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Johann Michael Fischer, (1692-1766), responsávelpela abadia beneditina de Ottobeuren, marco dorococó bávaro. Grande mestre...
   Nessa arte, o estilo rococó substituiu os volumes que indicam o vigor e a emergia    barrocos por linhas suaves e grac...
Johann Michael Feichtmayr, (1709-1772), escultoralemão, membro de um grupo de famílias demestres da moldagem no estuque, d...
   Durante muito tempo, o rococó francês ficou restrito às artes decorativas e teve    pequeno impacto na escultura e pin...
   Antoine Watteau, (1684-1721), embora nascido em    Flandres, Watteau é considerado um verdadeiro mestre da pintura    ...
   (1699-1779), tinha uma situação econômica melhor do que a de    Watteau. Esse fato permitiu-lhe uma criação mais livre...
   (1703-1770), as expressões ingênuas e maliciosas de suas    numerosas figuras de deusas e ninfas em trajes sugestivos ...
   (1732-1806), desenhista e retratista de talento, Fragonard    destacou-se principalmente como pintor do amor e da natu...
A arte do rococó
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A arte do rococó

  1. 1. Rococó é o estilo artístico que surgiu na França como desdobramento dobarroco, mais leve e intimista que aquele e usado inicialmente em decoraçãode interiores.Desenvolveu-se na Europa do século XVIII, e da arquitetura disseminou-separa todas as artes.Para alguns historiadores da arte, o termo rococó, indica a fase do Barrococompreendida entre 1710 e 1780, quando os valores decorativos e ornamentaissão exaltados tanto pelos artistas quanto pelos apreciadores da arte.Os temas utilizados eram cenas eróticas ou galantes da vida cortesã (as fêtesgalantes) e da mitologia, pastorais, alusões ao teatro italiano da época, motivosreligiosos e farta estilização naturalista do mundo vegetal em ornatos emolduras.O termo deriva do francês rocaille, que significa "embrechado", técnica deincrustação de conchas e fragmentos de vidro utilizados originariamente nadecoração de grutas artificiais.Em português por aproximação o termo rococó significa concha.Na França, o rococó é também chamado estilo Luís XV e Luís XVI.
  2. 2.  Para entender melhor os valores que essa tendência artística passa a refletir, é preciso voltar ao século XVII e verificar que, durante o reinado de Luiz XIV, ou seja, entre 1643 e 1715, a frança viveu sob um governo centralizador e autoritário, que deu às artes uma feição clássica. Quando Luiz XIV morreu, em 1715, a corte mudou-se de Versalhes para Paris e ai entrou em contato com os ricos e bem-sucedidos comerciantes, financistas e banqueiros que, por nascimento, não pertenciam à aristocracia. Mas, graças à riqueza que possuíam, tinham condições de proteger os artistas, atitudes que lhes dava prestígio pessoal para serem aceitos na sociedade aristocrata. Tornaram-se, por isso, os clientes perfeitos dos artistas, que passaram a produzir quadros pequenos e as estatuetas de porcelana para uso doméstico, muito ao gosto da sociedade na época. A arte rococó refletia, portanto, os valores de uma sociedade fútil que buscava nas obras de arte algo que lhe desse prazer e a levasse a esquecer seus problemas reais. Os assuntos explorados pelos artistas deveriam ser cenas graciosas, realizadas de tal forma que refletissem uma sensualidade sutil.
  3. 3.  Uso abundante de formas curvas e pela profusão de elementos decorativos, tais como conchas, laços e flores. Possui leveza, caráter intimista, elegância, alegria, bizarro, frivolidade e exuberante.
  4. 4.  Durante o Iluminismo, entre 1700 e 1780, o rococó foi à principal corrente da arte e da arquitetura pós-barroca. Nos primeiros anos do século XVIII, o centro artístico da Europa transferiu-se de Roma para Paris. Surgido na França com a obra do decorador Pierre Lepautre, o rococó era a princípio apenas um novo estilo decorativo. Na arquitetura, o rococó manifestou-se principalmente nas decorações de espaços interiores, que se revestiam de abundante e delicada ornamentação. As salas e os salões têm, de preferência, a forma oval e as paredes são cobertas com pinturas de cores claras suaves, espelho e ornamentos com motivos florais feitos com estuque. Em oposição a esse interior rico em elementos decorativos, a fachada dos edifícios reflete um barroco sem exageros ou estilo clássico dos renascentistas italianos. São exemplos dessa arquitetura o Hôtel de Soubise, construído por Germain Boffrand e decorado Nicolas Pineau.
  5. 5. Cores vivas foram substituídas por tons pastéis,a luz difusa inundou os interiores por meio denumerosas janelas e o relevo abrupto dassuperfícies deu lugar a texturas suaves.A estrutura das construções ganhou leveza e oespaço interno foi unificado, com maior graça eintimidade.1736 e 1739, i o Petit Trianon, construído por JacquesAnge Gabriel, em Versalhes, entre 1762 e 1768.
  6. 6. Johann Michael Fischer, (1692-1766), responsávelpela abadia beneditina de Ottobeuren, marco dorococó bávaro. Grande mestre do estilo rococó,responsável por vários edifícios na Baviera.Restaurou dezenas de igrejas, mosteiros epalácios.
  7. 7.  Nessa arte, o estilo rococó substituiu os volumes que indicam o vigor e a emergia barrocos por linhas suaves e graciosas. E escultura, que se torna intimista, geralmente procura retratar as pessoas mais importantes da época. São famosas, por exemplo, as esculturas de que Jean-Antoine Houdon fez para retratar Voltaire, Diderot, Rousseau e tantos outros personagens da história francesa e universal. Dessas esculturas a de Voltaire é a mais conhecida, por causa da percepção aguda que o artista teve do caráter desse pensador francês. Não foi apenas nos retratos que se destacou a escultura rococó. Ela foi a responsável pela criação das estatuetas decorativas, a partir da invenção da porcelana por dois cientistas alemães, Tischirnhaus e Boettger, em 1708. Já em 1709 surgiram as primeiras peças decorativas em porcelana. Durante o século XVIII, os escultores rococós alemães, franceses, italianos e espanhóis criaram modelos para a manufatura de estatuetas, reproduzindo temas mitológicos, campestres e da sociedade cortesã. Entre esses escultores decorativos estão, por exemplo, François Boucher e Étienne- Maurice Falconet, que criaram modelos de pequenas estátuas de Vênus, banhistas, ninfas e cupidos para a Manufatura Real de Porcelana de Sèrves. Na escultura e na pintura da Europa oriental e central, ao contrário do que ocorreu na arquitetura, não é possível traçar uma clara linha divisória entre o barroco e o rococó, quer cronológica, quer estilisticamente. Mais do que nas peças esculpidas, é em sua disposição dentro da arquitetura que se manifesta o espírito rococó. Os grandes grupos coordenados dão lugar a figuras isoladas, cada uma com existência própria e individual, que dessa maneira contribuem para o equilíbrio geral da decoração interior das igrejas.
  8. 8. Johann Michael Feichtmayr, (1709-1772), escultoralemão, membro de um grupo de famílias demestres da moldagem no estuque, distinguiu-sepela criação de santos e anjos de grande tamanho,obras-primas dos interiores rococós.Ignaz Günther, (1725-1775), escultor alemão, umdos maiores representantes do estilo rococó naAlemanha. Suas esculturas eram em geral feitasem madeira e a seguir policromadas."Anunciação", "Anjo da guarda", "Pietà".
  9. 9.  Durante muito tempo, o rococó francês ficou restrito às artes decorativas e teve pequeno impacto na escultura e pintura francesas. Na pintura, são nítidas as diferenças entre o Barroco e o Rococó. Enquanto o Barroco desenvolvia temas religiosos em que as atitudes dos personagens eram repletas de conotações dramáticas e heróicas, o Rococó desenvolvia temas mundanos, ambientados em parques e jardins ou em interiores luxuosos. Os personagens não são mais de inspiração popular, e sim membros de uma aristocracia ociosa que vive seus últimos tempos de fausto antes da Revolução Francesa. Do ponto de vista técnico também ocorrem transformações na pintura. Desaparecem os contrastes radicais de claro-escuro e passam a predominar as tonalidades claras e luminosas. A técnica do pastel passa a ser bastante utilizada, pois ela permite a produção de “certos efeitos de delicadeza e leveza dos tecidos, maciez da pele feminina, sedosidade dos cabelos, luzes e brilhos.”
  10. 10.  Antoine Watteau, (1684-1721), embora nascido em Flandres, Watteau é considerado um verdadeiro mestre da pintura do rococó francesa. Seus quadros de cenas amorosas substituem as pinturas de temas religiosos e históricos. Seus personagens são joviais e parecem delicados de cultura perfeita e de alegria de um viver tranqüilo. Mas é indisfarçável neles uma nota de melancolia, um certo ar de tédio em meio ao prazer. As figuras e cenas de Watteau se converteram em modelos de um estilo bastante copiado, que durante muito tempo obscureceu a verdadeira contribuição do artista para a pintura do século XIX.
  11. 11.  (1699-1779), tinha uma situação econômica melhor do que a de Watteau. Esse fato permitiu-lhe uma criação mais livre e independente dos favores da corte e das expectativas artísticas da aristocracia. Por isso, seus quadros, em vez de apresentar o mundo fantasioso e frívolo dos cortesãos, retratam cenas de vida cotidiana e burguesa da França. A principal característica de Chardin é a sua composição nítida e unificadora de todos os elementos retratados. A pintura de Chardin conserva o mesmo toque luminoso da pintura de Watteau, mas os temas de interesse desses artistas, apesar de pertencerem ao mesmo movimento artístico, são muitos diferentes.
  12. 12.  (1703-1770), as expressões ingênuas e maliciosas de suas numerosas figuras de deusas e ninfas em trajes sugestivos e atitudes graciosas e sensuais não evocavam a solenidade clássica, mas a alegre descontração do estilo rococó. Além dos quadros de caráter mitológico, pintou, sempre com grande perfeição no desenho, alguns retratos, paisagens ("O casario de Issei") e cenas de interior ("O pintor em seu estúdio").
  13. 13.  (1732-1806), desenhista e retratista de talento, Fragonard destacou-se principalmente como pintor do amor e da natureza, de cenas galantes em paisagens idílicas. Foi um dos últimos expoentes do período rococó, caracterizado por uma arte alegre e sensual, e um dos mais antigos precursores do impressionismo.

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