Conceitos de espécies

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Conceitos de espécies

  1. 1. CONCEITOS DE ESPÉCIE E TAXAS INFRAESPECÍFICO Cronquist, 1988. GILDO VIEIRA FEITOZA Belém – PA
  2. 2. Etimologia: Espécie: Em latim, significa simplesmente “tipo”, ou seja, tipos diferentes de organismos;  Uma espécie é um grupo de populações naturais cujos membros podem cruzar entre si, mas não podem cruzar com membros de outros grupos (isolamento genético);  Conceito biológico de espécie.
  3. 3. Conceito popular de espécie: Nas sociedades que ainda estão perto da natureza, cada um destes táxons com alguma importância para a sociedade tem um nome. E essa continuidade reprodutiva, é o que pode distingui- los, olhando para eles. Reunindo os resultados destes dois critérios para o reconhecimento de grupos. • A espécie é um conceito popular antigo, que os biólogos adaptaram e moldaram para uso próprio, a idéia de que espécie consiste em indivíduos reprodutivos e compatíveis tem base firme no saber popular; Grupopaleo.com.ar
  4. 4. Teorias: Teoria de Mutação de Vries (1901 e 1903); Freqüentes alterações genéticas em um único indivíduo, ou pela repetição freqüente dessa mudança em uma série de indivíduos semelhantes; Lotsy (1914) e C. Hart Merrian (1918); Em 1930, tornava-se claro que qualquer conceito útil de espécie teria de ser embasado no conceito popular de espécie; Du Rietz (1930); As menores populações naturais permanentemente separadas umas das outras por um intervalo distinto na série de biótipos.
  5. 5. Dobzhansky (1937 e 1951); O estágio de progresso evolutivo em que a matriz de um potencialmente cruzamento das formas torna-se segregado em duas ou mais matrizes separadas, que são fisiologicamente incapazes de cruzar; Mayr (1940): Grupo reais ou um potencial cruzamento de populações naturais que são reprodutivamente isoladas de outros grupos; Em meados dos anos 1950 havia uma escola de pensamento bem estabelecida, especialmente entre os zoólogos, que a espécie real na natureza, são essas "espécies biológicas." Turrusta.blogspot.com
  6. 6. Alguns conceitos de espécie: Conceitos filogenéticos de espécie; Uma espécie é um grupo simples de organismos que é diagnosticamente distinto de outros grupos, e dentro do qual existe um padrão parental de ancestralidade e descendência (Cracaft, 1989) Uma espécie é o menor grupo monofilético de um ancestral comum (de Queiroz & Donoghue, 1990) • Conceito morfológico de espécie; Geralmente identificadas segundo uma avaliação de suas características individuais, com base em critérios anatômicos e morfológicos; Acervosaber.com.br
  7. 7. Jbrj.gov.br  Conceito Feneticista; Os feneticistas, embora aceitando a evolução orgânica, consideram que não é possível nem desejável entrar no mérito dos aspectos evolutivos na classificação. Assim, propõem que as espécies sejam definidas apenas com base nas semelhanças dos organismos, considerando todos os caracteres e atribuindo-lhe igual peso. Servindo-se dos métodos numéricos Sneath e Sokal (1973) definem espécie como sendo: "O menor (o mais homogêneo) agrupamento que pode ser reconhecido segundo um dado critério como sendo distinto de outros agrupamentos“ . • Conceito Evolutivo; Uma espécie é uma linhagem (uma seqüência ancestral-descendente) de populações ou organismos que mantêm identidade em relação a outras linhagens e que possui suas próprias tendências evolutivas e destino histórico (Wiley, 1978).
  8. 8. Espécie biológica ≠ Espécie taxonômica; Espécie reprodutiva = Espécies biológicas e fenética. nyyapats.blogspot.com Em relação a Espécie; • Definições são convenções Portanto, não podem ser caracterizadas nem como falsas, nem verdadeiras; • No entanto, definições podem ser mais ou menos úteis e podem ser mais ou menos bem sucedidas em caracterizar um conceito ou um objeto de discussão.
  9. 9. “As espécies são os menores grupos que são consistentemente diferentes, e distinguíveis por meios ordinários”. Cronquist, 1978. • Grupos pequenos que se submetem ao critério: Se o grupo pode ser subdividido em grupos menores que atendam a esses testes, então são esses pequenos grupos que devem ser tratados como espécie. • Consistentemente distinta: Todos, ou uma parte dos indivíduos em questão devem ser claramente pertencente a um grupo ou a outro, e não em algum lugar no meio. • Persistentemente distintos: Deve haver uma garantia mínima que todos ou uma parte dos membros descendentes de uma determinada espécie num futuro próximo também pertença à mesma espécie. • Distinguíveis por meios comuns: O termo é amplo. Meios que são ordinários em um grupo podem não ser em outro.
  10. 10. Fatores que interferem na definição de espécie reprodutivas: As plantas toleram hibridização inter-específica melhor que os animais; A chance de produzir um híbrido com um indivíduo de outra espécie crescendo nas proximidades tende a ser maior que a chance de cruzar com um indivíduo intra-específico a longa distância; Hibridização: É a reprodução entre indivíduos não-relacionados; Complexo híbrido: Retrocruzamento de híbridos X parentais; Introgressão: Incorporação permanente de genes de uma espécie em outra, apresenta três consequências:  Primeiro, pode promover a fusão de espécies diferentes;  Segundo, pode transferir material genético sem fusioná-los;  Por ultimo, a estabilização do processo de introgressão pode promover o surgimento de novas espécies.
  11. 11. Taxa infraespecíficos É um táxon de hierarquia abaixo das espécies. São as subespécies, raças ou variedades ou subvariedades e exige a utilização de uma nomenclatura trinomial; De acordo com o "Código Internacional de Nomenclatura Botânica“ (CINB), reconhece 5 categorias infraespecífica: subespécie, variedade, subvariedade, forma e subforma. As variantes de uma espécie são explicitamente denominadas táxon infraespecífico; As mais usadas hoje: subespécie, variedade e forma; Necessidade de um sistema de classificação infraespecífico.
  12. 12. Taxa infraespecíficos Subespécie: Uma espécie que ocorre em habitats diferentes pode exibir fenótipos diferentes em cada um deles. Se as diferenças entre os habitats forem marcantes, as características das populações podem se tornar geneticamente distintas; Variedades: É uma hierarquia taxonômica inferior à espécie. Um grupo de organismos vivos pertencentes à mesma variedade apresentam características em comum que as diferenciam, em um determinado genótipo ou fenótipo, de outras variedades da mesma espécie; Forma: É o menor das três categorias infraespecífica, de subespécies ou variedades, seu uso é limitado para fenótipos distintos de nenhum significância populacional persistente.
  13. 13. Referências Bibliográficas • CRONQUIST, A. Species and infraespecific taxa. 1988. • RAVEN, P.; EVERT, R. F.; EICHHON, S. E. Biologia Vegetal. 7ª Ed. – Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007. • STACE, l. A. Plant Taxonomy and Biosystematics. 1ª edição, 1980. • JUDD, W. S.; CAMPBELL, C.S.; KELLOGG, E. A.; STEVENS, P. F.; DONOGHUE, M. J. Sistemática Vegetal: Um Enfoque Filogenético. 3ª Ed. – Porto Alegre: Artmed, 2009. Fonte: www.icb.ufmg.br
  14. 14. OBRIGADO! "Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende". Guimarães Rosa

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