LETRAMENTO MIDIÁTICO: Rádio 
DISCIPLINA: 
PRODUÇÃO E ORGANIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO EM 
AMBIENTES COLABORATIVOS 
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• Nossas estruturas sociais são influenciadas por: 
• A família, a igreja, a escola e a universidade...
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• Revolução contemporânea: 
• Internet, 
• Web, 
• Web 2.0, 
• Blogs, 
• Redes Sociais, 
• (...).
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• A escola deveria buscar desnaturalizar o discurso midiático: 
• Estudantes: oportunidade de fazer ...
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• Caminho direto: atividade de linguagem significativa de natureza midiática 
• Produção de ...
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• Construção de uma mídia própria e adequada à sua comunidade 
• Atividades significativas d...
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• Na década de 1930, o dramaturgo alemão Bertolt Brecht, defendia a tese de 
que o rádio dev...
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• O modelo atual de concessão, permissão ou autorização para exploração de 
serviços de radi...
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• Legado do regime de exceção: o golpe de 1964 
• Herança que até os dias de hoje se mostra ...
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• Rádio comercial: protótipo estereotipado dessa mídia 
• Demonstra uma cadeia de reducionis...
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• Rádios comunitárias: 
• Reconhecida legalmente em 1998, com a Lei nº 9.612. 
• Concessões ...
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• Rádios educativas 
• Menor tempo para concessão: instituições de educação, fundações, 
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• Web Rádios 
• Serviço de transmissão de Web rádios não depende de autorização do 
poder pu...
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• Elementos que permitem articular o rádio ao seu contexto e realidade 
social: 
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• Sugestão de ações para conhecer e construir a ideia: 
a) Análise de programas de rádio pro...
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• Em seus mais de 90 anos de existência no Brasil, o rádio passou por muitas 
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• Notícia: todo fato relevante que desperta interesse público ...
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• Linguagens e regras básicas 
• Simplicidade: um desafio para não comprometer qualidade e cr...
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• Linguagens e regras básicas 
• Clareza: não dar margem a dúvidas 
• Não deixar perguntas se...
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• Linguagens e regras básicas 
• Repetição de palavras: vício de linguagem 
• Recorrer à riqu...
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• Normas Práticas 
• Disse: palavra mais usada em qualquer rádio 
• Deve-se recorrer ao portu...
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• Nomes estrangeiros: noticiário internacional 
• Em muitos casos, podem s...
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• Normas Práticas 
• Cifras: podem ser arredondadas 
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• Convenções 
• Pontuação: imprescindível em rádio 
• A mensagem será lida e interpretada, 
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• Edição de matérias 
• Tempo: Um dos aspectos mais importantes do rádio 
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• Edição de matérias 
• Passagem: 
• Na passagem do texto para a sonora, evitar soluções preg...
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• Entrevista: uma arte 
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BIBLIOGRÁFICAS
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ALMEIDA, A. A. Novos rumos do rádio educativo: uma proposta de educomunicação. TCC (Comunicaçã...
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LETRAMENTO MIDIÁTICO: Rádio

  1. 1. LETRAMENTO MIDIÁTICO: Rádio DISCIPLINA: PRODUÇÃO E ORGANIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO EM AMBIENTES COLABORATIVOS Segundo semestre de 2014 DEPARTAMENTO: Organização e Tratamento da Informação Prof. Hercules Pimenta dos Santos Doutorando em Ciência da Informação ECI-UFMG herculessantos.ufmg@gmail.com
  2. 2. LETRAMENTO MIDIÁTICO
  3. 3. LETRAMENTO MIDIÁTICO • Nossas estruturas sociais são influenciadas por: • A família, a igreja, a escola e a universidade: pressão no agir em sociedade, • A grande mídia: “bombardeio” temático • Temas abordados no dia a dia das pessoas, • Suscitados por um monopólio de agências de notícias centralizadas, • Necessário problematizar o tratamento ideológico que é dado a essas pautas.
  4. 4. LETRAMENTO MIDIÁTICO • Revolução contemporânea: • Internet, • Web, • Web 2.0, • Blogs, • Redes Sociais, • (...).
  5. 5. LETRAMENTO MIDIÁTICO • A escola deveria buscar desnaturalizar o discurso midiático: • Estudantes: oportunidade de fazer uma leitura crítica da mídia e compreender o seu discurso de forma sistematizada. http://santoshercules.webnode.com.br/ >>> HS
  6. 6. LETRAMENTO MIDIÁTICO: RÁDIO
  7. 7. LETRAMENTO MIDIÁTICO: RÁDIO • Caminho direto: atividade de linguagem significativa de natureza midiática • Produção de gêneros, quadros e programas radiofônicos • Refletir sobre e entender os meandros desse discurso a partir dos seus bastidores, • Contraponto ao discurso midiático convencional, • Compreensão do ambiente discursivo midiático, • Contribuindo para novos gêneros da mídia.
  8. 8. LETRAMENTO MIDIÁTICO: RÁDIO • Construção de uma mídia própria e adequada à sua comunidade • Atividades significativas de linguagem, em que os sujeitos envolvidos em sua construção possam agir como atores capazes e responsáveis, decidindo como e, sobretudo, o que querem comunicar: • a pauta (os temas), • os tipos de programas, • os quadros, • gêneros de texto, • a linguagem.
  9. 9. LETRAMENTO MIDIÁTICO: RÁDIO • Na década de 1930, o dramaturgo alemão Bertolt Brecht, defendia a tese de que o rádio deveria ser um instrumento dialógico de comunicação: • O rádio poderia ser uma tribuna para ampliar “vozes”, • Um canal de interação, para que o ouvinte também pudesse se expressar, conectando-se ao mundo. • Paulo Freire, nos anos 60: projeto de alfabetização de adultos denominado Movimento de Educação de Base (MEB): • Rádio como principal ferramenta, • Educação promovida por meio de recursos radiofônicos cedidos pelo Governo Federal, • Criar 15 mil radiopostos, • Base no manifesto de 1930, pela Escola Nova, encabeçado por Anísio Teixeira, que já pensava associar a comunicação à educação (ALMEIDA, 2004), • Interrompido pelo golpe militar de 64.
  10. 10. LETRAMENTO MIDIÁTICO: RÁDIO • O modelo atual de concessão, permissão ou autorização para exploração de serviços de radiodifusão (rádio e TV): decretos-leis publicados no governo Vargas. • Dois decretos (20.047 e 21.111) regulamentaram a radiodifusão brasileira referente às autorizações para exploração deste serviço até o início dos 1960s. • Decreto-Lei nº 20.047 (1931): serviços de radiodifusão de interesse nacional. Era função exclusiva do Poder Executivo Federal regulamentar, autorizar e permitir seu funcionamento • Levar informação, cultura e educação à sociedade. • Decreto-Lei nº. 21.111 (1932): regulamentar especificamente o serviço de radiodifusão no Brasil juntamente ao decreto anterior.
  11. 11. LETRAMENTO MIDIÁTICO: RÁDIO • Legado do regime de exceção: o golpe de 1964 • Herança que até os dias de hoje se mostra decisiva em relação aos rumos da comunicação em nosso país: • Decreto-Lei nº 236, de 1967, promoveu alterações no âmbito da radiodifusão, concentrando ainda mais a função de deliberar sobre as outorgas nas mãos do poder executivo federal, • Concentração das concessões de rádio e tevê nas mãos de políticos correligionários dos governos militares.
  12. 12. LETRAMENTO MIDIÁTICO: RÁDIO • Rádio comercial: protótipo estereotipado dessa mídia • Demonstra uma cadeia de reducionismos conceituais: • Apagamento dos demais tipos de rádio: comunitárias e educativas, • Elege como rádio, exclusivamente, as emissoras comerciais, • Restringe o conceito de rádio comercial (AM e FM) à rádio FM, • Reduz o conceito de rádio FM à programação restrita a música. << Esportes Religiosa >> << Noticiário >>
  13. 13. LETRAMENTO MIDIÁTICO: RÁDIO • Rádios comunitárias: • Reconhecida legalmente em 1998, com a Lei nº 9.612. • Concessões demandadas por entidades comunitárias, que não contam com a intermediação política: em torno de dez anos para serem aprovadas. • Legislação excessivamente restritiva e punitiva: fora de sintonia com as demandas democráticas das comunidades locais • Proibições • Publicidade comercial na programação, • Atuar em rede: • Exceção: situação de calamidade pública, guerras, epidemias ou em transmissões obrigatórias dos poderes públicos, • Potência dos transmissores limitada a 25 watts: • sinal não pode ultrapassar raio de 1 quilômetro. Restrições que não contemplam comunidades em grandes centros urbanos.
  14. 14. LETRAMENTO MIDIÁTICO: RÁDIO • Rádios educativas • Menor tempo para concessão: instituições de educação, fundações, universidades ou órgãos ligados ao governo. • Exclusivamente atender interesses de entidades dos setores da educação e cultura • Características: cunho educacional e cultural • Divulgação e promoção de: • Atividades culturais, • Eventos esportivos, • Peças teatrais, • Produções cinematográficas, • Coberturas jornalísticas, • Auxílio à população em geral.
  15. 15. LETRAMENTO MIDIÁTICO: RÁDIO • Web Rádios • Serviço de transmissão de Web rádios não depende de autorização do poder publico, • Não se pode confundir o meio de transmissão, que independe de prévia autorização estatal, com o conteúdo das transmissões: • Destaca-se, essencialmente, as músicas • Critérios de utilização previstos em legislação diferenciada e específica que trata dos direitos autorais, • Todo autor tem direito a anuência de determinadas quantias sobre suas obras veiculadas nos meios de comunicações disponíveis, • Não é lícito, portanto, a pessoa física ou jurídica dispor e veicular músicas sem arrecadar as devidas quantias para o ECAD. ECAD: Escritório Central de Arrecadação e Distribuição, criado pela Lei Federal no 5.988/73, mantido sob à égide da Lei 9.610/98, é o órgão autorizado a arrecadar valores pelas músicas transmitidas em rádios, televisão, shows etc.
  16. 16. LETRAMENTO MIDIÁTICO: RÁDIO • Elementos que permitem articular o rádio ao seu contexto e realidade social: • Escolha do perfil editorial: • Atribuição de papéis e responsabilidades aos sujeitos envolvidos na produção, • Procura de parcerias, • Participação da comunidade, • Necessidades infraestruturais, • Aprimoramento gradativo.
  17. 17. LETRAMENTO MIDIÁTICO: RÁDIO • Elementos que permitem articular o rádio ao seu contexto e realidade social: • Garantia da continuidade da produção dos programas: • Variação do tipo de programa, • Seleção e incremento de novos quadros, • Escrita e reescrita, • Apropriação de gêneros de texto genuinamente radiofônicos, • Domínio do processo de gravação e transmissão (pronúncia, treino de locução, uso do microfone, controle dos aspectos técnicos etc.), • Conteúdos e desenvolvimento de habilidades e competências, • Estudo mais sistematizado de alguns gêneros de texto genuínos da mídia: • Notícia, reportagem, entrevista, artigo de opinião, debates, entre outros.
  18. 18. LETRAMENTO MIDIÁTICO: RÁDIO • Sugestão de ações para conhecer e construir a ideia: a) Análise de programas de rádio produzidos pela mídia convencional, b) Escolha do tipo de programa e dos seus respectivos quadros, c) Definição de funções nos programas: âncora, locutor, produtor, roteirista, editor, operador de áudio..., d) elaboração de cronograma de trabalho, e) produção escrita dos quadros e organização dos textos em papel, f) Apropriação de gêneros textuais que circularão nos quadros, g) Ensaio de locução, h) Reunião de pauta, i) Gravação de Piloto, j) Análise do piloto, k) Gravação final, l) Visita a estúdio de rádio convencional, m) Assistir a filmes/documentários HS sobre o tema.
  19. 19. RÁDIO: LINGUAGENS E REGRAS
  20. 20. RÁDIO: LINGUAGENS E REGRAS • Em seus mais de 90 anos de existência no Brasil, o rádio passou por muitas transformações: • Incorporações e inflexões • Radionovelas, rádio Teatros, humorísticos, • Repórter Esso, • Programas de auditório, enfim, uma infinita variação da linguagem. • Característica atuais: • Popular, • Neutra, • Elitista, • Alta ou baixa estimulação, • Evangélica... • Caberá ter a noção de como direcionar o texto para o público certo e de que forma esse texto deve ser escrito.
  21. 21. RÁDIO: LINGUAGENS E REGRAS • Linguagens e regras básicas • Notícia: todo fato relevante que desperta interesse público (CAMPOS, 2003) • É necessário saber levar essa mensagem ao público-alvo, no caso aqui, ao ouvinte, • Uma boa notícia deve ter começo, meio e fim, • Poder de síntese: rádio e televisão. • Base de uma notícia: responder, imediatamente, às questões clássicas • O que aconteceu? • Como aconteceu? • Quando aconteceu? • Onde aconteceu? • Por que aconteceu? • Dica: Geralmente notícias estão inseridas em noticiários e, por isso, devem ser curtas.
  22. 22. RÁDIO: LINGUAGENS E REGRAS • Linguagens e regras básicas • Simplicidade: um desafio para não comprometer qualidade e credibilidade • Transmitir a notícia da forma mais simples, para que ela possa ser compreendida de imediato, • As frases devem ser curtas, • Evitar de erudição, gírias e regionalismos, • Se o ouvinte não conseguir entendê-la, ele não terá uma segunda oportunidade imediata.
  23. 23. RÁDIO: LINGUAGENS E REGRAS • Linguagens e regras básicas • Clareza: não dar margem a dúvidas • Não deixar perguntas sem respostas ou confundir o ouvinte, • Equipe: passar absoluta credibilidade sobre o assunto, ter absoluto domínio sobre a informação transmitida, • Se o jornalista não entender o que está transmitindo, o ouvinte nunca entenderá, • Em caso de dúvida, a matéria não deve entrar no ar. • Atenção: clareza da voz, ao ritmo da locução e à entonação dada ao texto • Falar rápido demais, atropelar as palavras ou exceder no volume: risco de perder a atenção do ouvinte • Quando o ouvinte observa essas falhas, deixa de prestar atenção na notícia.
  24. 24. RÁDIO: LINGUAGENS E REGRAS • Linguagens e regras básicas • Repetição de palavras: vício de linguagem • Recorrer à riqueza do idioma: sinônimos e expressões equivalentes à usada, • Não fazer uso de palavras pouco conhecidas: vale o bom-senso. • EXEMPLOS: • Medida, para não repetir iniciativa, • Não chamar hospício de nosocômio (sin. Hospital). • Concisão: fundamental em qualquer texto formal • Eliminar o supérfluo para melhorar a compreensão por parte do ouvinte.
  25. 25. RÁDIO: LINGUAGENS E REGRAS • Normas Práticas • Disse: palavra mais usada em qualquer rádio • Deve-se recorrer ao português para substituir a palavra por outras que expressem a intenção de quem está falando. • Melhores substitutos: “afirmou” e “declarou”. • Cargos • Sempre antes dos nomes, • O cargo que dá importância ao nome que o ocupa. • Em frases maiores, pode-se usar o recurso de escrever o cargo em uma frase e o nome da pessoa na seguinte: • Exemplo: A secretária especial de Direitos Humanos saiu agora há pouco do Palácio do Planalto. Cristiane Alves foi pedir ao presidente Alexandre Santos uma definição sobre as atribuições da secretaria.
  26. 26. RÁDIO: LINGUAGENS E REGRAS • Normas Práticas • Nomes estrangeiros: noticiário internacional • Em muitos casos, podem ser omitidos, • Autoridades ou personagens que nada acrescentam à notícia • Ao invés de citar o nome de um policial, encarregado de uma determinada informação no Iraque, pode-se atribuir a informação à polícia iraquiana. • Ao divulgar um nome estrangeiro, deve-se grafá-lo corretamente no texto • Mas, pode-se escrever o nome aportuguesado no material a ser lido/consultado • EXEMPLOS: o príncipe Charles (Tcharles), o rapper Jay Z (Djay Zi) • Presente • Prefira sempre o presente ou a forma composta do que o futuro. • O Barcelona joga amanhã, ou vai jogar amanhã, é sempre melhor do que jogará amanhã.
  27. 27. RÁDIO: LINGUAGENS E REGRAS • Normas Práticas • Cifras: podem ser arredondadas • EXEMPLO: um prêmio de loteria, de R$ 2.327.015,31, deve-se dizer que o apostador ganhou “pouco mais de dois milhões e 300 mil reais”. • Números ordinais: até onde houver clareza • Além do vigésimo, já fica complicado, • EXEMPLO: Raquel Menezes é a número 235 da lista da Associação dos Tenistas Profissionais. È mais fácil para o ouvinte localizar a posição, do que ouvir ducentésimo trigésimo quinto. • Siglas: as de total domínio público, não precisam ser decodificadas • Como Dersa, em São Paulo, e Cedae, no Rio, • Mas, quando o repórter ou o âncora estiver em rede nacional, deve explicar • EXEMPLOS: 1) “A Dersa, empresa que administra as principais rodovias de São Paulo”. 2) “A Cedae, empresa que cuida do abastecimento de água do Rio”.
  28. 28. RÁDIO: LINGUAGENS E REGRAS • Convenções • Pontuação: imprescindível em rádio • A mensagem será lida e interpretada, • Fundamental para a compreensão do texto por parte do ouvinte, • DICA: o redator deve ler seu texto em voz alta para avaliar se a mensagem está sendo transmitida de forma correta. • Decimais: sempre se escreve a palavra vírgula • EXEMPLOS: • Oito vírgula 3; 12 vírgula 7; quatorze virgula cinco, etc. • No caso de 0,5, usamos a palavra meio: trinta e cinco e meio. • Percentagem: o símbolo “%” é sempre escrito por extenso • EXEMPLOS: 45 por cento; 93 vírgula 8 por cento; 5 e meio por cento. • Horas: sempre usar a forma mais coloquial • EXEMPLOS: Em vez de 23 horas e 30 minutos, 11 e meia da noite; Meio-dia, em vez de 12 horas. Meia-noite, em vez de 24 horas ou zero hora.
  29. 29. RÁDIO: LINGUAGENS E REGRAS • Edição de matérias • Tempo: Um dos aspectos mais importantes do rádio • A duração de cada matéria depende de sua importância e complexidade, • Dificilmente o ouvinte mantém o mesmo nível de concentração quando uma matéria ultrapassa dois minutos de duração. • O sucesso de uma matéria vai depender da sua importância e da forma de se transmitir as informações, nunca pelo tempo em que ficará no ar. • Estrutura: no padrão, deve conter pelo menos uma sonora • Transmite credibilidade, a certeza de que a emissora foi à fonte da notícia, • É necessário obter harmonia entre o texto e a sonora. • Cabeça: um resumo do que a matéria tem de melhor como notícia • A cabeça serve de abertura da matéria ou entrevista.
  30. 30. RÁDIO: LINGUAGENS E REGRAS • Edição de matérias • Passagem: • Na passagem do texto para a sonora, evitar soluções preguiçosas: • tipo: Fulano explica o que vai fazer. • A passagem precisa ser suave, contendo sempre uma informação, • Havendo qualquer problema com a sonora, isto não vai impedir que o ouvinte receba a informação, • Ainda, em sua forma, a matéria se torna muito mais elegante.
  31. 31. RÁDIO: LINGUAGENS E REGRAS • Entrevista: uma arte • Entrevistar em áudio adquire uma importância ainda maior porque é capaz de passar o que o jornalismo impresso nem sempre consegue: a emoção, • Dependerá, fundamentalmente, do nível das perguntas e de um bom roteiro elaborado pelo entrevistador. • A seguir algumas dicas para uma boa entrevista: • Ter começo, meio e fim. Planeje o tempo disponível, informe-se sobre o que vai perguntar. A falta de preparo pode dar ao entrevistado a chance de transformar a entrevista em palanque. • A pergunta deve ter tamanho certo, suficiente para que o ouvinte entenda o assunto. • Grande: acaba respondendo à própria pergunta, • Pequena: o ouvinte pode não entender que assunto está sendo tratado. • Pergunta-se o que se considera mais importante sobre o assunto.
  32. 32. RÁDIO: LINGUAGENS E REGRAS • Entrevista: uma arte • A entrevista não pode ser um bate-papo entre duas pessoas. O entrevistado está falando para o ouvinte e não para o jornalista, • A entrevista não deve durar mais do que o necessário, deve-se centrar no tema original, • Os entrevistados devem ser tratados com respeito, mas sem formalismos como Vossa Excelência • Doutor é título acadêmico, que vale para pessoas que tenham defendido tese de doutorado • Os demais são senhoras, senhores, delegados, presidente, diretor etc. • Pergunte ao entrevistado, antes da entrevista, a maneira correta de dizer o nome dele. • Ao longo da entrevista, deve-se repetir o nome do entrevistado, seu cargo e função. A audiência do rádio é rotativa. Longos períodos sem a descrição podem não atrair o ouvinte.
  33. 33. RÁDIO: LINGUAGENS E REGRAS • Entrevista: uma arte • Não interrompa o entrevistado sem que ele conclua o pensamento. A interrupção no meio da resposta desagrada o ouvinte e prejudica a edição posterior do material. • É preciso ficar atento para evitar que o entrevistado fuja da pergunta. Quando esta não for respondida, deve-se insistir imediatamente. Em alguns casos, é preciso dizer firmemente que ele não respondeu ao que foi perguntado. • Entrevistados lacônicos, que respondem apenas sim, não, talvez: • Estimule-os, perguntando sempre por quê? • Entrevista não é debate nem confronto de opiniões. Um “bate-boca” confunde o ouvinte. • Não se pode aceitar perguntas previamente apresentadas pelo entrevistado ou por sua assessoria de imprensa • Sugestões, pautas e conversas esclarecedoras são ideais. HS
  34. 34. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
  35. 35. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALMEIDA, A. A. Novos rumos do rádio educativo: uma proposta de educomunicação. TCC (Comunicação social – Habilitação em Jornalismo) – Universidade de Caxias do Sul, 2004. BALTAR, Marcos. Letramento radiofônico na escola. Linguagem em (Dis)curso – LemD, v. 8, n. 3, p. 563-580, set./dez. 2008. BARBEIRO, Heródoto; LIMA, Paulo Rodolfo de. Manual do radiojornalismo. Rio de Janeiro: Campus, 2001. BARBOSA FILHO, A. Gêneros radiofônicos: os formatos e os programas em áudio. São Paulo, SP: Paulinas, 2003. CAMPOS, Célio. Manual de Radiojornalismo. Secretaria Especial de Comunicação Social. CADERNOS DA COMUNICAÇÃO, Série Estudos – Vol. 6 Maio de 2003. FREDERICO, C. Brecht e a "Teoria do rádio". Estudos avançados, v. 21, n. 60, p. 217-226, 2007.

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