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Lição 7                                                                                                 9 a 16 de fevereiro
                                              Vendo por espelho, obscuramente




Sábado à tarde                                                                                      Ano Bíblico: Lv 23–25

VERSO PARA MEMORIZAR: “A sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; porquanto está escrito: Ele apanha os
sábios na própria astúcia deles” (1Co 3:19).

Leituras da semana: Jó 12:10; 1Co 6:19, 20; Gn 3:17; Jo 12:31; 1Co 1:18-21

Em 1802, o teólogo William Paley escreveu um livro intitulado Natural Theology [Teologia Natural], no qual argumentou
que se pode observar a natureza a fim de desenvolver uma compreensão do caráter de Deus. Ele escreveu
extensivamente sobre as maneiras pelas quais as características dos animais revelam o cuidado e a habilidade do
Criador. No entanto, Paley pode ter exagerado algumas características, porque ele não reconheceu os efeitos que o
pecado e a queda exerceram sobre a natureza. Apesar disso, seu argumento geral nunca foi refutado, embora tenham
ocorrido numerosas e clamorosas alegações ao contrário!

Charles Darwin, por outro lado, argumentou que um Deus que projetasse todas as características da natureza não seria
bom. Como prova, ele se referiu a um parasita que se alimenta nos corpos vivos de lagartas e a forma cruel pela qual um
gato brinca com um rato. Para ele, esses exemplos eram evidências contra a existência de um amoroso Deus Criador.

Compreendemos que Paley estava, obviamente, mais perto da verdade do que Darwin. Mas a lição desta semana
examinará o que a Bíblia tem a dizer sobre a questão do que a natureza revela e daquilo que ela não revela, sobre Deus.

Domingo                                                            Ano Bíblico: Lv 26, 27

A Terra é do Senhor

Um cientista, certa vez, fez um desafio a Deus. Argumentou que ele poderia criar a humanidade tão bem quanto
qualquer deus. O Senhor disse: “Ok, vá em frente e faça isso.” O cientista começou a juntar algum pó, mas Deus disse:
“Espere um minuto. Faça seu próprio pó!”

Embora essa história seja apenas uma fábula, a lição é clara: Deus é o único que pode criar do nada. Deus fez todo o
material do Universo, incluindo nosso mundo, nossas posses e nosso corpo. Ele é o dono legítimo de todas as coisas.

1. Qual é a mensagem básica dos textos a seguir? O que essa mensagem nos diz sobre a maneira pela qual devemos nos
relacionar com o mundo, com os outros e com Deus? Sl 24:1, 2; Jó 41:11; Sl 50:10; Is 43:1, 2; 1Co 6:19, 20

Ao SENHOR pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam. Fundou-a ele sobre os mares
e sobre as correntes a estabeleceu. (Sal. 24:1-2)

Quem primeiro me deu a mim, para que eu haja de retribuir-lhe? Pois o que está debaixo de todos os céus é meu. (Jó
41:11)

Pois são meus todos os animais do bosque e as alimárias aos milhares sobre as montanhas. (Sal. 50:10)

Mas agora, assim diz o SENHOR, que te criou, ó Jacó, e que te formou, ó Israel: Não temas, porque eu te remi; chamei-te
pelo teu nome, tu és meu. Quando passares pelas águas, eu serei contigo; quando, pelos rios, eles não te submergirão;
quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti. (Isa. 43:1-2)

Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e
que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo. (1 Cor.
6:19-20)




                                                          ramos@advir.com
Um hino cristão muito apreciado começa com as palavras: “O mundo é de meu Deus” (Hinário Adventista, 36). Este é
verdadeiramente o mundo de nosso Pai, porque Ele o criou. Não há reivindicação de propriedade mais legítima do que
Sua capacidade de criação. Deus criou e, portanto, possui todo o Universo, os céus, a Terra e tudo o que neles há.

Não apenas o mundo pertence a Deus, mas Ele também reivindica a propriedade de todas as criaturas da Terra. Nenhum
outro ser tem o poder de criar vida. Deus é o único Criador e, como tal, o proprietário final de cada criatura. Dependemos
totalmente dEle para nossa existência. Nada podemos dar a Deus, exceto nossa lealdade. Todas as outras coisas na Terra
já pertencem a Ele.

Além disso, pertencemos a Deus, não apenas pela criação, porém, mais importante ainda, pela redenção. Embora seja
um dom maravilhoso de Deus, a vida humana foi muito prejudicada pelo pecado e termina com a morte, uma
perspectiva que despoja a vida de todo significado e propósito. A vida, como agora existe para nós, não é tão fantástica.
Nossa única esperança é a maravilhosa promessa da redenção, a única coisa que pode restaurar tudo novamente. Assim,
somos de Cristo pela criação e pela redenção.

Segunda                                                     Ano Bíblico: Nm 1–3

Um mundo caído

Uma coisa é certa: o mundo em que vivemos hoje está muito diferente daquele que surgiu do Senhor no fim da semana
da criação. Certamente, uma poderosa evidência de beleza e planejamento existe em quase toda parte. No entanto,
somos seres afetados pelo pecado, vivendo neste mundo de pecado e tentando entendê-lo. Mesmo antes do Dilúvio, o
planeta havia sido impactado negativamente pelo pecado. “Nos dias de Noé uma dupla maldição repousava sobre a
Terra, em consequência da transgressão de Adão e do homicídio cometido por Caim” (Ellen G. White, Vidas Que Falam
[Meditações Matinais 1971], p. 32).

2. Como o mundo foi “amaldiçoado”, e quais foram os resultados dessas maldições? Gn 3:17; 4:11, 12; 5:29

E a Adão disse: Visto que atendeste a voz de tua mulher e comeste da árvore que eu te ordenara não comesses, maldita
é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida. (Gên. 3:17)

És agora, pois, maldito por sobre a terra, cuja boca se abriu para receber de tuas mãos o sangue de teu irmão. Quando
lavrares o solo, não te dará ele a sua força; serás fugitivo e errante pela terra. (Gên. 4:11-12)

pôs-lhe o nome de Noé, dizendo: Este nos consolará dos nossos trabalhos e das fadigas de nossas mãos, nesta terra que
o SENHOR amaldiçoou. (Gên. 5:29)

A maldição sobre a terra por causa de Adão deve ter envolvido o reino vegetal, porque seus resultados incluíram a
produção de espinhos e cardos. A implicação é que toda a criação foi afetada pelas maldições resultantes do pecado. A
citação acima afirma muito claramente que a maldição sobre Caim não se limitou apenas a ele, mas repousou sobre o
mundo inteiro.

Infelizmente, as maldições em virtude do pecado não terminaram ali, porque o mundo enfrentou outra maldição que o
afetou em grande medida. Essa, é claro, foi o Dilúvio mundial. “O Senhor aspirou o suave cheiro e disse consigo mesmo:
Não tornarei a amaldiçoar a Terra por causa do homem, porque é mau o desígnio íntimo do homem desde a sua
mocidade; nem tornarei a ferir todo vivente, como fiz” (Gn 8:21).

O Dilúvio desorganizou o sistema de irrigação estabelecido por Deus na criação, despojando o solo de porções de terra e
depositando-as em outros lugares. Mesmo agora, a chuva continua a dissolver o solo, roubando-lhe sua fertilidade e
reduzindo o rendimento da colheita. Deus prometeu graciosamente não amaldiçoar a Terra novamente, mas o solo que
herdamos está muito longe do solo rico e produtivo que Ele criou originalmente.

Leia Romanos 8:19-22. Embora esses versos sejam difíceis de aceitar, como eles se relacionam com o que estudamos hoje?
Que esperança podemos encontrar neles?

A ardente expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus. Pois a criação está sujeita à vaidade, não
voluntariamente, mas por causa daquele que a sujeitou, na esperança de que a própria criação será redimida do
cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo,
geme e suporta angústias até agora. (Rom. 8:19-22)

Terça                                                       Ano Bíblico: Nm 4–6

O príncipe deste mundo

“Então, perguntou o Senhor a Satanás: Donde vens? Satanás respondeu ao Senhor e disse: De rodear a Terra e passear
por ela” (Jó 1:7); “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge
procurando alguém para devorar” (1Pe 5:8).

Como vimos, o mundo pertence a Deus, tanto pela criação quanto pela redenção. Mas não devemos esquecer, também,
a realidade de Satanás, a realidade do grande conflito e a realidade da tentativa do inimigo de tomar o controle de tudo o
que puder. Embora, depois da cruz, sua derrota tenha sido assegurada, ele não se retirará silenciosa ou suavemente. Sua
ira e seu poder destrutivo, embora limitados por Deus a um certo grau, de uma forma que certamente não entendemos
agora, nunca devem ser subestimados. Não devemos esquecer também que, embora muitas vezes as questões possam
parecer obscuras, a batalha final se resume apenas a duas forças: Cristo e Satanás. Não há meio termo. E, como


                                                    ramos@advir.com
sabemos, grande parte deste mundo está sob a bandeira do lado errado. É de admirar que o mundo esteja tão
degenerado?

3. Que importante verdade sobre a realidade e o poder do maligno é encontrada na Bíblia? Jo 12:31; 14:30;16:11; Ef 2:2; 6:12

Chegou o momento de ser julgado este mundo, e agora o seu príncipe será expulso. (João 12:31)

Já não falarei muito convosco, porque aí vem o príncipe do mundo; e ele nada tem em mim; (João 14:30)

do juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado. (João 16:11)

nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora
atua nos filhos da desobediência; (Efés. 2:2)

porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores
deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes. (Efés. 6:12)

No livro de Jó é afastada uma parte do véu que esconde a realidade do grande conflito, e podemos ver que Satanás tem
a capacidade de causar grande destruição no mundo natural. Sejam quais forem as implicações da expressão “o príncipe
deste mundo”, uma coisa fica clara: Nesse papel, Satanás ainda exerce uma influência poderosa e destrutiva sobre a
Terra. Essa verdade nos dá uma razão a mais para perceber que o mundo natural tem sido muito danificado. Precisamos
ter muito cuidado com as lições que tiramos dele a respeito de Deus. Afinal, considere os grandes erros de interpretação
de Darwin a respeito da condição do mundo.

De que forma você pode ver, nitidamente, a influência destrutiva de Satanás em sua vida? Por que a cruz e as promessas
nela encontradas são sua única esperança?

Quarta                                                        Ano Bíblico: Nm 7, 8

A “sabedoria” do mundo

Alcançamos uma quantidade incrível de conhecimento e informação, sobretudo nos últimos duzentos anos.
Conhecimento e informação, no entanto, não são necessariamente a mesma coisa que “sabedoria”. Obtemos também
uma compreensão do mundo natural muito maior que a dos nossos antepassados. Todavia, uma “compreensão maior”
também não é a mesma coisa que sabedoria.

4. De que maneira Deus avalia a suposta “sabedoria” do mundo? Em nossos dias ainda podemos comprovar a tolice
dessa “sabedoria”? 1Co 1:18-21; 3:18-21

Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus. Pois
está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios e aniquilarei a inteligência dos instruídos. Onde está o sábio? Onde, o
escriba? Onde, o inquiridor deste século? Porventura, não tornou Deus louca a sabedoria do mundo? Visto como, na
sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que crêem pela
loucura da pregação. (1 Cor. 1:18-21)

Ninguém se engane a si mesmo: se alguém dentre vós se tem por sábio neste século, faça-se estulto para se tornar
sábio. Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; porquanto está escrito: Ele apanha os sábios na própria
astúcia deles. E outra vez: O Senhor conhece os pensamentos dos sábios, que são pensamentos vãos. Portanto, ninguém
se glorie nos homens; porque tudo é vosso: (1 Cor. 3:18-21)

Há muita coisa no pensamento humano que desafia a Palavra de Deus. Seja a questão da ressurreição de Jesus, da
criação ou de qualquer milagre, a “sabedoria humana” (mesmo quando apoiada pelos “fatos” da ciência) deve ser
considerada “loucura” quando contradiz a Palavra do Senhor.

Além disso, como afirmado anteriormente, grande parte do conhecimento científico de hoje, especialmente no contexto
das origens humanas, começa com uma perspectiva puramente naturalista. Mesmo que muitos dos maiores gênios da
história científica – Newton, Kepler, Galileu – tenham sido crentes em Deus e visto seu trabalho como um auxílio para
explicar a obra de Deus na criação (Kepler escreveu: “Ó Deus, eu penso os Teus pensamentos depois de Ti ...”), tais
sentimentos hoje são muitas vezes ridicularizados por segmentos da comunidade científica.

Alguns até procuram negar as histórias miraculosas da Bíblia, argumentando que elas realmente foram fenômenos que
ocorriam naturalmente e que os antigos, ignorantes das leis da natureza, interpretaram erroneamente como ação divina.
Há, por exemplo, muitos tipos de teorias naturalistas que procuram explicar a divisão do Mar Vermelho como algo
diferente de um milagre de Deus. Alguns anos atrás, um cientista sugeriu que Moisés estava drogado, e então ele ficou
alucinado com a ideia de que Deus lhe deu os Dez Mandamentos em tábuas de pedra!

Por mais tolas que algumas dessas explicações possam parecer, uma vez que você rejeite a ideia de Deus e do
sobrenatural, você precisa inventar alguma outra explicação para essas coisas. Por isso, a “loucura” sobre a qual Paulo
escreveu de modo tão claro e profético.

Quinta                                                        Ano Bíblico: Nm 9–11

Pelos olhos da fé

O Salmo 8 é um dos mais amados. Para Davi, como crente em Deus, a criação falava da majestade e amor do Senhor.

                                                     ramos@advir.com
5. Que lições específicas Davi contemplava na criação? Além disso, comparando o que sabemos sobre a criação hoje com
o que era conhecido naquele tempo, por que as palavras de Davi parecem ainda mais notáveis? Sl 8

Ó SENHOR, Senhor nosso, quão magnífico em toda a terra é o teu nome! Pois expuseste nos céus a tua majestade. Da
boca de pequeninos e crianças de peito suscitaste força, por causa dos teus adversários, para fazeres emudecer o
inimigo e o vingador. Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, e a lua e as estrelas que estabeleceste, que é
o homem, que dele te lembres E o filho do homem, que o visites? Fizeste-o, no entanto, por um pouco, menor do que
Deus e de glória e de honra o coroaste. Deste-lhe domínio sobre as obras da tua mão e sob seus pés tudo lhe puseste:
ovelhas e bois, todos, e também os animais do campo; as aves do céu, e os peixes do mar, e tudo o que percorre as
sendas dos mares. Ó SENHOR, Senhor nosso, quão magnífico em toda a terra é o teu nome! (Sal. 8)

Somente nos últimos cem anos realmente começamos a compreender a vastidão do cosmos e, em comparação com isso,
a nossa pequenez. Não se pode sequer imaginar que alguém como Davi, exceto pela revelação divina, pudesse ter
alguma ideia da grandeza dos “céus”. Se ele ficou admirado naquela época, quanto mais admirados nós devemos ficar,
sabendo que, apesar do tamanho do Universo, Deus nos ama com um amor que não podemos nem mesmo começar a
entender?

6. O que Davi percebia nos céus? Sl 19:1-4

Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos. Um dia discursa a outro dia, e
uma noite revela conhecimento a outra noite. Não há linguagem, nem há palavras, e deles não se ouve nenhum som; no
entanto, por toda a terra se faz ouvir a sua voz, e as suas palavras, até aos confins do mundo. Aí, pôs uma tenda para o
sol, (Sal. 19;1-4)

Muitos já olharam para as estrelas à noite e reconheceram a grandeza de Deus e a pequenez da humanidade, e
louvaram a Deus por Seu cuidado. Outros se concentraram no problema do mal na natureza e culparam Deus pelos
problemas que, na verdade, são o resultado de suas próprias escolhas ou das atividades do diabo.

Para o cristão, a criação fala verdadeiramente do cuidado de Deus, mesmo em meio ao mal introduzido por Satanás. No
entanto, por mais poderosos que sejam o testemunho e a evidência do mundo criado, a revelação é incompleta,
principalmente devido aos resultados da queda e às maldições que ela trouxe.

Leia João 14:9 e pense em Jesus na cruz. Por que a cruz deve ser sempre a principal revelação sobre a natureza e o caráter
de Deus?

Disse-lhe Jesus: Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido? Quem me vê a mim vê o Pai; como
dizes tu: Mostra-nos o Pai? (João 14:9)

Sexta                                                         Ano Bíblico: Nm 12–14

Estudo adicional

Fui advertida (1890) de que futuramente teremos uma luta constante. A chamada ciência e a religião serão postas em
oposição uma à outra, pois os homens finitos não compreendem o poder nem a grandeza de Deus. Foram-me
apresentadas estas palavras das Escrituras Sagradas: “Dentre vós mesmos, se levantarão homens falando coisas
pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles” (At 20:30; Ellen G. White, Medicina e Salvação, p. 98).

Perguntas para reflexão

1. Pense na “tríplice maldição” (Ellen G. White, Spiritual Gifts [Dons Espirituais], v. 3, p. 88) sobre a Terra (a maldição da
queda de Adão, do pecado de Caim e do Dilúvio). O efeito cumulativo dessas maldições, acrescido por milhares de anos,
significa que nosso mundo atual é muito diferente da sua forma quando Deus o criou. Por que, então, devemos ser
cuidadosos quanto às conclusões que tiramos, a partir do mundo atual, sobre o mundo no princípio?

2. A ciência é limitada em seu alcance, sendo propensa a resistir à autoridade divina. Além disso, a influência de Satanás
é fortemente sentida na natureza, de modo que muito do que vemos é incompatível com a revelação de Deus na Bíblia.
Por que é tão importante confiarmos mais nas Escrituras do que na ciência?

3. Por que não devemos nos surpreender ao encontrar alguma tensão entre os eventos sobrenaturais registrados na
Bíblia e a abordagem materialista da ciência?

4. Examine a citação acima. Estamos vendo isso se cumprindo em nossa igreja? Como podemos lidar com esses desafios
perigosos à nossa missão e mensagem, de uma forma que, embora não comprometa nossa posição sobre a criação e a
Palavra de Deus, ainda conserve a igreja como um “lugar seguro” para os que lutam com essas questões difíceis?

5. Leia Romanos 11:33-36 e Jó 40:1, 2, 7, 8. Qual deve ser nossa atitude para com as dificuldades que encontramos ao procurar
harmonizar a ciência e as Escrituras?

Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e
quão inescrutáveis, os seus caminhos! Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? Ou
quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído? Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as
coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém! (Rom. 11:33-36)

                                                     ramos@advir.com
Disse mais o SENHOR a Jó: Acaso, quem usa de censuras contenderá com o Todo-Poderoso? Quem assim argúi a Deus
que responda. (Jó 40:1-2)

Cinge agora os lombos como homem; eu te perguntarei, e tu me responderás. Acaso, anularás tu, de fato, o meu juízo?
Ou me condenarás, para te justificares? (Jó 40:7-8)

Respostas sugestivas: 1. A Terra e seus habitantes pertencem ao Senhor, porque Ele nos criou e salvou. Devemos amar a
Deus e aos Seus filhos, nossos irmãos. 2. A maldição sobre a Terra tornou mais difícil a obtenção do alimento. A violência
trouxe maldição sobre a Terra e sobre os relacionamentos sociais. 3. O diabo é o príncipe do mundo, o príncipe da
potestade do ar, o espírito que atua nos filhos da desobediência. As forças das trevas lutam contra nós. 4. Para Deus, a
sabedoria do mundo é loucura. 5. A majestade da criação desperta o louvor ao Criador; apesar da grandeza do Universo,
Deus valoriza e honra os seres humanos, criados à Sua imagem. O conhecimento da ciência nos deixa ainda mais
impressionados com as maravilhas da criação. 6. A glória de Deus e a obra de Suas mãos. Os dias e as noites proclamam
o conhecimento de que existe um Criador por trás das obras do Universo.


                               Resumo da Lição 7 – Vendo por espelho, obscuramente


Texto-chave: Gênesis 3:16-19

E à mulher disse: Multiplicarei sobremodo os sofrimentos da tua gravidez; em meio de dores darás à luz filhos; o teu
desejo será para o teu marido, e ele te governará. E a Adão disse: Visto que atendeste a voz de tua mulher e comeste da
árvore que eu te ordenara não comesses, maldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os
dias de tua vida. Ela produzirá também cardos e abrolhos, e tu comerás a erva do campo. No suor do rosto comerás o teu
pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás. (Gên. 3:16-19)

O aluno deverá...
Conhecer: A diferença entre revelação geral, revelação pela natureza e revelação especial.
Sentir: Como as mensagens da natureza, embora confusas, ainda podem nos ajudar a entender melhor quem é Deus e
quem somos em relação a Ele.
Fazer: Permitir que os limites da maldição nos ensinem as nossas limitações humanas e nossa dependência de Deus.

Esboço
I. Conhecer: Revelação geral versus revelação especial
A. O que podemos aprender sobre Deus por meio da maldição do Éden?
B. Qual é a diferença entre revelação especial e revelação geral?

II. Sentir: Avaliando as nossas limitações humanas
A. Como os juízos do Éden nos confrontam com as nossas limitações humanas?
B. Como esses juízos, apesar de suas limitações, ou talvez por causa delas, na verdade nos oferecem conforto e
segurança em um mundo destruído?

III. Fazer: Vivendo dentro dos nossos limites
A. Como você pode aprender a se relacionar com Deus ao confrontar as limitações causadas pelas maldições do Éden?
B. Em que áreas da vida você pode aprender a depender mais plenamente de Deus do que você está dependendo agora?

Resumo: Deus Se revela através da revelação especial, mas também através da natureza, de formas mais limitadas e
gerais. A revelação geral através da natureza transmite mensagens confusas sobre Deus. Jó nos dá uma perspectiva
sobre a razão pela qual o mal natural ocorre. No entanto, o mal ainda é permitido por Deus. A razão para isso é que a
queda da humanidade foi, em parte, devida ao desejo das criaturas de transcender os seus limites e se tornarem divinos.
As medidas corretivas de Deus resultaram em maldições que aumentaram as limitações humanas. Essas limitações nos
ajudam a reconhecer mais facilmente que nunca poderemos ser como Deus e que dependemos de um Deus maior e
mais poderoso do que nós mesmos.

Ciclo do aprendizado

Motivação
Conceito-chave para o crescimento espiritual: As mensagens que a natureza transmite a respeito de Deus são confusas
devido à queda, a atividade satânica e aos nossos pecados. No entanto, a natureza ainda revela um Deus clemente e
amoroso, mesmo enquanto vivemos sob a maldição edênica.

Só para o professor: Relembre à sua classe que, embora a natureza possa nos mostrar coisas sobre quem é Deus, as
mensagens confusas da natureza coloca sérios limites na exatidão do conhecimento de Deus que podemos obter através
da natureza.

Nos séculos XVI e XVII, teologias naturais foram uma busca popular de muitos intelectuais cristãos. Essa obsessão com a
teologia natural levou a um grande debate sobre quanto podemos conhecer sobre Deus por meio do estudo da natureza.
A maioria dos protestantes era pessimista sobre a capacidade da teologia natural de revelar Deus, devido à sua crença
de que tanto a natureza quanto a razão humana haviam sido arruinadas pelo pecado. A partir dos debates sobre a
teologia natural, foi feita uma distinção entre dois tipos de revelação divina: geral e especial. A revelação geral se refere
a aspectos sobre Deus que podem ser inferidos por meio do estudo da natureza. A revelação geral é vista como limitada
naquilo que ela pode nos revelar. Paulo apresentou apenas dois dos atributos invisíveis de Deus que os gentios poderiam
inferir da natureza: Seu eterno poder e divindade (Rm 1:19, 20). Sem dúvida, podemos obter outras conclusões, mas não
há dúvida de que a revelação geral pode ser deficiente em clareza devido às mensagens confusas da natureza.

                                                     ramos@advir.com
Por outro lado, a revelação especial é o tipo de revelação em que Deus comunica informações específicas e claras aos
seres humanos, por meio dos profetas, sonhos, visões e comunicação direta. Parece que muitas das teologias naturais
produzidas descobriram uma revelação especial na natureza, criando uma clareza maior do que podemos encontrar no
mundo natural. No entanto, mesmo a presença de calamidades, doenças e incerteza neste mundo podem ser um
testemunho do amor e da graça de Deus.

Pergunta de abertura: Compartilhe uma experiência em que algo aparentemente negativo acabou sendo uma bênção em
sua vida. O que esse resultado sugere sobre a maneira pela qual percebemos as calamidades e dificuldades em nossa
vida?

Compreensão
Só para o professor: Embora Gênesis 3 contenha a primeira promessa evangélica clara, a maldição sobre o homem e a
Terra ainda tem um papel redentor na experiência humana e, assim, testemunha da graça e do amor de Deus.

Comentário Bíblico

Espinhos, ervas daninhas e morte: a maldição que fala do amor (Recapitule com a classe Gn 3:16-19.)

"Os céus proclamam a glória de Deus" (Sl 19:1), disse o salmista, mas quem entende a mensagem? Adoradores animistas
muitas vezes têm uma visão muito mais terrível de Deus porque acham que a natureza é caprichosa e incerta. O futuro
trará inundação ou seca? O meu filho ficará doente e morrerá, ou crescerá até a idade adulta? Calamidade e bênção
parecem estar a uma piscadela de distância.

O darwinista devoto não parece estar em situação muito melhor. Que tipo de Deus teria criado propositadamente através
de processos aleatórios, cheios de sofrimento? David Hull, como observado anteriormente, considerou que "O Deus de
Galápagos" – dos processos aleatórios e evolutivos – "é negligente, desperdiçador, indiferente e quase diabólico" (David
L. Hull, “The God of the Galápagos” [O Deus de Galápagos], Nature 352; 8 de Agosto de 1991, p. 486). Outros teólogos
afirmam que a evolução mostra que Deus é bom, mas limitado em poder. Ele não pode erradicar o sofrimento e o mal,
mas com empatia Ele sofre conosco. De qualquer forma, parece que esse não é o "tipo de Deus a quem estaríamos
inclinados a orar" (p. 486).

Por outro lado, os crentes na criação veem uma ordem básica e uma estrutura racional natureza que testemunham de
um hábil Criador. Os Salmos 8 e 19 enaltecem essa perspectiva. A crença na criação teve um papel fundamental no
desenvolvimento do método científico, porque os cientistas acreditavam que Deus criou de forma ordenada, racional e
compreensível, tornando possíveis resultados experimentais preditivos. Apesar das influências do pecado – catástrofes,
doenças, e coisas semelhantes – os cientistas ainda discerniam uma ordem fundamental e lógica na natureza. Assim, a
natureza apresenta duas faces: uma de males casuais e outra de ordem e planejamento divinos.

As mensagens conflitantes encontradas na natureza levam a questões profundas sobre Deus, especialmente no que diz
respeito à teodiceia. Como a natureza pode testemunhar de um Deus bom quando bebês morrem e coisas semelhantes
acontecem? Os adventistas do sétimo dia se voltaram para o tema do grande conflito para ajudar a explicar a mensagem
confusa da natureza. Com base na história de Jó, entendemos que os desastres naturais são consequências gerais do
pecado ou das atividades diretas de Satanás. Mas esse pensamento não explica adequadamente os juízos de Gênesis 3.
Visto que Deus pronunciou uma maldição, incluindo a morte, sobre os seres humanos e a Terra, parece que devemos
levar em conta mais do que meras influências satânicas, a fim de explicar o mal natural. Por que Deus imporia espinhos,
ervas daninhas e morte?

É possível argumentar que o problema fundamental com Adão e Eva foi uma falha em reconhecer e aceitar que eles
eram criaturas com limitações vivendo sob a soberania divina. O casal tentou transcender seus limites de criatura e ser
como Deus, sem limites. Assim, a ação disciplinar de Deus teve que ser apropriada à transgressão. Por isso, Deus impôs
uma maldição, aumentando o nível de limitações sobre a humanidade, a fim de reiterar e reforçar a ideia de que somos
criaturas limitadas que necessitam da soberania do Criador. Embora Deus não ocasione todo o mal natural, Ele permitiu
que a humanidade seguisse o governante de sua escolha, Satanás, mas não sem limitações protetoras. Assim, temos
mensagens misturadas de maldição e bênção neste mundo. No entanto, quando consideradas como uma ferramenta de
disciplina, mesmo a maldição fala de um Deus amoroso, que busca nos ajudar a retornar a um relacionamento adequado
com Ele. Assim, mesmo as confusas mensagens de maldição refletem a graça, tanto quanto a primeira promessa de
redenção em Gênesis 3:15.

Pense nisto: Paulo falou que tinha “um espinho na carne", que Deus não removeria. Ao contrário, Deus disse a Paulo que
Seu poder seria aperfeiçoado através da fraqueza de Paulo – o espinho na sua carne. Paulo, portanto, utilizou o espinho
como uma ferramenta para treinar a si mesmo a fim de ver os "espinhos" como instrumentos disciplinares da bênção,
que ensinam sobre dependência de Deus. Quais são alguns espinhos que você pode transformar em instrumentos
espirituais, ensinando você a depender mais de Deus?

Aplicação
Só para o professor: A lição desta semana tocou brevemente na cena do juízo de Gênesis 3:8-21. Esse é o primeiro exemplo
bíblico de Deus realizando um juízo "investigativo". Note a ordem: primeiro Deus conduz uma investigação, e então
pronuncia a sentença.

Perguntas de reflexão:
1. Por que Deus conduziu uma investigação? Por que não apenas chegar e anunciar a culpa e dar fim ao processo?
2. Qual foi o propósito de responsabilizar os seres humanos em Gênesis 3? Foi um ato disciplinar, redentor ou punitivo? O
que na história provê a evidência para apoiar sua resposta?


                                                   ramos@advir.com
Criatividade
Só para o professor: Vivemos em um mundo que nos encoraja a estender e até mesmo desafiar os nossos limites. No
entanto, parte de um relacionamento adequado com Deus requer que reconheçamos os limites estabelecidos para nós
na criação.

Atividade para discussão: Você tem a tendência de ignorar os limites de Deus para sua vida? Como você pode reconhecer
mais a sua necessidade do domínio soberano do Senhor em sua vida?




                                                  ramos@advir.com

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O mundo pertence a Deus

  • 1. Lição 7 9 a 16 de fevereiro Vendo por espelho, obscuramente Sábado à tarde Ano Bíblico: Lv 23–25 VERSO PARA MEMORIZAR: “A sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; porquanto está escrito: Ele apanha os sábios na própria astúcia deles” (1Co 3:19). Leituras da semana: Jó 12:10; 1Co 6:19, 20; Gn 3:17; Jo 12:31; 1Co 1:18-21 Em 1802, o teólogo William Paley escreveu um livro intitulado Natural Theology [Teologia Natural], no qual argumentou que se pode observar a natureza a fim de desenvolver uma compreensão do caráter de Deus. Ele escreveu extensivamente sobre as maneiras pelas quais as características dos animais revelam o cuidado e a habilidade do Criador. No entanto, Paley pode ter exagerado algumas características, porque ele não reconheceu os efeitos que o pecado e a queda exerceram sobre a natureza. Apesar disso, seu argumento geral nunca foi refutado, embora tenham ocorrido numerosas e clamorosas alegações ao contrário! Charles Darwin, por outro lado, argumentou que um Deus que projetasse todas as características da natureza não seria bom. Como prova, ele se referiu a um parasita que se alimenta nos corpos vivos de lagartas e a forma cruel pela qual um gato brinca com um rato. Para ele, esses exemplos eram evidências contra a existência de um amoroso Deus Criador. Compreendemos que Paley estava, obviamente, mais perto da verdade do que Darwin. Mas a lição desta semana examinará o que a Bíblia tem a dizer sobre a questão do que a natureza revela e daquilo que ela não revela, sobre Deus. Domingo Ano Bíblico: Lv 26, 27 A Terra é do Senhor Um cientista, certa vez, fez um desafio a Deus. Argumentou que ele poderia criar a humanidade tão bem quanto qualquer deus. O Senhor disse: “Ok, vá em frente e faça isso.” O cientista começou a juntar algum pó, mas Deus disse: “Espere um minuto. Faça seu próprio pó!” Embora essa história seja apenas uma fábula, a lição é clara: Deus é o único que pode criar do nada. Deus fez todo o material do Universo, incluindo nosso mundo, nossas posses e nosso corpo. Ele é o dono legítimo de todas as coisas. 1. Qual é a mensagem básica dos textos a seguir? O que essa mensagem nos diz sobre a maneira pela qual devemos nos relacionar com o mundo, com os outros e com Deus? Sl 24:1, 2; Jó 41:11; Sl 50:10; Is 43:1, 2; 1Co 6:19, 20 Ao SENHOR pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam. Fundou-a ele sobre os mares e sobre as correntes a estabeleceu. (Sal. 24:1-2) Quem primeiro me deu a mim, para que eu haja de retribuir-lhe? Pois o que está debaixo de todos os céus é meu. (Jó 41:11) Pois são meus todos os animais do bosque e as alimárias aos milhares sobre as montanhas. (Sal. 50:10) Mas agora, assim diz o SENHOR, que te criou, ó Jacó, e que te formou, ó Israel: Não temas, porque eu te remi; chamei-te pelo teu nome, tu és meu. Quando passares pelas águas, eu serei contigo; quando, pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti. (Isa. 43:1-2) Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo. (1 Cor. 6:19-20) ramos@advir.com
  • 2. Um hino cristão muito apreciado começa com as palavras: “O mundo é de meu Deus” (Hinário Adventista, 36). Este é verdadeiramente o mundo de nosso Pai, porque Ele o criou. Não há reivindicação de propriedade mais legítima do que Sua capacidade de criação. Deus criou e, portanto, possui todo o Universo, os céus, a Terra e tudo o que neles há. Não apenas o mundo pertence a Deus, mas Ele também reivindica a propriedade de todas as criaturas da Terra. Nenhum outro ser tem o poder de criar vida. Deus é o único Criador e, como tal, o proprietário final de cada criatura. Dependemos totalmente dEle para nossa existência. Nada podemos dar a Deus, exceto nossa lealdade. Todas as outras coisas na Terra já pertencem a Ele. Além disso, pertencemos a Deus, não apenas pela criação, porém, mais importante ainda, pela redenção. Embora seja um dom maravilhoso de Deus, a vida humana foi muito prejudicada pelo pecado e termina com a morte, uma perspectiva que despoja a vida de todo significado e propósito. A vida, como agora existe para nós, não é tão fantástica. Nossa única esperança é a maravilhosa promessa da redenção, a única coisa que pode restaurar tudo novamente. Assim, somos de Cristo pela criação e pela redenção. Segunda Ano Bíblico: Nm 1–3 Um mundo caído Uma coisa é certa: o mundo em que vivemos hoje está muito diferente daquele que surgiu do Senhor no fim da semana da criação. Certamente, uma poderosa evidência de beleza e planejamento existe em quase toda parte. No entanto, somos seres afetados pelo pecado, vivendo neste mundo de pecado e tentando entendê-lo. Mesmo antes do Dilúvio, o planeta havia sido impactado negativamente pelo pecado. “Nos dias de Noé uma dupla maldição repousava sobre a Terra, em consequência da transgressão de Adão e do homicídio cometido por Caim” (Ellen G. White, Vidas Que Falam [Meditações Matinais 1971], p. 32). 2. Como o mundo foi “amaldiçoado”, e quais foram os resultados dessas maldições? Gn 3:17; 4:11, 12; 5:29 E a Adão disse: Visto que atendeste a voz de tua mulher e comeste da árvore que eu te ordenara não comesses, maldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida. (Gên. 3:17) És agora, pois, maldito por sobre a terra, cuja boca se abriu para receber de tuas mãos o sangue de teu irmão. Quando lavrares o solo, não te dará ele a sua força; serás fugitivo e errante pela terra. (Gên. 4:11-12) pôs-lhe o nome de Noé, dizendo: Este nos consolará dos nossos trabalhos e das fadigas de nossas mãos, nesta terra que o SENHOR amaldiçoou. (Gên. 5:29) A maldição sobre a terra por causa de Adão deve ter envolvido o reino vegetal, porque seus resultados incluíram a produção de espinhos e cardos. A implicação é que toda a criação foi afetada pelas maldições resultantes do pecado. A citação acima afirma muito claramente que a maldição sobre Caim não se limitou apenas a ele, mas repousou sobre o mundo inteiro. Infelizmente, as maldições em virtude do pecado não terminaram ali, porque o mundo enfrentou outra maldição que o afetou em grande medida. Essa, é claro, foi o Dilúvio mundial. “O Senhor aspirou o suave cheiro e disse consigo mesmo: Não tornarei a amaldiçoar a Terra por causa do homem, porque é mau o desígnio íntimo do homem desde a sua mocidade; nem tornarei a ferir todo vivente, como fiz” (Gn 8:21). O Dilúvio desorganizou o sistema de irrigação estabelecido por Deus na criação, despojando o solo de porções de terra e depositando-as em outros lugares. Mesmo agora, a chuva continua a dissolver o solo, roubando-lhe sua fertilidade e reduzindo o rendimento da colheita. Deus prometeu graciosamente não amaldiçoar a Terra novamente, mas o solo que herdamos está muito longe do solo rico e produtivo que Ele criou originalmente. Leia Romanos 8:19-22. Embora esses versos sejam difíceis de aceitar, como eles se relacionam com o que estudamos hoje? Que esperança podemos encontrar neles? A ardente expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus. Pois a criação está sujeita à vaidade, não voluntariamente, mas por causa daquele que a sujeitou, na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora. (Rom. 8:19-22) Terça Ano Bíblico: Nm 4–6 O príncipe deste mundo “Então, perguntou o Senhor a Satanás: Donde vens? Satanás respondeu ao Senhor e disse: De rodear a Terra e passear por ela” (Jó 1:7); “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (1Pe 5:8). Como vimos, o mundo pertence a Deus, tanto pela criação quanto pela redenção. Mas não devemos esquecer, também, a realidade de Satanás, a realidade do grande conflito e a realidade da tentativa do inimigo de tomar o controle de tudo o que puder. Embora, depois da cruz, sua derrota tenha sido assegurada, ele não se retirará silenciosa ou suavemente. Sua ira e seu poder destrutivo, embora limitados por Deus a um certo grau, de uma forma que certamente não entendemos agora, nunca devem ser subestimados. Não devemos esquecer também que, embora muitas vezes as questões possam parecer obscuras, a batalha final se resume apenas a duas forças: Cristo e Satanás. Não há meio termo. E, como ramos@advir.com
  • 3. sabemos, grande parte deste mundo está sob a bandeira do lado errado. É de admirar que o mundo esteja tão degenerado? 3. Que importante verdade sobre a realidade e o poder do maligno é encontrada na Bíblia? Jo 12:31; 14:30;16:11; Ef 2:2; 6:12 Chegou o momento de ser julgado este mundo, e agora o seu príncipe será expulso. (João 12:31) Já não falarei muito convosco, porque aí vem o príncipe do mundo; e ele nada tem em mim; (João 14:30) do juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado. (João 16:11) nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; (Efés. 2:2) porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes. (Efés. 6:12) No livro de Jó é afastada uma parte do véu que esconde a realidade do grande conflito, e podemos ver que Satanás tem a capacidade de causar grande destruição no mundo natural. Sejam quais forem as implicações da expressão “o príncipe deste mundo”, uma coisa fica clara: Nesse papel, Satanás ainda exerce uma influência poderosa e destrutiva sobre a Terra. Essa verdade nos dá uma razão a mais para perceber que o mundo natural tem sido muito danificado. Precisamos ter muito cuidado com as lições que tiramos dele a respeito de Deus. Afinal, considere os grandes erros de interpretação de Darwin a respeito da condição do mundo. De que forma você pode ver, nitidamente, a influência destrutiva de Satanás em sua vida? Por que a cruz e as promessas nela encontradas são sua única esperança? Quarta Ano Bíblico: Nm 7, 8 A “sabedoria” do mundo Alcançamos uma quantidade incrível de conhecimento e informação, sobretudo nos últimos duzentos anos. Conhecimento e informação, no entanto, não são necessariamente a mesma coisa que “sabedoria”. Obtemos também uma compreensão do mundo natural muito maior que a dos nossos antepassados. Todavia, uma “compreensão maior” também não é a mesma coisa que sabedoria. 4. De que maneira Deus avalia a suposta “sabedoria” do mundo? Em nossos dias ainda podemos comprovar a tolice dessa “sabedoria”? 1Co 1:18-21; 3:18-21 Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus. Pois está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios e aniquilarei a inteligência dos instruídos. Onde está o sábio? Onde, o escriba? Onde, o inquiridor deste século? Porventura, não tornou Deus louca a sabedoria do mundo? Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que crêem pela loucura da pregação. (1 Cor. 1:18-21) Ninguém se engane a si mesmo: se alguém dentre vós se tem por sábio neste século, faça-se estulto para se tornar sábio. Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; porquanto está escrito: Ele apanha os sábios na própria astúcia deles. E outra vez: O Senhor conhece os pensamentos dos sábios, que são pensamentos vãos. Portanto, ninguém se glorie nos homens; porque tudo é vosso: (1 Cor. 3:18-21) Há muita coisa no pensamento humano que desafia a Palavra de Deus. Seja a questão da ressurreição de Jesus, da criação ou de qualquer milagre, a “sabedoria humana” (mesmo quando apoiada pelos “fatos” da ciência) deve ser considerada “loucura” quando contradiz a Palavra do Senhor. Além disso, como afirmado anteriormente, grande parte do conhecimento científico de hoje, especialmente no contexto das origens humanas, começa com uma perspectiva puramente naturalista. Mesmo que muitos dos maiores gênios da história científica – Newton, Kepler, Galileu – tenham sido crentes em Deus e visto seu trabalho como um auxílio para explicar a obra de Deus na criação (Kepler escreveu: “Ó Deus, eu penso os Teus pensamentos depois de Ti ...”), tais sentimentos hoje são muitas vezes ridicularizados por segmentos da comunidade científica. Alguns até procuram negar as histórias miraculosas da Bíblia, argumentando que elas realmente foram fenômenos que ocorriam naturalmente e que os antigos, ignorantes das leis da natureza, interpretaram erroneamente como ação divina. Há, por exemplo, muitos tipos de teorias naturalistas que procuram explicar a divisão do Mar Vermelho como algo diferente de um milagre de Deus. Alguns anos atrás, um cientista sugeriu que Moisés estava drogado, e então ele ficou alucinado com a ideia de que Deus lhe deu os Dez Mandamentos em tábuas de pedra! Por mais tolas que algumas dessas explicações possam parecer, uma vez que você rejeite a ideia de Deus e do sobrenatural, você precisa inventar alguma outra explicação para essas coisas. Por isso, a “loucura” sobre a qual Paulo escreveu de modo tão claro e profético. Quinta Ano Bíblico: Nm 9–11 Pelos olhos da fé O Salmo 8 é um dos mais amados. Para Davi, como crente em Deus, a criação falava da majestade e amor do Senhor. ramos@advir.com
  • 4. 5. Que lições específicas Davi contemplava na criação? Além disso, comparando o que sabemos sobre a criação hoje com o que era conhecido naquele tempo, por que as palavras de Davi parecem ainda mais notáveis? Sl 8 Ó SENHOR, Senhor nosso, quão magnífico em toda a terra é o teu nome! Pois expuseste nos céus a tua majestade. Da boca de pequeninos e crianças de peito suscitaste força, por causa dos teus adversários, para fazeres emudecer o inimigo e o vingador. Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, e a lua e as estrelas que estabeleceste, que é o homem, que dele te lembres E o filho do homem, que o visites? Fizeste-o, no entanto, por um pouco, menor do que Deus e de glória e de honra o coroaste. Deste-lhe domínio sobre as obras da tua mão e sob seus pés tudo lhe puseste: ovelhas e bois, todos, e também os animais do campo; as aves do céu, e os peixes do mar, e tudo o que percorre as sendas dos mares. Ó SENHOR, Senhor nosso, quão magnífico em toda a terra é o teu nome! (Sal. 8) Somente nos últimos cem anos realmente começamos a compreender a vastidão do cosmos e, em comparação com isso, a nossa pequenez. Não se pode sequer imaginar que alguém como Davi, exceto pela revelação divina, pudesse ter alguma ideia da grandeza dos “céus”. Se ele ficou admirado naquela época, quanto mais admirados nós devemos ficar, sabendo que, apesar do tamanho do Universo, Deus nos ama com um amor que não podemos nem mesmo começar a entender? 6. O que Davi percebia nos céus? Sl 19:1-4 Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos. Um dia discursa a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite. Não há linguagem, nem há palavras, e deles não se ouve nenhum som; no entanto, por toda a terra se faz ouvir a sua voz, e as suas palavras, até aos confins do mundo. Aí, pôs uma tenda para o sol, (Sal. 19;1-4) Muitos já olharam para as estrelas à noite e reconheceram a grandeza de Deus e a pequenez da humanidade, e louvaram a Deus por Seu cuidado. Outros se concentraram no problema do mal na natureza e culparam Deus pelos problemas que, na verdade, são o resultado de suas próprias escolhas ou das atividades do diabo. Para o cristão, a criação fala verdadeiramente do cuidado de Deus, mesmo em meio ao mal introduzido por Satanás. No entanto, por mais poderosos que sejam o testemunho e a evidência do mundo criado, a revelação é incompleta, principalmente devido aos resultados da queda e às maldições que ela trouxe. Leia João 14:9 e pense em Jesus na cruz. Por que a cruz deve ser sempre a principal revelação sobre a natureza e o caráter de Deus? Disse-lhe Jesus: Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido? Quem me vê a mim vê o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai? (João 14:9) Sexta Ano Bíblico: Nm 12–14 Estudo adicional Fui advertida (1890) de que futuramente teremos uma luta constante. A chamada ciência e a religião serão postas em oposição uma à outra, pois os homens finitos não compreendem o poder nem a grandeza de Deus. Foram-me apresentadas estas palavras das Escrituras Sagradas: “Dentre vós mesmos, se levantarão homens falando coisas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles” (At 20:30; Ellen G. White, Medicina e Salvação, p. 98). Perguntas para reflexão 1. Pense na “tríplice maldição” (Ellen G. White, Spiritual Gifts [Dons Espirituais], v. 3, p. 88) sobre a Terra (a maldição da queda de Adão, do pecado de Caim e do Dilúvio). O efeito cumulativo dessas maldições, acrescido por milhares de anos, significa que nosso mundo atual é muito diferente da sua forma quando Deus o criou. Por que, então, devemos ser cuidadosos quanto às conclusões que tiramos, a partir do mundo atual, sobre o mundo no princípio? 2. A ciência é limitada em seu alcance, sendo propensa a resistir à autoridade divina. Além disso, a influência de Satanás é fortemente sentida na natureza, de modo que muito do que vemos é incompatível com a revelação de Deus na Bíblia. Por que é tão importante confiarmos mais nas Escrituras do que na ciência? 3. Por que não devemos nos surpreender ao encontrar alguma tensão entre os eventos sobrenaturais registrados na Bíblia e a abordagem materialista da ciência? 4. Examine a citação acima. Estamos vendo isso se cumprindo em nossa igreja? Como podemos lidar com esses desafios perigosos à nossa missão e mensagem, de uma forma que, embora não comprometa nossa posição sobre a criação e a Palavra de Deus, ainda conserve a igreja como um “lugar seguro” para os que lutam com essas questões difíceis? 5. Leia Romanos 11:33-36 e Jó 40:1, 2, 7, 8. Qual deve ser nossa atitude para com as dificuldades que encontramos ao procurar harmonizar a ciência e as Escrituras? Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído? Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém! (Rom. 11:33-36) ramos@advir.com
  • 5. Disse mais o SENHOR a Jó: Acaso, quem usa de censuras contenderá com o Todo-Poderoso? Quem assim argúi a Deus que responda. (Jó 40:1-2) Cinge agora os lombos como homem; eu te perguntarei, e tu me responderás. Acaso, anularás tu, de fato, o meu juízo? Ou me condenarás, para te justificares? (Jó 40:7-8) Respostas sugestivas: 1. A Terra e seus habitantes pertencem ao Senhor, porque Ele nos criou e salvou. Devemos amar a Deus e aos Seus filhos, nossos irmãos. 2. A maldição sobre a Terra tornou mais difícil a obtenção do alimento. A violência trouxe maldição sobre a Terra e sobre os relacionamentos sociais. 3. O diabo é o príncipe do mundo, o príncipe da potestade do ar, o espírito que atua nos filhos da desobediência. As forças das trevas lutam contra nós. 4. Para Deus, a sabedoria do mundo é loucura. 5. A majestade da criação desperta o louvor ao Criador; apesar da grandeza do Universo, Deus valoriza e honra os seres humanos, criados à Sua imagem. O conhecimento da ciência nos deixa ainda mais impressionados com as maravilhas da criação. 6. A glória de Deus e a obra de Suas mãos. Os dias e as noites proclamam o conhecimento de que existe um Criador por trás das obras do Universo. Resumo da Lição 7 – Vendo por espelho, obscuramente Texto-chave: Gênesis 3:16-19 E à mulher disse: Multiplicarei sobremodo os sofrimentos da tua gravidez; em meio de dores darás à luz filhos; o teu desejo será para o teu marido, e ele te governará. E a Adão disse: Visto que atendeste a voz de tua mulher e comeste da árvore que eu te ordenara não comesses, maldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida. Ela produzirá também cardos e abrolhos, e tu comerás a erva do campo. No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás. (Gên. 3:16-19) O aluno deverá... Conhecer: A diferença entre revelação geral, revelação pela natureza e revelação especial. Sentir: Como as mensagens da natureza, embora confusas, ainda podem nos ajudar a entender melhor quem é Deus e quem somos em relação a Ele. Fazer: Permitir que os limites da maldição nos ensinem as nossas limitações humanas e nossa dependência de Deus. Esboço I. Conhecer: Revelação geral versus revelação especial A. O que podemos aprender sobre Deus por meio da maldição do Éden? B. Qual é a diferença entre revelação especial e revelação geral? II. Sentir: Avaliando as nossas limitações humanas A. Como os juízos do Éden nos confrontam com as nossas limitações humanas? B. Como esses juízos, apesar de suas limitações, ou talvez por causa delas, na verdade nos oferecem conforto e segurança em um mundo destruído? III. Fazer: Vivendo dentro dos nossos limites A. Como você pode aprender a se relacionar com Deus ao confrontar as limitações causadas pelas maldições do Éden? B. Em que áreas da vida você pode aprender a depender mais plenamente de Deus do que você está dependendo agora? Resumo: Deus Se revela através da revelação especial, mas também através da natureza, de formas mais limitadas e gerais. A revelação geral através da natureza transmite mensagens confusas sobre Deus. Jó nos dá uma perspectiva sobre a razão pela qual o mal natural ocorre. No entanto, o mal ainda é permitido por Deus. A razão para isso é que a queda da humanidade foi, em parte, devida ao desejo das criaturas de transcender os seus limites e se tornarem divinos. As medidas corretivas de Deus resultaram em maldições que aumentaram as limitações humanas. Essas limitações nos ajudam a reconhecer mais facilmente que nunca poderemos ser como Deus e que dependemos de um Deus maior e mais poderoso do que nós mesmos. Ciclo do aprendizado Motivação Conceito-chave para o crescimento espiritual: As mensagens que a natureza transmite a respeito de Deus são confusas devido à queda, a atividade satânica e aos nossos pecados. No entanto, a natureza ainda revela um Deus clemente e amoroso, mesmo enquanto vivemos sob a maldição edênica. Só para o professor: Relembre à sua classe que, embora a natureza possa nos mostrar coisas sobre quem é Deus, as mensagens confusas da natureza coloca sérios limites na exatidão do conhecimento de Deus que podemos obter através da natureza. Nos séculos XVI e XVII, teologias naturais foram uma busca popular de muitos intelectuais cristãos. Essa obsessão com a teologia natural levou a um grande debate sobre quanto podemos conhecer sobre Deus por meio do estudo da natureza. A maioria dos protestantes era pessimista sobre a capacidade da teologia natural de revelar Deus, devido à sua crença de que tanto a natureza quanto a razão humana haviam sido arruinadas pelo pecado. A partir dos debates sobre a teologia natural, foi feita uma distinção entre dois tipos de revelação divina: geral e especial. A revelação geral se refere a aspectos sobre Deus que podem ser inferidos por meio do estudo da natureza. A revelação geral é vista como limitada naquilo que ela pode nos revelar. Paulo apresentou apenas dois dos atributos invisíveis de Deus que os gentios poderiam inferir da natureza: Seu eterno poder e divindade (Rm 1:19, 20). Sem dúvida, podemos obter outras conclusões, mas não há dúvida de que a revelação geral pode ser deficiente em clareza devido às mensagens confusas da natureza. ramos@advir.com
  • 6. Por outro lado, a revelação especial é o tipo de revelação em que Deus comunica informações específicas e claras aos seres humanos, por meio dos profetas, sonhos, visões e comunicação direta. Parece que muitas das teologias naturais produzidas descobriram uma revelação especial na natureza, criando uma clareza maior do que podemos encontrar no mundo natural. No entanto, mesmo a presença de calamidades, doenças e incerteza neste mundo podem ser um testemunho do amor e da graça de Deus. Pergunta de abertura: Compartilhe uma experiência em que algo aparentemente negativo acabou sendo uma bênção em sua vida. O que esse resultado sugere sobre a maneira pela qual percebemos as calamidades e dificuldades em nossa vida? Compreensão Só para o professor: Embora Gênesis 3 contenha a primeira promessa evangélica clara, a maldição sobre o homem e a Terra ainda tem um papel redentor na experiência humana e, assim, testemunha da graça e do amor de Deus. Comentário Bíblico Espinhos, ervas daninhas e morte: a maldição que fala do amor (Recapitule com a classe Gn 3:16-19.) "Os céus proclamam a glória de Deus" (Sl 19:1), disse o salmista, mas quem entende a mensagem? Adoradores animistas muitas vezes têm uma visão muito mais terrível de Deus porque acham que a natureza é caprichosa e incerta. O futuro trará inundação ou seca? O meu filho ficará doente e morrerá, ou crescerá até a idade adulta? Calamidade e bênção parecem estar a uma piscadela de distância. O darwinista devoto não parece estar em situação muito melhor. Que tipo de Deus teria criado propositadamente através de processos aleatórios, cheios de sofrimento? David Hull, como observado anteriormente, considerou que "O Deus de Galápagos" – dos processos aleatórios e evolutivos – "é negligente, desperdiçador, indiferente e quase diabólico" (David L. Hull, “The God of the Galápagos” [O Deus de Galápagos], Nature 352; 8 de Agosto de 1991, p. 486). Outros teólogos afirmam que a evolução mostra que Deus é bom, mas limitado em poder. Ele não pode erradicar o sofrimento e o mal, mas com empatia Ele sofre conosco. De qualquer forma, parece que esse não é o "tipo de Deus a quem estaríamos inclinados a orar" (p. 486). Por outro lado, os crentes na criação veem uma ordem básica e uma estrutura racional natureza que testemunham de um hábil Criador. Os Salmos 8 e 19 enaltecem essa perspectiva. A crença na criação teve um papel fundamental no desenvolvimento do método científico, porque os cientistas acreditavam que Deus criou de forma ordenada, racional e compreensível, tornando possíveis resultados experimentais preditivos. Apesar das influências do pecado – catástrofes, doenças, e coisas semelhantes – os cientistas ainda discerniam uma ordem fundamental e lógica na natureza. Assim, a natureza apresenta duas faces: uma de males casuais e outra de ordem e planejamento divinos. As mensagens conflitantes encontradas na natureza levam a questões profundas sobre Deus, especialmente no que diz respeito à teodiceia. Como a natureza pode testemunhar de um Deus bom quando bebês morrem e coisas semelhantes acontecem? Os adventistas do sétimo dia se voltaram para o tema do grande conflito para ajudar a explicar a mensagem confusa da natureza. Com base na história de Jó, entendemos que os desastres naturais são consequências gerais do pecado ou das atividades diretas de Satanás. Mas esse pensamento não explica adequadamente os juízos de Gênesis 3. Visto que Deus pronunciou uma maldição, incluindo a morte, sobre os seres humanos e a Terra, parece que devemos levar em conta mais do que meras influências satânicas, a fim de explicar o mal natural. Por que Deus imporia espinhos, ervas daninhas e morte? É possível argumentar que o problema fundamental com Adão e Eva foi uma falha em reconhecer e aceitar que eles eram criaturas com limitações vivendo sob a soberania divina. O casal tentou transcender seus limites de criatura e ser como Deus, sem limites. Assim, a ação disciplinar de Deus teve que ser apropriada à transgressão. Por isso, Deus impôs uma maldição, aumentando o nível de limitações sobre a humanidade, a fim de reiterar e reforçar a ideia de que somos criaturas limitadas que necessitam da soberania do Criador. Embora Deus não ocasione todo o mal natural, Ele permitiu que a humanidade seguisse o governante de sua escolha, Satanás, mas não sem limitações protetoras. Assim, temos mensagens misturadas de maldição e bênção neste mundo. No entanto, quando consideradas como uma ferramenta de disciplina, mesmo a maldição fala de um Deus amoroso, que busca nos ajudar a retornar a um relacionamento adequado com Ele. Assim, mesmo as confusas mensagens de maldição refletem a graça, tanto quanto a primeira promessa de redenção em Gênesis 3:15. Pense nisto: Paulo falou que tinha “um espinho na carne", que Deus não removeria. Ao contrário, Deus disse a Paulo que Seu poder seria aperfeiçoado através da fraqueza de Paulo – o espinho na sua carne. Paulo, portanto, utilizou o espinho como uma ferramenta para treinar a si mesmo a fim de ver os "espinhos" como instrumentos disciplinares da bênção, que ensinam sobre dependência de Deus. Quais são alguns espinhos que você pode transformar em instrumentos espirituais, ensinando você a depender mais de Deus? Aplicação Só para o professor: A lição desta semana tocou brevemente na cena do juízo de Gênesis 3:8-21. Esse é o primeiro exemplo bíblico de Deus realizando um juízo "investigativo". Note a ordem: primeiro Deus conduz uma investigação, e então pronuncia a sentença. Perguntas de reflexão: 1. Por que Deus conduziu uma investigação? Por que não apenas chegar e anunciar a culpa e dar fim ao processo? 2. Qual foi o propósito de responsabilizar os seres humanos em Gênesis 3? Foi um ato disciplinar, redentor ou punitivo? O que na história provê a evidência para apoiar sua resposta? ramos@advir.com
  • 7. Criatividade Só para o professor: Vivemos em um mundo que nos encoraja a estender e até mesmo desafiar os nossos limites. No entanto, parte de um relacionamento adequado com Deus requer que reconheçamos os limites estabelecidos para nós na criação. Atividade para discussão: Você tem a tendência de ignorar os limites de Deus para sua vida? Como você pode reconhecer mais a sua necessidade do domínio soberano do Senhor em sua vida? ramos@advir.com