Cromatografia gasosa

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Cromatografia gasosa

  1. 1. Cromatografia gasosa Técnica de separação dos componentes de uma amostra, distribuídos em duas fases (estacionáriae móvel). A fase móvel elui entre os interstícios ou sobre a superfície da fase estacionária resultando numa migração diferencial dos componentes da amostra. A cromatografia só servirá para identificar espécies químicas se combinada com química convencional ou instrumental, pois sozinha não é adequada para identificação qualitativa positiva e conclusiva. A cromatografia é classificada de acordo com a polaridade das duas fases da seguinte maneira: Critério de Cromatografia classificação Técnica Planar Em coluna Fase móvel Líquido Gás Fluido Líquido supercrítico Fase L S FL L S F S FL L S FLestacionária L Tipo decromatografia CP CCD CCD CGL CGS CGFL CSS CSFL CLL CLS CE CLFL CTI CB L: Líquido CSS: cromatografia supercrítica sólida S: sólido CSFL: cromatografia supercrítica de FL: fase ligada fase ligada CP: cromatografia em papel CLL: cromatografia líquida líquida CCD: cromatografia em camada CLS: cromatografia líquida sólida delgada CE: cromatografia de exclusão CGL: cromatografia gasosa líquida CLFL: cromatografia líquida de fase CGS: cromatografia gasosa sólida ligada CGFL: cromatografia gasosa de fase CTI: cromatografia de troca iônica ligada CB: cromatografia de bioafinidade A cromatografia gasosa é uma das técnicas mais usadas na química analítica de componentes orgânicos, em laboratórios tanto de indústrias como de universidades. É
  2. 2. uma técnica de separação em que a fase móvel (FM) é um gás e a fase estacionária (FE)pode ser um líquido (CLG) ou um sólido (CSG). As vantagens são as seguintes: rapidez, alto poder de separação e resolução,alta sensibilidade, exige amostras em pequenas quantidades. Quanto às desvantagens,pode-se destacar: análise somente de componentes voláteis, preparação da amostratrabalhosa, não é uma técnica qualitativa eficiente, fornece apenas quantidades em µg emg dos componentes separados na amostra. O processo físico básico de separação na CSG é por adsorção (FE é umasólido), enquanto na CLG é por partição (FE é um líquido), sendo essa última técnicamais popular. A FM é sempre um gás, que deve ser inerte, pois terá a função de apenastransportar os componentes da amostra através da coluna, sem nenhum tipo de afinidadeentre eles. A aplicabilidade da cromatografia gasosa inclui a análise de lipídeos, n-alcanosaté C100, triglicerídeos, oligossacarídeos, oligômeros de resinas, porfirinas, produtosnaturais, ciclodextrinas e outros tipos de amostras. A cromatografia gasosa só é útil para amostras gasosas, compostos voláteis etermicamente estáveis. Caso isso não aconteça, é necessário fazer reações de derivação,onde as mais comuns são alquilação e a esterificação.Objetivo da prática Familiarizar o estudante com a operação de um cromatógrafo a gás e detectar apureza ou possíveis fraudes em óleos comestíveis, através da sua composição em ácidosgraxos.Metodologia de esterificação de óleos para cromatografia gasosaMateriais e reagentes Solução de NaOH-MeOH 0,5N o 2g de NaOH p/ 100 mL de metanol Solução esterificante: NH4Cl – H2SO4 – MeOH o 10g de NH4Cl (cloreto de amônio) dissolvidos lentamente em 300 mL de MeOH, seguido por 15 mL de H2SO4 concentrado, adicionado em pequenas porções com agitação.
  3. 3. Solução saturada de NaCl Banho-maria Tubos de ensaio com tampas de rosca de 30ml e 70ml Microsseringas de 10µL Padrões de ácidos graxosI – Saponificação1 – Pesar 30 a 100mg (0,03 a 0,1g) da amostra de óleo em tubo de ensaio com tampa;2 – Adicionar 4 mL de NaOH-MeOH 0,5 N ao tubo;3 – Fechar o tubo e aquecer em banho de ebulição até dissolução dos glóbulos degordura e a solução ficar transparente (3 a 5 min);4 – Esfriar o tubo em água corrente o mais rápido possível;II – Esterificação5 – Adicionar 5 mL do reagente esterificante (NH4Cl – H2SO4 – MeOH);6 – Fechar e agitar o tubo;7 – Aquecer em banho de água fervente por 5 min;8 – Esfriar o tubo em água corrente o mais rápido possível;9 – adicionar 4 mL de solução saturada de NaCl;10 – Fechar o tubo e agitar com força por 30 segundos;11 – Adicionar 5 mL de solvente (hexano ou éter de petróleo);12 – Agitar com força por 30 segundos;13 – Deixar em repouso;14 – Injetar alíquota do sobrenadante no CG.Análise qualitativa e quantitativa Identificar os picos do cromatograma, comparando os tempos de retenção (tr)com os padrões de ácidos graxos. Fazer um gráfico do logaritmo do tempo de retenção dos ésteres de ácidosgraxos versus o seus número de carbonos. Identificar os picos cujos padrões nãoestejam disponíveis.
  4. 4. Quantificar os picos por normalização interna, isto é, a porcentagem relativa decada pico será calculada pela razão entre a área do pico e o somatório das áreas de todosos picos do cromatograma. % pico 1 = área do pico 1 Área total de todos os picosAnálise dos resultados Identificar a amostra de óleo, verificando a pureza ou possível adulteração,com base no perfil de ácidos graxos encontrado comparando com os perfis de óleos egorduras apresentados na Tabela de Noller (1965), descrita abaixo:Óleos Composição de ácidos graxos (%) Mirístico Palmítico Esteárico Palmitoléico Oléico LinoléicoOliva 0-1 5-15 1-4 0-1 69-84 4-12Amendoim - 6-9 2-6 0-1 50-60 13-26Milho 0-2 7-11 3-4 0-2 43-49 34-42Algodão 0-2 19-24 1-2 0-2 23-33 40-48Soja 0-1 6-10 2-4 - 21-29 50-59Girassol - 10-13 10-13 - 21-39 51-68Obs. Amendoim tem araquidônico (2-5%) e tetracosanóico (1-5%), e soja tem linolênico (4-8%).REFERÊNCIASMAIA, E. L.; RODRIGUEZ-AMAYA, D. B. Avaliação de um método simples eeconômico para a metilação de ácidos graxos com lipídios de diversas espécies depeixes. Revista do Instituto Adolfo Lutz, São Paulo, v. 53, n. 1/2, p. 27-35, 1993.CECCHI, H. M. Fundamentos teóricos e práticos em análise de alimentos. 2ª Ed. rev.Campinas – SP: Editora UNICAMP, 2003.SOARES, L. V. Curso básico de Instrumentação para analista de alimentos e fármacos.Barueri, SP: Editora Manole, 2006.

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