Trasfega de líquidos inflamáveis

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Trasfega de líquidos inflamáveis

  1. 1. TRASFEGA DE LÍQUIDOS INFLAMÁVEIS<br />
  2. 2. TRASFEGA<br />É a operação de transferir um produto de um ponto para outro. Alguns exemplos mais comuns: a trasfega de um camião cisterna de gasolina para um tanque e de um tanque para um automóvel. <br />Para esta operação são utilizadas bombas ou compressores. O cálculo da capacidade de potência destes meios de impulsão, é determinado pelo valor de caudal necessário e pressões admissíveis, para a movimentação pretendida, seja o enchimento de garrafas, a trasfega de produto entre reservatórios ou ainda a carga de veículos cisterna.<br />
  3. 3. Nas operações de trasfega são também utilizados outros equipamentos, como válvulas de seccionamento ou corte, de excesso de débito, anti-retorno, ou de alívio de pressão. <br />Esses equipamentos designados genericamente como órgãos de comando, permitem que se efectuem manobras, no sentido de encaminhar o produto, obrigando-o a executar o circuito adequado à movimentação que se pretende. <br />As válvulas podem ser instaladas nas tubagens de entrada e/ou saída dos reservatórios, na zona de bombagem e compressão ou ainda nos acessos aos enchimentos de garrafas e cisternas.<br /> <br />
  4. 4. Definição de líquidos inflamáveis<br /><ul><li>Líquidos inflamáveis: são líquidos, misturas de líquidos ou líquidos que contenham sólidos em solução ou suspensão, que produzam vapor inflamável a temperaturas até 60,5°C, em ensaio de vaso fechado, ou até 65,6°C, em ensaio de vaso aberto, ou ainda os explosivos líquidos insensibilizados dissolvidos ou suspensos em água ou outras substâncias líquidas. Em determinados limites de concentração podem, em contacto com o ar ou oxigénio, formar misturas explosivas. Tais limites de concentração denominam-se limites de explosividade.</li></li></ul><li>Noções<br /><ul><li>Ponto de inflamação (flash point)</li></ul> É a temperatura para a qual a tensão de vapor de líquido se torna suficientemente elevada de modo a que os vapores emitidos formem com o ar uma mistura inflamável, mas insuficiente, para que a combustão, uma vez iniciada prossiga por ela própria. <br /><ul><li>Ponto de ignição ou de fogo (fire point)</li></ul> É superior em um ou mais graus ao ponto de inflamação. Pode, pois, definir-se como a temperatura mais baixa para qual uma mistura de ar e vapor mantém a combustão após a respectiva inflamação.<br />
  5. 5. Noções – (cont.) <br /><ul><li>Temperatura de auto-ignição ou de auto-inflamação (auto-ignition temperature)</li></ul>É a temperatura mínima para a qual um material (sólido, líquido ou gasoso) se auto inflama, isto é, sofre inflamação espontânea na ausência de qualquer fonte de energia exterior.<br />
  6. 6. CLASSIFICAÇÃO DE LÍQUIDOS INFLAMÁVEIS<br />A Líquidos imiscíveis com água<br />A1 Com ponto de inflamação inferior a 21 0C. (ex.: acetona)<br />A2 Com ponto de inflamação entre 21 e 55 0C. (ex.: O-xileno) <br />A3Com ponto de inflamação superior a 55 0C. (ex.: trietilenoglicol)<br />B Líquidos miscíveis com água em quaisquer proporções, ----com ponto de inflamação inferior a 21 0C. (ex.: álcool etílico) <br />
  7. 7. MEDIDAS DE PREVENÇÃO<br />Trasfegar líquidos inflamáveis é uma operação perigosa, com consequências significativas.<br /><ul><li>O local de trasfega deverá estar bem identificado e completamente desimpedido de objectos/equipamentos desnecessários à operação de trasfega.
  8. 8. O local de trasfega deverá ser delimitado, num perímetro que envolva todos os equipamentos necessários aos trabalhos.</li></ul> Caso o local de trasfega esteja localizado na via pública, todas as pessoas que transitem no passeio deverão ser informadas e aconselhadas a realizar um percurso alternativo à zona do passeio delimitada.<br />
  9. 9. MEDIDAS DE PREVENÇÃO – (cont.)<br /><ul><li>Nos trabalhos deverão utilizar Equipamentos de Protecção Individual (EPI’s) adequados (luvas de borracha, máscara, óculos e calçado apropriado);
  10. 10. É expressamente proibido fumar ou produzir qualquer chama ou fogo durante as operações trasfega, bem como o uso, para qualquer fim, de ferramentas metálicas susceptíveis de provocar faíscas (utilizar apenas chaves anti-chispa);</li></li></ul><li>MEDIDAS DE PREVENÇÃO – (cont.)<br /><ul><li>A primeira operação é ligar todos os elementos à terra, devido à electricidade estática, caso não estejam ligados entre si. Ex: um camião cisterna para poder fazer a trasfega tem de se ligar eficazmente à terra para evitar um incêndio ou explosão;
  11. 11. Antes de iniciar uma trasfega verificar se há capacidade suficiente no tanque de destino para a substância que se pretende trasfegar;
  12. 12. A bomba de descarga só deverá ser posta em funcionamento após completada a ligação da mangueira flexível e apertadas as conexões;</li></li></ul><li>MEDIDAS DE PREVENÇÃO – (cont.)<br /><ul><li>Extintores (CO2, pó químico e espuma ou água pulverizada) de capacidade e modelo aprovados, assim como tabuleiros e material absorvente para a recolha de eventuais derrames;
  13. 13. Estar atento às fugas e derrames;
  14. 14. Verificar nos tanques de origem e destino, a intervalos regulares, os níveis, temperatura e pressão, e qualquer alteração inesperada do ritmo a que variam estes parâmetros;
  15. 15. A trasfega tem um tempo estimado, caso demore mais tempo aumenta a perigosidade da operação. </li></li></ul><li>MEDIDAS A TOMAR EM CASO DE FUGA<br />Manter afastadas as fontes de ignição;<br />Evitar a inalação dos vapores;<br />Utilizar filtro respiratório adequado aos vapores;<br />Evitar contactos com a pele; <br />Usar EPI’s adequados;<br />Tomar medidas contra descargas de electricidade estática;<br />Manter as pessoas afastadas do local e colocadas do lado de onde sopra o vento;<br />
  16. 16. Evitar e controlar o alastramento do líquido;<br />Impedir a entrada do produto em canalizações, esgotos ou caves;<br />Em caso de derrames na via pública avisar as autoridades;<br />No caso de pequenos derrames deve-se remover com material absorvente (areia ou serradura);<br />No caso de derrames significativos deve-se remover por bombagem.<br />MEDIDAS A TOMAR EM CASO DE FUGA<br />
  17. 17. RISCOS ASSOCIADOS<br />Incêndio<br />Explosão<br />Derrames<br />
  18. 18. RISCOS ASSOCIADOS – (cont.)<br />Nocivo /Irritante XnXi<br />Tóxico<br />Corrosivo <br />
  19. 19. RISCOS ASSOCIADOS – (cont.)<br />COV’s - Emissões difusas dos compostos orgânicos voláteis <br />)<br />
  20. 20. EPI’sEPC’s<br />
  21. 21. LEGISLAÇÃO APLICÁVEL<br /><ul><li>DL 202/1990 19 Jun. – Equipamento Eléctrico a ser utilizado em atmosfera explosiva
  22. 22. DL 112/1996 5 Ago. – Aparelhos e sistemas de protecção a utilizar em atmosferas potencialmente explosivas.
  23. 23. Portaria 341/1997 21 Maio – ComplementaoDL 112/1996 o qual transpõe a Directiva nº94/9/CE de 23 de Março para o direito interno.
  24. 24. DL 76/2000 9 Maio - Classificação líquidos inflamáveis (classe 3).
  25. 25. DL 236/2003 30 Set. – Regras de protecção dos trabalhadores contra os riscos de exposição de matérias explosivas.</li></ul>Trabalho de grupo realizado por:<br />António nº 3, Jerónimo nº 16, Tiago nº 20<br />

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