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Prof. Ms. Guilherme Terra
Dentística Operatória Aplicada

CLASSIFICAÇÕES DAS RESINAS
COMPOSTAS
Introdução

 As resinas compostas foram desenvolvidas a
  partir dos estudos de Bowen no final da década
  de 50.

 Em 1962 juntou a resina epóxica com a resina
  acrílica obtendo uma resina com matriz de BIS-
  GMA (Bisfenol glicidil metacrilato).

 Este material propiciava uma menor contração
  de polimerização com menor quantidade de
  bolhas em relação às resinas acrílicas.
Histórico

 1955 - Técnica do condicionamento ácido
  (Buonocore).

 1958 - Dimetilmetacrilatos (Bis-GMA) e partículas
  inorgânicas silanizadas investigadas como
  materiais restauradores diretos.

 1964 - Comercialização de resinas compostas
  contendo Bis-GMA – Quimicamente ativadas.

 1973 - Resinas compostas de dimetacrilato
  fotopolimerzáveis com Luz UV.
Histórico

 1977 – Resinas fotopolimerizadas com Luz
  Halógena – Resinas de macropartículas.

 1978 – Resinas compostas microparticuladas.

 1979 – Resinas compostas híbridas.

 Década de 90 – Resinas micro híbridas.

 2005 – Resinas nanoparticuladas.
Composição

 Matriz orgânica

 Matriz inorgânica

 Ativadores e iniciadores de polimerização

 Inibidor de polimerização

 Pigmentos, opacificadores

 Radiopacificadores
Matriz orgânica

 Constituída por monômeros

   BIS-GMA (bisfenol-A glicidil metactrilato)
     Mais frequentemente empregado.

   UDMA (uretano dimetacrilato)
     Menos empregado.


 Podem ser considerados o corpo da resina
  composta.
Matriz inorgânica

 Promove estabilidade dimensional à matriz
  resinosa.

 Melhora as propriedades

   Menor sorção de água.
   Aumenta a resistência à tração, compressão e
    abrasão.
Matriz inorgânica

 Partículas inorgânicas de carga:

   Quartzo ou Vidro
   Sílica coloidal
   Bário
   Estrôncio
Agentes Iniciadores e
Ativadores

 Agentes químicos que excitados dão inicio ao
  processo de polimerização.

   Nos sistemas químicamente ativados o peróxido
    de benzoila é o agente iniciador ativado por uma
    amina terciaria (ativador).
Agentes Iniciadores e
Ativadores
 Sistemas fotopolimerizáveis

 O ativador é a luz halógena ou o LED.

   Iniciadores


     Cânforoquinona (mais utilizada) ou diquetona.

       Uma luz visível (ativador) com comprimento de onda que
        varia entre 420 a 450 nm excita os iniciadores.
Inibidores de polimerização

 Acrescenta-se hidroquinona para que não
  haja fotopolimerização prematura.

 A ação da luz, temperatura e tempo podem
  causar a polimerização espontânea da matriz
  orgânica, diminuindo suas propriedades.
Pigmentos


 Essenciais para a mimetização
  proporcionando reproduzir as cores da
  estrutura dental.
Classificação das Resinas
Compostas

 Classificação pelo sistema de ativação

   RC quimicamente ativadas.


   RC Fotoativadas.
Classificação pelo tamanho
da partícula
 Macropartículas

 Micropartículas

 Híbridas

 Micro-híbridas

 Nanoparticuladas

 Nanohíbridas
Macropartículas

 Partículas de 15 a 100 micrômeros.


 Contém geralmente entre 70 a 80% em peso de
   carga inorgânica (50 a 60% de volume).

 Alta resistência mecânica.

 Higashi C, Souza CM, Liu J, Hirata R. Resina composta para dentes anteriores. In: Fonseca AS. Odontologia Estética: a arte da
                                                                        perfeição. São Paulo: Artes Médicas; 2008. p. 99-135.




                                                                                                                     Terra, G.
Macropartículas

 Alta rugosidade superficial.

 Péssimo polimento.

 Alto grau de manchamento.

 Radiopacidade menor que a da dentina.

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                                                                         perfeição. São Paulo: Artes Médicas; 2008. p. 99-135.
Micropartículas
 Partículas de 0,01 a 0,06 micrômetros.
    Média de 0,04 µm


 Alto grau de polimento e a manutenção do
   mesmo.

 Baixa resistência mecânica.

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                                                                        perfeição. São Paulo: Artes Médicas; 2008. p. 99-135.




                                                                                                                     Terra, G.
Micropartículas
 Grande quantidade de matriz orgânica.

 Alto grau de sorpção de pigmentos.

 Grandes porções de manchamento principalmente em
   margens delgadas.

 Durafill VS (Kulzer) e Renamel Microfill (Cosmedent).

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                                                                                                                     Terra, G.
Híbridas
 Partículas entre 0,6 a 3,0 micrômeros.


 Maior resistência mecânica.


 Relativo polimento superficial.


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                                                                        perfeição. São Paulo: Artes Médicas; 2008. p. 99-135.




                                                                                                                     Terra, G.
Híbridas

 Dificuldade de oferecer e de manter polimento.


 Charisma (Kulzer); Filtek Z100 e Filtek Z250 (3M ESPE);
   Tetric Ceram (Ivoclar Vivadent); Herculite XRV (SDS
   Kerr).



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                                                                        perfeição. São Paulo: Artes Médicas; 2008. p. 99-135.




                                                                                                                     Terra, G.
Microhíbridas
 Partículas de 0,4 a 1,0 micrômetros.
     Média de 0,6 µm


 Maior capacidade de manutenção de polimento que as híbridas.


 4 Seasons (Ivoclar vivadent), Esthet X (Denstply), Point 4 (SDS
   Kerr), Vit-L-Escense (Ultradent), Amelogen Plus (Ultradent),
   Opallis (FGM).

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                                                                                                                                Terra, G.
Nanoparticuladas
 Partículas de aproximadamente 5 a 70 nanômetros.


 Filtek Supreme e Z350 (3M ESPE).


 Excelente polimento, lisura superficial e manutenção do
   brilho.

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                                                                        perfeição. São Paulo: Artes Médicas; 2008. p. 99-135.




                                                                                                                     Terra, G.
Nanohíbridas

 Partículas entre 0,04 e 3,0 μm.

 Resultado da inclusão de nanopartículas em
  resina microhíbrida.

 Características                            muito                 próximas                      às          resinas
  microhíbridas.

 Grandio (VOCO) e Premise (SDS Kerr).

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                                                                                                                      Terra, G.
Resina composta flúida

 Possuem grande escoamento, baixa
  viscosidade e resistência ao desgaste.

 Possuem pequena quantidade de carga
  inorgânica, com partículas de tamanho
  semelhante às resinas micro-híbridas.

 Indicadas para regularização da parede
  pulpar e caixa proximal.
Resina Composta Compactável

 Menor contração de polimerização.

 Alto conteúdo de carga inorgânica com partículas de
  tamanho semelhante às resinas micro-híbridas.

 Alta viscosidade e resistência ao desgaste.

 Indicada apenas para dentes posteriores.

 Pequena gama de cores.
Propriedades das Resinas
Compostas
 Resistência ao Desgaste
 Lisura Superficial
 Contração de Polimerização
 Infiltração Marginal
 Expansão Higroscópica
 Estabilidade de Cor
 Radiopacidade
Resistência ao Desgaste

 É uma das maiores desvantagens das resinas
  compostas.

 A presença de placa bacteriana porque os
  ácidos que promovem o amolecimento da
  matriz resinosa.

 Quanto maior o conteúdo de carga, maior a
  resistência.
Lisura Superficial

 Relacionada com a natureza e tamanho da
  partícula.

 Quanto menor o tamanho das partículas
  melhor é a lisura superficial.
Contração de Polimerização

 O processo de polimerização induz a contração.

 Contração de 1 a 3%.

 Promove um stress na interface dente/restauração.

 Stress maior que 17 MPa pode romper a interface.

   Pacheco JFM, Sensi LG, Hirata R. Contração e Fotopolimerização das Resinas Compostas: Abordagem Clínica.
                                                                     Rev Soc Bras Odontol Estét. 2002;3:13-9.
Contração de Polimerização

 Até recentemente acreditava-se que a R.C. contraía
    em direção à Luz.


 Contraem em direção às paredes que estão
    aderidas.

Pacheco JFM, Sensi LG, Hirata R. Contração e Fotopolimerização das Resinas Compostas: Abordagem Clínica. Rev Soc
                                                                                 Bras Odontol Estét. 2002;3:13-9.
Infiltração Marginal

 Diminuída a partir do aprimoramento dos
  adesivos dentinários.

 Ocorre pela formação de uma fenda devido a
  uma falha de “adesão” entre o material
  restaurador e a estrutura dental.

 Responsável pela reincidência de cárie,
  manchamento e fraturas marginais e
  hipersensibilidade pós operatória.
Expansão Higroscópica


 As resinas absorvem água e se expandem.


 Os procedimentos de polimento e
  acabamento só devem ser realizados 24
  horas após a confecção da restauração.
Estabilidade de Cor

 As resinas sofrem variação de cor num
  período de 2 a 5 anos.

 O manchamento superficial está relacionado
  com a penetração de corantes existentes nos
  alimentos, bebidas, fumo, etc.
Radiopacidade

 Característica necessária para que possa ser
  feita a diferenciação de:

   Cáries cervical.


   Interface dente-restauração.
RESTAURAÇÕES POSTERIORES EM
          RESINAS COMPOSTAS
Resinas Compostas para Dentes
   Posteriores
 Desgaste de superfície

 Contato proximal deficitário

 Contorno anatômico complexo

 Sensibilidade pós-operatória

 Infiltração marginal

 Técnica sensível

 Durabilidade questionável
Protocolo Clínico

 Análise clínica, estética e radiográfica;

 Checar contatos oclusais cêntricos;

 Acesso à lesão de cárie;

 Remoção do tecido cariado;

 Formas de conveniência ao Procedimento
  restaurador.
Isolamento absoluto
 Controle de fluidos gengivais, sangue e saliva;


 Afastamento dos tecidos moles;


 Proteção para paciente e profissional;


 Maior produtividade.
 Limpeza da cavidade
   Pedra-pomes e água.


 Proteção do complexo dentino-pulpar

   Cavidades rasas e médias.
     Apenas sistema adesivo.


   Cavidades profundas
     CIV e adesivo dentinário

   Cavidades muito profundas
     Hidróxido de cálcio, CIV e adesivo dentinário
Cunhas e matrizes

 Conferem à cavidade o contorno correto da porção
  proximal da restauração;

 Utilizada para não deixar excessos interproximais.

 Diversos tipos no mercado:

   Matrizes tipo Boomerang – conjunto com porta matriz
   Matrizes individuais pré-contornadas
     Pallodent – Dentsply
     Unimatrix – TDV
     Composi Tigth – GDS Garrison
Matrizes pré-contornadas
Matrizes pré-contornadas
Cunhas inter-proximais
Cunhas inter-proximais
Condicionamento ácido

 Ácido fosfórico 32-37%, por 15seg;

 Lavar abundantemente;

 Secar suavemente;
   Bolinhas de algodão.
   Leves jatos de ar.
   Papel absorvente.


 Aplicação do adesivo e fotopolimerização.
Resinas de eleição
 Resinas híbridas e micro-híbridas.


 Compactáveis.


 Nanopartículas.


 A única não indicada para posteriores são as
  resinas microparticuladas.
Passos clínicos
 Profilaxia.

 Seleção da cor.

 Checagem de contatos oclusais.

 Isolamento da campo operatório.

 Remoção da cárie e preparo cavitário.

 Limpeza da cavidade.


                                          Terra, G.
Passos clínicos
 Proteção do complexo dentino-pulpar.


 Aplicação de ácido fosfórico 37% por 15 seg.


 Lavagem e secagem.


 Aplicação do sistema adesivo e
  fotopolimerização.

                                                 Terra, G.
Passos clínicos
 Aplicação do sistema de matriz e cunha, se
  necessário.

 Confecção da face proximal, se necessário.

 Técnicas incrementais, respeitando o fator de
  configuração cavitária – Fator C.

 Acabamento e polimento.

                                                  Terra, G.
Técnica de Deliperi
 Técnica para confecção de faces proximais.
Técnica de Deliperi
Técnica de Deliperi
Técnica de Deliperi
Técnica de Deliperi
Caso Clínico I - Inicial
Caso Clínico I
Caso Clínico I
Caso Clínico I
Caso Clínico I
Caso Clínico I - Final
Caso Clínico II - Inicial
Caso Clínico II
Caso Clínico II
Caso Clínico II
Caso Clínico II
Caso Clínico II
Caso Clínico II
Caso Clínico II
Caso Clínico II - Finalizado
Caso Clínico III - Inicial
Caso Clínico III
Caso Clínico III
Caso Clínico III
Caso Clínico III
Caso Clínico III - Final
Técnicas de
      Fotopolimerização
 Convencional

 Step

 Ramp

 Pulso tardio

Pacheco JFM, Sensi LG, Hirata R. Contração e Fotopolimerização das Resinas Compostas: Abordagem Clínica. Rev Soc Bras Odontol Estét.
                                                                                                                       2002;3:13-9.




                                                                                                                           Terra, G.
Convencional
 Intensidade constante.

 Potência máxima do aparelho.

 20 a 40 segundos.

 Não estende a fase Pré-gel.

 Gera um maior Stress na interface adesiva.

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                                                                                                                       2002;3:13-9.



                                                                                                                           Terra, G.
Step
 A resina é fotopolimerizada inicialmente em uma
  potência mais baixa, e subitamente emprega-se a
  potência máxima do aparelho.

 Tempos pré definidos pelo aparelho.

 Estende a fase Pré-gel.

 Gera um menor Stress na interface adesiva.
  Pacheco JFM, Sensi LG, Hirata R. Contração e Fotopolimerização das Resinas Compostas: Abordagem Clínica. Rev Soc Bras
                                                                                             Odontol Estét. 2002;3:13-9.




                                                                                                                Terra, G.
Ramp
 A luz é aplicada em baixa intensidade e, gradativamente
  a intensidade é aumentada, chegando a uma alta
  intensidade por mais um tempo específico.

 Tempos pré definidos pelo aparelho.

 Estende a fase Pré-gel.

 Gera um menor Stress na interface adesiva.
  Pacheco JFM, Sensi LG, Hirata R. Contração e Fotopolimerização das Resinas Compostas: Abordagem Clínica. Rev Soc Bras
                                                                                             Odontol Estét. 2002;3:13-9.




                                                                                                                Terra, G.
Pulso tardio
 Cada incremento é fotopolimerizado por 5 segundos em baixa
     potência.

 Banho de luz ao fim da restauração de 1 minuto por face, em
     potência máxima.

 Técnica que gera o menor stress de contração de polimerização e
     melhor adaptação marginal.

 Técnica que têm sido mais indicada pela literatura.

Pacheco JFM, Sensi LG, Hirata R. Contração e Fotopolimerização das Resinas Compostas: Abordagem Clínica. Rev Soc Bras Odontol Estét.
                                                                                                                       2002;3:13-9.




                                                                                                                           Terra, G.
Acabamento e polimento
 Pontas diamantadas F
  e FF

 Pontas multilaminadas

 Borrachas abrasivas

 Discos e lixas

 Pastas de polimento e
  discos de feltro e
  escovas de robinson
  brancas
Prof. Ms. Guilherme Teixeira Coelho Terra


   Especialista em Implantodontia e Dentística
 Mestre em Odontologia – Universidade Ibirapuera


         drguilhermeterra@yahoo.com.br

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Classificações das resinas compostas, preparo cavitário e restauração em rc para dentes posteriores 2012 1

  • 1. Prof. Ms. Guilherme Terra Dentística Operatória Aplicada CLASSIFICAÇÕES DAS RESINAS COMPOSTAS
  • 2. Introdução  As resinas compostas foram desenvolvidas a partir dos estudos de Bowen no final da década de 50.  Em 1962 juntou a resina epóxica com a resina acrílica obtendo uma resina com matriz de BIS- GMA (Bisfenol glicidil metacrilato).  Este material propiciava uma menor contração de polimerização com menor quantidade de bolhas em relação às resinas acrílicas.
  • 3. Histórico  1955 - Técnica do condicionamento ácido (Buonocore).  1958 - Dimetilmetacrilatos (Bis-GMA) e partículas inorgânicas silanizadas investigadas como materiais restauradores diretos.  1964 - Comercialização de resinas compostas contendo Bis-GMA – Quimicamente ativadas.  1973 - Resinas compostas de dimetacrilato fotopolimerzáveis com Luz UV.
  • 4. Histórico  1977 – Resinas fotopolimerizadas com Luz Halógena – Resinas de macropartículas.  1978 – Resinas compostas microparticuladas.  1979 – Resinas compostas híbridas.  Década de 90 – Resinas micro híbridas.  2005 – Resinas nanoparticuladas.
  • 5. Composição  Matriz orgânica  Matriz inorgânica  Ativadores e iniciadores de polimerização  Inibidor de polimerização  Pigmentos, opacificadores  Radiopacificadores
  • 6. Matriz orgânica  Constituída por monômeros  BIS-GMA (bisfenol-A glicidil metactrilato)  Mais frequentemente empregado.  UDMA (uretano dimetacrilato)  Menos empregado.  Podem ser considerados o corpo da resina composta.
  • 7. Matriz inorgânica  Promove estabilidade dimensional à matriz resinosa.  Melhora as propriedades  Menor sorção de água.  Aumenta a resistência à tração, compressão e abrasão.
  • 8. Matriz inorgânica  Partículas inorgânicas de carga:  Quartzo ou Vidro  Sílica coloidal  Bário  Estrôncio
  • 9. Agentes Iniciadores e Ativadores  Agentes químicos que excitados dão inicio ao processo de polimerização.  Nos sistemas químicamente ativados o peróxido de benzoila é o agente iniciador ativado por uma amina terciaria (ativador).
  • 10. Agentes Iniciadores e Ativadores  Sistemas fotopolimerizáveis  O ativador é a luz halógena ou o LED.  Iniciadores  Cânforoquinona (mais utilizada) ou diquetona.  Uma luz visível (ativador) com comprimento de onda que varia entre 420 a 450 nm excita os iniciadores.
  • 11. Inibidores de polimerização  Acrescenta-se hidroquinona para que não haja fotopolimerização prematura.  A ação da luz, temperatura e tempo podem causar a polimerização espontânea da matriz orgânica, diminuindo suas propriedades.
  • 12. Pigmentos  Essenciais para a mimetização proporcionando reproduzir as cores da estrutura dental.
  • 13. Classificação das Resinas Compostas  Classificação pelo sistema de ativação  RC quimicamente ativadas.  RC Fotoativadas.
  • 14. Classificação pelo tamanho da partícula  Macropartículas  Micropartículas  Híbridas  Micro-híbridas  Nanoparticuladas  Nanohíbridas
  • 15. Macropartículas  Partículas de 15 a 100 micrômeros.  Contém geralmente entre 70 a 80% em peso de carga inorgânica (50 a 60% de volume).  Alta resistência mecânica. Higashi C, Souza CM, Liu J, Hirata R. Resina composta para dentes anteriores. In: Fonseca AS. Odontologia Estética: a arte da perfeição. São Paulo: Artes Médicas; 2008. p. 99-135. Terra, G.
  • 16. Macropartículas  Alta rugosidade superficial.  Péssimo polimento.  Alto grau de manchamento.  Radiopacidade menor que a da dentina. Higashi C, Souza CM, Liu J, Hirata R. Resina composta para dentes anteriores. In: Fonseca AS. Odontologia Estética: a arte da perfeição. São Paulo: Artes Médicas; 2008. p. 99-135.
  • 17. Micropartículas  Partículas de 0,01 a 0,06 micrômetros.  Média de 0,04 µm  Alto grau de polimento e a manutenção do mesmo.  Baixa resistência mecânica. Higashi C, Souza CM, Liu J, Hirata R. Resina composta para dentes anteriores. In: Fonseca AS. Odontologia Estética: a arte da perfeição. São Paulo: Artes Médicas; 2008. p. 99-135. Terra, G.
  • 18. Micropartículas  Grande quantidade de matriz orgânica.  Alto grau de sorpção de pigmentos.  Grandes porções de manchamento principalmente em margens delgadas.  Durafill VS (Kulzer) e Renamel Microfill (Cosmedent). Higashi C, Souza CM, Liu J, Hirata R. Resina composta para dentes anteriores. In: Fonseca AS. Odontologia Estética: a arte da perfeição. São Paulo: Artes Médicas; 2008. p. 99-135. Terra, G.
  • 19. Híbridas  Partículas entre 0,6 a 3,0 micrômeros.  Maior resistência mecânica.  Relativo polimento superficial. Higashi C, Souza CM, Liu J, Hirata R. Resina composta para dentes anteriores. In: Fonseca AS. Odontologia Estética: a arte da perfeição. São Paulo: Artes Médicas; 2008. p. 99-135. Terra, G.
  • 20. Híbridas  Dificuldade de oferecer e de manter polimento.  Charisma (Kulzer); Filtek Z100 e Filtek Z250 (3M ESPE); Tetric Ceram (Ivoclar Vivadent); Herculite XRV (SDS Kerr). Higashi C, Souza CM, Liu J, Hirata R. Resina composta para dentes anteriores. In: Fonseca AS. Odontologia Estética: a arte da perfeição. São Paulo: Artes Médicas; 2008. p. 99-135. Terra, G.
  • 21. Microhíbridas  Partículas de 0,4 a 1,0 micrômetros.  Média de 0,6 µm  Maior capacidade de manutenção de polimento que as híbridas.  4 Seasons (Ivoclar vivadent), Esthet X (Denstply), Point 4 (SDS Kerr), Vit-L-Escense (Ultradent), Amelogen Plus (Ultradent), Opallis (FGM). Higashi C, Souza CM, Liu J, Hirata R. Resina composta para dentes anteriores. In: Fonseca AS. Odontologia Estética: a arte da perfeição. São Paulo: Artes Médicas; 2008. p. 99-135. Terra, G.
  • 22. Nanoparticuladas  Partículas de aproximadamente 5 a 70 nanômetros.  Filtek Supreme e Z350 (3M ESPE).  Excelente polimento, lisura superficial e manutenção do brilho. Higashi C, Souza CM, Liu J, Hirata R. Resina composta para dentes anteriores. In: Fonseca AS. Odontologia Estética: a arte da perfeição. São Paulo: Artes Médicas; 2008. p. 99-135. Terra, G.
  • 23. Nanohíbridas  Partículas entre 0,04 e 3,0 μm.  Resultado da inclusão de nanopartículas em resina microhíbrida.  Características muito próximas às resinas microhíbridas.  Grandio (VOCO) e Premise (SDS Kerr). Higashi C, Souza CM, Liu J, Hirata R. Resina composta para dentes anteriores. In: Fonseca AS. Odontologia Estética: a arte da perfeição. São Paulo: Artes Médicas; 2008. p. 99-135. Terra, G.
  • 24. Resina composta flúida  Possuem grande escoamento, baixa viscosidade e resistência ao desgaste.  Possuem pequena quantidade de carga inorgânica, com partículas de tamanho semelhante às resinas micro-híbridas.  Indicadas para regularização da parede pulpar e caixa proximal.
  • 25. Resina Composta Compactável  Menor contração de polimerização.  Alto conteúdo de carga inorgânica com partículas de tamanho semelhante às resinas micro-híbridas.  Alta viscosidade e resistência ao desgaste.  Indicada apenas para dentes posteriores.  Pequena gama de cores.
  • 26. Propriedades das Resinas Compostas  Resistência ao Desgaste  Lisura Superficial  Contração de Polimerização  Infiltração Marginal  Expansão Higroscópica  Estabilidade de Cor  Radiopacidade
  • 27. Resistência ao Desgaste  É uma das maiores desvantagens das resinas compostas.  A presença de placa bacteriana porque os ácidos que promovem o amolecimento da matriz resinosa.  Quanto maior o conteúdo de carga, maior a resistência.
  • 28. Lisura Superficial  Relacionada com a natureza e tamanho da partícula.  Quanto menor o tamanho das partículas melhor é a lisura superficial.
  • 29. Contração de Polimerização  O processo de polimerização induz a contração.  Contração de 1 a 3%.  Promove um stress na interface dente/restauração.  Stress maior que 17 MPa pode romper a interface. Pacheco JFM, Sensi LG, Hirata R. Contração e Fotopolimerização das Resinas Compostas: Abordagem Clínica. Rev Soc Bras Odontol Estét. 2002;3:13-9.
  • 30. Contração de Polimerização  Até recentemente acreditava-se que a R.C. contraía em direção à Luz.  Contraem em direção às paredes que estão aderidas. Pacheco JFM, Sensi LG, Hirata R. Contração e Fotopolimerização das Resinas Compostas: Abordagem Clínica. Rev Soc Bras Odontol Estét. 2002;3:13-9.
  • 31. Infiltração Marginal  Diminuída a partir do aprimoramento dos adesivos dentinários.  Ocorre pela formação de uma fenda devido a uma falha de “adesão” entre o material restaurador e a estrutura dental.  Responsável pela reincidência de cárie, manchamento e fraturas marginais e hipersensibilidade pós operatória.
  • 32. Expansão Higroscópica  As resinas absorvem água e se expandem.  Os procedimentos de polimento e acabamento só devem ser realizados 24 horas após a confecção da restauração.
  • 33. Estabilidade de Cor  As resinas sofrem variação de cor num período de 2 a 5 anos.  O manchamento superficial está relacionado com a penetração de corantes existentes nos alimentos, bebidas, fumo, etc.
  • 34. Radiopacidade  Característica necessária para que possa ser feita a diferenciação de:  Cáries cervical.  Interface dente-restauração.
  • 35. RESTAURAÇÕES POSTERIORES EM RESINAS COMPOSTAS
  • 36. Resinas Compostas para Dentes Posteriores  Desgaste de superfície  Contato proximal deficitário  Contorno anatômico complexo  Sensibilidade pós-operatória  Infiltração marginal  Técnica sensível  Durabilidade questionável
  • 37. Protocolo Clínico  Análise clínica, estética e radiográfica;  Checar contatos oclusais cêntricos;  Acesso à lesão de cárie;  Remoção do tecido cariado;  Formas de conveniência ao Procedimento restaurador.
  • 38. Isolamento absoluto  Controle de fluidos gengivais, sangue e saliva;  Afastamento dos tecidos moles;  Proteção para paciente e profissional;  Maior produtividade.
  • 39.  Limpeza da cavidade  Pedra-pomes e água.  Proteção do complexo dentino-pulpar  Cavidades rasas e médias.  Apenas sistema adesivo.  Cavidades profundas  CIV e adesivo dentinário  Cavidades muito profundas  Hidróxido de cálcio, CIV e adesivo dentinário
  • 40. Cunhas e matrizes  Conferem à cavidade o contorno correto da porção proximal da restauração;  Utilizada para não deixar excessos interproximais.  Diversos tipos no mercado:  Matrizes tipo Boomerang – conjunto com porta matriz  Matrizes individuais pré-contornadas  Pallodent – Dentsply  Unimatrix – TDV  Composi Tigth – GDS Garrison
  • 45.
  • 46. Condicionamento ácido  Ácido fosfórico 32-37%, por 15seg;  Lavar abundantemente;  Secar suavemente;  Bolinhas de algodão.  Leves jatos de ar.  Papel absorvente.  Aplicação do adesivo e fotopolimerização.
  • 47. Resinas de eleição  Resinas híbridas e micro-híbridas.  Compactáveis.  Nanopartículas.  A única não indicada para posteriores são as resinas microparticuladas.
  • 48. Passos clínicos  Profilaxia.  Seleção da cor.  Checagem de contatos oclusais.  Isolamento da campo operatório.  Remoção da cárie e preparo cavitário.  Limpeza da cavidade. Terra, G.
  • 49. Passos clínicos  Proteção do complexo dentino-pulpar.  Aplicação de ácido fosfórico 37% por 15 seg.  Lavagem e secagem.  Aplicação do sistema adesivo e fotopolimerização. Terra, G.
  • 50. Passos clínicos  Aplicação do sistema de matriz e cunha, se necessário.  Confecção da face proximal, se necessário.  Técnicas incrementais, respeitando o fator de configuração cavitária – Fator C.  Acabamento e polimento. Terra, G.
  • 51. Técnica de Deliperi  Técnica para confecção de faces proximais.
  • 56. Caso Clínico I - Inicial
  • 61. Caso Clínico I - Final
  • 62. Caso Clínico II - Inicial
  • 70. Caso Clínico II - Finalizado
  • 71. Caso Clínico III - Inicial
  • 76. Caso Clínico III - Final
  • 77. Técnicas de Fotopolimerização  Convencional  Step  Ramp  Pulso tardio Pacheco JFM, Sensi LG, Hirata R. Contração e Fotopolimerização das Resinas Compostas: Abordagem Clínica. Rev Soc Bras Odontol Estét. 2002;3:13-9. Terra, G.
  • 78. Convencional  Intensidade constante.  Potência máxima do aparelho.  20 a 40 segundos.  Não estende a fase Pré-gel.  Gera um maior Stress na interface adesiva. Pacheco JFM, Sensi LG, Hirata R. Contração e Fotopolimerização das Resinas Compostas: Abordagem Clínica. Rev Soc Bras Odontol Estét. 2002;3:13-9. Terra, G.
  • 79. Step  A resina é fotopolimerizada inicialmente em uma potência mais baixa, e subitamente emprega-se a potência máxima do aparelho.  Tempos pré definidos pelo aparelho.  Estende a fase Pré-gel.  Gera um menor Stress na interface adesiva. Pacheco JFM, Sensi LG, Hirata R. Contração e Fotopolimerização das Resinas Compostas: Abordagem Clínica. Rev Soc Bras Odontol Estét. 2002;3:13-9. Terra, G.
  • 80. Ramp  A luz é aplicada em baixa intensidade e, gradativamente a intensidade é aumentada, chegando a uma alta intensidade por mais um tempo específico.  Tempos pré definidos pelo aparelho.  Estende a fase Pré-gel.  Gera um menor Stress na interface adesiva. Pacheco JFM, Sensi LG, Hirata R. Contração e Fotopolimerização das Resinas Compostas: Abordagem Clínica. Rev Soc Bras Odontol Estét. 2002;3:13-9. Terra, G.
  • 81. Pulso tardio  Cada incremento é fotopolimerizado por 5 segundos em baixa potência.  Banho de luz ao fim da restauração de 1 minuto por face, em potência máxima.  Técnica que gera o menor stress de contração de polimerização e melhor adaptação marginal.  Técnica que têm sido mais indicada pela literatura. Pacheco JFM, Sensi LG, Hirata R. Contração e Fotopolimerização das Resinas Compostas: Abordagem Clínica. Rev Soc Bras Odontol Estét. 2002;3:13-9. Terra, G.
  • 82. Acabamento e polimento  Pontas diamantadas F e FF  Pontas multilaminadas  Borrachas abrasivas  Discos e lixas  Pastas de polimento e discos de feltro e escovas de robinson brancas
  • 83. Prof. Ms. Guilherme Teixeira Coelho Terra  Especialista em Implantodontia e Dentística  Mestre em Odontologia – Universidade Ibirapuera drguilhermeterra@yahoo.com.br