Jornal OJE edição 14ABR15

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Jornal OJE edição 14ABR15

  1. 1. Desemprego jovem cai na OCDE. Portugal mantém nível de campeão nos 35% EUA Combustíveis low-cost chegam esta 5ª feira. Será que as petrolíferas deixam? Hillary Clinton confirma candidatura. À segunda será de vez? A TAXA DE DESEMPREGO JOVEM MANTÉM -SE "EXCECIONALMENTE ELEVADA" EM ALGUNS PAÍSES DA ZONA EURO COMO A GRÉCIA (51,2% ), ESPANHA (50,7%), ITÁLIA (42,6%) E PORTUGAL, DIZ A OCDE P10 P11 NNúúmmeerroo 1786 | 14 de abril de 2015 | PPrreeççoo 15 cênt. | DDiirreettoorr Vítor Norinha PUB OOJJEETERÇA-FEIRA “Somos uma escola de formação de talentos e que fomenta a diversidade”, diz José Galamba de Oliveira, CEO da Accenture INTERNACIONALIZAÇÃO IPDAL organiza missão ao Uruguai. Construção civil e agroindústria em foco. PRESIDENCIAISSampaio da Nóvoa é quase candidato do líder do PS P10 P8 P4a6 P3 HELENA AMARAL NETO, BUSINESS DEVELOPMENT DIRECTOR DO ISEG FALA SOBRE ECONOMIA DIGITAL E A INOVAÇÃO NAS EMPRESAS P14e15
  2. 2. | 2 | terça-feira 14 de abril de 2015 | www.oje.pt EEdduuaarrddoo GGaalleeaannoo ESCRITOR MORRE AOS 74 O escritor uruguaio Eduardo Galeano morreu ontem, aos 74 anos. O autor de "As Veias Abertas da América Latina”ou de “Vaga- mundo”, entre outras obras traduzidas em mais de 20 idiomas, padecia de um cancro nos pulmões. GGüünntteerr GGrraassss MORRE NOBEL DA LITERATURA O escritor alemão Günter Grass morreu ontem, aos 87 anos, numa clínica em Lübeck, no norte da Ale- manha. Prémio Nobel da Literatura em 1999, além de escritor, foi pin- tor, escultor e teve uma intensa atividade política. E foi alvo de for- te polémica quando lançou, em 2006, “Descascando a Cebola”, autobiografia onde diz ter per- tencido às SS na juventude. TTeeccnnooffoorrmmaa INSOLVÊNCIA APROVADA A empresa de formação onde o primeiro-ministro Passos Coelho foi administrador de 2005 a 2007 viu ontem o plano de insolvência aprovado pela assembleia de credores. O pedido de falência da Tecnoforma remontava a 2012. RReecceeiittaass ddaa FFIIFFAA FIGO QUER NOVO SISTEMA O português Luís Figo, candidato às próximas eleições da FIFA, vai apresentar (no congresso da CONCACAF - Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caraíbas, que se realiza em Nassau na quinta-feira, dia 16) um novo sistema de distribuição das receitas dos Campeonatos do Mundo de futebol, de forma a beneficiar as federações mais necessitadas. Os parceiros europeus vão “ver-se gregos” para resolver o tema da Grécia. Sempre que há uma aproximação de prazos, lá vêm as chantagens, ameaças e insultos. Depois do desapertar do gar- rote, tudo acalma, ficam amigos, falam de futuro e do entendi- mento entre os povos. Esta tem sido a tónica das negociações entre o Governo grego saído das eleições e os parceiros europeus. O prazo do novo “ul- timatum” é sexta-feira. Mas será que é mesmo? Esta conversa não é nova. A situação vai-se resolvendo. No en- tanto, a agenda grega tem vindo a escalar aquilo que parecia inimaginável. É possível que avancem mesmo as eleições no país. O Syriza quer sentir-se legitimado, e conseguirá fazê-lo, porque os parceiros europeus continuam a deixar que o Syriza se vitimize. O país quer dinheiro, precisa de dinheiro, mas os parceiros não são solidários. Este é o tema que repassa para a opinião pública. Se os parceiros europeus querem o apoio inter- no grego é preciso ir mais fundo e mostrar o que são as propos- tas de reformas estruturais e como é que dessa forma o país continuará a não ser competitivo. Pode também acontecer que o eleitorado se sinta confortável em alinhar pelas chantagens sobre os parceiros euro- peus. Se tal acontecer, de- vem ser retiradas as devi- das ilações. A pressão con- tinua esta semana, sem avanços palpáveis. Entre nós as dificuldades continuam. O desemprego jovem continua a ser o ter- ceiro mais elevado da UE, só ultrapassado pelos gre- gos e espanhóis, enquanto a média da OCDE revela que o flagelo está a regre- dir. Também soubemos es- ta semana que as dificul- dades dos jovens estão a criar dificuldades insupe- ráveis nos pais, ou porque regressam a casa e é mais um peso no agregado, ou porque são executados por créditos em incum- primento dos filhos. O cenário é assustador e infelizmente ten- de a não regredir, muito pelo contrário, aliás. Editorial de Vítor Norinha Diretor vnorinha@oje.pt PPuubblliiccaaddoo ddiiaarriiaammeennttee ddee tteerrççaa aa sseexxttaa--ffeeiirraa •• PPrroopprriieeddaaddee - Megafin Sociedade Editora S.A., Registo na ERCS N.º 223731, N.º de Depósito Legal: 245365/06 • SSeeddee - Avenida Casal Ribeiro, n.º 15 – 3.º, 1000-090 Lisboa, Tel.: 217 922 070 • DDiirreettoorr - Vítor Norinha • RReeddaaççããoo - Armanda Alexandre, Almerinda Romeira, Sónia Bexiga e José Carlos Lourinho; Catarina Santiago (revisão) • ÁÁrreeaa CCoommeerrcciiaall - Diretor João Pereira – 217 922 088 (jpereira@oje.pt). Gestores de Contas Isabel Silva – 217 922 094, Claudia Sousa – 217 922 073 • AAssssiinnaattuurraass – 217 922 096 (assina- turas@oje.pt) • ÁÁrreeaa FFiinnaanncceeiirraa - Florbela Rodrigues • CCoonnsseellhhoo ddee AAddmmiinniissttrraaççããoo - João Pereira • IImmpprreessssããoo - Empresa Gráfica Funchalense, SA, Rua Capela N. Sr.ª Conceição, 2715-029 Morelena • DDiissttrriibbuuiiççããoo - Notícias Direct, Lda, Tapada Nova Capa Rota - Linhó 2711-901 Sintra • TTiirraaggeemm - 8040 • Nenhuma parte desta publicação, incluindo textos, fotografias e ilustrações, pode ser reproduzida por quaisquer meios sem prévia autorização do editor. Membro da: A UE vai “ver-se grega” TTrrêêss mmeemmbbrrooss da ONG galega Pallasos en Rebeldía manifestaram-se ontem em frente à vedação que separa Melila de Marrocos, no enclave espanhol na costa do Norte de África. Os ativistas despiram-se no final, não sem antes protestarem contra “o muro da vergonha” que “viola os direitos humanos”. EPA/F. G. GUERRERO “O Syriza quer sentir-se legiti- mado, e conseguirá fazê-lo, porque os parceiros europeus continuam a deixar que o Syriza se vitimize. O país quer dinheiro, precisa de dinheiro, mas os parceiros não são solidários. Este é o tema que repassa para a opinião pública asúltimas sóriros jornais não são todos iguais EPA/BORIS ROESSLER MMAASS NNÃÃOO ÉÉSS MMÚÚSSIICCOO,, NNEEMM CCAANNTTAASS…… EE IISSSSOO IIMMPPOORRTTAA?? SSÓÓ PPEENNSSOO NNOO IINNEESSPPEERRAADDOO EE PPRROOLLOONNGGAADDOO…… TTAAMMBBÉÉMM GGOOSSTTAAVVAA DDEE UUMM BBEEIIJJOO IINNEESSPPEERRAADDOO DDAA MMAADDOONNNNAA destaque
  3. 3. beira da entrada em vigor da lei nº. 6/2015, publicada no passado dia 16 de janeiro, desco- nhecem-se os pre- ços ou a estratégia comercial que as marcas vão se- guir para fazer cumprir a lei, sendo que em muitos postos algu- mas mangueiras dos produtos premium – os mais aditivados e mais caros – estão há vários dias fora de serviço para serem substi- tuídos pelos combustíveis sim- ples. A Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (Apetro), que representa petrolíferas como a Galp, a BP, a Repsol ou a Cepsa, recusou-se a falar da legislação nestes últimos dias que antece- dem a sua entrada em vigor, mas já veio recordar o seu desacordo. Aquando da discussão da propos- ta legislativa, a Apetro alertou pa- ra o facto da redução de preços não ser a apregoada, dada a im- possibilidade de as petrolíferas praticarem preços próximos dos postos das grandes superfícies, uma vez que são modelos de negócio diferentes, com níveis de serviço distintos. Num documento que designa como “Folha de Opinião”, a Apetro desfaz o equívoco que con- sidera existir resultante da con- funsão inadvertida ou deliberada dos conceitos de “combustível simples e produtos low cost”, de modo a não criar falsas expectati- vas nos consumidores. Entre outros aspetos, salienta que é o “somatório das economias obtidas nos custos de exploração de um posto de abastecimento low cost, associado ao elevado vo- lume de vendas, que permite uma redução significativa dos custos de operação”. “Não é possível pois, nos postos de abastecimento convencionais, conseguir reduções do preço de venda ao público semelhantes aos apresentados pelos low cost, atra- vés da venda de combustíveis sim- ples, isto é, alterando apenas um dos fatores de redução de custos - o produto e, mesmo este, margi- nalmente”, conclui a associação. A Apetro sublinha ainda que a obrigatoriedade de comercializa- ção de combustíveis sem aditivos nos postos convencionais, como oferta adicional à existente, para além de reflexos muito negativos no valor das marcas, “implicará custos a nível da infraestrutura para acomodar mais dois tipos de combustíveis, sendo nalguns ca- sos de todo inexequível por ine- xistência de espaço físico para ins- talar mais tanques, ou até por li- mitações nos termos do licencia- mento”. Acresce ainda que esses custos adicionais, numa atividade cuja rentabilidade “tem caído drasticamente”, reforça a Apetro, são contrários ao objetivo de des- cida de preços e aos interesses de consumidores e operadores. Já a Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis, que terá a missão de fiscalizar o cum- primento do diploma, explica que a lei dos combustíveis simples não coloca quaisquer restrições à comercialização de combustíveis aditivados, contudo, e como for- ma de salvaguardar o direito de informação aos consumidores, os postos estão obrigados a indicar o tipo de aditivos incorporados nos combustíveis. Nova legislação reforça a liberdade de escolha e leva mais longe o objetivo de coesão territorial MOREIRA DA SILVA, MINISTRO DA ENERGIA “ www.oje.pt | terça-feira 14 de abril de 2015 | 3 | destaque À HÁ POUPANÇA PARA O CONSUMIDOR OU NÃO? Combustíveis low-cost chegam esta quinta-feira Os postos de abastecimento vão passar a vender combustíveis sem aditivos e em tese mais baratos. Mas está por esclarecer se existirá efetivamente poupança para os consumidores. SÓNIA BEXIGA sbexiga@oje.pt DDiillmmaa RRoouusseeffff CCaappaacciiddaaddee ddee aattrraaççããoo Quem é a dirigente política que facilmente junta milhares de opositores? É Dilma, com certeza! A corrupção no Governo e nas grandes empresas é o tema de fundo. As ma- nifestações são convocadas através das redes sociais e rapidamente juntam milhares de pes- soas. LLuuííss FFiiggoo PPeerrsseevveerraannttee O antigo internacional português e candidato a um lugar cimeiro na FIFA, insiste na redis- tribuição das receitas daquela organização. Sabendo de antemão que tem poucos trunfos, Figo mantém a perseverança. É de elogiar. AAnnttóónniioo CCoossttaa FFaazzeeddoorr ddee aalliiaannççaass O secretário-geral do PS afirmou, após um en- contro com o líder do SPD, em Berlim, que está a construir as “alianças necessárias” ao nível europeu para que o programa do partido seja efetivamente “exequível”. Percebeu atempada- mente que é preciso dar-se bem com os fortes. OObbaammaa ee CCaassttrroo FFaazzeeddoorreess ddee hhiissttóórriiaa Os presidentes dos EUA e de Cuba estão a refazer a história. O momento mais emocio- nante aconteceu no funeral de Mandela. Depois, foram meses de negociações. Mais recentemente foi o encontro no Panamá que juntou dois líderes que querem voltar a dialogar pela paz. Vai correr ainda “muita tinta”, mas vão chegar a um acordo que será exemplar. farpasemimos As petrolíferas a operar em Portugal escusam-se a explicar como vão pôr em prática a nova lei mas dizem que o diploma, aprovado por unanimida- de, será cumprido DR SIMPLES E LOW COST NÃO SÃO SINÓNIMOS Segundo a Associação Portu- guesa de Empresas Petrolíferas (Apetro) nesta altura é funda- mental esclarecer esta questão pois, na sua perspetiva, “há muito que está generalizada a confusão no que respeita à utili- zação da expressão low cost. Assim, esclarece que combustí- veis low cost os que eram comercializados por hipermer- cados e outros retalhistas que normalmente operam sem a bandeira das Companhias Petrolíferas. Trata-se de produ- tos simples, isto é, sem qualquer tipo de aditivos melhoradores das suas caracte- rísticas básicas, que fazem parte da oferta de comercializa- dores que optaram por um conceito low cost. São vendidos a preços normalmente inferio- res, aos preços praticados pelos operadores cujo conceito se ba- seia na diferenciação dos seus produtos e serviços, isto é, pelo valor da marca. “E aqui, reside toda a diferença!”, frisa a Apetro. ✱ As mangueiras que fornecem combustíveis simples têm de estar claramente identificadas, por forma a possibilitar ao consumidor optar por este combustível
  4. 4. | 4 | terça-feira 14 de abril de 2015 | www.oje.pt entrevista JOSÉ GALAMBA DE OLIVEIRA, CEO DA ACCENTURE “Somos uma escola de formação de talentos e que fomenta a diversidade”
  5. 5. www.oje.pt | terça-feira 14 de abril de 2015 | 5 | É um cidadão tranquilo, essa criatura dia 5 de M 50 aio de 1989 sentada à sua secretária DEPOIS SEPAROU-SE “ Quais os grandes tópicos de mudança nos últimos 25 anos em Portugal? Nos últimos 25 anos milhares de colaboradores, clientes, parceiros e instituições ajudaram a Accen- ture a transformar e a moderni- zar Portugal. Ao longo deste quar- to de século acumulámos expe- riência e conhecimento nas diver- sas indústrias e áreas de negócio. Muita coisa mudou no país neste quarto de século, as empresas modernizaram-se e os consumi- dores alteraram o seu comporta- mento, sendo hoje muito mais exigentes e informados do que eram no passado. Nestes anos, po- demos dizer que Portugal alcan- çou um grande progresso, espe- cialmente a nível tecnológico, e que, em muitos casos, somos ti- dos como referência para empre- sas estrangeiras. Durante todos estes anos, procurámos responder aos desafios e superar as expecta- tivas dos nossos clientes, sempre com o objetivo de ajudar a trans- formar Portugal e a melhorar a forma como vivemos e trabalha- mos. O que começou a Accenture a fazer em Portugal há 25 anos e o que faz hoje? A empresa consi- dera ter um papel relevante na modernização do país? Tal como referi anteriormente, nas últimas duas décadas muitas mudanças ocorreram na socie- dade, no mercado e nas próprias organizações. A Accenture acom- panhou essas transformações, às quais se adaptou, sendo hoje uma empresa necessariamente dife- rente da que era à data da sua fundação. A entrada na União Eu- ropeia, em 1986, mudou o país, e a Accenture, tendo iniciado a sua atividade em 1990 conseguiu ti- rar partido dessas grandes altera- ções do mercado, numa época de grande investimento interno e ex- terno. Trouxemos muito conheci- mento e experiência de outros países, assim como ativos que fo- ram construídos no estrangeiro e que procurámos introduzir na economia, nas empresas e na Ad- ministração Pública, sempre com um foco na modernização da eco- nomia portuguesa. Nesse período, houve grandes projetos de trans- formação, especialmente ao nível das infraestruturas tecnológicas e nas quais temos o orgulho de ter estado envolvidos. A segunda dé- cada da nossa atividade ficou marcada pelo início da aposta no mercado africano de língua ofi- cial portuguesa, nomeadamente em Angola, e em 2006 ajudámos a lançar a operação local com um escritório em Luanda. Em 2011, continuámos a investir no conti- nente, desta vez com a abertura de uma operação local em Mo- çambique. Nos últimos anos, a nossa aposta tem sido também na exportação de serviços num mo- delo de nearshore, tendo inaugu- rado em Portugal centros de com- petência nas áreas da tecnologia e de outsourcing de processos de negócio que prestam serviços a partir de Portugal para mais de 50 países em todo o mundo, incluin- do Brasil, EUA, norte e centro da Europa e África. Contudo, ao lon- go destes 25 anos, certos aspectos mantêm-se imutáveis, como a missão, a visão e os princípios éti- cos que determinam a forte cul- tura empresarial e que nos dis- tingue no mercado. Somos recon- hecidos como uma organização especializada nos vários setores da indústria. Procuramos sempre estar ao lado dos clientes nas suas necessidades de modernização, de maior eficácia e melhor capaci- dade de resposta face aos merca- dos, através da disponibilização de soluções inovadoras. Em termos de procura pública o que é hoje relevante? Em que projetos públicos está a compa- nhia a trabalhar? A Accenture Portugal desenvolve projetos para clientes de quase to- dos os setores de atividades, com especial enfoque nos serviços fi- nanceiros, energia, grande consu- mo, transportes, telecomunica- ções, administração pública e construção. Não temos nenhum foco específico. A experiência e conhecimento da Accenture em todas as indústrias permitem identificar novas tendências e desenvolver soluções inovadoras para os nossos clientes, quer se- jam empresas privadas ou insti- tuições públicas. Temos obvia- mente, vocação para ser parceiro de grandes organizações, onde as vantagens competitivas da em- presa são mais expressivas. Ao longo de um quarto de século, a Accenture Portugal tem partici- pado em diversos programas es- tratégicos de transformação que contribuíram para a moderniza- ção do País, ajudando os clientes a serem mais competitivos, a en- trar em novos mercados e a au- mentar as receitas nos mercados existentes, a melhorar o desem- penho operacional e a oferecer produtos e serviços de forma mais efetiva e eficiente. O que significa ser uma empre- sa-escola? Desde o seu nascimen- to qual o número dos recém-li- cenciados integrados? Com quantos trabalham atualmente e que se processos a interação empresa/colaboradores? Ao longo destes 25 anos temos sido responsáveis pelo lançamen- to de milhares de recém-licencia- dos na vida profissional, garantin- do a estes jovens uma carreira de sucesso e o desenvolvimento de competências muito valorizadas pelo mercado. Em 25 anos ajudá- mos a formar cerca de 4 mil qua- dros de grande valor e orgulha- mo-nos de muitos deles ocupa- rem hoje posições de destaque nas principais organizações do país. Hoje em dia somos uma multinacional líder em serviços de consultoria, tecnologia e out- sourcing a operar em mais de 120 países com mais de 323 mil pro- fissionais, 1300 deles em Portugal e pertencentes a 106 instituições de ensino superior. A Accenture está a exportar “massa cinzenta? A Accenture Portugal deixou de ter o mundo português como objetivo? A qualidade dos recursos por- tugueses é muito reconhecida lá fora. Temos algumas dezenas de colaboradores a trabalhar no estrangeiro, em projetos interna- cionais em cinco continentes, de forma pontual ou mais a longo prazo, promovendo a mobilidade e partilha de conhecimentos além-fronteiras, o que nos per- mite continuar a ser uma referên- cia nacional e internacional no nosso setor. Por outro lado, a aposta da Accenture em Portugal tem sido evidente nos últimos anos, com o nosso país a ser esco- lhido para expandir a sua rede global de Centros de Excelência centra-se tanto na área de Out- sourcing de Processos de Negócio como de Tecnologia: Centro de Excelência SAP HCM, Lisbon De- livery Center e Centro de Opera- tions. Através destes centros, prestamos serviços para mais de 50 países à escala mundial. Em Portugal, queremos continuar a ser uma empresa líder nas áreas que trabalhamos, que desenvolve- mos e que inovamos. Orgulhamo- nos de ser uma escola de forma- ção de talentos e que fomenta a diversidade. Temos pessoas de vá- rias nacionalidades, com gostos, entrevista A consultora Accenture está há 25 anos em Portugal. Ajudou a mudar o país, foi responsável pelo lançamento de milhares de recém-licenciados na vida profissional e ajudou a formar quatro mil quadros de grande valor, afirma José Galamba de Oliveira, o CEO da empresa. A aposta no país é evidente com a instalação de vários centros, a partir dos quais presta serviços para mais de 50 países. O que se poderia fazer de diferente no país para melhorar o funcionamento da sociedade, do setor público e do privado? A aposta na inovação e no alto desempenho continuam a ser os principais drivers da nossa atuação, tanto em Portugal como no mundo. Acreditamos que combinando uma estratégia de longo prazo com a capacidade de inovação, eficiência e o talento de que dispomos podemos caminhar rumo a um futuro que nos garanta, às organizações e à economia portuguesa, um crescimento sustentado que melhor nos integre e diferencie na nova ordem económica mundial. E isto aplica-se tanto ao setor público como ao privado. Ao longo destes 25 anos, trouxemos a experiência de vários projetos realizados no estrangeiro para o mercado nacional, adaptando-os à nossa realidade. Mas também exportamos conhecimento produzido em Portugal, boas ideias que são aplicadas noutros mercados. Alguns dos casos mais recentes são um deal multi-cliente na área dos seguros, que abrange todo o processo de sinistros e que inclui um sistema inovador de deteção de fraude, e outro está relacionado com a tecnologia desenvolvida em Portugal para os pórticos de cobrança das autoestradas free-flow, em parceria com um dos operadores de autoestradas nacionais e que está a ser exportada para diversos países, incluindo os EUA. O nosso país está cheio de boas ideias, e temos de tirar partido delas para nos impormos no panorama mundial. A nível global, a Accenture está focada na iniciativa “Skills to Succeed”, que visa capacitar três milhões de pessoas, em todo o mundo, com as competências necessárias para conseguirem um emprego ou criarem um negócio, até 2020 VÍTOR NORINHA vnorinha@oje.pt Nos últimos anos, a nossa aposta tem sido também na exportação de serviços num modelo de nearshore, tendo inaugurado em Portugal centros de competência nas áreas da tecnologia e de outsourcing de processos de negócio que prestam serviços a partir de Portugal para mais de 50 países em todo o mundo
  6. 6. | 6 | terça-feira 14 de abril de 2015 | www.oje.pt entrevista interesses, crenças e experiências muito diferentes e é essa a diver- sidade que caracteriza a nossa empresa. Na Accenture, aposta-se permanentemente na análise do que de melhor se faz a nível glo- bal, em todos os setores económi- cos e em todos os tipos de in- tervenção organizacional. De acordo com o perfil, competên- cias dos colaboradores e com a diversidade de forças de trabalho da organização, tenta-se ajustar as preferências de cada um às ne- cessidades da empresa O tema da responsabilidade cor- porativa é marketing? É negó- cio? É imposição? Ou adequação aos tempos? Não é de todo uma imposição, é algo que faz parte da nossa cul- tura interna, do nosso ADN. A es- tratégia de Responsabilidade Cor- porativa da Accenture assenta na capacitação das organizações e dos seus beneficiários para a em- pregabilidade e para o empreen- dedorismo. Esta estratégia é ope- racionalizada em três vetores, nos quais atuamos de forma integra- da: realizando projetos em regi- me de pro bono com ONG, alocan- do voluntários a iniciativas nessas ONG e, finalmente, através de doações monetárias ou de bens que promovam a sua sustentabi- lidade. O fator essencial para a eficácia deste modelo integrado foi a mobilização dos colabora- dores da Accenture para projetos em regime probono, em tudo si- milares a qualquer outro projeto, nomeadamente com a alocação de recursos com competências concretas, e onde as avaliações de desempenho têm também os mesmos níveis de exigência. Des- ta forma, garantimos que os pro- jetos têm sempre os melhores recursos, e que a participação nos mesmos funciona como um en- volvimento na criação de valor para a ONG e para a sociedade. A nível global, a Accenture está fo- cada na iniciativa “Skills to Suc- ceed”, que visa capacitar três mi- lhões de pessoas, em todo o mun- do, com as competências necessá- rias para conseguirem um em- prego ou criarem um negócio, até 2020. A nível local, temos dado um importante contributo nesta área através de parcerias impor- tantes, como é o caso da Junior Achievement Portugal (JAP), no âmbito da qual promovemos a aquisição de competências de em- preendedorismo e literacia finan- ceira, através de formação e ca- pacitação a jovens estudantes, desde o ensino secundário ao superior. Uma das provas do forte compromisso da Accenture com esta área foi a publicação, em 2013, do primeiro Relatório de Responsabilidade Corporativa da Accenture Portugal, um docu- mento no qual procuramos dar a conhecer a todos os nossos stake- holders os resultados e desafios em termos de sustentabilidade. Trata-se de uma publicação pio- neira em Portugal, já que somos a primeira organização, no setor onde desempenhamos atividade, a editar um relatório deste géne- ro. É recomendável viver e traba- lhar em Portugal? Sim, na nossa perspetiva é reco- mendável viver e trabalhar em Portugal. Acreditamos que as em- presas estão a preparar-se para um novo ciclo de crescimento económico e queremos ajudar es- tas organizações a serem capazes de tirar partido desta situação. Em todos os momentos de crise existem grandes oportunidades e, apesar de alguma retração que algumas organizações ainda pos- sam sentir, estamos convictos de que existirão necessidades de oti- mização de processos e de expan- são internacional, nas quais a Ac- centure poderá ter um papel-cha- ve enquanto parceiro e contribuir com o seu know-how. O momento pós troika é de re- novação, sacrifício, ou um mero processo histórico? Os anos da troika foram desafi- antes para todos, durante os quais sentimos um abrandamento eco- nómico por parte das organiza- ções em Portugal. Essa desacele- ração foi mitigada através da nos- sa aposta em outros mercados, como é o caso do continente afri- cano, aliás à semelhança de uma boa parte das empresas portugue- sas. Graças à nossa aposta em Angola e Moçambique, e ao traba- lho que prestamos para clientes em mais de 50 países através dos nossos centros de tecnologia e de processos, as variações de fatura- ção dos últimos anos foram ligei- ras. O que é mais relevante numa consultora: as pessoas? As ideias? Os projetos? Os clientes? Ou a sociedade? Penso que todos são fatores rele- vantes. Diria que há vários pontos que foram chave para chegarmos onde chegámos hoje. O primeiro, e talvez o mais importante, o compromisso com o cliente. Ao longo destes 25 anos tivemos a capacidade de entender as neces- sidades dos clientes, perceber os desafios de modernização que en- frentavam e termos tido sempre respostas inovadoras e capazes. Criámos equipas que estão pro- fundamente comprometidas com os nossos clientes. Outro ponto foi a procura pelos melhores ta- lentos, procuramos ter os melho- res profissionais, tanto a nível de competências core como de soft skills. Terceiro ponto também de- terminante: a rede internacional da Accenture, que hoje chega às 323 mil pessoas, e que foi muito determinante na partilha de boas práticas e de projetos replicáveis nos nossos clientes localmente. Ou seja, eu diria que para sermos bem sucedidos necessitamos de um envolvimento de todas as partes: pessoas, ideias, projetos, clientes e sociedade. Exportamos conhecimento produzido em Portugal, boas ideias que são aplicadas noutros mercados. Alguns dos casos mais recentes são um deal multi-cliente na área dos seguros, que abrange todo o processo de sinistros e que inclui um sistema inovador de deteção de fraude
  7. 7. www.oje.pt | terça-feira 14 de abril de 2015 | 7 | PUB
  8. 8. A Galp anunciou ter obtido um aumento da produção de petróleo de 57% até março, relativamente ao período homólogo de 2014, mas, em termos financeiros, pou- co foi o impacto porque também a cotação do preço do crude caiu 50% nos mesmos períodos em análise. Em comunicado enviado à Co- missão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a petrolífera portuguesa revela também que terminou o primeiro trimestre do corrente ano com uma produção líquida (designada por “net enti- tlement”) na ordem dos 38,7 mil barris de petróleo por dia, quando no mesmo período do ano passa- do produziu 24,6 mil barris. Segundo esclarece ainda a Galp, este aumento de produção ficou a dever-se, à entrada em funciona- mento no Brasil no terceiro tri- mestre do ano passado de uma unidade flutuante de produção adicional, a FPSO Cidade de Man- garatiba, no pré-sal brasileiro, onde também a FPSO Cidade de Paraty atingiu a sua capacidade de produção máxima durante o mesmo período. No entanto, apesar de ter regis- tado um aumento de produção, em termos de receitas, o impacto foi reduzido porque o preço mé- dio do petróleo de Brent, o índice que mais interessa à petrolífera, caiu mais de 50%. De salientar que o preço médio entre janeiro e março deste ano foi de 53,9 dólares o barril, quan- do no mesmo período de 2014 atingiu os 105,2 dólares. Apesar da queda da cotação do Brent, este foi altamente compen- sado pelas margens de refinação que ultrapassaram os cinco dóla- res por barril, um valor a que há muito não se assistia e que con- trasta com a margem negativa ve- rificada no trimestre homólogo. A Galp Energia anunciou igual- mente ter registado um bom de- sempenho quanto a volumes de matérias primas processadas, com aumentos de 34,1%, e na venda de produtos refinados ( mais 19,7%), tirando partido da melhoria das margens de refina- ção europeias. | 8 | terça-feira 14 de abril de 2015 | www.oje.pt negócios 1º TRIMESTRE COM MAIS 57% Brasil impulsiona produção da Galp mas cotação do crude afeta A Galp, mesmo a produzir mais, continua a enfrentar os impactos negativos da quebra da cotação do preço do crude. As receitas não refletem qualquer impulso. PPaavviillhhããoo RRoossaa MMoottaa PEV E LUCIOS CANDIDATAS A promotora e organizadora de eventos PEV Entertainment vai con- correr, em consórcio com a construtora Lucius, ao concurso pa- ra reabilitar, explorar e instalar o centro de congressos no Pavilhão Rosa Mota, no Porto. A concessão do equipamento é por 20 anos. BBllaacckkRRoocckk nnaa EEDDPP PARTICIPAÇÃO PASSA A 5,02% A BlackRock aumentou a participa- ção no capital social da EDP para 5,02%. De acordo com nota enviada pela EDP à CMVM, a companhia de gestão de ativos BlackRock detém, desde o passado dia 9 de abril, 183.572.500 ações da empresa, que representam 5,02% do seu capital. LLiiggaaççããoo aaéérreeaa aa ccoonnccuurrssoo BRAGANÇA/PORTIMÃO O Governo lançou, em DR, o concur- so público para a adjudicação, em regime de concessão, da ligação aérea Bragança-Vila Real-Viseu- Cascais-Portimão, por três anos. Os interessados nos “Serviços Aéreos Regulares” têm de apresentar pro- postas até 27 de maio. EEDDPP DDiissttrriibbuuiiççããoo nnoo BBrraassiill NOVOS DIRETORES O Grupo EDP anunciou a mudança dos diretores vice-presidentes das áreas de Finanças e Operações com a nomeação de Henrique Manuel Marques Faria Lima Freire e Michel Nunes Itkes. A EDP atua no Brasil nas áreas de comercialização, pro- dução e distribuição de energia. acimaabaixo JOSÉ CARLOS LOUREIRO O Uruguai é o próximo país alvo de uma missão empresa- rial organizada pelo IPDAL - Instituto para a Promoção e Desenvolvimento da América Latina, com o apoio do Es- tado português. Paulo Neves, o presidente da organização que visa promover o inter- câmbio entre empresários portugueses e da América La- tina tem o evento agendado para 20 a 24 próximo. Os setores de eleição nesta deslocação são a construção civil e projetos (está previsto que o ministro das Obras Pú- blicas apresente o plano do seu ministério para os próxi- mos quatro anos), com desta- que para a ampliação e cons- trução de portos e transporte de gás, as estradas, os portos de águas profundas, e na área mineira. Na vertente de in- fraestruturas o país tem fi- nanciamentos assegurados junto do CAF – Banco de De- sarrollo de América Latina e do BID – Banco Interamerica- no de Desenvolvimento, en- tre outras instituições finan- ceiras, o que constitui uma nota adicional de interesse para os empresários nacio- nais. Por seu lado, a agroindús- tria é o tema forte que os em- presários uruguaios querem tratar com os gestores portu- gueses. Falamos de frutas, le- gumes, arroz e pescado. Ali- ás, a triangulação que os as- sociados do IPDAL têm feito com África vai levar empre- sários nacionais ao Uruguai para convidarem empresá- rios deste país a investirem em Angola, utilizando o hub de Lisboa. A nível de indús- tria alimentar está previsto o encontro com os três maiores exportadores de carne do Uruguai para a compra desta commodity por parte de Por- tugal, Angola e Moçambique. África é relevante para o Uruguai que abriu uma em- baixada em Luanda, enquan- to se espera para julho próxi- mo a entrega da candidatura do país a membro observa- dor na CPLP. IPDAL organiza missão ao Uruguai O Crédito Agrícola anunciou a abertura de um novo Escri- tório de Representação em Genebra, na Suíça. Este novo espaço vem juntar-se aos dois escritórios de represen- tação já existentes na Euro- pa, localizados em Paris e no Luxemburgo. Refere o banco em que para além da repre- sentação institucional, o Escritório em Genebra terá como missão prestar apoio aos clientes no estrangeiro, facilitar o contacto com as agências do Crédito Agrícola em Portugal, potenciar o aproveitamento de oportu- nidades comerciais para os clientes e proporcionar in- formação sobre investimen- tos no país. Crédito Agrícola com escritório em Genebra BANCA SÓNIA BEXIGA com LUSA sbexiga@oje.pt AGÊNCIA PETROBRAS VÍTOR NORINHA vnorinha@oje.pt
  9. 9. www.oje.pt | terça-feira 14 de abril de 2015 | 9 | negócios É um cidadão tranquilo, essa criatura dia 5 de M 50 aio de 1989 sentada à sua secretária DEPOIS SEPAROU-SE “ PUB DIREITOS DE TRANSMISSÃO Sport TV garante Champions e Liga Europa até 2018 Quanto aos montantes pagos pelos direitos, a Sport TV não os revela mas não deixa de referir que se tratam de “valores significativos”. “A Sport TV tem a totalidade dos jogos da Champions, incluindo os que a RTP transmitirá em direto, e que também transmitiremos” ao mesmo tempo, disse o admi- nistrador, Bessa Tavares. Ou seja, “nós passamos a ter a totalidade dos jogos, ao contrário do que acontecia [no contrato] an- terior que está em vigor, em que não podíamos transmitir em dire- to o jogo da TVI, agora vamos poder passar a transmitir a totali- dade, incluindo o jogo em aber- to”, explicou. Além disso, “somos os primeiros a poder emitir os resumos dos jogos da Cham- pions”, frisou Bessa Tavares. “Os direitos que temos [Liga dos Campeões e Liga Europa] são para os nossos subscritores”, disse, pe- lo que não serão vendidos direitos à SIC e TVI. Questionado sobre o que estes direitos representam para a Sport TV, sublinhou que “se há conteú- dos que são premium, a Cham- pions é um período super premi- um, porque é a principal competi- ção de clubes a nível mundial, é aqui que estão concentrados os melhores jogadores e treinadores do mundo, portanto é extraordi- nariamente relevante”. Quanto a novidades, passam por Portugal ser “o primeiro país em que o hino da Champions terá versão em português”, apontou. A AEM - Associação de Em- presas Emitentes de Valores Cotados em Mercado acaba de lançar a APP AEM que agrega informação detalha- da e permanentemente atua- lizada sobre todas as empre- sas associadas cotadas no mercado português. A APP pode ser facilmente identificada e descarregada, diretamente na Apple Store ou no Google Play, para o efeito bastando pesquisar a expressão “AEM”. Para além da informação relativa à evolução das cota- ções, a APP AEM permite ace- der, de forma fácil e imedia- ta, à informação completa de todas as empresas cotadas associadas, bem como a in- formação relativa à AEM e às notícias mais relevantes do mercado de capitais. A APP AEM, que se encon- tra disponível em português e inglês, é gratuita (sem in- trusão de publicidade exter- na), e destina-se aos investi- dores em geral e a todos os interessados no mercado de capitais nacional. Os conteúdos da APP AEM são atualizados quatro vezes por dia (previamente à aber- tura do mercado - 8:30 CET, a meio da manhã, a meio da tarde, e após o fecho do mer- cado - 18:30 CET); as cotações apresentadas na APP têm um delay de 15 minutos. AEM com aplicação móvel sobre Bolsa MERCADOS SÓNIA BEXIGA com LUSA sbexiga@oje.pt Cotações apresentadas na APP têm um delay de 15 minutos
  10. 10. Os mais recentes números divul- gados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) apontam no sentido da taxa de desemprego jovem ter recuado para 14,3% em fevereiro, o que se traduz no nível mais baixo desde novembro de 2008 e menos 2,5 pontos percen- tuais do que no auge atingido em janeiro de 2013. Poderia então ser considerado um cenário animador, porém a Organização não deixa de subli- nhar que sublinhar que esta taxa de desemprego jovem (sendo que os jovens em análise têm idades compreendidas entre os 15 e os 24 anos) se mantém “excecional- mente elevada” em alguns países da zona euro como a Grécia (51,2% em dezembro, sendo este o último dado disponível), Espa- nha (50,7%), Itália (42,6%) e Por- tugal (35%). A análise da OCDE passa ainda pelo género. Neste item, a taxa de desemprego em fevereiro caiu 1,1 pontos percentuais em relação ao já referido “pico” de janeiro de 2013, tanto para mulheres (para 7,1%) como para homens (para 7,0%). Por outro lado, a OCDE tam- bém se pronunciou quanto à taxa de desemprego, referindo nesta matéria que se registou uma descida na ordem dos 0,1 pontos para 7% em fevereiro, com um decréscimo acumulado de 1,1 pontos percentuais desde janeiro de 2013. Importa ainda reter que na OCDE, 42,9 milhões de pessoas es- tavam desempregadas em feve- reiro deste ano, menos seis mi- lhões do que em janeiro de 2013. No que concerne à zona euro, a taxa de desemprego recuou 0,1 pontos percentuais, para 11,3% em fevereiro, menos 0,8 pontos percentuais do que no máximo al- cançado em abril de 2013, subli- nhando a organização que apenas foram verificados aumentos na Finlândia, em Portugal e em Itá- lia. Em fevereiro, a taxa de desem- prego também caiu nos EUA (0,2 pontos percentuais para 5,5%, o nível mais baixo desde maio de 2008) e no Japão (0,1 pontos para 3,5%), mas aumentou no Canadá (0,2 pontos para 6,8%). Mas dados mais recentes, referentes a mar- ço, indicam que a taxa de desem- prego se manteve nos EUA e no Canadá. E O EMPREGO? Segundo dados divulgados pela Comissão Europeia, Portugal re- gistou a maior quebra do em- prego, de 1,4%, na União Euro- peia (UE) no quarto trimestre de 2014 face ao anterior, mas regis- tou um aumento de 0,7% em ter- mos homólogos. Para além de Portugal, o emprego caiu, na comparação em cadeia, na Croá- cia (-0,9%) em Chipre (-0,6%), na Polónia (-03%), em Itália (-0,2%) e em Malta (-0,1%). Os dados de Bruxelas mostram ainda que o emprego subiu, na média da UE, 1% no último tri- mestre de 2014, na comparação homóloga com 2013, e 0,9% na zona euro, no mesmo período. Quando comparado com o último trimestre de 2013, a subida foi de 0,2% na UE e 0,1% na zona euro. A Comissão Juncker assinala que a situação económica na UE melhora há já dois anos, com o Produto Interno Bruto a crescer 0,4% na UE e 0,3% na zona euro, face ao trimestre anterior. SÓNIA BEXIGA sbexiga@oje.pt | 10 | terça-feira 14 de abril de 2015 | www.oje.pt nacional O anunciado candidato a presi- dente da República António Sampaio da Nóvoa está a insta- lar a confusão no Partido So- cialista (PS). O secretário-geral socialista, António Costa, diz que, por agora, só pensa nas legislativas. “Cada coisa a seu tempo. O nosso foco obvia- mente é nas legislativas e res- ponder aos problemas do país, que são muitos”. “Estamos fo- cados nas eleições legislativas, e é aí que vamos continuar”, disse ontem o líder do PS, em Berlim, à saída de um encon- tro com o líder do partido so- cial-democrata alemão (SPD), Sigmar Gabriel. Antes já Costa tinha desmentido a notícia de sábado do Expresso que Antó- nio Costa terá dado luz verde a Sampaio da Nóvoa mas que não avisou a direção socialista de que avalizara a candidatura à Presidência da República. Um membro do secretariado nacional do PS disse mesmo ao Expresso que “formalmente não fomos avisados”. Também Sampaio da Nóvoa garantiu no sábado ao final da tarde que não tinha qualquer apoio do PS negociado com An- tónio Costa. “Nunca em qual- quer circunstância pedi apoio a António Costa para uma can- didatura que ainda nem se- quer existe e nunca, nunca, António Costa declarou que me apoiava”, afirmou o profes- sor universitário. Ainda em Berlim, António Costa escusou-se a “fazer co- mentários sobre essa matéria”. Mas se Costa não fala, já o presidente do Partido Socialis- ta, Carlos César, afirma que é uma das personalidades que “melhor representa” aquilo de que o país precisa neste mo- mento. “É uma das personali- dades que admiro e que me- lhor representa aquilo que no Portugal de hoje nós pensamos que é preciso, que é pensar com serenidade o país que nos rodeia”, disse. A confirmação de que o anti- go primeiro-ministro socialista António Guterres não vai avançar para Belém parece ter deixado os socialistas órfãos. E está a levar a um mal-estar en- tre os militantes, estando mui- tos a forçar um apoio declara- do a Sampaio da Nóvoa, mes- mo antes das eleições legislati- vas, contrariando a estratégia do secretário-geral. Entretanto, Sampaio da Nó- voa continua a somar apoios. Em declarações ao OJE, o fun- dador do movimento Podemos Portugal, Mauro Burlamaqui Sampaio, – que está a negociar uma união com o Livre de Rui Tavares e o Agir de Joana Ama- ral Dias –, diz: “apoio desde sempre Sampaio da Nóvoa, mas pode acontecer numa se- gunda volta apoiar Paulo de Morais”. E os candidatos continuam a aparecer que como cogumelos. Ontem foi a vez de Paulo Frei- tas do Amaral assumir a sua candidatura à Presidência da República. Paulo Freitas do Amaral, eleito em 2009 presi- dente da junta de freguesia da Cruz Quebrada-Dafundo, em Oeiras, garante ter já metade das assinaturas necessárias para a formalização. Com 36 anos, o primo de Diogo Freitas do Amaral (ex-líder do CDS, ex- vice-primeiro-ministro e ex- candidato a Belém) apresenta publicamente a sua candidatu- ra a 30 de maio numa sessão no concelho de Oeiras, cidade onde cresceu, foi autarca e de- putado municipal. PORTUGAL À BEIRA DO PÓDIO COM 35% Desemprego jovem cai para mínimo de 2008 A OCDE frisa que a taxa continua “excecionalmente elevada” na Grécia, Espanha, Itália.Sem Guterres, socialistas forçam apoio a Nóvoa LUSA/FERNANDO VELUDO Cada coisa a seu tempo. O nosso foco obviamente é nas legislativas ANTÓNIO COSTA CARLOS CALDEIRA ccaldeira@oje.pt O líder socialista, António Costa, diz que só pensa nas legislativas. Mas há quem garanta que deu luz verde a Sampaio da Nóvoa para avançar. Carlos César diz que é o que “melhor representa” aquilo que Portugal precisa.
  11. 11. www.oje.pt | terça-feira 14 de abril de 2015 | 11 | PUB internacional EDITADO POR SÓNIA BEXIGA PRESIDENCIAIS DE 2016 NOS EUA À segunda é de vez? Hillary Clinton confirma candidatura A democrata Hillary Clinton confirmou num vídeo difundido na internet a candidatu- ra à investidura presidencial de 2016. É a 2.ª tentativa para ocupar a Casa Branca. “Sou candidata à presidência”, de- clara Hillary Clinton, antiga pri- meira-dama, senadora e se- cretária de Estado, num vídeo di- fundido no seu site “hillaryclin- ton.com”, e que confirma a candi- datura aguardada há meses. De salientar que, até ao mo- mento, é a única candidata oficial às primárias democráticas e do- mina as sondagens. A decisão de Hillary tinha sido confirmada previamente em mensagens aos apoiantes pelo presidente da sua campanha, John Podesta, citado por diversos media norte-americanos. “É ofi- cial: Hillary é candidata às presi- denciais”, escreveu Podesta numa mensagem dirigida aos doadores da campanha, confirmando a nova tentativa da democrata para se tornar na primeira mulher a dirigir os EUA. Na véspera deste anúncio, o Presidente Obama defendeu pu- blicamente que Hillary seria uma ótima sucessora e frisou que do- mina qualquer temática de relações internacionais. “Foi uma fantástica candidata em 2008 e um grande apoio para mim nas eleições, foi uma secretária de Es- tado espetacular e é minha ami- ga. Penso que seria uma excelente Presidente", afirmou Obama. “Hillary Clinton é só a mulher mais famosa do mundo. Existe muita intimidação do que pode vir daí”, sublinhou Bill Burton, ex-porta-voz de Obama durante a campanha presidencial deste. O Presidente russo, Vladimir Putin, acaba de assinar um decreto que anula a proibi- ção feita à Rússia de fornecer mísseis terra-ar S-300 russos ao Irão, de acordo com um comunicado do Kremlin. O antigo chefe de Estado russo Dmitri Medvedev tinha proibido, em 2010, o forneci- mento de mísseis S-300 ao Irão - depois de um contrato muito criticado pelos países ocidentais e Israel -, em apli- cação da resolução 1929 da ONU que sancionava Teerão pelo programa nuclear. A presidência russa não adiantou nada sobre a venda ou a possibilidade imediata de entregar mísseis S-300, mas, em teoria, o decreto presidencial permite forneci- mentos por via marítima, terrestre e aérea. Em 2007, a Rússia e o Irão assinaram um acordo para o fornecimento de equipamen- tos capazes de intercetar em voo aviões ou mísseis, no montante de 800 milhões de dólares. Depois da proibição de entregar os S-300, Teerão recorreu ao Tribunal Interna- cional de Arbitragem em Ge- nebra para exigir a Moscovo 4 mil milhões de dólares de indemnização. No início do ano, Moscovo e Teerão assinaram um pro- tocolo de reforço da “cooper- ação militar bilateral devido a interesses comuns”, por ocasião da visita à capital ira- niana do ministro da Defesa russo, Serguei Choigu. Putin anula proibição de fornecimento de mísseis ao Irão ARMAMENTO
  12. 12. | 12 | terça-feira 14 de abril de 2015 | www.oje.pt O grupo ISQ, prestador de servi- ços de inspeção, ensaio, formação e consultoria técnica em diversas partes do mundo, criou a “Quali- ficar para Empregar” a pensar em setores como energia (eletrici- dade e gás), automação, eletróni- ca, manutenção industrial, entre outros, com empresas disponíveis para acolher cerca de 360 estagi- ários em funções técnicas, duran- te três meses. Estes estagiários es- tão entre os 450 desempregados a quem o ISQ vai dar formação, ao abrigo de uma parceria estabele- cida com o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), no âmbito das suas medidas “Apren- dizagem” e “Vida Activa”. Segundo Marta Branquinho Garcia, coordenadora de forma- ção do grupo ISQ, “uma das cau- sas de estagnação do país é o bai- xo nível de qualificação dos recur- sos humanos. Só 35% dos portu- gueses com mais de 25 anos ter- minaram o 2.º ciclo de escolarida- de - face a 86% na Alemanha ou 72% em França. No ISQ temos acumulado um grande saber téc- nico em setores em crescimento, como “Oil&Gas”. Ao partilhá-lo com quem está desempregado, es- peramos ir ao encontro de um dos objetivos das medidas criadas pelo IEFP: melhorar a empregabi- lidade das pessoas”. Assim, a parceria ISQ/IEFP qua- lificará pessoas em mecânica e manutenção industrial, instala- ções elétricas, instalador e solda- dor de redes de gás, mecânico de aparelhos de gás e aquecimento central, controlo e qualidade ali- mentar, eletrónica e automação, logística operacional, energias re- nováveis e análise laboratorial. Para serem elegíveis, os partici- pantes têm de ter habilitações ao nível do 12º ano, ou do 9º ano ca- so tenham experiência na área e têm de estar inscritos num centro de emprego. A maior parte da formação de- corre no campus do ISQ em Oei- ras e após três meses de forma- ção, seguem-se mais três meses de estágio. Estes, não representam qualquer custo para as empresas aderentes à iniciativa do ISQ, que ficam apenas obrigadas a propor- cionar trabalho ajustado à forma- ção e fornecer uma avaliação do estágio. Os participantes, pelo seu lado, comprometem-se com a procura ativa de emprego nesses seis me- ses. “QUALIFICAR PARA EMPREGAR” Estágios para 360 desempregados É uma iniciativa do grupo português ISQ que arrancou em 2014 e este ano concreti- za os seus propósitos: colocar 360 estagiários em setores onde há falta de pessoal. EESSEE//IIPPSS Prevenir abandono escolar A Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal in- tegra o grupo de nove instituições, de cinco países europeus (Portugal, Itália, Reino Unido, Holanda e Es- panha), unidas no combate e pre- venção do abandono escolar. Para tal, criaram o projeto internacional “Too Young to Fail (2Young2fail)”. EEssccoollaass EEmmpprreeeennddeeddoorraass IINN..AAVVEE Já arrancou a 2ª edição A Comunidade Intermunicipal do Ave através do projeto Rede de Empreendedorismo do Ave – IN.AVE está pelo 2º ano consecuti- vo a implementar a ação de em- preendedorismo nas escolas. Este projeto envolve mais de mais de 2500 alunos do 2º e 3.º ciclos, en- sino secundário e profissional. MMaakksseenn qquueerr ccoonnssuullttoorreess//eennggeennhheeiirrooss À procura de 40 recém-graduados Maksen está a finalizar um proces- so de recrutamento. O processo, de caráter multidisciplinar, na reta fi- nal, foca-se em profissionais oriun- dos das áreas da engenharia de te- lecomunicações, energia, informáti- ca, eletrotécnica e computadores, depois de já ter selecionado com formação em Gestão e Economia. DDeeBBOORRLLAA Cria 300 postos até 2020 A cadeia portuguesa de utilidades para o lar DeBORLA vai criar, até 2020, 300 postos de trabalho em Portugal, resultado do rebranding e estratégia global da marca. Em 2014, inaugurou 4 lojas, criou 90 novos postos e pretende, nos próxi- mos 5 anos, abrir 20 lojas, empre- gando assim mais 300 pessoas. acimaabaixo rh EDITADO POR SÓNIA BEXIGA O Grants4Apps Accelerator (G4A), programa que visa a partilha de ideias inovadoras entre mentes criativas, lança- do pela primeira vez pela Bayer HealthCare (BHC) em 2014, e que permitiu abrir portas a propostas de 71 em- presas startup de 18 países europeus, na área da tecnolo- gia da saúde, dá agora início à segunda ronda. Nesta edição de 2015, o programa está aberto a novas propostas de empresas ou empreendedores, não só da Europa mas de todo o mun- do, cujos projetos (serviços de software, novas aplicações ou tecnologias) apresentem po- tencial criação de valor para a área da saúde. As propostas podem ser submetidas até 31 maio de 2015. Recorde-se que na primeira ronda, os projetos seleciona- dos tinham como objetivo global oferecer soluções tec- nológicas que trouxessem be- nefícios comprovados a doen- tes e profissionais de saúde. E das cinco equipas vence- doras, oriundas da Bélgica, Dinamarca, Alemanha, Rei- no Unido e Portugal, desta- que para a startup portugue- sa PharmAssistant que de- senvolveu o “Smart Pill Con- tainer“, uma caixa de com- primidos inteligente ligada a um smartphone que emite um sinal sonoro na hora de tomar o medicamento. Esta equipa teve a oportunidade de estagiar no Campus da BHC durante três meses e meio. Agora, na segunda fase, existem algumas novidades. Além da abertura de inscri- ções a todo o mundo, com ex- ceção dos EUA, também os colaboradores da Bayer terão a oportunidade de se inscre- ver e participar com a sua própria empresa e respetivos projetos. Também à semelhança de 2014, os colaboradores que identifiquem uma startup externa, desde que mencio- nados no formulário de ins- crição, receberão mil euros pela “angariação”. Sobre este programa, e par- ticularmente sobre esta se- gunda ronda, Johannes Schu- bmehl, Head of CAO Organi- zation & Information explica que se trata de uma “abor- dagem totalmente nova de promover a cultura da ino- vação dentro da própria em- presa. Damos agora a oportu- nidade aos colegas da Bayer de experimentarem, em pri- meira mão, a cultura startup e de transportarem esse espí- rito criativo para o seio das suas próprias equipas”. Em junho, um júri de espe- cialistas selecionará os cinco vencedores que serão convi- dados a estagiar 3 mesese meio no Campus da BHC, em Berlim de agosto a dezembro de 2015. Durante este perío- do as equipas vencedoras terão a possibilidade de de- senvolver os seus projetos, contando com financiamen- to, orientação e consultoria especializada, pesquisa de mercado, planeamento fi- nanceiro e acesso a uma rede de contactos. O estágio tem como objeti- vo o desenvolvimento e a ma- terialização dos projetos para que as respetivas startups, num futuro próximo, os pos- sam apresentar a potenciais investidores, com vista à cap- tação de mais financiamen- to, após o programa. Bayer de portas abertas a novos talentos GRANTS4APPS ACELERATOR Marta Branquinho, grupo ISQ DR DR
  13. 13. O mapa de férias dos trabalhadores deve ser afixado nos locais de trabal- ho a partir de amanhã e até ao dia 31.10.2015. Cumpre, por isso, fazer uma breve referência a algumas regras relativas ao direito a férias, sem prejuízo das particularidades previstas em convenção coletiva de traba- lho. O trabalhador tem direito a um período mínimo de férias de 22 dias úteis, que se vence no dia 1 de janeiro de cada ano civil e, em regra, se reporta ao trabalho prestado no ano anterior. No ano de admissão, o trabalhador tem direito a 2 dias úteis de férias por cada mês de duração do contrato, com o limite de 20 dias. Ainda assim, no dia 1 de janeiro do ano seguinte, o trabalhador adquire o dire- ito a um período adicional de 22 dias úteis de férias. Por outras palavras, o legislador trata de forma particularmente benemérita – à custa do empregador e dos demais colegas – os trabalhadores recentemente con- tratados. O trabalhador pode renunciar ao gozo de férias que excedam 20 dias úteis, nomeadamente para substituir a perda de retribuição por motivo de faltas. Em regra, as férias devem ser marcadas por acordo entre o empre- gador o trabalhador. Todavia, na falta de acordo, cabe ao empregador decidir (após consulta da estrutura de representação coletiva dos tra- balhadores), considerando o se- guinte: (i) o início das férias não pode ocorrer em dia de descanso semanal do trabalhador; (ii) as férias devem ser marcadas no período compreendido entre 1 de maio e 31 de outubro (salvo, por exemplo, atividades ligadas ao tur- ismo); (iii) deve ser assegurado o gozo de, pelo menos, 10 dias úteis consecutivos de férias; (iv) os perío- dos mais pretendidos devem ser divididos pelos trabalhadores em função dos períodos gozados nos últimos dois anos e, por outro lado; (v) privilegiando os trabalhadores casados, unidos de facto ou que vivam em economia comum, os quais têm direito a gozar férias em período idêntico, salvo em caso de prejuízo grave para a empresa. O empregador pode encerrar a empresa ou o estabelecimento, total ou parcialmente, para férias dos trabalhadores, por exemplo, na época das férias escolares do Natal e um dia que esteja entre um feriado que ocor- ra à terça-feira ou quinta-feira e um dia de descanso semanal (“ponte”). Neste segundo caso, o empregador deve informar, até 15 de dezembro os trabalhadores sobre o encerramento a efetuar no ano seguinte. As férias devem ser gozadas no próprio ano civil em que se vencem ou até 30 de abril do ano civil seguinte, em caso de acordo ou quando o tra- balhador pretenda gozar as férias com familiar residente no estrangeiro. Por fim, o trabalhador não pode exercer durante as férias qualquer outra atividade remunerada, salvo quando já a exerça cumulativamente ou o empregador o autorize. A violação desta regra constitui ilícito dis- ciplinar e o empregador tem o direito a reaver a retribuição correspon- dente às férias e o respetivo subsídio, metade dos quais reverte para o Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social. Para este efeito, o empregador pode proceder a descontos na re- tribuição, até ao limite de 1/6, em relação a cada um dos períodos de vencimento posteriores. “O legislador trata de forma particularmente benemérita – à custa do empregador e dos demais colegas – os trabalhadores recentemente contratados www.oje.pt | terça-feira 14 de abril de 2015 | 13 | rh EDITADO POR SÓNIA BEXIGA A Suse, pioneira em software “open source”, acaba de anunciar que pretende reforçar a equipa com a contratação de 70 colabora- dores e as ofertas disponíveis des- tinam-se para vários países do mundo, em escritório ou remota- mente a partir de qualquer locali- zação geográfica. Segundo a empresa, este inves- timento visa suportar a sua estra- tégia de crescimento em todo o mundo, assegurando que contra- ta os melhores talentos, com o ob- jetivo de deter as condições favo- ráveis para continuar a inovar na área de “open source”. Sobre esta fase da empresa e es- pecificamente sobre o processo de recutamento, António Bento, territory manager, sublinha que na Suse acreditam que “os colabo- radores são a peça vital que com- põe esta empresa, e consequente- mente o conhecimento coletivo, a paixão pelo open source e a dedi- cação para o sucesso. E é por isso que na Suse nos preocupamos em proporcionar um ambiente de trabalho agradável e repleto de oportunidades quer a nível nacio- nal, quer internacional”. Em Portugal, o escritório inte- gra também elementos da equipa Suse Labs (divisão de desenvolvi- mento da empresa em constante colaboração com a comunidade “open source”) em posto de tra- balho remoto (“home office”). A Suse tem também vários cola- boradores que trabalham a partir de outras localidades em todo o mundo, incluindo as suas pró- prias casas. “Acreditamos que o trabalho é uma atividade, não um lugar”, conclui António Bento. Atualmente, os escritórios da Suse que detêm a maior concen- tração de colaboradores incluem Nuremberg, Alemanha; Provo, Utah (EUA); Praga, República Che- ca; Bracknell, Reino Unido; Pe- quim, China; Cambridge, Massa- chusetts (EUA). ESPECIALISTA EM SOLUÇÕES LINUX Susetem70vagasemváriospaíses A oferta disponibilizada visa essencialmente as áreas de “Sales, Engineering, Marketing, Product Management, Technical Support e Customer Service”. Inês Garcia Beato Advogada do departamento de Direito do Trabalho da Gómez-Acebo & Pombo em Portugal As férias dos trabalhadores no setor privado David Carvalho Martins Docente universitário e advogado responsável pelo departamento de Direito do Trabalho da Gómez-Acebo & Pombo em Portugal PUB CCGGSSLL BOLSAS PARA DOUTORAMENTO EM DIREITO EM LÍNGUA INGLESA As bolsas da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) para o Global PhD Programme in Law incluem isenção de propina, um subsídio mensal e um financiamen- to adicional para estadas no estrangeiro, incentivadas através da rede de parcerias da Católica Global School of Law (CGSL), num total de cerca de 300 mil euros para os seis candidatos admitidos. As candidaturas decorrem até ao dia 29 de maio e o programa ini- cia-se em outubro. Tendo o inglês como língua de tra- balho, o Global PhD Programme in Law é um inovador modelo de doutoramento no contexto jurídi- co-académico português, orientado para o recrutamento de jovens investigadores, portugueses ou estrangeiros, particularmente talentosos, e exclusivamente dedi- cados ao doutoramento, oferecen- do-lhes as condições necessárias à redação de dissertações rigoro- sas, legíveis, originais e de dimen- são razoável, no período correspondente a 4 anos. Os doutorandos terão acesso dire- to ao prestigiado corpo docente internacional que leciona na CGSL. Beneficiam também de um amplo conjunto de acordos de inter- câmbio e protocolos científicos que a CGSL tem com as melhores esco- las de direito e unidades de investi- gação.
  14. 14. | 14 | terça-feira 14 de abril de 2015 | www.oje.pt rh Economia digital é o mais importante fator de inovação para as empresas O que motivou a realização desta conferência? A realização desta conferência resulta de uma análise que o ISEG fez, quer do atual estado de evo- lução da economia digital em Por- tugal, quer da importância que os novos canais de comunicação podem vir a ter na criação ou di- namização de negócios já existen- tes. Assim, o objetivo que defini- mos para esta conferência foi o de alertar e capacitar todos os execu- tivos presentes para que possam participar de forma ativa na “re- volução” do digital, tirando par- tido da mesma para que os seus negócios prosperem e potenciem as oportunidades de crescimento criadas. Que objetivos visa atingir? A quem se destina? Quem são os oradores? Esta conferência tem um objetivo claro que é o de dotar todos os participantes, maioritariamente gestores e executivos, de ferra- mentas para poderem fazer cres- cer o negócio das suas organiza- ções através da integração do po- tencial da economia digital nas suas operações. A sessão destina- se a empresários e gestores de topo, profissionais que têm neces- sariamente de lidar diariamente com a gestão da organização que dirigem. Por forma a ir ao encon- tro destes objetivos ambiciosos, e por forma a cativar estes profis- sionais para a presença nesta sessão de características pionei- ras, preparámos uma agenda com oradores internacionalmente re- conhecidos como Michael Lean- der, Morten Baggesen ou Olivier Riviere, entre outros. Que importância tem a iniciati- va na estratégia actual do ISEG? O ISEG é uma instituição de ensi- no superior com pergaminhos, sendo a primeira instituição de ensino superior na área da econo- mia em Portugal. Mas é também uma organização com os olhos postos no futuro, e este passa por conceitos de grande relevância e atualidade como o de life-long learning, em que se inserem os programas de educação executiva e os diferentes programas de pós- gradução. Ou seja, um aluno pode fazer a sua licenciatura, mestra- do, pós-graduação e formação executiva no ISEG, e a escola criou as condições para acompan- har a evolução dos profissionais ao longo da sua vida. Pretende- mos proporcionar condições de excelência que permitam a todos os estudantes, ex-alunos, profes- sores e comunidade académica contribuir com o know-how ad- quirido nesta escola para uma economia Portuguesa mais com- petitiva e global. Com este evento vamos contribuir para o reforço desta visão estratégica para que o ISEG seja visto, de forma cres- cente, como uma instituição de excelência na educação, a nível nacional e internacional. Num contexto de globalização económica e de rápida mudan- ça, quais são os principais desa- fios que a economia digital colo- ca à sociedade portuguesa? A economia digital apresenta um conjunto de desafios, dos quais ressalta o mais óbvio, que se pren- de com a eliminação de barreiras à entrada em novos mercados e geografias, bem como o potencial de criação de novos serviços digi- tais potenciados pelas novas tec- nologias e canais digitais. Mas também cria novas formas de in- teração e de ligação entre cida- dãos e entre estes e as empresas. Esta nova realidade poderá gerar novas formas de fazer negócios, conhecer mais consumidores mas também concorrer com empresas de países digitalmente mais de- senvolvidos como os EUA, Ale- manha, Inglaterra ou China. Um exemplo de um negócio que apro- veitou o potencial da economia digital é a Farfetch. Atualmente, esta empresa criada por um em- presário visionário originário do Porto, tem uma valorização esti- mada de mil milhões de dólares e cresceu única e exclusivamente no espaço digital, pelo que deverá ser considerada por outras em- presas de menor dimensão um exemplo de gestão e aproveita- mento de oportunidades de negó- cio. Como analisa as diferentes di- mensões da economia digital e qual o seu impacto nas organiza- ções? Acredito que a economia digital tem um impacto grande, não ape- nas nas empresas, mas também na sociedade. Reparemos no se- guinte exemplo: quando procura- mos comprar um determinado produto vamos em primeiro lu- gar à internet para obter mais in- formações ou opiniões de quem tenha comprado. Adicionalmen- te, e com frequência, os produtos não estão disponíveis para com- pra localmente pelo que fazemos muitas vezes as compras online. Através deste exemplo podemos verificar que a economia digital tem um impacto significativo, não só nas organizações, mas também na sociedade. Focando- nos agora nas organizações, a eco- nomia digital veio permitir explo- rar novas ideias e conceitos de ne- gócio que estão atualmente à dis- tância de um clique. Muitas vezes, é nesta pesquisa, que surge o lançamento de negócios pura- mente digitais. Um exemplo re- cente de uma empresa portugue- sa é a Aptoide. Uma loja de apli- cações, paralela à Google Play dos dispositivos Android da Google, que chegou a 51 milhões de uti- lizadores em 2014 e começou este ano a dar lucro. Adicionalmente, no mesmo dia em que anuncia estes valores recorde, aproveita para comunicar a abertura de um escritório na China com um a dois profissionais e outro nos EUA. Outro fator importante a ter em consideração na análise do impacto do digital nas empresas prende-se com a crescente utiliza- ção de dispositivos móveis, espe- cialmente nas gerações mais no- vas, e que vieram também criar novas oportunidades e canais de comunicação e interação, a que as empresas devem estar atentas se quiserem competir na economia digital. Que papel poderá desempenhar a economia digital na interna- cionalização das empresas daqui a 5 anos? A economia digital irá desempe- nhar um papel fundamental na internacionalização das empre- sas. Basta relembrarmos que é atualmente possível pesquisar informação de mercados, nacio- nais e internacionais, recorrendo a plataformas digitais. De acordo com os dados apresentados este ano pela Comissão Europeia, a economia digital é, a nível indi- vidual, o mais importante fator de inovação, competitividade e crescimento, detendo um grande potencial para os empreendedo- res e pequenas e médias empresas Europeias. Uma vez que apenas dois por cento das empresas eu- ropeias tiram atualmente partido das novas oportunidades digitais, existe um enorme potencial de crescimento e, consequentemen- te, de internacionalização das em- presas, dado que, e conforme já referi, uma característica funda- mental desta economia digital é o esbater das fronteiras geográfi- cas. E, convém recordar, o impac- to da economia digital é transver- sal, atingindo todas as áreas. As mesmas estimativas da Comissão Europeia apontam para um valor acrescentado da Internet nos pro- cessos industriais tradicionais de 75%, o que traduz bem o impacto potencial, das cadeias de forneci- mento aos processos comerciais. Acredito que, dentro de cinco anos, a Economia Digital vai-se afirmar como a base de qualquer negócio pelo que deverá ser uma medida a adotar em todas as empresas independentemente da sua dimensão. Assim é vital que os líderes organizacionais saibam o que fazer para adaptar os seus ne- gócios a esta nova realidade para permitir que cresçam e assim se destaquem da concorrência. Que obstáculos enfrenta atual- mente o comércio eletrónico transfronteiriço? Que barreiras é que isso coloca ao mercado único digital europeu? Apesar da economia digital abrir uma panóplia de oportunidades para diversas organizações, inde- pendentemente da sua dimensão, tem também desafios. O comér- cio eletrónico tem um forte po- tencial para estimular o desenvol- vimento económico da Europa mas, em simultâneo, obriga as or- ganizações, e os empresários, a prepararem uma eficaz presença e ações digitais que os tornem re- levantes neste mercado global, e é esse um dos objetivos desta confe- rência. A economia digital pro- porciona um acesso facilitado a diferentes mercados dentro do es- paço europeu, proporcionando igualmente um maior conheci- mento da sua realidade, o que constitui uma clara vantagem. Para que se concretize o mercado único europeu, o que se torna es- sencial é, por seu turno, um en- quadramento jurídico que permi- ta o desenvolvimento da compu- tação em nuvem, a conectividade dos dados móveis sem fronteiras e o acesso simplificado a informa- ções e conteúdos, salvaguardan- do, ao mesmo tempo, a privaci- dade, os dados pessoais, a ciberse- gurança e a neutralidade da rede. Como se reforça a confiança na economia digital? O que é que de inovador está a ser feito em A “revolução” no digital para as empresas significa inovação e potencial de crescimento, afirma Helena Amaral Neto, Business Development Director do ISEG. A escola está a organizar uma grande conferência internacional dedicada à nova era digital. Um exemplo de um negócio que aproveitou o potencial da economia digital é a Farfetch. Atualmente, esta empresa criada por um empresário visionário originário do Porto, tem uma valorização estimada de mil milhões de dólares e cresceu única e exclusivamente no espaço digital
  15. 15. www.oje.pt | terça-feira 14 de abril de 2015 | 15 | entrevista Conferência internacional dedicada à nova era digital para gestores europeus Data: 14 e 15 de Maio LocaL: ISEG, Rua do Quelhas 6, 1200-781 Lisboa Oradores: Michael Leander, Filipe Carrera, Morten Baggesen, Olivier Riviere, Maher Mezher e Pedro Duarte António Outra informação que considere relevante: http://www1.idefe.pt/eventos/i summit15/ Portugal nesse sentido? A economia digital veio permitir a criação de novos negócios quase diariamente. Para lhe dar alguns exemplos portugueses temos a Mobiag, uma empresa de carshar- ing que nasceu na Internet, temos a Farfetch ou, a nível internacio- nal, a Uber que é um serviço de transporte particular num forma- to Premium que nasceu precisa- mente desta Economia Digital. Aliás, e conforme um recente post que (naturalmente) tem cir- culado na Internet, a principal empresa de conteúdos mundial (Facebook) não produz conteúdos e o maior fornecedor mundial de alojamento (o AirBnB) não tem hotéis ou unidades de alojamen- to, entre outros exemplos. Aliás, Lisboa foi considerada este ano, a Capital Europeia do Empreende- dorismo. Este facto é, a nosso ver, o maior reforço de confiança que qualquer empresário pode ter para lançar o seu próprio negócio. O empreendedorismo está na moda e é fundamental que todos os portugueses, independente- mente de estarem empregados ou desempregados, estudem a hipó- tese do auto-emprego, pois a Eco- nomia Digital veio abrir não só mais oportunidades de negócio em Portugal mas também no Es- trangeiro. Adicionalmente os em- preendedores passaram a ter tam- bém um acesso mais facilitado a fundos comunitários e a espaços de incubação de empresas como a Fábrica de Startups, a Startup Lis- boa, a Startup Braga ou a Beta-i, nomeando apenas três espaços dos diversos que actualmente existem em Portugal. DR
  16. 16. PUB | 16 | terça-feira 14 de abril de 2015 | www.oje.pt

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