Abordagem Clínica noCâncer de Cólon      Carlos Frederico Pinto      Instituto de Oncologia do Vale      Hospital Regional...
Resumo da apresentaçãoFatores de Risco e RastreamentoEstagiamentoFatores prognósticosTratamento adjuvanteTratamento da doe...
Resumo da apresentaçãoFatores de Risco e RastreamentoEstagiamentoFatores prognósticosTratamento adjuvanteTratamento da doe...
Câncer ColorretalTerceiro tipo mais comum de câncer,segunda causa de morte nos EUA.Início usual como um pólipo nãocanceros...
Mutações Sequências em ColonEPITÉLIO   DISPLASIA   MODERADA/   IN SITU   CARCINOMANORMAL                  SEVERA          ...
Fatores de Risco para oCâncer ColorretalPolipose (crescimento celular anormalassociado ao envelhecimento) pré-canceroso ou...
Síndromes Hereditárias doCâncer Colorrectal: HNPCCCarcinoma Colorretal Hereditário Não Poliposo(HNPCC), ou síndrome de Lyn...
Síndromes Hereditárias do   Câncer Colorrectal: PAFPolipose Adenomatosa Familiar (PAF) representa 1% doscasosPessoas com P...
Prevenção e detecção precoceO cancer colorretal pode ser prevenido atravésde screening regular e remoção de póliposcolônic...
Métodos de RastreamentoColonoscopia (a melhor maneira de prevenir edetectar com cancer colorretal)Colonografia virtualSigm...
Sintomas ComunsMudança de hábito intestinal: diarreia,constipação, sensação de evacuaçãoincompletaSangue vivo ou escuro na...
Estágios do Câncer de Cólon                              12
CCR: AJCC Guidelines da   6a EdiçãoOs estágios II e III foram redefinidos:  estágio II dividido em IIA (T3) e IIB  (T4)  E...
Fatores prognósticosEstágio patológicoGrau histológicoCEA pré-cirurgiaExpressão de TS   marcador de sensibilidade ao   tra...
Outros Fatores PrognósticosInvasão Angiolinfática:   em 10 estudos (análise univariada) mostrou   afetar negativamente o p...
Resultados de sobrevida     INT-0089Linfonodos   #dissec   SG 5anos   BenefícioN0             1-10      73           14%  ...
Modelo derivado de estimativas de sobrevida em     5 anos com cirurgia + terapia adjuvanteLinfonodos         T    Baixo Gr...
Terapia Adjuvante no     Carcinoma Colorretal1990 5fu/lev melhor que   1998 Semanal = mensal     cirurgia isolada     2002...
Fluorouracil e Leucovorina                             19
Eletrólise e Platinas1845 Sal de Peyrone:cis-diamminedichloroplatinum                   1893                   Alfred Wern...
Cisplatina e Oxaliplatina                            21
22
Mosaic Update, JCO, 2009                           23
X-ACT e MOSAIC: Sobrevida em          Estágio III (comparação cruzada)Probabilidade estimada                              ...
mFOLFOX6 to mFOLFOX6 + bevacizumab instage II or III carcinoma of the colon: Results ofNSABP Protocol C-08.               ...
mFOLFOX6 to mFOLFOX6 + bevacizumab in   stage II or III carcinoma of the colon: Results of   NSABP Protocol C-08.         ...
Qual paciente estágio II podeser candidato a quimioterapia?Menos de 13 linfonodos na peçacirúrgicaT4 ou perfuração/obstruç...
Conclusões sobre a terapiaadjuvante no câncer colorretalQuimioterapia adjuvante para pacientes comEstágio II é usada para ...
Resumo da apresentaçãoFatores de Risco e RastreamentoEstagiamentoFatores prognósticosTratamento adjuvanteTratamento da doe...
Tratamento da DoençaAvançada    FOLFIRI - Irinotecan    FOLFOX - Oxaliplatin    Capecitabine (Xeloda)    Xeliri (CapIri)  ...
Estudos “Adjuvantes” em Pacientescom Metástases HepáticasEORTC 40983  FOLFOX + cirurgia vs cirurgia apenas  Endpoit primár...
Alberts: FOLFOX para pacientes commetástases hepáticas (ASCO 2003)42 pacientes com avaliação cirúrgica para“ressecção sub-...
Irinotecan             33
Irinotecan + 5FU/LCV      em CCR estágio IV              IFL           Douillard   AIO N            683                387...
N9741: Update em follow up de      17,4 meses em CCR estágio IV        IFL     FOLFOX   valor p   IROXRR      29%     38% ...
N9741 - UPDATE                 36
ESMO 2004: FOCUS TrialMCR UK2135 pacientes com doença incuráveluso otimizado de 5FU, oxaliplatina e irinotecanDr. Matthew ...
Sobrevida Mediana de acordo com a    exposição aos 3 agentes principaisAutor     Ano      % pcts            OS            ...
Existe uma sequênciasuperior?NÃOTodos agentes possuem atividade em 1a e 2a linhasA sequência pode ser decidida de acordoco...
Terapia dirigida aAlvos Moleculares:        Vantagens: Uma vez que atuam somente emcélulas cancerosas, elas deveriam terme...
Exemplo de droga com alvo     molecular de uso crônicoTAMOXIFENO     Uso crônico para prevenção de câncer de mama:        ...
“Terapia Alvo” em Colon:Inibidores de Fatores de Crescimento:•    Anti-EGFR (Epidermal Growth    Factor Receptor)  cetuxim...
VEGF e Angiogênese
BevacizumabEstudo Fase III: E3200838 pacientes previamente tratadosestratificados em:  tratamento prévio  PS 0 vs 1-2Endpo...
E3200: ObjetivosE3200 tem por objetivo avaliar a adição debevacizumab ao FOLFOX4 como terapia de 2a linhaem CCR avançadoEn...
E3200: toxicidadeHemorrágica:  G4= 0% para 3 braços  G3 = 1,5% e 2,2% para braços com AvastinNeurológica  G3-4 FOLFOX+A=18...
E3200: perfuração intestinal e  mortalidadePerfuração intestinal   FOLFOX + bevacizumab :                 3   FOLFOX:     ...
Saltz, JCO, 2008 (NO16966)                             48
Bevacizumab 1ª linha emcolon...Não está claro se há benefício de sobrevidacom o uso de bevacizumab comotratamento inicial ...
50
EGFR & CâncerTipo de Tumor   % Expressão de                    EGFR Colon              25-75% Rim                50-90% Ma...
CYSTAL trial: cetuximab                          52
Cetuximab em doençaavançadaA presença do EGFR por imunohistoquimicanão parece ser preditiva de resposta para ocetuximab ou...
Resumo da apresentaçãoFatores de Risco e RastreamentoEstagiamentoFatores prognósticosTratamento adjuvanteTratamento da doe...
Tendência da Sobrevida Mediana noCâncer de Colorretal Avançado                                    55
FOLFOX4 vs 5FU/LV infusional: MOSAIC Trial Andre NEJM 350:2343, 2004                        LV5FU2        FOLFOX4         ...
Manejo da toxicidade do  tratamento  uso prolongado de oxaliplatina e  NEUROTOXICIDADE PROGRESSIVADose cumulativa   Toxici...
Neurotoxicidade das Platinas                            Cisplatina                     Oxaliplatina                       ...
Controlando a ToxicidadeAgentes NeuromoduladoresInfusão de Ca++   Gabapentinae Mg++              Sem benefício  Sem benefí...
Controlando a ToxicidadeCronomodulaçãoExistem algumas evidências de que ossintomas agudos podem ser minimizadoscom a reduç...
Controlando a ToxicidadeEducaçãoA toxicidade aguda é disparada ouagravada pela exposição ao frio edeve-se recomendar o pac...
Controlando a ToxicidadePARE – SIGA (OPTIMOX)Pare  após dose pré definida cumulativa de  oxaliplatina, ou  quando neurotox...
Sequência racional para redução       do risco de toxicidade à oxaliplatina                                 Fase de       ...
Manejo da NeurotoxicidadeUma parada completa do tratamento não érecomendávelPara os pacientes em uso de FOLFOX, asuspensão...
Resumo da apresentaçãoFatores de Risco e RastreamentoEstagiamentoFatores prognósticosTratamento adjuvanteTratamento da doe...
Fimcarlosfpinto@uol.com.br
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Aula de cet

739 visualizações

Publicada em

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
739
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
3
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
7
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Aula de cet

  1. 1. Abordagem Clínica noCâncer de Cólon Carlos Frederico Pinto Instituto de Oncologia do Vale Hospital Regional do Vale do Paraiba
  2. 2. Resumo da apresentaçãoFatores de Risco e RastreamentoEstagiamentoFatores prognósticosTratamento adjuvanteTratamento da doença avançada Quimioterapia Terapia Alvo Dirigida Quimioterapia em metástases hepáticasManejo de toxicidade 2
  3. 3. Resumo da apresentaçãoFatores de Risco e RastreamentoEstagiamentoFatores prognósticosTratamento adjuvanteTratamento da doença avançada Quimioterapia Terapia Alvo Dirigida Quimioterapia em metástases hepáticasManejo de toxicidade 3
  4. 4. Câncer ColorretalTerceiro tipo mais comum de câncer,segunda causa de morte nos EUA.Início usual como um pólipo nãocanceroso, que com o tempo, evoluipara uma lesão cancerosa. 4
  5. 5. Mutações Sequências em ColonEPITÉLIO DISPLASIA MODERADA/ IN SITU CARCINOMANORMAL SEVERA INVASOR 5
  6. 6. Fatores de Risco para oCâncer ColorretalPolipose (crescimento celular anormalassociado ao envelhecimento) pré-canceroso ou nãoIdadeDoença Inflamatória IntestinalDieta rica em gordura saturada, como carnevermelhaHistória familiar ou pessoal de câncerObesidadeTabagismo 6
  7. 7. Síndromes Hereditárias doCâncer Colorrectal: HNPCCCarcinoma Colorretal Hereditário Não Poliposo(HNPCC), ou síndrome de Lynch, representa 5% a10% de todos os casosO risco de cancer colorretal nas famílias comHNPCC é de 70% a 90%Pessoas com a S. Lynch são diagnosticados comcâncer com idade mediana de 45 anosTeste genético para a HNPCC está disponível emedidas preventivas podem ser tomadas 7
  8. 8. Síndromes Hereditárias do Câncer Colorrectal: PAFPolipose Adenomatosa Familiar (PAF) representa 1% doscasosPessoas com PAF desenvolvem centenas ou milhares depolipos colonicos, inicialmente benígnos, mas há chancepróxima a 100% de que se tornarão malignos se nãotratadosPessoas desenvolvem câncer com ~ 40 anosMutação no gene APC causa a PAF: teste genéticodisponívelScreening anual para pólipos recomendadoHá uma forma atenuada, com menos pólipos em formação 8
  9. 9. Prevenção e detecção precoceO cancer colorretal pode ser prevenido atravésde screening regular e remoção de póliposcolônicosDiagnóstico precoce aumenta a chance desucesso do tratamentoScreening deve ser iniciado aos 50 anos para apopulação geral, pessoas com história familiarde câncer colorretal, sintomas ou históriapessoal de doença inflamatória dos cólonsdeve iniciar antes dos 50 anos 9
  10. 10. Métodos de RastreamentoColonoscopia (a melhor maneira de prevenir edetectar com cancer colorretal)Colonografia virtualSigmoidoscopiaPesquisa de SangueOculto nas FezesEnema baritadode duplo contrasteExame retal direto 10
  11. 11. Sintomas ComunsMudança de hábito intestinal: diarreia,constipação, sensação de evacuaçãoincompletaSangue vivo ou escuro nas fezesFezes que parecem mais afiladas que ousualDesconforto abdominal, gezes dolorosos,sensação de plenitude, cólicasPerda de peso inexplicável, fadigaconstante ou anemia inexplicável 11
  12. 12. Estágios do Câncer de Cólon 12
  13. 13. CCR: AJCC Guidelines da 6a EdiçãoOs estágios II e III foram redefinidos: estágio II dividido em IIA (T3) e IIB (T4) Estágio III dividido em: IIIA (T1-2N1MO) IIIB (T3-4N1M0) IIIC (TqquerN2M0) N2 denota metástases em 4 ou mais linfonodos regionais 13
  14. 14. Fatores prognósticosEstágio patológicoGrau histológicoCEA pré-cirurgiaExpressão de TS marcador de sensibilidade ao tratamento - esquemas alternativos ?Cromossomo DCC/18q (LOH) estágio II (?) - negativo 14
  15. 15. Outros Fatores PrognósticosInvasão Angiolinfática: em 10 estudos (análise univariada) mostrou afetar negativamente o prognóstico, há um certo consenso....Invasão perineural: potencial fatorMSI – H BOM PROGNÓSTICO Instabilidade microssatélite erro de reparo(RER), positivo quando >30% 15
  16. 16. Resultados de sobrevida INT-0089Linfonodos #dissec SG 5anos BenefícioN0 1-10 73 14% >20 87N1 1-10 67 23% >20 90N2 1-10 51 20% >20 71 16
  17. 17. Modelo derivado de estimativas de sobrevida em 5 anos com cirurgia + terapia adjuvanteLinfonodos T Baixo Grau Alto Grau C + QT C + QT0 linfonodos T3 74 82 70 79 T4 63 74 57 70 T1-2 71 81 67 771- 4 lnfds + T3 53 66 46 61 T4 37 53 30 46 T1-2 51 64 44 59>4 lnfds + T3 27 44 21 37 T4 13 27 9 21 17
  18. 18. Terapia Adjuvante no Carcinoma Colorretal1990 5fu/lev melhor que 1998 Semanal = mensal cirurgia isolada 2002 LV5FU2 = bolus1994 5fu/lv melhor que mensal cirurgia isolada 2004 FOLFOX melhor1998 5fu/lv melhor que que LV5FU2 5fu/lev 2004 Xeloda =/+ Mayo1990 6 meses = 12 meses 2009 FOLFOX update:1998 Levamisol ineficaz melhor que LV5FU21998 HDLV = LDLV 18
  19. 19. Fluorouracil e Leucovorina 19
  20. 20. Eletrólise e Platinas1845 Sal de Peyrone:cis-diamminedichloroplatinum 1893 Alfred Werner descreveu a estrutura quimica Nobel de Quimica em 1913 1965 Rosenberg eletrólise: E. coli não se dividem mais... 1978 Cisplatina Aprovada para uso clínico 20
  21. 21. Cisplatina e Oxaliplatina 21
  22. 22. 22
  23. 23. Mosaic Update, JCO, 2009 23
  24. 24. X-ACT e MOSAIC: Sobrevida em Estágio III (comparação cruzada)Probabilidade estimada Capecitabina (n = 1.004) 1,0 X-ACT Bolus 5-FU/LV (n = 983) FOLFOX (n = 672) MOSAIC LV5FU2 (n = 675) 0,8 0,6 0,4 0 1 2 3 4 5 6 7 8 AnosPopulação ITT Twelves et al, ASCO GI 2008 24 and Associated Presentation
  25. 25. mFOLFOX6 to mFOLFOX6 + bevacizumab instage II or III carcinoma of the colon: Results ofNSABP Protocol C-08. 25N. Wolmark. PASCO 2009 LBA4.
  26. 26. mFOLFOX6 to mFOLFOX6 + bevacizumab in stage II or III carcinoma of the colon: Results of NSABP Protocol C-08. 26N. Wolmark. PASCO 2009 LBA4.
  27. 27. Qual paciente estágio II podeser candidato a quimioterapia?Menos de 13 linfonodos na peçacirúrgicaT4 ou perfuração/obstrução aodiagnósticoPouco diferenciado (incluindo anel desinete e mucinosoInvasão neural ou linfovascularGuideline ASCO 27
  28. 28. Conclusões sobre a terapiaadjuvante no câncer colorretalQuimioterapia adjuvante para pacientes comEstágio II é usada para pacientes com fatores derisco selecionados.Quimioterapia adjuvante para pacientes comEstágio III é considerado standard para todos.A adição de Bevacizumab não agregou benefícioao resultado do FOLFOX adjuvante. 28
  29. 29. Resumo da apresentaçãoFatores de Risco e RastreamentoEstagiamentoFatores prognósticosTratamento adjuvanteTratamento da doença avançada Quimioterapia em metástases hepáticas Quimioterapia Terapia Alvo DirigidaManejo de toxicidade 29
  30. 30. Tratamento da DoençaAvançada FOLFIRI - Irinotecan FOLFOX - Oxaliplatin Capecitabine (Xeloda) Xeliri (CapIri) Xelox (CapOx) Bevacizumab + quimio Cetuximab + quimio
  31. 31. Estudos “Adjuvantes” em Pacientescom Metástases HepáticasEORTC 40983 FOLFOX + cirurgia vs cirurgia apenas Endpoit primário: SLR 3 anos, ressecabilidade 350 pacientes já incluidosCLOCC FOLFOX +/- ARF para doença irressecávelNCCTG/NSABP É necessário tratamento HAI com tratamento sistêmico ótimo? Cape/OXL adjuvante +/- FUdR HAI 31
  32. 32. Alberts: FOLFOX para pacientes commetástases hepáticas (ASCO 2003)42 pacientes com avaliação cirúrgica para“ressecção sub-ótima”FOLFOX4Resposta = 62%17 tentativas de ressecção, 14 completas59% dos ressecados recidivaramSobrevida Mediana = 31,4 meses 32
  33. 33. Irinotecan 33
  34. 34. Irinotecan + 5FU/LCV em CCR estágio IV IFL Douillard AIO N 683 387 430 RR 39% 41% 18% TTP 7m 6,7m 8,8m OS 14,4m 16,8m 20,1mToxicidade: diarréia, neurtropenia,alopécia, mortes precoces. 34
  35. 35. N9741: Update em follow up de 17,4 meses em CCR estágio IV IFL FOLFOX valor p IROXRR 29% 38% 0.03 29%TTP 6,9m 8,8m 0.0009 6,7mOS 14,6m 19,4m 0.0001 17,6mn=795 35
  36. 36. N9741 - UPDATE 36
  37. 37. ESMO 2004: FOCUS TrialMCR UK2135 pacientes com doença incuráveluso otimizado de 5FU, oxaliplatina e irinotecanDr. Matthew Seymour: “O estudo demonstra comsuficiente evidência que é possível obterresultados similares de sobrevida com tratamentosequêncial.Esse resultado não é aplicável ao tratamentoadjuvante 37
  38. 38. Sobrevida Mediana de acordo com a exposição aos 3 agentes principaisAutor Ano % pcts OS c/ 3 drogas (m)Saltz 2000 5% 14,8Douillard 2000 16% 17,4DeGramont 2000 29% 16,2Giacchetti 2000 60% 19,4Tournigand 2001 68% 21,0Grothey 2002 75% 21,4 38
  39. 39. Existe uma sequênciasuperior?NÃOTodos agentes possuem atividade em 1a e 2a linhasA sequência pode ser decidida de acordocom o perfil de toxicidade mais aceitávelExposição aos 3 agentes é preferível, noentanto o uso de qualquer um deles comomonoterapia não está recomendado 39
  40. 40. Terapia dirigida aAlvos Moleculares: Vantagens: Uma vez que atuam somente emcélulas cancerosas, elas deveriam termenos toxicidade sistêmica Menos toxicidade sistêmica usocrônico mais tolerável Uso Crônico em terapia adjuvante;prevenção; terapia de manutenção 40
  41. 41. Exemplo de droga com alvo molecular de uso crônicoTAMOXIFENO Uso crônico para prevenção de câncer de mama: REDUÇÃO DE 45% NO NUMERO DE CASOS NOVOS Uso crônico no tratamento adjuvante REDUÇÃO DE 30% DA MORTALIDADE EM MULHERES NA PÓS MENOPAUSAPré requisito (alvo molecular): RECEPTOR DE ESTROGÊNIO POSITIVO 41
  42. 42. “Terapia Alvo” em Colon:Inibidores de Fatores de Crescimento:• Anti-EGFR (Epidermal Growth Factor Receptor) cetuximab e panitumumab• Anti-VEGF (Vascular Endothelial Growth Factor) bavacizumab 42
  43. 43. VEGF e Angiogênese
  44. 44. BevacizumabEstudo Fase III: E3200838 pacientes previamente tratadosestratificados em: tratamento prévio PS 0 vs 1-2Endpoint primário: sobrevida FOLFOX 4 FOLFOX 4 + bevacizumab (2sem - 10mg/m2) bevacizumab (10mg/m2 - 2sem) 44
  45. 45. E3200: ObjetivosE3200 tem por objetivo avaliar a adição debevacizumab ao FOLFOX4 como terapia de 2a linhaem CCR avançadoEndpoints: OS RR e PFS Toxicidade88% de poder para detectar 40% de benefício com aadição de bevacizumab ao FOLFOX (7meses → 9.8meses) Giantonio B, et al. ASCO GI Symposium 2004: Abs 241 45
  46. 46. E3200: toxicidadeHemorrágica: G4= 0% para 3 braços G3 = 1,5% e 2,2% para braços com AvastinNeurológica G3-4 FOLFOX+A=18% G3-4 FOLFOX = 9%Outras G3: Hipertensão <5% FOLFOX+A; 3% FOLFOX 46
  47. 47. E3200: perfuração intestinal e mortalidadePerfuração intestinal FOLFOX + bevacizumab : 3 FOLFOX: 0 bevacizumab : 3 um dos pacientes tratados com bevacizumab morreu de perfuração considerada inoperávelPossíveis mortes associadas ao tratamento: pneumonite/inflitrados(1) morte súbita (2, provável embolia pulmonar) Hemorragia SNC(1) 47
  48. 48. Saltz, JCO, 2008 (NO16966) 48
  49. 49. Bevacizumab 1ª linha emcolon...Não está claro se há benefício de sobrevidacom o uso de bevacizumab comotratamento inicial para doença metastática,e sua indicação depende de cuidadosaanálise dos riscos associados ao seu uso2 estudos controversos: E3200: sem crossover (estudo +) ; NO16966: tratamento curto (estudo - ). 49
  50. 50. 50
  51. 51. EGFR & CâncerTipo de Tumor % Expressão de EGFR Colon 25-75% Rim 50-90% Mama 15-90% Ovário 35-70% Glioma 40-50% Pâncreas 30-50% CCP 80-100% Pulmão NPC 40-80% Bexiga 30-50% 51
  52. 52. CYSTAL trial: cetuximab 52
  53. 53. Cetuximab em doençaavançadaA presença do EGFR por imunohistoquimicanão parece ser preditiva de resposta para ocetuximab ou panitumumab.A presença de K-ras mutado no tumor estáassociado a resistência aos agentes alvo deEGFR.A eficácia do Cetuximab e Panitumumabrelaciona-se aos pacientes com K-ras dotipo selvagem (não mutado, wild-type) 53
  54. 54. Resumo da apresentaçãoFatores de Risco e RastreamentoEstagiamentoFatores prognósticosTratamento adjuvanteTratamento da doença avançada Quimioterapia Terapia Alvo Dirigida Quimioterapia em metástases hepáticasManejo de toxicidade 54
  55. 55. Tendência da Sobrevida Mediana noCâncer de Colorretal Avançado 55
  56. 56. FOLFOX4 vs 5FU/LV infusional: MOSAIC Trial Andre NEJM 350:2343, 2004 LV5FU2 FOLFOX4 1123 1123DFS - 3 anos 72,9% 78,2% - EC III 65,3% 72,2% - EC II 84,3% ?ND 87%Toxic. - Neutrop 4,7% 41% - Neut Feb 0,2% 1,8% - Diarréia 6,6% 10,8% - Neuro (G3) 12,4% (1,1% após 1 ano) 56
  57. 57. Manejo da toxicidade do tratamento uso prolongado de oxaliplatina e NEUROTOXICIDADE PROGRESSIVADose cumulativa Toxicidade G 3780-850 mg/m2 13 - 16%1.170 mg/m2 50% 57
  58. 58. Neurotoxicidade das Platinas Cisplatina Oxaliplatina Aguda CrônicaIncidência 45% 85 -95% Grau 3/4 em 20%Toxicidade dose limitante Sim Não SimSintomas Parestesia, Parestesia, Parestesia, disestesia, disestesias disestesia, ataxia ataxia sensorial (incluindo sensorial faringolaringeal)Localização Extremidades Extremidades, Extremidades perioralTrigger Não Exposição ao frio Não (cirurgia?)Sintomas motores Não Raros espasmos Não muscularesAparecimento Tardio Agudo TardioRecuperação Lenta e Rápida, completa Menos lenta, mais incompleta completa 58
  59. 59. Controlando a ToxicidadeAgentes NeuromoduladoresInfusão de Ca++ Gabapentinae Mg++ Sem benefício Sem benefício AmifostinaGlutationa Sem benefício Sem benefício Acido alfa-Carbamazepina lipólico Sem benefício Sem benefício 59
  60. 60. Controlando a ToxicidadeCronomodulaçãoExistem algumas evidências de que ossintomas agudos podem ser minimizadoscom a redução da concentração plasmáticada oxaliplatina (como na cardiotoxicidadeda doxorrubicina).O aumento no tempo de infusão daoxaliplatina pode reduzir o pico plasmáticoe tem sido usado para prevenção dadiestesia faringolaringeal aguda, que ocorredurante ou logo após a infusão. 60
  61. 61. Controlando a ToxicidadeEducaçãoA toxicidade aguda é disparada ouagravada pela exposição ao frio edeve-se recomendar o paciente aevitar contato com frio (banho, bebida,comida, exposição) durante a primeirasemana pós tratamento.Contato com metais também provocasabor desagradável na boca 61
  62. 62. Controlando a ToxicidadePARE – SIGA (OPTIMOX)Pare após dose pré definida cumulativa de oxaliplatina, ou quando neurotoxicidade sensorial atinga um certo grauSiga quando a toxicidade sensorial regredir quando o tratamento com oxaliplatina for necessário para parar o crescimento tumoral 62
  63. 63. Sequência racional para redução do risco de toxicidade à oxaliplatina Fase de Fase de Manutenção ou Fase de indução Livre de tratamento Re-indução OXALIPLATINA 5-FU/LV 5-FU/LV BEV BEV OXALIPLATINA OXALIPLATINA 5-FU/LV BEV 5-FU/LV BEV CETUX Intervalo de OXALIPLATINA Tratamento* 5-FU/LV Toxicidade ou Progressão ou Pré-planejada Pré-planejada * Observar resultados do OPTIMOX2 63Grothey, ASCO 2007
  64. 64. Manejo da NeurotoxicidadeUma parada completa do tratamento não érecomendávelPara os pacientes em uso de FOLFOX, asuspensão da oxaliplatina após 6 ou 8ciclos com a manutenção do FU+FA éaceitávelPara os pacientes em uso de FOLFOX +BEV a manutenção com BEV + FU+FA ésegura 64
  65. 65. Resumo da apresentaçãoFatores de Risco e RastreamentoEstagiamentoFatores prognósticosTratamento adjuvanteTratamento da doença avançada Quimioterapia Terapia Alvo Dirigida Quimioterapia em metástases hepáticasManejo de toxicidade 65
  66. 66. Fimcarlosfpinto@uol.com.br

×