Avaliação laboratorial pré_trh_revisado

439 visualizações

Publicada em

Seminário de residência médica

Publicada em: Educação
0 comentários
1 gostou
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
439
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
2
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
2
Comentários
0
Gostaram
1
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Avaliação laboratorial pré_trh_revisado

  1. 1. AVALIAÇÃO LABORATORIAL PRÉ TRH RIO DE JANEIRO 2014
  2. 2. • Um ponto no tempo um ano após a cessação da menstruação • Média de idade: 51,5 anos • Perimenopausa ou climatério: período de tempo relativo ao final do período reprodutivo. Se caracteriza iniciando com irregularidade no ciclo menstrual e se estende até um ano após a cessação permanente da menstruação – TRANSIÇÃO MENOPÁUSICA. - Varia de 4 a 7 anos de duração - Média de idade pro início é 47 anos
  3. 3. • Relatório do STRAW (Stages of Reproductive Aging Workshop): propósito foi definir os estágios e a nomenclatura do envelhecimento reprodutivo normal da mulher.
  4. 4. FATORES QUE INFLUENCIAM O ENVELHECIMENTO OVARIANO: 1. Tabagismo (antecipa a menopausa em até 2 anos) 2. Quimio e radioterapia pélvica 3. Cirurgias ovarianas 4. Histerectomia 5. Fatores ambientais 6. Fatores genéticos (ex: Síndrome de Turner)
  5. 5. • Sintomatologia própria da idade • Exame físico completo • Excluir condições patológicas • Dosagem hormonal • Avaliação laboratorial • Desintometria óssea
  6. 6. 1. FSH: Níveis acima de 40 mUI/ml = insuficiência ovariana associada à menopausa 2. Estrogênios: - Podem estar normais, elevados ou baixos dependendo da fase da transição menopáusica. - Menopausa = níveis baixos ou indetectáveis (< 50 pg/ml) - Níveis estrogênicos são usados para avaliar a resposta a TH, devendo-se manter os níveis séricos de estradiol entre 50-100 3. LH: Pode aumentar seus níveis em até 4X, porém em menor proporção que o aumento do FSH
  7. 7. 3. Avaliação da adrenal: - SDHEA: ideal acima de 100 ng/ml - Cortisol: níveis fisiológicos = 10 a 18 mcg/dL 4. Avaliação tireoidiana: - TSH ultra-sensível - T3 livre - T3 reverso - T4 livre - Anti-corpos anti-tireoglobulina - Anti-corpo anti-microssomal
  8. 8. Hipotireoidismo • TSH > 5 • T4 diminuído • Sintomas evidentes Hipotireoidismo Sub-clínico • TSH “normal” • TSH levemente aumentado ( > 2,5 ) • T4 normal • T3 L diminuído Eur Thyroid J. 2013 Dec;2(4):215-28. doi: 10.1159/000356507. Epub 2013 Nov 27. 2013 ETA Guideline: Management of Subclinical Hypothyroidism. Pearce SH1, Brabant G2, Duntas LH3, Monzani F4, Peeters RP5, Razvi S6, Wemeau JL7.
  9. 9. DIAGNÓSTICO DO HIPOTIREOIDISMO Diminuição da temperatura basal matinal < 36.5 = DIAGNÓSTICO DE C E R T E Z A •Termômetro de mercúrio •Tomar a temperatura axilar até no máximo 10 minutos após acordar, ainda na cama, durante 5 dias consecutivos •Somar as cinco tomadas e dividir por 5 •Se a média for menor que 36,5 - HIPOTIREOIDISMO
  10. 10. 5. Marcadores urinários e séricos de reabsorção óssea: - Úteis para estimar a taxa de remodelamento ósseo e identificar perda óssea acelerada - Menopausa = aumento progressivo do remodelamento, se mantendo elevado - Taxa de remodelamento X Densidade mineral óssea
  11. 11. 6. Vitamina D: - Sua deficiência resulta em absorção insuficiente de cálcio, hiperpatireoidismo secundário, aumento do turnover ósseo, taxas elevadas de perda óssea, e se a deficiência for intensa, prejuízo da mineralização óssea - Deficiência = níveis séricos de 25 hidrovitamina D < 10 ng/ml - Insufuciência = entre 10 e 30 ng/ml
  12. 12. 7. Avaliação hepática e resistência insulínica: - Glicemia: até 100 = normal 100 – 126 = resistência insulínica - Hemoglobina Glicada: 4 a 6% - Insulina: 5 a 25 mU/l - Índice de Homa IR: Cálculo através da dosagem de glicemia e insulina de jejum, que determina a resistência a insulina (glicemia x 0,0555 x insulina / 22,5) Valor deve ser menor que 3,4 - SHBG (glicoproteína produzida pelo fígado, responsável por carrear diferentes esteróides sexuais . Pode estar dimuída quando há aumento de insulina e IGF 1) - Lipidograma: colesterol total e frações - Hepatograma
  13. 13. DOSAGEM HORMONAL NA SALIVA • Vantagens: 1. Evita coleta de sangue 2. Forma fácil, não invasiva, livre de estresse para o paciente 3. Não necessita de profissional treinado ou equipamento especializado para coleta da amostra 4. Os hormônios detectados na saliva refletem a fração livre (que exerce função biológica) do plasma/soro • Desvantagens: 1. Baixa concentração de hormônios na amostra (1-10% da concentração sanguínea) 2. A coleta de grande volume de saliva de uma só vez é difícil (0,5 ml/min = velocidade de produção)
  14. 14. • Como é realizado? - Swab - Estimulação da salivação com goma de mascar: aumenta a produção de saliva de 0,5 ml/min para 1-3 ml/min - Coleta de saliva de forma passiva
  15. 15. • TRANSPORTE: 1. Compostos lipofílicos e esteróides não conjugados: difusão rápida através das células acinares 2. Esteróides conjugados: solubilidade limitada, passando pelas junções estreitas das células acinares
  16. 16. • Hormônios que podem ser dosados através da saliva: 1. Cortisol e cortisona: o mais bem estabelecido e aceitado uso da análise hormonal na saliva. Importante para o diagnóstico da Síndrome de Cushing. 2. 17 α hidroxiprogesterona: distúrbios das adrenais 3. Testosterona: hipogonadismo 4. 25 hidroxivitamina D: diagnóstico da osteoporose, disfunções da paratireóide e sarcoidose 5. Tiroxina – T4 6. DHEA, androstenediona, estradiol,progesterona, estriol e estrona • Conclusão: Embora a saliva ainda não tenha se tornado a principal forma de dosagem hormonal, os testes baseados no seu uso são uma ferramenta promissora para avaliação da função endócrina. Espera-se que no futuro ela esteja integrada a prática clínica rotineira.
  17. 17. • Necessidade de adaptação individual considerando o perfil risco/benefício de cada paciente sintomática • Tratamento de sintomas vasomotores, atrofia vaginal e prevenção ou tratamento de osteoporose • Reavaliar a necessidade de manter a terapia em intervalos de 6 a 12 meses • Sintomas vaginais isolados – formulações de uso local • TH: menor dose efetiva e pelo menor período, porém não há limite de tempo determinado para a duração da terapia, desde que a paciente esteja informada que os riscos aumentam com a idade e com a duração do uso.
  18. 18. RISCOS BENEFÍCIOS DCC Aumento da DMO AVE Redução das taxas de fratura Tromboembolismo venoso Redução das taxas de ca colorretal Colecistite Melhora dos sintomas vasomotores Ca de Mama e ovário (uso a longo prazo) Dimuição dos sintomas relacionados a atrofia vaginal
  19. 19. • Somente a sintomatologia apresentada não nos dá a plena avaliação da paciente quanto aos riscos e benefícios da TH • Somente a avaliação da atividade ovariana não é suficiente quando considerado o metabolismo como um todo • Uma visão mais ampla em termos laboratoriais nos permite diagnosticar e prevenir outras patologias
  20. 20. 1. SCHORGE, John O., HALVORSON, Lisa M., BRADSHAW, Karen D., SHAFFER, Joseph I., HOFFMAN, Barbara L., CUNNINGHAM, F. Gary. Ginecologia de Williams. Artmed, 2011. 2. MACHADO, Lucas V., Endocrinologia Ginecológica. Medbook, 2006 3. SPEROFF, Leon, GLASS, Robert H., KASE, Nathan G., Endocrinologia Ginecológica Clínica e Infertilidade. Manole. 4. BEREK E NOVAK; BEREK, Jonathan S. - Tratado de Ginecologia – 14ª edição, Editora Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 2008. 5. Higashi T. Salivary hormone measurement using LC/MS/MS: specific and patient- friendly tool for assessment of endocrine function. Biol Pharm Bull. 2012;35(9):1401-8. 6. Botella S1, Restituto P, Monreal I, Colina I, Calleja A, Varo N. Traditional and novel bone remodeling markers in premenopausal and postmenopausal women.J Clin Endocrinol Metab. 2013 Nov;98(11):E1740-8. doi: 10.1210/jc.2013-2264. Epub 2013 Sep 3. 7. Tong G1, Hua X, Zhong Y, Zhang K, Gu G, Feng W, Huang H, Wang W, Li L, Sun Y, Zhang T, Hu Y.Intensive insulin therapy increases sex hormone-binding globulin in newly diagnosed type 2 diabetic patients. Eur J Endocrinol. 2014 Feb 1;170(2):237-45. doi: 10.1530/EJE-13-0557. Print 2014 Feb. 8. Falk RT1, Brinton LA, Dorgan JF, Fuhrman BJ, Veenstra TD, Xu X, Gierach GL.Relationship of serum estrogens and estrogen metabolites to postmenopausal breast cancer risk: a nested case-control study. Breast Cancer Res. 2013 Apr 22;15(2):R34. 9. Eur Thyroid J. 2013 Dec;2(4):215-28. doi: 10.1159/000356507. Epub 2013 Nov 27. 2013 ETA Guideline: Management of Subclinical Hypothyroidism. Pearce SH1, Brabant G2, Duntas LH3, Monzani F4, Peeters RP5, Razvi S6, Wemeau JL7.

×