Lição 5                                                                                                        28 de julho...
haviam sido tomadas pelos apóstolos e anciãos em Jerusalém. 5 Assim as igrejas eram confirmadas na fé, e dia a diacresciam...
ousados. Sejam fortes!” Por isso, eles “começaram a ser ousados” (1Ts 2:2, tradução do autor), apesar da probabilidadede q...
pecado me concebeu minha mãe. Eis que te comprazes na verdade no íntimo e no recôndito me fazes conhecer asabedoria. Purif...
recusou qualquer coisa que comprometesse seus motivos, ou que fosse uma pedra de tropeço no caminho dos novosconversos.Emb...
trabalhava com as mãos e adaptava a instrução, tudo para evitar barreiras desnecessárias à aceitação do evangelho.Uma pode...
III. Fazer: Avaliar nossos motivosA. Alimentar os motivos errados pode facilmente minar o caráter e prejudicar a causa de ...
Pense nisto: Em uma época de charlatões itinerantes, por que era tão importante que Paulo defendesse seus verdadeirosmotiv...
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O exemplo apostólico (1Ts 2:1-12)_Lição da escola sabatina_original_com_textos

  1. 1. Lição 5 28 de julho a 4 de agosto O exemplo apostólico (1Ts 2:1-12)Sábado à tarde Ano Bíblico: Is 20–23VERSO PARA MEMORIZAR: “Visto que fomos aprovados por Deus, a ponto de nos confiar Ele o evangelho, assim falamos,não para que agrademos a homens, e sim a Deus, que prova o nosso coração” (1Ts 2:4).Leituras da semana: 1Ts 2:1-12; At 16; Dt 10:16; Sl 51:1-10; 2Co 8:1-5; Lc 11:11-13Pensamento-chave: Ao revelar qual deve ser o verdadeiro motivo do ministério, Paulo pode nos ajudar a examinar nossocoração e nossa vida à luz do evangelho.A lição desta semana marca uma importante transição dos argumentos da primeira carta aos Tessalonicenses. Paulopartiu do foco na igreja (1Ts 1:2-10) para o foco nos apóstolos e na experiência deles em Tessalônica (1Ts 2:1-12). Nocapítulo anterior, Paulo deu graças a Deus porque os cristãos em Tessalônica seguiram o exemplo dele e, por sua vez,tornaram-se modelos de fidelidade. Agora, em 1 Tessalonicenses 2:1-12, ele examinou com mais profundidade o tipo de vidaque permite aos apóstolos atuar como exemplos a ser seguidos.I TESS. 02:1 Porque vós mesmos sabeis, irmãos, que a nossa entrada entre vós não foi vã; 2 mas, havendoanteriormente padecido e sido maltratados em Filipos, como sabeis, tivemos a confiança em nosso Deus para vos falar oevangelho de Deus em meio de grande combate. 3 Porque a nossa exortação não procede de erro, nem de imundícia,nem é feita com dolo; 4 mas, assim como fomos aprovados por Deus para que o evangelho nos fosse confiado, assimfalamos, não para agradar aos homens, mas a Deus, que prova os nossos corações. 5 Pois, nunca usamos de palavraslisonjeiras, como sabeis, nem agimos com intuitos gananciosos. Deus é testemunha, 6 nem buscamos glória de homens,quer de vós, quer de outros, embora pudéssemos, como apóstolos de Cristo, ser-vos pesados; 7 antes nos apresentamosbrandos entre vós, qual ama que acaricia seus próprios filhos. 8 Assim nós, sendo-vos tão afeiçoados, de boa vontadedesejávamos comunicar-vos não somente o evangelho de Deus, mas ainda as nossas próprias almas; porquanto vostornastes muito amados de nós. 9 Porque vos lembrais, irmãos, do nosso labor e fadiga; pois, trabalhando noite e dia,para não sermos pesados a nenhum de vós, vos pregamos o evangelho de Deus. 10 Vós e Deus sois testemunhas dequão santa e irrepreensivelmente nos portamos para convosco que credes; 11 assim como sabeis de que modo vostratávamos a cada um de vós, como um pai a seus filhos, 12 exortando-vos e consolando-vos, e instando que andásseisde um modo digno de Deus, o qual vos chama ao seu reino e glória.Embora existam muitas possíveis motivações para o ensino, pregação e serviço, Paulo apontou a mais importante: que oministério seja agradável a Deus. Paulo estava menos preocupado com o crescimento numérico da igreja do que com seucrescimento, por meio da graça de Deus, nos princípios espirituais corretos.Nesta lição vislumbramos a vida íntima de Paulo. Ele a expôs de um modo que nos desafia a alinhar nossas esperançasespirituais, sonhos e motivações para que agrademos a Deus e influenciemos os outros de modo correto.Domingo Ano Bíblico: Is 24–26Ousadia no sofrimento (1Ts 2:1, 2)1. Leia 1 Tessalonicenses 2:1, 2, à luz de Atos 16. Que conexão Paulo fez entre seu ministério anterior em Filipos e seuministério em Tessalônica?Porque vós, irmãos, sabeis, pessoalmente, que a nossa estada entre vós não se tornou infrutífera; mas, apesar demaltratados e ultrajados em Filipos, como é do vosso conhecimento, tivemos ousada confiança em nosso Deus, para vosanunciar o evangelho de Deus, em meio a muita luta. (1 Ts 2:1-2)ATOS 16:1 Chegou também a Derbe e Listra. E eis que estava ali certo discípulo por nome Timóteo, filho de uma judiacrente, mas de pai grego; 2 do qual davam bom testemunho os irmãos em Listra e Icônio. 3 Paulo quis que este fossecom ele e, tomando-o, o circuncidou por causa dos judeus que estavam naqueles lugares; porque todos sabiam que seupai era grego. 4 Quando iam passando pelas cidades, entregavam aos irmãos, para serem observadas, as decisões que Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos. e-mail: ramos@advir.com
  2. 2. haviam sido tomadas pelos apóstolos e anciãos em Jerusalém. 5 Assim as igrejas eram confirmadas na fé, e dia a diacresciam em número. 6 Atravessaram a região frígio-gálata, tendo sido impedidos pelo Espírito Santo de anunciar apalavra na Ásia; 7 e tendo chegado diante da Mísia, tentavam ir para Bitínia, mas o Espírito de Jesus não lho permitiu. 8Então, passando pela Mísia, desceram a Trôade. 9 De noite apareceu a Paulo esta visão: estava ali em pé um homem daMacedônia, que lhe rogava: Passa à Macedônia e ajuda-nos. 10 E quando ele teve esta visão, procurávamos logo partirpara a Macedônia, concluindo que Deus nos havia chamado para lhes anunciarmos o evangelho. 11 Navegando, pois, deTrôade, fomos em direitura a Samotrácia, e no dia seguinte a Neápolis; 12 e dali para Filipos, que é a primeira cidadedesse distrito da Macedônia, e colônia romana; e estivemos alguns dias nessa cidade. 13 No sábado saímos portas aforapara a beira do rio, onde julgávamos haver um lugar de oração e, sentados, falávamos às mulheres ali reunidas. 14 Ecerta mulher chamada Lídia, vendedora de púrpura, da cidade de Tiatira, e que temia a Deus, nos escutava e o Senhorlhe abriu o coração para atender às coisas que Paulo dizia. 15 Depois que foi batizada, ela e a sua casa, rogou-nos,dizendo: Se haveis julgado que eu sou fiel ao Senhor, entrai em minha casa, e ficai ali. E nos constrangeu a isso. 16 Ora,aconteceu que quando íamos ao lugar de oração, nos veio ao encontro uma jovem que tinha um espírito adivinhador, eque, adivinhando, dava grande lucro a seus senhores. 17 Ela, seguindo a Paulo e a nós, clamava, dizendo: São servos doDeus Altíssimo estes homens que vos anunciam um caminho de salvação. 18 E fazia isto por muitos dias. Mas Paulo,perturbado, voltou-se e disse ao espírito: Eu te ordeno em nome de Jesus Cristo que saias dela. E na mesma hora saiu.19 Ora, vendo seus senhores que a esperança do seu lucro havia desaparecido, prenderam a Paulo e Silas, e osarrastaram para uma praça à presença dos magistrados. 20 E, apresentando-os aos magistrados, disseram: Esteshomens, sendo judeus, estão perturbando muito a nossa cidade, 21 e pregam costumes que não nos é lícito receber nempraticar, sendo nós romanos. 22 A multidão levantou-se à uma contra eles, e os magistrados, rasgando-lhes os vestidos,mandaram açoitá-los com varas. 23 E, havendo-lhes dado muitos açoites, os lançaram na prisão, mandando aocarcereiro que os guardasse com segurança. 24 Ele, tendo recebido tal ordem, os lançou na prisão interior e lhes segurouos pés no tronco. 25 Pela meia-noite Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, enquanto os presos os escutavam.26 De repente houve um tão grande terremoto que foram abalados os alicerces do cárcere, e logo se abriram todas asportas e foram soltos os grilhões de todos. 27 Ora, o carcereiro, tendo acordado e vendo abertas as portas da prisão,tirou a espada e ia suicidar-se, supondo que os presos tivessem fugido. 28 Mas Paulo bradou em alta voz, dizendo: Não tefaças nenhum mal, porque todos aqui estamos. 29 Tendo ele pedido luz, saltou dentro e, todo trêmulo, se prostrou antePaulo e Silas 30 e, tirando-os para fora, disse: Senhores, que me é necessário fazer para me salvar? 31 Responderameles: Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa. 32 Então lhe pregaram a palavra de Deus, e a todos os queestavam em sua casa. 33 Tomando-os ele consigo naquela mesma hora da noite, lavou-lhes as feridas; e logo foibatizado, ele e todos os seus. 34 Então os fez subir para sua casa, pôs-lhes a mesa e alegrou-se muito com toda a suacasa, por ter crido em Deus. 35 Quando amanheceu, os magistrados mandaram quadrilheiros a dizer: Soltai aqueleshomens. 36 E o carcereiro transmitiu a Paulo estas palavras, dizendo: Os magistrados mandaram que fosseis soltos;agora, pois, saí e ide em paz. 37 Mas Paulo respondeu-lhes: Açoitaram-nos publicamente sem sermos condenados, sendocidadãos romanos, e nos lançaram na prisão, e agora encobertamente nos lançam fora? De modo nenhum será assim;mas venham eles mesmos e nos tirem. 38 E os quadrilheiros foram dizer aos magistrados estas palavras, e estestemeram quando ouviram que eles eram romanos; 39 vieram, pediram-lhes desculpas e, tirando-os para fora, rogavamque se retirassem da cidade. 40 Então eles saíram da prisão, entraram em casa de Lídia, e, vendo os irmãos, osconfortaram, e partiram.Em 1 Tessalonicenses 2:1 são retomados os temas do capítulo 1. A expressão “vós, irmãos, sabeis” do verso 1 relembra a mesmalinguagem de 1 Tessalonicenses 1:5. E a referência de Paulo à “estada” ou “visita” (NVI) à igreja relembra 1 Tessalonicenses 1:9.Assim, Paulo continuou os temas que ele levantou no primeiro capítulo da carta. O fim do capítulo anterior estavarelacionado com o que “todos” sabiam sobre os tessalonicenses. Neste capítulo ele considera o que os leitores sabiamacerca dos apóstolos e o comprometimento deles com a fé.Porque vós, irmãos, sabeis, pessoalmente, que a nossa estada entre vós não se tornou infrutífera; (1 Ts 2:1)I TESS. 1:1 Paulo, Silvano e Timóteo, à igreja dos tessalonicenses, em Deus Pai e no Senhor Jesus Cristo: Graça e paz vossejam dadas. 2 Sempre damos graças a Deus por vós todos, fazendo menção de vós em nossas orações, 3 lembrando-nos sem cessar da vossa obra de fé, do vosso trabalho de amor e da vossa firmeza de esperança em nosso Senhor JesusCristo, diante de nosso Deus e Pai, 4 conhecendo, irmãos, amados de Deus, a vossa eleição; 5 porque o nosso evangelhonão foi a vós somente em palavras, mas também em poder, e no Espírito Santo e em plena convicção, como bem sabeisquais fomos entre vós por amor de vós. 6 E vós vos tornastes imitadores nossos e do Senhor, tendo recebido a palavraem muita tribulação, com gozo do Espírito Santo. 7 De sorte que vos tornastes modelo para todos os crentes naMacedônia e na Acaia. 8 Porque, partindo de vós fez-se ouvir a palavra do Senhor, não somente na Macedônia e naAcaia, mas também em todos os lugares a vossa fé para com Deus se divulgou, de tal maneira que não temosnecessidade de falar coisa alguma; 9 porque eles mesmos anunciam de nós qual a entrada que tivemos entre vós, ecomo vos convertestes dos ídolos a Deus, para servirdes ao Deus vivo e verdadeiro, 10 e esperardes dos céus a seuFilho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira vindoura.porque o nosso evangelho não chegou até vós tão-somente em palavra, mas, sobretudo, em poder, no Espírito Santo eem plena convicção, assim como sabeis ter sido o nosso procedimento entre vós e por amor de vós. (1 Ts 1:5)pois eles mesmos, no tocante a nós, proclamam que repercussão teve o nosso ingresso no vosso meio, e como, deixandoos ídolos, vos convertestes a Deus, para servirdes o Deus vivo e verdadeiro (1 Ts 1:9)Paulo lembrou como ele e Silas foram maltratados de modo vergonhoso em Filipos em virtude da pregação do evangelho.No longo caminho de Filipos a Tessalônica, cada passo era uma lembrança dolorosa desse tratamento cruel. Sem dúvida,eles traziam sinais exteriores da dor, mesmo no momento da chegada a Tessalônica. Nesse ponto, teria sido fácil adotaruma abordagem menos direta para o evangelismo na nova cidade. Depois de tudo que tinham acabado de passar, quemiria censurá-los?Mas os tessalonicenses se mostraram ansiosos por receber a verdade e abertos para ela. A realidade dizia: “Jamaispregue o evangelho novamente.” Mas, no meio da dor e do sofrimento, Deus estava dizendo a Paulo e Silas: “Sejam Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos. e-mail: ramos@advir.com
  3. 3. ousados. Sejam fortes!” Por isso, eles “começaram a ser ousados” (1Ts 2:2, tradução do autor), apesar da probabilidadede que a perseguição se repetisse. Havia um forte e evidente contraste entre sua condição humana (e todas asfragilidades que vêm com ela) e o poder que Deus lhes concedia.No fim, o Senhor usou essas circunstâncias exteriores para Sua glória. As feridas visíveis dos pregadores evidenciavamduas coisas aos tessalonicenses. Primeira, sua pregação do evangelho realmente era o resultado de sua convicçãopessoal. Eles não estavam fazendo isso para benefício pessoal (veja 1Ts 2:3-6). Segunda, ficou claro para os ouvintes queDeus estava de uma forma poderosa com Paulo e Silas. O evangelho que eles pregavam não era apenas uma concepçãointelectual, mas era acompanhado pela presença viva do Senhor, como revelado na vida dos apóstolos (v. 13).Pois a nossa exortação não procede de engano, nem de impureza, nem se baseia em dolo; pelo contrário, visto quefomos aprovados por Deus, a ponto de nos confiar ele o evangelho, assim falamos, não para que agrademos a homens, esim a Deus, que prova o nosso coração. A verdade é que nunca usamos de linguagem de bajulação, como sabeis, nem deintuitos gananciosos. Deus disto é testemunha. Também jamais andamos buscando glória de homens, nem de vós, nemde outros. (1 Ts 2:3-6)Outra razão ainda temos nós para, incessantemente, dar graças a Deus: é que, tendo vós recebido a palavra que de nósouvistes, que é de Deus, acolhestes não como palavra de homens, e sim como, em verdade é, a palavra de Deus, a qual,com efeito, está operando eficazmente em vós, os que credes. (1 Ts 2:13)O que você apontaria como evidência de que Deus mudou sua vida? Essa evidência é percebida pelos outros?Segunda Ano Bíblico: Is 27–29O caráter dos apóstolos (1Ts 2:3)2. O que Paulo declarou a respeito dos seus motivos para ensinar e exortar? 1Ts 2:3Pois a nossa exortação não procede de engano, nem de impureza, nem se baseia em dolo; (1 Ts 2:3)Era muito conhecido no mundo antigo o conceito de que havia três chaves para persuadir as pessoas a mudar suasideias ou práticas. As pessoas julgam o poder de um argumento com base no caráter (em grego: ethos) do orador, naqualidade ou lógica do argumento (logos), e no poder do apelo do orador sobre as emoções ou interesse (pathos) doouvinte. Em 1 Tessalonicenses 2:3-6, Paulo focalizou o caráter dos apóstolos como um importante elemento da pregação quepromoveu mudanças radicais entre os tessalonicenses.Pois a nossa exortação não procede de engano, nem de impureza, nem se baseia em dolo; pelo contrário, visto quefomos aprovados por Deus, a ponto de nos confiar ele o evangelho, assim falamos, não para que agrademos a homens, esim a Deus, que prova o nosso coração. A verdade é que nunca usamos de linguagem de bajulação, como sabeis, nem deintuitos gananciosos. Deus disto é testemunha. Também jamais andamos buscando glória de homens, nem de vós, nemde outros. (1 Ts 2:3-6)Nesses versos, Paulo traçou um contraste entre ele e os filósofos populares, cuja pregação muitas vezes era motivadapelo benefício pessoal (veja a lição 3 “Tessalônica nos dias de Paulo”). Paulo usou três palavras no verso 3 paradescrever possíveis motivações equivocadas para a pregação ou ministério.A primeira é “engano”, um erro intelectual. Um pregador podia estar entusiasmado com uma ideia que estivessesimplesmente errada. Poderia estar totalmente sincero, mas iludido. Ele poderia pensar que estivesse fazendo o bem aosoutros, mas ser motivado por ideias falsas.A segunda palavra é “impureza”, ou “imundícia.” As pessoas são atraídas por indivíduos amplamente conhecidos por seupoder, ideias ou desempenho. Algumas figuras públicas podem ser motivadas pelas oportunidades sexuais que vêm coma fama ou notoriedade.A terceira palavra é mais bem traduzida por “dolo” ou “fraudulência”. Nesse caso, o orador estaria ciente de que asideias apresentadas estavam erradas, mas conscientemente tentaria enganar as pessoas a fim de se beneficiar.Paulo e Silas não eram motivados por nenhuma dessas coisas. Se tivessem sido, sua experiência em Filiposprovavelmente teria feito com que abandonassem a pregação. A ousadia que eles demonstravam em Tessalônica erapossível somente pelo poder de Deus atuando por meio deles. O poder que o evangelho teve em Tessalônica ( 1Ts 1:5) emparte era devido ao caráter dos apóstolos, que brilhava em suas apresentações. Os argumentos lógicos e apelosemocionais não eram suficientes. O caráter deles estava de acordo com suas declarações. Essa autenticidade tem umpoder tremendo no mundo de hoje, como tinha nos tempos antigos.Pense em seus motivos para tudo que faz. Eles são puros, livres de erro, dolo e impureza? Se eles não são o quedeveriam ser, como você pode mudar para melhor? Leia Dt 10:16; Fp 4:13 e Sl 51:1-10.Circuncidai, pois, o vosso coração e não mais endureçais a vossa cerviz. (Deut. 10:16)tudo posso naquele que me fortalece. (Filip. 4:13)Compadece-te de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; e, segundo a multidão das tuas misericórdias, apaga asminhas transgressões. Lava-me completamente da minha iniqüidade e purifica-me do meu pecado. Pois eu conheço asminhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim. Pequei contra ti, contra ti somente, e fiz o que é malperante os teus olhos, de maneira que serás tido por justo no teu falar e puro no teu julgar. Eu nasci na iniqüidade, e em Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos. e-mail: ramos@advir.com
  4. 4. pecado me concebeu minha mãe. Eis que te comprazes na verdade no íntimo e no recôndito me fazes conhecer asabedoria. Purifica-me com hissopo, e ficarei limpo; lava-me, e ficarei mais alvo que a neve. Faze-me ouvir júbilo ealegria, para que exultem os ossos que esmagaste. Esconde o rosto dos meus pecados e apaga todas as minhasiniqüidades. Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável. (Sal. 51:1-10)Terça Ano Bíblico: Is 30–33Agradar a Deus (1Ts 2:4-6)3. Qual era a motivação de Paulo para o ministério? Quais eram as alternativas do mundo? Por que muitos não percebemas diferenças e se enganam quanto à pureza dos próprios motivos? Por que é tão fácil alguém se enganar? 1Ts 2:4-6I TESS. 2:4 mas, assim como fomos aprovados por Deus para que o evangelho nos fosse confiado, assim falamos, nãopara agradar aos homens, mas a Deus, que prova os nossos corações. 5 Pois, nunca usamos de palavras lisonjeiras,como sabeis, nem agimos com intuitos gananciosos. Deus é testemunha, 6 nem buscamos glória de homens, quer devós, quer de outros, embora pudéssemos, como apóstolos de Cristo, ser-vos pesados;Apalavra geralmente traduzida como “aprovados” (1Ts 2:4) reflete a ideia de teste ou exame. Os apóstolos permitiramque Deus pusesse à prova a integridade de sua vida e intenções. O objetivo desse teste era garantir que o evangelho quepregavam não seria distorcido pela divergência entre o que eles pregavam e o que praticavam.Os filósofos populares da época escreviam sobre a importância do autoexame. Eles ensinavam que, se você quiser fazerdiferença no mundo, precisa examinar constantemente seus motivos e intenções. Paulo leva essa ideia um passoadiante. Além da autoavaliação, ele foi examinado por Deus. O Senhor verificou que a pregação de Paulo era coerentecom sua vida interior. Em última instância, somente Deus merece ser agradado.Os seres humanos precisam de um senso de valor para atuar. Muitas vezes procuramos esse valor acumulando bens, pormeio de realizações ou das opiniões positivas que os outros expressam sobre nós. Mas todas essas fontes de autoestimasão frágeis e muito transitórias. A autoestima genuína e duradoura é encontrada apenas por intermédio do evangelho.Quando compreendemos plenamente que Cristo morreu por nós, começamos a experimentar um senso de valor quenada neste mundo pode abalar.4. Que outras coisas podem motivar os mensageiros? 1Ts 2:5, 6A verdade é que nunca usamos de linguagem de bajulação, como sabeis, nem de intuitos gananciosos. Deus disto étestemunha. Também jamais andamos buscando glória de homens, nem de vós, nem de outros. (1 Ts 2:5-6)O conceito de bajulação retoma o tema de agradar pessoas, um fundamento fraco para o evangelismo. Paulo não estavamotivado pelo que as outras pessoas pensavam dele. Ele também excluiu outra motivação mundana para o ministério: odinheiro. Pessoas que foram abençoadas pelo ministério de alguém geralmente ficam ansiosas para dar dinheiro paraesse ministério ou para comprar seus produtos. Isso pode tentar os obreiros de Deus a perder o foco da única motivaçãoque realmente importa: agradar a Deus.O que em sua vida agrada a Deus, e por quê? O que não agrada?Quarta Ano Bíblico: Is 34–37Afeição profunda (1Ts 2:7, 8)5. Em 1 Tessalonicenses 2:4, a principal motivação de Paulo para o ministério era agradar a Deus. Que motivação adicionalPaulo apresentou nos versos seguintes? 1Ts 2:6-8pelo contrário, visto que fomos aprovados por Deus, a ponto de nos confiar ele o evangelho, assim falamos, não para queagrademos a homens, e sim a Deus, que prova o nosso coração. (1 Ts 2:4)I TESS. 2:6 nem buscamos glória de homens, quer de vós, quer de outros, embora pudéssemos, como apóstolos deCristo, ser-vos pesados; 7 antes nos apresentamos brandos entre vós, qual ama que acaricia seus próprios filhos. 8 Assimnós, sendo-vos tão afeiçoados, de boa vontade desejávamos comunicar-vos não somente o evangelho de Deus, masainda as nossas próprias almas; porquanto vos tornastes muito amados de nós.No mundo de hoje, dinheiro, sexo e poder são frequentemente considerados as principais motivações para ocomportamento humano, pelo menos para as pessoas absorvidas pelo interesse próprio. Em 1 Tessalonicenses 2:3-6, Paulousou uma série de palavras diferentes para descartar motivações semelhantes em relação ao seu ministério. Ganância,imoralidade, engano e bajulação não têm lugar na vida cristã, nem no ministério. Os apóstolos foram motivadosprincipalmente pelo desejo de agradar a Deus em tudo o que faziam.I TESS. 2:3 Porque a nossa exortação não procede de erro, nem de imundícia, nem é feita com dolo; 4 mas, assim comofomos aprovados por Deus para que o evangelho nos fosse confiado, assim falamos, não para agradar aos homens, masa Deus, que prova os nossos corações. 5 Pois, nunca usamos de palavras lisonjeiras, como sabeis, nem agimos comintuitos gananciosos. Deus é testemunha, 6 nem buscamos glória de homens, quer de vós, quer de outros, emborapudéssemos, como apóstolos de Cristo, ser-vos pesados;No verso 6, Paulo mencionou que os apóstolos poderiam ter sido um fardo para os tessalonicenses, ou, literalmente,poderiam ter tentado “impor sua vontade”. Como apóstolos e mestres, eles poderiam ter exigido o reconhecimento deseu status. Poderiam ter esperado favores monetários e ser tratados com honra especial. Mas, em Tessalônica, Paulo Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos. e-mail: ramos@advir.com
  5. 5. recusou qualquer coisa que comprometesse seus motivos, ou que fosse uma pedra de tropeço no caminho dos novosconversos.Embora sua principal motivação fosse agradar a Deus, nos versos 7 e 8 ele expressou uma motivação adicional: a grandeafeição pelos tessalonicenses. O verso 8 usou a linguagem da afeição. Para Paulo, pregar o evangelho era muito mais doque um dever. Ele dedicava ao povo o coração, e até mesmo o ser inteiro.I TESS. 2:7 antes nos apresentamos brandos entre vós, qual ama que acaricia seus próprios filhos.8 Assim nós, sendo-vos tão afeiçoados, de boa vontade desejávamos comunicar-vos não somente o evangelho de Deus,mas ainda as nossas próprias almas; porquanto vos tornastes muito amados de nós.6. Como as igrejas da Macedônia, incluindo a de Tessalônica, responderam à ternura dos apóstolos? O que isso nosensina sobre a importância do caráter dos que testemunham aos outros? 2Co 8:1-5Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus concedida às igrejas da Macedônia; porque, no meio de muitaprova de tribulação, manifestaram abundância de alegria, e a profunda pobreza deles superabundou em grande riquezada sua generosidade. Porque eles, testemunho eu, na medida de suas posses e mesmo acima delas, se mostraramvoluntários, pedindo-nos, com muitos rogos, a graça de participarem da assistência aos santos. E não somente fizeramcomo nós esperávamos, mas também deram-se a si mesmos primeiro ao Senhor, depois a nós, pela vontade de Deus; (2Cor. 8:1-5)Na lição de segunda-feira, mencionamos as três chaves antigas para a persuasão: o caráter do orador (ethos), a lógica doargumento (logos), e o apelo à emoção ou interesse próprio (pathos). Nos versos 4-6, Paulo enfatizou o caráter dosapóstolos como motivo para segui-los. Nos versos 7 e 8, vemos um apelo ao pathos, o vínculo emocional que sedesenvolveu entre os apóstolos e os tessalonicenses. (Ver nos textos diretamente acima)O evangelho manifesta seu maior poder quando toca o coração.Pense no caráter de alguém que o influenciou de forma positiva. O que especificamente tocou seu coração? Como vocêpode imitar essas mesmas características?Quinta Ano Bíblico: Is 38–40Para não ser um fardo (1Ts 2:9-12)7. Enquanto Paulo esteve em Tessalônica, que outras coisas ele fez, além de pregar o evangelho, e por quê? 1Ts 2:9, 10Porque, vos recordais, irmãos, do nosso labor e fadiga; e de como, noite e dia labutando para não vivermos à custa denenhum de vós, vos proclamamos o evangelho de Deus. Vós e Deus sois testemunhas do modo por que piedosa, justa eirrepreensivelmente procedemos em relação a vós outros, que credes. (1 Ts 2:9-10)A ideia de que Paulo trabalhava “noite e dia” seria um grande exagero, se tomada literalmente. O grego, entretanto,expressa uma ideia qualitativa, e não a quantidade real de tempo despendido. Em outras palavras, Paulo estava dizendoque trabalhava além do chamado do dever, para não sobrecarregá-los. Ele não queria que nada atrapalhasse seutestemunho a eles.Além disso, ele era muito cuidadoso para se comportar de modo a não causar ofensa diante de Deus nem de outros ( 1Ts2:10; Lc 2:52). Paulo e os apóstolos procuravam ser irrepreensíveis em seus relacionamentos para que o evangelho setornasse o foco central de atenção.Vós e Deus sois testemunhas do modo por que piedosa, justa e irrepreensivelmente procedemos em relação a vós outros,que credes. (1 Ts 2:10)E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens. (Luc. 2:52)8. Que analogia Paulo usou para descrever sua maneira de tratar os tessalonicenses? O que essa analogia ensina? 1Ts2:11, 12; Lc 11:11-13E sabeis, ainda, de que maneira, como pai a seus filhos, a cada um de vós, exortamos, consolamos e admoestamos, paraviverdes por modo digno de Deus, que vos chama para o seu reino e glória. (1 Ts 2:11-12)Qual dentre vós é o pai que, se o filho lhe pedir [pão, lhe dará uma pedra? Ou se pedir] um peixe, lhe dará em lugar depeixe uma cobra? Ou, se lhe pedir um ovo lhe dará um escorpião? Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivasaos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem? (Luc. 11:11-13)O bom pai provê limites, encorajamento e amor. Ele adapta a educação e disciplina ao caráter único e à condiçãoemocional de cada filho. Dependendo do filho e da situação, o pai pode oferecer incentivo, um “sermão” ou uma punição.Havia certa tensão na abordagem missionária de Paulo. Por um lado, ele sempre procurava adaptar sua abordagem aocaráter específico e à situação do povo. Por outro lado, ele estava muito preocupado com a autenticidade, de modo que oexterior e o interior fossem uma coisa só. Como alguém pode ser autêntico e genuíno e ainda ser “tudo para com todasas pessoas”?O segredo era o amor que Paulo tinha por seus conversos. Ele fazia tudo que podia para exemplificar autenticidade. Noentanto, percebia que eles não estavam preparados para lidar com algumas coisas (leia também Jo 16:12). Por isso, ele Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos. e-mail: ramos@advir.com
  6. 6. trabalhava com as mãos e adaptava a instrução, tudo para evitar barreiras desnecessárias à aceitação do evangelho.Uma poderosa lição de auto sacrifício.Tenho ainda muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora; (João 16:12)Sexta Ano Bíblico: Is 41–44Estudo adicionalNão importa quão alta seja a profissão, aquele cujo coração não está cheio de amor a Deus e aos semelhantes não éverdadeiro discípulo de Cristo. ... Poderá ostentar grande liberalidade; mas se ele, por qualquer outro motivo que não ogenuíno amor, entregar todos os seus bens para sustento dos pobres, esse ato não o recomendará ao favor de Deus”(Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 318, 319).“Ao mesmo tempo que Paulo tinha cuidado em apresentar aos seus conversos os positivos ensinos da Escritura comrelação à devida manutenção da obra de Deus, ... em várias ocasiões, ... trabalhou num ofício para obter a própriasubsistência. ...“É em Tessalônica que primeiro ouvimos a respeito de Paulo trabalhar com as próprias mãos num meio de vida, enquantopregava a Palavra” (1Ts 2:6, 9; 2Ts 3:8, 9). ...“Mas Paulo não considerava perdido o tempo assim empregado. ... Dava a seus companheiros de trabalho instruçõesquanto às coisas espirituais, e dava ao mesmo tempo um exemplo de atividade e de esmero” (Rm 12:11, RC; Ellen G.White,Obreiros Evangélicos, p. 234-236).Perguntas para reflexão1. Na prática, como se pode encontrar alegria ou coragem em meio ao sofrimento? Por que é muito mais fácil falar doque realmente descobrir essa alegria e coragem?2. Considere alguém cuja vida evidentemente não reflete as alegações de ser cristão. Como essa pessoa influenciou vocêna caminhada com o Senhor?3. Quais são as armadilhas de se tornar ligado emocionalmente às pessoas a quem você está partilhando o evangelho?Como podemos estabelecer os limites adequados?Resumo: Nessa passagem, Paulo abriu o coração para revelar a verdadeira motivação para o ministério. O motivoprincipal é agradar a Deus, quer agrademos ou não aqueles a quem ministramos. A motivação do dinheiro, sexo e podernão têm lugar no coração decidido a agradar a Deus. O segundo motivo mais importante para o ministério é o amorsincero pelos perdidos. Esses dois motivos são claramente expressos em 1 Tessalonicenses 2:1-12.Respostas sugestivas: 1: Paulo foi perseguido em Filipos e também em Tessalônica, mas o evangelho obteve frutos emambos os lugares, pelo poder de Deus e ousadia dos apóstolos; eles tinham coragem de pregar em meio ao sofrimento.2: Paulo não queria agradar a homens, mas a Deus; sua exortação não tinha engano, impureza nem dolo. 3: Agradar oSenhor, que prova o coração; o mundo busca agradar a homens; quando as pessoas não têm consciência do juízo divino,enganam aos outros e a si mesmos, usando linguagem de bajulação. 4: Intuitos gananciosos; a glória dos homens. 5:Carinho e amor pelas pessoas, como se fossem seus filhos; os apóstolos ofereciam aos irmãos o evangelho e a suaprópria vida. 6: Em meio às tribulações, manifestaram alegria e generosidade para com outros cristãos necessitados;dedicaram a vida a Deus e aos apóstolos. 7: Trabalhou arduamente para não viver às custas dos irmãos, vivendo demodo justo, piedoso e irrepreensível, para dar o exemplo à igreja e evitar críticas e acusações. 8: A maneira pela qual opai trata aos filhos; devemos tratar com amor e carinho as pessoas a quem ministramos, para que vivam de acordo coma vontade de Deus.Resumo da Lição 5 – O exemplo apostólico (1Ts 2:1-12)Texto-chave: 1 Tessalonicenses 2:1-12O aluno deverá...Saber: Que o testemunho de uma pessoa em favor de Cristo é mais eficaz quando está enraizado na motivação deagradar a Deus e amar os outros.Sentir: O desejo de cuidar dos outros de modo mais genuíno e de agradar a Deus em tudo o que fazemos.Fazer: Avaliar as forças motivadoras em nossa experiência cristã.EsboçoI. Saber: Questão de caráterA. Considere a lista de qualidades para anciãos e diáconos em 1 Timóteo 3:1-13. Por que o caráter é tão importante para avida cristã?B. Que motivações o apóstolo Paulo identifica em 1 Tessalonicenses 2:1-6 como impróprias para um cristão? O que tornaessas motivações tão prejudiciais?II. Sentir: Chamado à integridadeA. Você já testemunhou escândalos na igreja? Que motivações levaram a esses escândalos? E que impacto eles tiveramna igreja, na comunidade e em você?B. Os modelos são importantes. Infelizmente, muitos dos modelos na sociedade atual minam as coisas que Deus maisaprecia. Paulo foi um modelo positivo para os tessalonicenses (1Ts 1:5, 6; 2:10). Quem são os modelos para Deus hoje? Quetipo de modelo você é na igreja, no local de trabalho ou na família? Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos. e-mail: ramos@advir.com
  7. 7. III. Fazer: Avaliar nossos motivosA. Alimentar os motivos errados pode facilmente minar o caráter e prejudicar a causa de Cristo. O que podemos fazerpara garantir que os nossos motivos sejam puros?B. Memorize Miqueias 6:8 e peça que Deus cumpra isso em sua vida.Resumo: O desejo genuíno de agradar a Deus e amar os outros é a única motivação suficiente para viver de umamaneira que seja um verdadeiro testemunho por Cristo.Ciclo do aprendizadoMotivaçãoConceito-chave para o crescimento espiritual: A causa de Cristo é melhor servida quando somos motivados pelo desejode agradar a Deus em tudo que fazemos e estamos dispostos a colocar as necessidades dos outros realmente antes dasnossas.Provavelmente a maior ameaça que a igreja cristã tem enfrentado nas últimas décadas não vem de fora dela, mas dedentro, em consequência da sempre crescente lista de escândalos que continuam abalando a igreja. Na verdade,infelizmente, uma pesquisa na internet sobre a expressão "escândalos da igreja" facilmente produz milhões deresultados. Embora cada escândalo envolva diferentes nomes, rostos e denominações, todos derivam de uma das trêsmotivações pecaminosas para o ministério: o desejo de poder, dinheiro ou sexo.O dano desses escândalos à causa de Cristo é desconcertante. Vivemos em uma geração em que a igreja perdeu emgrande parte sua autoridade moral. Em vez de ser uma voz de restrição contra a depravação moral, os céticos sãorápidos em apontar que a igreja é, muitas vezes, parte do problema. Depois de cada escândalo, mais pessoas começama se perguntar como a mensagem do cristianismo pode ser verdadeira se parece que ela não faz diferença na vidadaqueles que a proclamam.Seria fácil atribuir esse problema aos líderes, cujos nomes realçam esses escândalos, mas isso realmente não resolvenada. Em vez de culpar alguém, precisamos entender que, exceto pela graça de Deus, qualquer um de nós poderia cairem tentações semelhantes. Afinal, somos todos seres humanos. A melhor atitude a seguir é prestar atenção àadvertência dada pelo apóstolo Paulo aos tessalonicenses há dois mil anos sobre os perigos de permitir que nossamotivação para servi ao Senhor seja superada por qualquer tentação de satisfazer nossos próprios desejos.Pense nisto: O que podemos fazer para ser parte da solução dos escândalos morais que têm atormentado a igreja, emlugar de ser parte dos escândalos?CompreensãoComentário BíblicoI. As motivações de Paulo (Recapitule com a classe 1 Tessalonicenses 2:1-8.)Da mesma forma que as pessoas hoje, muitas vezes, são céticas a respeito dos evangelistas da televisão, que parecemmais interessados em dinheiro e fama do que em ajudar os necessitados, as pessoas no mundo antigo também eramcéticas acerca dos filósofos itinerantes e oradores públicos, e com razão, pois frequentemente, os "pregadores"itinerantes da época de Paulo eram nada mais do que charlatões que perseguiam a fama e a fortuna.Temos um quadro impressionante do tipo de trapaceiros religiosos presentes nos dias de Paulo quando consideramos avida de um homem chamado Alexandre de Abonoteichus. De acordo com Luciano de Samósata, Alexandre era umcharlatão por excelência. Durante o segundo século, Alexandre fundou uma seita muito popular centralizada em umdeusa serpente chamada Glycon, que supostamente tinha uma cabeça humana, com cabelos loiros. Pessoas de muitoslugares, incluindo o imperador romano Marco Aurélio, foram para ouvir (e pagar pelos) oráculos de Glycon, tal comointerpretados por Alexandre. Em apenas um ano, Alexandre recebeu 80.000 dracmas (a dracma era mais ou menos oequivalente a um dia de salário). Realmente era uma fraude lucrativa. O relato de Luciano e as imagens de Glyconpodem ser encontradas por meio de pesquisa na internet utilizando a expressão "Luciano de Samósata: Alexandre, ofalso profeta".Para não ser associado a fraudes religiosas, como Alexandre, Paulo faz, em 1 Tessalonicenses 2:1-12, uma ousada defesa deseu ministério. Suas palavras deixam claro que algumas pessoas desconfiavam não apenas de seus ensinamentos, masaté mesmo dos motivos por trás de seu ministério. Em resposta a essas acusações, Paulo argumenta que seu ministérionão estava fundamentado em engano , impureza, dolo (1Ts 2:3), nem ganância (v. 5), coisas que certamente eramassociados à seita de Glycon.Vale a pena observar alguns aspectos de três das palavras mencionadas por Paulo. Primeiro, o uso da palavra "impureza"provavelmente tenha conotações sexuais ligadas. Ela é usada com esse sentido em 1 Tessalonicenses 4:7, e Paulofrequentemente a associa à imoralidade sexual em outros lugares (2Co 12:21; Gl 5:19). Isso pode sugerir que alguns pagãosviam com desconfiança a associação de Paulo com as mulheres de destaque em Tessalônica que se haviam convertido aocristianismo (At 17:4). Segundo, a palavra que Paulo usa em 1 Tessalonicenses 2:3 para "dolo" (RA) ou "fraudulência" (RC) vemde uma palavra que descreve a isca usada para pegar um peixe. Ela se refere a qualquer atividade que procura tirarvantagem de alguém sem que a pessoa perceba. Por último, embora a palavra ganância (2:5, NVI) tenha algumareferência ao desejo de ganho financeiro, na verdade é um termo muito mais amplo. Ela vem da combinação de duaspalavras gregas: "ter" e “mais”. Assim, ela aponta para o desejo humano generalizado de satisfação própria, em todas asfases da vida. Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos. e-mail: ramos@advir.com
  8. 8. Pense nisto: Em uma época de charlatões itinerantes, por que era tão importante que Paulo defendesse seus verdadeirosmotivos para o ministério? Que implicações isso pode ter para nós hoje?II. O método de Paulo (Recapitule com a classe 1 Tessalonicenses 2:9-12.)Qualquer um pode alegar que seus motivos são justos. Se é verdade ou não é uma questão totalmente diferente. O estilode vida e o ministério de Paulo, no entanto, deram amplas evidências da veracidade de suas alegações.Ao contrário de outros mestres itinerantes, que dependiam do apoio financeiro de seus ouvintes, a prática de Paulo eraganhar o seu próprio sustento, trabalhando com as mãos. A razão para essa prática não era que Paulo achava que osministros não deviam ser pagos pelos seus serviços. Em suas outras cartas, ele afirma claramente que eles devemreceber apoio financeiro (1Tm 5:17, 18). Mas quando se tratava de seu próprio ministério, Paulo preferia não pedir dinheiropara que ninguém pudesse acusá-lo de simplesmente procurar ganhos financeiros.Como, então, Paulo se sustentou em Tessalônica? Sendo fabricante de tendas por profissão (At 18:3; 20:34), Paulo teriaganho seu sustento passando o dia cortando, trabalhando com ferramentas e costurando couro em sua própria oficina ouna de um colega artesão. Embora o trabalho com peles não fosse fácil, a ocupação diária de Paulo era uma oportunidadede conhecer e conversar com as pessoas que precisavam de seus serviços. Sua trajetória como honesto homem denegócios certamente aumentava sua credibilidade na comunidade. Finalmente, depois de um longo dia de trabalho físico,e durante as horas do sábado, Paulo voltava sua atenção seu outro trabalho, do qual ele mais gostava: o privilégio depregar e ensinar o evangelho àqueles que estavam interessados.Por que Paulo fazia tudo isso? Ele "fez isso porque desejava que os novos cristãos soubessem que ele estava ali como umpai para seus filhos. Os pais não cobram dos filhos por criá-los, por educá-los para ser as pessoas que devem ser."Esse era o significado do trabalho de Paulo" (Tom Wright, Paul for Everyone: Galatians and Thessalonians [Paulo paraTodos: Gálatas e Tessalonicenses]; Louisville, Kentucky: Westminster John Knox Press, 2004, p. 98).Pense nisto: Muitas vezes os céticos dizem que as igrejas só estão interessadas em dinheiro. O que podemos aprendercom o método de Paulo para sustentar seu próprio ministério, ao contrário do conceito do ceticismo?AplicaçãoPerguntas para reflexão1. Em contraste com a acusação de ser um charlatão religioso, que duas metáforas Paulo usa para descrever a si mesmoem1 Tessalonicenses 2:7, 11? O que essas imagens revelam sobre seu ministério e motivos?2. As histórias do profeta Balaão no Antigo Testamento (Nm 22) e Simão, o mágico, no Novo Testamento (At 8) falam dedois homens que perderam de vista a verdadeira motivação para o ministério. Como esses homens perderam a direção?Que lições podemos aprender com eles?Perguntas de aplicação1. As histórias de José no Egito e Daniel em Babilônia contam a experiência de dois homens que eram fiéis a Deusquando muitos outros não eram. O que podemos aprender com esses homens que nos ajudarão em nossa luta contra astentações do sexo, poder e dinheiro?2. Ninguém acorda e repentinamente decide arruinar a própria vida por um capricho. Cada escândalo público na igrejacomeçou com alguém dando pequenos passos em direção às concessões e ao pecado. O que podemos fazer para nãoseguir por esse mesmo caminho?3. Embora a Bíblia registre as histórias de pessoas cuja integridade parecia nunca vacilar, ela também fala de homens emulheres que cometeram erros graves, mas se arrependeram. Que história de arrependimento lhe oferece maisesperança para sua própria experiência? Por quê?CriatividadeAtividade: Termine o estudo da lição lembrando os alunos de que ninguém é invencível. Todos temos nossas própriasprovações e tentações. Mesmo os homens e mulheres mais piedosos que conhecemos lutam contra o pecado. Isso é oque a Bíblia ensina. Todos precisamos de encorajamento e oração.Se possível, divida a classe em pequenos grupos de duas ou três pessoas para orar. Encoraje as pessoas a mencionar umpedido de oração. Além disso, peça a cada grupo para orar pelos líderes espirituais da igreja, pedindo que Deus osguarde de perder de vista o elevado propósito de seu chamado e que Ele os ajude a ter integridade inabalável. Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos. e-mail: ramos@advir.com

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