O Cavaleiro da Dinamarca

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O Cavaleiro da Dinamarca

  1. 1. O Cavaleiro da Dinamarca<br />
  2. 2. ITINERÁRIO PERCORRIDO PELO CAVALEIRO<br />Dinamarca Palestina Ravena Veneza <br />Ferrara Bolonha Florença Génova<br /> Bruges Antuérpia Dinamarca<br />
  3. 3. A história inicia-se com uma longa descrição que começa com: “A Dinamarca fica no Norte da Europa…”(pág.5) e termina com a frase “Até que certo Natal aconteceu naquela casa uma coisa que ninguém esperava” (pág. 10) – 11 parágrafos.<br /> Esta descrição permite:<br /><ul><li>Localizar geograficamente a Dinamarca – no norte da Europa - e conhecer as características do Inverno naquele país. (1º parágrafo):
  4. 4. Invernos longos e rigorosos;
  5. 5. Noites muito compridas;
  6. 6. Dias curtos, pálidos e gelados;
  7. 7. A neve cobre a terra e os telhados;
  8. 8. Os rios gelam;
  9. 9. Os pássaros emigram;
  10. 10. As árvores perdem as suas folhas;
  11. 11. As florestas ficam geladas e despidas;
  12. 12. O grande silêncio imóvel e branco;
  13. 13. Só os Pinheiros continuam verdes. “Só eles (…) parecem vivos no meio do grande silêncio imóvel e branco” </li></li></ul><li><ul><li>Situar a acção no tempo: “Há muitos anos, há dezenas e centenas de anos…”e no espaço”…havia certo lugar da Dinamarca, no extremo Norte do país, perto do mar, uma grande floresta de pinheiros, tílias , abetos e carvalhos. Nessa floresta morava com a sua família um Cavaleiro. Viviam numa casa construída numa clareira rodeada de bétulas. E em frente da porta de casa havia um grande pinheiro que era a árvore mais alta da floresta.</li></ul>Relativamente ao ESPAÇO, há uma GRADAÇÃO no sentido do geral para o particular: <br />
  14. 14. .<br /><ul><li>Admirar as diferentes estações do ano, os vários “rostos” da floresta:
  15. 15. Na Primavera as bétulas cobriam-se de jovens folhas, leves e claras;
  16. 16. A neve desaparecia;
  17. 17. O degelo soltava as águas do rio cuja corrente recomeçava a cantar noite e dia;
  18. 18. A floresta enchia-se de cogumelos e morangos selvagens;
  19. 19. Os pássaros voltavam do Sul;
  20. 20. O chão cobria-se de flores;
  21. 21. Os esquilos soltavam de árvore em árvore;
  22. 22. O ar povoava-se de vozes e de abelhas;
  23. 23. A brisa sussurrava nas ramagens;
  24. 24. Manhãs verdes e doiradas;
  25. 25. As crianças saíam muito cedo e iam colher flores, morangos, amoras e cogumelos.</li></li></ul><li>No Verão, as crianças teciam grinaldas que poisavam nos cabelos ou que punham a flutuar no rio;<br />As crianças dançavam e cantavam sob a sombra das árvores.<br />No entanto, é no Inverno que decorre a maior festa do ano, a maior alegria, o NATAL.<br />
  26. 26. <ul><li>Permite conhecer o modo como é preparada e vivida a noite de Natal em casa do Cavaleiro:
  27. 27. Juntava-se a família;
  28. 28. Vinham amigos e parentes, criados da casa e servos da floresta;
  29. 29. Em frente da lareira armava-se uma enorme mesa para todos;
  30. 30. Comiam, riam e bebiam vinho quente e cerveja com mel;
  31. 31. Narravam-se histórias de lobos e ursos, de gnomos e anões, de Tristão e Isolda, de Alf, rei da Dinamarca, e Sigurd, dos Reis Magos, dos pastores e dos Anjos.</li></ul>A noite de Natal era igual todos os anos: “Sempre a mesma festa, sempre a mesma ceia, sempre as grandes coroas de azevinho penduradas nas portas, sempre as mesmas histórias” <br />
  32. 32. Acontecimento inesperado:<br />Comunicação do Cavaleiro da sua intenção de passar o Natal seguinte na gruta onde Cristo nasceu, em Belém. A esta revelação juntou-se a promessa de que dali a dois anos estariam de novo reunidos para celebrarem, como já era tradição, juntos o Natal.<br />Primavera – o Cavaleiro deixa a floresta e dirige-se para a cidade mais próxima, um porto de mar. Embarcou depois e chegou à Palestina muito antes do Natal.<br />
  33. 33. De todos estes destinos visitados pelo herói, vamos conhecer os mais importantes para a compreensão da acção da história. Assim, ficaremos a conhecer apenas as cidades onde ele permaneceu mais tempo, aprofundando amizades e vivenciando novas e enriquecedoras experiências.<br />De todos estes destinos visitados pelo herói, vamos conhecer os mais importantes para a compreensão da acção da história. Assim, ficaremos a conhecer apenas as cidades onde ele permaneceu mais tempo, aprofundando amizades e vivenciando novas e enriquecedoras experiências.<br />
  34. 34. Como o navio não estava em condições de prosseguir viagem, o Mercador de Veneza convidou o Cavaleiro para seguir viagem até à sua cidade, pois se tinha ficado espantado com a beleza de Ravena, VENEZA, construída sobre as águas, deslumbrá-lo-ia ainda mais e, de lá, poderia seguir por terra para o porto de Génova donde partem constantemente navios para a Flandres. Assim, ficaria a conhecer as belas e ricas cidades do Norte de Itália. O Cavaleiro decidiu aceitar o convite do Mercador e seguiu com ele para Veneza. <br />
  35. 35. Narrativa de Encaixe – (en/in + caixa – dentro da caixa) é uma história encaixada na acção principal.<br />
  36. 36. Nesta cidade segue as recomendações do Mercador e dirige-se à casa do Banqueiro Averardo, onde fica hospedado. Descrição da casa do banqueiro e a forma como ocupa os seus serões. O que mais o impressionou foram os temas das conversas: discutia-se o movimento do Sol e das Luas, os mistérios do céu e da Terra, falavam de Matemática, de Astronomia e de Filosofia, do passado, do presente e do futuro, das estátuas antigas, das pinturas acabadas de pintar, de música, poesia e de arquitectura. Em suma, parecia que toda a sabedoria da Terra estava reunida naquela sala.<br />Florença<br />
  37. 37. Falaram-lhe de Giotto, o famoso pintor...<br />
  38. 38. Contaram-lhe a famosa história de Dante e Beatriz...<br />
  39. 39. De Florença a Antuérpia<br /> Quando se despediu do Banqueiro Averardo e de Florença, o Cavaleiro viajava com pressa para embarcar no porto de Génova num dos navios que sobem da Itália para Bruges, Gand e Antuérpia.<br /> Mas a pouca distância de Génova adoeceu.<br />Foi acolhido e tratado por uns frades de um convento onde permaneceu cerca de dois meses e meio.<br />
  40. 40. Já restabelecido, dirige-se para Génova, grande porto de mar, mas perde o último navio.<br />Resolve seguir viagem por terra até Bruges.<br />O Cavaleiro chega à Flandres, era já Inverno e dirige-se para Antuérpia onde procurou o negociante flamengo. Em casa do negociante ouve as aventuras extraordinárias das expedições em África, narradas por um capitão ao serviço do negociante famengo. Uma dessas aventuras é a história de Pero Dias, um marinheiro português.<br />
  41. 41. História de Pêro Dias –acção secundária<br />A história encaixada de Pêro Dias inicia -se primeiro com uma pequena descrição do local de desembarque e depois com apresentação do objectivo do capitão: estabelecer contacto com os Africanos. Seguidamente é apresentado o protagonista desta história encaixada.<br /> Estas histórias de longínquas viagens, de ilhas desertas, de árvores descomunais, de tempestades e calmarias, de povos misteriosos de pele sombria fascinavam o Cavaleiro, mas era já NOVEMBRO e ele anunciou a sua pretensão de seguir viagem por mar para a Dinamarca.<br />
  42. 42. Apesar de lhe parecer que todas as forças da natureza se tinham juntado para o impedir de cumprir a sua promessa, ele, homem de fé e de palavra, recobrava o ânimo e prosseguia a sua viagem. E assim foi, até que passadas longas semanas, na antevéspera do Natal, ao fim da tarde, chegou a uma pequena povoação que ficava a poucos quilómetros da floresta. Aí recuperou as forças e, na madrugada de 24 de Dezembro, partiu, pois tinha de chegar a casa antes da meia-noite e o dia era curto e a travessia da floresta difícil, pois estava coberta de neve. <br />.<br />
  43. 43. Mas agora estava tão perto e não queria faltar ao prometido:<br /><ul><li>A neve caía espessa e cerrada, impedindo que o Cavaleiro visse o caminho certo;
  44. 44. Surgimento de uma alcateia e de um urso;
  45. 45. Mas mesmo assim pensa: “Hoje é noite de Trégua, noite de Natal”
  46. 46. As feras recuaram ao ouvi-lo dizer estas palavras;
  47. 47. O Cavaleiro continuava a caminhar ao acaso, levado por pura esperança, pois nada via e nada ouvia,
  48. 48. E quando o cavalo já se recusava a continuar, o Cavaleiro lembrou-se da Noite de Natal que passara em Jerusalém </li></ul>.<br />
  49. 49. .<br />APÓS DOIS ANOS DE AUSÊNCIA, A FLORESTA PARECIA-LHE FANTÁSTICA E ESTRANHA – nova descrição – surge o PINHEIRO novamente, o único sinal de vida na floresta; símbolo da esperança<br />

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