Mato Grosso do Sul

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Mato Grosso do Sul

  1. 1. É muito provável que a presença do homem, em Mato Grosso do Sul, supere dez mil anos.
  2. 2. Uma variada formação pretérita de horizontes culturais revela a existência, em Mato Grosso do Sul, de grupos de caçadores/coletores/ pescadores e de grupos indígenas ceramistas, cujas origens são anteriores ao desenvolvimento das etnias conhecidas desde os tempos coloniais.
  3. 3. Formação histórica do MS 1. Os espanhóis 1515 - espanhol Juan Diaz de Solis procurou um caminho que ligasse o oceano Atlântico ao Pacífico. Encontrou o estuário do Prata.
  4. 4. Estuário do Prata
  5. 5. • Sua esquadra ao retornar a Espanha perdeu uma nau. Salvaram-se 11 pessoas entre elas Aleixo Garcia, que conviveu com os índios guaranis por oito anos, aprendendo seus costumes e principalmente descobriu a origem dos adornos de prata dos índios.
  6. 6. • Organizou uma expedição rumo a montanha de prata e seguiu a trilha denominada caminho de Peabiru até o rio Paraná, atravessou a Serra de Maracaju, desceu o rio Miranda passando pelo rio Paraguai (MS). Chegou até o Peru encontrando uma grande quantidade de prata.
  7. 7. Caminho de Peabiru
  8. 8. • O caminho, ramificado em diversas trilhas, parece possuir ao todo cerca de cinco mil quilômetros, sendo 1200 km dentro do território do Brasil. Forrada por um tipo especial de grama miúda e macia, tão fechada que impedia o crescimento de qualquer outra espécie de vegetal, mantendo a passagem sempre livre, a misteriosa e hoje quase desconhecida estrada, com um metro e quarenta de largura, serviu para os conquistadores europeus alcançarem a notável civilização Inca por terra, anos antes de Francisco Pizarro destruí-la quase completamente.
  9. 9. • 1542 – os espanhóis passaram a utilizar cavalos ( origem do plantel utilizado pelos Guaicurus).
  10. 10. 2 . Os Jesuítas – 1588 / 1768 • Organizaram colégios, seminários e casas de retiro. • Os Jesuítas no Paraguai mantiveram desde logo um relacionamento pouco amistoso com os espanhóis de Assunção. Defendiam os indígenas.
  11. 11. • Para que o exemplo dos Jesuítas da missão paraguaia não repercutisse no Peru ou mesmo no Brasil, o Paraguai foi convertido em província separada, no ano de 1607.
  12. 12. •3. Bandeirantes Com a diminuição da mão de obra escrava, próxima aos locais de trabalho, os portugueses e seus descendentes, dirigiram-se para as regiões Sul e Centro-Oeste do Brasil, a procura de índios, expandindo as fronteiras.
  13. 13. • Nesse mesmo período, os espanhóis e jesuítas, agraciados por uma rede hidrográfica favorável, subiram o rio da Prata e seus afluentes, estabelecendo cidades e reduções, as quais asseguravam a posse da terra e abriam perspectivas ilimitadas para futuras conquistas.
  14. 14. Bacia do Paraguai Bacia do Paraná Bacia do Uruguai
  15. 15. •Essas duas expansões territoriais seguiram a mesma direção até defrontarem-se no início do século XVII: - 1618  primeiras investidas dos bandeirantes. - 1631  Padre Montoya decidiu efetuar uma grande migração com os indígenas para fugir dos bandeirantes. 700 canoas, 2 mil e 500 famílias. Foram para 7 quedas.
  16. 16. • Muitos bandeirantes fixaram posses às margens do rio Miranda, sempre a procura de índios.
  17. 17. • Em 1718 descobriram ouro em Cuiabá, Pascoal Moreira Cabral . • 08/04/1719  Arraial de Forquilha, origem da cidade de Cuiabá. • De traficantes de escravos indígenas, os bandeirantes transformaram-se em mineradores.
  18. 18. • A notícia auspiciosa transpôs os sertões e chegou ao litoral, atraindo negociantes, mineradores e quantos se deixassem seduzir pela miragem de enriquecimento fácil e rápido. Extingui-se o ciclo das bandeiras e iniciou o ciclo das monções.
  19. 19. O fato é que por MS passaram numerosas bandeiras, em direção ao norte, ao Paraguai e ao Peru. Na segunda metade do século XVII, as regiões de Iguatemi, do Ivinhema, a Serra de Maracaju e a região de Vacaria eram bem conhecidas pelos bandeirantes, principalmente as rotas fluviais.
  20. 20. 4. Monções
  21. 21. • O roteiro das monções variou no tempo, mas o Tietê era sempre o começo de todas as viagens. Por ele chegava-se ao rio Paraná, de onde era possível alcançar outros cursos d'água, como o rio Pardo. Após subir o rio Pardo e entrar por outras correntes secundárias, a monção enfrentava a parte mais difícil da viagem: era necessário passar para algum dos afluentes do Paraguai.
  22. 22. Serra de Maracaju Essa travessia era feita por terra, pois as duas redes fluviais estão separadas por um divisor de águas, cujo ponto mais estreito tem duas léguas e meia (quinze quilômetros).
  23. 23. • Vencido esse obstáculo, era possível alcançar o Paraguai, subir o São Lourenço e, finalmente, o rio Cuiabá. Nos trechos encachoeirados dos vários rios por onde se passava, todos desembarcavam e a tripulação tinha que abandonar a água e fazer o caminho por terra, arrastando as canoas ou puxando-as com cordas. De São Paulo a Mato Grosso, a monção levava, no mínimo, cinco meses de viagem.
  24. 24. Problemas enfrentados pelas monções •Isolamento geográfico; •Emboscadas de índios (Caiapós, Guaicurus e Paiaguás); •Pragas que infestavam as lavouras; •Insegurança com relação a atitude dos espanhóis.
  25. 25. • Os monçoeiros fizeram amizade com os índios Guaicurus por meio da troca de cavalos. • Os Guaicurus declararam guerra ao índios canoeiros (Guatós).
  26. 26. Fazenda Camapuã • Em 1719 os irmãos Leme descobriram uma nova rota. • O único lugar seguro era a Fazenda Camapuã ( 1723 ) - 1° núcleo de MS. • Sua função era garantir uma travessia segura. • Muitas dificuldades: corredeiras, índios, braços dos rios,...
  27. 27. • Além de todas as barreiras físicas que tinham de transpor, ainda enfrentavam os males da imaginação com as almas, os monstros, mães d’água, assombrações, mas o grande desafio mesmo era vencer os 3 mil e 500 km que separavam Piratininga de Cuiabá.
  28. 28. Tratado de Madri 1750 • Nova demarcação dos limites territoriais entre Portugal e Espanha: “cada parte há de ficar com que atualmente possui”.
  29. 29. Divisão territorial do Brasil - 1789. Hoje
  30. 30. •Criação de vários redutos militares com o objetivo de assegurar a posse e o livre trânsito na região, surgindo novos núcleos de ocupações. •Exemplos: -1767  presídio Nossa Senhora dos Prazeres de Iguatemi. - 1774  Forte Nova Coimbra. - 1778  Vila Nossa Senhora de Conceição de Albuquerque. - 1778  Presídio Nossa Senhora do Carmo do rio Mondego (Miranda).
  31. 31. Fins do século XVIII o ciclo das monções perdeu o seu vigor. MIRANDA
  32. 32. 5. O ciclo do gado • O gado era criado à solta nas regiões de campo, sendo comum o extravio de algumas cabeças, que logo se transformavam em selvagens. • O principal foco de penetração da cultura pastoril no MS e consequente irradiação foi a região de Santana do Paranaíba, devido:
  33. 33. -Hidrografia favorável; -Campos limpos; -Estrada de “Piquiri” ( hoje Bolsão )– ligava Cuiabá-Uberaba e Araraquara. • Esta atividade econômica provocou uma ocupação lenta do MS mas progressiva.
  34. 34. • Ex: Joaquim Francisco Lopes (1829) – Fazenda Monte Alegre (1832) • Irmão José  futuro Guia Lopes da Laguna Fazenda do Taquarussu  salvou a expedição de Camisão. Guia Lopes da Laguna
  35. 35. Grandes povoados do século XVIII no MS • 1. Santana do Paranaíba • 2. Nioaque • 3. Taquari (atual Coxim ) • 4. Colônia Militar de Dourados ( atual Ponta Porã )
  36. 36. Ponta Porã
  37. 37. Antecedentes da Guerra do Paraguai • Em 1810 as colônias espanholas do Prata proclamaram as suas independências e se transformaram em repúblicas. • A República do Paraguai era governada pelo Dr Francia, que resolveu isolar-se de todos os lindeiros, medida vantajosa para o Brasil porque não provocou, no correr de seu mandato, qualquer atrito como o governo brasileiro, e em particular com o MT.
  38. 38. • 1840  morte do Dr. Francia. Assume o poder no Paraguai Carlos Antônio López. • Limites do rio Apa provoca desentendimento entre o Brasil e o Paraguai. • O Paraguai impôs dificuldades na navegação pelo rio Paraguai fazendo inspeção nos navios brasileiros, observando se levavam material bélico para Cuiabá, até cavalos eram considerados armas.
  39. 39. Francisco Solano López assumiu o poder no Paraguai em 1862. Deu ênfase a espionagem, conheceu a população (índios e fazendeiros do atual MS), os recursos disponíveis e principalmente os caminhos. Começo da Guerra  novembro de 1864 com a prisão do governador do MT (Cel Frederico Carneiro de Campos).
  40. 40. A Guerra terminou em 1° de março de 1870, com a morte de Solano López pelas tropas do general Câmara.
  41. 41. A posse e a ocupação das terras do estado de MS após a Guerra do Paraguai 1864-1870. •A Guerra determinou uma brusca interrupção no povoamento do MS. • Um dos maiores prejuízos sofridos pelos povoadores foi o desaparecimento dos documentos relativos a posse das terras. •Após a guerra uma nova etapa de povoamento: a)Fixação dos ex-combatentes b)Reestruturação e formação de nova propriedades rurais
  42. 42. c) Migração gaúcha - fugitivos – Rev. Federalista (1893- 1895), notícias de campos limpos iguais aos do Rio Grande do Sul divulgada pelos ex- combatentes da Guerra do Paraguai. d) Demarcação das fronteiras - Pós guerra o governo imperial deu início imediato a gestões no sentido de demarcar definitivamente as fronteiras com a república vizinha, constituindo-se em 1872, uma comissão mista de limites. e) Companhia Mate Larangeira f) Fundação de Campo Grande
  43. 43. • Fatores que atraíram pessoas para as terras do MS: - excelência das terras; - clima favorável; - abundância de águas; - viçosas pastagens.
  44. 44. 6. Ciclo da erva-mate • O monopólio da CIA Mate Larangeira retardou o povoamento da parte sul do MS.
  45. 45. • A história da CIA Larangeira: - comissão de demarcação dos limites entre o Brasil e o Paraguai. - essa comissão era chefiada pelo Barão de Maracaju (Cel Eng. Eneas Gustavo Galvão) e com a presença do General Antonio Maria Coelho. - início da demarcação 16/08/1872 - término 24/10/1872
  46. 46. - O abastecimento desta comissão foi realizado por uma casa de comércio de Porto Alegre, por meio dos seus empregados Ernesto Paiva e Thomaz Larangeira.
  47. 47. - A existência de enormes ervais inexplorados na região de fronteira, o grande número de mão de obra barata e especializada dos paraguaios e o conhecimento do grande mercado consumidor de erva-mate no sul do continente, fez com que Thomaz Larangeira permanecesse na região e industrializasse a erva-mate.
  48. 48. - Em 1882 Thomaz Larangeira conseguiu o monopólio para a exploração da erva-mate em terras devolutas da fronteira Brasil- Paraguai.
  49. 49. - A CIA era sócia dos irmãos Murtinho (políticos de MT) e apoiada pelo general Antonio Mª Coelho (1° governador de MT) aumentando o seu poder. - 1899 começou a diminuir o poder da CIA porque Manoel Murtinho não conseguiu se eleger para o governo do MT.
  50. 50. -Fusão entre a Mate Larangeira e Francisco Mendes Gonçalves  Buenos Aires  Larangeira Mendes e Cia. - 360 km caravanas de carretas puxadas a boi.
  51. 51. Estrada de Ferro Noroeste do Brasil 1908-1914
  52. 52. • Objetivos: defesa nacional e desenvolvimento econômico da região pela ruptura do isolamento em que vivia. • 1904  Uberaba – Coxim – partindo de Bauru. • Dificuldades: imensas florestas, índios que por todos os meios impediam o avanço dos trilhos.
  53. 53. • 1908 No governo de Afonso Pena foi abandonado o projeto Itapura- Cuiabá para Itapura-Corumbá. • Emílio Schnoor foi encarregado de estabelecer o traçado da ferrovia incluindo Campo Grande.
  54. 54. • A construção foi iniciada de dois pontos: um partindo do Porto Esperança para o leste ao encontro da linha que vinha de Bauru. • A união dos dois pontos aconteceu em 31 de agosto de 1914, em um local a leste de Campo Grande, denominado Estação Ligação.
  55. 55. Três grandes ações que a ferrovia intensificou com a sua operação 1. A ação civilizatória: meio de comunicação, de transporte e ligação do sertão com o mar; 2. A ação econômica e financeira: com a entrada de capitalistas empreendendo com mais força organizacional; 3. A ação estratégica: que era a preocupação exagerada na época entre a elite político-militar brasileira.
  56. 56. • A Noroeste do Brasil além de fazer a primeira ligação segura e regular do centro político econômico do Brasil ao sertão, ainda indomado do MT, ligou o sistema ferroviário brasileiro, e seus portos, aos países andinos: Chile, Peru e Bolívia. Proporcionou um sistema inter- oceânico leste-oeste.
  57. 57. Para pensar... • “ O trem assassinou o rio.” (Campos)
  58. 58. • O sul do MT, no início do século XX, crescia pelo esforço e com os recursos de seus habitantes, abandonado pelo poder estadual. Esta situação aumentava o movimento divisionista.
  59. 59. Colonização do sul do MT • 1924 – criada a colônia Velha – Terenos • 1930 – criada a colônia de Bandeirantes. • 1943 – Colônia Federal de Dourados  duas cidades planejadas: Fátima do Sul e Glória de Dourados. • 1943 – Território Federal de Ponta Porã.
  60. 60. O estado de Maracaju • De julho a setembro de 1932, o Brasil viveu uma verdadeira guerra civil, quando o sul do MT deu total apoio a SP, para lá seguiu as forças federais do general Klinger e corpos voluntários. • O médico Vespasiano Martins foi o governador do Estado durante 82 dias.
  61. 61. • Após a II Guerra Mundial ocorreu uma grande migração de sulistas para o MT, por causa da topografia favorável, pecuária melhorada e incentivos do governo por meio de financiamentos.
  62. 62. O Estado de MS • A idéia de separação nasceu com o Brasil independente. • 1823 a Assembléia Constituinte preocupava-se com os grandes espaços vazios existentes no Pará, Amazonas e Mato Grosso. • Partido Autonomista (1900) Barros Cassal – advogado gaúcho com idéias divisionistas.
  63. 63. • 1932  Rev. Constitucionalista • 1932  Liga Sul-Mato-Grossense • Década de 1940  Jornal O Campograndense de Paulo Coelho Machado.
  64. 64. • Criação do Estado de MS pelo presidente Ernesto Geisel 11/10/1977 Disse Geisel: “ Na verdade, Mato Grosso sempre foi dual: norte e sul, por diferenças geográficas, históricas, administrativas e culturais.” • Instalado em 1 de janeiro de 1979  governador Harry Amorim Costa.
  65. 65. Localização
  66. 66. www.bolsadearrendamento.com.br/wbolsas/ms_fam
  67. 67. BIBLIOGRAFIA 1. GRESSLER, Lori Alice e SWENSSON, Lauro Joppert. Aspectos históricos do povoamento e da colonização do estado de Mato Grosso do Sul. 1988. 2. CAMPESTRINI, Hildebrando e GUIMARÃES, Acyr Vaz. História de Mato Grosso do Sul. 1991. 3. MARTINS, Demosthenes. História de Mato Grosso. 4. ROSSI, Marco. Noroeste Ferrovia do Mato Grosso do Sul. Editora Horizonte Verde.

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