Estudo FC Basel 1893

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Estudo FC Basel 1893

  1. 1. FC Basel 1893 Estudo do Adversário
  2. 2. ANÁLISE FC BASEL (2/7) CONSIDERAÇÕES GERAIS <ul><li>Considerações Gerais </li></ul><ul><li>Tida como a melhor equipa suíça da actualidade, o FC Basel 1893 tem experimentado anos bastante felizes desde a chegada de Christian Gross no Verão de 1999. O sucesso a nível interno - 4 campeonatos e 4 Taças da Suíça no reinado de Gross – levou os “Bebbis” a marcar presença habitual nas provas da UEFA com participações regulares na fase de grupos da Liga dos Campeões. Gross acabaria por deixar o clube em 2009, ao partir para Estugarda, mas o seu sucessor, o alemão Thorsten Fink, mostrou toda a sua valia, conquistando o título e a Taça da Suíça logo na sua primeira temporada em solo helvético, a que juntou uma segunda dobradinha no ano seguinte. A boa impressão foi tal que Fink partiu recentemente para Hamburgo para assumir o cargo de treinador da equipa local, deixando o seu adjunto Heiko Vogel na chefia da equipa. </li></ul><ul><li>O FC Basel sagrou-se campeão pela primeira vez em 1953, sob as ordens do lendário jogador do clube, René Bader, mas a sua primeira era de sucesso ocorreu sob o comando dodo técnico Helmut Benthaus, que, entre 1965 e 1982 conduziu o Basileia a sete títulos de campeão e a mais duas Taças da Suíça. Actualmente possuem 13 campeonatos e 10 Taças da Suíça no palmarés. </li></ul><ul><li>Relatório baseado na análise detalhada dos jogos contra o Otelul Galati (casa) e Manchester Utd (fora), ambos para a fase de grupos da Liga dos Campeões 2012. </li></ul>
  3. 3. <ul><li>Organização ofensiva </li></ul><ul><li>Equipa organizada em 1x4x4x2 com alguma v. Início de época regular com exibições consistentes. 5 vitórias, 4 empates e 2 derrotas na Swiss Axpo Superliga (saldo de 26-13 em golos) e ambições intactas na Schweizer Cup (presença nos oitavos-de-definal) e na Liga dos Campeões (4pts em 2 jogos, incluindo empate em Old Trafford). Boa mescla entre experiência e juventude e muita qualidade colectiva em ataque organizado, com destaque para os 12 golos em 14 jogos de Alexander Frei. </li></ul><ul><li>Existe, quase sempre, uma intenção estratégica de construir curto a partir do guarda-redes, com os centrais bem abertos em primeira fase a servirem de referência para o primeiro passe. Ambos relativamente consistentes em posse, com Abraham a revelar maior tendência para atacar o espaço em iniciativas individuais. Dragovic mais prático e também menos à vontade com a bola nos pés. </li></ul><ul><li>Em 2ª fase, existe a preocupação de circular sempre com segurança. Aqui, claro destaque para os centrais que assumem a posse bem abertos na primeira linha, muitas vezes com um dos médios (Huggel ou Cabral) a baixar, possibilitando a projecção antecipada dos laterais em profundidade. Os laterais gostam de correr com bola e funcionam como autênticos extremos, com os alas a preferirem movimentos mais interiores. Ligações central-lateral do seu lado, central-médio e central-ala do seu lado as mais comuns na saída de bola. Grande mobilidade e dinâmica entre jogadores e boa qualidade colectiva, com a bola a circular com velocidade dentro do bloco contrário. Cabral e Huggel / Xhaka (grande exibição em Old Trafford) jogam sempre em aproximação ao portador da bola e vão alternando movimentos mais verticais (Huggel e Xhaka mais fortes neste aspecto). </li></ul><ul><li>Em 3ª fase, as atenções viram-se quase todas para a imprevisibilidade de Xherdan Shaqiri numa das alas. O suíço ficou de fora dos primeiros 2 jogos da Champions por castigo e o seu regresso dotará a equipa de grande talento individual. </li></ul>ANÁLISE FC BASEL (3/7) ASPECTOS OFENSIVOS
  4. 4. <ul><li>Organização ofensiva </li></ul><ul><li>(continuação) </li></ul><ul><li>Excelente capacidade técnica e poder no 1x1. De resto, a grande força está no colectivo com Fabian Frei – ala de grande qualidade – a mostrar-se bastante confortável e fiável em movimentos mais interiores. Granit Xhaka tem perfil semelhante (e um potencial tremendo) e Jacques Zoua é a outra alternativa para as alas do meio-campo. Qualidade e boa dinâmica nas combinações com os laterais (atenção ao Steinhofer) </li></ul><ul><li>* O experiente Alexander Frei actua, normalmente, nas costas de Streller e envolve-se muito bem em 3ª e 4ª fase, sendo o principal finalizador da equipa como bem demonstram os 12 golos em 14 jogos esta época. </li></ul><ul><li>Streller é muito forte fisicamente e surpreende pela mobilidade e pela capacidade de desmarcar colegas nas imediações da área (10 “assistências“ em 13 jogos esta temporada). Apesar de demonstrar algumas dificuldades em dar sequência à maioria das bolas que passam por si, é importante manter algum controlo nas suas acções sem deixar que os previsíveis erros técnicos (passe e recepção) levem a distracções. Boa presença na grande área. </li></ul>ANÁLISE FC BASEL (4/7) ASPECTOS OFENSIVOS <ul><li>Transição ofensiva </li></ul><ul><li>Mudança de atitude média. Quando recuperam a bola em zona recuada circulam pelos defesas, procurando sair a jogar de forma organizada; mantêm o padrão da organização ofensiva (ligação central-lateral ou central-ala como referência para a organização de jogo). Em recuperações em zonas mais avançadas, têm capacidade para sair de forma perigosa com Shaqiri, F. Frei , A. Frei e Streller a terem boa capacidade para fazer a bola progredir trocando-a entre si. </li></ul>
  5. 5. <ul><li>Organização defensiva </li></ul><ul><li>Equipa organizada, normalmente, num bloco médio/alto. Procura da posse de bola através de uma zona pressionante com boa agressividade, conseguindo colocar muitas vezes bastantes jogadores do lado da bola. Alguns problemas de coerência no pressing por parte dos 2 médios mais centrais e controlo do espaço entre as duas linhas de 4 (explorar). Assumem um posicionamento defensivo em 4 linhas - 4x4x1x1 (duas linhas de quatro, avançado (normalmente A. Frei) e avançado (Streller). O avançado que baixa procura condicionar a posse do adversário e pressionar lateralmente, enquanto os alas jogam bastante por dentro de acordo com a posição da bola. </li></ul><ul><li>A defesa parece consistente, com os centrais (Abraham e Dragovic) agressivos e dominadores nos duelos aéreos. Bom sentido posicional, mas alguma tendência excessiva para controlar a profundidade. Erros individuais possíveis. Laterais com boa vocação ofensiva, mas fragilidades a defender (principalmente a fechar mais por dentro). Potenciar situações de explosividade e 1x1 para cima de Park. Steinhofer mais agressivo e seguro. Pouca preocupação colectiva com a coordenação da linha defensiva. Cabral importante e muito útil em momento defensivo, fecha espaços e recupera bastantes bolas. Alguma inconsistência em posse – alvo fácil para o pressing. Alas bastante disponíveis e agressivos defensivamente (F. Frei, Zoua e G. Xhaka essencialmente). </li></ul><ul><li>Sommer com boa presença na baliza (seguro e capaz de boas intervenções). Certo a sair dos postes e bastante consistente a jogar com os pés (usado como libero em construção). </li></ul>FC BASEL (5/7) ASPECTOS DEFENSIVOS <ul><li>Transição defensiva </li></ul><ul><li>Boa reacção global à perda. Quem perde a posse de bola tenta imediatamente recupera-la, ou então quem está mais próximo da bola acelera imediatamente sobre o seu portador, condicionando-o. (Cabral e G. Xhaka bastante pressionantes em transição). </li></ul><ul><li>Os laterais podem estar posicionados demasiado alto no campo, expondo as suas costas. Alguma desorganização devido à mobilidade dos alas. Primeira linha de 4 ultrapassada algumas vezes devido à já falada falta de coerência na pressão por parte do duplo pivot. </li></ul>
  6. 6. <ul><li>Bolas paradas - favor </li></ul><ul><li>Livres laterais batidos por A. Frei G. Xhaka ou Shaqiri. Boa precisão no cruzamento. Normalmente, 5/6 jogadores atacam a bola na diagonal (F. Frei, Streller, Abraham, Dragovic, Shaqiri e Huggel). Steinhofer fica na entrada da área atento à segunda bola. Park e Cabral os mais recuados. </li></ul><ul><li>Livres frontais batidos por Shaqiri. Grande precisão no pé esquerdo (atenção!) Penaltis batidos por A. Frei. </li></ul><ul><li>Cantos executados por A. Frei, G. Xhaka ou Shaqiri. 5 jogadores atacam a bola na área (F. Frei, Streller, Abraham, Dragovic e Huggel). . Shaqiri na entrada da área para a segunda bola. Park, Cabral e Steinhofer os mais recuados. </li></ul>ANÁLISE FC BASEL (6/7) BOLAS PARADAS <ul><li>Bolas paradas - contra </li></ul><ul><li>Nos livres laterais colocam 2 jogadores na barreira. F. Frei e Shaqiri fecham espaço na entrada da área. Restantes defendem individualmente. </li></ul><ul><li>Nos livres frontais colocam 4/5 jogadores na barreira. Defendem com todos os jogadores nas imediações da área. </li></ul><ul><li>Nos cantos Park fica no segundo poste. Streller fecha espaço entre o primeiro poste e a pequena área. F. Frei e Shaqiri protegem a entrada da área e estão atentos à segunda bola. A. Frei na frente para o ataque rápido. Restantes defendem homem a homem. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Outras observações </li></ul><ul><li>Vogel possui uma equipa praticamente na máxima força para este embate com o Benfica. Streller descansou no último sábado, depois de se queixar de um problema muscular, mas estará disponível para alinhar de início, mais logo, no St. Jakob-Park. Os pouco utilizados Valentin Stocker (ligamentos do joelho), Gilles Yapi (ligamentos do joelho) e Kay Voser (tornozelo) são baixas confirmadas. </li></ul><ul><li>Substituições não implicam, normalmente, alterações no esquema da equipa, com o treinador apenas a reforçar o meio-campo em caso de vantagem no final das partidas. O onze deve ser o esperado, com os regressos dos castigados Huggel e Shaqiri para os lugares de G. Xhaka e Jacques Zoua. </li></ul><ul><li>A equipa suíça não perde há nove jogos, depois de ter eliminado o FC Schötz da terceira divisão nos 16 avos-de-final da Schweizer Cup. Alexander Frei está em grande forma e contabiliza nove golos nos últimos seis jogos, incluindo três de grande penalidade. </li></ul><ul><li>No banco possuem algumas opções de qualidade com destaque para o jovem centrocampista G. Xhaka que se mostra já como uma alternativa real para o onze. Contam ainda com a experiência de Chipperfield e a irreverência do jovem avançado norte-coreano Kwang-Ryong Pak. </li></ul><ul><li>4x4x2 clássico/4x1x3x2: Sommer; Park, Steinhofer, Abraham, Dragovic; Shaqiri, F. Frei, Cabral, Huggel; A. Frei, Streller. </li></ul>ANÁLISE FC BASEL (7/7) OUTRAS OBSERVAÇÕES

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