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Lição_222016_Início do ministério de Cristo_GGR

A lição original com os textos bíblicos tem como finalidade; facilitar a leitura ou mesmo o estudo, os versos estão na sequência correta, evitando a necessidade de procurá-los, o que agiliza, para os que tem o tempo limitado, vc pode levá-la no ipad, no pendrive, celular e etc, ler a qualquer momento e em qualquer lugar que desejar, até sem a necessidade de estar conectado na internet. Que... “Deus tenha misericórdia de nós e nós abençoe; e faça resplandecer o seu rosto sobre nós. Para que se conheça na terra o teu caminho, e em todas as nações a tua salvação”. Sal. 67:1-2. Bom Estudo!

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Lições Adultos O Evangelho de Mateus
Lição 2 – Início do ministério de Cristo 2 a 9 de abril
❉ Sábado à tarde Ano Bíblico: 2Sm 5–7
VERSO PARA MEMORIZAR: “Vinde após Mim, e Eu vos farei pescadores de homens” (Mt 4:19).
Leituras da Semana: Mt 3:1-12; 2Pe 1:19; Fp 2:5-8; Mt 4:1-12; Is 9:1, 2; Mt 4:17-22
Uma das grandes lutas da humanidade tem sido conhecer o significado e o propósito de nossa vida, e vivê-los.
Afinal de contas, não viemos ao mundo com um manual de instruções debaixo do braço que nos ensine a
viver, não é mesmo?
“Eu não entendia qual era o significado da vida”, disse um rapaz de 17 anos, de família abastada, que se
tornou viciado em remédios. “Ainda não sei, mas pensei que todas as outras pessoas soubessem, e que havia
um grande segredo conhecido por todas as outras pessoas e desconhecido por mim. Pensei que todo mundo
entendesse por que estamos aqui, e que todos fossem, secretamente, felizes em algum lugar, sem mim.”
Paul Feyerabend, um escritor austríaco e filósofo da ciência, confessou em sua autobiografia: “Então vem um
dia após o outro e não está claro por que se deve viver.”
É então que entra a Bíblia, o evangelho, a história de Jesus e o que Ele fez por nós. Em Jesus, em Sua
preexistência, em Seu nascimento, vida e morte, em Seu ministério no Céu e em Sua segunda vinda, podemos
achar respostas para as perguntas mais urgentes da vida. Nesta semana examinaremos o início da vida e da
obra de Cristo na Terra, que são a única coisa que pode dar pleno significado à nossa vida e obra.
Amanhã, centenas de classes bíblicas terão início em todo o Brasil. Como está esse movimento em sua igreja?
❉ Domingo - João Batista e a “verdade presente”
Mateus 3 começa com João Batista, cuja primeira palavra registrada no texto é um imperativo: “Arrependei-
vos” (Mt 3:2). De certa forma, esse é um resumo do que Deus vem dizendo aos seres humanos desde a queda:
Arrependam-se, aceitem Meu perdão, deixem seus pecados e vocês encontrarão redenção e descanso para a
alma.
Contudo, mesmo que essa mensagem seja universal, João também colocou nela uma distinta ênfase de
Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões:Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
“verdade […] presente” (2Pe 1:12), ou seja, tornou-a uma mensagem para as pessoas daquela época
específica.
► Perg. 1. Leia Mateus 3:2, 3. Qual foi a mensagem da verdade presente que João estava pregando junto com
o chamado ao arrependimento, batismo e confissão? Ver também Mateus 3:6.
(Mt 3:2) Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus. 3 Porque este é o referido por intermédio do
profeta Isaías: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas.
(Mt 3:6) e eram por ele batizados no rio Jordão, confessando os seus pecados.
► Resp. 1. O reino dos Céus estava sendo estabelecido na Terra, na pessoa e obra de Cristo. João Batista
chamou as pessoas para que fizessem parte desse reino, por meio do arrependimento, confissão e batismo.
Nessa passagem, João fez algo aparece ao longo de todo o Novo Testamento: ele citou o Antigo Testamento. A
profecia do Antigo Testamento se tornou viva no Novo: vez após vez, Jesus, Paulo, Pedro e João citaram o
Antigo Testamento para ajudar a validar, explicar ou mesmo provar o significado do que estava acontecendo
no Novo. Não é de admirar que Pedro, mesmo em vista dos milagres que ele havia testemunhado
pessoalmente, tenha enfatizado a “palavra profética” (2Pe 1:19) ao falar sobre o ministério de Jesus.
► Perg. 2. Leia Mateus 3:7-12. Que mensagem João tem para os líderes? Apesar de suas duras palavras, que
esperança está sendo oferecida nessa passagem?
(Mt 3:7-12) 7 Vendo ele, porém, que muitos fariseus e saduceus vinham ao batismo, disse-lhes: Raça de
víboras, quem vos induziu a fugir da ira vindoura? 8 Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento; 9 e não
comeceis a dizer entre vós mesmos: Temos por pai a Abraão; porque eu vos afirmo que destas pedras Deus
pode suscitar filhos a Abraão. 10 Já está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não produz
bom fruto é cortada e lançada ao fogo. 11 Eu vos batizo com água, para arrependimento; mas aquele que vem
depois de mim é mais poderoso do que eu, cujas sandálias não sou digno de levar. Ele vos batizará com o
Espírito Santo e com fogo. 12 A sua pá, ele a tem na mão e limpará completamente a sua eira; recolherá o seu
trigo no celeiro, mas queimará a palha em fogo inextinguível.
► Resp. 2. Se eles quisessem evitar a condenação do juízo divino, deviam deixar de lado a presunção e a
ostentação de sua linhagem, e produzir frutos dignos do arrependimento.
Note como Jesus ocupava a posição central em tudo o que João estava pregando. Mesmo naquele momento,
tudo era sobre Jesus, quem Ele era e o que faria. Embora o evangelho tenha sido apresentado, João também
deixou claro que haveria um ajuste final de contas, uma divisão entre o trigo e a palha, e que Aquele que fora
profetizado faria essa divisão. Nisso há mais uma prova de que o evangelho e o juízo são realmente
inseparáveis. Há também um exemplo de como, na Bíblia, a primeira e a segunda vindas de Jesus são vistas
como um só evento, pois vemos que João, no contexto imediato da primeira vinda de Cristo, fala também
sobre a segunda.
Fortaleça sua experiência com Deus. Acesse o site http://reavivadosporsuapalavra.org/
❉ Segunda - O contraste no deserto
“A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo” (Mt 4:1).
Imagine esta cena da perspectiva do próprio Satanás. O Ser divino e exaltado que ele conhecia como Filho de
Deus havia Se humilhado e assumido a forma humana a fim de salvar a humanidade. Era o mesmo Jesus
contra quem ele havia guerreado no Céu e que o tinha expulsado, bem como seus anjos (ver Ap 12:7-9). Mas
qual era a condição de Jesus naquele momento? Ele havia Se tornado um ser humano enfraquecido, sozinho
num deserto hostil, sem nenhum apoio evidente. Certamente Jesus seria então um alvo fácil para os enganos
Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões:Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
do inimigo.
“Quando o Filho de Deus e Satanás, pela primeira vez, se defrontaram em conflito, Cristo era o comandante
das hostes celestiais; Satanás, o cabeça da rebelião no Céu, fora expulso dali. Então, podia ser dito que as
condições se haviam invertido, e o adversário explorou o máximo possível sua suposta vantagem” (Ellen G.
White, O Desejado de Todas as Nações, p. 119).
Que contraste! Embora Lúcifer tenha procurado ser “semelhante ao Altíssimo” (Is 14:14), Jesus havia Se
esvaziado da glória do Céu. Nessa cena, podemos ver a imensa diferença entre o egoísmo e o altruísmo; a
vasta diferença entre o que é santidade e o que é pecado.
► Perg. 3. Compare Isaías 14:12-14 com Filipenses 2:5-8. Qual é a diferença entre o caráter de Jesus e o de
Satanás?
(14:12-14) 12Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que
debilitavas as nações! 13Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o
meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; 14subirei acima das mais
altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo. (2:5-8) 5Tende em vós o mesmo sentimento que houve também
em Cristo Jesus, 6pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus;
7antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e,
reconhecido em figura humana, 8a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.
► Resp. 3. Satanás se encheu do “eu”, do egoísmo, e procurou se exaltar e ser semelhante a Deus em poder,
para ser servido e adorado. Jesus Se esvaziou de Sua glória e Se encheu de altruísmo. Procurou Se humilhar e
ser semelhante aos homens, para servi-los. Jesus manteve o caráter igual ao de Deus.
Imagine como os anjos que haviam conhecido Jesus em Sua glória celestial devem ter contemplado o que
estava ocorrendo quando esses dois inimigos se encontraram face a face, num tipo de conflito que os dois
nunca haviam experimentado antes. Embora tenhamos a distinta vantagem de saber como o confronto
terminou, os anjos e todo o Céu não tinham essa vantagem. Assim, devem ter assistido ao conflito
preocupados, e com absoluta atenção.
Satanás se exaltou. Jesus Se humilhou até a morte. O que podemos aprender com esse grande contraste, e
como podemos aplicar essa importante verdade à nossa vida? Como isso deve impactar nossa maneira de
tomar decisões, especialmente aquelas nas quais nosso ego está em jogo?
Estudem noite e dia o caráter de Cristo. Foi Sua terna compaixão, Seu inexprimível, incomparável amor por
você, que O levou a suportar toda a vergonha, os insultos, os maus-tratos, as más compreensões da Terra.
Aproximem-se mais dEle, contemplem-Lhe as mãos e os pés, magoados e feridos pelas nossas transgressões.
“O castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e, pelas Suas pisaduras, fomos sarados” (Is 53:5; Para
Conhecê-Lo [MM 1965], p. 56).
❉ Terça - A tentação
► Perg. 4. Leia Mateus 4:1-11. Por que Jesus teve que passar por essa situação? O que essa história tem que
ver com a nossa salvação? Como Jesus resistiu a tentações tão poderosas, sob circunstâncias tão difíceis, e o
que isso nos diz a respeito de como resistir às tentações?
(Mt 4:1-11) 1 A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. 2 E, depois de
jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome. 3 Então, o tentador, aproximando-se, lhe disse: Se és Filho
de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães. 4 Jesus, porém, respondeu: Está escrito: Não só de
pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus. 5Então, o diabo o levou à Cidade
Santa, colocou-o sobre o pináculo do templo 6 e lhe disse: Se és Filho de Deus, atira-te abaixo, porque está
escrito: Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem; e: Eles te susterão nas suas mãos, para não
tropeçares nalguma pedra. 7 Respondeu-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus. 8
Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões:Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles 9 e lhe
disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. 10 Então, Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque
está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto. 11 Com isto, o deixou o diabo, e eis que
vieram anjos e o serviram.
► Resp. 4. Porque precisava vencer o inimigo, desmascarar sua estratégia e nos deixar o exemplo da vitória;
queria mostrar que podemos vencer por meio da Palavra e da abnegação.
Mateus 4:1 inicia com o que parece ser uma ideia estranha: foi o Espírito que levou Jesus ao deserto para ser
tentado pelo diabo. Supõe-se que devemos orar para não ser levados à tentação do diabo: “Não deixes que
sejamos tentados, mas livra-nos do mal” (Mt 6:13, NTLH). Por que, então, o Espírito Santo conduziria Jesus
dessa forma?A chave se encontra no capítulo anterior, quando Jesus foi a João para ser batizado. Vendo a
resistência de João, Jesus disse: “Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça” (Mt 3:15).
Embora não tivesse pecado, Jesus teve que ser batizado para cumprir toda a justiça, isto é, fazer o que era
necessário a fim de ser um exemplo perfeito para os seres humanos e ser o representante perfeito deles.
Na tentação no deserto, Jesus tinha que passar pelo mesmo terreno pelo qual Adão passou. Precisava da vitória
contra a tentação que todos nós, de Adão em diante, deixamos de alcançar. E assim, ao fazer isso, “Cristo
devia reparar […] a falha de Adão” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 117), só que Ele o fez
em condições diferentes de qualquer coisa que Adão tivesse enfrentado. Por Sua vitória, Jesus mostrou que
não há desculpa para o pecado, que não há justificativa para ele e que, quando tentados, não temos que cair,
mas podemos vencer por meio da fé e submissão. Devemos seguir a orientação de Tiago: “Sujeitai-vos, pois, a
Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. Chegai-vos a Deus, e Ele Se chegará a vós” (Tg 4:7, 8).
Ao nos mostrar de maneira tão enfática que não há desculpa para o pecado, como esse relato mostra nossa
necessidade da justiça de Cristo? Imagine se tivéssemos que nos apresentar em nossa própria justiça, sem essa
cobertura e sem a justificação para os nossos pecados! Que esperança teríamos?
❉ Quarta - A terra de Zebulom e de Naftali
Mateus 4:12 fala do aprisionamento de João, que pôs fim ao seu ministério. Nesse ponto, o ministério de Jesus
começou “oficialmente”. O texto não diz por que, quando ouviu falar da prisão de João, Jesus foi para a
Galileia; só diz que Ele fez isso. (Ver também Mc 1:14-16; Lc 4:14.) Porventura, enquanto João ainda estava
pregando, Jesus teria desejado ser mais discreto para que não surgisse rivalidade? O verbo grego em Mateus
4:12, muitas vezes traduzido como “voltou” (NVI) ou “foi” (NTLH), pode dar a ideia de “retirar-se”, no
sentido de evitar perigo. Assim, com Sua usual prudência, talvez Jesus estivesse tentando evitar problemas.
► Perg. 5. Mateus 4:13-16 (ver também Is 9:1, 2) fala que Jesus Se estabeleceu na área de Zebulom e Naftali.
O que esses versos dizem sobre o ministério de Jesus?
(Mt 4:13-16) 13e, deixando Nazaré, foi morar em Cafarnaum, situada à beira-mar, nos confins de Zebulom e
Naftali; 14para que se cumprisse o que fora dito por intermédio do profeta Isaías: 15Terra de Zebulom, terra
de Naftali, caminho do mar, além do Jordão, Galiléia dos gentios! 16O povo que jazia em trevas viu grande
luz, e aos que viviam na região e sombra da morte resplandeceu-lhes a luz.
(Is 9:1-2) Mas para a terra que estava aflita não continuará a obscuridade. Deus, nos primeiros tempos, tornou
desprezível a terra de Zebulom e a terra de Naftali; mas, nos últimos, tornará glorioso o caminho do mar, além
do Jordão, Galiléia dos gentios. 2 O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da
sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz.
► Resp. 5. O ministério de Jesus trouxe luz à Galileia, uma região dominada pelas trevas espirituais e
habitada por pagãos misturados com descendentes das tribos de Israel.
Zebulom e Naftali foram dois filhos de Jacó (ver Gn 35:23-26), e seus descendentes se tornaram duas tribos
que acabaram se estabelecendo na bela região norte de Israel.Infelizmente, essas duas tribos estavam entre as
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dez que renunciaram à fé em Deus e se voltaram para as coisas do mundo. Muitos profetas do Antigo
Testamento protestaram contra o pecado, o mundanismo e a maldade dessas tribos do norte que, por fim,
foram derrotadas pelos assírios, os quais as espalharam por todo o mundo conhecido na época. Por sua vez, os
gentios se estabeleceram em Israel, e a Galileia passou a ser um local confuso e obscuro, com população
mista. O profeta mais famoso da Galileia foi Jonas, o que pode nos dizer algo sobre o nível de lealdade que a
população tinha para com Deus.
Apesar dos problemas da Galileia, havia uma bela profecia em Isaías referente à obscura terra de Zebulom e
de Naftali, a qual dizia que até “aos que viviam na região e sombra da morte resplandeceu-lhes a luz” (Mt
4:16). Em outras palavras, nesse lugar, em que a necessidade era tão grande, onde as pessoas eram
consideradas rudes, atrasadas e sem refinamento, Jesus foi viver e trabalhar entre elas. Por mais exaltado que
Ele houvesse sido, vemos que estava disposto a humilhar-Se em favor de outros. Vemos aqui, também, outro
exemplo de como o Antigo Testamento ocupou um lugar central no ministério de Jesus.
Como evitar a tentação de considerar as pessoas indignas de receber nossa ajuda e nosso testemunho? O que
está errado com essa atitude?
❉ Quinta - O chamado para os pescadores
“Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mt 4:17). Exatamente como João, Jesus começou
Seu ministério com um chamado ao arrependimento. Ele conhecia, como João, a condição caída da
humanidade e a necessidade de que todas as pessoas se arrependessem e chegassem ao conhecimento de Deus.
Assim, não é de surpreender que Sua primeira proclamação pública, pelo menos conforme o registro de
Mateus, tenha sido um chamado ao arrependimento.
► Perg. 6. Leia Mateus 4:17-22. O que esse texto nos diz sobre a entrega total envolvida no chamado de
Jesus?
(Mt 4:17-22) 17 Daí por diante, passou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque está próximo o reino
dos céus. 18 Caminhando junto ao mar da Galiléia, viu dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, que
lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores. 19 E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei
pescadores de homens. 20 Então, eles deixaram imediatamente as redes e o seguiram. 21 Passando adiante, viu
outros dois irmãos, Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam no barco em companhia de seu
pai, consertando as redes; e chamou-os. 22 Então, eles, no mesmo instante, deixando o barco e seu pai, o
seguiram.
► Resp. 6. Jesus chamou pescadores para que deixassem tudo para trás: profissão, família, amigos e rotina da
vida; foram chamados para viver o ministério ao lado do Mestre, pescando pessoas nos lugares aonde Ele os
enviasse.
No esquecido território da Galileia havia um pequeno empreendimento pesqueiro administrado por quatro
jovens: duas duplas de irmãos. Aparentemente, esses homens tinham o coração voltado para Deus porque,
durante certo tempo, alguns deles seguiram João Batista. Mas, para surpresa deles, João Batista apontou para
outro jovem daquela mesma região. Esses homens se aproximaram de Jesus de Nazaré e pediram permissão
para passar algum tempo com Ele (ver Jo 1). Era assim que aquela cultura funcionava: os homens se
aproximavam de um rabi e pediam para segui-lo. Mas era o rabi que tomava a decisão final sobre quais seriam
seus discípulos. E quando o rabi pedia que alguém fosse seu discípulo, esse era um momento muito
emocionante.
Muitas pessoas cresceram com a ideia de que quando Jesus chamou os discípulos junto ao mar, aquela foi a
primeira vez que eles O encontraram. Mas sabemos, pelos capítulos 1 a 5 de João, que esses homens já haviam
passado um ano com Jesus, aparentemente em regime de tempo parcial.
“Jesus escolheu homens iletrados porque não haviam sido instruídos nas tradições e errôneos costumes de seu
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tempo. Eram dotados de natural capacidade, humildes e dóceis, homens a quem podia educar para Sua obra.
Há, nas ocupações comuns da vida, muitos homens que seguem a rotina dos labores diários, inconscientes de
possuírem faculdades que, exercitadas, os ergueriam à altura dos mais honrados homens do mundo. É
necessário o toque de uma hábil mão para despertar essas faculdades adormecidas. Foram esses homens que
Jesus chamou para serem Seus colaboradores, e deu-lhes a vantagem da convivência com Ele” (Ellen G.
White, O Desejado de Todas as Nações, p. 250).
❉ Sexta - Estudo adicional
Um evangelista chegou à cidade e anunciou da seguinte forma a reunião que dirigiria: “Venham ver um
pregador arrancar uma página da Bíblia!” Isso atraiu uma multidão. Ele se colocou diante deles, abriu a Bíblia
e, para assombro deles, arrancou uma página. “Esta página”, ele disse, “nunca devia ter sido colocada aqui. É
a página que separa o Antigo do Novo Testamento”. Independentemente do que se pense acerca da encenação
que ele fez, o pregador apresentou um bom argumento. Esses dois conjuntos de livros, na realidade, formam
um só, a Bíblia Sagrada. O Antigo Testamento é citado ao longo de todo o Novo Testamento. Vez após vez,
eventos do Novo Testamento são explicados e justificados pelo próprio Jesus, ou pelos escritores do Novo
Testamento, por meio de referências ao Antigo Testamento. Muitas vezes Jesus declarou, de uma forma ou de
outra, que algo estava acontecendo “para se cumprir a Escritura”. Seja por meio do próprio Jesus, que Se
referiu repetidamente aos escritos do Antigo Testamento (ver Jo 5:39; Lc 24:27; Mt 22:29; Jo 13:18), de Paulo,
que sempre citava o Antigo Testamento (Rm 4:3; 11:8; Gl 4:27), ou do livro do Apocalipse, onde se estima que
haja 550 alusões ao Antigo Testamento, o Novo Testamento se conecta constantemente ao Antigo. Embora,
sem dúvida, algumas partes do Antigo Testamento, como o sistema sacrifical, não sejam mais obrigatórias para
os cristãos, nunca devemos cometer o erro de atribuir a ele, de alguma forma, um status inferior ao do Novo. A
Bíblia é composta de ambos os Testamentos e, por meio de ambos, aprendemos verdades cruciais sobre Deus e
o plano da salvação.
Perguntas para reflexão
1. Embora Jesus fosse o próprio Senhor, agora em “semelhança de carne pecaminosa” (Rm 8:3), Ele usou as
Escrituras como meio de defesa contra as tentações do diabo. Se Jesus teve que fazer isso, qual é a importância
da Bíblia em nossa vida, especialmente quando lutamos contra a tentação? Embora saibamos que devemos
usá-la em nossa batalha contra a tentação, como fazer isso na prática? De que maneira podemos usar a Bíblia
para resistir aos ataques que enfrentamos?
2. Por que a humildade é uma característica tão essencial para os cristãos? Como aprender a ser humilde? Qual
é o papel da cruz nessa importante transformação?
Comentários de Ellen G. White
Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 648, 650.
Como Pedro e seus irmãos, também nós fomos lavados no sangue de Cristo; todavia muitas vezes, pelo
contato com o mal, a pureza do coração é maculada. Devemos chegar a Cristo em busca de Sua purificadora
graça. Pedro recuou ante a ideia de pôr
Pág. 649
em contato com as mãos de Seu Senhor e Mestre os pés menos limpos; mas quantas vezes pomos nosso
coração pecaminoso, poluído, em contato com o coração de Cristo Quão ofensivo para Ele é nosso mau gênio,
nossa vaidade e orgulho. Não obstante devemos levar-Lhe todas as nossas fraquezas e contaminação.
Unicamente Ele nos pode lavar e deixar limpos. Não estamos preparados para a comunhão com Ele, a menos
que sejamos limpos por Sua eficácia.
Jesus disse aos discípulos: "Vós estais limpos, mas não todos." João 13:10. Ele lavara os pés de Judas, que,
porém, não Lhe entregara o coração. Este não estava purificado. Judas não se submetera a Cristo.
Depois de haver lavado os pés dos discípulos, tomou Suas vestes e, sentando-Se outra vez, disse-lhes:
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Lição_222016_Início do ministério de Cristo_GGR

  • 1. Lições Adultos O Evangelho de Mateus Lição 2 – Início do ministério de Cristo 2 a 9 de abril ❉ Sábado à tarde Ano Bíblico: 2Sm 5–7 VERSO PARA MEMORIZAR: “Vinde após Mim, e Eu vos farei pescadores de homens” (Mt 4:19). Leituras da Semana: Mt 3:1-12; 2Pe 1:19; Fp 2:5-8; Mt 4:1-12; Is 9:1, 2; Mt 4:17-22 Uma das grandes lutas da humanidade tem sido conhecer o significado e o propósito de nossa vida, e vivê-los. Afinal de contas, não viemos ao mundo com um manual de instruções debaixo do braço que nos ensine a viver, não é mesmo? “Eu não entendia qual era o significado da vida”, disse um rapaz de 17 anos, de família abastada, que se tornou viciado em remédios. “Ainda não sei, mas pensei que todas as outras pessoas soubessem, e que havia um grande segredo conhecido por todas as outras pessoas e desconhecido por mim. Pensei que todo mundo entendesse por que estamos aqui, e que todos fossem, secretamente, felizes em algum lugar, sem mim.” Paul Feyerabend, um escritor austríaco e filósofo da ciência, confessou em sua autobiografia: “Então vem um dia após o outro e não está claro por que se deve viver.” É então que entra a Bíblia, o evangelho, a história de Jesus e o que Ele fez por nós. Em Jesus, em Sua preexistência, em Seu nascimento, vida e morte, em Seu ministério no Céu e em Sua segunda vinda, podemos achar respostas para as perguntas mais urgentes da vida. Nesta semana examinaremos o início da vida e da obra de Cristo na Terra, que são a única coisa que pode dar pleno significado à nossa vida e obra. Amanhã, centenas de classes bíblicas terão início em todo o Brasil. Como está esse movimento em sua igreja? ❉ Domingo - João Batista e a “verdade presente” Mateus 3 começa com João Batista, cuja primeira palavra registrada no texto é um imperativo: “Arrependei- vos” (Mt 3:2). De certa forma, esse é um resumo do que Deus vem dizendo aos seres humanos desde a queda: Arrependam-se, aceitem Meu perdão, deixem seus pecados e vocês encontrarão redenção e descanso para a alma. Contudo, mesmo que essa mensagem seja universal, João também colocou nela uma distinta ênfase de Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões:Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
  • 2. “verdade […] presente” (2Pe 1:12), ou seja, tornou-a uma mensagem para as pessoas daquela época específica. ► Perg. 1. Leia Mateus 3:2, 3. Qual foi a mensagem da verdade presente que João estava pregando junto com o chamado ao arrependimento, batismo e confissão? Ver também Mateus 3:6. (Mt 3:2) Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus. 3 Porque este é o referido por intermédio do profeta Isaías: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas. (Mt 3:6) e eram por ele batizados no rio Jordão, confessando os seus pecados. ► Resp. 1. O reino dos Céus estava sendo estabelecido na Terra, na pessoa e obra de Cristo. João Batista chamou as pessoas para que fizessem parte desse reino, por meio do arrependimento, confissão e batismo. Nessa passagem, João fez algo aparece ao longo de todo o Novo Testamento: ele citou o Antigo Testamento. A profecia do Antigo Testamento se tornou viva no Novo: vez após vez, Jesus, Paulo, Pedro e João citaram o Antigo Testamento para ajudar a validar, explicar ou mesmo provar o significado do que estava acontecendo no Novo. Não é de admirar que Pedro, mesmo em vista dos milagres que ele havia testemunhado pessoalmente, tenha enfatizado a “palavra profética” (2Pe 1:19) ao falar sobre o ministério de Jesus. ► Perg. 2. Leia Mateus 3:7-12. Que mensagem João tem para os líderes? Apesar de suas duras palavras, que esperança está sendo oferecida nessa passagem? (Mt 3:7-12) 7 Vendo ele, porém, que muitos fariseus e saduceus vinham ao batismo, disse-lhes: Raça de víboras, quem vos induziu a fugir da ira vindoura? 8 Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento; 9 e não comeceis a dizer entre vós mesmos: Temos por pai a Abraão; porque eu vos afirmo que destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão. 10 Já está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo. 11 Eu vos batizo com água, para arrependimento; mas aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu, cujas sandálias não sou digno de levar. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo. 12 A sua pá, ele a tem na mão e limpará completamente a sua eira; recolherá o seu trigo no celeiro, mas queimará a palha em fogo inextinguível. ► Resp. 2. Se eles quisessem evitar a condenação do juízo divino, deviam deixar de lado a presunção e a ostentação de sua linhagem, e produzir frutos dignos do arrependimento. Note como Jesus ocupava a posição central em tudo o que João estava pregando. Mesmo naquele momento, tudo era sobre Jesus, quem Ele era e o que faria. Embora o evangelho tenha sido apresentado, João também deixou claro que haveria um ajuste final de contas, uma divisão entre o trigo e a palha, e que Aquele que fora profetizado faria essa divisão. Nisso há mais uma prova de que o evangelho e o juízo são realmente inseparáveis. Há também um exemplo de como, na Bíblia, a primeira e a segunda vindas de Jesus são vistas como um só evento, pois vemos que João, no contexto imediato da primeira vinda de Cristo, fala também sobre a segunda. Fortaleça sua experiência com Deus. Acesse o site http://reavivadosporsuapalavra.org/ ❉ Segunda - O contraste no deserto “A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo” (Mt 4:1). Imagine esta cena da perspectiva do próprio Satanás. O Ser divino e exaltado que ele conhecia como Filho de Deus havia Se humilhado e assumido a forma humana a fim de salvar a humanidade. Era o mesmo Jesus contra quem ele havia guerreado no Céu e que o tinha expulsado, bem como seus anjos (ver Ap 12:7-9). Mas qual era a condição de Jesus naquele momento? Ele havia Se tornado um ser humano enfraquecido, sozinho num deserto hostil, sem nenhum apoio evidente. Certamente Jesus seria então um alvo fácil para os enganos Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões:Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
  • 3. do inimigo. “Quando o Filho de Deus e Satanás, pela primeira vez, se defrontaram em conflito, Cristo era o comandante das hostes celestiais; Satanás, o cabeça da rebelião no Céu, fora expulso dali. Então, podia ser dito que as condições se haviam invertido, e o adversário explorou o máximo possível sua suposta vantagem” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 119). Que contraste! Embora Lúcifer tenha procurado ser “semelhante ao Altíssimo” (Is 14:14), Jesus havia Se esvaziado da glória do Céu. Nessa cena, podemos ver a imensa diferença entre o egoísmo e o altruísmo; a vasta diferença entre o que é santidade e o que é pecado. ► Perg. 3. Compare Isaías 14:12-14 com Filipenses 2:5-8. Qual é a diferença entre o caráter de Jesus e o de Satanás? (14:12-14) 12Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! 13Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; 14subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo. (2:5-8) 5Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, 6pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; 7antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, 8a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. ► Resp. 3. Satanás se encheu do “eu”, do egoísmo, e procurou se exaltar e ser semelhante a Deus em poder, para ser servido e adorado. Jesus Se esvaziou de Sua glória e Se encheu de altruísmo. Procurou Se humilhar e ser semelhante aos homens, para servi-los. Jesus manteve o caráter igual ao de Deus. Imagine como os anjos que haviam conhecido Jesus em Sua glória celestial devem ter contemplado o que estava ocorrendo quando esses dois inimigos se encontraram face a face, num tipo de conflito que os dois nunca haviam experimentado antes. Embora tenhamos a distinta vantagem de saber como o confronto terminou, os anjos e todo o Céu não tinham essa vantagem. Assim, devem ter assistido ao conflito preocupados, e com absoluta atenção. Satanás se exaltou. Jesus Se humilhou até a morte. O que podemos aprender com esse grande contraste, e como podemos aplicar essa importante verdade à nossa vida? Como isso deve impactar nossa maneira de tomar decisões, especialmente aquelas nas quais nosso ego está em jogo? Estudem noite e dia o caráter de Cristo. Foi Sua terna compaixão, Seu inexprimível, incomparável amor por você, que O levou a suportar toda a vergonha, os insultos, os maus-tratos, as más compreensões da Terra. Aproximem-se mais dEle, contemplem-Lhe as mãos e os pés, magoados e feridos pelas nossas transgressões. “O castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e, pelas Suas pisaduras, fomos sarados” (Is 53:5; Para Conhecê-Lo [MM 1965], p. 56). ❉ Terça - A tentação ► Perg. 4. Leia Mateus 4:1-11. Por que Jesus teve que passar por essa situação? O que essa história tem que ver com a nossa salvação? Como Jesus resistiu a tentações tão poderosas, sob circunstâncias tão difíceis, e o que isso nos diz a respeito de como resistir às tentações? (Mt 4:1-11) 1 A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. 2 E, depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome. 3 Então, o tentador, aproximando-se, lhe disse: Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães. 4 Jesus, porém, respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus. 5Então, o diabo o levou à Cidade Santa, colocou-o sobre o pináculo do templo 6 e lhe disse: Se és Filho de Deus, atira-te abaixo, porque está escrito: Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem; e: Eles te susterão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra. 7 Respondeu-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus. 8 Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões:Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
  • 4. Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles 9 e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. 10 Então, Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto. 11 Com isto, o deixou o diabo, e eis que vieram anjos e o serviram. ► Resp. 4. Porque precisava vencer o inimigo, desmascarar sua estratégia e nos deixar o exemplo da vitória; queria mostrar que podemos vencer por meio da Palavra e da abnegação. Mateus 4:1 inicia com o que parece ser uma ideia estranha: foi o Espírito que levou Jesus ao deserto para ser tentado pelo diabo. Supõe-se que devemos orar para não ser levados à tentação do diabo: “Não deixes que sejamos tentados, mas livra-nos do mal” (Mt 6:13, NTLH). Por que, então, o Espírito Santo conduziria Jesus dessa forma?A chave se encontra no capítulo anterior, quando Jesus foi a João para ser batizado. Vendo a resistência de João, Jesus disse: “Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça” (Mt 3:15). Embora não tivesse pecado, Jesus teve que ser batizado para cumprir toda a justiça, isto é, fazer o que era necessário a fim de ser um exemplo perfeito para os seres humanos e ser o representante perfeito deles. Na tentação no deserto, Jesus tinha que passar pelo mesmo terreno pelo qual Adão passou. Precisava da vitória contra a tentação que todos nós, de Adão em diante, deixamos de alcançar. E assim, ao fazer isso, “Cristo devia reparar […] a falha de Adão” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 117), só que Ele o fez em condições diferentes de qualquer coisa que Adão tivesse enfrentado. Por Sua vitória, Jesus mostrou que não há desculpa para o pecado, que não há justificativa para ele e que, quando tentados, não temos que cair, mas podemos vencer por meio da fé e submissão. Devemos seguir a orientação de Tiago: “Sujeitai-vos, pois, a Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. Chegai-vos a Deus, e Ele Se chegará a vós” (Tg 4:7, 8). Ao nos mostrar de maneira tão enfática que não há desculpa para o pecado, como esse relato mostra nossa necessidade da justiça de Cristo? Imagine se tivéssemos que nos apresentar em nossa própria justiça, sem essa cobertura e sem a justificação para os nossos pecados! Que esperança teríamos? ❉ Quarta - A terra de Zebulom e de Naftali Mateus 4:12 fala do aprisionamento de João, que pôs fim ao seu ministério. Nesse ponto, o ministério de Jesus começou “oficialmente”. O texto não diz por que, quando ouviu falar da prisão de João, Jesus foi para a Galileia; só diz que Ele fez isso. (Ver também Mc 1:14-16; Lc 4:14.) Porventura, enquanto João ainda estava pregando, Jesus teria desejado ser mais discreto para que não surgisse rivalidade? O verbo grego em Mateus 4:12, muitas vezes traduzido como “voltou” (NVI) ou “foi” (NTLH), pode dar a ideia de “retirar-se”, no sentido de evitar perigo. Assim, com Sua usual prudência, talvez Jesus estivesse tentando evitar problemas. ► Perg. 5. Mateus 4:13-16 (ver também Is 9:1, 2) fala que Jesus Se estabeleceu na área de Zebulom e Naftali. O que esses versos dizem sobre o ministério de Jesus? (Mt 4:13-16) 13e, deixando Nazaré, foi morar em Cafarnaum, situada à beira-mar, nos confins de Zebulom e Naftali; 14para que se cumprisse o que fora dito por intermédio do profeta Isaías: 15Terra de Zebulom, terra de Naftali, caminho do mar, além do Jordão, Galiléia dos gentios! 16O povo que jazia em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região e sombra da morte resplandeceu-lhes a luz. (Is 9:1-2) Mas para a terra que estava aflita não continuará a obscuridade. Deus, nos primeiros tempos, tornou desprezível a terra de Zebulom e a terra de Naftali; mas, nos últimos, tornará glorioso o caminho do mar, além do Jordão, Galiléia dos gentios. 2 O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz. ► Resp. 5. O ministério de Jesus trouxe luz à Galileia, uma região dominada pelas trevas espirituais e habitada por pagãos misturados com descendentes das tribos de Israel. Zebulom e Naftali foram dois filhos de Jacó (ver Gn 35:23-26), e seus descendentes se tornaram duas tribos que acabaram se estabelecendo na bela região norte de Israel.Infelizmente, essas duas tribos estavam entre as Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões:Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
  • 5. dez que renunciaram à fé em Deus e se voltaram para as coisas do mundo. Muitos profetas do Antigo Testamento protestaram contra o pecado, o mundanismo e a maldade dessas tribos do norte que, por fim, foram derrotadas pelos assírios, os quais as espalharam por todo o mundo conhecido na época. Por sua vez, os gentios se estabeleceram em Israel, e a Galileia passou a ser um local confuso e obscuro, com população mista. O profeta mais famoso da Galileia foi Jonas, o que pode nos dizer algo sobre o nível de lealdade que a população tinha para com Deus. Apesar dos problemas da Galileia, havia uma bela profecia em Isaías referente à obscura terra de Zebulom e de Naftali, a qual dizia que até “aos que viviam na região e sombra da morte resplandeceu-lhes a luz” (Mt 4:16). Em outras palavras, nesse lugar, em que a necessidade era tão grande, onde as pessoas eram consideradas rudes, atrasadas e sem refinamento, Jesus foi viver e trabalhar entre elas. Por mais exaltado que Ele houvesse sido, vemos que estava disposto a humilhar-Se em favor de outros. Vemos aqui, também, outro exemplo de como o Antigo Testamento ocupou um lugar central no ministério de Jesus. Como evitar a tentação de considerar as pessoas indignas de receber nossa ajuda e nosso testemunho? O que está errado com essa atitude? ❉ Quinta - O chamado para os pescadores “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mt 4:17). Exatamente como João, Jesus começou Seu ministério com um chamado ao arrependimento. Ele conhecia, como João, a condição caída da humanidade e a necessidade de que todas as pessoas se arrependessem e chegassem ao conhecimento de Deus. Assim, não é de surpreender que Sua primeira proclamação pública, pelo menos conforme o registro de Mateus, tenha sido um chamado ao arrependimento. ► Perg. 6. Leia Mateus 4:17-22. O que esse texto nos diz sobre a entrega total envolvida no chamado de Jesus? (Mt 4:17-22) 17 Daí por diante, passou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus. 18 Caminhando junto ao mar da Galiléia, viu dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, que lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores. 19 E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. 20 Então, eles deixaram imediatamente as redes e o seguiram. 21 Passando adiante, viu outros dois irmãos, Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam no barco em companhia de seu pai, consertando as redes; e chamou-os. 22 Então, eles, no mesmo instante, deixando o barco e seu pai, o seguiram. ► Resp. 6. Jesus chamou pescadores para que deixassem tudo para trás: profissão, família, amigos e rotina da vida; foram chamados para viver o ministério ao lado do Mestre, pescando pessoas nos lugares aonde Ele os enviasse. No esquecido território da Galileia havia um pequeno empreendimento pesqueiro administrado por quatro jovens: duas duplas de irmãos. Aparentemente, esses homens tinham o coração voltado para Deus porque, durante certo tempo, alguns deles seguiram João Batista. Mas, para surpresa deles, João Batista apontou para outro jovem daquela mesma região. Esses homens se aproximaram de Jesus de Nazaré e pediram permissão para passar algum tempo com Ele (ver Jo 1). Era assim que aquela cultura funcionava: os homens se aproximavam de um rabi e pediam para segui-lo. Mas era o rabi que tomava a decisão final sobre quais seriam seus discípulos. E quando o rabi pedia que alguém fosse seu discípulo, esse era um momento muito emocionante. Muitas pessoas cresceram com a ideia de que quando Jesus chamou os discípulos junto ao mar, aquela foi a primeira vez que eles O encontraram. Mas sabemos, pelos capítulos 1 a 5 de João, que esses homens já haviam passado um ano com Jesus, aparentemente em regime de tempo parcial. “Jesus escolheu homens iletrados porque não haviam sido instruídos nas tradições e errôneos costumes de seu Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões:Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
  • 6. tempo. Eram dotados de natural capacidade, humildes e dóceis, homens a quem podia educar para Sua obra. Há, nas ocupações comuns da vida, muitos homens que seguem a rotina dos labores diários, inconscientes de possuírem faculdades que, exercitadas, os ergueriam à altura dos mais honrados homens do mundo. É necessário o toque de uma hábil mão para despertar essas faculdades adormecidas. Foram esses homens que Jesus chamou para serem Seus colaboradores, e deu-lhes a vantagem da convivência com Ele” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 250). ❉ Sexta - Estudo adicional Um evangelista chegou à cidade e anunciou da seguinte forma a reunião que dirigiria: “Venham ver um pregador arrancar uma página da Bíblia!” Isso atraiu uma multidão. Ele se colocou diante deles, abriu a Bíblia e, para assombro deles, arrancou uma página. “Esta página”, ele disse, “nunca devia ter sido colocada aqui. É a página que separa o Antigo do Novo Testamento”. Independentemente do que se pense acerca da encenação que ele fez, o pregador apresentou um bom argumento. Esses dois conjuntos de livros, na realidade, formam um só, a Bíblia Sagrada. O Antigo Testamento é citado ao longo de todo o Novo Testamento. Vez após vez, eventos do Novo Testamento são explicados e justificados pelo próprio Jesus, ou pelos escritores do Novo Testamento, por meio de referências ao Antigo Testamento. Muitas vezes Jesus declarou, de uma forma ou de outra, que algo estava acontecendo “para se cumprir a Escritura”. Seja por meio do próprio Jesus, que Se referiu repetidamente aos escritos do Antigo Testamento (ver Jo 5:39; Lc 24:27; Mt 22:29; Jo 13:18), de Paulo, que sempre citava o Antigo Testamento (Rm 4:3; 11:8; Gl 4:27), ou do livro do Apocalipse, onde se estima que haja 550 alusões ao Antigo Testamento, o Novo Testamento se conecta constantemente ao Antigo. Embora, sem dúvida, algumas partes do Antigo Testamento, como o sistema sacrifical, não sejam mais obrigatórias para os cristãos, nunca devemos cometer o erro de atribuir a ele, de alguma forma, um status inferior ao do Novo. A Bíblia é composta de ambos os Testamentos e, por meio de ambos, aprendemos verdades cruciais sobre Deus e o plano da salvação. Perguntas para reflexão 1. Embora Jesus fosse o próprio Senhor, agora em “semelhança de carne pecaminosa” (Rm 8:3), Ele usou as Escrituras como meio de defesa contra as tentações do diabo. Se Jesus teve que fazer isso, qual é a importância da Bíblia em nossa vida, especialmente quando lutamos contra a tentação? Embora saibamos que devemos usá-la em nossa batalha contra a tentação, como fazer isso na prática? De que maneira podemos usar a Bíblia para resistir aos ataques que enfrentamos? 2. Por que a humildade é uma característica tão essencial para os cristãos? Como aprender a ser humilde? Qual é o papel da cruz nessa importante transformação? Comentários de Ellen G. White Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 648, 650. Como Pedro e seus irmãos, também nós fomos lavados no sangue de Cristo; todavia muitas vezes, pelo contato com o mal, a pureza do coração é maculada. Devemos chegar a Cristo em busca de Sua purificadora graça. Pedro recuou ante a ideia de pôr Pág. 649 em contato com as mãos de Seu Senhor e Mestre os pés menos limpos; mas quantas vezes pomos nosso coração pecaminoso, poluído, em contato com o coração de Cristo Quão ofensivo para Ele é nosso mau gênio, nossa vaidade e orgulho. Não obstante devemos levar-Lhe todas as nossas fraquezas e contaminação. Unicamente Ele nos pode lavar e deixar limpos. Não estamos preparados para a comunhão com Ele, a menos que sejamos limpos por Sua eficácia. Jesus disse aos discípulos: "Vós estais limpos, mas não todos." João 13:10. Ele lavara os pés de Judas, que, porém, não Lhe entregara o coração. Este não estava purificado. Judas não se submetera a Cristo. Depois de haver lavado os pés dos discípulos, tomou Suas vestes e, sentando-Se outra vez, disse-lhes: Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões:Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
  • 7. "Entendeis o que vos tenho feito? Vós Me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque Eu o sou. Ora se Eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outros. Porque vos dei o exemplo, para que, como vos fiz, façais vós também. Na verdade, na verdade vos digo que não é o servo maior do que o seu senhor, nem o enviado maior do que aquele que o enviou." João 13:12-14. Cristo queria que Seus discípulos entendessem que, se bem que Ele lhes houvesse lavado os pés, isto em nada Lhe diminuía a dignidade. "Vós Me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque Eu sou." João 13:13. E, sendo tão infinitamente superior, Ele comunicou graça e significação a esse serviço. Ninguém tão exaltado como Cristo, e todavia abaixou-Se até ao mais humilde dever. Para que Seu povo não fosse extraviado pelo egoísmo que habita no coração natural, e se fortaleça com o servir ao próprio eu, Cristo mesmo estabeleceu o exemplo da humildade. Não deixaria esse grande assunto a cargo do homem. De tanta conseqüência o considerava, que Ele próprio, igual a Deus, fez o papel de servo para com Seus discípulos. Enquanto eles contendiam pela mais alta posição, Aquele diante de quem todo joelho se dobrará, a quem os anjos da glória reputam uma honra servir, curvou-Se para lavar os pés daqueles que Lhe chamavam Senhor. Lavou os pés de Seu traidor. Em Sua vida e ensinos, Cristo deu um perfeito exemplo do abnegado ministério que tem sua origem em Deus. Deus não vive para Si. Criando o mundo, mantendo todas as coisas, Ele está constantemente ministrando em benefício de outros. "Faz que o Seu Sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos." Mat. 5:45. Esse ideal de ministério confiou Deus a Seu Filho. A Jesus foi dado pôr-Se como cabeça da humanidade, para que por Seu exemplo pudesse ensinar o que significa servir. Toda a Sua vida esteve sob a lei do serviço. Serviu a todos, a todos ajudou. Assim viveu Ele a lei de Deus, e por Seu exemplo mostrou como podemos obedecer à mesma. Pág. 650 Repetidamente procurara Jesus estabelecer este princípio entre os discípulos. Quando Tiago e João pediram para ser postos em destaque, disse: "Todo aquele que quiser entre vós fazer-se grande seja vosso serviçal." Mat. 20:26. Em Meu reino não tem lugar o princípio de preferência ou supremacia. A grandeza única é a grandeza da humildade. A única distinção baseia-se na dedicação ao serviço dos outros. Depois, havendo lavado os pés aos discípulos, Ele disse: "Eu vos dei o exemplo, para que como Eu vos fiz, façais vós também." João 13:15. Nestas palavras Cristo não somente estava ordenando a prática da hospitalidade. Queria significar mais do que a lavagem dos pés dos hóspedes para tirar-lhes o pó dos caminhos. Cristo estava aí instituindo um culto. Pelo ato de nosso Senhor, esta cerimônia humilhante tornou-se uma ordenança consagrada. Devia ser observada pelos discípulos, a fim de poderem conservar sempre em mente Suas lições de humildade e serviço. Esta ordenança é o preparo designado por Cristo para o serviço sacramental. Enquanto o orgulho, desinteligência e luta por superioridade forem nutridos, o coração não pode entrar em associação com Cristo. Não estamos preparados para receber a comunhão de Seu corpo e de Seu sangue. Por isso Jesus indicou que se observasse primeiramente a comemoração de Sua humilhação. Ao chegarem a esta ordenança, os filhos de Deus devem evocar as palavras do Senhor da vida e da glória: "Entendeis o que vos tenho feito? Vós Me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque Eu o sou. Ora se Eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns dos outros. Porque Eu vos dei o exemplo, para que, como Eu voz fiz, façais vós também. Na verdade, na verdade vos digo que não é o servo maior do que o seu senhor, nem o enviado maior do que aquele que o enviou. Se sabeis estas coisas, bem- aventurados sois se as fizerdes." João 13:16 e 17. Existe no homem a disposição de se estimar em mais alta conta do que a seu irmão, de trabalhar para si mesmo, de procurar o mais alto lugar; e muitas vezes isso dá em resultado ruins suspeitas e amargura de espírito. A ordenança que precede à ceia do Senhor, deve remover esses desentendimentos, tirar o homem de seu egoísmo, fazê-lo baixar de seus tacões de exaltação própria à humildade de coração que o levará a servir a seu irmão. O Desejado de Todas as Nações, p. 649, 650. Auxiliar para o professor Resumo da Lição TEXTO-CHAVE: Mateus 3:2; 4:17 O ALUNO DEVERÁ Compreender: A missão principal de João Batista e de Jesus Cristo. Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões:Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
  • 8. Sentir: O poder da mensagem de João Batista e do Messias. Fazer: Aceitar o chamado que Cristo fez ao discipulado. ESBOÇO Compreender: A missão principal de João e de Jesus Qual foi a missão de João? Qual é a diferença entre a missão de Jesus e a de João? O que a vitória de Jesus sobre Satanás significa em relação à Sua própria missão? Sentir: O poder da mensagem de João e de Jesus João e Jesus chamaram para o arrependimento (Mt 3:2; 4:17). Existe diferença entre os dois chamados? Como o arrependimento e o discipulado se relacionam com o reino de Deus? Fazer: Aceitar o chamado ao discipulado O discipulado envolve duas atitudes: deixar algo e se apegar a algo. O que precisa ser deixado? A que devemos nos apegar? Quais são os passos práticos que confirmam esse processo? O que significa ser pescador de homens em termos de experiência interior e responsabilidades externas? RESUMO: Os capítulos 3 e 4 de Mateus apresentam o arrependimento, a vida vitoriosa e o discipulado como características essenciais do reino de Deus. Como você entende a conexão entre esses conceitos? Ciclo do aprendizado Motivação Focalizando as Escrituras: Mateus 3:2; 4:17 Conceito-chave para o crescimento espiritual: A expressão “reino do Céu” ocorre 106 vezes nos evangelhos: 49 em Mateus, 16 em Marcos, 38 em Lucas e 3 em João. Esse é o tema central dos ensinos de Jesus. Sempre que o termo “reino” é mencionado em relação ao ministério de Cristo, há um sentido de novidade, porque a encarnação e a morte na cruz asseguraram, por um lado, a redenção da humanidade (João 3:16) e, por outro lado, a total destruição do demônio e seus anjos (Mt 25:41). A salvação do pecado e a eliminação do mal estão asseguradas na mensagem do Rei e do Seu reino. Por isso, o reino sobre o qual Jesus falou geralmente é descrito em duas poderosas expressões: o reino da graça e o reino da glória. “O reino da graça de Deus está sendo agora estabelecido, visto que corações sobrecarregados de pecado e rebelião se rendem à soberania de Seu amor. O completo estabelecimento do reino de Sua glória, porém, não ocorrerá senão na segunda vinda de Cristo ao mundo” (Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo, p. 108). Para o professor: A lição desta semana apresenta cinco dinâmicas espirituais indispensáveis à vida cristã: arrependimento; reino do Céu; batismo com água, com o Espírito e com fogo; vitória sobre Satanás; e discipulado, que transforma as pessoas em “pescadores de homens”. Verifique se a classe compreendeu o significado de cada um desses conceitos e como eles são indispensáveis à fé e à vida cristã. Abertura O arrependimento é um marco que divide as atitudes, as prioridades e a direção da vida em a.C e d.C: antes da vinda de Cristo (a.C.) e depois da vinda de Cristo (d.C.) à nossa vida. Cristo é o grande divisor, o novo definidor, o novo Senhor da vida. Pergunte à classe o que isso implica em termos práticos. Comente com a classe Tanto João Batista quanto Jesus começaram o ministério com um chamado ao arrependimento. Compare e contraste os pontos de vista de João e de Jesus. Compreensão Para o professor: Isaías foi o primeiro a profetizar que um precursor prepararia “o caminho do Senhor” (Is Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões:Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
  • 9. 40:3) para a chegada do Messias. Malaquias 4:5 retomou o tema e predisse que um precursor no espírito de Elias antecederia o dia do Senhor. Após 400 anos, o silêncio profético foi quebrado e João Batista surgiu no “deserto da Judeia” (Mt 3:1). Mateus identificou esse precursor como João, e com ele iniciamos a lição desta semana. Como João preparou o caminho para o Messias? Como o Messias foi apresentado ao mundo? Como o Messias iniciou Seu ministério? Comentário Bíblico I. Preparação para o Messias (Recapitule com a classe Mateus 3:1-12.) João é o cumprimento da profecia de Isaías: “Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor” (Mt 3:3). A vinda do Rei estava próxima. O caminho do coração humano precisava ser preparado. Como João pretendia fazer isso? Ele chamou ao arrependimento. A palavra grega para “arrependimento” significa “mudança da mente”, mudança de direção, mudança de vida. João exigia que seus ouvintes mudassem radicalmente o rumo moral e espiritual da vida e voltassem para Deus. Ele denunciou o pecado por toda parte e em qualquer forma – de Herodes, cuja vida foi marcada por assassinato, adultério e pilhagem; dos fariseus, que igualavam justiça a rotinas religiosas; ou dos homens comuns, que se orgulhavam de ser filhos de Abraão. João Batista classificava como “raça de víboras” (Mt 3:7) os que desejavam a aprovação de Deus devido à posição, riqueza, poder ou linhagem. Ele chamou para uma vida que seria aprovada no teste do juízo. João falou do juízo (Mt 3:10-12) em termos pitorescos que indicam convicção – o machado que corta toda árvore que não produz bom fruto; a pá que limpa completamente a eira; o recolhimento do trigo no celeiro; e a queima da palha (Mt 3:10-12). Ele falou do reino vindouro. A proximidade do reino exigia uma resposta imediata de seus ouvintes. Quando se fala em arrependimento do pecado, não há tempo a perder. A construção do reino não permite demora, ao contrário, ela exige que estejamos prontos, sejamos batizados e contados como dignos do reino. Pense nisso: Alguns eruditos judeus encontraram nove regras de arrependimento em Isaías 1:16, 17: “Lavai- vos; purificai-vos; tirai a maldade de vossos atos de diante dos Meus olhos; cessai de fazer o mal; aprendei a fazer o bem; atendei à justiça; repreendei ao opressor; defendei o direito do órfão; pleiteai a causa das viúvas.” Você concorda? Compartilhe sua opinião. II. Apresentação do Messias (Recapitule com a classe Mateus 3:13-17; 4:1-11.) Dois grandes eventos introduziram o Messias: a unção batismal e a vitória sobre Satanás. “Dirigiu-Se Jesus da Galileia para o Jordão, a fim de que João O batizasse.” O batismo de Jesus não deve ser visto como parte do processo de “arrependimento e batismo.” Ele foi batizado para demonstrar que o Filho de Deus estava plenamente identificado com os seres humanos aos quais veio salvar. Jesus não pecou, em nenhum sentido do termo, mas isso não significa que Ele não Se identificasse nem que Ele não pudesse Se identificar com os pecadores. Por isso, Ellen G. White escreveu: “Jesus não recebeu o batismo como confissão de pecado de Sua própria parte. Identificou-Se com os pecadores, dando os passos que devemos dar, e fazendo a obra que devemos fazer” (O Desejado de Todas as Nações, p. 111). O batismo de Jesus também precisa ser visto pelo que ele foi: um encontro entre o Céu e a Terra em que o Pai colocou Sua insígnia pessoal sobre o Filho, e o Espírito desceu a fim de preparar o Filho para a árdua tarefa diante dEle. O batismo abriu caminho para que o Messias visualizasse a distante cruz e percorresse o caminho de sofrimento e redenção sozinho, com a certeza de que Ele era o Rei messiânico e o Servo sofredor. O batismo de Jesus também é uma afirmação de que a Trindade, em conjunto, está envolvida no plano da redenção. Pense nisto: O batismo de João era com água (Lc 3:14-18), mas ele predisse que Aquele que viria depois dele “batizaria com o Espírito Santo e com fogo”(Lc 3:16). O que você entende por batismo com fogo? (Compare Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões:Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
  • 10. com Ml 3:1-3.) III. O Messias inicia Seu ministério (Recapitule com a classe Mateus 4:12-22.) Jesus foi para o deserto com um alvo claro: estar sozinho, manter comunhão com o Pai por meio de jejum e oração, meditar nas razões de Sua missão, na maneira de cumpri-la, e planejar a equipe missionária que estava prestes a organizar. Esse momento de busca de discernimento foi exatamente o que Satanás escolheu para instigar, “tentar” e conduzir Jesus, se possível, para longe do plano redentor indicado por Deus: a cruz. A estratégia do inimigo era impedir a missão de Cristo, fazendo com que Ele duvidasse de Sua filiação, colocando à prova Sua confiança no amor do Pai e oferecendo a reconquista do planeta perdido sem a cruz. Jesus superou todas as tentações confiando no poder da Palavra. Se ignorarmos essa lição deixada por Ele poderemos ter sérios problemas. O segredo da vida vitoriosa de Jesus também pode ser nossa arma contra o inimigo (Ef 6:17). Ele, o Doador da Palavra, viveu pela Palavra. O mesmo pode acontecer conosco. Dependência absoluta e intensa confiança em Deus compõem uma vida que não pode ser abalada por falta de pão, pela sedução do poder nem pela abominável incredulidade, fundamentada no desprezo ao reino de Deus, considerado apenas uma fantasia. Comente com a classe Tentação não é pecado. No sentido bíblico, a tentação tem o potencial de afirmar a possibilidade de santidade. Ser tentado é uma coisa; cair em pecado é outra. Onde está nossa segurança? Aplicação Para o professor: Recapitule Mateus 3:13-17 e 4:1-11. A primeira passagem é uma afirmação forte e positiva da pessoa e da missão de Jesus, demonstrando que toda a Divindade está envolvida na Sua missão redentora. A segunda é um ataque, uma insinuação de dúvida, numa tentativa de desviar Jesus de Sua missão. Comente com a classe as questões a seguir: Que lições dessas duas passagens podem ser aplicadas às nossas lutas espirituais? Relembre uma experiência em que, num primeiro momento você estava convicto da direção de Deus e no momento seguinte temeu o ataque violento de Satanás. Como você lidou com essas situações? Criatividade e atividades práticas Para o professor: Ser tentado não é pecado, mas ceder à tentação é pecado. A vida é cheia de tentações: trair o cônjuge; pegar um atalho para alcançar uma meta, sabendo que esse caminho prejudicará alguém; ignorar ou comprometer as expectativas do local de trabalho; negligenciar deliberadamente o relacionamento com Deus ou com Sua igreja. Comente com a classe sobre essas possíveis situações e como evitá-las. Atividade Peça que os alunos escrevam, de modo anônimo, os tipos de tentações que mais enfrentam e como lidam com elas. Encoraje-os a encontrar textos bíblicos que ajudem a lidar com essas dificuldades. Reúna as anotações e misture-as. Entregue uma anotação a cada pessoa, peça que a leia em voz alta e compartilhe o que aprendeu com as lutas das outras pessoas. Uma alternativa é fazer a atividade sem os papéis para escrever, convidando- os a enumerar as tentações que a maioria dos cristãos enfrenta. Incentive-os a compartilhar soluções bíblicas que dão esperança a quem enfrenta essas dificuldades. Planejando atividades: O que sua classe pode fazer na próxima semana como resposta ao estudo da lição? Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões:Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com