Triste Fim de Policarpo Quaresma - 3ª A - 2011

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Triste Fim de Policarpo Quaresma - 3ª A - 2011

  1. 1. Triste Fim de Policarpo Quaresma Lima Barreto Daniel Santos Leitão Eduardo Jordan de Paula Juarez Antônio Bento Murilo Patrício Corrêa Bernardes 3°Serie A - 2011
  2. 2. <ul><li>Afonso Henriques de Lima Barreto mais conhecido como lima Barreto, nasceu no Rio de Janeiro no ano de 1881 no dia 13 de maio </li></ul><ul><li>Teve uma infância muito difícil ,perdeu sua mãe aos 7 anos , estudou no colégio Pedro 2°, ao terminar a escola começou o curso de engenharia , mas por problemas de saúde de seu pai teve que parar. </li></ul>
  3. 3. <ul><li>Passou por alguns problemas em sua vida , entre eles preconceito por sua ‘’cor’’ e o alcoolismo; em uma de suas passagens pelo sanatório escreveu o livro ‘’Cemitério dos Vivos’’ e na mesma época escreveu ‘’Vida e Morte de M . J Gonzaga de Sá’’. Tentou fazer parte da academia Brasileira de letras mas não obteve sucesso . Veio a falecer aos 41 anos , no ano de 1922. No geral teve uma vida sofrida pois sofreu preconceito racial em grande parte de sua vida , mas plenamente superada com uma carreira de brilho e obras conceituadas. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Obras </li></ul><ul><li>1905 - O Subterrâneo do Castelo no Morro </li></ul><ul><li>1909 - Recordações do Escrivão Isaias Caminha </li></ul><ul><li>1911 - O Homem que sabia Javanês e outros contos </li></ul><ul><li>1915 - Triste fim de Policarpo Quaresma </li></ul><ul><li>1919 - Vida e Morte de M . J Gonzaga de Sá </li></ul><ul><li>1919 e 1920 - O Cemitério dos Vivos (escrito em um período de internação) </li></ul><ul><li>1920 - Histórias e sonhos </li></ul><ul><li>1923 - Os Bruzundangas </li></ul><ul><li>1948 - Clara dos Anjos (póstumo) </li></ul><ul><li>1952 - Outras Histórias e Contos Argelinos </li></ul><ul><li>1953 - Coisas do Reino de Jambom </li></ul>
  5. 5. <ul><li>O funcionário público Policarpo Quaresma, nacionalista e patriota extremado, é conhecido por todos como major Quaresma, no Arsenal de Guerra, onde exerce a função de subsecretário. Sem muitos amigos, vive isolado com sua irmã Dona Adelaide, mantendo os mesmos hábitos há trinta anos. Seu fanatismo patriótico se reflete nos autores nacionais de sua vasta biblioteca e no modo de ver o Brasil. Para ele, tudo do país é superior, chegando até mesmo a &quot;amputar alguns quilômetros ao Nilo&quot; apenas para destacar a grandiosidade do Amazonas. Por isso, em casa ou na repartição, é sempre incompreendido. </li></ul>
  6. 6. <ul><li>Esse patriotismo leva-o a valorizar o violão, instrumento marginalizado na época, visto como sinônimo de malandragem. Atribuindo-lhe valores nacionais, decide aprender a tocá-lo com o professor Ricardo Coração dos Outros. Em busca de modinhas do folclore brasileiro, para a festa do general Albernaz, seu vizinho, lê tudo sobre o assunto, descobrindo, com grande decepção, que um bom número de nossas tradições e canções vinha do estrangeiro. Sem desanimar, decide estudar algo tipicamente nacional: os costumes tupinambás. Alguns dias depois, o compadre, Vicente Coleoni, e a afilhada, Dona Olga, são recebidos no melhor estilo Tupinambá: com choros, berros e descabelamentos. Abandonando o violão, o major volta-se para o maracá e a inúbia, instrumentos indígenas tipicamente nacionais. Ainda nessa esteira nacionalista, propõe, em documento enviado ao Congresso Nacional, a substituição do português pelo tupi-guarani, a verdadeira língua do Brasil. Por isso, torna-se objeto de ridicularizarão, escárnio e ironia. Um ofício em tupi, enviado ao Ministro da Guerra, por engano, levá-lo à suspensão e como suas manias sugerem um claro desvio comportamental, é aposentado por invalidez, depois de passar alguns meses no hospício. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Após recuperar-se da insanidade, Quaresma deixa a casa de saúde e compra o Sossego, um sítio no interior do Rio de Janeiro; está decidido a trabalhar na terra. Com Adelaide e o preto Anastácio, muda-se para o campo. A ideia de tirar da fértil terra brasileira seu sustento e felicidade anima-o. Adquire vários instrumentos e livros sobre agricultura e logo aprende a manejar a enxada. Orgulhoso da terra brasileira que, de tão boa, dispensa adubos, recebe a visita de Ricardo Coração dos Outros e da afilhada Olga, que não vê todo o progresso no campo, alardeado pelo padrinho. Nota, sim, muita pobreza e desânimo naquela gente simples. Depois de algum tempo, o projeto agrícola de Quaresma cai por terra, derrotado por três inimigos terríveis. Primeiro, o clientelismo hipócrita dos políticos. Como Policarpo não quis compactuar com uma fraude da política local, passa a ser multado indevidamente. O segundo, foi a deficiente estrutura agrária brasileira que lhe impede de vender uma boa safra, sem tomar prejuízo. O terceiro, foi a voracidade dos imbatíveis exércitos de saúvas, que, ferozmente, devoravam sua lavoura e reservas de milho e feijão. Desanimado, estende sua dor à pobre população rural, lamentando o abandono de terras improdutivas e a falta de solidariedade do governo, protetor dos grandes latifundiários do café. Para ele, era necessária uma nova administração. </li></ul>
  8. 8. <ul><li>A Revolta da Armada - insurreição dos marinheiros da esquadra contra o continuísmo florianista - faz com que Quaresma abandone a batalha campestre e, como bom patriota, siga para o Rio de Janeiro. Alistando-se na frente de combate em defesa do Marechal Floriano, torna-se comandante de um destacamento, onde estuda artilharia, balística, mecânica. Durante a visita de Floriano Peixoto ao quartel, que já o conhecia do arsenal, Policarpo fica sabendo que o marechal havia lido seu &quot;projeto agrícola&quot; para a nação. Diante do entusiasmo e observações oníricas do comandante, o Presidente simplesmente responde: &quot;Você Quaresma é um visionário&quot;. </li></ul>
  9. 9. <ul><li>Após quatro meses de revolta, a Armada ainda resiste bravamente. Diante da indiferença de Floriano para com seu &quot;projeto&quot;, Quaresma questiona-se se vale a pena deixar o sossego de casa e se arriscar, ou até morrer nas trincheiras por esse homem. Mas continua lutando e acaba ferido. Enquanto isso, sozinha, a irmã Adelaide pouco pode fazer pelo sítio do Sossego, que já demonstra sinais de completo abandono. Em uma carta à Adelaide, d' escreve-lhe as batalhas e fala de seu ferimento. Contudo, Quaresma se restabelece e, ao fim da revolta, que dura sete meses, é designado carcereiro da Ilha das Enxadas, prisão dos marinheiros insurgentes. Uma madrugada é visitado por um emissário do governo que, aleatoriamente, escolhe doze prisioneiros que são levados pela escolta para fuzilamento. Indignado, escreve a Floriano, denunciando esse tipo de atrocidade cometida pelo governo. Acaba sendo preso como traidor e conduzido à Ilha das Cobras. Apesar de tanto empenho e fidelidade, Quaresma é condenado à morte. Preocupado com sua situação, Ricardo busca auxílio nas repartições e com amigos do próprio Quaresma, que nada fazem, pois temem por seus empregos. Mesmo contrariando a vontade e ambição do marido, sua afilhada, Olga, tenta ajudá-lo, buscando o apoio de Floriano, mas nada consegue. A morte será o triste fim de Policarpo Quaresma. </li></ul>
  10. 10. <ul><li>POLICARPO QUARESMA – o protagonista, cuja principal característica é o nacionalismo exacerbado. Nas palavras do autor, “um homem pequeno, magro, olhava sempre baixo, mas, quando fitava alguém ou alguma coisa, os seus olhos tomavam, por detrás das lentes, um forte brilho de penetração, e era como se ele quisesse ir à alma da pessoa”. Policarpo vestia-se sempre de fraque, “e era raro que não se cobrisse com uma cartola de abas curtas e muito alta, feita segundo um figurino antigo </li></ul><ul><li>ADELAIDE – mulher bonita, mas de temperamento apático. Irmã de Policarpo, tem enorme apreço por ele. </li></ul>
  11. 11. <ul><li>VICENTE COLEONI – italiano, grande amigo do protagonista, com quem tinha uma dívida de gratidão: Policarpo lhe emprestara dinheiro uma vez, tirando-o de grande dificuldade. </li></ul><ul><li>CONTRA-ALMIRANTE CALDAS – grande amigo do general Albernaz, com quem partilha glórias inventadas. Nunca comandou navio nenhum, a única embarcação que lhe foi designada não existia. </li></ul><ul><li>OLGA – filha de Vicente Coleoni, afilhada de Policarpo, vivia com o pai num palacete em Real Grandeza. </li></ul><ul><li>ANASTÁCIO – empregado fiel que se muda, com Adelaide e Policarpo, para o sítio Sossego.  </li></ul><ul><li>RICARDO CORAÇÃO DOS OUTROS – violonista popular, outro grande amigo de Policarpo.  </li></ul>
  12. 12. <ul><li>GENERAL ALBERNAZ – general aposentado, nunca participou de nenhuma guerra. Tem cinco filhas: Quinota, Zizi, Lalá, Vivi e Ismênia. </li></ul><ul><li>DONA MARICOTA – mulher de Albernaz, figura altiva e opulenta. ARMANDO BORGES – médico que se casa com Olga, corrupto e ambicioso, é desprezado pela esposa. FELIZARDO E CANDEEIRO – empregados do sítio Sossego. </li></ul><ul><li>TENENTE ANTONIO DUTRA – homem gordo e guloso, um escrivão cheio de ambições políticas, usa a imprensa da cidade de Curuzu para atacar Policarpo. DOUTOR CAMPOS – médico que abandonara a profissão para se tornar político. Obtém o cargo de presidente da Câmara de Curuzu. Tenta corromper Policarpo e em seguida se torna seu inimigo porque esse se recusa a tomar parte na armação . </li></ul>
  13. 13. Tempo <ul><li>O tempo pode ser dito cronológico pois é mostrado em dias datas , retrata o passar do tempo da vida de Quaresma com o passar dos dias ou seja um tempo cronológico . </li></ul><ul><li>“ ... Ricardo havia 6 meses que não lhe visitava e da afilhada e do compadre as últimas cartas que recebera datavam de uma semana ...” (pag: 107) </li></ul><ul><li>“ ... Isto se passou na terça feira , naquele dia de luz fosca e irritante. [...] O tempo só se levantou na quinta feira ...” (pag:115) </li></ul>
  14. 14. Espaço <ul><li>A história se passa no estado do Rio de Janeiro inicialmente na cidade e depois no campo , na cidade se passa em Petrópolis e no campo em Curuzu , o espaço é determinante na obra pois quando Quaresma vai para o campo é que ele consegue se reencontrar com a felicidade. Depois do campo outro espaço muito importante é o da guerra onde Policarpo se encontra em uma situação que ele mesmo nunca imaginou se encontrar um dia. Nesse espaço é onde Quaresma começa a se perguntar se tudo o que ele fez valeu a pena, e também é onde ele é executado e acaba o livro. </li></ul>
  15. 15. Estilo <ul><li>A mais notável é a capacidade de ser detalhista ao extremo, fato de fácil percepção , pois o escritor é capaz de gastar páginas descrevendo um simples fato. </li></ul><ul><li>“ [...] três vezes por semana, um senhor baixo, magro, pálido, com um violão agasalhado numa bolsa de camurça [...]” </li></ul><ul><li>Há também algumas figuras de linguagem a serem notadas no livro: </li></ul><ul><li>“ ...E as cordas vibravam vagarosamente a nota ferida...” </li></ul><ul><li>(metáfora) </li></ul><ul><li>“ ...o Major Quaresma, de cabeça baixa, com pequenos passos de boi de carro, subia a rua...”(metáfora) </li></ul>
  16. 16. <ul><li>A obra Triste Fim de Policarpo Quaresma é uma obra pré-modernista, por isso a linguagem é mais popular, mais acessível a todos os públicos. Não tem muitas palavras do vocabulário culto. </li></ul><ul><li>Os personagens usam palavras que são usadas fluentemente no vocabulário popular, e algumas até com características nordestinas. </li></ul><ul><li>“ ...’Seu’ Tenente Antônio quase briga ontem com ‘Seu dotô Campo’...” </li></ul><ul><li>“ ...’Seu’ Tenente Antônio é polo ‘governadô’ e ‘Seu dotô Campo’ é pelo ‘senadô’...Um ‘sarcero’, patrão!...” </li></ul>
  17. 17. Verossimilhança <ul><li>O livro mostra a vida de pessoas simples como o funcionário público, o tocador de modinhas, as famílias de classe média em geral. </li></ul><ul><li>São nesses aspectos que se encontram as relações da obra com a realidade. O respeito com que as pessoas tinham com quem era formado, ou mesmo quem trabalhava como funcionário público como o Quaresma, o preconceito que tinham para com quem toca violão ou no caso vive da música, a diferença de tratamento que o governo tinha entre as pessoas de maior ou menor condição financeira. </li></ul>
  18. 18. Conclusão <ul><li>O livro mostra a vida de um homem simples, que apenas vive sua vida mostrando a todos que a sua terra, o Brasil, tem todos os recursos necessários para as pessoas viverem, descartando produtos, músicas, danças, costumes em geral e outras coisas de outros países, uma característica típica do movimento literário que o livro se encontra, o pré-modernismo (onde os autores mostram maior interesse sobre a própria nação). </li></ul><ul><li>Essa obra mostra as dificuldades de uma pessoa que realmente Ama a pátria, e enfrenta todas as circunstâncias para construir um Brasil que abrigue todos os brasileiros. </li></ul>

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