Apresentação2006 Filosofia.

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Apresentação para o II Fórum dos professores de filosofia de Indaiatuba.

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Apresentação2006 Filosofia.

  1. 1. II FÓRUM DE PROFESSORES O ENSINO DE FILOSOFIA
  2. 2. A pergunta:Crianças de seis anos.E agora, o que fazer?
  3. 3. Como seria possível estabelecer ocontato entre filosofia e crianças?
  4. 4. O Cenário: O atual cenário que pode ser identificado como um momento de crise -do grego Krisis - um momento de busca de alternativas, saídas necessárias que devem se oferecer a uma situação. A sociedade narcísica e individualista vê tudo como uma extensão de seu braço, tudo pode ser seu objeto, incluindo o outro.
  5. 5. A criançaTentar conhecer a criança.As crianças em idade escolar, especialmente as deseis anos de idade, não possuem todas ascaracterísticas do pensamento lógico de um adulto.A criança se manifesta copiando o universo adulto. Asmaneiras de agir de um membro de seu grupo familiar sãoimitadas. Essa imitação, porém, não garante que a criançatenha apreensão e consciência dos gestos e palavras queela repete.No entanto a incorporação de padrões culturais não seencontra fechada na criança que passa por uma faseconstante de desenvolvimento e aquisição de conhecimento.
  6. 6. Mas como iniciar o processo dequestionamento da realidadecom crianças, que como já foimencionado encontra-se emfase de desenvolvimento?
  7. 7. Captar os fatores de interesse emcomum entre crianças e filosofia.O fator de interesse emocional:Os afetos de raiva, simpatia, alegria,prazer, angustia, entre outros fazemparte da vivência pessoal da criança enorteiam suas escolhas emanifestações.O fator de interesse moral:O que ela interroga?Para a criança a moral é saber julgar o que ébom ou ruim, certo ou errado, de verdade oude mentira, que faz bem ou que faz mal, oque pode lhe dar prazer e a que preço.
  8. 8. “Segundo Piaget, toda moral consiste num sistema de regras,e a essência de toda moralidade deve ser procurada norespeito que o indivíduo adquire por essas regras”. (TelmaPileggi Vinha)“Para Piaget, o mais importante não é possuir esse ou aquelevalor moral, mas sim o motivo pelo qual aceitamos ouseguimos esses valores”.
  9. 9. Dilemas morais: Um bom começo e uma boaferramenta de trabalho.
  10. 10. Os dilemas morais são notoriamente umbom vínculo para estabelecer entre oprofessor e as crianças uma linha comumde interesse, uma ferramenta quetambém ajuda no desenvolvimento lógicoe moral da criança, além de ajudar nadescentralização do egocentrismo infantilpresente nos alunos de seis anos.“Os dilemas morais são pequenashistórias que revelam um conflitomoral, solicitando assim uma decisãoindividual: a pessoa deve pensar sobrequal a melhor solução para o dilema efundamentar sua decisão na forma deraciocínios morais e logicamenteválidos”.[Telma Pileggi Vinha]
  11. 11. AtençãoA moralidade vista deste aspecto serve àfilosofia, mas não a excede. O discursofilosófico libera uma série de outraspossibilidades e discussões em seucampo.
  12. 12. O diálogo e a investigação. Sócrates e as crianças.“Conhece-te a ti mesmo”. “A Inscrição no templo de Apolo –significa que o conhecimento não é um estado (o estado desabedoria), mas um processo, uma busca, uma procura daverdade.“Diferentemente dos sofistas, Sócrates não se apresenta comoprofessor. Pergunta, não responde. Indaga, não ensina. Não fazpreleções, mas introduz o diálogo como busca daverdade”.[Marilena Chauí]
  13. 13. “Sócrates trabalha de tal maneiraque o interlocutor possa responder:vem de nós mesmos (averdade), isto é do juízo quefazemos sobre as coisas. Se temosdificuldade para encontrá-la éporque vivemos como autômatosque obedecem cegamente a ordensexternas, isto é, porque aceitamospassivamente os preconceitosestabelecidos”.O diálogo socrático suscita nointerlocutor o desejo deinvestigação e questionamento.(Marilena Chauí).
  14. 14. A Filosofia: As expressões artísticas, aproblematização e a (des)construção dasubjetividade.
  15. 15. “Uma tela, como Ceci n´est pás une pipe de Magritte, ou comooutra qualquer, não existe para afirmar, mas para interrogar oseu espectador e criar novas espacialidades, suscitar novasinterpretações sobre o mundo. Assim como o livro é para onarrador de D. Quixote de La Mancha uma máquina de soadassonhadas invenções. Sendo pintura, escultura ou cinema, aarte não tem a função de afirmar placidamente os sentidos eengessá-los para todo o sempre, pelo contrário, ela pretendesempre amolecer os sentidos, dar novas e contínuas formas aeles. D. Quixote quis copiar as palavras que leu parareinterpretar as coisas do mundo, mas a cópia já não eracópia, já era interpretação”. (Marisa Martins Gama Khalil)
  16. 16. O Cinema: Kiriku e a Feiticeira
  17. 17. A problematização do filme:Quem é Kiriku?Ele tem idéias?Quando ele as têm?Como ele nasce?O que te chamou a atenção?O que ele faz na história?Ele é diferente de você?O que ele tem de parecido com você?O que você não entendeu do filme?
  18. 18. O pensar. O que é?“O que distingue o pensamento é que ele é totalmente diferentedo conjunto das representações implicadas em umcomportamento; ele também é diferente do campo das atitudesque podem determiná-lo. O pensamento não é o que sepresentifica em uma conduta e lhe dá um sentido: é, sobretudo,aquilo que permite tomar uma distância em relação a essamaneira de fazer ou de reagir, e tomá-la como objeto depensamento e interrogá-la sobre seu sentido, suas condições eseus fins. O pensamento é liberdade em relação aquilo que sefaz, o movimento pelo qual dele nos separamos, constituímo-locomo objeto e pensamo-lo como problema”. (Foucault)
  19. 19. As crianças querem pensar a realidade de formacrítica.
  20. 20. O que você vê?
  21. 21. Eu vejo uma roda. Eu vejo pessoas brincando.Eu vejo pessoas dançando.
  22. 22. Por fim o discursofilosófico se ligando aoutros discursos e numprocesso de troca com acriança quer permitir queessa criança se perca doque já representa eexperimente a indagaçãobrincalhona de como elafala, como ela serepresenta, como elainterpreta, de como omundo a sua volta semanifesta. Enfim, que elase reinvente na sala deaula e quem sabe foradela.
  23. 23. O estilo e o estilete.“O senhor... Mire e veja: o maisimportante e bonito, do mundo, é isto:que as pessoas não estão sempreiguais, ainda não foram terminadas –mas que elas vão sempre mudando.Afinam ou desafinam”. (GuimarãesRosa).
  24. 24. Bibliografia

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