Antibióticos - Professor Evanízio Roque

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Apresentação sobre os antibióticos:
-Clorafenicol;
-Aminoglicosídeos: Amicacina, Gentamicina, Arbecacina;
-Macrolídeos: Eritromicina, Claritromicina, Azitromicina, Espiramicina, Roxitromicina;
-Tetraciclinas: Tetraciclina, Doxiciclina, Minociclina, Tigiclina;

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Antibióticos - Professor Evanízio Roque

  1. 1. AntibióticosProfessor Evanízio Roque Carlos Bronzeado Dandara Bandeira Felipe Ximenes Gabriela Toscano Gustavo Pires Higor Ramalho Isabela Dias
  2. 2. Cloranfenicol Felipe Ximenes
  3. 3. CLORANFENICOL Histórico Obtido a partir do Streptomyces venezuelae; Introduzido na prática clínica em 1948; Com o uso começaram a ser observadas discrasias sanguíneas graves e fatais; Reservado, hoje, em casos: De infecções graves e sem outras alternativas de tratamento antimicrobiano;Felipe Ximenes
  4. 4. CLORANFENICOL Mecanismo de Ação Atua nos ribossomos; Penetra na célula bacteriana por difusão facilitada; Ação em mitocôndrias de células eucarióticas;Felipe Ximenes
  5. 5. CLORANFENICOL Aplicação Clínica É um antimicrobiano de amplo espectro; Tem ação bacteriostática para a maioria dos gram positivos e negativos e ação bactericida sobre: H. influenzae; Neisseria meningitidis; S. pneumoniaeFelipe Ximenes
  6. 6. CLORANFENICOL Aplicação Clínica Apresentam boa resposta ao cloranfenicol: N. gonrrhoeae; Bordetella pertussis; Brucella spp.; Rickettsia; Anaeróbios, incluindo cocos gram positivos, Clostridium spp., e bastonetes gram negativos, como B. fragilis; Alguns cocos gram positivos aeróbios são suscetíveis , como Streptococcus pyogenes,Felipe Ximenes Streptococcus agalactiae e S. pneumoniae;
  7. 7. CLORANFENICOL Resistência Bacteriana Cepas de Staphyloccus aureus; Chlamydia, Pseudomonas aeruginosa e enterobactérias (maior parte); Mecanismo de resistência: acetiltransferase, codificada por plasmídios, inativando o fármaco;Felipe Ximenes
  8. 8. CLORANFENICOL Farmacocinética Rápida absorção pelo TGI (ésteres palmitato); Alcança concentrações máximas de 10-13 microgramas/ml em 2-3 horas após administração de 1g; Meia vida de 4,1h; Uso parenteral: succinato sódico de cloranfenicol (pró- droga) IM ou IV;Felipe Ximenes Hidrólise por esterases;
  9. 9. CLORANFENICOL Farmacocinética Altamente lipossolúvel; Concentrações terapêuticas no LCR (valores equivalentes a 60% do plasma); Dectado no leite, na bile, humor aquoso e no líquido amniótico; Conjugação: ácido glicurônico no fígado; Excreção pelos rins (principalmente), bile e fezes;Felipe Ximenes
  10. 10. CLORANFENICOL Ajuste de Dose Não necessário na insuficiência renal; Hepatopatas; Pacientes cirróticos submetidos à diálise (administrar ao final); Recém-nascidos;Felipe Ximenes
  11. 11. CLORANFENICOL Uso Terapêutico “A terapia com cloranfenicol deve limitar-se a infecções para as quais o benefício do fármaco supera os riscos de toxicidade potencial. Quando se dispuser de outros agentes antimicrobianos igualmente eficazes e potencialmente menos tóxicos, eles devem ser utilizados em substituição ao cloranfenicol.” (Wareham e Wilson, 2002);Felipe Ximenes
  12. 12. CLORANFENICOL Uso Terapêutico Febre Tifóide: Cefalosporinas de 3ª geração e quinolonas são os fármacos de 1ª escolha; Posologia: 1g de 6/6h por 4 semanas; Resposta mais rápida via oral;Felipe Ximenes
  13. 13. CLORANFENICOL Uso Terapêutico Meningite bacteriana: Pacientes com intolerância aos beta-lactâmicos e que tem MB por H. influenzae, N. meningitidis ou S. pneumoniae; Posologia: 50-100mg/kg/dia; em crianças: 25-50mg/kg/dia;Felipe Ximenes
  14. 14. CLORANFENICOL Uso Terapêutico Riquetisioses: Tetraciclinas são a primeira escolha; Pacientes alérgicos, crianças <8 anos, grávidas, redução da função renal e que precisam de doses prolongadas ou repetidas, o cloranfenicol pode ser droga de 1ª escolha; Posologia: Adultos: 50mg/kg/dia;Felipe Ximenes Crianças: 75mg/kg de 6/6h ou 8/8h;
  15. 15. CLORANFENICOL Uso Terapêutico Brucelose: Tetraciclinas são mais eficazes; Quando estas forem contra-indicadas, usar 750mg a 1g de cloranfenicol, VO, de 6/6h;Felipe Ximenes
  16. 16. CLORANFENICOL Efeitos Adversos Hipersensibilidade: Exantemas cutâneos; Febre; Angioedema; Reações de Jarisch-Herxheimer após tratamento de sífilis, brucelose e febre tifóide; VO: náuseas, vômitos, gosto desagradável, irritação perineal;Felipe Ximenes Visão embaçada e parestesia digital (raros);
  17. 17. CLORANFENICOL Efeitos Adversos Toxicidade Hematológica (afetado em 2 formas): Efeito dose-dependente -> anemia, trombocitopenia ou leucopenia; Pode evoluir para aplasia medular; Resposta idiossincrática -> Anemia Aplásica ( terapias prolongadas ou em várias ocasiões); Incidência de 1: 30:000 Alto índice de Leucemia Aguda nos que se recuperam;Felipe Ximenes Relacionada a concentrações plasmáticas em torno de 25 microgramas/ml ou mais;
  18. 18. CLORANFENICOL Efeitos Adversos Síndrome do Bebê Cinzento: Deficiência da glicuronil-transferase nas primeiras 3-4 semanas de vida e excreção renal inadequada devido à não conjugação. Síndrome surge em 2-9 dias; Nas primeiras 24h: recusa alimentar, vômitos, distensão abdominal, taquipnéia, fezes moles e esverdeadas e cianose; Nas próximas 24h, tornam-se cinzentas, hipotérmicas e flácida;Felipe Ximenes Mortalidade de 40% em 2 dias; RNs que se recuperam não apresentam sequelas;
  19. 19. CLORANFENICOL Intoxicação É removido do sangue por exsanguineo transfusão e hemoperfusão com carvão ativado; Hemodiálise e diálise peritoneal não eliminam a droga de forma satisfatória;Felipe Ximenes
  20. 20. CLORANFENICOL Interações Medicamentosas Prolonga a meia-vida dos seguintes fármacos: Clorpropamida; Varfarina; Rifabutina; Dicumarol; Tolbutamida; Fenitoína; Inibidores da protease anti-retrovirais. Fármacos que encurtam a meia-vida do cloranfenicol: Fenobarbital;Felipe Ximenes Rifampicina;
  21. 21. Felipe Ximenes CLORANFENICOL Comércio
  22. 22. Aminoglicosídeos
  23. 23. AMINIOGLICOSÍDEOS Introdução Bactérias Gram-negativas; Estreptomicina Canamicina Neomicina Tobramicina Gentamicina Netilmicina Amicacina ArbecacinaIsabela Dias
  24. 24. AMINIOGLICOSÍDEOS Mecanismo de Ação Inibe a síntese protéica bacteriana; Efeito bactericida; Transporte dependente de oxigênio; Transporte intensificado por drogas que atuam sobre a parede celular;Isabela Dias
  25. 25. AMINIOGLICOSÍDEOS Mecanismos de Resistência Inativação através de adenilação, fosforilação ou acetilação por enzimas microbianas; Interferência na entrada do aminoglicosídeo na célula; Proteína da subunidade 30S pode sofrer deleção ou ser alterada por mutação;Isabela Dias
  26. 26. AMINIOGLICOSÍDEOS Farmacocinética Não há absorção gastrointestinal; Administrados IM ou IV; Eliminação por filtração glomerular;Isabela Dias
  27. 27. AMINIOGLICOSÍDEOS Uso Clínico Bactérias Gram-negativas resistente a drogas; Suspeita de sepse; Uso associado com B-lactâmico; Endocardite enterotóxica; Enterobacteriaceae, Pseudomonas aeruginosa;Isabela Dias
  28. 28. AMINIOGLICOSÍDEOS Efeitos Adversos Ototoxicidade: Lesão auditiva: zumbido e perda de audição; Lesão vestibular: vertigem, ataxia e perda do equilíbrio; Nefrotoxicidade: Lesão dos túbulos renais; Reversível; Bloqueio neuromuscular:Isabela Dias Paralisia respiratória;
  29. 29. Amicacina Isabela Dias
  30. 30. AMICACINA Introdução Espectro antimicrobiano mais amplo; Efetiva em resistentes à gentamicina e tobramicina; M. tuberculosis resistentes a múltiplas drogas (7,5-15 mg/kg/dia associado a outro fármaco); Nefrotóxico e ototóxico;Isabela Dias
  31. 31. Gentamicina Isabela Dias
  32. 32. GENTAMICINA Introdução Aminoglicosídeo isolado de Micromonosporo purpurea; Eficaz contra Gram-positivos e Gram-negativos; Sem atividade contra anaeróbios; Resistência: estreptococos e enterecocos; Desenvolvimento de resistência nos estafilococosIsabela Dias
  33. 33. GENTAMICINA Uso Clínico Infecções graves: Pseudomonas, Enterobacter, Serratia, Proteus, Acinetobacter e Klebsiella; Via intravenosa, 5-6mg/kg/dia; Endocardite por estreptococos viridans ou enterococos e por estafilococicos; Administração tópica;Isabela Dias
  34. 34. GENTAMICINA Reações Adversas Nefrotoxicidade reversível e habitualmente leve; 5-25% em uso por mais de 3-5 dias; Ototoxicidade com disfunção vestibular; Pode ocorrer perda da audição; 1-5% em uso por mais de 5 dias;Isabela Dias
  35. 35. Arbecacina Isabela Dias
  36. 36. ARBICACINA Introdução Infecções sistêmicas, septicemias, infecções dos tratos respiratórios e urinário; Evitar na gravidez, risco de feto com surdez; 150 a 200 mg/dia 2x em duas aplicações, IM ou IV;Isabela Dias
  37. 37. Macrolídeos
  38. 38. MACROLÍDEOS Introdução “Macro”- grande, “olídeo”- lactona; Agem inibindo a Síntese Proteica – impedem o crescimento bacteriano; Têm sido utilizados principalmente em indivíduos alérgicos à Lactona; A eritromicina foi o primeiro macrolídeo a ser comercializado – isolado em 1952 a partir doDandara Bandeira Streptomyces erythreus;
  39. 39. MACROLÍDEOS Introdução Tipos: Eritromicina; Claritromicina; Azitromicina; Espiramicina;Dandara Bandeira Roxitromicina;
  40. 40. MACROLÍDEOS Mecanismo de ação Ligação do macrolídeo à subunidade 50 S do ribossomo bacteriano; Impede a transpeptidação e translocação, liberando peptídeos incompletos;Dandara Bandeira
  41. 41. MACROLÍDEOS Indicações INDICAÇÕES DOENÇAS • Streptococcus • Otite média, pneumoniae, • Bronquite, • Streptococcus pyogenes, • Pneumonias • Streptococcus agalactiae, comunitárias, • Haemophylus Influenzae, • Úlcera péptica, • Chlamydia pneumoniae, • Doenças bacterianas do • Mycoplasma sistema gastrointestinal, pneumoniae, • Malária, • Moraxella catarrhalis • Doenças sexualmente • Espécies de Legionella transmissíveis • Infecções do aparelho respiratório inferior eDandara Bandeira superior • Alérgicos à Penicilina
  42. 42. MACROLÍDEOS Mecanismos de Resistência Mediado por Plasmídeos: Mecanismo que afeta a acumulação de droga na célula; Mecanismo envolvendo a modificação do alvo da droga; Mecanismo baseado na modificação da droga;Dandara Bandeira
  43. 43. EritromicinaDandara Bandeira
  44. 44. ERITROMICINA Introdução Formulada em 1952 através de meios de cultura do Streptomyces erythreus; Bacteriostático, sendo algumas vezes bactericida; Brasil: somente a formulação por VO; Sofre ação do pH ácido – estearato de eritromicina;Dandara Bandeira
  45. 45. ERITROMICINA Farmacocinética Meia-vida de 1,5 a 2h; Absorção no segmento superior do intestino delgado; 80% da dose administrada sofre inativação no fígado; 5% é eliminada pela urina; Alcança na bile uma concentração de até 25x mais alta que a concentração sérica;Dandara Bandeira Atinge o intestino e parte é reabsorvida;
  46. 46. ERITROMICINA Administração Deve ser evitada em pacientes com insuficiência hepática; Não precisa de reajustes em pacientes nefropatas; Concentra-se bom no fígado, baço, bile, líquido peritoneal, pleura e secreções brônquicas; Taxas baixas no líquido cefalo-raquidiano;Dandara Bandeira Apenas 30% da dose sérica é encontrada no feto;
  47. 47. ERITROMICINA Indicações Gram-positivos: especialmente pneumococos, estreptococos, estafilococos e corinebacterias; Outros: Mycoplasma, Legionella, Chlamydia, Listeria, e algumas micobacterias; Uso clínico • Infecções por corinebacterias: difteria, eritrasma; • Infecções respiratórias, neonatais, oculares eDandara Bandeira genitais causadas por clamídia; • Pneumonias adquiridas na comunidade;
  48. 48. ERITROMICINA Posologia Adultos: 250 ou 500mg de 6/6h; Crianças: 30 a 50mg/kg/dia de 6/6h ou 8/8h; RN: 30mg/kg/dia de 8/8h; Preço: 1 cx 500mg 21 comprimidos: R$31,20Dandara Bandeira
  49. 49. ClaritromicinaDandara Bandeira
  50. 50. CLARITROMICINA Introdução É derivada da eritromicina; Tem maior potência contra os mesmos agentes; Tem as mesmas indicações: a escolha deve ser conveniente com o custo/benefício e tolerância; Preço: 1 cx 500mg com 10 cp: R$42,50;Dandara Bandeira
  51. 51. CLARITROMICINA Introdução Mais potente contra o complexo Mycobacterium avium ; Atividade contra M. leprae e Toxoplasma gondii;Dandara Bandeira
  52. 52. CLARITROMICINA Farmacocinética Semelhante à eritromicina; Meia-vida de 4 a 5h; Não deve ser administrada em mulheres grávidas (C); Dose: Adultos: 250 a 500mg 12/12h;Dandara Bandeira Crianças: 15mg/kg/dia;
  53. 53. Espiramicina Higor Ramalho
  54. 54. ESPIRAMICINA Introdução Aspecto antimicrobiano semelhante a Eritromicina; Resistência cruzada; Usada na toxoplasmose sensível a Espiramicina; Uso exclusivo por via oral; Cápsulas de 250 mg (1,5 mi UI);Higor Ramalho
  55. 55. ESPIRAMICINA Introdução Concentração terapêutica em quase todos os tecidos; Fígado, Rins, Pulmão e Baço; Não se concentra no LCR e nas células do SNC; Eliminada principalmente na bile; Não atravessa a barreira placentária em doses terapêuticas;Higor Ramalho
  56. 56. ESPIRAMICINA Introdução Indicada principalmente na Toxoplasmose gestacional e como alternativa a Pirimetamina; Efeitos Colaterais: Naúseas, vômitos, diarreias, disfunção hepática, fadiga, sudorese; Preço unitário da cápsula: R$ 2,00.Higor Ramalho
  57. 57. Azitromicina Higor Ramalho
  58. 58. AZITROMICINA Introdução Possui um anel lactona modificado pela adição de um grupo amino terciário; Melhor classificado como azalídeo; Meia vida sérica de 68 h até 76 h. Acentuada e prolongada penetração tecidual e intracelular; Semelhante a Eritromicina contra a maioria das cepasHigor Ramalho de Estreptococos e Estafilococos;
  59. 59. AZITROMICINA Introdução Superior a Eritromicina : Haemophilus; Neisseria; Moxarella catarrhalis; Chlamydia pneumonia; Mycoplasma C. jejuni; pneumoniae; Ureaplasma uralyticum; C. trachomatis;Higor Ramalho L. pneumophila;
  60. 60. AZITROMICINA Introdução Resistência: S. aureus resistente à oxacilina; Acentuada e prolongada penetração tecidual e intracelular; Via oral e baixa disponibilidade; Excreção predominantemente biliar; Ação bacteriostática;Higor Ramalho Dose única diária – 3 a 5 dias;
  61. 61. AZITROMICINA Introdução Principais indicações terapêuticas: Infecções do trato respiratório, Infecção intestinal por C. jejuni; Erradicação da H. pylori; Infecções de pele e partes moles; Uretrites não gonorreicas e cancro mole; Gonorreia;Higor Ramalho Micobacteriose;
  62. 62. AZITROMICINA Introdução Forma Endovenosa: PAC Grave; DIP; 7 a 10 dias; 500 mg/dia; 10 mg/kg/dia;Higor Ramalho
  63. 63. AZITROMICINA Introdução Superior a Eritromicina em tolerância e efeitos e efeitos adversos; Principais efeitos colaterais: Diarreia (6%), dor e cólica abdominal (2,5%), nauséas (2%), vômitos, flatulência, colite pseudomembranosa, dor torácica, palpitação, reação alérgica, angioedema, urticária, cefaléia, tonteira, vertigem, entre outros;Higor Ramalho
  64. 64. AZITROMICINA Introdução Apresentação: Cápsulas de 500 mg; Cápsulas de 250 mg; Suspensão 200 mg/5ml EV por infusão lenta; Preço unitário: Suspensão R$ 8,80 a 12,50;Higor Ramalho Comprimido 500 mg R$ 6,00 a 8,00;
  65. 65. RoxitromicinaCarlos Bronzeado
  66. 66. ROXITROMICINA Introdução Vatagens sobre a Eritromicina: 1/5 da dose, 4 vezes maior concentração sérica; Meia vida de 13h;Carlos Bronzeado
  67. 67. ROXITROMICINA Introdução Eficácia comprovada Pneumonias por chlamydia e mycoplasma; Infecções urinárias por chlamydia e ureaplasma; Toxoplasma; Mycobacterium avium intracelullare;Carlos Bronzeado
  68. 68. Tetraciclinas
  69. 69. TETRACICLINA Introdução Clortetraciclina (protótipo da classe): 1948; Origem variada (sintética, orgânica); Conhecidos como de “amplo espectro”; Não possuem atividade anti fúngica, nem contra pseudomonas;Carlos Bronzeado
  70. 70. Carlos Bronzeado TETRACICLINA Introdução
  71. 71. TETRACICLINA Introdução Uso sistêmico: Demeclociclina, Tetraciclina, oxitetraciclina, minociclina e doxiciclina; Oftálmológicas: Clortetraciclina e oxitetraciclina;Carlos Bronzeado
  72. 72. TETRACICLINA Introdução Sensibilidade Bacteriana Gram + são mais sensíveis que os Gram –; Resistência das cepas depende da região; Neisseiria gonorrhoeae: não mais sensível; Ação contra riquitérias;Carlos Bronzeado Boa ação contra epiroquetas; Aeróbios e anaeróbios;
  73. 73. TETRACICLINA Resistência Bacteriana Mecanismos de resistência: Diminuição do acúmulo de tetraciclina (alteração no influxo ou via de efluxo); Proteína de proteção ribossômica; Inativação enzimática;Carlos Bronzeado A resistência cruzada entre tetraciclinas dependerá do mecanismo de resistência atuante;
  74. 74. TETRACICLINA Farmacocinética Absorção: Incompleta; Porcentagem não absorvida aumenta com a dose Principalmente no estômago e a delgado proximal Reduz: lacticineos, Al(OH)3, sais de Ca, Mg e Fe Distribuição Difunde-se em todos os tecidos;Carlos Bronzeado Acumula-se no fígado, baço e medula óssea; Presente em líquidos e secreções corporais;
  75. 75. TETRACICLINA Farmacocinética Excreção: Renal (principal, excessão: doxiciclina); Presente na bile; Quanto maior a meia vida, excreção fecal aumenta; Podem causar desconforto gástrico, nauseas eCarlos Bronzeado vômitos; Ingerir 2h antes ou 2h depois das refeições;
  76. 76. TETRACICLINA Uso Terapêutico Riquetioses (Rickettsia): Febre maculosa das montanhas rochosas, tifo epidêmico, tifo rual…; Infecções por micoplasmas, clamídia, tracoma, DSTs, antraz; Brucelose, Cólera e Tularemia;Carlos Bronzeado
  77. 77. TETRACICLINA Efeitos Colaterais Gastrointestinais: queimação, desconforto, náuseas, vômitos e diarréia; Reações de fotossensibilidade; Toxicidade hepática e renal;Carlos Bronzeado Acastanhamento dos dentes das crianças;
  78. 78. TetraciclinaCarlos Bronzeado
  79. 79. TETRACICLINA Droga Pico após 2-4 horas; Meia-vida: 6-12h; Dose oral habitual: Adultos: 1-2g/dia; Crianças (> 8 anos): 25-50mg/kg/dia;Carlos Bronzeado Excelente ação em casos de tracoma;
  80. 80. DoxiciclinaGabriela Toscano
  81. 81. DOXICICLINA Introdução Tetraciclina semi-sintética, criada em 1962; Tetraciclinas de “segunda geração” ou ação lenta; Meia-vida: 18 horas; 93% de ligação à proteína plasmática; 5 vezes mais hidrossolúvel que as outras tetraciclinas;Gabriela Toscano
  82. 82. DOXICICLINA Introdução Alcança altas taxas de concentração na bile, seios da face, secreção brônquica, órgão genitais femininos e próstata, junto com a minociclina; Propriedade de penetração no parênquima renal; Eliminação principal através das fezes, na sua forma inativada (65%); Não utilizar em pacientes com insuficiência renal,Gabriela Toscano hepatopatia, menores de 8 anos e gestantes;
  83. 83. DOXICICLINA Introdução Absorção menos prejudicada ao ser ingerida com cálcio e antiácidos; Dose: 100 mg de 12/12 horas ou 5 mg/kg/dia; Reações adversas: Distúrbios vestibulares; Tonturas, vestigens, náuseas e vômitos, principalmente com doses acima de 100 mg;Gabriela Toscano
  84. 84. MinociclinaGabriela Toscano
  85. 85. MINOCICLINA Introdução Tetraciclina semi-sintética, criada em 1966; Tetraciclinas de “segunda geração” ou ação lenta; Meia-vida: 15-20 horas; 76% de ligação à proteína plasmática; alcance do cordão umbilical e líquido amniótico; 5 vezes mais lipossolúvel que as outras tetraciclinasGabriela Toscano em ph fisiológico, facilitando sua penetração nos tecidos;
  86. 86. MINOCICLINA Introdução Alcança altas taxas de concentração na bile, seios da face, secreção brônquica, órgão genitais femininos e próstata, assim como a doxiciclina; Altas concentrações na vesícula biliar, intestino delgado, intestino grosso e amigdalas palatinas; 80% da sua dosagem é absorvida no tubo digestivo; Absorção menos prejudicada ao ser ingerida comGabriela Toscano cálcio e antiácidos;
  87. 87. MINOCICLINA Introdução Alimentos potencializam sua absorção; Apenas 10% eliminado através da urina; grande parte sobre metabolização hepática,; presença de outra forma de eliminação ainda não desvendada; Dose: 100 mg de 12/12 horas ou 4 mg/kg/dia; Reações adversas: Distúrbios vestibulares;Gabriela Toscano Tonturas, vestigens, náuseas e vômitos, principalmente com doses acima de 100 mg;
  88. 88. Glicilciclinas
  89. 89. Tigeciclina Gustavo Pires
  90. 90. TIGECICLINA Introdução Única representante do grupo das glicilciclinas; Estruturalmente similar às Tetraciclinas; Esqueleto central de quatro anéis carboxílicos, derivando diretamente da Minociclina; A substituição na posição D-9 lhe confere um amplo espectro de atividade;Gustavo Pires
  91. 91. TIGECICLINA Mecanismo de ação Inibe a síntese protéica por união à subunidade do ribossomo bacteriano 30S e é bacteriostático; Não é afetada pelos dois principais mecanismos de resistência às tetraciclinas: Proteção ribossômica; Efluxo;Gustavo Pires
  92. 92. TIGECICLINA Administração Disponível somente para uso endovenoso; Administra-se em infusão intravenosa lenta, diluída em solução salina a 0.9% de 100ml; Não necessita ajustar dose em caso de insuficiência renal ou hepática;Gustavo Pires Só indicado em idade adulta;
  93. 93. TIGECICLINA Administração Excelente distribuição tecidual; Concentrações mais altas: bexiga, pulmão, cólon, baço e rim; Eliminada predominantemente pelas vias biliares em sua forma ativa; Cerca de 30% são eliminados pelos rins;Gustavo Pires
  94. 94. TIGECICLINA Indicações Aprovada pela ANVISA para o tratamento de infecções complicadas de partes moles e intra-abdominais; Cocos gram-positivos (incluindo MRSA, enterococos resistentes à vancomicina e estreptococos resistentes às penicilinas ou cefalosporinas); Bacilos gram-negativos (exceto P. aeruginosa eGustavo Pires Proteus mirabilis);
  95. 95. TIGECICLINA Indicações Maioria dos anaeróbios de importância clínica; Maioria das enterobactérias (Klebsiella pneumoniae produtora de betalactamase de espectro estendido); Alguns bacilos gram-negativos não fermentadores (Acinetobacter spp. e Stenotrophomonas maltophilia); Bactérias anaeróbias (Bacteroides fragilis e ClostridiumGustavo Pires difficile);
  96. 96. TIGECICLINA Efeitos colaterais Náusea e vômitos; Leves a moderados; Primeiros 2 dias; Não comumente: diarréia, dor abdominal e cefaléia; Evitar durante a gravidez e a infância, devido a possíveis efeitos sobre dentes e ossos;Gustavo Pires
  97. 97. TIGECICLINA Referências http://www.anvisa.gov.br/ Rose W, Rybak M Rose W, Rybak M (2006). Tigecycline: first of a new class of antimicrobial agents.. 26. pp. 1099-110Gustavo Pires

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