Dermatite seborréica e caspa

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Dermatite seborréica e caspa

  1. 1. FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS FACULDADES INTEGRADAS DE FERNANDÓPOLIS FRANCIELE BORTOLOTO OCTAVIANO KAMILA SILVA EVANGELISTA MARCELO AUGUSTO DE PAIVA NOGUEIRA SUELLEN SANCHES ARAGÃO DERMATITE SEBORREICA E CASPA:a relação entre dermatite seborreica e caspa em pacientes no município de Fernandópolis e sua epidemiologia FERNANDÓPOLIS 2012
  2. 2. FRANCIELE BORTOLOTO OCTAVIANO KAMILA SILVA EVANGELISTA MARCELO AUGUSTO DE PAIVA NOGUEIRA SUELLEN SANCHES ARAGÃO DERMATITE SEBORREICA E CASPA:a relação entre dermatite seborreica e caspa em pacientes no município de Fernandópolis e sua epidemiologia Trabalho de conclusão de curso apresentado à Banca Examinadora do Curso de Graduação em Farmácia da Fundação Educacional de Fernandópolis como exigência parcial para obtenção do título de bacharel em farmácia. Orientadora: Profª. Rosana Matsumi Kagesawa Motta FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS FERNANDÓPOLIS – SP 2012
  3. 3. FRANCIELE BORTOLOTO OCTAVIANO KAMILA SILVA EVANGELISTA MARCELO AUGUSTO DE PAIVA NOGUEIRA SUELLEN SANCHES ARAGÃO DERMATITE SEBORREICA E CASPA: a relação entre dermatite seborréica e caspa em pacientes no município de Fernandópolis e sua epidemiologia Trabalho de conclusão de curso aprovado como requisito parcial para obtenção do título de bacharel em farmácia. Aprovado em: 12 de novembro de 2012. Banca examinadora Assinatura ConceitoProfª. Rosana Matsumi KagesawaMottaProfª. Vanessa Maira Rizzato SilveiraProf. Dr. Marcos de Lucca Júnior Prof.ª Esp. Rosana Matsumi Kagesawa Motta Presidente da Banca Examinadora
  4. 4. Dedico este trabalho primeiramente a Deus, poissem ele nada seria possível. Aos meus paisBenedito e Ana, a base sólida que me deu todo oapoio necessário para que chegasse até aqui, meusmaiores exemplos. Aos meus tios Carlos, Aparecidoe Alvina, pelo apoio, compreensão e dedicação. Asminhas irmãs Mariele e Mariana por todo amor ecarinho. Ao meu namorado Ruanito por estarsempre ao meu lado me incentivando, e meajudando nos momentos em que mais precisei. Átoda a minha família, mesmo não estando citadosaqui, tanto contribuíram para a conclusão destaetapa. Amo vocês. Franciele Bortoloto Octaviano
  5. 5. Dedico este meu trabalho a nosso Senhor, que meguia e ilumina me dando a graça de viver cada dia,oferecendo-me este caminho. Aos melhores pais domundo, Dulcineide e Carlos, que juntos estão á luta,para que eu possa realizar esta etapa, que não é umsonho apenas meu, mas deles também. Dedico ámeu irmão Bruno e ao meu namorado Welinton, quelogo passarão por este momento, e precisarão damesma força e carinho que recebo deles hoje. E emespecial quero dedicar a minha avó Ana, que foi apessoa que mais sofreu com a minha distância. Kamila Silva Evangelista
  6. 6. Dedico primeiramente a Deus, sem ele, eu nadaseria e ao maior presente que Deus pode ter medado, minha mãe Inêz, meu maior exemplo.Obrigado por cada incentivo, pelas orações em meufavor, pela preocupação para que sempre estivesseandando pelo caminho correto. Dedico a todos quede certa forma tanto contribuíram para a conclusãodesta etapa e para o Marcelo que sou hoje. Marcelo Augusto de Paiva Nogueira
  7. 7. Dedico este trabalho de conclusão de graduação aDeus, em primeiro lugar, por ser meu mestre, meguiar e iluminar por toda essa jornada, por todos osobstáculos colocados em minha vida, mostrando oquanto sou capaz de vencer e superar cada umdeles.Aos meus pais Rubens e Susana, irmãs Nikolly eNiellen e meu namorado Valdir, por toda força eprincipalmente por acreditarem na minha capacidadeem vencer. Suellen Sanches Aragão
  8. 8. AGRADECIMENTOS Acima de tudo á Deus, que sempre esteve ao nosso lado e nos privilegiouexercer esta profissão magnífica. Aos nossos pais que nos deram toda a estruturapara que nos tornássemos a pessoa que somos hoje. Pela confiança e amor quenos fortalece. Em especial agradecemos a nossa professora Rosana, que foi nossaorientadora, estando sempre presente e esclarecendo as nossas dúvidas, tendomuita paciência, competência, confiança, conhecimentos e principalmente aamizade.
  9. 9. “Mil cairão ao teu lado, e dez mil à tua direita, mas tunão serás atingido.” Salmo 91: 7
  10. 10. RESUMOA dermatite seborréica e a caspa são patologias que estão interligadas, onderespectivamente a primeira é a forma inflamatória, que acomete principalmente ocouro cabeludo, podendo atingir também outras partes do corpo, tendo afinidade porpartes que sejam cobertas por pelos. E a segunda, é uma forma simples, isenta deinflamação e que acomete somente o couro cabeludo. A etiopatogênia da dermatiteseborréica ainda não esta completamente estabelecida, muitos acreditam que umdos principais causadores desta patologia é o fungo Malassezia spp. podendotambém haver outros causadores como alguns fármacos psicotrópicos, fatoresemocionais, obesidade, epilepsia, alcoolismo e doenças como Parkinson e isquemiado miocárdio. A dermatite seborréica tem uma grande prevalência em crianças eportadores do vírus HIV. Suas lesões são caracterizadas por eritemas, escamasamareladas ou gordurosas, podendo ter prurido ou não. Em seu tratamento sãoempregados princípios ativos com ação antimicótica, antifúngica e anti-inflamatória,podendo ser o tratamento com ou sem prescrição médica, dependendo do princípio.Isotretinoína, radiação ultravioleta e algumas formulações magistrais são alternativaspara o tratamento da dermatite seborréica. De acordo com a pesquisa realizada,64% dos entrevistados do município de Fernandópolis apresentam caspa. 5%apresentam dermatite seborréica, e apenas 31% deles não apresentam nenhumadas patologias em questão. Foi possível concluir que a dermatite seborréica e acaspa são a mesma patologia, sendo que o que as diferencia é o grau em que seapresentam, e os agentes etiológicos. Observou-se também que dos entrevistadosque relataram ter a caspa (64%), alguns desconsideram esta patologia e nãobuscam tratamento adequado.Palavras-chave: Dermatite seborréica. Caspa. SIDA. Malassezia spp. Antifúngicos.
  11. 11. ABSTRACTThe seborrheic dermatitis and the dandruff are pathologies that are interconnected,where respectively the first is the form inflammatory, that affects mainly the scalp,may reach too orthers body part, having affinity by parts that are covered by hair.And the second, is a simple, free of inflammation that affects only the scalp. Thepathogenesis of seborrheic dermatitis is not yet fully established, many believe that amajor of this disease is the fungus Malassezia spp. may also be olther causes assome psychotropic drugs, emotional factors, obesity, epilepsy, alcoholism anddiseases such as Parkinson’s and ischemic myocardium. The seborrheic dermatitishas a large prevalence in children and bearers of the HIV virus. Their lesions arecharacterized by erythematous, scaly or yellowish greasy and may have itching ornot. In its treatment ar employed active principles with antimycotic, antifungal andanti-inflammatory treatment. May be with or without prescription depending onprinciple. Isotretinoin, ultraviolet radiation and some alternatives are magistralformulations for the treatment seborrheic dermatitis. According to the survey, 64% ofrespondents in the municipality of Fernandópolis have dandruff. 5% have seborrheicdermatitis, and only 31% of them do not have any of the diseases in question. It wasconcluded that seborrheic dermatitis and dandruff are the same pathology, and whatdifferentiates them is the degree to which present themselves, and the etiologicalagents. It was also observed that the respondents who reported having dandruff(64%), some disregard this disease and do not seek treatment.Key words: Seborrheic dermatitis. Dandruff. AIDS. Malassezia spp. Antifungals.
  12. 12. LISTA DE FIGURASFigura 1 - Caspa sobre a roupa 19Figura 2 - Dermatite seborréica no couro cabeludo 19Figura 3 - Dermatite Seborréica no couro cabeludo infantil 21Figura 4 - Dermatite Seborréica característica de pacientes com SIDA 22Figura 5 - Sexo dos entrevistados 35Figura 6 - Conhecimento das patologias capilares 36Figura 7 - Caspa X Dermatite Seborréica 37Figura 8 - Utilização do xampu anticaspa 37Figura 9 - Xampu – princípios ativos 38Figura 10 - Manifestações clínicas da dermatite seborréica 39Figura 11 - Áreas acometidas pela dermatite seborréica 40Figura 12 - Tratamento da dermatite seborréica 41Figura 13 - Prescrição médica 42
  13. 13. LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLASCFF – Conselho Federal de FarmáciaHIV – Human Immunodeficiency VirusPUBMED – Public MedlineQ.S.P – Quantidade Suficiente ParaSD – Dermatite SeborréicaSIDA – Síndrome da Imunodeficiência AdquiridaUV – UltravioletaUVA – Ultravioleta AUVB – Ultravioleta B
  14. 14. SUMÁRIO1 INTRODUÇÃO ................................................................................................. 151.1 DERMATITE SEBORRÉICA ......................................................................... 151.2 ETIOLOGIA ................................................................................................... 161.2.1 Caspa ......................................................................................................... 161.2.2 Dermatite Seborréica ............................................................................... 161.2.2.1 Malassezia spp. ...................................................................................... 161.2.2.2 Outros fatores .......................................................................................... 171.3 QUADRO CLÍNICO ....................................................................................... 181.3.1 Caspa ......................................................................................................... 181.3.2 Dermatite Seborréica ............................................................................... 191.4 DERMATITE SEBORRÉICA INFANTIL ........................................................ 201.5 DERMATITE SEBORRÉICA EM PACIENTES PORTADORES DA SIDA .... 211.6 TERAPIA ....................................................................................................... 231.6.1 Tratamento isento de prescrição ............................................................ 231.6.1.1 Sulfeto de Selênio ................................................................................... 231.6.1.2 Piritionato de Zinco .................................................................................. 241.6.1.3 Climbazol ................................................................................................. 241.6.1.4 Alcatrão ................................................................................................... 241.6.1.5 Óleo de Melaleuca .................................................................................. 251.6.2 Tratamento por prescrição ...................................................................... 251.6.2.1 Antifúngicos ............................................................................................. 251.6.2.1.1 Cetoconazol ......................................................................................... 261.6.2.1.2 Itraconazol ............................................................................................ 261.6.2.1.3 Ciclopirox Olamina ............................................................................... 271.6.2.1.4 Outros antifúngicos .............................................................................. 371.6.2.2 Anti-inflamatórios ..................................................................................... 281.6.2.2.1 Esteroides ............................................................................................ 281.6.2.2.1.1 Desonida .......................................................................................... 291.6.2.2.1.2 Hidrocortisona ................................................................................. 291.6.2.2.2 Não esteroides ..................................................................................... 291.6.2.2.2.1 Pimecrolimo ..................................................................................... 30
  15. 15. 1.6.2.2.2.2 Tacrolimo ......................................................................................... 301.6.2.3 Isotretinoína ............................................................................................. 301.6.2.4 Radiação Ultravioleta .............................................................................. 311.6.2.5 Formulações magistrais .......................................................................... 312 OBJETIVOS ..................................................................................................... 332.1 OBJETIVO GERAL ....................................................................................... 332.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS ......................................................................... 333 MATERIAIS E MÉTODOS ............................................................................... 344 RESULTADOS E DISCUSSÃO ....................................................................... 355 CONCLUSÃO .................................................................................................. 43REFERENCIAS ................................................................................................... 44APÊNDICE A ...................................................................................................... 48
  16. 16. 151 INTRODUÇÃO A dermatite seborréica é uma doença frequente onde acomete 3-5% dosadultos jovens. Inicia-se geralmente na adolescência trazendo desconforto aopaciente, gerado pela associação entre prurido e alterações estéticas. É umadoença inflamatória que afeta as áreas com maior concentração de glândulassebáceas. Desenvolve-se de maneira crônica, com períodos de grande aumento.(NEMER, 2009) A caspa, a forma não inflamatória da dermatite seborréica, onde ocorre oaumento da descamação do couro cabeludo, é considerada um processo fisiológico.Assim como a dermatite seborréica a caspa também deve ser considerada umadoença. (MANUEL, 2010)Para conhecer o perfil dos pacientes com dermatite seborréica foi aplicado umquestionário com 20 perguntas em 100 pessoas aleatoriamente. A importância destetrabalho foi à verificação do número de pacientes acometidos por esta patologia.1.1 DERMATITE SEBORRÉICA A caspa (Pitiríase capitis) é a forma não inflamatória da dermatite seborréica,onde há aumento da descamação do couro cabeludo, essa descamação éconsiderada um processo fisiológico. Assim como a dermatite seborréica a caspatambém deve ser considerada uma doença. (MANUEL, 2010) Entretanto, apenas alguns autores consideram a caspa como a forma brandada dermatite seborréica, enquanto outros atribuem o seu aparecimento somente áaceleração da multiplicação celular. (NEMER, 2009) Quase metade da população na idade da pré-adolescência de qualquer etniae gênero, é afetada pela caspa, podendo se agravar muitas vezes no inverno, comoa pele seca do couro cabeludo predispõe a caspa não é claramente compreendido.(RANGANATHAN; MUKAHOPADHYAY, 2010) Dermatite seborréica é uma doença comum da pele, sendo ela inflamatória ecrônica. Ela tende a afetar principalmente as áreas que contêm grande quantidadede glândulas sebáceas, tais como o couro cabeludo, peito e face, ocorrendo no
  17. 17. 16sulco nasogeniano e prega nasolabial, bem como as sobrancelhas e glabela.(BERK; SCHEINFELD, 2010) Segundo Steiner (1998), citado por Formariz et al (2005), “a dermatiteseborréica ou eczema seborréico é uma alteração crônica não contagiosa”.1.2 ETIOLOGIA1.2.1 Caspa Está bem estabelecida a causa não microbiana da caspa. O excesso delavagem, alguns produtos cosméticos, poeira e exposição excessiva a luz solar sãofatores conhecidos por causar descamação exacerbada do couro cabeludo. Nacaspa, a resposta imune não é alterada. (RANGANATHAN; MUKAHOPADHYAY,2010)1.2.2 Dermatite Seborréica1.2.2.1 Malassezia spp. Embora a patogênese não esteja completamente estabelecida, algunsacreditam que a dermatite seborréica esteja associada com a colonização deleveduras do gênero Malassezia spp. presente na pele de indivíduos infectados.(BERK; SCHEINFELD, 2010) Malassezia spp. é um fungo lipofílico normalmente encontrado na pelehumana. De acordo com sua primeira classificação foi denominada Pityrosporumovale e Pityrosporum orbiculare, mais tarde, concluiu-se que ambas as formas sãomorfologicamente da mesma espécie. Não há diferença na quantidade deMalassezia spp. entre os indivíduos com dermatite seborréica e os indivíduos
  18. 18. 17saudáveis. Isto sugere que há outros mecanismos fisiopatológicos associados á umareação anormal a Malassezia spp. e que não está necessariamente relacionada asua quantidade. Embora crianças que apresentam dermatite seborréica apresentammaior quantidade de Malassezia spp. em comparação com crianças sem a doença.Portanto, o desenvolvimento da dermatite seborréica depende de três fatores: aprodução de sebo, a Malassezia spp. e a susceptibilidade do indivíduo. (SAMPAIOet al, 2011) A Malassezia spp. consome os ácidos graxos saturados liberando ácidosgraxos insaturados, que por sua vez promovem inflamação em indivíduossusceptíveis. (STEFANAKI; KATSAMBAS, 2010) O mecanismo de resposta á Malassezia spp. permanece desconhecida.Acredita-se que há toxicidade direta, reação imunológica, ou falha do mecanismosupressor da resposta imunológica normal a Malassezia spp. (NEMER, 2009)1.2.2.2 Outros Fatores Algumas das condições que já foram relatadas como uma pré-disposição ádermatite seborréica incluem o vírus da imunodeficiência humana (HIV), condiçõesneurológicas como a doença de Parkinson e pancreatite alcoólica. (MANRÍQUEZ;URIBE, 2007) Também são fatores relacionados: internações prolongadas, isquemia domiocárdio, obesidade, epilepsia e alcoolismo. (NEMER, 2009) A dermatite seborréica ocorre frequentemente em pacientes tratados comalgumas drogas psicotrópicas. (BERK; SCHEINFELD, 2010) Drogas como cimetidina e metildopa também tem sido implicadas comoagentes etiológicos de alguns casos de dermatite seborréica. (NEMER, 2009) A privação do sono e o estresse estão correlacionados a indução da dermatiteseborréica. (SAMPAIO, 2011) Fatores físicos como a ação do frio e do vento, assim como o calor, o sol, aumidade e o suor, causam o agravamento do quadro clínico, na maior parte dospacientes. (NEMER, 2009)
  19. 19. 18 Alguns alimentos estimulam o depósito de gordura na pele, sendoaconselhável evitar a ingestão de tais alimentos: cereais e derivados, frituras,chocolates, pé-de-moleque, carne gorda, iogurte, abacate, ovos, queijos, entreoutros. (FONSECA; PRISTA, 2000)1.3 QUADRO CLÍNICO Clinicamente a dermatite seborréica é apresentada de forma variada e incluidiferentes quadros de extensão e severidade. Com maior concentração nas áreasde atividade das glândulas sebáceas as lesões são papuloescamosas, eritematosasou amareladas, cobertas por escamas gordurosas, exibem caráter crônico erenovação com maior intensidade, cada área afetada apresenta os seus aspectosclínicos específicos, por exemplo, o couro cabeludo que é o local mais acometidopela dermatite seborréica apresenta diversos graus de descamação, podendo ounão ter reação inflamatória. (NEMER, 2009)1.3.1 Caspa A caspa pode ser considerada um distúrbio fisiológico. (MANUEL;RANGANATHAN, 2011) A maioria dos indivíduos apresenta esta queixa em algum momento da vida [...]. A caspa se caracteriza por descamação fina, esbranquiçada e difusa do couro cabeludo, associada com pouco ou nenhum eritema e ausência de inflamação. Prurido, quando presente, é discreto. O couro cabeludo tem aspecto “seco”; os pacientes se queixam de “esfarelamento” na roupa e em outras pessoas. (NEMER, 2009, p. 218)
  20. 20. 19 Figura 1: Caspa sobre a roupa Fonte: (http://grifei.com/2012/06/02/chega-de-caspa-como-escolher-o- melhor-shampoo-anti-caspa/)1.3.2 Dermatite Seborréica Figura 2: Dermatite Seborréica no couro cabeludo Fonte: (http://dermatologia.net/novo/base/doencas/ds.shtml) O couro cabeludo é atingido por lesões eritematosas e escamosas.(ALMEIDA, 2007) A manipulação frequente das lesões pode causar uma infecção secundária egânglios dolorosos, podendo haver a queda de cabelo após ter coçado o local.(NEMER, 2009)
  21. 21. 20 Nas flexuras as lesões são eritematosas e amareladas, e progridem para apele vizinha, nas regiões inguinais, glútea ou mamária as lesões apresentamdescamações finas. (FEROLLA, 2010) Na face, particularmente acomete os sulcos nasogeniano, área retroauriculare também acomete a glabela. (ALMEIDA, 2007) A dermatite seborréica da face consiste em eritema e descamação emdiferentes intensidades constituindo assim sua principal característica. Consideradacomo uma das principais causas de otite externa a dermatite seborréica apresentalesões descamativas ao longo do canal auditivo. (NEMER, 2009) “As lesões podem ser tornar generalizadas, eritematosas e pruriginosas epodem evoluir para um estado eritrodérmico que, quando ocorre no recém-nascido,é conhecido como eritrodermia esfoliativa.” (FEROLLA, 2010) A dermatite seborréica na forma generalizada assume o aspecto de dermatiteesfoliativa, necessitando de uma diferenciação específica de outras doenças comopsoríase e a própria dermatite esfoliativa. (NEMER, 2009)1.4 DERMATITE SEBORRÉICA INFANTIL Segundo Pibernat (1999) citado por Formariz et al (2005), a forma infantil dadermatite seborréica, conhecida também como crosta láctea é observada durante osprimeiros meses de vida, por volta da segunda semana e o sexto mês. A forma pediátrica é auto limitada, enquanto que nos adultos a doença écrônica. (SAMPAIO et al, 2011) A dermatite seborréica infantil ocorre devido ao aumento dos hormôniosandrógenos masculinos durante a gravidez, os mesmos são repassados para orecém-nascido, aumentando as atividades das glândulas sebáceas. (HUGH, 1964) Como nos adultos, considera também o fungo Malassezia spp. como um dosprincipais causadores da crosta láctea. (NEMER, 2009) Segundo Du Vivier (1995) citado por Formariz et al. (2005) a crosta láctea écaracterizada por escamas amarelas grosseiras no couro cabeludo. Essasdescamações se disseminam pela face, sob o pescoço, nas axilas e, em algunscasos no corpo e na área da fralda.
  22. 22. 21 De acordo com Pibernat (1999) citado por Formariz et al. (2005) observa-seregressão das lesões, com melhora espontânea do quadro antes dos seis meses devida. Associada a diarreia severa, vômitos, anemia e febre o quadro é denominadodoença de Leiner ou eritrodermia esfoliativa. (NEMER, 2009) A dermatite causada por fraldas não afeta às dobras do corpo, ao contrário dadermatite seborréica que afeta essas áreas predominantemente. Psoríase infantil émuito semelhante à dermatite seborréica infantil e é quase impossível fazerdiferenciação entre estas duas condições. (SAMPAIO et al, 2011) Figura 3: Dermatite Seborréica no couro cabeludo infantil Fonte: (http://coisinhasdashekmet11.blogspot.com.br/2011/03/casquinhas-na-cabeca- do-bebe-crosta.html)1.5 DERMATITE SEBORRÉICA EM PACIENTES PORTADORES DA SIDA Segundo Sampaio e Rivitti (1998) citado por Roza et al (2003) a síndrome daimunodeficiência (SIDA) se caracteriza por uma importante depressão celular, queproporcionam a ocorrência de infecções. As manifestações da doença ocorremfrequentemente, atingindo mais de 90% dos pacientes em alguma fase de suaevolução.
  23. 23. 22 De acordo com Mathes & Douglas (1985) citado por Roza et al (2003) 80%dos pacientes com SIDA apresentam dermatite seborréica. A dermatite seborréica esta diretamente relacionada com o declínio dascélulas CD4+, que são moléculas que se expressam na superfície de linfócitos T.Estas células tem a função de coordenar a defesa imunológica contra vírus,bactérias e fungos. É uma das manifestações dermatológicas que atuam comomarcadores de progressão da SIDA. (CEDENO-LAURENT et al, 2011) Portadores do vírus HIV geralmente tem incidência aumentada na dermatiteseborréica, pois tem maior facilidade de infecções fúngicas. Apresenta na pele umnúmero maior de Malassezia spp. do que os que não possuem dermatite seborréica.(AZULAY, 2011) A resposta ao tratamento antirretroviral é variável e há relatos conflitantes,alguns pesquisadores relatam uma melhora na dermatite seborréica com o inicio dotratamento antirretroviral, enquanto outros relatam uma piora no quadro clínico.(SAMPAIO et al, 2011) Tanto succinato de lítio quanto gluconato de lítio tem sido usado com sucessoe demonstrado eficácia em pacientes portadores do vírus HIV com dermatiteseborréica facial. (STEFANAKI; KATSAMBAS, 2010) Figura 4: Dermatite Seborréica característica de pacientes com SIDA Fonte: (http://www.jped.com.br/conteudo/06-82-06-411/port_print.htm)
  24. 24. 231.6 TERAPIA O maior fator de aderência ao tratamento é a orientação adequada aos pacientes. Muitos não se conscientizam que a DS é uma doença crônica, sem cura completa, com períodos de crise e acalmia, e que as opções terapêuticas não são sempre satisfatórias e mesmo produzindo melhora ou remissão devem ser mantidas por tempo indefinido. (NEMER, 2009) Diversas modalidades podem ser eficazes no tratamento da dermatiteseborréica. O mecanismo de ação dos tratamentos mais comuns inclue a inibição dacolonização de leveduras (Malassezia spp), a redução de prurido e eritema e aredução da inflamação. O tratamento é constituído por agentes antifúngicos,corticosteroides, imunomoduladores e agentes ceratolíticos. (BERK; SCHEINFELD,2010) As terapias essenciais da dermatite seborréica são os tratamentos tópicos.(STEFANAKI; KATSAMBAS, 2010)1.6.1 Tratamento isento de prescrição No tratamento isento de prescrição, são utilizados basicamente xampusanticaspa, tendo como mecanismo de ação uma ação citostática onde há umaaderência residual ao couro cabeludo após o uso do xampu na lavagem doscabelos. (SILVA, 2002).1.6.1.1 Sulfeto de Selênio Presente em formulações de xampus a 2,5%, eficaz quando utilizado 2 vezespor semana, sendo inferior ao cetoconazol. (BERK; SCHEINFELD, 2010)
  25. 25. 241.6.1.2 Piritionato de Zinco Encontrado em concentrações de 1% e 2% é um ingrediente ativo maisencontrado em xampus anti-caspa tendo ação antimicrobiana. Disponível emformulação de cremes a 1%. Pode ser eficaz isoladamente ou em combinação comcetoconazol ou ciclopirox. (BERK; SCHEINFELD, 2010) Em comparação com xampu cetoconazol 2% o xampu de piritionato de zinco1% produziu resultados inferiores. (STEFANAKI; KATSAMBAS, 2010)1.6.1.3 Climbazol Climbazol é um antifúngico que tem ação específica contra o fungo causadorda caspa, não atinge a microbiota do couro cabeludo saudável, já os anti-caspacomuns agem com mais expressão sobre os micro-organismos constituintes damicrobiota da pele. O climbazol dispõe de melhores resultados no combate a caspacom menores prejuízos ao paciente. (MAYSER; ARGEMBEAUX; RIPPKE, 2003) Disponível nas concentrações de 0,5% a 2%, com aplicação de 3 vezes porsemana, por um período de 4 semanas. (NEMER, 2009)1.6.1.4 Alcatrão A ação do alcatrão na dermatite seborréica é dada por suas propriedadesanti-inflamatórias, antifúngicas e pela inibição da secreção de sebo. (STEFANAKI;KATSAMBAS, 2010) Encontrado em concentrações de 1% a 4% com aplicações de 2 vezes porsemana, por um período de 4 semanas. (NEMER, 2009)
  26. 26. 25 Deve haver cuidado quando administrada em crianças pequenas já que atoxicidade do alcatrão podem causar náuseas, vômitos e a urina ficar preta. (BERK;SCHEINFELD, 2010)1.6.1.5 Óleo de Melaleuca É um óleo essencial com grande importância medicinal, pois possui açãobactericida, anti-inflamatória e antifúngica contra diversos patógenos humanos,sendo utilizados em formulações tópicas. (OLIVEIRA et al, 2011) Foi observado um benefício com concentração de 5% e tem sido usada comouma alternativa natural para o tratamento da dermatite seborréica do courocabeludo. (BERK; SCHEINFELD, 2010)1.6.2 Tratamento por prescrição1.6.2.1 Antifúngicos O tratamento da caspa e da dermatite seborréica exigem abordagem racionale compreensão, deve ser adaptada a cada paciente. Antes de aplicar qualquer linhaantifúngica de terapia a etiologia fúngica deve ser confirmada. (MANUEL, 2010) “Apresentam grande eficácia terapêutica, mas há uma porcentagem de 5%-10% dos pacientes, nos quais não haverá resposta favorável.” (NEMER, 2009) Os agentes antifúngicos são a principal terapia, principalmente na forma deazol. (BERK; SCHEINFELD, 2010) A administração oral de antifúngicos é muito questionada, pois o tratamentotraz o risco potencial de graves efeitos colaterais em uso repetitivo. (STEFANAKI;KATSAMBAS, 2010)
  27. 27. 26 Alguns pacientes podem apresentar alguns efeitos adversos associados comantifúngicos tópicos tais como: sensação de queimadura ou prurido, e ressecamentoda pele. (BERK; SCHEINFELD, 2010)1.6.2.1.1 Cetoconazol O tratamento tópico consiste em cetoconazol creme em concentrações de2%, com posologia de 12 em 12 horas, por um período de 3 á 4 semanas. (NEMER,2009) A ação antifúngica do cetoconazol se deve ao fato dele inibir o sistemacitocrômico que causa a 14-desmetilação do lanesterol, o precursor do ergosterol, esendo assim impede a sua biossíntese; este efeito altera a permeabilidade damembrana da célula fúngica, o que vai levar a parada do crescimento ou a morte dofungo. Além disso, também inibe a biossíntese de triglicerídios e fosfolipídios porparte dos fungos; inibe a atividade enzimática oxidativa e peroxidativa, o que resultana formação intracelular de concentrações tóxicas de peróxido de hidrogênio. Operóxido de hidrogênio contribui para a deterioração das organelas subcelulares enecrose celular. (FRANÇA, 2006) Drogas sistêmicas também podem ser utilizadas, principalmente nos casos dedermatite seborréica extensa e casos refratários à medicação tópica. Cetoconazol200 mg por um período de 14 dias é a dose recomendada. (SAMPAIO et al, 2011) Sua combinação com piritionato de zinco e sulfeto de selênio podem sermuito eficaz. (BERK; SCHEINFELD, 2010)1.6.2.1.2 Itraconazol A ação antifúngica e anti-inflamatória do itraconazol oral e a sua eficáciacontra a Malassezia spp. sugerem que o mesmo pode ser um dos tratamentos maisseguros e eficazes da dermatite seborréica. (JAYASRI et al, 2011)
  28. 28. 27 É um composto triazólico absorvível pela via oral, que age alterando apermeabilidade celular. (MUNIZ et al., 2009) O itraconazol tem uma ligação fraca ao citocromo P450, por isso causamenos efeitos adversos. (BERK; SCHEINFELD, 2010) É sugerido uma posologia de 200 mg diárias por um período de 7 diasconsecutivos. (NEMER, 2009)1.6.2.1.3 Ciclopirox Olamina O ciclopirox é um agente antifúngico que também possui propriedades anti-inflamatórias, é eficaz contra a Malassezia spp., tornando-se uma boa opção para otratamento da dermatite seborréica. (GUPTA; NICOL, 2006) Seu mecanismo de ação é baseado na inibição da absorção de íons potássio,fosfato e aminoácidos pelos fungos, ocasionando morte celular. (SÁNCHEZ-CARAZO et al., 1999). Sua concentração é de 0,1% á 1%, as taxas de respostas são dependentesda dose, o uso mais frequente produz melhores resultados. (STEFANAKI;KATSAMBAS, 2010) É apresentado nas formas de creme, solução e loção com posologia de 2vezes ao dia por um período de 4 semanas. (NEMER, 2009) Na forma de xampu é utilizado de 2 á 3 vezes por semana até odesaparecimento ser alcançado. (BERK; SCHEINFELD, 2010)1.6.2.1.4 Outros antifúngicos Foi comprovado que o xampu de fluconazol 2% também é eficaz empacientes com dermatite seborréica da face, embora este produto ainda não estejadisponível no Brasil. (BONI; ELEWSKI, 2009)
  29. 29. 28 Com ação sistêmica o fluconazol é apresentado na forma de cápsulas de 150mg, com a posologia de 1 vez por dia por um período de 3 dias consecutivos. Estemedicamento é contra indicado na gravidez. (NEMER, 2009) O antifúngico miconazol também é eficaz contra a dermatite seborréica, tantocomo monoterapia quanto em combinação com hidrocortisona. (BONI; ELEWSKI,2009) Encontrado na forma de creme, loção cremosa e pó á 2% tem a posologia de2 vezes ao dia por um período de 4 semanas. (NEMER, 2009) Ambos os fármacos, são da classe dos azólicos que tem como mecanismo deação a inibição da síntese de ergosterol. (GROLL; KOLVE, 2004)1.6.2.2 Anti-inflamatórios1.6.2.2.1 Esteroides O tratamento com esteroides podem ser mais benéficos aos pacientes comdermatite seborréica secundária, que é associada com a infecção por HIV. (BERK;SCHEINFELD, 2010) Os esteroides de baixa e média potência de aplicação tópica são indicadospara o início do tratamento, por si só ou em combinação com agente antifúngico,limitando a inflamação. (STEFANAKI; KATSAMBAS, 2010) No entanto os esteroides de alta potência têm sido associados a um grandenúmero de eventos adversos, incluindo os efeitos o córtex suprarrenal e efeitossobre a pele. (BONI; ELEWSKI, 2009)
  30. 30. 291.6.2.2.1.1 Desonida A desonida é um esteroide de baixa potência com um perfil excelente desegurança e tem sido amplamente usada como tratamento tópico da dermatiteseborréica. (KIRCIK, 2009) Encontrado em forma de loção e creme á 0,05% com uma posologia de 2vezes ao dia. (NEMER, 2009)1.6.2.2.1.2 Hidrocortisona A hidrocortisona é utilizada para tratar dermatite seborréica moderada, pois setrata de um esteroide de baixa potência, este fármaco atua a fim de aliviar ainflamação. (OLIVEIRA; FERNANDES, 2010) Encontrado na forma de creme e pomada á 1%, é aplicado de 1 a 3 vezes aodia. (NEMER, 2009)1.6.2.2.2 Não Esteroides Os inibidores tópicos da calcineurina proporcionam uma alternativa segurapara o tratamento da dermatite seborréica, estes fármacos agem bloqueando acascata inflamatória e não representam um risco de atrofia da pele. (COOK;WARSHAW, 2009) É contra indicado o uso em longo prazo devido ao aumento de reaçõesadversas. (BERK; SCHEINFELD, 2010)
  31. 31. 301.6.2.2.2.1 Pimecrolimo O pimecrolimo 1% se demonstrou tão eficaz como os esteroides tópicos, alémdisso, demonstrou benefícios adicionais, tais como longos períodos de remissão erecaídas mais leves. (STEFANAKI; KATSAMBAS, 2010) Certifica-se que o fármaco não esteroide pode ser uma alternativa excelentepara o tratamento da dermatite seborréica. (RIGOPOULOS et al, 2004) É utilizado de 12 em 12 horas por um período de 4 semanas. (STEFANAKI;KATSAMBAS, 2010)1.6.2.2.2.2 Tacrolimo Possui também atividade fungicida contra a Malassezia spp. (BERK;SCHEINFELD, 2010) O fármaco demonstrou ter maior eficácia do que os esteroides tópicos. Otratamento no couro cabeludo se torna inconveniente devido ao aumento daviscosidade da pomada de tacrolimo. É apresentado em forma de pomada a 0,1% etem posologia de 2 vezes ao dia, por um período de 4 semanas. (STEFANAKI;KATSAMBAS, 2010)1.6.2.3 Isotretinoína Tem ação sebos supressor, modifica o tamanho, a função das glândulassebáceas, e a composição do sebo excretado. (NEMER, 2009) Por ter um efeito regulador da seborreia a isotretinoína oral foi eficaz para ocontrole da dermatite seborréica. A utilização de doses muito baixas da drogamostrou boa eficácia. O uso da isotretinoína vem se tornando progressivamentemais rara. (SAMPAIO et al, 2011)
  32. 32. 31 Utiliza-se 0,5 mg/Kg/dia durante 5 a 6 meses, onde há uma diminuição decerca de 90% da secreção sebácea após a 4ª semana de tratamento. (NEMER,2009)1.6.2.4 Radiação Ultravioleta Os raios UVA e UVB apresentam um efeito inibidor ao crescimento daMalassezia spp. (NEMER, 2009) A fototerapia tem sido empregada como um tratamento útil para a dermatiteseborréica generalizada. Pode apresentar alguns efeitos adversos, como ardor,coceira e pode ocasionar um risco de malignidade após a exposição à luz UV.(BERK; SCHEINFELD, 2010) A maioria dos pacientes responde bem a terapia. (STEFANAKI;KATSAMBAS, 2010)1.6.2.5 Sugestões de Formulações magistrais  Xampu com sulfato de zinco Sulfato de zinco 0,5% Antimicrobiano Vitamina B6 0,5% Fortalecedor Imunológico Xampu q.s.p 100 mL Veículo  Xampu com cetoconazol Cetoconazol 2% Antifúngico Alantoína 0,5% Anti-inflamatório Xampu q.s.p 100 mL Veículo  Xampu com sulfeto de selênio Sulfeto de selênio 2% Antifúngico Xampu q.s.p 100 mL Veículo
  33. 33. 32  Xampu com Óleo de Melaleuca Óleo de malaleuca 5% Antimicrobiano e Antifúngico Xampu q.s.p 100 mL Veículo Estas formulações são indicadas para caspa e seborreia do couro cabeludo. “O uso contínuo, durante meses, do sulfeto de selênio, pode determinar umadiscreta alopecia e mesmo exarcebar a seborréia. Não deve ser usado quandohouver inflamação ou prurido.” (BATISTUZZO; ITAYA; ETO, 2005)
  34. 34. 332 OBJETIVOS2.1 OBJETIVO GERAL Tem como objetivo geral o conhecimento da relação entre dermatiteseborréica e caspa em pacientes no município de Fernandópolis e a suaepidemiologia.2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS Os objetivos específicos deste trabalho foram:  Conhecer os principais tratamentos das patologias;  Verificar os princípios ativos mais utilizados;  Conhecer quais os sintomas mais frequentes e as áreas mais acometidas;  Verificar se há acompanhamento médico.
  35. 35. 343 MATERIAIS E MÉTODOS Esta pesquisa foi desenvolvida no mês de julho de 2012, a partir de umquestionário aplicado em 100 pessoas do município de Fernandópolisaleatoriamente, onde, estas pessoas eram abordadas na rua. Este questionáriocontou com 20 perguntas direcionadas aos pacientes. Os questionários foram devidamente preenchidos sem identificação dospacientes, realizando um levantamento através de entrevista pessoal, onde seapresentou as mesmas questões, na mesma ordem para todos os participantes dapesquisa. Este trabalho também se constituiu em uma pesquisa bibliográfica, realizadana biblioteca da FEF e Unicastelo, através de levantamento de dados sobre osaspectos que envolvem as afecções do couro cabeludo, mas precisamente a caspae a dermatite seborréica, que estão interligadas. Foram feitas buscas de artigos científicos em sites como: Scielo, Pubmed,CFF, Google Acadêmico, utilizando como descritores: dermatite seborréica, caspa,dermatite infantil, dermatite em portadores da HIV, agentes antifúngicos.
  36. 36. 354 RESULTADOS E DISCUSSÃO A figura 5 representa o sexo dos entrevistados, onde 66% são do sexofeminino e 34% sendo do sexo masculino. Estes valores foram obtidos por meio depesquisa aleatória no município de Fernandópolis, onde os entrevistados foramabordados nas ruas, sem local específico. Figura 5: Sexo dos entrevistados 66% 70% 60% 50% 34% 40% 30% 20% 10% 0% Masculino FemininoFonte: Elaboração própria. Os dados da figura 6 são referentes ao grau de conhecimento da caspa e dadermatite seborréica que a população entrevistada possui. A grande maioria dizconhecer a relação e a diferença das patologias sendo representada por 55% dosentrevistados, enquanto que 45% dizem não conhecer ou não ter o mínimo deinformação sobre a relação e diferenciação das patologias.
  37. 37. 36 Figura 6: Conhecimento das patologias capilares 55% 60% 45% 50% 40% 30% 20% 10% 0% Sim NãoFonte: Elaboração própria. De acordo com a figura 7, 64% dos entrevistados apresentam caspa, 5%apresentam dermatite seborréica (sendo eles 4 mulheres e 1 homem) e 31% dosentrevistados dizem não apresentar nenhuma das patologias. Segundo Manuel e Ranganathan (2011) a caspa acomete 50% da populaçãoem geral. Os autores, Wolff e Johnson (2011) dizem que a incidência da dermatiteseborréica é em torno de 2-5%. Com o aprofundamento do estudo literário, obtivemos a informação de que adermatite seborréica acomete principalmente pessoas do sexo masculino, contudonão foi possível confirmar este fato, por termos realizado a pesquisa de campo emforma aleatória.
  38. 38. 37 Figura 7: Caspa X Dermatite seborréicaFonte: Elaboração própria. A figura 8 representa a quantidade de pessoas que fazem o uso de xampuanticaspa. 64% fazem o uso contra 36% que não utilizam. Figura 8: Utilização do xampu anticaspaFonte: Elaboração própria.
  39. 39. 38 Das pessoas que fazem o uso de xampu anticaspa (64 pessoas) 8% destasfazem o uso de xampus a base de dissulfeto de selênio, 43% fazem o uso depiritionato de zinco, 8% utilizam climbazol e 41% utilizam xampu com associação depiritionato de zinco + climbazol como mostra o gráfico 5. De acordo com Berk e Scheinfeld (2010) dissulfeto de selênio e piritionato dezinco são para sintomas mais leves, tendo o uso limitado ao couro cabeludo. Todosos princípios ativos são empregados apenas no tratamento da caspa, sendo estecaracterizado como uma forma branda e leve da dermatite seborréica. No momento da pesquisa, o questionário disponibilizado aos entrevistadospossuía nomes das principais marcas de xampus anti-caspa utilizados no Brasil, jáque a maioria dos entrevistados são leigos em relação aos princípios ativos. Figura 9: Xampu – Princípios ativosFonte: Elaboração própria. Como consta na figura 7, apenas 5% dos entrevistados apresentaramdermatite seborréica. A figura 10 representa as manifestações clínicas queacometeram estes pacientes, onde todos eles apresentaram descamação dos locaisacometidos, 80% tiveram também inflamação e 60% apresentaram prurido.
  40. 40. 39 Figura 10: Manifestações clínicas da dermatite seborréicaFonte: Elaboração própria. Segundo a figura 11, Todas as pessoas que disseram ter dermatite seborréicaapresentam as manifestações clínicas no couro cabeludo. 20% apresentaramtambém nas orelhas, outras 20% apresentaram também no nariz e outras 20%apresentaram também manifestações nas sobrancelhas. De acordo com Pibernat (1999) citado por Formariz et al (2005) o local maiscomprometido é o couro cabeludo, sendo confirmada esta informação, pois na figura11 está claro que todas as pessoas que apresentam dermatite seborréica foramacometidas no couro cabeludo.
  41. 41. 40 Figura 11: Áreas acometidas pela dermatite seborréicaFonte: Elaboração própria. A figura 12 representa os principais tratamentos que são utilizados pelaspessoas entrevistadas que apresentam dermatite seborréica, onde todas elasutilizaram xampu de cetoconazol, 60% associaram o uso do cetoconazol com omiconazol, e nenhum dos entrevistados fez o uso de itraconazol e corticoides. Stefanaki e Katsambas (2010) afirmaram que os agentes antifúngicos sãoconsiderados tratamentos de primeira linha para a dermatite seborréica.
  42. 42. 41 Figura 12: Tratamento da dermatite seborréicaFonte: Elaboração própria A figura 13 representa a utilização dos medicamentos conforme prescriçãomédica, sendo que 80% dos entrevistados que possuem a dermatite seborréicadisseram fazer o uso das medicações por prescrição, ao contrário de 20% quefazem o uso por automedicação. O fato da automedicação implica em questões legais, onde deve-se lembrarque os medicamentos antifúngicos só podem ser dispensados perante apresentaçãode receita médica.
  43. 43. 42 Figura 13: Pescrição médicaFonte: Elaboração própria.
  44. 44. 435 CONCLUSÃO Com a pesquisa realizada foi possível concluir que realmente existe umagrande relação entre dermatite seborréica e caspa. A epidemiologia obtida (5%)confere com a dita pela literatura, que é de 2-5% de acordo com Wolff e Johnson(2011). A caspa é uma manifestação cutânea no couro cabeludo que causa uma levedescamação em comparação com a sua forma grave, dermatite seborréica. A dermatite seborréica não é uma doença contagiosa e pode acometerpessoas de todas as idades e etnias, inclusive em crianças recém-nascidas, quevem a ser denominada crosta láctea. Existem princípios ativos que são incorporados em formulações de xampusque agem diminuindo os sintomas da dermatite seborréica. Estes xampus possuemação antifúngica e ceratolítica. Foi possível conhecer o perfil dos pacientes com caspa e dermatiteseborréica, observando que dos 64% dos entrevistados que apresenta caspa,alguns desconsideram esta patologia e não buscam tratamento adequado, por nãose sentirem incomodados, ou até mesmo por falta de conhecimento. Os medicamentos mais utilizados pelos entrevistados para o tratamento dadermatite seborréica, sendo o xampu de cetoconazol e o miconazol tópico sãotambém os mais indicados pelos autores Nemer, Sampaio, Berck, Scheinfeld, Boni eElewski.
  45. 45. 44 REFERÊNCIASALMEIDA, F. A. Dermatologia – doenças da pele. In: HELITO, A. S; KAUFFMAN, P.Sáude: entendo as doenças, a enciclopédia médica da família. São Paulo:Nobel, 2007. p. 341-368.AZULAY, R. D et al. Eczemas e Dermatites Afins. 5. ed. Rio de Janeiro:Guanabara Koogan, 2011. p. 170-189.BATISTUZZO, J. A. O; ITAYA, M; ETO, Y. Formulário Médico Farmacêutico. 2.ed. São Paulo: Tecnopress, 2005. p. 259-261.BERK, T; SCHEINFELD, N. Seborrheic Dermatitis. v. 35. New York: P&T, 2010.Disponível em:<http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2888552/?tool=pubmed>. Acesso em:25 ago. 2012.BONI, E; ELEWSKI, M. D. Safe and Effective Treatment of Seborrheic Dermatitis.v. 83. [S.l]: Therapeutics for the Clinician, 2009. p. 333-338. Disponível em:<http://cms.qhc.com/pdf/CT/083060333.pdf>. Acesso em: 13 set. 2012.CEDENO-LAURENT, F. et al. New insights into HIV-1-primary skin disorders. v.14. USA: Journal of the international AIDS society, 2011. Disponível em:<http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3037296/>. Acesso em: 09 set. 2012.COOK, B. A; WARSHAW, E. M. Role of topical calcineurin inhibitors in thetreatment of seborrheic dermatitis: a review of pathophysiology, safety, andefficacy. v. 10. Minneapolis: American Journal of Clinical Dermatology, 2009. p. 103-118. Disponível em: <http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19222250>. Acesso em:14 set. 2012.DU VIVIER, A. Atlas de Dermatologia Clínica. 2. ed. São Paulo: Manole, 1995apud FORMARIZ, T. P. et al. Dermatite seborréica: causas, diagnósticos etratamento. v. 16. Brasil: Infarma, 2005. Disponível em:<http://www.cff.org.br/sistemas/geral/revista/pdf/72/i06-infdermatite.pdf>. Acesso em:08.set. 2012.FEROLLA, C. Dermatite seborreica da face. v. 67. [S.l]: RBM EspecialDermatologia, 2010. Disponível em:<http://www.moreirajr.com.br/revistas.asp?fase=r003&id_materia=4485>. Acessoem: 08 out. 2012.FONSECA, A; PRISTA, L. N. Manual de Terapêutica Dermatológica eCosmetologia. São Paulo: Roca, 2000. p. 197FRANÇA, F. F. A. C. Antiinfecciosos. In:______. Andrejus korolkovas: dicionárioterapêutico guanabara 2006/2007. Rio de Janeiro: Guanabara koogan, 2006.
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  49. 49. 48 APÊNDICE A Questionário1. Sexo: ( ) feminino ( ) masculino2. Idade:_____________________3. Você sabe qual a diferença entre caspa e dermatite seborreica? ( ) sim ( ) não4. Você possui caspa ou dermatite seborreica (inflamação no couro cabeludo)? ( ) sim ( ) não5. Faz ou já fez o uso de algum shampoo anticaspa? ( ) sim ( ) não6. Qual? ( ) Elseve (Disulfeto de Selênio) ( ) Head&Shoulders (P. Zinco) ( ) Clear (P. Zinco e Climbazol) ( ) Seda (Piritionato de Zinco) ( ) Palmollive (Climbazol) ( ) Outros, qual? ____________________________________________7. Foi prescrição médica? ( ) sim ( ) não8. Foi eficaz? ( ) sim ( ) não9. Por quanto tempo? __________________________
  50. 50. 4910. Ocorreu o reaparecimento da caspa ou coceira? ( ) sim ( ) não11. A dermatite apresenta alguns sintomas, quais deles você já sentiu? ( ) prurido/coceira ( ) vermelhidão no couro cabeludo ( ) descamação do couro cabeludo ( ) outros, quais? ____________________12. Qual parte do corpo houve a manifestação dos sintomas? ( ) cabeça ( ) orelhas ( ) narinas ( ) axilas ( ) peito ( ) outros _______________13. Você já fez o uso de: ( ) Shampoo de Cetoconazol ( ) Itraconazol caps/pomada ( ) Miconazol pomada ( ) Corticóides, quais _______________________________________14. Foi prescrição médica? ( ) sim ( ) não15. Indicado para: __________________________________________16. Foi eficaz? ( ) sim ( ) não17. Por quanto tempo? ______________________________________18. Houve o reaparecimento da dermatite seborreica ou sintomas ? ( ) sim ( ) não19. Você conhece alguém que tem dermatite seborreica (grave)? ( ) sim ( ) não
  51. 51. 5020. Teve alguma reação adversa aos tratamento de caspa e dermatite seborréica? ( ) sim, quais ________________________________________ ( ) não

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