The SAGE Handbook of Organizational Institutionalism

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GREENWOOD, Royston; OLIVER, Christine; SAHLIN, Kerstin; SUDDABY, Roy Los Angeles: Sage, 2008. Introdução.

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The SAGE Handbook of Organizational Institutionalism

  1. 1. The SAGE Handbook of Organizational Institutionalism GREENWOOD, Royston; OLIVER, Christine; SAHLIN, Kerstin; SUDDABY, Roy Los Angeles: Sage, 2008. Introducão.̧ Givanildo Silva. Março de 2014.
  2. 2. Royston Greenwood Departament: Strategic Management and Organization University of Alberta Canadá
  3. 3. Christine Oliver Professor of Organization Studies Schulich School of Business Canadá
  4. 4. Christine Oliver Professora de Negócios UppSala Universitet Suécia
  5. 5. Roy Suddaby Director of Canadian Centre for Corporate Social Responsability University of Alberta Canadá
  6. 6. Apresentação The SAGE Handbook Origem ou razões para o livro: •30º aniversário de trabalhos seminais •“new institutionalism” •Interesse em compreender as organizações •Aplicação da perspectiva institucional para as perguntas: •Como e por quê as organizações se comportam? •Como fazem e quais são as consequências? Escolas básicas de pensamento (Hall; Taylor, 1996) •Institucionalismo da racional escolha •Institucionalismo histórico (comparativo) •Institucionalismo organizacional (sociológico)
  7. 7. Apresentação The SAGE Handbook • Nos propomos a mostrar como a pesquisa institucional aplicada ao comportamento organizacional tem evoluído ao longo do tempo • O que a perspectiva institucional nos diz sobre o comportamento organizacional? • O quadro teórico enfatiza contribuições feitas a partir de 1977. • O final da década de 1970, foram anos excelentes para a teoria da organização. Em um curto espaço de anos, pelo menos três das perspectivas duradouras dentro da teoria organizacional foram iniciadas: a teoria da dependência de recursos, teoria da ecologia e a teoria institucional. • Em 1977, dois artigos (Meyer & Rowan, 1977; Zucker, 1977) introduziram o que ficou conhecido como novo institucionalismo.
  8. 8. A construção social da teoria institucional
  9. 9. Fundações: de 1977 a 1983 • As bases conceituais do moderno institucionalismo organizacional foram estabelecidas nas obras de Meyer e Rowan (1977), Zucker (1977), Meyer e Rowan (1983), Dimaggio e Powell (1983), Tolbert e Zucker (1983), e Meyer e Scott (1983). As perspectivas prevalecentes na teoria da organização , em grande parte retrataram as organizações como atores respondendo às circunstâncias situacionais: • Teoria da contingência estrutural: organizações se adaptam às circunstâncias de escala, incerteza da tarefa e alcance estratégico pela seleção adequada de arranjos estruturais. • Teoria da dependência de recursos: organizações procuram afetar a oferta de recursos críticos, gerindo as suas dependências em organizações.
  10. 10. Fundações: de 1977 a 1983 • Mesmo a teoria comportamental da empresa assumiu a adaptação às circunstâncias de mercado e de desempenho, ainda que dentro dos fronteiras da racionalidade limitada. • Teoria ecológica foi a exceção, destacando a incapacidade das organizações a serem gerenciadas de forma adaptativa, embora mesmo neste caso, o problema não era que os gerentes não poderiam efetuar adaptação organizacional, mas que não podiam fazê-lo rápido o suficiente. Foi neste contexto que surgiu o premiado estudo de Meyer e Rowan (1977).
  11. 11. Fundações: de 1977 a 1983 A racionalização e difusão de burocracias formais na sociedade moderna, decorrente de duas condições: •A complexidade das redes de troca e organização social •O contexto institucional As redes complexas de interações entre as organizações que aumenta a ocorrência de mitos racionalizados (entendimentos sociais generalizados). Os campos complexos e conflituosos dão origem a uma maior variedade de formas organizacionais, e que a complexidade aumenta a probabilidade dos mitos codificadas se tornarem regulamentos formais e leis, que são difundidos pelas redes relacionais.
  12. 12. Fundações: de 1977 a 1983 As organizações são influenciadas por seu contexto institucional, que definem o que significa ser racional: •Meyer e Rowan (1983) referiu-se ao contexto institucional como as regras, normas e ideologias da sociedade em geral •Zucker (1983) verificou um entendimento comum do que é um comportamento adequado e significativo. •Scott (1983), sistemas de crenças normativas e cognitivas. Como as organizações devem se comportar de forma racional, proposto por Meyer e Rowan, em que os mitos racionalizados são aceitos como prescrições de conduta apropriada. Tornar-se isomórfica com o seu contexto institucional para sinalizar a sua aptidão social e ganhar legitimidade aos olhos dos críticos.
  13. 13. Fundações: de 1977 a 1983 • Conformidade com as regras institucionais podem entrar em conflito com os requisitos de eficiência técnica. • A conformidade pode ser um rito, uma forma de jogo de confiança. • Dissociação das práticas simbólicas do núcleo técnico da organização ocorrem se as prescrições dos contextos institucionais são contraditórias às exigências dos contextos técnicos. • Muitas vezes, as organizações desempenham um papel ativo na formação de contextos institucionais, em que as organizações poderosas tentam construir seus objetivos e procedimentos diretamente na sociedade como regras institucionais (Meyer e Rowan, 1977).
  14. 14. Níveis institucionais • Indivíduo: aperto de mão nas sociedades ocidentais • Organização: o uso de controles formais de contabilidade, estruturas específicas e práticas pessoais e impessoais • Campo: hierarquias entre as categorias de ocupações ou entre as organizações que afetam os padrões de contratação e alianças • Sociedade: sistema jurídico baseado em processo legal • Zucker (1977), em uma aplicação perspicaz e rigorosa das ideias de Berger e Luckman (1967), insistiu que ideias e práticas são institucionalizadas quando eles alcançaram os atributos de exterioridade e objetividade.
  15. 15. Elementos básicos da tese institucional 1. Organizações são influenciadas por seus contextos institucionais e de rede. O contexto institucional consiste de mitos racionalizados de conduta adequada. 2. Pressões institucionais afetam todas as organizações, mas especialmente aquelas com tecnologias pouco claras e/ou difíceis de avaliar os resultados. 3. Organizações tornam-se isomórficas com o seu contexto institucional, a fim de garantir a aprovação social (legitimidade) 4. Conformidade às pressões institucionais podem ser contrárias aos ditames da eficiência, e dissociadas do núcleo técnico. 5. Práticas institucionalizadas são normalmente tomadas como verdades, amplamente aceitas e resistentes à mudança.
  16. 16. Elementos básicos da tese institucional 1. Organizações são influenciadas por seus contextos institucionais e de rede. O contexto institucional consiste de mitos racionalizados de conduta adequada. 2. Pressões institucionais afetam todas as organizações, mas especialmente aquelas com tecnologias pouco claras e/ou difíceis de avaliar os resultados. 3. Organizações tornam-se isomórficas com o seu contexto institucional, a fim de garantir a aprovação social (legitimidade) 4. Conformidade às pressões institucionais podem ser contrárias aos ditames da eficiência, e dissociadas do núcleo técnico. 5. Práticas institucionalizadas são normalmente tomadas como verdades, amplamente aceitas e resistentes à mudança.
  17. 17. Mecanismos de difusão (DiMaggio e Powell, 1983) • Coercitivas: ocorrem quando constituintes externos – organizações tipicamente poderosas, incluindo o Estado – tem o poder de persuadir ou forçar as organizações a adotar um elemento organizacional • Normativos: surgem principalmente a partir de desenhos de profissionalização • Miméticos: quando as organizações estão em dúvidas, e copiam outras ou porque as ações dos outros são reconhecidas como a forma racional e/ou por causa do desejo de evitar aparecer diferente ou atrasado.
  18. 18. Motivação para adoção • Isomorfismo coercitivo: organizações estão motivadas à evitar possíveis sanções de outras entidades • Isomorfismo normativo: organizações estão motivadas em respeitar as obrigações sociais • Isomorfismo mimético: as organizações são motivadas por sua interpretação de comportamentos de sucesso dos outros.
  19. 19. Bases iniciais do institucionalismo organizacional • A questão central abordada pelas primeiras formulações da teoria institucional foi: Por que e quais as consequências das organizações utilizarem determinados arranjos organizacionais que desafiam explicações racionais tradicionais? • A resposta essencial prevista pela teoria institucional enfatizou (e ainda enfatiza) o conjunto de valores e ideias sociais amplamente compartilhados e tomadas como certas.
  20. 20. Primeiros anos: de 1983 a 1991 • Quatro conjuntos de estudos que refletem claramente a ideia de instituições como mitos racionalizados: 1. O primeiro conjunto (que nós chamamos de processual) demonstraram que as organizações estão motivados para alcançar legitimidade, adotando práticas similares entre as organizações. 2. O conjunto transversal: as organizações institucionalizadas convergem em torno de práticas assumidas como sendo racionais. 3. Transnacionais: práticas comparadas em diferentes países, testando se os valores culturais distintos resultam em diferentes comportamentos organizacionais. 4. A quarta (meios de transmissão) explorou como as ideias são transmitidas pelas organizações .
  21. 21. Fazendo um balanço: de 1987 a 1991 Ambiguidades são discutidas na teoria institucional: 1.Organizações institucionalizadas: organizações governamentais e não-lucrativas X processos institucionais em que "mercados" são instituições. 2.Isomorfismo: como é que vamos explicar a aparente variedade de organizações que coexistem dentro do mesmo setor? 3.Natureza institucional: modelos que se tornam prescrições culturais X agências reguladoras de economia política. 4.Questões básicas que a teoria institucional procura responder: porque é que há uma racionalização crescente da sociedade e utilização de formas organizacionais burocráticas X padrões institucionalizados de comportamento.
  22. 22. Novas direções? • Teoria institucional pode progredir com a teoria da agência • Incorporar elementos da teoria de dependências de recursos • A organização pode ser proativa e adotar estratégias • Avaliar a perspectiva ecológica No final da década de 1980, houve uma consciência crescente de que as organizações não são entidades unitárias e que suas respostas a processos institucionais podem ser menos homogêneos e menos automáticos do que inicialmente previstos. Revisitando a teoria, grande parte das ideias da teoria institucional retratam organizações muito passivas, bem como, os ambientes sendo excessivamente restritivos.
  23. 23. Expandindo horizontes: a partir de 1991 • A maioria dos livros que apareceram depois de 1991 incluiu alguma (embora limitada) discussão do ponto de vista institucional. • Na verdade, a maioria dos livros se refere à teoria institucional mais como um aparte interessante do que como uma construção principal, mas em meados da década, a perspectiva foi firmemente estabelecida como uma das abordagens centrais da teoria da organização. • Em termos de pesquisa, a década de 1990 foi um período rico teoricamente com uma agenda crescente de aplicações e maior sistematização das ideias. • Foco em mostrar isomorfismo e sua dinâmica. • Resultados demonstraram a complexidade da relação entre a legitimidade e desempenho.
  24. 24. Empreendedorismo institucional e mudança • O empreendedorismo institucional surgiu como um termo-chave e tornou-se quase sinônimo de mudança institucional. • O foco da mudança institucional foi a construção e legitimação de novas práticas. • A organização tornou-se variável independente, em vez de dependente, nos processos de mudança institucional. • A contribuição crítica da análise institucional é o reconhecimento de que os atores não são motivados apenas pelo interesse próprio.
  25. 25. Empreendedorismo institucional e mudança 1. Os estudos sobre empreendedorismo institucional oferecem uma perspectiva bastante discutida da dinâmica da mudança. Mostram como a legislação cria interesses que constroem comportamentos de adesão. As profissões podem utilizar a legislação para aumentar a sua influência e âmbito de atividade. 2. A legislação não é simplesmente uma estrutura de incentivos e oportunidades, mas um reflexo do esquema cognitivo que é historicamente contingente, ou seja, uma forma de pensar. 3. As políticas e práticas socialmente construídas criam legitimidade de melhorar a eficiência, desta forma, um comportamento racional. 4. Transmutação ao longo do tempo de relações recíprocas envolvendo profissões e reguladores em elementos normativos e culturais e cognitivos.
  26. 26. Sugestões de pesquisas futuras • Processos institucionais de aprendizagem organizacional: isomorfismo competitivo • Ampliar a atenção além de processos miméticos, com maior elaboração de estudos ref. mecanismos coercitivos e normativos • Modelagem para compreensão dos processos institucionais. • As práticas e processos institucionais podem migrar e se difundirem pelos outros campos teóricos ao longo do tempo. • Questões de poder social e incorporação da teoria dos movimentos sociais. • Despertou-se o interesse na teoria do discurso, narrativas e o papel da retórica.
  27. 27. Sugestões de pesquisas futuras • A literatura de gestão estratégica limitou-se sobre a cognição principalmente nos vieses cognitivos e às limitações de processamento de informação e os efeitos dos mapas cognitivos (modelos mentais dos atores) na tomada de decisões estratégicas: Como esses modelos se tornam compartilhados entre os tomadores de decisão que enfrentam desafios e ambientes semelhantes? • Hargrave e Van de Ven (2006) desenvolveram uma tipologia que identificam quatro modelos distintos de mudança institucional: desenho institucional, adaptação institucional, difusão institucional, e os modelos de ação coletiva. • Há um crescente interesse em estudos transnacionais (fora EUA). Pesquisadores têm examinado como distância institucional.
  28. 28. Sugestões de pesquisas futuras • Crescimento acentuado na aplicação da teoria institucional aos tópicos principais de estratégia não foi acompanhada pela teoria estratégia, além de uma combinação limitada e seletiva da teoria institucional com a visão baseada em recursos, a teoria dos custos de transação, teoria da agência e teoria das capacidades dinâmicas. • A teoria institucional tem sido cada vez mais aplicada aos tópicos estratégia tão diversos como as fusões, a heterogeneidade organizacional, a diversificação da empresa, os efeitos dos conselhos de administração sobre o desempenho da empresa, a reputação da empresa, e a legitimidade de alianças estratégicas.
  29. 29. Sugestões de pesquisas futuras • A teoria institucional evoluiu como um antídoto para as perspectivas excessivamente racionalistas e tecnocráticos da década de 1960. • Enfatizou-se o papel das forças culturais dentro de um contexto institucional e destacou-se o campo organizacional em nível das pressões culturais que são evidentes. FIM.

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