NÃO E NÃO. NINGUÉM DIVIDE O PARÁ.Como o Pará enfrentou o primeiro plebiscito de   divisão territorial da História do Brasil.
CenárioFoi a primeira vez. Antes, os Estados eram divididos e novos eram criados por uma leiproposta pelo Governo e aprova...
SoluçãoO que poderia ser um problema, tornou-se uma solução. A maior concentração dapopulação paraense nos 17% de territór...
CampanhaA campanha do Não virou a campanha do Não e Não, por conta da união contra o queseria o “adversário comum”. Para s...
ResultadoNo dia 11 de dezembro de 2011, os eleitores foram às urnas e disseram não à divisãoe à criação dos Estados do Car...
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  1. 1. NÃO E NÃO. NINGUÉM DIVIDE O PARÁ.Como o Pará enfrentou o primeiro plebiscito de divisão territorial da História do Brasil.
  2. 2. CenárioFoi a primeira vez. Antes, os Estados eram divididos e novos eram criados por uma leiproposta pelo Governo e aprovada pelo Congresso. Com a Constituição de 1988, issomudou e a população passou a ter direito de decidir se quer ou não a divisãoterritorial. Coube ao Pará entrar para a História como o primeiro Estado em que osseus habitantes deveriam votar “sim” ou “não” às propostas de divisão para a criaçãodos novos Estados do Tapajós e do Carajás.O Estado do Tapajós levaria 58% do território atual do Pará. O Estado do Carajás, mais25%. Restaria ao Pará remanescente apenas 17%. Não é só. O Pará ficaria sem osminérios de Carajás, sem a hidrelétrica de Tucuruí e a futura Belo Monte, sem asgrandes mineradoras e exportadoras localizadas no Carajás e no Tapajós, sem afloresta e suas riquezas, ficando com a maior parte da população numa área menor.Ou seja, perderia praticamente suas características amazônicas, sua identidadehistórica e seus maiores potenciais econômicos, permanecendo com todos osproblemas.
  3. 3. SoluçãoO que poderia ser um problema, tornou-se uma solução. A maior concentração dapopulação paraense nos 17% de território restante após a divisão seria decisiva para oresultado do plebiscito. O desafio era fazer com que a maioria dessas pessoas nãofosse atraída pelo argumento, duvidoso, de que a divisão era a melhor solução paratodos.O Pará ficaria com o menor território, mas com a maior população. Dos 7 milhões dehabitantes do Pará, restariam 4,8 milhões de habitantes após a divisão. Desses, quasea metade vive na Região Metropolitana de Belém.A estratégia foi concentrar a campanha no convencimento dessa maioria, querepresenta mais da metade da população do Pará. Além de convencer a votar Não, acampanha tinha outro desafio: fazer o eleitor dessa parte do Pará a comparecer àsurnas. Os divisionistas tinham motivações para comparecer em peso e votar peladivisão. Os demais, em princípio, teriam que ser motivados a “perder” um fim desemana e sair em defesa da integridade territorial.
  4. 4. CampanhaA campanha do Não virou a campanha do Não e Não, por conta da união contra o queseria o “adversário comum”. Para sensibilizar os eleitores a não embarcarem no cantoda sereia divisionista, a campanha buscou equilibrar a razão e a emoção. Osargumentos racionais eram muitos, mas poderiam ser rebatidos por contra-argumentos. O apelo emocional, porém, não poderia ser respondido. E esse foi ogrande acerto da campanha. O paraense sabe como o paraense é orgulhoso da suaterra, das suas tradições, da sua comida, da sua música, da sua fala peculiar. Ele temorgulho também dos paraenses que conquistam posições de destaque no cenárionacional. Artistas como Dira Paes, Fafá de Belém, Leila Pinheiro, GabyAmarantos, além do jogador Ganso e os artistas locais, ídolos dotecnobrega, apareceram de graça nos comerciais. Ao unir tudo isso nos filmes, nosclipes, dando suporte ao grito “Não e não, ninguém divide o Pará!”, a campanhalevantou voo e contagiou aqueles que, inicialmente, não tinham posições firmes ouinformações quanto às vantagens e desvantagens da divisão. A campanha passouinformações importantes para desmistificar os argumentos divisionistas, mas foimesmo o coração paraense que decidiu o plebiscito.
  5. 5. ResultadoNo dia 11 de dezembro de 2011, os eleitores foram às urnas e disseram não à divisãoe à criação dos Estados do Carajás e do Tapajós. O resultado foi inequívoco: 66,6%disseram não ao Carajás e 66,08% disseram não ao Tapajós. A abstenção, que era aoutra preocupação da campanha pelo Não, ficou dentro da normalidade: 25,71%.

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