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Jornada Acadêmica
Mauro carneiro
Mariana Felipe
Thiago Henrique
Wanessa Carvalho
Internato de Ginecologia e Obstetrícia
Hospital e Maternidade Dom Orione
Anamnese
• Nome : E.D.A
• Idade: 18 anos encaminhada de Tocantinópolis
• IG (usg) : 15 s e 2 dias
• DUM: 05/05/2015
• DPP: 12/02/2016
• Breve história obstétrica : G02 PN1 A0
Queixa principal
Sangramento vaginal vivo há 1 dia ,
nega qualquer outra queixa e
alergia medicamentosa.
Exame Físico
• Dados vitais : PA 130X70
• BCF: não auscultado
• FU: 16 cm
• Toque Vaginal: Colo fechado, sangramento em pequeno
volume, com odor fétido
Qual a
conduta?
•Internar a paciente
•Solicitar BETA HCG
quantitativo
•Radiografia de tórax
•US transvaginal
Quais as
Hipóteses
Diagnósticas ?
•Aborto espontâneo
•Gestação múltipla
•Mola hidatiforme
•Tumor pélvico
•Prenhez Tubária
Resultado dos
Exames
Hemograma
Radiografia de tórax
BETA HCG quantitativo
US Transvaginal
DIGNÓSTICO ?
MOLA
HIDATIFORME
COMPLETA
DEFINIÇÃO
• Molas hidatiformes são gestações cromossomicamente
anormais com o potencial de se tornarem malignas (neoplasia
trofoblástica gestacional ou NTG).
• A mola completa origina-se de um equivoco da fertilização.
Por alguma razão desconhecida o óvulo perde sua carga
genética haplóide – “esvazia-se” – sendo fecundado por
espermatozóide aparentemente normal , cromossomicamente
23 XX.
DEFINIÇÃO (cont.)
• Dá-se então a duplicação dos cromossomos paternos sem a
concomitante divisão celular, proporcionando zigoto com o
numero normal , diploide , 46XX de cromossomos.
• É homozigoto o genoma originado, sendo sua constituição
cromossômica sexual obrigatoriamente 46 XX , vez que a
fertilização por espermatozoide contendo Y resultaria em
célula YY, não-vital.
Tratamento
HISTOPATOLOGIA
Complicação
Pré-eclâmpsia
Neoplasia trofoblástica gestacional invasiva
Coriocarcinoma
Tumor trofoblástico no sítio placentário
Tumor trofoblástico epitelioide
Síndrome do desconforto respiratório pós-evacuação
Síndrome de Asherman
Metástases
Prognóstico
• O risco de doença trofoblástica gestacional recorrente em uma futura
gestação é de 1% .
• As pacientes devem ser acompanhadas rigorosamente em gestações
subsequentes.
• Entre as pacientes com gravidez molar completa, cerca de 20%
desenvolvem neoplasia trofoblástica gestacional (NTG) maligna.
• A taxa de cura para essas afecções é superior a 95%.
Monitoramento
• As pacientes devem enviar sangue para avaliações semanais dos níveis
de beta-hCG sérica até que os valores estejam normalizados por 3
semanas consecutivas.
• A hCG mensal é avaliada durante pelo menos 6 meses após a
normalização dos níveis de beta-hCG sérico. O acompanhamento estrito
tem como objetivo maximizar a detecção de neoplasia trofoblástica
gestacional (NTG) pós-molar, identificando o platô ou o aumento recente
dos níveis de beta-hCG.
• Um período de vigilância negativa de 6 a 12 meses após o nadir da beta-
hCG sérica é geralmente adequado para excluir a NTG pós-molar.
Instruções ao paciente
• A adesão rigorosa à contracepção é aconselhada. A menos que
contraindicados por outras razões, os contraceptivos orais são apropriados.
• Contraceptivos intrauterinos contendo ou não progestogênio são uma
alternativa aceitável. As pacientes devem ser desencorajadas a usar formas
menos confiáveis de contracepção, como a relação sexual programada ou
contraceptivo de barreira. Durante o período de acompanhamento (6-12
meses) após a evacuação da mola, a adesão rigorosa à contracepção deve
ser reforçada.
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  • 1. Jornada Acadêmica Mauro carneiro Mariana Felipe Thiago Henrique Wanessa Carvalho Internato de Ginecologia e Obstetrícia Hospital e Maternidade Dom Orione
  • 2. Anamnese • Nome : E.D.A • Idade: 18 anos encaminhada de Tocantinópolis • IG (usg) : 15 s e 2 dias • DUM: 05/05/2015 • DPP: 12/02/2016 • Breve história obstétrica : G02 PN1 A0
  • 3. Queixa principal Sangramento vaginal vivo há 1 dia , nega qualquer outra queixa e alergia medicamentosa.
  • 4. Exame Físico • Dados vitais : PA 130X70 • BCF: não auscultado • FU: 16 cm • Toque Vaginal: Colo fechado, sangramento em pequeno volume, com odor fétido
  • 6. •Internar a paciente •Solicitar BETA HCG quantitativo •Radiografia de tórax •US transvaginal
  • 8. •Aborto espontâneo •Gestação múltipla •Mola hidatiforme •Tumor pélvico •Prenhez Tubária
  • 14.
  • 16. DEFINIÇÃO • Molas hidatiformes são gestações cromossomicamente anormais com o potencial de se tornarem malignas (neoplasia trofoblástica gestacional ou NTG). • A mola completa origina-se de um equivoco da fertilização. Por alguma razão desconhecida o óvulo perde sua carga genética haplóide – “esvazia-se” – sendo fecundado por espermatozóide aparentemente normal , cromossomicamente 23 XX.
  • 17. DEFINIÇÃO (cont.) • Dá-se então a duplicação dos cromossomos paternos sem a concomitante divisão celular, proporcionando zigoto com o numero normal , diploide , 46XX de cromossomos. • É homozigoto o genoma originado, sendo sua constituição cromossômica sexual obrigatoriamente 46 XX , vez que a fertilização por espermatozoide contendo Y resultaria em célula YY, não-vital.
  • 18.
  • 20.
  • 21.
  • 23. Complicação Pré-eclâmpsia Neoplasia trofoblástica gestacional invasiva Coriocarcinoma Tumor trofoblástico no sítio placentário Tumor trofoblástico epitelioide Síndrome do desconforto respiratório pós-evacuação Síndrome de Asherman Metástases
  • 24. Prognóstico • O risco de doença trofoblástica gestacional recorrente em uma futura gestação é de 1% . • As pacientes devem ser acompanhadas rigorosamente em gestações subsequentes. • Entre as pacientes com gravidez molar completa, cerca de 20% desenvolvem neoplasia trofoblástica gestacional (NTG) maligna. • A taxa de cura para essas afecções é superior a 95%.
  • 25. Monitoramento • As pacientes devem enviar sangue para avaliações semanais dos níveis de beta-hCG sérica até que os valores estejam normalizados por 3 semanas consecutivas. • A hCG mensal é avaliada durante pelo menos 6 meses após a normalização dos níveis de beta-hCG sérico. O acompanhamento estrito tem como objetivo maximizar a detecção de neoplasia trofoblástica gestacional (NTG) pós-molar, identificando o platô ou o aumento recente dos níveis de beta-hCG. • Um período de vigilância negativa de 6 a 12 meses após o nadir da beta- hCG sérica é geralmente adequado para excluir a NTG pós-molar.
  • 26. Instruções ao paciente • A adesão rigorosa à contracepção é aconselhada. A menos que contraindicados por outras razões, os contraceptivos orais são apropriados. • Contraceptivos intrauterinos contendo ou não progestogênio são uma alternativa aceitável. As pacientes devem ser desencorajadas a usar formas menos confiáveis de contracepção, como a relação sexual programada ou contraceptivo de barreira. Durante o período de acompanhamento (6-12 meses) após a evacuação da mola, a adesão rigorosa à contracepção deve ser reforçada.