Aula 01 - Metaforas da Mente - Abertura

5.047 visualizações

Publicada em

O slide é a primeira aula de um curso ministrado presencialmente e a distância onde são utilizadas metáforas para explicar a mente e os processos do cérebro. Cada metáfora apresenta um importante modelo para entender e explicar a mente e o cérebro. As metáforas nos ajudam a ter uma visão mais ampla e abrangente sobre os processos mentais.

Publicada em: Educação
0 comentários
10 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
5.047
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
101
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
0
Comentários
0
Gostaram
10
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Aula 01 - Metaforas da Mente - Abertura

  1. 1. Ciências Cognitivas<br />Neurociências<br />Filosofia da Mente<br />Inteligência Artificial<br />a r t e - c i ê n c i a - t e c n o l o g i a <br />Henrique Morais<br />jh.morais@uol.com.br<br />
  2. 2. PONTO DE PARTIDA<br />USAMOS A MENTE PARA MUITAS ATIVIDADES<br />LerEstudarAprender<br />
  3. 3. FUNÇÕES<br />NAS ATIVIDADES INTELECTUAIS<br />LerEstudar Aprender<br />JogarRaciocinarPensar<br />
  4. 4. FUNÇÕES<br />NAS ARTES E NOS PROCESSOS CRIATIVOS<br />LerEstudarAprender<br />JogarRaciocinarPensar<br />TocarOuvirCriar<br />
  5. 5. FUNÇÕES<br />NA DIVERSÃO E ENTRETENIMENTO<br />LerEstudarAprender<br />JogarRaciocinarPensar<br />TocarOuvirCriar<br />DivertirBeberComer<br />
  6. 6. FUNÇÕES<br />NA FORMAÇÃO DAS CRENÇAS<br />LerEstudar Aprender<br />JogarRaciocinarPensar<br />TocarOuvirCriar<br />DivertirBeberComer<br />Rezar CrerAgregar<br />
  7. 7. FUNÇÕES<br />NAS ATIVIDADES E TAREFAS FAMÍLIARES <br />ProtegerCuidarEnsinar<br />LerEstudar Aprender<br />JogarRaciocinarPensar<br />TocarOuvirCriar<br />DivertirBeberComer<br />Rezar CrerAgregar<br />
  8. 8. FUNÇÕES<br />NO TRABALHO<br />ProtegerCuidarEnsinar<br />LerEstudarAprender<br />JogarRaciocinarPensar<br />TrabalharDecidirLiderar<br />TocarOuvirCriar<br />DivertirBeberComer<br />Rezar CrerAgregar<br />
  9. 9. FUNÇÕES<br />NOS RELACIONAMENTOS E EM ATIVIDADES GRUPAIS<br />ProtegerCuidarEnsinar<br />LerEstudarAprender<br />JogarRaciocinarPensar<br />TrabalharDecidirLiderar<br />TocarOuvirCriar<br />Falar ComunicarInteragir<br />DivertirBeberComer<br />Rezar CrerAgregar<br />
  10. 10. FUNÇÕES<br />PARA SENTIR E DAR PRAZER<br />ProtegerCuidarEnsinar<br />LerEstudarAprender<br />JogarRaciocinarPensar<br />TrabalharDecidirLiderar<br />TocarOuvirCriar<br />Falar ComunicarInteragir<br />DesejarSentirNamorar<br />DivertirBeberComer<br />Rezar Crer Agregar<br />
  11. 11. CIENCIAS<br />MENTE E CEREBRO<br />ProtegerCuidarEnsinar<br />LerEstudar Aprender<br />JogarRaciocinarPensar<br />TrabalharDecidirLiderar<br />TocarOuvirCriar<br />Falar ComunicarInteragir<br />DesejarSentirNamorar<br />DivertirBeberComer<br />Rezar AcreditarAgregar<br />DescreverCompreenderPrever e Controlar<br />
  12. 12. A MENTE<br />A MENTE DESCONHECIDA<br />“Apesar de estudada a mais de duzentos anos, a mente humana foge de descrições e explicações adequadas.”Steven Mithen, 2002<br />“Não entendemos como a mente funciona – nem de longe como entendemos como funciona o corpo.”Steven Pinker, 1998<br />“Apesar dos avanços, a lacuna entre as ciências do cérebro e a elucidação das ´funçõessuperiores´ permanece enorme.”Howard Gardner, 1999<br />“A complexidade da mente humana é tão grande que talvez nunca possa ser conhecida totalmente.”Antonio Damásio, 1996<br />
  13. 13. Filosofia<br />Física<br />Educação<br />Antropologia<br />Psicologia<br />Engenharia<br />Medicina<br />Química<br />Biologia<br />Informática<br />O CAMPO<br />MULTIDISCIPLINAR<br />
  14. 14. Filosofia<br />Física<br />Educação<br />Neuropsicologia<br />Antropologia<br />Psicopatologia<br />Psicologia<br />Psicometria<br />Engenharia<br />Psicomotricidade<br />Medicina<br />Parapsicologia<br />Química<br />Biologia<br />Informática<br />O CAMPO<br />ÁREAS DE ESPECIALIZAÇÃO<br />
  15. 15. Filosofia<br />Física<br />Educação<br />Física<br />Antropologia<br />Psicologia<br />Engenharia<br />Medicina<br />Química<br />Biologia<br />Informática<br />O CAMPO<br /> INTEGRAÇÃO ENTRE AS DISCIPLINAS<br />
  16. 16. Filosofia<br />Física<br />Educação<br />Física<br />Antropologia<br />Filosofia<br />da Mente<br />Psicologia<br />Inteligência<br />Artificial<br />Engenharia<br />Medicina<br />Ciências <br />Cognitivas<br />Química<br />Neurociências<br />Biologia<br />Informática<br />O CAMPO<br />FORMAÇÃO DE GRANDES CAMPOS DE ESTUDO <br />
  17. 17. Filosofia<br />Física<br />Educação<br />Física<br />Antropologia<br />Filosofia<br />da Mente<br />Psicologia<br />Inteligência<br />Artificial<br />Engenharia<br />Medicina<br />Ciências <br />Cognitivas<br />Química<br />Neurociências<br />Biologia<br />Informática<br />O CURSO<br />ARTICULANDO AS ÁREAS: AS METÁFORAS <br />
  18. 18. METÁFORAS<br />INFLUÊNCIA DE PAUL RICOEUR<br /><ul><li>Dialoga com correntes de pensamento tão diversas como a fenomenologia, a hermenêutica e a filosofia analítica.
  19. 19. Originalidade estonteante da filosofia de Ricoeur.
  20. 20. Abertura e uma generosidade no pensar que vai em direção oposta a certo narcisismo jubilatório característico de muitos profissionais.
  21. 21. Ricoeur se situa num certo combate às versões mais exacerbadas do idealismo.
  22. 22. Em particular à pretensão de auto-suficiência da consciência de si, para ressaltar os limites dessa tentativa.
  23. 23. Retórica e poética.
  24. 24. A metáfora e a nova retórica.
  25. 25. O momento icónico da metáfora.
  26. 26. Psicolinguística da metáfora.
  27. 27. Modelo e metáfora. O conceito de verdade metafórica. </li></li></ul><li>METÁFORAS<br />O QUE SÂO?<br />É uma figura de linguagem comparativa freqüentemente usada para dar um toque criativo na nossa maneira de falar.È uma força primária através do qual os seres humanos criam significado usando elemento de sua experiência para entender outro.A metáfora nos dá a oportunidade de alargar o nosso pensamento e e aprofundar o nosso entendimento.Ela nos permite var as coisas de maneiras novas e agir de maneiras novas.Nesse sentido a metáfora torna-se um instrumento para criar, compreender e explicar a mente. <br />Fé<br />
  28. 28. METÁFORAS<br />IMPORTÂNCIA<br />Quase toda teoria da mente baseia-se em imagens ou em metáforas.É necessário identificar que as formas que utilizamos para explicar a mente nos conduzem para pontos de vista congruentes que nos levam a práticas específicas.As metáforas nos levam a entender os fenômenos mentais com utilidade, mas com parcialidade. Quando nos fixamos em uma explicação perdemos a oportunidade de entender a mente com outras perspectivas.Para entender e tratar a mente precisamos identificar e usar diferentes abordagens. Algumas perspectivas e visões são complementares outras são contraditórias. As metáforas aumentam a visão periférica e criam a flexibilidade necessária para identificar os complexos processos da mente<br />
  29. 29. METÁFORAS<br />OS LIMITES<br />As metáforas são parciais. Ela sempre produz uma visão unilateral. Ao ressaltar certas interpretações, ela empurra outras a um papel secundário. A metáfora sempre cria distorções. As chamadas “falsidades construtivas” se tomadas literalmente e ao extremo se tornam absurdas. As metáforas são sempre incompletas. Por melhores que sejam. A metáfora é paradoxal. À medida que visualizamos conceitos, obscurecemos outras teorias e conceitos. Muitas vezes fazemos metáforas de metáforas: o próprio conceito de mente já é uma metáfora. <br />
  30. 30. METÁFORAS<br />EXEMPLIFICANDO<br />Quando pensamos: Fulano é um pavão...Estamos comparando as características do pavão às da pessoa: BelezaVaidadeForma de vestirImponênciaPosturaNarcisismoExuberância<br />
  31. 31. METÁFORAS<br />EXEMPLIFICANDO<br />Jamais devemos esperar encontrar uma pessoa cheia de penas....Com pés de pavão...Com bico...Com caudaEstamos quase sempre nos referindo a características internas e a pequenas semelhanças.Nesse sentido as metáforas são:IncompletasParciaisEnganosas<br />
  32. 32. Pessoa<br />Pavão<br />METÁFORAS<br />EXEMPLIFICANDO<br />A metáfora nos leva a ver <br />as semelhanças<br />Mas ignora as diferenças<br />
  33. 33. METÁFORAS<br />APLICAÇÕES<br />1- A metáfora estimula a imaginação de uma maneira que pode criar pontos de vista interessantes, apesar dos riscos de distorção.2- Ao abordar a mente de maneiras diferentes as metáforas ampliam nossa visão e sugerem ações que antes não seriam possíveis.3- Os pontos de vista gerados por diferentes metáforas não são simplesmente teóricos. Eles são incrivelmente práticos. 4- Uma metáfora leva a outras metáforas, criando um mosaico de pontos de vista concorrentes e complementares.<br />
  34. 34. <br /><br />“Cada metáfora apresenta um importante modelo para entender e explicar a mente e o cérebro.”<br />“Encarar a mente como metáfora é dominar a arte de lidar com as contradições e semelhanças dos processos mentais.”<br /><br /><br />“As metáforas nos ajudam a ter uma visão mais ampla e abrangente sobre os processos mentais.”<br />“Com as metáforas encaramos a mente com relativismo. Isso confere flexibilidade aos processos e fenômenos mentais.”<br />O CURSO<br />AS METÁFORAS DA MENTE <br />
  35. 35. METÁFORAS<br />A ARTICULAÇÃO TEÓRICA PARA EXPLICAR A MENTE<br />A Alma<br />Delimitando os Estudos Filosóficos <br />A Consciência<br />O Problema “Hard” nos Estudos da Mente<br />O Tempo<br />Uma Nova Perspectiva da Mente<br />O Universo<br />Para Além da Mente <br />A Máquina<br />A Estrutura e os Sistemas da Mente<br />O Canivete Suíço<br />As Funções da Mente<br />O Neurônio<br />As Microestruturas da Mente<br />Neurociências<br />Neurociências<br />Ciências Cognitivas<br />Ciências Cognitivas<br />Filosofia da Mente<br />Filosofia da Mente<br />O Iceberg<br />Universo Submerso<br />O Self<br />Imagens Internas <br />A Cultura<br />Desenvolvimento Social da Mente<br />A Natureza<br />A Mente e a Evolução<br />O Símbolo<br />O Símbolo e as Representações na Mente<br />O Computador<br />Os Sistemas da Mente<br />O Robô<br />A Mente dos Robôs<br />Inteligência Artificial<br />Inteligência Artificial<br />
  36. 36. Filosofia <br />da Mente<br />Inteligência <br />Artificial<br />Ciências Cognitivas<br />Neurociências<br />Antonio Damásio<br />O Erro de Descartes<br />1996 - Companhia das Letras<br />Bertrand Russel<br />A Análise da Mente<br />1976 – Zahar Editores<br />Carl Zimmer<br />A Fantástica História do Cérebro<br />1999 – Artmed<br />Howard Gardner<br />Arte, Mente e Cérebro<br />1999 – Artmed<br />Joseph LeDoux<br />O Cérebro Emocional<br />1998 - Objetiva <br />John Horgan<br />A Mente Desconhecida<br />2002 - Companhia das Letras<br />O Mistério da Consciência<br />1998 – Paz e Terra<br />John Searle<br />Karl Popper<br />John Eccles<br />O Eu e Seu Cérebro<br />1995 – Editora UnB e Papirus<br />Mente – Introdução à <br />Ciência Cognitiva <br />1998 - Artmed<br />Paul Thagard<br />Robert Sternberg<br />Psicologia Cognitiva<br />2000 – Artmed<br />Steven Mithen<br />A Pré-história da Mente<br />2002 - Editora UNESP<br />Steven Pinker<br />Como a Mente Funciona<br />1998 - Companhia das Letras<br />Bibliografia<br />a r t e - c i ê n c i a - t e c n o l o g i a <br />Henrique Morais<br />jh.morais@uol.com.br<br />

×