Aula 3 planos ambientais e inventários

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Aulas de Planejamento Ambiental - 2013

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Aula 3 planos ambientais e inventários

  1. 1. Planejamento ambiental Aula 3 - Elaboração de Planos Ambientais e inventários
  2. 2. Elaboração do planejamento Ambiental
  3. 3. O que significa planejamento ambiental O Planejamento Ambiental apresenta objetivos e metas de uma comunidade e os combina com recomendações de uma política que conduza a comunidade ao futuro desejado.
  4. 4. Exemplo de uma das características do Planejamento Ambiental A rede de crenças ambientais é formada com base nos seguintes princípios: • Conservação: uso eficiente dos recursos; • Manutenção da harmonia: necessidade de manter um balanço entre pessoas e natureza; • Renovação espiritual: meio ambiente considerado em termos religiosos e estéticos; • Direito da natureza e existência compartilhada: a natureza e os seres vivos, excluindo-se o Homem, também têm direitos que assegurem a sua existência e sobrevivência.
  5. 5. Características do Planejamento Ambiental
  6. 6. Uso e ocupação do solo • Características do ocupação do solo; sistema associado à • Conduções futuras que podem surgir; • Políticas e programas direcionados para questões específicas sobre uso e ocupação do solo ou sobre o desenvolvimento de objetivos.
  7. 7. Transportes e circulação • Estrutura de transporte disponível; • Rodovias; • Ferrovias; • Transporte coletivo. • Condições de tráfego, existentes e futuras; • Políticas e programas desenvolvidos para atender necessidades específicas de transporte.
  8. 8. Segurança Caracterização de riscos naturais e causados pelo Homem, incluindo: • Geologia; • Inundações; • Incêndios naturais. Políticas e programas desenvolvidos para reduzir minimizar danos à saúde humana, perdas de vida, danos à propriedade e deslocamentos sócio-econômicos.
  9. 9. Conservação • Recursos naturais existentes na área de planejamento; • Política e objetivos desenvolvidos para aprimorar a conservação e gerenciamento dos recursos naturais; • Preservação, produção de recursos e proteção da segurança e saúde pública.
  10. 10. Qualidade ambiental • Fatores de poluição e preocupações como: • Poluição sonora; • Poluição do ar, da água e do solo. • Níveis de poluição existentes; • Comparação com os padrões; • Identificação de grupos críticos; • Políticas, programas e objetivos direcionados para os principais problemas de qualidade ambiental.
  11. 11. O papel do planejador • O planejador deve ser capaz de transformar dados em informações, o que se entende por interpretação. • Estas interpretações guiam o desenvolvimento físico do plano; giropublicitario.blogspot.com
  12. 12. A atuação do planejador Quatro interpretações básicas devem ser dadas pelo planejador: • Descrição e documentação; • Definições; • Projeções; • Prescrições. Juntas estas interpretações explicam a inteligência dada ao plano e os métodos para comunicar suas características aos tomadores de decisão.
  13. 13. Descrição e documentação Como descrição entende-se a atividade de coletar e selecionar dados que irão caracterizar os principais aspectos a serem discutidos no plano. Esta fase serve para dar ao tomador de decisão uma visão geral sobre a área em foco: • Porque a condição atual foi atingida; • Como se chegou a esta situação; • Que fatores tiveram influência; • O que faz com que esta condição seja significante.
  14. 14. Definições As definições visam eliminar dúvidas sobre termos e conceitos utilizados; Também servem para assegurar que ideias críticas, questões e informações sejam clara e efetivamente comunicadas; Identificar o problema e os atributos que o descrevem fornece a conexão lógica entre as questões de planejamento e políticas que deverão ser seguidas para atendê-lo.
  15. 15. Projeções Referem-se aos métodos e ferramentas de previsão para completar e avaliar diferentes cenários; Estimativas de crescimento populacional e econômico podem ser utilizadas para prever os possíveis cenários na área de planejamento Existem vários métodos que podem ser utilizados para se fazer projeções.
  16. 16. Prescrição Diz respeito ao direcionamento que será dado para o uso do solo ou outros recursos, como solução à demandas específicas, considerando-se: • Problemas sociais; • Problemas econômicos; • Problemas ambientais. alprado.com.br
  17. 17. Formulação de Planos Um plano visa atender três importantes finalidades: • Facilitar o processo de elaboração de um programa de ações; •Comunicar este programa para todas as partes interessadas e afetadas; •Auxiliar na implementação do programa desenvolvido.
  18. 18. Exemplo Necessidade: Reduzir o nível de contaminação dos corpos d’água. • Programas: • Estabelecer um cronograma para a redução de lançamentos de carga poluidoras por indústrias; • Não permitir a ocupação de áreas próximas aos corpos d’água; • Interceptar as águas pluviais nos primeiros instantes de chuva, para reduzir o aporte de contaminantes.
  19. 19. Planejamento Ambiental Meio Biótico Planejamento Ambiental Meio Físico Meio Antrópico
  20. 20. Fatores Naturais em Planejamento Ambiental Os fatores naturais auxiliam no desenvolvimento planejamento e nas tomadas de decisão; do • É importante considerar que o meio ambiente foi modelado pelo efeito de uma série de fatores modificadores naturais. • Portanto, qualquer atividade que seja planejada deve considerar as características orgânicas e dinâmicas da natureza; • Levando–se em consideração este aspecto, o progresso almejado pode ser adequado harmoniosamente com o cenário existente.
  21. 21. O que é um fator natural? Uma propriedade física do sistema ambiental que se conecta a um atributo estrutural de sistemas que definem processos humanos e sociais; • Exemplos: – Um determinado tipo de solo que afeta a integridade da fundação de uma casa; – O processo de inversão térmica que afeta o processo de dispersão atmosférica de poluentes.
  22. 22. Exemplo Processo de desmatamento para construção de casas; – Quais os fatores ambientais atuantes? – Que eventos associados? estão – Quais as consequências para os diversos sistemas ambientais?
  23. 23. Como as mudanças ocorrem? • As mudanças são resultado de eventos sistemáticos como: – Precipitação; – Formação do solo; – Fluxos de água; – Uso do solo. Para planejar é necessário considerar os processos e as dinâmicas das mudanças que eles revelam.
  24. 24. Forças que modelam o meio ambiente
  25. 25. Atuação dos fatores naturais • No meio ambiente existem forças ou mecanismos que procuram manter o sistema em equilíbrio; • Isto implica dizer que à cada ação haverá uma reação; • A nova condição de equilíbrio pode não ser a desejada pelo ser humano; • Eventos extremos são capazes de causar perturbações significativa no meio ambiente.
  26. 26. Considerações: Fatores naturais selecionados para formar a base de referência em planejamento devem atender três funções básicas: – Possibilitar a caracterização adequada do meio ambiente; – Conter informações suficientes para direcionar (balizar) o planejamento; – Ser pertinentes aos objetivos que motivam o planejamento.
  27. 27. Fatores naturais críticos em planejamento e seus atributos Ambiente físico: – Solos: – Geologia: • Tipos de solo – composição e textura; • Características da superfície e do subsolo; • Propriedades do solo; • Controles geomorfológicos. – Topografia: • Forma das declividades; • Composição; • Estabilidade. • Características geotécnicas. – Hidrologia: • Características da água superficial; • Padrão das linhas de drenagem; • Sistemas de água subterrânea; • Planícies de inundação.
  28. 28. Fatores naturais críticos em planejamento e seus atributos • Clima: – Padrões sinóticos e regionais; – Microclimas; – Eventos extremos. Ambiente biológico • Ecossistemas terrestres: – Vegetação natural; – Fauna natural; – Funções das comunidades; • Perigos: – Funções ecológicas; – Terremotos; – Recursos biológicos; – Deslizamentos; – Habitats sensíveis; – Subsidência; – Espécies ameaçadas. – Seca. • Áreas sensíveis do ponto de vista ambiental.
  29. 29. Fatores naturais críticos em planejamento e seus atributos Ambiente humano • Modelos demográficos; • Uso do solo; • Infraestrutura física: – Habitação; – Educação; – Serviços públicos; – Transporte; – Recreação; – Sistemas de utilidades; • Recursos culturais.
  30. 30. Integração dos fatores naturais • Quando os elementos apresentados são agrupados, eles definem a paisagem local, podendo ser imaginados como uma série de camadas que se relacionam e interagem.
  31. 31. Aplicação em planejamento • A avaliação do ambiente físico permite compreender como ele exerce controle sobre os recursos potenciais do solo; • Nesta perspectiva a avaliação do ambiente físico visa: – Aumentar a eficiência dos investimentos; – Minimizar o perigo à vida e a propriedade; – Proteger a qualidade da água; – Minimizar a erosão do solo; – Proteger aqüíferos e áreas de recarga; – Preservar espaços livres; – Proteger áreas sensíveis e únicas.
  32. 32. Considerações ecológicas e bióticas A abordagem ecológica para planejamento está sujeita a uma compreensão dos processos ecológicos e as inter‐relações entre: – Geologia; – Tipos de solo; – Clima; – Hidrologia; – Estrutura e funções do ecossistema que definem a área de planejamento.
  33. 33. INVENTÁRIO AMBIENTAL Descrição detalhada das características ambientais da área sobre a qual se está planejando. Visa: • Obter informações relevantes sobre a área em foco; • Organizar as informações obtidas; • Identificar as principais aptidões para a área analisada.
  34. 34. Levantamento de dados É importante obter planejamento; uma visão sinótica da área de O inventário finalizado serve como linha de base para a avaliação dos planos e programas implantados; Considerar elementos: • Naturais; Culturais; Visuais; Estéticos. urbanidades.arq.br
  35. 35. O que inventariar? Fatores relevantes para o inventário podem ser prédeterminados por exigências locais, estaduais ou federal; Em alguns caso a escolha depende da sensibilidade do planejador; É importante saber qual a finalidade do inventário; Inventários são desenvolvidos para dar aos tomadores de decisão uma visão ampla e detalhada da área.
  36. 36. Fatores ambientais sujeitos à inventario Elementos naturais: • Fisiografia: inclinação drenagem e características únicas; • Geologia: formações rochosas, falhas, fraturas e outras características; • Solo: tipo, composição permeabilidade e potencial de erosão; • Hidrologia: sistema de drenagem, fontes, áreas alagadas e afloramentos; • Vegetação: associação de plantas e comunidades únicas; • Vida selvagem: habitats; • Clima: temperatura, precipitação, fluxos de vento, evaporação e umidade.
  37. 37. Fatores ambientais sujeitos à inventario Elementos culturais: • Transporte: rodovias, ferrovias, aeroportos e portos; • Utilidades: petróleo, gás, rede de água, energia, esgotamento sanitário, etc; • Estruturas e escavações: prédios, minas, aterros sanitários e para resíduos industriais; • Propriedade: nome e valor avaliado; • Históricos e arqueológicos: características significantes e locais.
  38. 38. Fatores ambientais sujeitos à inventario Elementos visuais e estéticos: • Principais vistas; • Vistas marginais; • Áreas cênicas; • Características únicas; • Pontos de interesse.
  39. 39. Resultados do inventário A descrição completa dos fatores apresentados pode envolver a produção de : Resumos estatísticos; Mapas detalhados, apresentando localização e arranjo geográfico; Resumos narrativos revisando e explicando características importantes ou relações; Fotografias; Qualquer dispositivo gráfico para melhorar a visualização da área.
  40. 40. Inventário ambiental para unidades rurais objetivando conservação ambiental. EMBRAPA outras propriedades o planejamento eficiente ou e • Mapa de uso e cobertura das terras com base em imagens IKONOS II da área de estudo no CAPTA–Frutas. • Uso, área e porcentagem da terra na área de estudo no CAPTA-Frutas.
  41. 41. Como inventariar uma área Através da combinação de fontes de informação disponíveis; É preciso definir os limites da área de estudo; Geralmente se estabelece a bacia hidrográfica como delimitação regional e a sub-bacia como local. Isto permite coletar dados para a sua caracterização.
  42. 42. Tratamento cartográfico do inventário de dados A representação cartográfica é um importante método de comunicação, visualização e análise; Fatores que influenciam na adequação do mapa base incluem: Escala: relação entre as distâncias medidas no mapa e as medidas das áreas representadas. Define a resolução do mapa, ou seja, a menor área que será tratada como um objeto.
  43. 43. Tratamento cartográfico do inventário de dados Projeção: refere-se à fidelidade da apresentação das características da área em um plano: Retenção das formas, equivalência, direção ou distâncias. Referência locacional: sistemas de coordenadas que possibilitem apresentar os objetos sobre os mapas (latitude e longitude); Meio de apresentação: papel, filme de poliéster ou meio digital.
  44. 44. Requisitos de um inventário Deve ser amplo e evitar divergências ou falta de informações; Ser sistemático para ser facilmente aplicado; Ser multidimensional e dar uma razoável interpretação da totalidade do ambiente de interesse. A análise do inventário possibilita obter uma visão sobre as aptidões da região analisada
  45. 45. Níveis de um inventários ambiental Reconhecimento: apropriado para descrever os padrões regionais ou elementos que caracterizam tendências regionais em grande escala; Semi - detalhado: orientado para as questões gerais de planejamento, com necessidade de dados mais específicos; Detalhado: necessário para análises localizadas, envolvendo decisões sobre localização e avaliação de impactos ambientais.
  46. 46. Material Consultado • PHD 2541 - Planejamento e Saúde Ambiental Aula 4 – Elaboração de Planos Ambientais – Universidade de São Paulo • PHD 2541 - Planejamento e Saúde Ambiental Aula 3 – Elaboração de Planos Ambientais – Universidade de São Paulo • Circular Técnica - Base de dados georeferenciados do CAPTA-Frutas, Jundiaí Campinas, SP, Dezembro, 2006 -

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