão, sem fresta nem pique além da pinta vermelha que, súbito, se fez amarela. </li></ul>
  20. 20. Espaço <ul><li>“ Céu e mar fundia-os um só carvão,sem fresta nem pique além da pinta vermelha que, súbito, se fez amarela.” </li></ul><ul><li>“ Lá mudou de cor. É farol” </li></ul><ul><li>“ Certo dia fui aparecer ao cais.” </li></ul><ul><li>A história passa-se no farol, no cais, sendo que esse lugares fica em áreas litorâneas perto do mar. </li></ul>
  21. 21. Foco Narrativo <ul><li>“ Eduardo interpelou-me de chofre sobre a idéia que eu deles fazia.” </li></ul><ul><li>“ Certo dia fui espairecer ao cais - e lá estava, de mãos às costas, a seguir o vôo joão-grandes e a notar a gama dos verdes luzentes que à sombra dos barcos ondeia na água represada dos portos, quando uma lancha abicou, e vi descer um homem de feições duras e pele encorreada.” </li></ul><ul><li>É narrado em 1ª pessoa, pois ele participa da história sendo o amigo de Eduardo. </li></ul>
  22. 22. Estilo <ul><li>Comparação </li></ul><ul><li>“ - O farol é um romance” </li></ul><ul><li>Linguagem Coloquial </li></ul><ul><li>“ d’ocasião”,”p’r’a - mor d’amores”, “Tá, tá, tá, foi o anequim!” </li></ul><ul><li>Linguagem Culta ou Formal </li></ul><ul><li>“ A sua fixidez, o variegado de aspectos, o bulício humano, a cidade, os campos, a mulher, as árvores...” </li></ul>
  23. 23. Verossimilhança <ul><li>Em comparação da obra com a realidade, se vê que ainda existia a desconfiança dos casais e que a pessoa traída de hoje ou do passado sempre queria vingança. </li></ul>
  24. 24. Movimento Literário <ul><li>O pré-modernismo (ou ainda estética impressionista ) foi um período literário brasileiro, que marca a transição entre o simbolismo e modernismo e o movimento modernista seguinte. Em Portugal, o pré-modernismo configura o movimento denominado saudosismo. </li></ul><ul><li>O termo pré-modernismo parece haver sido criado por Tristão de Athayde , para designar os &quot; escritores contemporâneos do neo-parnasianismo, entre 1910 e 1920 &quot;, no dizer de Joaquim Francisco Coelho. </li></ul>
  25. 25. Conclusão <ul><li>Nota-se que o personagem Gerebita premeditou o crime, pois Cabrea o tinha traído, senso que no passado já existia infidelidade nos casais. </li></ul>
  26. 26. A Colcha de Retalhos
  27. 27. Resumo <ul><li>A Colcha de Retalhos – Um homem (narrador) vai até o sítio de José Alvorada para contratar seus serviços. Só que José não estava, então fica conversando com a mulher de José Sinhá Ana, o casal tem uma filha de 14 anos Pingo d’ Água e a avó, Sinhá Joaquina com 70 anos que passava a vida fazendo colchas de retalho, “pedacinhos” que cada vestido Pingo d’ Água vestia. Dois anos ele volta ao sitio e descobre que Sinhá Ana morreu, Pingo d’ Água fugiu com um homem e a sinhá Joaquina triste, magoada e que em pouco tempo ela morreria. </li></ul>
  28. 28. Personagens <ul><li>Narrador - Como cliente de José </li></ul><ul><li>José Alvorada - Esposo de Sinh’ Ana e pai de Maria das Dores </li></ul><ul><li>Sinh’ Ana - Tinha rugas na cara, uma cor estranha e ele estava doente. </li></ul><ul><li>Maria das Dores (Pingo d’ Água) - Filhas única, tinha 14 anos. Tinha os pés de avenca virados nas grotas noruegas. </li></ul><ul><li>Sinh’ Joaquina - Uma senhora de 70 anos, mãe de Sinh’ Ana e que guardava pedaços de retalhos de pano. </li></ul>
  29. 29. Tempo <ul><li>Tempo Cronológico </li></ul><ul><li>“ Por estes dias de março a natureza acorda tarde.” </li></ul><ul><li>“ Transcorreram dois anos sem que a tornasse aos Periquitos.” </li></ul><ul><li>Tempo Psicológico </li></ul><ul><li>“ Setembro entumecia gomos em cada arbusto.” </li></ul><ul><li>“ Este cor de batata foi quando tinha dez anos e caiu com sarampo, muito malzinha.” </li></ul>
  30. 30. Espaço <ul><li>“ Vejo a orla de capim tufada como debrum pelo fio dos barrancos; vejo a roxa-terra da estrada esmaecer logo adiante; e nada mais vejo senão, a espaços, o vulto gotejante dalguns angiqueiros marginais.” </li></ul><ul><li>“ Ali, a encruzilhada do Labrego” </li></ul><ul><li>“ Tomo à destra, em direitura ao sítio do José Alvorada” </li></ul><ul><li>O narrador passa pelos capim, pelas terras roxas, a estrada, até chegar a fazenda de José Alvorada. </li></ul>
  31. 31. Foco Narrativo <ul><li>“ -Upa!” </li></ul><ul><li>“ Cavalgo e parto.” </li></ul><ul><li>“ Transcorreram dois anos sem que eu tornasse aos Periquitos.” </li></ul><ul><li>- Este - disse-lhe eu, fingindo recordar-me - é o que ela vestia quando cá estive. </li></ul><ul><li>É em 1ª pessoa, pois ele aparece na história. </li></ul>
  32. 32. Estilo <ul><li>Metáfora </li></ul><ul><li>“ Passa as manhãs embrulhada num roupão de neblina e é com espreguiçamentos de mulher vadia que despe os véus da cerração para o banho de sol.” </li></ul><ul><li>Linguagem Coloquial </li></ul><ul><li>“ dalguns”,”d avenca”,”D’olhos”,”cor’go” </li></ul><ul><li>Linguagem Culta ou Formal </li></ul><ul><li>“ Neste momento entrou a menina de pote à cabeça. Ao vê-la, o pai apontou para a cuia de mel.” </li></ul>
  33. 33. Verossimilhança <ul><li>Isto é raro de ocorrer em que moças fogem de suas casas para formarem uma família e ainda raríssimo uma velha que guarda retalhos de lembranças da pessoa amada. </li></ul>
  34. 34. Movimento Literário <ul><li>O pré-modernismo (ou ainda estética impressionista ) foi um período literário brasileiro, que marca a transição entre o simbolismo e modernismo e o movimento modernista seguinte. Em Portugal, o pré-modernismo configura o movimento denominado saudosismo. </li></ul><ul><li>O termo pré-modernismo parece haver sido criado por Tristão de Athayde , para designar os &quot; escritores contemporâneos do neo-parnasianismo, entre 1910 e 1920 &quot;, no dizer de Joaquim Francisco Coelho. </li></ul>
  35. 35. Conclusão <ul><li>Mostra-se que até naquela época havia fuga das jovens caboclas e em que uma pessoa guarda pedacinhos de pano de uma pessoa querida a ela. </li></ul>
  36. 36. Um Suplício Moderno
  37. 37. Resumo <ul><li>Um Suplício Moderno - Em Itaoca o Coronel Evandro deu o rabo na cerca desde que o competidor Coronel Fidêncio guindou a cotação dos votos. Para o cargo de estafeta puseram Izé Biriba, um caranguejo humano, lerdo e atolambado com a política e topete. Biriba tinha seis léguas diárias a fazer hoje e a desfazer amanhã e sem folga em seu serviço. Porém com o peso do trabalho Biriba cansa de seu serviço, fica contra o Coronel Fidêncio, na próxima eleição; Fidêncio perde e estava mal de saúde, logo depois ele morre e a cidade não honrava Biriba, depois da morte de Fidêncio, a cidade queria Biriba de volta ao cargo, pois ele se demitiu, mas em uma certa noite Biriba desaparece e ninguém mais vê ele. </li></ul>
  38. 38. Personagens <ul><li>Coronel Evandro - Político que competia com o coronel Fidêncio </li></ul><ul><li>Coronel Fidêncio - Político e também coronel, oponente do coronel Evandro </li></ul><ul><li>Izé Biriba - Era um caranguejo humano, lerdo e atolambado de idéias e trabalhava para o coronel Fidêncio </li></ul>
  39. 39. Tempo <ul><li>Tempo Cronológico </li></ul><ul><li>“ Teia de Penélope, rochedo de Sísifo, há de permeio entre o ir e o vir a má digestão do jantar requentado e a noite mal dormida; e assim um mês , um ano, dois, três, cinco, enquanto lhes restarem, a ele nádegas, e ao sendeiro lombo. </li></ul><ul><li>Tempo Psicológico </li></ul><ul><li>“ - Parecia um homem sério, e no entanto roubou-me cinco alqueires de milho, diz o da venda, calabrês gordo, enricado no passamento de notas falsas.” </li></ul>
  40. 40. Espaço <ul><li>“ -Não vê” que estou acompanhando a dona Engrácia, que é parteira em Itaoca.” </li></ul><ul><li>“ Pela derradeira vez em Itaoca, Biriba balbuciou o “sim senhor”. </li></ul><ul><li>A história passa-se na cidadezinha de Itaoca, onde essa cidade passa na maioria das histórias do livro URUPÊS. </li></ul>
  41. 41. Foco Narrativo <ul><li>“ Iniciou Biriba o serviço: seis léguas diárias a fazer hoje e a desfazer amanhã, sem outra folga além do último dia dos meses ímpares.” </li></ul><ul><li>“ Não lhe escapava da boca outro som, embora o exasperasse a contínua repetição do abuso.” </li></ul><ul><li>É narrado em 3ª pessoa pois o narrador, não está na história. </li></ul>
  42. 42. Estilo <ul><li>Metáfora </li></ul><ul><li>“ É honra penetrar na falange gorda dos carrapatos orçamentivoros que pacientemente devoram o país; é negócio lambiscar ao termo de cada mês um ordenado fixo, tenho arrumadinha, no futuro, a cama fofa da aposentadoria.” </li></ul><ul><li>Linguagem Coloquial </li></ul><ul><li>“ É filho d’ algo”, “Dest’arte”, “botar p’r’arriba”, “p’ra trazer uma bala de apito p’r’o seu Juquinha.” </li></ul><ul><li>Linguagem Culta ou Formal </li></ul><ul><li>“ Foi como o conheci, guardando costa às amazonas.” </li></ul>
  43. 43. Verossimilhança <ul><li>A comparação pode ser feita através da política, que antes e hoje os políticos disputam o cargo e desde daquela época havia corrupções e sempre tinham seus caranguejos. </li></ul>
  44. 44. Movimento Literário <ul><li>O pré-modernismo (ou ainda estética impressionista ) foi um período literário brasileiro, que marca a transição entre o simbolismo e modernismo e o movimento modernista seguinte. Em Portugal, o pré-modernismo configura o movimento denominado saudosismo. </li></ul><ul><li>O termo pré-modernismo parece haver sido criado por Tristão de Athayde , para designar os &quot; escritores contemporâneos do neo-parnasianismo, entre 1910 e 1920 &quot;, no dizer de Joaquim Francisco Coelho. </li></ul>
  45. 45. Conclusão <ul><li>O coronel Evandro e o coronel Fidêncio eram rivais, percebendo Izé que ele estava sendo usado, decide então sumir do mapa, para não ser mais um caranguejo dos políticos. </li></ul>
  46. 46. <ul><li>Bucólica </li></ul>
  47. 47. Resumo <ul><li>Bucólica – Um homem (narrador) anda por um vilarejo, houve e vê intrigas, algumas histórias e andando por lá fica sabendo da morte de uma menina chamada Anica, filha de Pedro Suã, na qual, a preta agregada aos Suãs conta a história e conta a ele que Anica morreu de sede, sua mãe era ruim, desejava sua morte. Um dia Anica ficou doente e não podia sair da cama, então ela pedindo água, sua mãe não dava água, então ela veio a morrer e a Preta Inácia chega a casa de Pedro e vê Anica morta defronte ao pote de água onde se arrastava. </li></ul>
  48. 48. Personagens <ul><li>Pedro Suã - Coitado, um bobo que anda pelo cabestro, alcoólatra. </li></ul><ul><li>Maria Veva - Mulher de Pedro Suã,era horrenda, beiço rachado, olhar mau e um papo daqueles. </li></ul><ul><li>Inácia - Preta agregada aos suãs. </li></ul><ul><li>Anica - Filha de Pedro e Maria, ela era uma menina aleijadinha e que estava doente. </li></ul>
  49. 49. Tempo <ul><li>Tempo Cronológico </li></ul><ul><li>“ - Coisa de três dias garrou uma doencinha, dor de cabeça, febre.” </li></ul><ul><li>Tempo Psicológico </li></ul><ul><li>“ Tanta chuva ontem!...” </li></ul>
  50. 50. Espaço <ul><li>“ O cedrão do pasto fendido pelo raio - e hoje, que manhã!” </li></ul><ul><li>“ Margeia o rio a estrada, ora d’ ocre amarelo, ora roxa-terra; aqui, túnel sob a verdura picada no alto de nesgões de luz; além, escampa. Nos barrancos há tocos de raízes decepadas pelo enxadão e covas de formigueiros mortos onde as corruíras armam ninho. Surgem casebres de palhas.” </li></ul><ul><li>No espaço passa-se numa vila, com cedros de pasto e casebres de palha. </li></ul>
  51. 51. Foco Narrativo <ul><li>“ Respiro um ar cheiroso, adocicado, e fico-me em enlevo a ver as flores que caem regirantes.” </li></ul><ul><li>“ Fujo dali com este horrível som a azoinar-me a cabeça. Aquela maleita ambulante é “dona” da árvore.” </li></ul><ul><li>“ Sem querer, dirijo-me para a casa dele.” </li></ul><ul><li>O texto é em 1ª pessoa, porque o narrador participa da história. </li></ul>
  52. 52. Estilo <ul><li>Metáfora </li></ul><ul><li>“ Lágrimas escorriam a fio pela cara da preta e soluços de dor cortavam-lhe as palavras.” </li></ul><ul><li>Linguagem Coloquial </li></ul><ul><li>“ vem pina p’r’arrobas.”,”- Então, Nhá, morreu a menina ?”,”Olhei p’ra ele: fez jeito de me falar longe da taturana.” </li></ul><ul><li>Linguagem Culta ou Formal </li></ul><ul><li>“ Derreada de flores cor-de-rosa, parece uma só imensa rosa crespa.” </li></ul>
  53. 53. Verossimilhança <ul><li>Apesar de ser não muito raro uma mãe cabocla que deixa morrer sua filha por ter rancor dela e hoje esses casos são raríssimos. </li></ul>
  54. 54. Movimento Literário <ul><li>O pré-modernismo (ou ainda estética impressionista ) foi um período literário brasileiro, que marca a transição entre o simbolismo e modernismo e o movimento modernista seguinte. Em Portugal, o pré-modernismo configura o movimento denominado saudosismo. </li></ul><ul><li>O termo pré-modernismo parece haver sido criado por Tristão de Athayde , para designar os &quot; escritores contemporâneos do neo-parnasianismo, entre 1910 e 1920 &quot;, no dizer de Joaquim Francisco Coelho. </li></ul>
  55. 55. Conclusão <ul><li>O autor mostra a vida difícil de constituir uma família naquela época dos caboclos, em que os pais não cuidavam de seus filhos ou porque não tinham condições. </li></ul>
  56. 56. <ul><li>O Comprador de Fazendas </li></ul>
  57. 57. Resumo O Comprador de Fazendas – Davi Moreira de Sousa, esposo de Dona Isaura, pai de Zilda e Zico. Moreira queira vender a fazenda para pagar as dividas e fica sabendo por um amigo que um comprador chamado Pedro Trancoso de Carvalhais Fagundes está interessado em sua fazenda. A família fez de tudo, comprou comida, arrumou a fazenda; e Pedro conhecendo a fazenda, gostou dela, porém ia dar a resposta depois; porém passou semanas e semanas, Moreira descobre que Pedro é um vigarista. Passado os dias, Pedro Trancoso aposta na lotérica e fica rico e decide comprar a fazenda de Moreira, chegando lá é xingado por Moreira, recebido a cães por Dona Izaura e chutes de Zico, mas Zilda fica chorando e expulsam Pedro, mas ele perdeu um bom negócio que a vida oferecia e o duplo descarte – da filha e da Espiga.
  58. 58. Personagens <ul><li>Davi Moreira de Sousa - Esposo de Isaura, dono da fazenda, estava em divida e estava desanimado da vida. </li></ul><ul><li>Dona Isaura - Tinha perdido a viça do outono e estava magoada devido as dividas. </li></ul><ul><li>Zico - Filho mais velho do casal, levantava as 10 e ficava ate as 11 horas cuidando do sitio, depois ficava com namoricos. </li></ul><ul><li>Zilda - Filha de 17 anos, também filha do casal ,elegante, porém sentimental e em cisma de amores. </li></ul><ul><li>Pedro Trancoso de Carvalhais Fagundes - É um vigarista que se fingiu de rico e queria comprar a fazenda de Davi. </li></ul>
  59. 59. Tempo <ul><li>Tempo Cronológico </li></ul><ul><li>“ Por todos os cantos imperava o ferrão das saúvas, dia e noite entregues à tosa dos capins para que em outubro se toldasse o céu de nuvens de içás, em saracoteios amorosos com enamorados savitus.” </li></ul><ul><li>Tempo Psicológico </li></ul><ul><li>“ Onde um raio de sol denunciava com mais viveza um vício da terra, ali o alucinado velho botava a peneirinha... </li></ul>
  60. 60. Espaço <ul><li>“Pior fazenda que a da Espiga, nenhuma” </li></ul><ul><li>“As capoeiras substitutas das matas nativas revelavam pela indiscrição das tabocas a mais safada das terras secas </li></ul><ul><li>O conto passa-se nas fazendas do Espigão, onde há as matas nativas e terras secas, talvez em um lugar parecido ao campo rural. </li></ul>
  61. 61. Foco Narrativo <ul><li>“ O detentor último, um Davi Moreira de Souza, arrematara-a em praça, convicto de negócio da China; já lá andava, também ele, escalavrado de dívidas, coçando a cabeça, num desânimo...” </li></ul><ul><li>“ Dentro dessa esborcinada moldura, o fazendeiro avelhuscado por força das sucessivas decepções e, a mais, roído pelo cancro feroz dos juros, sem esperança e sem conserto, coçava cem vezes ao dia a coroa da cabeça grisalha.” </li></ul><ul><li>É narrado em 3ª pessoa, pois ele não consta na história </li></ul>
  62. 62. Estilo <ul><li>Perífrase </li></ul><ul><li>“ - Piolhavam os cavalo. Os porcos escopos à peste encruavam na magrém faraônica das vacas egípcias.” </li></ul><ul><li>Linguagem Coloquial </li></ul><ul><li>“ d’arranjados.”,”ess’hora”,”- O canastrão? Pff!” </li></ul><ul><li>Linguagem Culta e Formal </li></ul><ul><li>“ Já as galerias querem a coisa pelo comprido, a jeito de aproveitar o rico dinheirinho até o derradeiro vintém.” </li></ul>
  63. 63. Verossimilhança <ul><li>No conto fala-se do vigarismo, que não chegam a matar e sim a roubar, mas hoje existe muito mais, isso é, um mundo em matam um ao outro para conseguir o objetivo. </li></ul>
  64. 64. Movimento Literário <ul><li>O pré-modernismo (ou ainda estética impressionista ) foi um período literário brasileiro, que marca a transição entre o simbolismo e modernismo e o movimento modernista seguinte. Em Portugal, o pré-modernismo configura o movimento denominado saudosismo. </li></ul><ul><li>O termo pré-modernismo parece haver sido criado por Tristão de Athayde , para designar os &quot; escritores contemporâneos do neo-parnasianismo, entre 1910 e 1920 &quot;, no dizer de Joaquim Francisco Coelho. </li></ul>
  65. 65. Conclusão <ul><li>No conto fala-se dos caboclos que eram vigaristas em que eles roubavam também. </li></ul>
  66. 66. Imagens

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